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A jornada da JAI



 

A relação que determinada sociedade mantém com a ciência diz muito sobre seu potencial de crescimento. Ciência e progresso estão intimamente conectados. Na Universidade Federal de Santa Maria, entre os dias 18 e 21 de outubro, essa conexão ficou especialmente visível.

Nesses dias ocorreu a 26ª edição da Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da UFSM. A JAI é um evento promovido pela Universidade em prol da ciência e da extensão. Sua primeira edição aconteceu no ano de 1984, e naquele tempo foi chamado de 1º Seminário de Pesquisa da UFSM. Ao longo de sua trajetória o evento foi se reinventando, e hoje ele é o principal espaço ofertado pela Universidade à sua comunidade para exposição e intercâmbio de produções científicas e projetos de extensão.

Extensão: a ciência a favor da comunidade

À ideia da criação de uma universidade está adicionada a percepção de que o desenvolvimento tecnológico, social e econômico de uma nação está totalmente atrelado à sua evolução científica. Na UFSM, essa concepção esteve presente desde a fundação, pelo esforço da direção da Universidade em oferecer aos alunos um corpo docente qualificado, com o maior grau de instrução possível.

Empreendidos esforços em manter elevada a qualidade do corpo docente, a UFSM cumpria o preceito de incentivar os acadêmicos a realizar pesquisas científicas, já na década de 1960. Buscando estimular a Universidade a compensar o investimento que a comunidade santa-mariense fazia na educação superior, em 21 de agosto de 1972, a UFSM institucionalizou a extensão, por meio da implementação da Pró-Reitoria de Extensão (PRE).

No ano de 1976, proposta pela PRE, foi instituída na UFSM uma política de estratégias extensionistas. Essa política pretendia implantar em todos os departamentos da Universidade ações que originariam um amadurecimento institucional gradual em favor da extensão. Foi o decreto nº 87.497 de 18 de agosto de 1982, que consolidou a política de estratégias de extensão da UFSM, adaptando os potenciais tecnológicos, científicos e culturais existentes em cada departamento de ensino para com a comunidade.

Em 02 de setembro de 1983, foi regulamentado o Fundo de Incentivo à Pesquisa (FIPE), que tinha como objetivo incentivar os pesquisadores que enfrentavam dificuldades na obtenção de recurso junto às agências financiadoras tradicionais.

Com a política de extensão ainda dando seus primeiros passos, em maio de 1984, realizou-se o I Seminário de Pesquisa da UFSM. Foi esse evento que deu origem à JAI. Nos anos seguintes, o projeto do Seminário de Pesquisa foi se modificando e à sua estrutura foram adicionadas outras iniciativas já desenvolvidas e consolidadas na Universidade Federal de Santa Maria.

 

A publicação que fez crescer

Em 1985, assume a direção da Universidade o reitor Gilberto Aquino Benetti. Em sua gestão, o administrador da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) foi o professor Carlos Eugênio Daudt, hoje professor do Departamento de Ciência e Tecnologia dos Alimentos do Centro de Ciências Rurais da UFSM. O professor Daudt relata que em 1986, uma das principais preocupações da UFSM era mostrar ao Ministério da Educação que pesquisas e projetos de extensão importantes eram realizados também fora dos eixos das grandes cidades que abrigavam universidades como Rio de Janeiro, Porto Alegre ou São Paulo.

Assim, em 1986, foi organizada pela PRPGP a primeira edição do Catálogo da Produção Intelectual da UFSM. Ali, os docentes da instituição tinham a oportunidade de publicar todos os seus trabalhos, em formato semelhante àquilo que hoje se observa na plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Daudt conta que a iniciativa foi recebida com muita desconfiança. Muitos professores relutaram em enviar seus trabalhos por não conhecer o destino do catálogo. Foi necessário que todos os pró-reitores se irmanassem e convencessem o máximo possível de professores a colaborar com a publicação. No fim, cerca de 200 trabalhos foram publicados. Cerca de outros 400 ficaram de fora.

Muitos nomes, várias formas: a democratização da ciência como propósito constante

Foi através desse estímulo da reitoria e da PRPGP, que em 1986 foi realizado o Salão de Iniciação Científica da UFSM. Esse salão concentrou suas produções nas atividades de pesquisa. Já, em 1987, foi realizada a 1º Mostra Universitária de Ensino, Pesquisa e Extensão, que ampliou a variedade de conhecimentos estudados na UFSM.

Nos anos seguintes, foram sendo, alternadamente, modificados os modos de exposição de projetos produzidos na Universidade. Em 1991, foi realizada a 1º Jornada de Pesquisa. Em 1994, aconteceu a I Jornada Integrada de Pesquisa, Extensão e Ensino (JIPEE).  Em 1998, finalmente se chegou à nomenclatura que conhecemos hoje: Jornada Acadêmica Integrada. Naquele ano, tivemos a XIII JAI. De lá para cá muitos elementos foram alterados, incluídos ou suprimidos da JAI. Mas sua matéria-prima continua sendo a mesma: a ciência, em princípios ou em prática, em prol da evolução.

Repórter:

Fernanda Arispe – Acadêmica de Jornalismo.

Edição:

Lucas Durr Missau.


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