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Professor emérito da UnB doa cerca de 3 mil livros para a Biblioteca Setorial do CCSH



Professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) e titular do Instituto Rio Branco, Amado Luiz Cervo doou à Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da UFSM o seu acervo de livros, que ao todo soma cerca de 3 mil obras. As obras têm como temas história geral e das relações internacionais, entre as quais estão obras clássicas, históricas e contemporâneas, incluindo títulos de autoria própria. São escritas em português, inglês, espanhol, francês e italiano.

Também de destacam temas como história das civilizações e de países, cultura, filosofia, direitos humanos, teologia, literatura e biografias. Obras de linguística e de referência, como dicionários e enciclopédias (em português, grego, hebreu), também aparecem. Alguns dos livros são raros, com títulos verificados no acervo de obras raras da Biblioteca Nacional.

Amado Luiz Cervo estará na UFSM na próxima terça-feira (20), quando acontece, às 16h, a cerimônia de doação de seu acervo de livros para a Biblioteca Setorial do CCSH. Solicita-se a compreensão dos frequentadores da biblioteca para a ocasião, os quais poderão usar as salas de estudo durante a solenidade. As obras doadas estarão disponíveis para retirada logo após a cerimônia.

Em entrevista concedida à diretora da Biblioteca do CCSH, Jusélia Silva, Amado explicou por que doou o seu acervo para a UFSM:

“É uma decisão minha, eu estou beirando os 80 anos e eu acho que contribuí bastante para o conhecimento dessa área de estudo de relações internacionais e está na hora de descansar, então eu quero que a minha biblioteca seja de proveito de estudiosos, de estudantes, especialmente os estudantes de formação para mestrado, doutorado ou outros que queiram pesquisar, fazer pesquisas. Que a biblioteca continue sendo de utilidade, prática e funcional. Então eu resolvo doar a uma universidade de prestígio como é a UFSM. E eu fico muito feliz em ver essa minha biblioteca partir lá para o sul e integrar o acervo de uma biblioteca que preza muito a constituição de um grande acervo bibliográfico e documental para seus alunos nas diversas áreas”.

Amado é graduado, mestre e doutor em História pela Universidade de Estrasburgo, na França, e foi essa vivência no Velho Continente que o inspirou a montar seu acervo de livros. “Eu frequentava muito a biblioteca nacional de Estrasburgo e eu aprendi assim, desde cedo, que a leitura de livros, a leitura de material de pesquisa é um complemento necessário para a formação e, de repente, uma obra mais importante, até mais recente, que eu poderia encontrar nas livrarias e tivesse dinheiro para comprar, porque estudante sempre é pobre em todo o mundo, eu iria comprar”, comenta.

Além da vivência na biblioteca, o professor elenca outro aspecto fundamental para a sua paixão pela coleção de livros: os bouquinistes, que são os livreiros que exercem suas atividades operando em “caixas verdes” (espécie de estandes) ao longo do Rio Sena, em Paris. Nos bouquinistes, segundo ele, são comercializados livros que as pessoas doam ou vendem, a preços muito mais baratos do que em uma livraria. Amado conta que frequentava bastante esses locais.

Com informações da Assessoria de Comunicação do CCSH


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