Número 3 Ano 1

Já dizia o outro: "Quem não chora...", vocês sabem! Pedi colaboradores, e eles vieram!! Começam nesta edição Fernanda Guimarães Rosa, dissecando Neil Young e Atom Egoyan diretamente do Canada para o AlterNETive e Gleber Pieniz, acadêmico de jornalismo da UFSM e companheiro de longa data desse que vos escreve, trazendo uma exclusiva com Carlos Eduardo Miranda, produtor musical, jornalista e agora assumindo uma postura de cyber-guru.

Como se não bastasse, para as próximas edições serão incorporados a esse rol de colaboradores Carlos Gerbase (músico, escritor e cineasta), J.M.M.Kazi (editor da revista-ex-zine Panacea), Nadia Boschetti (nossa futura correspondente em Londres) e Luis Motta (projeto 10000 e uma noites). Sem falar nos fabulosos reviews do editor, que mesmo que ninguém queira, continuarão aparecendo :-)
Acho que depois de tudo isso, um Add Bookmark é uma boa pedida!!

Leandro Indrusiak

P.S. Clique aqui para acessar as edições anteriores do FO-L .





Zines

Conforme prometido, aí vai uma lista de fanzines não-virtuais(!). Nas próximas edições, trarei atualizações e complementos:



Cinema

O futuro colaborador do FO-L (para quem ainda não pegou, Fanzine On-Line), Carlos Gerbase foi fartamente premiado no Festival Internacional de Gramado, com seu curta metragem Deus ex-machina. Além dos kikitos (prêmios do festival), Gerbase também recebeu o Troféu Assembléia Legislativa do RS em várias categorias, troféu esse que premiava as melhores produções gaúchas. Vale ressaltar que um dos categorias prêmios foi para a trilha sonora, que conta com a presença dos Replicantes, banda que Gerbase faz parte desde meados da década de 80.


Review: EXOTICA, de Atom Egoyan. Por Fernanda Guimarães Rosa.



Música

Para variar, bastante polêmico, o novo CD dos Ramones Adios Amigos traz consigo uma série de fofocas, coisa incomum na grande história da banda. Os membros fundadores da banda que ainda permanecem na ativa, Joey e Johnny, estão sem se bicar há tempos (tipo Jagger & Richards) e parece que isso foi fator determinante para as declarações decretando o fim da carreira dos pais do punk rock. Contradizendo isso, o baterista da banda, Marky Ramone, disse em entrevista à revista Rock Brigade que existem grandes possibilidades da banda continuar por mais tempo, possibilidade que a configuração das coisas entre eles torna pouco provável. Anyway, o disco segue a tradição dos CBGB boys, a mesma energia e criatividade. Não há mais o que dizer! São os Ramones!! Aliando a qualidade das composições às reviravoltas com o fim da banda, os Ramones conseguiram algo que nunca haviam conseguido: exposição intensa na mídia americana, que apesar de sempre reconhecer a importância histórica do quarteto, não dedicavam tanta atenção aos lançamentos (na mídia brasileira, entretanto, eles sempre ocuparam lugar de destaque). Em tempo: a maioria das faixas é assinada pelo ex-baixista e fundador da banda, Dee Dee, e várias delas são cantadas pelo atual baixista C.J., entre elas The Crusher, na minha opinião a melhor do disco.


Em Porto Alegre, uma grande oportunidade para conhecer as unsigned bands da cidade é o projeto 10000 e uma noites, no Teatro de Arena. Organizado por Luis Motta, pelo palco passaram entre outras Herculóides, Cecília, Pietà, Manos do Rap, 10000 P'n'R e Sapo Joe. Para o próximo número do FO-L, prometemos uma agenda dos shows e mais detalhes sobre as bandas.


Uma grande música, tocada por uma grande banda: I started a joke, dos Bee Gees (nada de alternativo, os caras fizeram alta badalação décadas atrás), em versão do Faith No More. Mike Patton é um dos melhores vocalistas (e intérpretes) dessa recente geração. Os radicais que me perdoem, mas tive que fazer esse review... nenhuma banda consegue passear com a energia e com a melodia tão bem quanto o FNM.


Mesmo vendendo milhares de cópias, o Primus ainda pode ser considerado uma banda alternativa? Pelo nível de experimentalismo que o trio Lalonde(g), Claypool(b/v) e "Herb" Alexander(d) colocam em suas músicas, eu diria que sim. É de se admirar que vendam tanto, com tantas melodias atonais e instrumentais exóticos. Talvez o grande trunfo sejam as letras quilométricas, que contam estranhas historinhas. Como boa parte dos ouvintes brasileiros não entende os resmungos de Les Claypool, aqui eles nunca emplacaram, com exceção dos músicos, que compram os CDs para conferir as técnicas dos fulanos. O novo CD, Tales from the Punchball, está um pouco mais acessível ao grande público, não que o Primus tenha mudado seu estilo para ser mais facilmente tragável, mas o público é que assimilou as novas tendências e entre essas tendências o virtuosismo debilóide do Primus. Aos digital nuts, um presente: o encarte do CD é todo trabalhado em computação gráfica. Algumas páginas têm idéias bem interessantes.


Três bandas de Santa Maria participaram do terceiro Fest Rock, em São Leopoldo: Fuga, Doce Veneno e Dirty Job. Apesar das grandes diferenças entre os estilos das três bandas, causaram boa impressão, tanto no público quanto na organização do festival. Viajando juntas, o esquema de cooperaçã entre os músicos santamarienses serviu de exemplo para as outras bandas de todo o estado. Doce Veneno e Fuga, que já se destacaram, em diferentes épocas, no Circuito de Rock, mostraram a evolução sofrida, enquanto a Dirty Job, com seu estilo contundente, repercutiu muito bem.



Back para o AlterNETive Home Page