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Laboratório de Patologia Veterinária

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

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Endereço: Hospital Veterinário Universitário, prédio 97B,
UFSM - Av. Roraima, 1.000, Camobi, Santa Maria/RS
CEP:97105-900
Tel: (55) 3220-8168 / Fax: (55) 3220-8284


Diagnóstico de leishmaniose canina

por Rafael Fighera, às 8:43h - 04/04/2009

O Laboratório de Patologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria (LPV-UFSM) está aberto, desde segunda-feira (30/03/2009), ao recebimento de amostras que visem diagnosticar leishmaniose em animais. Os exames que iremos fornecer compreendem:

1) Necropsia de cães sorologicamente positivos.
2) Exame parasitológico de cães sorologicamente positivos.
2.1) Citologia de amostras coletadas por punção aspirativa por agulha fina de linfonodos.
2.2) Citologia de amostras coletadas por punção aspirativa por agulha fina de medula óssea.
2.3) Citologia de amostras coletadas por punção aspirativa por agulha fina de nódulos de pele.
2.4) Citologia de amostras coletadas por impressão de pele ulcerada da orelha.
2.5) Histologia de amostras coletadas por biópsia incisional de pele.
2.6) Histologia de amostras coletadas por biópsia excisional de linfonodos.

Ressaltamos que:
1) o exame parasitológico só será realizado em cães positivos na sorologia.

2) os cadáveres devem ser entregues diretamente no LPV-UFSM. Para esse fim (e apenas para esse fim), receberemos cães de outros municípios.

3) As amostras de tecido podem ser entregues diretamente no LPV-UFSM, enviadas pelo correio ou remetidas via transporte rodoviário, a semelhança do que recomendamos para os “Vs”.

Todos os pós-graduandos devem estar aptos a repassar essa informação aos interessados, seja pessoalmente ou por telefone.

Clique aqui para fazer o download da palestra leishmaniose canina.

Clique aqui para fazer o download da requisição dos exames ao LPV-UFSM.

 

Nota sobre leishmaniose canina

por Claudio Barros, às 9:00h - 12/02/2009

Em razão das notícias sobre casos de leishmaniose em pessoas e cães, o LPV quer dar algumas informações pertinentes. Casos de leishmaniose nunca foram diagnosticados pelo LPV. Há uma publicação originário do laboratório (Pocai EA et al. 1998. Leishmaniose visceral [Calazar]: cinco casos em cães de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. Cienc. Rural 28 [3]: 501-505) que descreve cinco casos de leishmaniose em cães. No entanto, foi reconhecido mais tarde que esses casos eram realmente de rangeliose e não de leishmaniose, que são doenças diferentes na parte clínica, anátomo-patológica, de prognóstico, e do ponto de vista de saúde publica, pois a rangeliose não é uma zoonose. Esses esclarecimentos são, portanto necessários.

Clinicamente, os cães com leishmaniose desenvolvem uma doença sistêmica debilitante caracterizada por apatia, anorexia, perda de peso, febre, palidez das mucosas, intolerância ao exercício, perda de massa muscular, linfadenopatia periférica generalizada, hepatomegalia, esplenomegalia, epistaxe e lesões cutâneas. Essas lesões cutâneas, vistas em aproximadamente 90% dos casos, ocorrem quase sempre como uma dermatite esfoliativa e não-pruriginosa com distribuição generalizada, mas que predomina no focinho, na região periorbital e nas pinas. Pode ocorrer dermatite ulcerativa multifocal com quantidade variável de nódulos e onicogrifose (que é o aumento de tamanho com deformidade das unhas) em 20%-30% dos casos. Outras lesões de pele incluem despigmentação do plano nasal e focinho e hiperceratose dos coxins. Apenas 3% a 10% dos cães infectados apresentam sinais clínicos; os cães que apresentam a doença são, em geral, imunossuprimidos em decorrência de doenças concomitantes. O LPV está publicando em seu site, um informativo com maiores detalhes sobre a leishmaniose canina, para orientação de proprietários e veterinários de cães.

Para baixar o informativo, clique aqui.

  • Leishmaniose em cães (arquivo.pdf 29Kb - clique com o botão direito e depois em "salvar como")
  • Patologia das doenças infecciosas em cães (Leishmaniose) (arquivo.pdf 21,5Mb - clique com o botão direito e depois em "salvar como")
  • Claudio S.L. Barros
    Responsável pelo LPV