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Centro de Educação da UFSM divulga nota sobre a situação da Educação Básica durante a pandemia



O Centro de Educação (CE) da UFSM divulgou uma manifestação sobre a situação da Educação Básica durante a pandemia de Covid-19. A nota é assinada pela diretora, Ane Carine Meurer, e pela vice-diretora do Centro, Aruna Noal Correa. Confira o texto na íntegra:

MANIFESTAÇÃO DO CENTRO DE EDUCAÇÃO DA UFSM
SOBRE A SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA DURANTE A PANDEMIA

Em referência aos 50 anos de história e de notória produção acadêmica sobre e para a garantia dos direitos e deveres da Educação, o Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria, com especial apoio de docentes das áreas de Educação Infantil e Anos Iniciais/Leitura e Escrita, vem a público manifestar o compromisso ético com a educação em momento de tamanha complexidade diante das situações geradas pela pandemia da Covid-19.

Afirmamos apoio às reivindicações dos profissionais da educação quanto à inexequibilidade das atividades presenciais pela exposição e risco à saúde de professores, funcionários, crianças e famílias da comunidade escolar.

Por conseguinte, manifestamos nossa indignação frente à crescente afirmativa de que a educação, indubitavelmente de direito de todos, seja alvo de discussão sem a necessária distinção entre fins e objetivos sociais, inclusive sem investimentos orçamentários justos e urgentes, recaindo na penalização dos profissionais da educação quando os objetivos não são alcançados. A educação não deve ser tratada como “moeda política” e foi construída, geração após geração, no coletivo.

Desejamos, inquestionavelmente, qualificar os processos escolares e educacionais das crianças, iniciando pelos bebês e crianças bem pequenas, permitindo apoio para suas famílias na construção da educação dos pequenos. Entretanto, cabe reiterarmos que a comunidade escolar, com base em estudos científicos estrangeiros e nacionais, vem pensando alternativas para que o retorno seja o mais seguro possível, tendo em vista a consciência da gravidade do cenário atual em que vivemos o mais alto pico de contágio e ocupações hospitalares desde o início da pandemia.

Nosso compromisso ético, estético, político e social é de apoio, em primeira instância, à vida de todos(as).

Nossas decisões priorizam a coletividade, salvaguardando o passado, presente, futuro e, acima de tudo, a ciência.

A escola, como espaço de vida de crianças, jovens e adultos é espaço de compartilhamento, de interações, de brincadeiras, de aprendizagens e de desenvolvimentos múltiplos, e ela não se faz no distanciamento dos corpos. Sabemos que os desafios são diferentes se levarmos em conta a heterogeneidade das realidades escolares e, considerar uma decisão coletiva, torna-se fundamental, pois, no momento em que se julga possível um retorno presencial, afirma-se, equivocadamente, que as condições de acesso, segurança de espaços/estruturas físicas, dentre outros fatores, são igualitárias.

Consideramos as formas e planos de superação dos desafios ainda insuficientes para que recebamos todos com os mesmos direitos, o que nos coloca a refletir, constantemente, sobre formas outras de qualificar os processos educacionais/escolares em meio à pandemia e após esse nefasto período.

Acreditamos ser imprescindível a participação e o comprometimento de toda a sociedade na luta pela educação considerando que ela é responsabilidade de todos, mas requer investimento do poder público.

Portanto, clamamos por priorização da imunização dos profissionais da educação de forma urgente antes da retomada das atividades presenciais; revisão do apoio à educação em nosso país, desde as condições de trabalho até a valorização da remuneração do setor; incentivo estadual e nacional para ampliação da formação continuada com programas voltados aos desafios durante e após a pandemia.

Por tudo isso, reafirmamos: NÃO É MOMENTO de retorno presencial das aulas nas escolas!

Santa Maria, 01 de março de 2021.

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