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UFSM conta com centro de pesquisa em terapia hiperbárica veterinária



Câmara hiperbárica instalada no Hospital Veterinário Universitário

O Hospital Veterinário (HVU) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) passou a contar em junho com a primeira câmara hiperbárica da HVM para tratamento de animais instalada na região sul do Brasil. O equipamento foi cedido pela HVM Brasil, única distribuidora e operadora dessa máquina específica para uso veterinário no mundo. Com o uso do equipamento, e credenciamento da Associação Hiperbárica Veterinária (VHA), Santa Maria terá um centro de referência em pesquisa, ensino e extensão em terapia hiperbárica.

O executivo da HVM Brasil, Jean Robert Malek, destaca que a terapia hiperbárica possui diversos usos em medicina veterinária, dentre eles tratamento de lesões, doenças e preparação pré-cirúrgica dos animais, aumentando a chance de sobrevivência à operação. Malek, que esteve na UFSM no ano passado, acompanhou a instalação da máquina juntamente com os professores Daniel Curvello de Mendonça Muller e Maurício Veloso Brun, do Departamento de Clínica de Pequenos Animais, do Centro de Ciências Rurais da UFSM (CCR).

A câmara hiperbárica é utilizada para terapia com oxigênio puro em alta pressão. Para entendermos: o ar que respiramos normalmente, ao nível do mar, conta com 21% de oxigênio. A câmara, no entanto, permite que o paciente respire ar com 100% de oxigênio, o que pode trazer vantagens no tratamento. O professor Daniel destaca que o tratamento da terapia hiperbárica trará benefícios tanto na visibilidade das pesquisas, quanto na possibilidade de tratamento dos animais, além de todo o aprendizado pelos alunos.

Ele explica que a utilização desse tipo de equipamento começou na Marinha, quando mergulhadores voltavam para a superfície, e formam bolhas de ar dentro da corrente sanguínea. “A alta pressão de oxigênio comprimia essas bolhas, e elas eram eliminadas. Essa câmera  permite tratar o paciente, no nosso caso os pequeno animais, com oxigênio em alto pressão. A câmera é super segura, com várias válvulas sensores, permitindo a realização desse tipo de tratamento”, explica. 

O serviço será oferecido após adaptações na sala onde a máquina foi instalada. O tratamento será utilizado apenas com indicações médicas, após todo o processo de consultas, exames e análise de cada caso. “É um novo serviço que estamos criando na universidade. O atendimento dos pacientes será via HVU/UFSM, e os médicos veterinários encaminharão aqueles casos que eles acreditam que tenham indicação. Essa parceria com a HVM é excelente e vai nos permitir  utilizar esse equipamento para ensino, pesquisa e extensão, tal como é o tripé da universidade”, destaca o professor Maurício. 

Parceria UFSM e HVM 

Em 2019, o professor Maurício participou de um congresso veterinário em São Paulo, quando teve oportunidade de conhecer o executivo da HVM. Jean Malek conta que lhe chamou a atenção o nível de competência do professor na área de medicina hiperbárica. Este fato, aliado à UFSM ser referência na área da medicina veterinária no país, levou a empresa a decidir formalizar uma cooperação efetiva com a Universidade. Desde o ano passado, os professores mantiveram o contato com a HVM e, com o apoio da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia da UFSM (Agittec), conseguiram realizar os trâmites contratuais para efetivar o convênio entre a empresa e a universidade.

“A Agittec foi essencial para a realização dessa parceria. Estamos muito satisfeitos com o trabalho deles”, ressalta o executivo da HVM. O professor Daniel também destaca a importância do trabalho realizado pela Agittec. “Todo esse processo ocorreu de forma tranquila, tivemos  todo o empenho da Coordenadoria de Transferência de Tecnologia para realizar o processo contratual. Por vezes falta no meio acadêmico, o entendimento da importância da Agittec na UFSM”, enfatiza o professor do CCR.

 O contrato de parceria assinado pela UFSM e HVM, prevê o uso do equipamento durante 60 meses, contados a partir da sua instalação, e pode ser renovado. Em contrapartida, a UFSM vai trabalhar no  desenvolvimento de pesquisas na área da medicina veterinária, e aplicabilidade da terapia hiperbárica. “Estamos confiantes que este centro de pesquisa vai produzir grandes resultados e contribuirá para o desenvolvimento da oxigenoterapia hiperbárica na medicina veterinária”, enfatiza o executivo da HVM. Os professores Daniel e Maurício receberam  treinamentos online e presencial da empresa para a utilização da máquina e poderão capacitar outras pessoas para manusear o equipamento.

A UFSM é a única universidade brasileira que tem esse equipamento, específico para terapia hiperbárica. “A ideia é que a nossa universidade se transforme em referência mundial nesse tipo tratamento e no uso dessa tecnologia”, ressalta o professor Maurício Brun, que já tem uma patente concedida na Espanha e licenciada por uma empresa gaúcha. 

Sobre a HVM 

A HVM é líder mundial em câmaras hiperbáricas para uso na medicina veterinária. Com mais de 100 mil tratamentos realizados e mais de 80 câmaras colocadas nos Estados Unidos (EUA) Reino Unido, Portugal, Nova Zelândia, Canadá, Singapura, Austrália e agora Brasil. Isto inclui as seguintes escolas de Medicina Veterinária. A primeira câmara HVM no Brasil foi inaugurada em 2019 em São Paulo capital. “Hoje, temos parcerias com 3 universidades importante nos EUA, a Universidade da Flórida (UF), Universidade Estadual de Louisiana (LSU), e a Universidade de Auburn”, explica o executivo da HVM, Jean Robert Malek.  

Acesse o site da Agittec e saiba mais sobre a interação entre UFSM e empresa.  

Texto: Luana Giazzon, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec)
Edição: João Ricardo Gazzaneo
Fotos: Guilherme Rech Cassanego

*Notícia corrigida no dia 24 de junho às 10h50. 


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