O
Mestrado em Integração Latino-Americana MILA é um
Curso multidisciplinar do Centro de Ciências Sociais e Humanas da Universidade
Federal de Santa Maria que teve, originariamente, nos Departamentos de Ciências
Econômicas, Direito e História a sua base de apoio.
Em
26 de novembro de 1993, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, em sua
Sessão de nº 431, aprovou a criação do curso de Mestrado
em Integração Latino-Americana. Em março de 1994 ingressa
a sua primeira turma com um total de 12 alunos.
A
Universidade Federal de Santa Maria sempre se caracterizou pelo seu pioneirismo
desde a liderança de José Mariano da Rocha Filho, sendo a primeira
Universidade Federal instalada em uma cidade do interior do país, tendo
primeiro hospital universitário do interior, e o novo projeto de ingresso
na Universidade sem vestibular (PEIES), além de outros projetos de extensão-integração.
Dando seqüência a esse pioneirismo,
em 1993, o Reitor Tabajara Gaúcho da Costa, determina que o Centro de Ciências
Sociais e Humanas execute um projeto de criação de um Curso de Pós-Graduação,
em nível de Mestrado, para pesquisar e formar pessoal qualificado na área
de Integração Latino-Americana, uma vez que os fenômenos de
globalização e integração eram processos que vinham
ocorrendo nas diferentes regiões do mundo, sendo a mais recente a formação
do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL).
Em
1997, o Curso foi reconhecido pela CAPES, como Curso Novo (CN), passando a receber,
com isso, recursos financeiros e bolsas de demanda social, num total de cinco.
No ano de 1998, o Curso foi avaliado pelas CAPES, tendo obtido o conceito três.
Atualmente, o Curso conta com oito bolsas de demanda social.
Ao
longo de sua existência, mais de cento e cinquenta, já defenderam
suas dissertações, tornando-se Mestres em Integração
Latino-Americana. Esses profissionais têm contribuído ativamente
para disseminar transformação social, promover sua universalização
e, com isso, dar significativa contribuição para fomentar o processo
de integração do MERCOSUL. Isso porque se acredita ser essa uma
das vias, senão a única, de desenvolvimento dos povos da região
e a condição de possibilidade para que o processo de globalização
hegemônica, cujo valor principal é o interesse econômico, seja
suplantado pelo valor ético tendo em vista a emancipação
humana. Trata-se da crença de que o processo de integração
serve, por um lado, para debelar a fatalidade imposta aos menos favorecidos de
manterem-se à margem da sociedade global e, por outro, para o desenvolvimento
da sociedade marcada pelo pluralismo.