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UFSM cria aplicativo que agiliza o processo de vacinação contra a Covid-19

Mobilização partiu da Agittec e desenvolvimento do Vacina SM teve participação dos cursos de Sistemas de Informação e Ciência da Computação



Foto colorida horizontal mostra em detalhe uma mão assinando com uma caneta na tela do celular
Após primeiros testes, aplicativo começou a ser usado em maior escala nesta semana

A UFSM está dando mais uma contribuição decisiva para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Um grupo de servidores e alunos da Universidade trabalhou no desenvolvimento de um aplicativo que tem o objetivo de agilizar o trabalho dos vacinadores. O Vacina SM, que passou a ser usado em larga escala nesta semana em Santa Maria, já está dando resultados positivos.

A professora do Departamento de Linguagens e Sistemas de Computação do Centro de Tecnologia (CT) Andrea Schwertner Charão, do grupo de pesquisadores responsável pelo aplicativo, explica que o Vacina SM é resultado de uma iniciativa mediada pela Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec) da UFSM. Em março, um grupo de professores e empresários santa-marienses, entre eles representantes da Drakkar e do Grupo Voalle, reuniu-se para discutir ideias visando dar um impulso tecnológico ao processo de vacinação no município. 

A partir disso, houve um contato com a Prefeitura e realizadas reuniões com o vice-prefeito, Rodrigo Decimo, e a equipe da Secretaria de Saúde, para se compreender melhor os processos e discutir as possibilidades de cooperação, visando gerar impacto rapidamente. “Identificamos alguns gargalos, entre eles a coleta e o envio de dados ao Ministério da Saúde. Por parte da UFSM, atuamos inicialmente desenvolvendo uma solução rápida para automatizar o envio de planilhas, que eram digitadas na Secretaria a partir dos dados coletados em papel, mas propusemos também outras soluções visando abordar os problemas ‘pela raiz’. O aplicativo é uma dessas soluções, visando agilizar os registros nos locais de vacinação”, relata Andrea.
 
O Vacina SM é utilizado na etapa de cadastro, durante as ações de vacinação. Os operadores digitam basicamente CPF, nome e data de nascimento, usando um teclado simplificado no aplicativo, e ao final, coletam a assinatura do cidadão que receberá a vacina diretamente na tela do smartphone. Os dados são validados e armazenados no dispositivo, para depois serem transferidos para um armazenamento em nuvem – o que pode ocorrer mais tarde, pois o aplicativo também funciona offline. Ao término da ação de vacinação, após verificações, os dados são enviados ao Ministério da Saúde. Segundo Andrea, a grande vantagem está na coleta dos dados em formato digital desde o início do processo, possibilitando validações e evitando um tempo considerável de digitação após o término de cada ação. “Também destaco como vantagem a mudança de paradigma, alinhando o processo a tecnologias modernas”, ressalta.
 
“Solução contribui significativamente para a melhoria do processo”
 
O aplicativo já havia sido testado em ações menores, com até 100 registros, mas na última quarta-feira (14) ocorreu o primeiro uso em uma ação de maior escala. Os registros via aplicativo somaram mais de mil doses aplicadas, que foram enviadas ao Ministério da Saúde em menos de 24 horas, muito antes do prazo fixado. “Isso, somado ao feedback positivo que constantemente recebemos da Secretaria de Saúde, nos fazem acreditar que a solução contribui significativamente para a melhoria do processo”, avalia a professora. Ainda estão previstos diversos ajustes, tanto para melhorar a experiência dos usuários como para interligar a solução com outros sistemas.
 
A elaboração do app foi marcada, desde o início, pela iniciativa da UFSM e pelo conhecimento gerado na Instituição. O processo baseou-se em experiências anteriores e seguiu uma metodologia ágil, focada na construção de um “produto mínimo viável” que pudesse ser testado e implantado rapidamente. “Tivemos que buscar soluções arrojadas para atender aos requisitos mínimos do problema, considerando os recursos disponíveis. Todo o software foi construído sobre plataformas em nuvem gratuitas e está recebendo incrementos frequentes”, destaca Andrea. Na equipe, estão envolvidos os cursos de Sistemas de Informação e Ciência da Computação. Servidores como Felipe Marin, egresso do curso de Sistemas de Informação, têm colaborado voluntariamente no desenvolvimento do aplicativo.
 
“Considero que a UFSM, assim como outras instituições, tem dado exemplo de que sinergias são grandes alavancas para o progresso, e isso se torna ainda mais importante no momento crítico que vivemos. Temos um capital humano muito rico e diverso, capaz de operar transformações à sua volta, e é exatamente isso que a UFSM tem feito em suas contribuições”, avalia Andrea sobre a criação do Vacina SM e todo o trabalho que a Universidade tem feito em relação à pandemia.
 
Texto: Agência de Notícias da UFSM
Foto: Divulgação

 

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