Como se não bastasse, para as próximas
edições serão incorporados a esse rol de colaboradores Carlos Gerbase
(músico, escritor e cineasta), J.M.M.Kazi (editor da
revista-ex-zine Panacea), Nadia Boschetti (nossa futura correspondente em
Londres) e Luis Motta (projeto 10000 e uma noites). Sem falar nos
fabulosos reviews do editor, que mesmo que ninguém queira,
continuarão aparecendo :-)
Acho que depois de tudo isso, um
Add Bookmark é uma boa pedida!!
Leandro Indrusiak
P.S. Clique aqui para acessar as edições anteriores do FO-L .
Neil Young - A Legenda do Rock Canadense
está de volta em novo álbum - por Fernanda
Guimarães Rosa
Entrevista: Carlos Eduardo Miranda - por
Gleber Pieniz
Review: EXOTICA, de Atom Egoyan. Por Fernanda Guimarães Rosa.
Para variar, bastante polêmico, o novo CD dos Ramones Adios Amigos traz consigo
uma série de fofocas, coisa incomum na grande história da banda.
Os membros fundadores da banda que ainda permanecem na ativa, Joey e Johnny, estão sem se bicar há tempos (tipo Jagger
& Richards) e parece que isso foi fator determinante para as declarações decretando o fim da carreira dos pais do
punk rock. Contradizendo isso, o baterista da banda, Marky Ramone, disse em entrevista à revista Rock Brigade que
existem grandes possibilidades da banda continuar por mais tempo, possibilidade que a configuração das coisas entre
eles torna
pouco provável. Anyway, o disco segue a tradição dos CBGB boys, a mesma energia e criatividade. Não
há mais o que dizer! São os Ramones!! Aliando a qualidade das composições às
reviravoltas com o fim da banda, os Ramones conseguiram algo que nunca haviam conseguido: exposição intensa
na mídia americana, que apesar de sempre reconhecer a importância histórica do quarteto, não dedicavam
tanta atenção aos lançamentos (na mídia brasileira, entretanto, eles sempre ocuparam lugar de
destaque). Em tempo: a maioria das faixas é assinada pelo ex-baixista e fundador da banda, Dee Dee, e várias delas
são cantadas pelo atual baixista C.J., entre elas The Crusher, na minha opinião a melhor do disco.
Em Porto Alegre, uma grande oportunidade para conhecer as unsigned bands da cidade é o projeto 10000 e uma noites, no Teatro de Arena. Organizado por Luis Motta, pelo palco passaram entre outras Herculóides, Cecília, Pietà, Manos do Rap, 10000 P'n'R e Sapo Joe. Para o próximo número do FO-L, prometemos uma agenda dos shows e mais detalhes sobre as bandas.
Uma grande música, tocada por uma grande banda: I started a joke, dos Bee Gees (nada de alternativo, os caras fizeram alta badalação décadas atrás), em versão do Faith No More. Mike Patton é um dos melhores vocalistas (e intérpretes) dessa recente geração. Os radicais que me perdoem, mas tive que fazer esse review... nenhuma banda consegue passear com a energia e com a melodia tão bem quanto o FNM.
Mesmo vendendo milhares de cópias, o Primus ainda pode ser considerado uma
banda alternativa? Pelo nível de experimentalismo que o trio Lalonde(g), Claypool(b/v) e "Herb" Alexander(d) colocam em suas
músicas, eu
diria que sim. É de se admirar que vendam tanto, com tantas melodias atonais e instrumentais exóticos. Talvez o grande
trunfo sejam as letras quilométricas, que contam estranhas historinhas. Como boa parte dos ouvintes brasileiros não
entende os resmungos de Les Claypool, aqui eles nunca emplacaram, com exceção dos músicos, que compram os CDs
para conferir as técnicas dos fulanos. O novo CD, Tales from
the Punchball, está um pouco mais acessível ao
grande público, não que o Primus tenha mudado seu estilo para ser mais facilmente tragável, mas o público
é que assimilou as novas tendências e entre essas tendências o virtuosismo debilóide do Primus. Aos digital
nuts, um presente: o encarte do CD é todo trabalhado em computação gráfica. Algumas páginas
têm idéias bem interessantes.
Três bandas de Santa Maria participaram do terceiro Fest
Rock, em São Leopoldo: Fuga, Doce Veneno e Dirty Job. Apesar das grandes
diferenças entre os
estilos das três bandas, causaram boa impressão, tanto no público quanto na organização do
festival. Viajando juntas, o esquema de cooperaçã entre os músicos santamarienses serviu de exemplo para as outras
bandas de todo o estado. Doce Veneno e Fuga, que já se destacaram, em diferentes épocas, no Circuito de Rock,
mostraram a evolução sofrida, enquanto a Dirty Job, com seu estilo contundente, repercutiu muito bem.