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Pesquisadores da UFSM descobrem fóssil de Preguiça-Gigante em Caçapava do Sul



Lestodon armatus é um mamífero que viveu no território da América do Sul no período Pleistoceno, até cerca de 12 milhões de anos atrás

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria publicaram recentemente no periódico científico britânico “Historical Biology”, um artigo apresentando a coleta de fósseis uma preguiça-gigante. A descoberta é resultado da pesquisa de mestrado de Dilson Vargas Peixoto, Cícero Schneider Colusso e Leonardo Kerber, pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal, sob a orientação do professor Átila Augusto Stock da Rosa.

Os fósseis, que incluem fragmentos do crânio, dentes, pós-crânio, costelas, vértebras, entre outros, foram coletados em um novo sítio fossilífero. Após, o material foi limpo, preparado, consolidado e estudado pelo mestrando Dilson Peixoto em sua dissertação. De acordo com o professor Átila da Rosa, esse fóssil é importante pois, até o momento, os fósseis de preguiça gigante na região limitavam-se a achados das espécies Megatherium americanum e Eremotherium laurillardi, sendo este o primeiro registro para o afloramento e região.

O Lestodon armatus é um mamífero extinto pertencente ao gênero Milodonte, que viveu do território da América do Sul no período Pleistoceno, até cerca de 12 milhões de anos atrás. Chegava a medir aproximadamente 4,6 metros de comprimento e 2590 quilogramas. Há evidências que sugerem que o Lestodon chegou a ser caçado por humanos há cerca de 30 mil anos.

Imagem de escavação, com pesquisadores agachados, retirando fóssil, e outro em pé apontando local da descoberta
Escavação ocorreu no município de Caçapava do Sul

A escavação ocorreu em 2012, durante uma atividade do Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia em conjunto com o professor Leopoldo Witeck Neto, do Colégio Politécnico da UFSM, em um curso de água apelidado de “Arroio do Lestodon”, afluente do Arroio Seival, no interior de Caçapava do Sul, região central do Rio Grande do Sul.

O fóssil encontrado ficará no Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia, do Departamento de Geociências, sala 1019, subsolo do prédio 17. Embora parte do material esteja guardado, para sua proteção, a pata está montada e em exposição.

Reportagem: Ana Laura Iwai, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Davi Pereira


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