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Egressa da UFSM participa de programa de jovens líderes na Espanha



Cleusa Jung, egressa de Jornalismo, participa de Programa de Jovens Líderes promovido pela Fundação Carolina na Espanha (Foto: Arquivo Pessoal)

A jornalista Cleusa Jung, graduada pela UFSM-FW, foi selecionada para a 15ª edição do Programa Jovens Líderes Iberoamericanos, promovido pela Fundação Carolina (Espanha) em parceria com o Banco Santander. Durante duas semanas, Cleusa participou de palestras, colóquios e conversas que destacaram a integração entre os países iberoamericanos, bem como o papel da liderança jovem na união destas nações.

A seleção para o programa, oferecido pela primeira vez na UFSM, aconteceu a partir de um edital divulgado pela Secretaria de Apoio Internacional (SAI) que avaliou criteriosamente a produção científica e o desempenho acadêmico dos candidatos. De acordo com o assessor adjunto do Gabinete do Reitor na SAI, professor Fábio Duarte, foram duas grandes etapas até o resultado final: uma seleção interna, desenvolvida pela SAI, e a segunda fase, internacional, que dependia das qualidades do candidato em relação ao potencial de liderança e questões de contexto social. Nesta etapa, os estudantes precisaram mostrar desenvoltura em diferentes áreas do conhecimento.

Cleusa foi uma das três brasileiras selecionadas, todas oriundas de diferentes regiões do país. “Nós começamos a nossa reflexão pelas nossas próprias diferenças e por tentar entender os diferentes contextos em que vivemos para depois compreender a Iberoamérica”, destaca a jornalista. Ela conta que o interesse em participar do programa surgiu pela possibilidade de ampliar os conhecimentos e debater com outros jovens questões políticas, econômicas, sociais e culturas relativas à América Latina, Espanha e Portugal.

As experiências adquiridas durante a graduação tiveram papel relevante no processo de seleção. Além dos ensinamentos transmitidos pelos professores, essenciais na trajetória da profissional, desde o início do curso de Jornalismo Cleusa dedicou-se às questões sociais e políticas, participando do Diretório Acadêmico do curso e do Diretório Central dos Estudantes. A jornalista conta que logo no segundo semestre da graduação já estava envolvida em projetos de extensão que lhe permitiram maior envolvimento com a comunidade. Outra experiência marcante foi o intercâmbio realizado em 2016 para o México. A viagem deu origem a sua monografia, que abordou a violência sofrida pelas jornalistas na América Latina.

Neste ano de 2018, a viagem para a Europa iniciou no dia 22 de setembro, e desde lá a rotina da jornalista foi preenchida com diferentes atividades, através das quais entrou em contato com empresas públicas e privadas, organizações políticas de grande envolvimento social na Europa, empresas facilitadoras e incentivadoras de programas sociais, além de pessoas de grande prestígio e especialistas nas diferentes áreas de conhecimento. Cleusa explica que, ao final de cada atividade, os participantes debatiam e tiravam dúvidas sobre os temas abordados.

Sobre a importância de integrar os países iberoamericanos, a jornalista chama atenção para o contexto político-social vivido em cada nação, o que dificulta o processo de união entre elas. Nesse sentido, destaca o papel das atividades de intercâmbio, além dos eventos científicos e acadêmicos como importantes para integração dos países.

Já de volta ao Brasil, a intenção é trabalhar cada vem mais com a comunicação, a prática jornalística e os direitos humanos. O projeto serviu de incentivo para ampliar a atenção para o contexto da América Latina. Dessa maneira, pretende trabalhar como facilitadora no processo de criação e execução de atividades em diferentes países. “A mudança começa pelo nosso entorno, então por mais que a nossa mudança de atitudes e ações seja apenas local, isso ajuda a facilitar uma maior consciência crítica social, especialmente em meio ao contexto que vivemos hoje no Brasil”, explica.

Durante os dias em que esteve fora do Brasil, Cleusa produziu uma espécie de diário virtual. Com o intuito de compartilhar suas vivências com os amigos e a família, além de despertar o interesse de outros jovens em participar do programa, que até então era uma novidade para a UFSM, a jornalista publicou as experiências em sua conta no Instagram. Lá, é possível conferir como foi a viagem e as atividades desenvolvidas com os participantes.

A jornalista destacou ainda o papel da SAI, bem como da Universidade, na organização a apoio durante o período de realização do programa. Para
Fábio Duarte, a partir do momento em que a UFSM aceita participar de um programa como este, lançando um edital, está caminhando em direção ao processo de internacionalização da Instituição, primeiro desafio do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) proposto até o ano de 2026.

Texto: Bárbara Marmor, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Edição: Ricardo Bonfanti


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