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2005 - ANO MUNDIAL DA FÍSICA
Depto de Física - UFSM / SANTA MARIA - RS (BRASIL)
MÍDIA (cobertura jornalística de eventos relacionados ao ano mundial da física)

JC e-mail 2694, de 25 de Janeiro de 2005.
MCT dá R$ 1 milhão para Ano Internacional da Física
O anúncio foi feito pelo ministro interino da C&T, Luis Fernandes, no ato de abertura do Ano Internacional da Física no Brasil e de instalação do XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física, na Uerj, RJ

A cerimônia teve lugar no Teatro Odylo Costa Filho, com a presença do físico José Leite Lopes, fundador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), do vice-reitor e reitor em exercício da Uerj, Ronaldo Martins Lauria, do presidente da SBPC, Ennio Candotti, do representante da Academia Brasileira de Ciências, Luis Davidovich (UFRJ), do representante do MEC, Ronaldo Mota, do presidente da Sociedade Brasileira de Física (SBF), Adalberto Fazzio, do representante da Secretaria de C&T e Inovação do Estado do RJ, Francisco Caruso Neto.

Luis Fernandes anunciou a concessão pelo MCT de R$ 1 milhão para as múltiplas atividades do Ano Internacional da Física no Brasil.

Ele destacou em seu discurso que na centralidade que o Governo do presidente Lula confere à C&T, está precisamente a percepção, inscrita nas formulações da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, na Lei de Inovação e na es-tratégia do MCT, de que o desenvolvimento sustentado exige interação dinâmica entre ciência, tecnologia e produção no interior do espaço nacional, naturalmente sem prejuízo dos desejáveis e necessários intercâmbios com o resto do mundo.

Luis Fernandes frisou ainda: Sem perder de vista a clara noção dos desafios à frente, uma retrospectiva das ações empreendidas em 2004 autoriza otimismo pelos avanços obtidos.

Entre eles, a seu ver, estão a crescente conscientização entre as classes políticas quanto à importância estratégica da C&T; diálogo fluído com o Congresso; novos meios de estímulo às atividades de P&D; gestão inovadora dos fundos setoriais com foco em ações estruturantes alinhadas com as prioridades do desenvolvimento nacional; nível de recursos destinados à C&T e capacidade de execução do MCT e de suas agências; incremento à popularização da C&T e de ações regionais de inclusão social; e busca constante de atuação integrada dentro do Governo, com a comunidade científica, com o setor privado, com os governos estaduais, para consolidar um verdadeiro sistema nacional de C&T.

JC e-mail 2694, de 25 de Janeiro de 2005.
Adalberto Fazzio: A ciência deve se desenvolver com planejamento baseado na agenda brasileira
O presidente da Sociedade Brasileira de Física (SBF), em seu discurso na cerimônia de abertura do Ano Internacional da Física no Brasil, explicou as razões da efeméride e defendeu mais verbas para a pesquisa básica

Eis a íntegra de seu discurso:

Estamos aqui reunidos para iniciar as atividades do Ano Internacional da Física. A Unesco e depois a ONU resolveram decretar 2005 como o Ano Internacional da Física.

Por que a Física? E por que 2005?

Em 1905, trabalhando em um escritório Suíço de Patentes, Albert Einstein publicou cinco trabalhos fantásticos. O primeiro artigo chegou à revista Annalen der Physik em 18 de março.

Neste trabalho ele examinou as conseqüências da natureza corpuscular da luz, o efeito fotoelétrico, pelo qual viria receber o premio Nobel em 1921.

Ainda em 1905, o jovem cientista, de apenas 26 anos, apresentou sua tese de doutoramento, que tratava das dimensões das moléculas e como estas contribuem para a mudança na viscosidade da água.

Em seguida, submeteu para publicação um trabalho que dizia respeito ao incessante movimento de pequenas partículas na água-chamado de Movimento Browniano.

Em junho desse ano, introduziu a Teoria Especial da Relatividade. Motivado pelo fato experimental de que a velocidade luz é constante, mudou as leis da mecânica de forma a compatibilizá-las com a experiência...

E em setembro, como conseqüência dessa teoria, deduziu a equação mais famosa da física, E=mc2, mostrando a equivalência de massa e energia, trabalho publicado na revista Annalen der Physik.

Ou seja, a escolha deste ano é a forma de comemorarmos os 100 anos dos trabalhos fundamentais de Einstein. E respondendo a primeira pergunta, é o ano e o momento mais apropriado para nós divulgarmos todas as ciências.

Assim o maior objetivo deste ano é chamar a atenção do público em geral e em especial dos jovens, para a importância e o impacto da Física no mundo moderno. O impacto não diz respeito somente aos avanços dos conhecimentos em física, mas também às contribuições da física em outras áreas do conhecimento, à sua importância para a construção de um mundo melhor.

Para citar alguns poucos exemplos, olhemos para o século XX. A grande revolução da informática/computação tem as raízes na invenção do transistor em 1948 pelos físicos John Bardeen, William Shockley e Walter Bratain, o que lhes valeram o prêmio Nobel de física em 1956.

E não podemos esquecer também que a Internet o famoso http://www teve seu nascimento com os físicos de partículas do Cern.

Na biologia, graças aos estudos de raios-X, o biólogo James Watson e o físico Francis Crick desvendaram a estrutura do DNA.

Na medicina, onde a parceria físicamedicina remonta aos tempos mais antigos, a física médica como a concebemos hoje, teve seu inicio no final do século XIX com a descoberta dos raios-X, pelo físico Wilhelm Rontgen, marco da medicina moderna.

Hoje há a área de diagnóstico por imagens na física médica, composta de radiologia, medicina nuclear, ultra-sonografia, imageamento por ressonância magnética etc. Todas essas técnicas tiveram a forte participação dos físicos. Vários físicos receberam o premio Nobel em medicina, na área de diagnóstico de imagens.

Com a formulação da mecânica quântica, a fronteira entre química e física deixaram de existir. Temos aqui presente, prestigiando e enriquecendo nosso evento, o físico e professor Walter Kohn, premio Nobel de química em 1998.

Também na economia, na meteorologia, na metrologia...

Enfim, a física permeia todas as áreas do conhecimento. E não podemos esquecer que ela é a base fundamental hoje da nanociência-nanotecnologia.

A física no Brasil teve vigoroso desenvolvimento nos últimos 35 anos. A criação do sistema nacional de pós-graduação e programas especiais de fomento à pesquisa tiveram papel importante nesse sucesso.

Tivemos significativo avanço nos índices de produtividade científica e podemos afirmar que hoje nossa participação no cenário mundial é notável.

Mas, não podemos esquecer que o principal fator, para esse desenvolvimento, foi o apoio contínuo à formação de recursos humanos, quadro de professores e pesquisadores de boa qualidade.

É preocupante que, nos últimos 10 anos, os recursos financeiros destinados pelo Governo Federal à ciência deixaram de acompanhar o crescimento da comunidade científica.

A ciência deve se desenvolver com planejamento baseado na agenda brasileira, estabelecendo prioridades com foco em sua inserção na vida econômica e social do país apoio sustentado e sem descontinuidade.

Lembro que planejamento científico não deve ser interpretado como dirigismo. A história nos ensinou que o avanço científico sempre foi cheio de surpresas.

As grandes inovações não são sempre previsíveis, e por isso é fundamental que uma parcela do orçamento de ciência e tecnologia seja sempre assegurada, para que mediante competição por mérito intrínseco de cada proposta nossos cientistas tenham espaço, recursos e condições para desenvolver sua criatividade segundo suas próprias iniciativas, com liberdade e com cronogramas ditados pelos objetivos científicos.

No sistema atual de financiamento da pesquisa brasileira, isso será possível se parte substancial dos recursos for destinada aos Editais Universais do CNPq.

O financiamento da demanda espontânea possibilitou o desenvolvimento e a diversificação da pesquisa em todo o país. O CNPq hoje vem sendo penalizado em seus orçamentos anuais os recursos destinados à demanda espontânea foram extremamente reduzidos.

A esperada mudança qualitativa no apoio às atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em áreas temáticas decorrentes da injeção de recursos adicionais pelos Fundos Setoriais só poderá ocorrer se, de fato, esses fundos apoiarem pesquisa inovadora e de amplo espectro que abranja toda a cadeia do conhecimento.

Os apoios à pesquisa induzida devem vir acompanhados de forte investimento em pesquisa básica.

A física é a base última não somente das ciências naturais, mas também de quase toda a ciência e tecnologia contemporâneas. Isso faz com que seja ensinada como disciplina básica nas engenharias e outras ciências naturais.

Como já disse, o programa de pós-graduação brasileiro, criado há pouco mais de três décadas, pode ser considerado uma das mais bem sucedidas ações de política científica no país.

Nos últimos 30 anos, a pósgraduação formou cerca de quatro mil doutores em física. Comparado com os países mais desenvolvidos, esse numero é ainda pequeno e deve crescer.

No entanto, as Universidades e os Institutos de Pesquisa não têm conseguido absorver os cerca de 200 doutores que formamos anualmente em física, e o número deles trabalhando na indústria é ínfimo.

É, portanto, chegado o momento de acrescentar aos objetivos do programa de pós-graduação contribuições que permitam à física se envolver mais diretamente com setor não acadêmico, como programas já existentes em países mais desenvolvidos.

O ensino de ciências, além de preparar profissionais para serviços diretos à sociedade e a formação de pesquisadores capazes de contribuir para o avanço da ciência e tecnologia, é importante para o futuro exercício da cidadania.

No ensino fundamental e médio, o aprendizado das ciências naturais deve contribuir para a educação do cidadão, através da compreensão do papel desta no desenvolvimento da tecnologia. A educação em ciência, em todos os níveis, dá ao estudante uma visão do mundo fundamentada na observação objetiva. Esse treinamento é um instrumento essencial numa sociedade democrática.

A incorporação do conhecimento científico à cultura popular é outro aspecto da mesma questão. O cidadão comum precisa processar informações de forma objetiva e comunicar-se de forma estruturada, ter espírito crítico e ser capaz de ler a tecnologia de seu tempo.

Estamos, hoje, diante de questões cujo entendimento e encaminhamento de possíveis soluções exigem, cada vez mais, da população, uma base mínima de conhecimento científico.

Por exemplo, temas como produtos transgênicos, aquecimento global, clonagem terapêutica, células-tronco etc., exigem, além de opiniões técnicas, decisões éticas e políticas, que, em última análise, devem ser tomadas pela sociedade.

Assim, sem nenhuma alfabetização científica, o indivíduo ficará incapacitado para exercer plenamente sua cidadania.

Aqui, não podemos deixar de louvar o empenho do atual governo com ações para diminuir o analfabetismo cientifico.

E parabenizar a SBPC, que, ao longo de muitos anos, tem se empenhado nessa direção através de diferentes programas reuniões anuais e regionais, publicações, revistas etc.

Neste ano a SBF estará promovendo várias atividades, em todo país, mostrando a importância da ciência.

Faremos várias exposições itinerantes; os Departamentos de Física [das Universidades] de todo o Brasil (mais de 50) estarão promovendo a Semana da Física, com palestras, cursos, mesas-redondas etc.

Durante a Reunião Anual da SBPC, neste ano, em Fortaleza, estaremos cumprindo uma programação voltada para os trabalhos de Einstein.

E iremos a Sobral, cidade cearence, que, em 1919, acolheu a expedição inglesa para a confirmação da teoria da relatividade geral, através da observação do eclipse, com apresentações de peças teatrais sobre a Física Moderna.

Estamos lançando hoje a nossa série de livros 'Temas Atuais em Física', com 12 volumes escritos por nossos colegas, dedicados a professores do ensino médio e fundamental.

Lançamos também o livro 'Física para o Brasil', que tem como objetivo fazer um balanço do estado das pesquisas nos assuntos mais relevantes da Física, no Brasil e no mundo. Quais são os grandes desafios? Quais são as áreas em que contribuições de cientistas brasileiros poderão ser relevantes?

Abordamos tópicos multidisciplinares. Examinamos a estrutura educacional, a formação de recursos humanos, a inclusão social etc. Sempre de forma propositiva! E tudo em linguagem bastante acessível ao grande publico.

Gostaria aqui de agradecer o apoio do MCT, CNPq, Finep, CGEE, Uerj e Cefet.

Encerro, desejando para nós muito sucesso neste Ano Internacional da Física.
Muito Obrigado.
Adalberto Fazzio
 

JC e-mail 2693, de 24 de Janeiro de 2005.
Brasil comemora o Ano da Física
Entre março e setembro de 1905, um jovem de 26 anos produziu cinco trabalhos considerados extraordinários, que mudariam a face da ciência moderna e o tornariam um dos mais importantes cientistas de todos os tempos

Roberta Jansen escreve para O Globo:

Nas palavras de Ildeu de Castro Moreira, diretor do Depto. de Popularização e Difusão de C&T do Ministério da C&T, não é à toa que 1905 foi designado o ano miraculoso de Albert Einstein.

Não é à toa também que 2005 foi declarado pela ONU o Ano Mundial da Física, em homenagem ao centenário dos cinco trabalhos.

As comemorações no Brasil terão início hoje, com a abertura do XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física, organizado pela Sociedade Brasileira de Física.

Mas diversos outros eventos palestras, exposições e lançamentos de livros estão programados em vários pontos do país ao longo do ano para marcar a data.

Em março de 1905, Einstein propôs o que mais tarde classificaria como a idéia mais revolucionária de sua vida: a luz apresenta estruturas granulares, ou fótons, como ficariam conhecidas.

A idéia, que só 20 anos depois foi aceita pela comunidade científica, lançou os pilares da moderna física quântica. Foi a base para o surgimento do laser, quase 50 anos mais tarde.

Entre abril e maio daquele mesmo miraculoso ano, o cientista apresentou dois trabalhos nos quais forneceu elementos essenciais para que a existência de átomos e moléculas fosse confirmada experimentalmente. Até então, a existência das partículas era apenas uma hipótese forte, não aceita por muita gente.

Finalmente, entre junho e setembro de 1905, Einstein concluiu dois artigos em que levantou a possibilidade de se transformar energia em massa e vice-versa e apresentou aquela que se tornaria uma das mais famosas fórmulas da ciência: E = MC2.

Poucos anos depois, os dois trabalhos dariam origem à Teoria da Relatividade, que destruiria o caráter absoluto atribuído, durante séculos, ao tempo e ao espaço. A partir dessas idéias foi possível desenvolver a energia nuclear.

Einstein provoca uma mudança da nossa visão do mundo, sustenta Moreira. A idéia, este ano, não é apenas celebrar um dos cientistas mais brilhantes dos últimos tempos, mas valorizar o impacto de suas idéias no mundo moderno.

Especialistas querem renovar ensino da física

De acordo com os organizadores, o simpósio que começa hoje na Universidade Estadual do RJ (Uerj), abrindo as comemorações no Brasil, contará com cerca de dois mil participantes.

Entre eles, o ganhador do prêmio Nobel de química de 1998, Walter Kohn, além de historiadores da física e especialistas na obra de Einstein. Entre outros temas, o encontro abordará a modernização do ensino da física.

Enquanto no mundo um dos objetivos do ano é discutir o impacto das idéias de Einstein, no Brasil queremos promover uma reflexão sobre a renovação do ensino de física, em particular no ensino médio, diz Moreira.

É preciso abordar temas mais atuais, como laser e buracos negros.

Os jovens lidam com aparelhos baseados em conceitos sofisticados e aprendem uma física do século XVII e XVIII. Acho que uma renovação é importante.
(O Globo, 24/1)

JC e-mail 2693, de 24 de Janeiro de 2005.
Simpósio no Rio abre o Ano Mundial da Física no Brasil
Nesta segunda-feira, começa o 16º Simpósio Nacional de Ensino de Física, que marca o início, no Brasil, das comemorações do Ano Mundial da Física. O evento, que tem o apoio do MCT, é uma homenagem aos 100 anos dos trabalhos fundamentais de Albert Einstein

O ministro interino da C&T, Luis Fernandes, participa da abertura do simpósio, às 20h, no Teatro Odylo Costa Filho da Universidade Estadual do RJ (UERJ).

A programação inclui mesas-redondas e palestras, ministradas por pesquisadores brasileiros e estrangeiros que falarão sobre temas variados, especialmente sobre o ensino da Física. Está prevista também a realização de mini-simpósios, cursos e oficinas.

Estarão prestigiando o evento nomes como Walter Kohn (Prêmio Nobel - Universidade da Califórnia), John Stachel (Universidade de Princeton), Mercé Izquierdo Aymerich (Universidade de Barcelona), Boaventura de Souza Santos (Universidade de Coimbra), Carlos Fiolhais (Universidade de Coimbra), Helge Kragh (Universidade de Aarthus), Vitor Duarte Teodoro (Universidade Nova de Lisboa) e Jorge Valadares (Universidade Nova de Lisboa).

Segundo o professor Ildeu Moreira, diretor do Depto. de Popularização e Difusão de C&T do MCT, o simpósio vai ampliar o debate sobre a formação dos professores de Física no Brasil, assim como possibilitar a reciclagem do conhecimento acumulado, visando à melhoria do aprendizado na área.

Esperamos atrair também os jovens e mostrar que a ciência faz parte do cotidiano da sociedade, afirmou.

Depois da abertura na UERJ, o evento prossegue no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), terminando no dia 28 de janeiro.

100 anos de Einstein

Escritos entre março e setembro de 1905, os trabalhos científicos de Albert Einstein vieram a contribuir para uma mudança radical na Física e na ciência moderna em geral, com implicações profundas na tecnologia e na cultura contemporâneas.

A idéia de comemorar o Ano Mundial da Física em 2005 surgiu no Congresso Mundial de Sociedades de Física, em 2000, em Berlim, com a presença de representantes de mais de 40 sociedades de Física.

Em 2002, a União Internacional de Física Pura e Aplicada adotou uma resolução nessa direção. A 32ª sessão da Conferência Geral da Unesco fez o mesmo em novembro de 2003. Em 2004, a ONU declarou 2005 como o Ano Internacional da Física.

A homenagem vai além da mera celebração histórica de um dos cientistas mais brilhantes de todos os tempos. Pretende-se mostrar ao público a importância e o impacto da Física no mundo moderno, não só das inúmeras aplicações práticas que decorreram de seus avanços teóricos e experimentais, mas também de seus aspectos culturais e humanísticos.

A Física moderna gerou uma nova visão do mundo, possibilitou enormes avanços tecnológicos e trouxe importantes implicações para outras áreas do conhecimento.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Física (SBF) está organizando diversas atividades comemorativas ao longo deste ano, como palestras sobre física moderna, exposições científicas e educativas, sessões de laboratório para estudantes, encontros, seminários e cursos, publicações de livros voltados para a melhoria do ensino de física, atividades de divulgação científica em praças públicas, programas de TV, vídeos e peças de teatro, números especiais de revistas, mostras de filmes, tradução de artigos de Einstein etc.

Ficou definido, ainda, o dia 19 de maio como o Dia Nacional da Física. Nessa data, institutos e departamentos de Física, em todo o país, estarão oferecendo uma programação especial.

Mais informações sobre o simpósio e a programação nacional para o Ano Mundial da Física em http://www.sbfisica.org.br

Para acessar o site internacional sobre o Ano Mundial da Física clique http://www.wyp2005.org
(Assessoria de comunicação do MCT)

JC e-mail 2693, de 24 de Janeiro de 2005.
Ciência & Ambiente completa 15 anos
A revista Ciência & Ambiente, editada na Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, completa 15 anos de existência em grande estilo. A sua 30ª edição é dedicada ao mais importante cientista do século XX, conforme escolha da revista norte-americana Time: Albert Einstein

Organizado em associação com a Sociedade Brasileira de Física, a Finep e o Ministério da Ciência e Tecnologia, o novo número se inscreve nas comemorações do centenário dos trabalhos revolucionários publicados por Einstein em 1905, conhecido como o ano miraculoso, e do Ano Mundial da Física, instituído pela Organização das Nações Unidas.

Além dos artigos que se ocupam da descrição de alguns dos seus resultados científicos mais relevantes, como as duas teorias da relatividade (a especial e a geral) e as contribuições para a mecânica quântica, a publicação traz, para apreciação do público, facetas menos conhecidas de sua produção intelectual e de suas ações como cidadão, entre elas, as incursões pela política, o estilo próprio de fazer ciência e a importância que concedia à divulgação científica.

Apesar de possuir características típicas dos gênios, Einstein foi um homem do seu tempo e as influências da época ressoam em seu trabalho, inclusive explicando-o. São também lembradas a visita que fez ao Brasil há exatos 80 anos, e a longa amizade que o uniu a Michele Besso. Enfim, uma cronologia permite situar o leitor em relação à vida e obra do grande cientista.

Participam da edição: Peter Galison, Michel Paty, Aguinaldo Médici Severino, Abel Lassale Casanave, Antonio Luciano Leite Videira, Luiz Davidovich, Saulo Carneiro, Olival Freire Jr., Ildeu de Castro Moreira, Nelson Studart, Antonio Augusto Passos Videira, Henrique Fleming e Cássio Leite Vieira.

Editor: Delmar Bressan.
Editores convidados: Antonio Augusto Passos Videira e Ronaldo Mota.

Outras informações podem ser obtidas pelo endereço eletrônico ambiente@ccne.ufsm.br ou mediante consulta à página da revista na Internet: http://www.ufsm.br/cienciaeambiente
Preço do exemplar avulso: R$ 17,50
Assinatura 2005 (números 30 e 31): R$ 30,00
Assinatura 2005 e 2006 (números 30, 31, 32 e 33): R$ 55,00

JC e-mail 2691, de 19 de Janeiro de 2005.
Conheça a programação do Ano Mundial de Física na Universidade Federal de Santa Maria, no RS
Ao longo do ano, várias atividades irão marcar as celebrações locais
Site: http://www.ufsm.br/severino/anodafisica/programacao.html
JC e-mail 2691, de 19 de Janeiro de 2005.
XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física, no RJ
De segunda a sexta-feira (24-28 de janeiro), na Uerj. Abertura na segunda, no Teatro Odylo Costa Filho, rua São Francisco Xavier, 524, Tijuca, RJ. Simultaneamente, e com o apoio do MCT, ocorre a abertura no Brasil do Ano Mundial da Física em comemoração aos 100 anos dos trabalhos fundamentais de Albert Einstein

O evento inclui mesas-redondas e palestras sobre temas variados, especialmente sobre o ensino da Física e, também, mini-simpósios, cursos e oficinas oferecidas por professores de diversas instituições de pesquisa e Universidades brasileiras.

As palestras serão proferidas por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, como Walter Kohn (Prêmio Nobel, Universidade da Califórnia), Mercé Izquierdo Aymerich (Universidade de Barcelona), John Stachel (Universidade de Princeton), Boaventura de Souza Santos (Universidade de Coimbra), Carlos Fiolhais (Universidade de Coimbra), Helge Kragh (Universidade de Aarthus), Vitor Duarte Teodoro (Universidade Nova de Lisboa) e Jorge Valadares (Universidade Nova de Lisboa).

O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) abriga o simpósio, mas a abertura acontece na Uerj.

Estarão presentes os ministros de C&T, Educação e Cultura, além de outras autoridades das áreas, bem como físicos renomados e representantes de Sociedades Científicas.

Origem do Ano Mundial da Física

Em 2005, comemora-se o centenário de trabalhos científicos de Einstein, escritos entre março e setembro de 1905, que contribuiram para uma mudança radical na física e na ciência moderna, com implicações profundas na tecnologia e na cultura contemporâneas.

A idéia de se realizar o Ano Mundial da Física em 2005 surgiu no Congresso Mundial de Sociedades de Física, em 2000, em Berlim, com a presença de mais de 40 Sociedades de Física.

Em 2002, a União Internacional de Física Pura e Aplicada adotou resolução a respeito. A 32a sessão da Conferência Geral da Unesco fez o mesmo em novembro de 2003.

Em 2004, a ONU declarou 2005 como o Ano Internacional da Física.

Tais comemorações vão além da mera celebração histórica de um dos cientistas mais brilhantes de todos os tempos.

Pretende-se possibilitar que o público aprecie a importância e o impacto da física no mundo moderno, não só das inúmeras aplicações práticas que decorreram de seus avanços teóricos e experimentais, mas também de seus aspectos culturais e humanísticos.

A física moderna gerou uma nossa visão do mundo, possibilitou avanços tecnológicos enormes e trouxe importantes implicações para outras áreas do conhecimento.

Site internacional sobre o Ano Mundial da Física: http://www.wyp2005.org

Ano Mundial da Física no Brasil

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Física (SBF) está organizando atividades comemorativas sobre o Ano Mundial da Física. Elas terão início no XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física, no RJ, de 24 e 28 de janeiro de 2005.
Muitas atividades estão sendo programadas ao longo do ano:
Palestras sobre física moderna; exposições científicas e educativas; sessões de laboratório para estudantes; encontros, seminários e cursos; publicações de livros voltados para a melhoria do ensino de física; atividades de divulgação científica em praças públicas; programas de TV, vídeos e peças de teatro; números especiais de revistas; mostras de filmes; tradução de artigos de Einstein etc.

Foi definido o dia 19 de maio de 2005 como o Dia Nacional da Física ao longo do qual serão realizadas atividades pelos institutos e departamentos de física de todo o país.

A programação de atividades em todo o país e outras informações sobre o Ano Mundial da Física estão disponíveis na página da SBF: http://www.sbfisica.org.br

No Brasil está sendo enfatizada a importância da física para o desenvolvimento do país e a necessidade da renovação e melhoria do ensino da física em todos os níveis. Um dos pontos centrais das atividades será também motivar e interessar os jovens para a física.

Trabalhos de Einstein de 19005

Em 1905, cinco trabalhos publicados por Einstein contribuíram para alterar profundamente as concepções vigentes sobre o espaço e o tempo e sobre a matéria e a radiação.

No primeiro deles introduziu a hipótese revolucionária do quantum de luz (fóton): a luz, sob certos aspectos, apresenta uma natureza granular.

Em abril, com sua tese de doutoramento e com outro trabalho, em maio, ajudou na confirmação experimental da existência de átomos e moléculas.

Em junho propôs a teoria da relatividade especial, que destruiria o caráter absoluto atribuído, durante séculos, ao tempo e ao espaço. Em setembro, deduziu a expressão E mc2.

Cronologia dos trabalhos de 1905:

11 de março - Concluiu artigo sobre o quantum de luz e o efeito fotoelétrico: Sobre um ponto de vista heurístico concernente à geração e transformação da luz.

30 de abril - Tese de doutorado: Sobre uma nova determinação das dimensões moleculares.

11 de maio - Sobre o movimento de partículas suspensas em fluidos em repouso, como postulado pela teoria molecular do calor: O trabalho analisa o movimento browniano, movimento irregular de uma partícula muito pequena mergulhada em um fluido.

30 de junho - Envia artigo sobre a relatividade especial: Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento.

27 de setembro - Deduz a famosa equação Emc2 em artigo de três páginas: A inércia de um corpo depende da sua energia?

Cronologia de Einsteins

1879 - Nasce em Ulm (Alemanha) no dia 14 de março.
1900 - Forma-se no Instituto Federal de Tecnologia (Zurique).
1902 - Começa a trabalhar no Escritório de Patentes (Berna).
1905 - Ano miraculoso de Einstein
1907 - Publica o primeiro trabalho sobre a teoria quântica dos sólidos.
1909 - Professor associado da Universidade de Zurique.
1911 - Professor da Universidade de Praga.
1914 - Professor da Universidade de Berlim.
1915 - Conclui a Teoria de Relatividade Geral.
1917 - Diretor do Kaiser-Wilhelm Institute. Primeiro trabalho sobre cosmologia relativística.
1919 - Observação de eclipse solar em Sobral (Ceará) comprova previsões de Einstein.
1922 - Recebe o Prêmio Nobel de Física de 1921.
1924 - Trabalho sobre a condensação de Bose-Einstein.
1925 - Viagem à América do Sul (Argentina, Uruguai, Brasil).
1933 - Passa a residir nos EUA, em Princeton.
1935 - Trabalhos sobre a interpretação da mecânica quântica. (Paradoxo EPR).
1955 - Morre em Princeton no dia 18 de abril.

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