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A memória viva da Universidade



 

Nem a melancolia de uma semana chuvosa abalou o jovial sorriso do engenheiro Edison Andrade da Rosa, o popular Edinho ou “a memória viva da universidade” como também é conhecido. Carismático de uma maneira que traduz sua experiência com o meio acadêmico ele responde as perguntas enquanto rabisca em uma folha traços ligeiros e precisos, os quais parecem organizar sua linha de raciocínio, demonstrando sua formação técnica.

Natural de Dilermando de Aguiar, Edinho teve seu primeiro contato com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) ao ingressar em 1974 no curso de Matemática e, um ano depois, em Engenharia Elétrica. Iniciou seu estágio na antiga Assessoria Técnica de Obras em 1977, começando aí sua familiaridade com as edificações do campus. Por ser um aluno carente, lecionava à noite, o que gerou atrasos em seu curso. Formou-se, em 1981, sendo contratado, logo após, como Engenheiro Eletricista pela UFSM.

Edinho hoje trabalha na Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA) dentro da Coordenadoria de Obras e Planejamento Ambiental (COPA), sendo responsável pela construção e reforma dos espaços físicos da UFSM. É mais conhecido, porém, por seu cargo não oficial de historiador da Universidade, adquirido devido ao longo tempo de convívio com a instituição, o que permitiu com que testemunhasse a gestão de todos os reitores.

Edson define seu trabalho diário como uma constante administração de conflitos. “Em manutenção não existe rotina. Por exemplo, abrir um acesso, uma rua, é fácil, mas agora a manutenção…”. A Universidade possui um fluxo e uma rotatividade de usuários muito grande, o que torna a manutenção bastante dispendiosa. Edinho, porém não reclama “É tranquilo”, diz com um sorriso.

Quando questionado sobre as diferenças entre a Universidade atual e a de antigamente resume de forma simples “A Universidade da década de 70 era um colegião, a pesquisa era mínima, a grande virada foi na década de 80”, ainda assim sempre considerou a qualidade de ensino muito boa, mesmo quando poucos professores eram pós-graduados. Aliás, considera-a cada vez melhor, pela facilidade com que a informação pode percorrer e pelas várias ferramentas de ensino diferenciadas da atualidade.

Edinho sente muito orgulho da instituição em que trabalha, “A Universidade é marcante, todo dia ela nos marca com alguma coisa” cita também que fica bastante feliz quando vê pessoas que se formaram na UFSM em posições de sucesso. “Abraça tua profissão, que daqui tu sai bem!” aconselha.

Seu maior orgulho são seus três filhos, todos vinculados à UFSM. A mais velha já formada em Medicina, a do meio em Engenharia Civil e o caçula ainda cursando Engenharia. Além de orgulhoso, ele os define como parte da razão que o mantém ligado à Universidade. “Eu sou apaixonado pela Universidade, pois em primeiro lugar se não fosse a universidade pública e gratuita, eu não teria feito Engenharia, meu irmão não teria feito Medicina. Meus filhos completaram seus cursos, tudo isso de graça, por isso eu acho que uma das razões de eu ainda estar aqui é que parece que eu nunca vou pagar isso, sabe? Então eu tenho uma gratidão muito grande com a Universidade, de coração.”

Repórter:

Pedro Porto – Acadêmico de Jornalismo.

Edição:

Lucas Durr Missau – Jornalista.


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