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Iniciativa da UFSM projeta instalação de eletropostos para recarga rápida de Veículos Elétricos em trecho de Rota do Mercosul



O projeto “Rota Elétrica Mercosul – Suporte ao Desenvolvimento e Gerenciamento para Mobilidade Inteligente” vai receber o aporte de R$17,95 milhões para instalação de eletropostos de recarga rápida para Veículos Elétricos (VE), ao longo de 905 quilômetros no estado. Mais de 75% deste recurso será disponibilizado pela Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) e o restante por entidades parceiras

Em execução desde 2019 pelo Curso de Engenharia Elétrica da UFSM,  a ação foi contemplada, em outubro deste ano, na  Chamada de Pesquisa e Desenvolvimento Estratégico da Aneel nº 22/2018 – Desenvolvimento de soluções para mobilidade elétrica eficiente. A proposta objetiva instalar eletropostos para proporcionar o carregamento de Veículos Elétricos (VE) nas cidades de Torres, Porto Alegre, Camaquã, Pelotas, Jaguarão, Rio Grande e Chuí. Com isso, conectará o Brasil ao Uruguai e à Argentina. 

A professora e coordenadora do projeto, Alzenira da Rosa Abaide, explica que o Rio Grande do Sul não tem infraestrutura para mobilidade elétrica eficiente e, por esse motivo, o projeto se propõe a implantar o primeiro corredor elétrico do estado, composto de estações de recarga rápida e semirrápida, estrategicamente alocadas para recarregar VEs, que  proporcionarão, também, conexão internacional com países do Mercosul.  

“Para que possamos viajar nesses trajetos, precisamos ter distâncias de no máximo 130 km entre eletropostos ou estações de recarga de estrada rápidas. No caso do Rio Grande do Sul,  não temos nenhuma rota preparada, somente estações de recarga em shoppings e algumas específicas. O que pretendemos é prover o estado de uma eletrovia de norte a sul, com estações de recarga rápida. Isso significa de 15 a 30 min para ter o veículo totalmente abastecido”, explica a pesquisadora.   

Em relação às ligações com países do Mercosul, no Uruguai já existe uma rota de recargas elétricas. A partir do país vizinho, será possível chegar a Buenos Aires, na Argentina, pela travessia do Estuário do Prata.  No Brasil, em Torres, existirá conexão com a rota de Santa Catarina da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). A partir de lá será  possível ir ao Paraná e acessar a Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.  

Além disso, o projeto também vai desenvolver uma interface para monitorar os eventos de recarga em tempo real, o status das estações e dos VEs conectados, bem como estabelecer um perfil brasileiro na condução de VE. Os dados coletados pela infraestrutura do centro de controle, armazenados em nuvem, permitirão conhecer o perfil nacional quanto ao uso dos VEs. A partir das funcionalidades do protocolo de comunicação é possível compreender a demanda por mobilidade, aspectos tributários, viabilidades logísticas e estudar estratégias de controle de carregamento. 

A coordenadora do projeto explica que tais estudos são fundamentais para o conhecimento daqueles que vão utilizar a rota e para um melhor desempenho da mesma. “Para a universidade, este projeto contribui para o aperfeiçoamento dos pesquisadores e formação técnico-científica dos bolsistas por meio de pesquisas e análises práticas. Espera-se que sejam produzidas dissertações de mestrado e teses de doutorado relacionadas ao projeto, bem como a obtenção de registro de software junto ao INPI do sistema proposto”, analisa Abaide.

O financiamento do projeto é composto por R$ 13,77 milhões de responsabilidade da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) e R$ 4,17 milhões serão investidos por entidades parceiras. A equipe é composta por pesquisadores do grupo de pesquisa Centro de Excelência em Energia e Sistemas de Potência (CEESP), atuantes no Programa de Pós-Graduação de Engenharia Elétrica, além de doutorandos, mestrandos e alunos de iniciação científica que desenvolvem suas pesquisas sobre o tema do projeto.

No site Plugshare é possível ver todas as estações de recarga ao redor do mundo. As de cor laranja são as rápidas, recomendadas para estradas, as verdes são recomendadas para locais onde o tempo de permanência será maior como hotéis, shoppings e lojas.

A PARCERIA COM A CEEE-D

Atualmente, a CEEE-D é a maior parceira e financiadora na área elétrica na UFSM. De acordo com a professora Abaide, o grupo de pesquisa CEESP tem grandes afinidades em suas áreas de atuação com o Grupo CEEE e com o setor elétrico brasileiro, pela expertise de seus pesquisadores. 

A professora ainda destaca como parte fundamental da aproximação, que tanto a UFSM quanto a CEEE são empresas gaúchas, sediadas no estado do RS, o que as aproxima geograficamente, gerando uma redução natural de custos nos projetos. “A UFSM tem uma longa lista de projetos já concluídos junto a CEEE e outros tantos em andamento. Há 3 ou 4 anos, contei os projetos que já participei com a CEEE, tanto como coordenadora ou pesquisadora, foram 14. Hoje certamente são mais. Em termos de UFSM temos muitos outros, o que mostra a qualidade e importância dessa parceria”, finaliza Abaide.

Texto: Laura Coelho de Almeida, bolsista da Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor
Edição: Mariana Henriques, Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor


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