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				<title>‘Não adianta o conhecimento ficar no artigo científico, no capítulo de livro. Ele tem que chegar no produtor e no técnico’</title>
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				<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 14:18:04 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Gustavo Brunetto comenta ações e resultados de projeto da UFSM na Serra Gaúcha
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Desde 2025, um grupo de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo (PPGCS) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) se desloca até a Serra Gaúcha para estudar os solos de vinhedos e pomares de pessegueiros que foram atingidos pelas enchentes de 2024. O projeto, no entanto, não é a única motivação da presença do Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces). O Gepaces já atua há cerca de 20 anos com extensão na região. </p><p> </p><p>Nomeado ‘Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos’, o projeto é vinculado ao Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). Com a proximidade do encerramento do ciclo de dois anos dos projetos, o professor e coordenador Gustavo Brunetto comenta as ações e resultados obtidos.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além do Arco: Quais foram as ações do projeto realizadas até o momento?</p><p>Gustavo Brunetto: A primeira etapa foi justamente diagnosticar as propriedades atingidas. Nós selecionamos propriedades que trabalham com videira e pessegueiro em alguns municípios da Serra. Nós coletamos amostras de solo nessas áreas, que foram selecionadas com a interação com o setor privado. Houve a participação de algumas cooperativas que produzem fruta e vinho na Serra, a Emater e as secretarias da agricultura também participaram. Então, foram escolhidas aquelas propriedades que mais foram atingidas, que tiveram muita perda de solo, perda de água, perda de nutriente e plantas. Inclusive algumas famílias até tiveram danos maiores. No segundo momento, depois da seleção, nós fomos ao campo e desenvolvemos uma metodologia de amostragem de solo para essas áreas que foram muito afetadas, porque normalmente a amostragem de solo a gente coleta em um cenário que não foi danificado por causa do excesso de chuva. Ali o solo foi movimentado. Foram metros de solo acumulados em alguns locais e em outros a perda de solo foi muito grande. Então, nós, primeiro, desenvolvemos uma metodologia para termos confiabilidade nos resultados e depois nós coletamos essas amostras de solo. Elas foram levadas para o laboratório e nós analisamos os elementos químicos. E, aí, nós conseguimos obter os resultados.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além do Arco: Pode citar os principais resultados?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gustavo Brunetto: Esses resultados foram organizados e submetidos à análise estatística e nós chegamos à conclusão de quais elementos foram mais perdidos [no solo], por exemplo, o fósforo e a matéria orgânica. Em vários momentos, esses resultados retornaram para o setor produtivo. Era um acordo que nós tínhamos. Então, por exemplo, em várias palestras, esses resultados foram apresentados para a Emater, para os associados, os produtores e os técnicos vinculados à cooperativa em toda a Serra Gaúcha, e aos estudantes. No ano passado, nós fomos convidados pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul para participar de um evento regional onde demonstramos que nós, da UFSM, fomos a primeira instituição pública a fazer um trabalho nessa área.</p>		
							<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">A primeira instituição que deu o start depois de todo aquele acontecido foi a UFSM. Por quê? Porque nós já estávamos há 20 anos ali, trabalhando na Serra.&nbsp;</p>
		<p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Nós tínhamos expertise do que fazer, porque nós estamos num programa conceito 7, então o nosso curso é de excelência, o melhor programa de pós-graduação da região Sul. Então, automaticamente, sabendo o que tem que fazer, nós fomos convidados e nós fizemos.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/08/gepaces_stills_2.2.1-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Vinhedos na Serra Gaúcha.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além do Arco: O que veio depois do diagnóstico e da análise dos solos degradados?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gustavo Brunetto: Numa segunda etapa, e por isso que fomos adquirindo outros recursos [de um edital da FAPERGS], para impulsionar esse trabalho, nós coletamos os solos dessas áreas com diferentes níveis de degradação. Esse solo veio para Santa Maria e agora nós estamos fazendo cultivos em casas de vegetação para verificar, por exemplo, se as estratégias que acreditamos que podem ser utilizadas para recuperar o solo funcionam. Por exemplo, a aplicação de resíduos orgânicos, ou seja, materiais derivados de animais, que têm carbono. Carbono no solo forma matéria orgânica. Estamos verificando se esses materiais podem ajudar a aumentar o teor de matéria orgânica no solo, mas também se o uso de plantas de cobertura é uma estratégia para aumentar o teor de carbono. </p>		
							<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Nós estamos criando um cenário em condição controlada, com solos em diferentes níveis de degradação, testando o que nós podemos fazer, com estratégias agronomicamente já aceitas e conhecidas, para ajudar a recuperar esse solo. Isso é um screen inicial, um estudo inicial que a gente sempre faz em casa de vegetação, porque o solo foge de um padrão normal.&nbsp;</p>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Estes resultados [de análises] são feitos em parceria com o Programa de Pós-graduação em Agrobiologia e com o Programa de Pós-graduação em Química, que participam da proposta. A ideia é levarmos esse resultado para os técnicos e produtores, que é um dos objetivos dentro dessa ideia da extensão. E se nós captarmos mais recursos, a outra ação que vamos fazer é instalar campo, ensaios, áreas demonstrativas com produtores nas áreas que tiveram a perda de solo, para verificar se realmente aquilo que aparece como melhores estratégias para recuperar o solo em ambiente controlado aqui na UFSM, em casa de vegetação, se elas podem ser reproduzidas no campo.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além do Arco: Qual é a importância de entender o nível de carbono no solo?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gustavo Brunetto: Nós aproveitamos o monitoramento das áreas degradadas e ampliamos, estamos monitorando outras áreas que tiveram índices menores de degradação de perda de solo. Estamos avaliando o estoque de carbono, ou seja, a concentração de carbono que tem no solo, a quantidade acumulada de carbono e tentando explicar quais são as práticas que já são feitas pelo produtor que mais promovem o acúmulo. O carbono é uma possibilidade de agregar o solo para se estruturar melhor. E isso ajuda na infiltração de água. No período que chover mais, se tu tem um solo que tem a capacidade de infiltrar mais água, menos água vai ser escoada, menos nutriente vai ser perdido e menos solo vai ser perdido.</p>		
							<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Nós estamos fazendo, talvez, o maior diagnóstico na Serra Gaúcha já feito até hoje.&nbsp;</p>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ele é feito há mais de um ano, isso é importante destacar. Há mais de um ano nós estamos verificando se, por exemplo, o uso de planta de cobertura aumenta o teor de carbono em uma área que nunca teve planta de cobertura para proteger o solo entre vinhedos ou frutíferas. Se a planta de cobertura mostrar que tem essa potencialidade, nós vamos poder ter garantia de dizer: ‘Olha, se o produtor utilizar plantas de cobertura durante vários anos, ele vai ter uma porta de carbono no solo e automaticamente você vai ter um solo que tem condição de infiltrar mais água e perder menos’. Por outro lado, se o produtor nunca utilizar plantas de cobertura, ele vai ter menos carbono e se acontecerem chuvas intensas, maiores serão as perdas.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além do Arco: Qual é a importância disso para o produtor?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gustavo Brunetto: Hoje, certamente, o nosso grupo de pesquisa é um dos que tem contribuído muito para gerar conhecimento nessas áreas de agricultura familiar que dependem da fruticultura. Nós estamos falando de uma das regiões que mais produz frutas no Brasil e que mais produz hortaliças no Rio Grande do Sul. Então nós estamos falando de produção de alimentos. É alimento no prato, não é alimento que às vezes é destinado ao mercado externo, não, isso aqui é circulação de dinheiro interno. Então, ajudando essas propriedades, nós estamos ajudando toda a população, seja regional, estadual, também municipal e nacional, porque estamos falando de alimentos que são consumidos diariamente, no café da manhã, almoço e janta. E destaco que sempre foi um trabalho em colaboração, com as cooperativas, associação de produtores, empresa de extensão privada e pública. A gente sempre divulga, porque não adianta gerar o conhecimento se você não faz essa divulgação. Então a gente tem essa preocupação, levando a marca da Universidade para fora dos muros, para a sociedade entender que é importante ter pesquisa. E ela tem uma aplicabilidade, soluciona o problema deles, da sociedade, bota dinheiro no bolso dos produtores, que isso aí também é importante.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/08/gepaces_stills_agosto_2.40.3-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Professor Gustavo Brunetto, coordenador do projeto.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além do Arco: De onde vem a preocupação de vocês para que o conhecimento produzido pela pesquisa chegue aos produtores e demais públicos que podem se beneficiar dele? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gustavo Brunetto: Essa preocupação surgiu por causa da minha história, porque eu sou filho de pequeno produtor. Eu sempre trabalhei com fruticultura, agricultura. E eu observava que, quando meu pai trabalhava, nós tínhamos deficiência ou necessidade de mais conhecimento técnico. Mas aí tem algumas coisas que são fundamentais.</p>		
							<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Primeiro é ter conhecimento técnico. Quem gera o conhecimento é o pesquisador. Por isso que hoje eu sou o pesquisador. Segundo, não adianta o conhecimento ficar no artigo científico, no capítulo de livro. Ele tem que chegar no produtor e no técnico.&nbsp;</p>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Por isso que nós temos a preocupação de fazer extensão. Por isso que nós também aprovamos esse projeto, porque a gente tem histórico de fazer extensão. Nós não começamos a fazer extensão por causa do projeto por causa do edital. Já são mais de 20 anos fazendo isso. Geramos o resultado e levamos para o produtor por diferentes canais: dia de campo, palestra, workshop, nivelamento técnico dos técnicos. E eu vou te dizer que as pessoas que participam de todas essas ações recebem muito bem tudo o que a gente fala. Por quê? Primeiro, porque elas sentem que a universidade, os professores e os alunos estão engajados e preocupados em solucionar problemas reais, que são do dia a dia, que geram dificuldade econômica para o produtor. Segundo, eles verificam que aquilo que nós estamos propondo melhora o solo dele, produz mais e ele ganha dinheiro. Porque também não adianta melhorar e ele não ganhar dinheiro, aí a gente não convence ele. E a preocupação, além de tudo isso, é formar pessoas de qualidade. Temos uma preocupação muito grande de formar bons alunos de iniciação científica, excelentes mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos. E para a pessoa também estar bem formada ela precisa conhecer a realidade. Então esse projeto também é uma oportunidade do aluno estar em contato com a realidade e entender que aquilo que ele está estudando é importante. Isso motiva o aluno. Ele não pode ficar só dentro da universidade, ele tem que ter oportunidades de frequentar outros ambientes. Conversar com o produtor, conversar com o técnico, voltar para dentro da universidade, repensar se aquilo que ele está fazendo como pesquisa é adequado, se precisa algum ajuste. Isso aí é fundamental para a formação do bom profissional.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além do Arco: Durante toda a execução do projeto foi possível perceber a preocupação de vocês com a comunicação científica e com a divulgação científica. Qual é a importância dessas ações em conjunto com a pesquisa e a extensão?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gustavo Brunetto: Todos os conhecimentos e os resultados que nós geramos tentamos publicar em boas revistas nacionais e internacionais. Por quê? Porque estamos em um programa de pós-graduação e é necessário mostrar pra comunidade científica que estamos publicando. Além disso, nós sempre publicamos os resultados em livros e capítulos de livros. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Somado a isso, nós temos publicado informes e comunicados técnicos, que são materiais com uma linguagem mais simples, para o técnico e produtor. Temos várias cartilhas da amostragem de solo, amostragem de tecido, tudo nesse contexto para avaliar se o solo foi mais ou menos degradado, o que que precisa ser feito. E também, o nosso grupo Gepaces tá online, né? Nós estamos agora esperando para lançar um site, que vai ser também um local para alimentar com material técnico gerado pelo nosso grupo e os parceiros. É uma quantidade enorme, por quê? Como o nosso grupo tem um respeito muito grande fora da Universidade Federal de Santa Maria, frequentemente somos contatados para fornecer esses capítulos de livros, livros, resumos, ir nos eventos. Então, nós vamos colocar todos esses materiais de 20 anos de pesquisa, que é uma quantidade enorme, dentro do site. E gratuitamente para o produtor e o técnico poderem acessar. E para fechar isso, é um outro movimento que nós fizemos sempre uma vez por ano, eu também ministro uma disciplina no curso de EAD do Técnico em Fruticultura, no Politécnico. São pessoas que já trabalham e que buscam o EAD em fruticultura para se especializar no tema adubação e nutrição de frutíferas. Às vezes, em um semestre, você tem 60 alunos que já estão no campo, eles recebem esse conhecimento e já estão utilizando. Também ministro aulas aqui no Programa de Pós-graduação em Ciência do Solo e no Programa de Vitivinicultura e Enologia, que a gente compartilha essas informações. Então, verifica que nós temos canais que, às vezes, são materiais impressos e ou via e-book, material digital. Às vezes, são contatos face com face, que a gente conversa com os interessados. Também utilizamos outros canais de mídias, por exemplo, o Instagram do nosso do grupo tem mais de 5 mil  seguidores, é muito ativo. E além disso, os canais clássicos, muita entrevista em rádio e televisão, isso é frequente. Então a gente tenta ter essa amplitude de estratégias de divulgação.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além do Arco: Você comentou um pouco sobre a sua relação com a pesquisa e com a preocupação de converter o conhecimento produzido para os produtores. Qual é a tua percepção pessoal como professor, como pesquisador, como filho de pequenos agricultores, com os resultados alcançados no projeto e, consequentemente, a diferença que vocês conseguem fazer na vida desses produtores?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gustavo Brunetto: Primeiro: os resultados obtidos são de qualidade, porque a gente tem um rigor metodológico no campo e no laboratório muito grandes. Então todos os resultados são confiáveis, seguindo metodologias. Isso é importante. Além disso, os resultados estão chegando ao usuário. Isso também é fundamental. Chegar pelas nossas ações, mas também pelas ações dos parceiros, cooperativas, que têm nos ajudado muito a mobilizar os produtores e mesmo os colegas da extensão, do privado, do público, que mobilizam, chamam. Então às vezes você tem um evento que tem 60, 100, 150 pessoas mobilizadas, e a gente vai lá e divulga as informações. E somado a tudo isso é muito gratificante escutar os relatos dos produtores. Eles sentem que alguém está preocupado com ele. E no nosso caso aqui, nós estamos preocupados, os pesquisadores e os alunos. </p>		
							<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">O produtor agradece o fato de os resultados melhorarem e fazerem com que ele permaneça na sua propriedade.&nbsp;</p>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Se você não tem o mínimo de apoio científico, o camarada às vezes começa a se desanimar, começa a diminuir a sua lucratividade e ele sai da atividade agrícola, o que não é o nosso desejo. Então, os relatos são muito positivos, seja lá na casa do produtor, seja nos eventos que nós temos feito.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além do Arco: Por último, professor, queria saber se tem algo que não te perguntei mas que acha importante acrescentar?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gustavo Brunetto: Conseguimos fazer o projeto em virtude da colaboração público-privada. Eu sou um defensor árduo disso, que a Universidade tem que conversar com o setor da extensão, com o setor da inovação, com o setor público fora outras instituições públicas, mas também com o setor privado. Então esse projeto deu certo porque tivemos o apoio de várias instituições e dentro de cada instituição pública e privada. Nós temos bons parceiros que também se esforçaram e destaco também o engajamento dos alunos. Porque se não fosse o engajamento dos alunos, não teria como fazer e termos sucesso. Alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado vestiram a camisa e fizeram com maestria aquilo que a gente tinha proposto no projeto. Por isso que eles também estão contentes com os resultados e com os feedbacks.</p><p><b><i>Expediente:</i></b></p><p><b>Entrevista: </b>Samara Wobeto, jornalista volunt´ária</p><p><b>Edição: </b>Luciane Treulieb, jornalista</p><p><b>Imagens: </b>Marcos Oliveira</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Roteiros turísticos da erva-mate são lançados no 39º Carijo da Canção Gaúcha</title>
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				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 14:24:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[O ‘Caminho dos Ervais’ percorre propriedades rurais produtoras de erva-mate
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>No final de maio, durante o 39º Carijo da Canção Gaúcha, foi lançado o roteiro turístico ‘Caminho dos Ervais’ em Palmeira das Missões. Desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Agronegócios da Universidade Federal de Santa Maria (PPGAgr/UFSM-PM), o projeto é uma das iniciativas vinculadas ao Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG).</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/d3e69fba-78c2-46ae-9ca7-bafc02a17da5.jpg-1-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Lançamento do roteiro turístico 'Caminho dos Ervais', com visita a um erval no interior de Palmeira das Missões.</figcaption>
										</figure>
		<p>Rosani Spanevello, coordenadora do projeto, afirma que a iniciativa busca criar alternativas de renda para produtores familiares da erva-mate a partir do turismo rural. “Esta possibilidade acontece porque as propriedades analisadas possuem, além do erval, a agroindústria processadora. Isso significa dizer que o turista que busca o roteiro Caminhos dos Ervais encontra a paisagem da erva-mate (floresta ou os ervais) e pode acompanhar a transformação deste erval no produto final (erva-mate)”, explica. Além disso, o roteiro oferta produtos gastronômicos variados que são feitos com erva-mate por Vera Lucia Friderich da Cruz, uma das proprietárias da Ervateira Gurizinho. A agricultora conta que a família formada por ela, o marido Paulo Sérgio e a filha Katiuci, ficou feliz por poder mostrar, por meio do turismo, o cotidiano com a erva-mate e a rotina de trabalho.  “O projeto trouxe mais visibilidade, e com isso vem o retorno financeiro, o aumento das vendas e o reconhecimento do nosso trabalho”, afirma.</p>
<p> </p>
<p>O nascimento do roteiro turístico vinculado à erva-mate encontra na história de Palmeira das Missões uma de suas raízes. Reconhecida como o Berço da Erva-Mate no Rio Grande do Sul por meio da <b><u><i><a href="https://leisestaduais.com.br/rs/lei-ordinaria-n-15163-2018-rio-grande-do-sul-declara-o-municipio-de-palmeira-das-missoes-berco-da-erva-mate-no-estado-do-rio-grande-do-sul" target="_blank" rel="noopener">Lei Estadual 15.163</a>,</i></u></b> de 2018, a cidade tem tradição tanto na plantação de ervais quanto no processamento da planta por meio de ervateiras. Parte da preservação dessa cultura se dá por meio da instituição do <a href="https://www.palmeiradasmissoes.rs.leg.br/institucional/noticias/mateada-celebra-o-dia-municipal-da-erva-mate-em-palmeira-das-missoes" target="_blank" rel="noopener"><b><u><i>Dia Municipal da Erva-Mate</i></u></b></a> (24 de abril) e do <a href="https://leggicomunali.it/a/rs/p/palmeira-das-missoes/lei-ordinaria/2017/509/5089/lei-ordinaria-n-5089-2017-preserva-atraves-do-tombamento-o-pe-de-erva-mate-plantado-em-frente-do-pavilhao-vicente-da-silva-machado-netto-no-parque-de-exposicoes-tealmo-jose-schardong-no-municipio-de-palmeira-das-missoes-rs-devido-ao-seu-valor-historico"><i><u><b>tombamento</b></u></i> </a>de uma planta de erva-mate plantada em 1986. Além disso, o Festival Carijo da Canção Gaúcha, realizado anualmente no mês de maio, preserva as origens do processamento da erva-mate por meio da s<a href="https://www.instagram.com/p/DZBzofMDc6B/?img_index=3" target="_blank" rel="noopener"><u><b><i>ecagem e cancheamento</i></b></u></a> da planta. O nome do festival é uma palavra de origem caingangue e faz referência a uma técnica indígena de secagem da erva-mate.</p>		
			<h3>Os roteiros</h3>		
		<p>O itinerário dos roteiros compreende a visita a duas propriedades. Do centro de Palmeira das Missões, a equipe vai até a comunidade Santa Terezinha, onde visita os ervais da família Müller. Em um segundo momento, a visita é na Ervateira Gurizinho, de Paulo Sérgio e Vera, em que é possível acompanhar as etapas de secagem, moagem, processamento e embalamento do produto. Além disso, Vera oferta uma degustação gastronômica, com bolos, chá, sagu e carapinha (ou cri-cri) feitos com erva-mate. “É uma forma de gerar mais renda com o que já temos na propriedade, e para os visitantes é a oportunidade de ver como é feita a erva-mate, que tanto é apreciada. Já faço algumas receitas com erva-mate para os turistas degustarem, e estou desenvolvendo mais”, conta Vera.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/IMG_8491-1-768x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Demonstração de colheita da erva-mate durante visita no erval da Família Müller.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/3368731c-258b-4957-bf25-dfcf5123b0c2.jpg-1-768x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Caminhada no erval da Família Müller</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/f54dc267-9393-4079-8aeb-4751a0abff1b.jpg-1-1024x683.jpeg" alt="" />											<figcaption>Degustação de alimentos feitos com erva-mate na Ervateira Gurizinho.</figcaption>
										</figure>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/b8e084bd-54e3-4a2c-9796-31588dc5dacb.jpg-1-1024x683.jpeg" alt="" />											<figcaption>Grupo de turistas acompanha o processamento da erva-mate na ervateira Gurizinho.</figcaption>
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		<p>O lançamento do ‘Caminho dos Ervais’ envolveu o percurso do roteiro turístico no dia 27 de maio, durante a tarde, e uma cerimônia de lançamento do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=KlQJWfyGYRo&amp;list=PLBB5c0vb8B4Hx88Wv84wwK1S3BFeOh5_G"><u><b><i>vídeo do projeto</i></b></u></a> durante a noite, no Carijo. Para Cinara Martins da Silva, extensionista rural da Emater Ascar em Palmeira das Missões e parceira do projeto, a estreia ter ocorrido no Festival foi especial e tem sentido com as vivências da semana dedicada ao Carijo. “Quem foi deu um retorno de imensa satisfação para nós que planejamos. As pessoas voltaram encantadas com a paisagem do erval. Muita gente não conhece um pé de erva-mate, às vezes nunca teve contato. E [puderam] visitar um erval, participar, entender e sentir a natureza, a paz,  sair desse erval e ir para produção, para entender como é feita a erva-mate, como ela chega até o pacote. Foram só elogios”, relembra Cinara.</p><p>Uma semana antes, o grupo experimentou o trajeto a partir de um <a href="https://www.instagram.com/p/DYkAEucEUbJ/?img_index=1" target="_blank" rel="noopener"><b><u><i>roteiro-piloto</i></u></b></a>, com o objetivo de testar as visitas e melhorá-las a partir dos retornos das e dos turistas. Rosani explica que a atividade foi fundamental para preparar os produtores para receber os visitantes. Para Cinara, o teste evidenciou a importância de organizar as propriedades para acolher os turistas e entender onde é possível agregar mais valor aos roteiros. “É deixar no turista aquela sementinha de querer voltar ou de indicar para as demais pessoas”, conta. </p>
<p> </p>
<p>A extensionista afirma que a cidade tem muito potencial para ampliação destes roteiros turísticos, e não apenas da erva-mate. Ela evidencia a necessidade de criação de políticas públicas para fortalecimento das pequenas propriedades rurais, como as que estão em desenvolvimento por meio do projeto e junto à Secretaria de Turismo do município. “Esse projeto trouxe uma visibilidade muito grande para Palmeira das Missões e principalmente para a questão do turismo com erva-mate”, afirma Cinara.</p>
<p> </p>
<p>Rosani complementa que a cidade ainda tem escassas experiências em turismo rural, e o ‘Caminho dos Ervais’ busca mitigar essa ausência. “Acredito que essa experiência pode alavancar outras oportunidades para os produtores de erva-mate e para o próprio turismo rural. O roteiro também pode contribuir no encaminhamento da indicação geográfica da erva-mate no polo ervateiro das missões, na qual o município faz parte”, destaca a coordenadora.</p>		
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										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/a07bdf8f-d238-4528-9e8e-124c49394f00.jpg-1-768x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Processo de sapecagem da erva-mate recém-colhida durante 39º Carijo</figcaption>
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										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/IMG_9311-1-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Cancheamento da erva-mate após o processo de secagem, que dura dias.</figcaption>
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										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/a13d3b7a-19ba-43b9-a03b-81454ec69879-1-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Equipe do projeto junto aos produtores na Casa do Mate, no 39º Carijo.</figcaption>
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			<h3>Próxima data já confirmada</h3>		
		<p>Para quem tem interesse em fazer o roteiro turístico ‘Caminho dos Ervais’, a próxima data já está confirmada. Será na tarde do dia 26 de junho e tem vagas limitadas. Mais informações sobre a atividade podem ser encontradas neste&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/p/DZpSJRcEd_L/?img_index=1" target="_blank"><i><u><b>post</b></u></i>&nbsp;</a>do instagram do projeto.</p>
<p></p>
<p><b>Reportagem</b>: Samara Wobeto, jornalista voluntária;</p>
<p><b>Fotos</b>: Projeto Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável.</p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>ProgeAqua avança com cursos e capacitações na região de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/05/27/progeaqua-avanca-com-cursos-e-capacitacoes-na-regiao-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Wed, 27 May 2026 19:44:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[12 municípios são contemplados pelo projeto na etapa de formação técnica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O final de maio marca o início das capacitações técnicas do Programa de Geração de Renda e Qualidade do Pescado (ProgeAqua) na região de Santa Maria. As palestras e cursos vão tratar de cuidados de manejo, qualidade da água, alimentação dos peixes, manejo de doenças, legislação ambiental e comercialização do pescado. São contemplados cerca de 120 produtores dos municípios de Cacequi, Dona Francisca, Jari, Novo Cabral, Nova Esperança do Sul, Nova Palma, Pinhal Grande, Quevedos, Santa Maria,  São Sepé, São Pedro e São João do Polêsine.</p>		
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										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-20.20.34-1-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Reunião de alinhamento do ProgeAqua em São Pedro do Sul.</figcaption>
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		<p>Segundo Rafael Lazzari, coordenador do projeto, o cenário da piscicultura na região de Santa Maria e da Quarta Colônia ainda é incipiente e conta com poucos produtores. Para o pesquisador, o objetivo é criar e estimular a cultura de criação de peixes. “O projeto tem trazido, em um primeiro momento, a sensibilização de alguns produtores. E os municípios têm manifestado uma demanda para fortalecer o acompanhamento de processos criatórios para futuras feiras do peixe”, explica Rafael.</p>
<p>De acordo com Rafael, a expectativa é que, a partir do ProgeAqua, cada município consiga organizar a piscicultura local. “Eu tô falando de criar uma lei municipal, de ter um corpo técnico e conseguir fazer esse apoio aos produtores”, afirma.&nbsp;</p>
<p>Vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o ProgeAqua é um dos dez projetos contemplados pelo Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). As capacitações seguem até junho e o projeto tem continuidade mesmo após o término do período do Programa.</p>		
													<img width="1024" height="517" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-20.22.09-1024x517.jpeg" alt="" />													
													<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-20.21.09-1024x768.jpeg" alt="" />													
		<p>Texto: Samara Wobeto, jornalista voluntária.</p><p>Imagens: ProgeAqua.</p>]]></content:encoded>
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				<title>12 coisas que você pode aprender ouvindo o podcast Clima de Crise</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/05/06/12-coisas-que-voce-pode-aprender-ouvindo-o-podcast-clima-de-crise</link>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 15:41:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Podcast produzido pela UFSM reúne pesquisadores e profissionais que estão na linha de frente dos estudos sobre Mudanças Climáticas.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 deixaram marcas visíveis nas cidades, nas paisagens e na vida de milhares de pessoas. Mas também evidenciaram algo maior: a crise climática já faz parte do cotidiano. Foi a partir desse cenário que surgiu o podcast <em>Clima de Crise</em>, produzido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para aproximar universidade e sociedade a partir da pauta climática.</p><p>Com seis episódios divididos em duas temporadas, o podcast reúne pesquisadores e profissionais que estão na linha de frente dos estudos sobre mudanças climáticas para discutir, em linguagem acessível, como eventos extremos afetam a saúde, o território, a comunicação, a educação e a vida em comunidade. Mais do que explicar fenômenos ambientais, a série busca mostrar os impactos sociais da crise climática.</p><p>“O principal aprendizado é o entendimento de que já estamos vivendo em um período de emergência climática e que precisamos agir, individual e coletivamente”, afirma a diretora do podcast, Camila Pereira. “Precisamos repensar nosso consumo, nossos hábitos, nossa comunicação, nossa gestão e nossas leis ambientais.”</p><p>O <em>Clima de Crise</em> parte de perguntas concretas: o que acontece com quem precisa de atendimento de saúde quando uma cidade fica isolada por uma enchente? Como as pessoas se informam quando a internet deixa de funcionar? O que muda nos rios e no solo depois de um evento extremo? Ao longo dos episódios, especialistas ajudam a compreender como a crise climática reorganiza rotinas, amplia desigualdades e transforma territórios. “Passei a enxergar a crise climática de forma mais próxima, entendendo que ela já está acontecendo e que não há como voltar atrás”, diz Camila.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/WhatsApp-Image-2026-04-28-at-17.39.00-1024x667.jpeg" alt="" width="1024" height="667" /></p><p>A lista a seguir reúne 12 aprendizados e curiosidades extraídos das entrevistas com especialistas e apresentam ideias que ajudam a entender melhor o que aconteceu em 2024 e o que pode acontecer daqui para frente.</p><ol><li><p><strong>O vínculo com o território muda a forma de reagir a desastres</strong></p><p>Diante de um desastre, nem todo mundo reage da mesma forma, e isso pode estar relacionado com a relação construída com o lugar onde se vive. No episódio 1, <em>Pertencimento e Memória em tempos de Crise Climática</em>, a professora Maria Medianeira Padoin, do Departamento de História da UFSM, destaca que se reconhecer como parte do território pode influenciar a disposição para agir diante dos problemas e impactar diretamente a resposta às crises. Ela considera fundamental que se fortaleça um “sentimento comunitário”, ou seja, “um sentimento de pertencimento coletivo, [que o território] não só meu, [mas é] nosso”.</p></li><li><p><strong>Universidades podem atuar diretamente nos territórios em situações de crise</strong></p><p>No episódio 1, Maria Medianeira Padoin explica que a presença da UFSM no território da Quarta Colônia se dá em projetos desenvolvidos junto às comunidades, escolas e gestores locais, e são voltados à compreensão e à busca de soluções para problemas da região em diálogo com os moradores. Durante as enchentes de 2024, essa rede também se tornou visível na prática. “Eu comecei a receber muitas ligações de nossos alunos, era meia-noite, uma da manhã… [eles diziam] nós estamos sem luz, com necessidades”, relata. Ao mesmo tempo, professores de diferentes áreas também entraram em contato oferecendo ajuda, evidenciando a universidade como uma rede mobilizada diante da crise.</p></li><li><p><strong>Nem toda cidade pode ter todos os serviços de saúde — e isso vira um problema em situações de crise</strong></p><p>No episódio 2, <em>Saúde em contexto de emergência climática</em>, a mestranda em Saúde Coletiva pela UFSM, Gabriela Toniolo Bertolo, explica que não existem atendimentos especializados em todos os municípios do Brasil, já que o sistema de saúde no país é organizado para funcionar de forma regionalizada.</p><p>“Pensa um município de 2, 3 mil habitantes ter cardiologista, ter cirurgia geral para aquela população — isso é inviável e insustentável, tanto financeiramente quanto de forma logística para o sistema”, afirma.</p><p>A organização do SUS em regiões e macrorregiões permite concentrar recursos e garantir atendimento para aquela população, mas cria vulnerabilidades em situações extremas. Durante as enchentes de 2024, cidades ficaram isoladas e perderam acesso a serviços: “Em dois dias, Santa Maria ficou ilhada. E como agir quando os serviços de média e alta complexidade, os principais prestadores da região, ficam isolados? Não é possível trazer os pacientes para cá, e os que já estão aqui também não conseguem voltar para casa.”</p><p>Segundo Gabriela, foi necessário mobilizar diferentes frentes para garantir o atendimento, com apoio de outras instâncias públicas e, em alguns momentos, da iniciativa privada.</p></li><li><p><strong>Remédios doados durante enchentes podem acabar descartados</strong></p><p>Durante as enchentes de 2024, a grande quantidade de doações de medicamentos acabou gerando alguns desafios, como conta Gabriela Bertolo no episódio 2: “A solidariedade é o que nos torna humanos, mas, sem uma orientação, nos trouxe vários problemas”.</p><p>Muitos dos medicamentos doados não puderam ser utilizados, seja por falta de controle de validade, por terem sido armazenados de forma inadequada ou por não corresponderem às necessidades do momento: “Quando as pessoas doam medicamento da farmacinha da casa delas, aquele medicamento controlado ou aquele medicamento cortado que a gente não tem noção da data de validade, não temos como entregar esse medicamento para a população, ele vai ser descartado”, explica Gabriela.</p><p>A situação exigiu a criação de uma estrutura específica para triagem, com equipe técnica responsável por avaliar o que poderia ou não ser aproveitado.</p></li><li><p><strong>Quando a internet falha, a informação também entra em risco</strong></p><p>Sem internet, como uma comunidade se informa em meio a um desastre? Durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, essa pergunta deixou de ser hipotética. Em diversas regiões, a conexão caiu ou se tornou instável — e, com ela, o principal meio de acesso à informação.</p><p>No episódio 3 — <em>Jornalismo Local, Desertos de Notícia e Resiliência Climática</em> — a professora Laura Storch, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, relata que algumas regiões da Quarta Colônia ficaram sem acesso à internet: “toda aquela lógica globalizada de informação, desabou naquele momento”.</p><p>O episódio revela como a crise expôs a dependência de infraestruturas digitais e a vulnerabilidade dos sistemas de informação em contextos extremos.</p></li><li><p><strong>Rádios e WhatsApp foram essenciais para a circulação de informação durante a crise</strong></p><p>Com a queda ou instabilidade da internet, a circulação de informação passou a depender de meios mais próximos do território. No episódio 3, Laura Storch destaca que as rádios mantêm uma relação direta com as comunidades, o que fortalece seu papel em momentos de crise. Além disso, sua atuação envolve presença física nas áreas afetadas, com profissionais que se deslocam até regiões isoladas para relatar o que está acontecendo.</p><p>Mesmo com falhas na conexão, os grupos de WhatsApp também tiveram papel importante sempre que havia algum acesso disponível. Por serem organizados a partir de vínculos diretos entre moradores, funcionaram como redes locais de troca de informações. “Existia um fluxo de informação muito potente acontecendo ali”, afirma.</p><p>Os grupos ajudavam a identificar pessoas isoladas, organizar pedidos de ajuda e circular informações urgentes entre moradores e equipes de resposta.</p></li><li><p><strong>Eventos extremos são naturais, o desastre depende de como ocupamos o território</strong></p><p>No episódio 4 — <em>Clima, Território e Educação Ecológica</em> — o professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSM Adriano Figueiró explica que eventos como as chuvas fortes de 2024 são parte do processo natural da dinâmica da evolução da paisagem: “Não há nada de estranho no que aconteceu, porque isso vem acontecendo há milhões de anos. A paisagem hoje só é o que é porque eventos extremos dessa natureza aconteceram com muito mais intensidade, com muito mais frequência”, afirma.</p><p>O que transforma esses eventos em desastre, no entanto, é a forma como os territórios são ocupados. Áreas como margens de rios e encostas instáveis são especialmente vulneráveis. “Os maiores danos ocorreram justamente naquelas estruturas construídas pelos seres humanos que desrespeitam os caminhos naturais da própria paisagem”, explica Adriano.</p><p>Segundo ele, esses eventos continuarão ocorrendo — possivelmente com maior frequência em função das mudanças climáticas. Diante disso, é preciso aprender como reduzir os danos à vida e aos bens materiais.</p></li><li><p><strong>O solo leva séculos para se formar — mas pode desaparecer em poucos dias</strong></p><p>No episódio 4, Adriano Figueiró destaca que a formação do solo é um processo extremamente lento: “Para produzir 1 cm de solo, eu preciso por volta de 400 anos”.</p><p>Durante as enchentes de 2024, áreas da Quarta Colônia perderam quase 1,5 metro de solo em apenas três dias de chuva. O contraste revela que certos danos ambientais são praticamente irreversíveis no tempo humano, e reforça a importância de práticas de conservação e planejamento do uso da terra: “com algumas técnicas simples de conservação do solo, nós poderíamos ter preservado mais do nosso patrimônio”, enfatiza o pesquisador.</p></li><li><p><strong>Um rio pode ficar mais rápido e destrutivo depois de um evento extremo</strong></p><p>Eventos extremos podem alterar a forma e o comportamento dos rios, com efeitos que permanecem no tempo. No episódio 5, <i>Chuva, solo e ciência: o que aprendemos com as enchentes,</i> o professor do Departamento de Solos da UFSM Jean Minella explica que, após as enchentes, mudanças no leito do rio reduziram sua rugosidade e alteraram seu fluxo.</p><p>“Ele se tornou menos rugoso, mais retilíneo”, afirma, explicando que é como se tivesse passado por uma “pavimentação natural”, ou seja, “para um mesmo evento de chuva que aconteça agora, as velocidades do rio estão maiores. Então o rio está propagando aquela mesma vazão que propagava antes de uma forma muito mais rápida”.</p><p>Isso, segundo o pesquisador, pode intensificar os danos em eventos futuros.</p></li><li><p><strong>O mesmo sistema que causa enchente também pode causar falta de água depois</strong></p><p>No episódio 5, o professor Jean Minella explica que os períodos de enchente e estiagem estão ligados ao funcionamento do sistema hídrico. Segundo ele, a forma como a superfície das bacias é ocupada interfere diretamente na recarga dos aquíferos, das nascentes e na quantidade de água disponível nos rios ao longo do ano.</p><p>O impacto vai além dos eventos extremos. Jean Minella afirma que rios que ficam “extremamente violentos” durante as chuvas podem depois “agonizar”, sem água suficiente para abastecer comunidades urbanas e rurais. “Esse excesso que a gente tem de escoamento superficial é a água que vai faltar no período de baixa precipitação”, resume o pesquisador.</p><p>Para ele, o sistema está “obviamente desequilibrado”: a água escoa rápido demais durante as chuvas e deixa de abastecer o solo, os rios e os aquíferos nos períodos secos.</p></li><li><p><strong>Nem os especialistas esperavam a dimensão das enchentes no Sul</strong></p><p>Mesmo com dados e modelos de medição cada vez mais sofisticados, a magnitude de alguns eventos climáticos ainda surpreende. No episódio 6 — <em>Variabilidade climática no Sul do Brasil</em> — a meteorologista e docente do Departamento de Física da UFSM Nathalie Boiaski afirma que os eventos extremos surpreenderam até quem pesquisa o tema. “Nenhum de nós era capaz de compreender a magnitude de um evento extremo até então”, relata.</p><p>A pesquisadora, que mora na Quarta Colônia, conta que também foi atingida pelas enchentes de 2024: “Eu sou meteorologista, tenho a formação, eu tinha os dados na mão. Por que que eu não saí? Porque a gente não quer acreditar”.</p><p>Ela relata que não deixou sua casa imediatamente, porque jamais imaginou que o rio pudesse atingir o nível que atingiu. Segundo ela, como nunca havia acontecido algo parecido antes, acreditou que “ia chover, mas não ia ser tanto assim a ponto de a gente precisar sair de casa”. A saída aconteceu apenas quando percebeu que o nível do rio estava subindo rápido demais.</p><p>Para ela, os eventos recentes mostram que, mesmo com avanços na meteorologia, a dimensão dos impactos ainda desafia a capacidade de previsão e resposta da sociedade.</p></li><li><p><strong>Eventos extremos locais são mais difíceis de prever — e os alertas ganham ainda mais importância</strong></p><p>No episódio 6, Nathalie Boiaski explica que eventos em escala regional ou local são mais difíceis de antecipar com precisão, especialmente pela falta de dados em determinadas áreas. Chuvas intensas podem atingir uma região específica enquanto bairros próximos permanecem sem chuva, o que dificulta a representação desses eventos nos modelos de previsão. “chove no centro da cidade de Santa Maria e não chove em Camobi”, exemplifica.</p><p>A situação se torna ainda mais complexa em áreas com pouco monitoramento. “Então nós precisamos sim de mais monitoramento, porque não tem milagre que o meteorologista possa fazer sem ter um ponto de observação, sem ter pluviômetro, sem ter termômetro, sem ter anemômetros”, afirma a pesquisadora, citando a falta de equipamentos em parte da Quarta Colônia.</p><p>Nesse cenário, mesmo com incertezas, a recomendação é sempre considerar os avisos e agir preventivamente. A forma como as pessoas respondem a esses alertas pode influenciar diretamente os impactos das situações de risco. Ela defende que os alertas meteorológicos sejam levados a sério: “Na dúvida, saia”.</p></li></ol><p>```</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-06-123446-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" />O podcast <i>Clima de Crise</i> foi produzido no âmbito dos projetos “Governança e multidimensionalidade dos riscos climáticos” (Fapergs 06/2024) e “Comunicação de proximidade” (PROEXT-PG/Capes), vinculados à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p><h4><b>Todos os episódios já estão disponíveis, confira:</b></h4><ul><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 1 — Pertencimento e Memória em tempos de Crise Climática</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/5aSErRkx2eMqHOvTKvxBiq">https://open.spotify.com/episode/5aSErRkx2eMqHOvTKvxBiq</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 2 — Saúde em contexto de emergência climática</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/41Z21uM58NGSPpESF1cOHX">https://open.spotify.com/episode/41Z21uM58NGSPpESF1cOHX</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 3 — Jornalismo Local, Desertos de Notícia e Resiliência Climática</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/2xChGQmiHA7hRaNL27qsyD">https://open.spotify.com/episode/2xChGQmiHA7hRaNL27qsyD</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 4 — Clima, Território e Educação Ecológica</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/11g5CbODKQGhs7pKfaoqMi">https://open.spotify.com/episode/11g5CbODKQGhs7pKfaoqMi</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 5 — Chuva, solo e ciência — o que aprendemos com as enchentes</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/0vyVHnbyzCHqMyDsGvioug">https://open.spotify.com/episode/0vyVHnbyzCHqMyDsGvioug</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 6 — Variabilidade climática no Sul do Brasil — interações, mecanismos e impactos</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/6QFzVuNFxZQ6kh5bHnAZvg">https://open.spotify.com/episode/6QFzVuNFxZQ6kh5bHnAZvg</a></li></ul><p>Texto: Luciane Treulieb, jornalista</p><p>Ilustração: Evandro Bertol, designer</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Time Enactus leva sustentabilidade e empreendedorismo social para escolas de Santa Maria e Caçapava do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/04/21/time-enactus-leva-sustentabilidade-e-empreendedorismo-social-para-escolas-de-santa-maria-e-cacapava-do-sul</link>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:38:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[educação financeira]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo social]]></category>
		<category><![CDATA[escolas]]></category>
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		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[time enactus]]></category>

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						<description><![CDATA[As crianças têm contato com a educação financeira por meio da ‘Escolinha de Negócios’]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>Durante cerca de quatro meses, crianças do quarto ano de escolas públicas foram responsáveis pelo cuidado, rega e crescimento de mudas de temperos diversos. Nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental Dagoberto Barcellos, de Caçapava do Sul, e Lourenço Dalla Corte, de Santa Maria, oficinas de sustentabilidade e empreendedorismo social foram responsáveis por introduzir a prática da educação financeira. Promovidos pelo Time Enactus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), os encontros da ‘Escolinha de Negócios’ tinham como objetivo a conscientização da importância de dois eixos: o cuidado com o meio ambiente e com o dinheiro. </p>
<p>De acordo com Kamilly Dias, acadêmica da Licenciatura de Educação Física e bolsista do Time Enactus, foi por meio do cuidado com as plantas que as crianças aprenderam sobre o desenvolvimento dos negócios. “Eles escolheram o temperinho que mais agradou e a partir disso trabalhamos negócios, vendas, como lidar com o dinheiro, o que significa custo, preço, como surgiu o dinheiro, como funciona um cartão de crédito, o banco. Tudo de uma forma leve”, conta. Ao entregar a muda de tempero, os integrantes do Time Enactus proporcionaram uma oficina para explicar as diferenças entre os temperos, suas possibilidades de uso e quais cuidados são necessários. Nessa atividade, as e os estudantes elaboraram placas de identificação das plantas e suas características. As crianças também tiveram a oportunidade de participar de uma oficina de customização dos vasos, em que foram trabalhados aspectos da agregação de valor de um produto.</p>		
													<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/criancas_001-1024x768.jpg" alt="" />													
		<p>Depois de cerca de quatro meses, as plantas, que eram cuidadas no dia-a-dia da escola, foram comercializadas em feiras de produtores, como a Polifeira, em Santa Maria, e a Feira do Produtor Rural, em Caçapava do Sul. Após a venda, as crianças decidiam o que fazer com o lucro.</p>		
													<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/criancas_004-768x1024.jpg" alt="" />													
													<img width="576" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/criancas_002-576x1024.jpg" alt="" />													
		<p>Josiane de Oliveira, professora na escola Dagoberto Barcellos, conta que seus alunos foram muito receptivos ao projeto da Escolinha de Negócios. Para ela, os encontros quinzenais agregaram muito no desenvolvimento do tema da educação financeira, que ela costuma abordar durante as aulas de matemática. “Acredito que os alunos desenvolveram o esperado, que foi desde a educação ambiental, de cuidar do meio ambiente, que eles precisaram cuidar e ter responsabilidade com a sua planta, e depois com a educação financeira, de comercializar a plantinha com todos os passos do preço, do lucro, do conhecimento das plantas”, descreve. Para Josiane, além do desenvolvimento da consciência ambiental e financeira, os alunos também aprenderam sobre como se comunicar e conversar com as pessoas, habilidade que foi fundamental para realizar as vendas das mudas no centro da cidade de Caçapava do Sul.</p>
<p> </p>
<p>A partir da experiência, Kamilly Dias percebeu que as crianças não tinham muito conhecimento sobre questões básicas de finanças mas, ao mesmo tempo, havia curiosidade em aprender. “Eles desenvolveram sacadas bem legais a partir das percepções. Falávamos sobre salário, sobre CLT, uma pessoa que tem emprego fixo ou que é autônoma. E eles conseguiam se enxergar dentro disso: ‘Ah, meu pai é pintor, então ele é autônomo’”, explica Kamilly. </p>
<p> </p>
<p>A estudante acredita que a educação financeira deveria ser mais trabalhada na escola. “Conseguimos precificar quanto ia sair cada mudinha. Colocamos preço no vaso, na terra, no trabalho que eles tiveram, de cuidar, cultivar, regar. Colocamos preço e valor nessas coisas. E eles conseguiram chegar em um valor final que poderiam vender a plantinha. Eles entenderam que o custo da planta é um e que o lucro que iam ter é outro”, explica Kamilly. Ela também conta que, após a venda das plantas, algumas das crianças optaram por comprar sorvete, enquanto outras pensaram em usar o dinheiro para comprar mais mudas a fim de expandir o ‘negócio’. “Muitos disseram: ‘Ah, profe, eu vou pegar o valor do custo, comprar outras plantinhas, porque aí eu cultivo e vou ter de novo o meu lucro, mas também o valor do meu custo. Vou ganhar R$10,00 na minha planta e com isso eu vou gastar tanto e guardar o resto’”, lembra Kamilly.</p>		
			<h3>Sustentabilidade e empreendedorismo social como bases do Time Enactus</h3>		
		<p>O Time Enactus é uma organização internacional que tem 133 times somente no Brasil. De acordo com Débora Bobsin, coordenadora do Time na UFSM, o propósito é levar, para as universidades, o viés do empreendedorismo social. “Acontecem por meio da execução de projetos que olhem para problemas locais das suas comunidades e que gerem impacto para elas”, explica. Na UFSM, isso se executa por meio de ações de extensão, que é uma das formas de oficializar os times nas universidades. São cerca de 15 estudantes envolvidos, entre bolsistas e voluntários, de áreas como Psicologia, Química, Agronomia, Desenho Industrial, Ciências da Computação, Odontologia, Ciências Sociais, Engenharia de Telecomunicações e Educação Física.</p>
<p> </p>
<p>Formado pelo tripé dos vieses do ambiental, do social e da sustentabilidade financeira, o Time Enactus tem essas temáticas como centrais. Também é por isso que as ações de extensão feitas pelo Time na UFSM têm esse enfoque: “E é muito difícil falar de empreendedorismo social sem falar de questões ambientais, entende? Quando partimos de um problema, eles estão imbricados. E vem pela demanda das escolas, que têm dificuldade de trabalhar questões ambientais de forma transversal”, conta Débora. Para ela, as duas temáticas estão entrelaçadas. “É difícil de desconectar. Pensa nos recicladores: eles trabalham com um negócio que é ambiental, que gera ingresso financeiro e é uma maneira de sustento e que minimiza problemas que nós [a sociedade] criamos”, reflete.</p>		
			<h3>Outras ações de extensão</h3>		
		<p>A ‘Escolinha de Negócios’ dá continuidade a uma iniciativa anterior do Time Enactus, o projeto Florescer. É uma das ações de extensão desenvolvidas pelo Time a partir dos recursos do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). De acordo com Débora e Kamilly, a experiência deve continuar em 2026 na escola Dagoberto Barcellos, de Caçapava do Sul, e com outra escola de Santa Maria. Débora também comenta que, no ano de 2026, o Time Enactus deve testar uma modalidade da ação com turmas do ensino médio, com o objetivo de discutir o empreendedorismo a partir da resolução de problemas da escola.</p>
<p>O projeto também tem materiais didáticos, como cartilhas, em processo de editoração, que vão permitir a aplicação do modelo da Escolinha de Negócios em outras escolas, como um guia para as e os professores. Além disso, também trabalham no desenvolvimento de dois jogos: o Ciclus, que trata do descarte correto de resíduos, e outro, de tabuleiro, sobre educação empreendedora, que está na fase de desenvolvimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">E<i>xpediente:</i></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><i>Reportagem: Samara Wobeto, jornalista voluntária.</i></p>
<p><i>Fotos: Time Enactus UFSM</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quando ensinar também transforma quem ensina: os impactos do Sumo Educacional na formação de seus integrantes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/04/06/quando-ensinar-tambem-transforma-quem-ensina-os-impactos-do-sumo-educacional-na-formacao-de-seus-integrantes</link>
				<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 18:59:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Programa de extensão da UFSM evidencia a formação acadêmica, profissional e cidadã dos estudantes envolvidos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Entrar em uma sala de aula pela primeira vez, observar alguns alunos atentos — outros nem tanto —, e perceber que o conteúdo pode realmente influenciar a forma como essas pessoas lidam com o dinheiro é uma experiência marcante. Para muitos estudantes universitários, esse momento marca o início de uma transformação que vai além do aprendizado técnico. É nesse processo que a extensão universitária se mostra uma via de mão dupla: ao levar conhecimento à comunidade, também promove aprendizados profundos para quem ensina.</p><p>Essa é a realidade vivenciada pelos integrantes do Sumo Educacional, programa de extensão vinculado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Criado com o objetivo de promover a educação financeira em escolas públicas, na formação de professores e junto a jovens em situação de vulnerabilidade social, o Sumo tem mostrado que seu impacto não se limita ao público externo. Ele transforma, de forma significativa, a trajetória acadêmica, profissional e pessoal de quem faz parte da equipe.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/WhatsApp-Image-2026-03-31-at-12.25.56-1024x729.jpeg" alt="" width="1024" height="729" /></p><p> </p>		
			<h2>Aprender fazendo: a sala de aula como espaço de formação</h2>		
		<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-06-155402.jpg" alt="" width="400" height="372" />Para muitos integrantes do Sumo, o primeiro contato com a extensão vem acompanhado de nervosismo. Ansiedade antes das aulas, receio de não conseguir engajar os estudantes ou de não dominar completamente o conteúdo fazem parte do processo. No entanto, esses sentimentos iniciais dão lugar, com o tempo, à autoconfiança, à satisfação e ao sentimento de realização.</p><p>Os relatos dos participantes mostram um percurso comum: a insegurança inicial vai sendo substituída pela percepção de que o conhecimento acadêmico ganha sentido quando aplicado na prática. Ao preparar aulas, adaptar a linguagem ao público e lidar com realidades sociais diversas, os estudantes desenvolvem habilidades que dificilmente seriam adquiridas apenas dentro da sala de aula da universidade. “Depois da aula, vem um sentimento de missão cumprida”, relatou uma das participantes. “A gente sai cansado, mas com a certeza de que aquilo fez diferença para alguém.”</p>		
			<h2>Educação financeira que começa em casa</h2>		
		<p>Um dos efeitos mais recorrentes observados entre os integrantes do Sumo é a mudança na própria relação com o dinheiro. Planejamento financeiro, controle de gastos, uso consciente do crédito e organização do orçamento deixam de ser apenas conceitos ensinados e passam a fazer parte do cotidiano deles.</p><p>A maioria dos participantes relata melhorias em seu comportamento financeiro. Alguns passaram a usar planilhas, outros começaram a poupar ou a refletir mais antes de consumir. Para muitos, o contato direto com a realidade das escolas públicas e com jovens em situação de vulnerabilidade ampliou a consciência sobre desigualdade e endividamento no Brasil, reforçando a importância social da educação financeira.</p><p>Essa vivência prática também rompe “bolhas”. Ao sair do ambiente universitário e atuar em escolas e instituições sociais, os integrantes</p><p>passam a compreender melhor os desafios enfrentados por grande parte da população brasileira.</p>		
			<h2><p>Muito além do conteúdo: desenvolvimento humano e profissional</p></h2>		
		<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-06-154858-1024x551.jpg" alt="" width="800" height="430" />Os impactos do Sumo Educacional não se restringem ao campo financeiro. Os participantes destacam ganhos expressivos em habilidades como comunicação, oratória, liderança, trabalho em equipe, empatia e organização. Muitos relatam que aprenderam a falar em público, a se posicionar com mais segurança e a lidar com diferentes perfis de pessoas.</p><p>Além disso, a estrutura interna do programa permite que os estudantes atuem também na gestão, comunicação, expansão e organização das atividades. Essa vivência proporciona uma formação interdisciplinar, aproximando os integrantes de experiências semelhantes às do mercado de trabalho, mas com um forte componente social.</p><p>“O Sumo me mostrou que eu posso usar o que aprendo na Universidade para transformar realidades”, resumiu um participante. “E isso muda a forma como a gente se vê como estudante e como cidadão.”</p>		
			<h2><h3>Extensão como permanência e pertencimento</h3></h2>		
		<p>Outro aspecto relevante destacado pelos integrantes é o papel da extensão na permanência universitária. O sentimento de pertencimento, a criação de vínculos sociais e a percepção de utilidade social fazem com que muitos estudantes se sintam mais motivados a permanecer na universidade.</p><p>Para alguns, a participação no Sumo foi decisiva para não desistir da graduação. A possibilidade de aplicar o conhecimento, de receber bolsas de extensão e de fazer parte de um grupo com propósito claro fortalece o vínculo com a instituição e reduz a sensação de distanciamento entre universidade e sociedade..</p>		
			<h3>Uma via de mão dupla que gera impacto social
</h3>		
		<p>Os resultados do estudo que embasa este texto mostram que os próprios integrantes percebem o Sumo Educacional como fortemente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à educação de qualidade, redução das desigualdades e trabalho decente.</p><p>Ao ensinar educação financeira, os estudantes aprendem sobre o conteúdo, sobre si mesmos e sobre a sociedade. A extensão deixa de ser apenas uma atividade complementar e passa a ser um espaço central de formação cidadã, acadêmica e humana.</p><p>A experiência do Sumo Educacional reforça uma ideia fundamental: quando a universidade se abre para a comunidade, ela não apenas cumpre seu papel social, mas também se transforma. E, nesse processo, forma profissionais mais conscientes, preparados e comprometidos com a realidade que os cerca. No fim das contas, ensinar também é aprender. E, no Sumo, essa lição é vivida todos os dias.</p><p>Texto: Natali Cassola, integrante do Sumo e doutoranda na PUCRS</p><p>Edição: Luciane Treulieb</p><p>Ilustração: Evandro Bertol</p><p>Imagens em sala de aula capturadas do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=QZyy5vPkjLU" target="_blank" rel="noopener">vídeo do Sumo Educacional</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Totens interativos e exposição fotográfica são estratégias para a conscientização sobre a crise climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/12/19/totens-interativos-e-exposicao-fotografica-sao-estrategias-para-a-conscientizacao-sobre-a-crise-climatica</link>
				<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 17:26:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Projeto Memorar Quarta Colônia, da UFSM, objetiva sensibilização e resiliência climática]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>No início de novembro, a Jornada Acadêmica Integrada Mirim (<a href="https://www.ufsm.br/2025/11/05/4a-edicao-da-jai-mirim-abre-as-portas-da-ufsm-aos-pequenos-cientistas"><b><u>JAI Mirim</u></b></a>) recebeu pequenos cientistas do ensino infantil e fundamental no Museu do Conhecimento da UFSM. Dentre os projetos presentes no evento, um dos destaques foi o Memorar - Memorial das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia. Foi a estreia de t<a href="https://www.instagram.com/p/DQpa0Jskano/?img_index=1"><u><b>otens digitais interativos</b></u></a>, adquiridos com recursos do Pró-Equipamentos, projeto parceiro financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Por meio dos totens, as crianças puderam visualizar e interagir com histórias em quadrinhos, quizzes, imagens das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e mapas que mostram o movimento das águas no estado.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="906" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.08-3-e1766165301863-1024x906.jpeg" alt="" />											<figcaption>Criança interage com totem durante JAI Mirim, na UFSM.</figcaption>
										</figure>
		<p>O professor Adriano Figueiró é do Departamento de Geografia da UFSM e coordena o projeto Memorar. Segundo ele, mais de 300 pessoas, entre crianças e professores, passaram e interagiram com os totens. “Todo mundo ficou bastante impactado e surpreso com o conteúdo que observaram. Eu acho que isso cumpriu um primeiro objetivo [do projeto], que é justamente a sensibilização”, afirma Adriano.</p>
<p> </p>
<p>Os totens funcionam como ferramentas de divulgação científica e difusão do conhecimento sobre mudanças e resiliência climática, pois permitem compreender, visualizar e interagir com explicações sobre causas e efeitos dos eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes. “A partir da mudança climática, nós transformamos o extraordinário em ordinário”, declara Adriano. Para o professor, esse entendimento é importante para sensibilizar e conscientizar diferentes gerações. Crianças, adolescentes e jovens, que no momento são os públicos-alvo do projeto, têm mais facilidade de compreender a seriedade do fenômeno por terem nascido imersos nesta complexidade. Consequentemente, tem mais possibilidade de incorporar práticas sustentáveis no seu dia a dia.</p>
<p> </p>
<p>Por outro lado, por não ter presente a vivência da memória de eventos climáticos extremos que já aconteciam no século passado, a noção de urgência e de planejamento de ações a longo prazo encontra mais dificuldades. Já para os adultos, essa mesma característica dificulta a compreensão da mudança climática, uma vez que enchentes, estiagens, chuvas de granizo e vendavais já causavam destruição em décadas passadas. “Mas a partir do momento em que eles começam a compreender que a mudança climática é, na verdade, a intensificação dos fenômenos extraordinários que sempre aconteceram, eu diria que eles são parceiros mais fáceis de serem incorporados, porque têm uma noção  de mundo que os jovens não têm”, explica Adriano.</p>
<p> </p>
<p>Foram adquiridos dez totens que atualmente estão no Museu do Conhecimento da UFSM. No entanto, de acordo com Adriano, futuramente alguns deles podem ser instalados no Memorial da Resiliência Climática, objetivo principal do projeto e que está em fase de planejamento.</p>		
			<h3>Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho</h3>		
		<p>A fim de ampliar a visibilidade do projeto, o Memorar QC inaugurou na semana passada a mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’ no hall do Centro de Ciências Naturais e Exatas. “O nosso objetivo é tentar partir de diferentes instrumentos para sensibilizar diferentes grupos da comunidade”, diz Adriano. São 20 fotos das enchentes de 2024 selecionadas a partir de materiais midiáticos, que também são dados coletados pelo projeto. Estas fotografias representam a tragédia. Por outro lado, Adriano afirma que a ideia da mostra surgiu para fazer uma espécie de contrapeso, já que a atuação no projeto exige reviver a catástrofe e rememorar a tragédia. Por isso, criaram um concurso fotográfico para selecionar fotos de paisagens da Quarta Colônia, que significam o Sonho. “[Serve] para que as pessoas possam perceber o potencial dessas paisagens para construir a vida”, declara.</p>		
							“A paisagem da Quarta Colônia é excepcionalmente linda. Mas quando você confronta essas duas realidades, ou seja, uma paisagem linda e uma paisagem submetida a uma catástrofe, nós percebemos que a passagem de uma paisagem linda para uma de perigo, morte e destruição, é uma passagem muito rápida, que pode se dar num tempo muito curto. Por isso temos que criar estratégias para tentar evitar que o impacto seja tão grande como foi em 2024”. - Adriano Figueiró, coordenador do projeto.
		<p>Para Adriano, este comparativo demonstra que, para além da tragédia, aquela paisagem tem capacidade de resiliência e recuperação. A mostra fotográfica é itinerante e será levada para diferentes espaços da UFSM, de escolas e da Quarta Colônia em 2026.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.09-1-1024x683.jpeg" alt="" />											<figcaption>Mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.09-1024x682.jpeg" alt="" />											<figcaption>Mostra fotográfica reúne imagens das paisagens da Quarta Colônia antes e depois das enchentes de 2024.</figcaption>
										</figure>
			<h3>Memória como ferramenta para o futuro</h3>		
		<p>O nome do projeto já informa um de seus objetivos: transformar a enchente em memória. Adriano explica que, apesar de ser um processo doloroso, rememorar as paisagens e consequências das enchentes de 2024 é necessário. “Costumamos dizer que a memória é a única coisa que efetivamente consegue ligar o passado ao presente, para construir o futuro”, declara. Por isso ela se torna ferramenta de conscientização: permite compreender a noção da passagem do tempo. “[Ela] nos permite ter a noção de onde as coisas vieram, de como chegaram até aqui, do que aconteceu lá atrás, porque esse processo se repete no tempo. E se não temos a memória, não temos a compreensão de repetição”, conta Adriano. Isso é importante para compreender, inclusive, a intensificação de fenômenos climáticos extremos. </p>		
							<b>“Esse é o princípio para nós. Vivemos um momento, na sociedade planetária, submetido a um modo de produção capitalista, em que a memória tende a ser sistematicamente apagada porque quando temos um indivíduo sem memória, ele é mais vulnerável para o processo do consumo, da construção de imaginários que não são reais”, finaliza Adriano.</b>
		<p>Um dos instrumentos para a preservação da memória das enchentes será o Memorial da Resiliência Climática, cuja previsão de instalação é para o próximo ano.</p><p><i><b>Reportagem</b>: Samara Wobeto, jornalista</i></p>
<p><i><b>Fotografias</b>: Memorar Quarta Colônia</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Para o envelhecimento saudável da população, a aposta é no cuidado integrativo, dizem pesquisadores</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/11/21/para-o-envelhecimento-saudavel-da-populacao-a-aposta-e-no-cuidado-integrativo-dizem-pesquisadores</link>
				<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 21:22:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Na UFSM, projeto Feliz(c)idade promove cuidado por meio de atividades físicas, cognitivas e de socialização para idosos de Santa Maria
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O cuidado com a população idosa é uma preocupação necessária, visto que, em 25 anos, o número de idosos no Brasil vai dobrar. Estes dados são do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), que também afirma que o número de idosos vai superar o de crianças até 2031. Um dos fatores desse aumento é o crescimento da expectativa de vida da população brasileira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), <a style="text-decoration: none" href="https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202411/em-2023-expectativa-de-vida-chega-aos-76-4-anos-e-supera-patamar-pre-pandemia"><b><i>até 2024 a média de idade que uma pessoa idosa pode atingir é de 76,4 anos</i></b></a>. Em comparação com a medição de 1940 - primeiro dado do tipo registrado -, a média era de 45,5 anos, o que representa um aumento de 30,9 anos. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> No início do mês, o tema ganhou discussão ao pautar a redação do Enem com os desafios do envelhecimento da sociedade brasileira. Para Melissa Medeiros Braz, professora do Mestrado em Gerontologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a temática do envelhecimento é uma preocupação necessária. Ela envolve falar de cuidado, de saúde e tratamento de doenças, mas também de saúde mental e cognitiva, socialização, alimentação, atividade física e acessibilidade de espaços e cidades. Melissa também é coordenadora do projeto Feliz(c)idade, que surgiu com o objetivo de promover ações de extensão voltadas para pessoas idosas.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="771" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/Copia-de-Foto-de-Jessica35-1024x771.jpg" alt="" />											<figcaption>Idosos em momento de prática de exercício físico, no projeto Feliz(c)Idade</figcaption>
										</figure>
		<p>O projeto também significa a continuidade de outros, como o Núcleo Integrado de Estudos da Terceira Idade (Niati), que está em funcionamento desde os anos 1980. Seu coordenador, Gustavo Duarte, professor do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) da UFSM, afirma que falar sobre o envelhecer é fundamental. “É um fenômeno global e também brasileiro. Já que no Rio Grande do Sul nós temos a maior taxa de longevidade do Brasil, toda sociedade precisa se preparar”, reitera. Para Gustavo, deve ser uma preocupação de todos, desde crianças e jovens até adultos e idosos. “Não precisa ser idoso para trabalhar e se preparar para o [envelhecimento]”, diz. A aposta é em uma educação permanente e gerontológica, de diálogo intergeracional.</p>		
			<h3>Para pensar, é preciso se mover: os benefícios da atividade física</h3>		
		<p>A imagem que se tem de pessoas idosas está em mudança: não são mais apenas as de pessoas velhas, com cabelos grisalhos e pele flácida, com dificuldades de locomoção e inúmeras doenças. Estas características ainda definem este grupo, mas o perfil é diverso. Uma pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos, de acordo com os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), também elencados no Estatuto do Idoso do Brasil. <a href="https://www.estadao.com.br/saude/treinamento-fisico-para-idosos-e-tendencia-fitness-no-brasil-conheca-as-particularidades/?srsltid=AfmBOopKj5XG_GpRRS5ssUtccwkb5-MnxP0okq9MHUENxFltvIsk_LLC" target="_blank" rel="noopener"><u><b><i>Uma reportagem publicada pelo Estadão em 2024</i></b></u></a> aborda o treinamento físico para idosos, que é tendência fitness no país. O texto traz dados de levantamento feito pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte, que pesquisa o assunto a partir de profissionais do setor. Nas redes sociais, cresceram perfis de ‘vovós’ na academia ou no pilates, que alcançam números altos de visualizações, curtidas e comentários.</p><p> </p><p>Gustavo afirma que a busca pelo envelhecimento saudável é compartilhada: “Na qualidade de vida, podemos destacar a condição física, as capacidades funcionais, de força, de equilíbrio, de coordenação, de agilidade. O corpo é a nossa casa, nós somos esse corpo. E tudo é a partir do corpo”. Melissa explica que, nessa fase, é comum haver perda de massa muscular e óssea, o que pode afetar o equilíbrio, o deslocamento e a mobilidade. Síndromes metabólicas e doenças cardiovasculares também são mais frequentes em idosos. “O exercício aeróbico também tem um papel fundamental na prevenção e no tratamento dessas disfunções”, afirma.</p>		
										<figure>
										<img width="771" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-10.16.52-771x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Atividades de musculação e fortalecimento cognitivo.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-08.45.03-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Aividades de estimulação cognitiva.</figcaption>
										</figure>
		<p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Melissa, no entanto, este não é o único benefício do exercício físico. No Feliz(c)idade, a dança, os exercícios de musculação, de fisioterapia e as atividades de estimulação cognitiva são realizadas em grupos, o que assume o papel da socialização, de uma rede de encontros. </p>		
							“É uma fase de perdas ou de ressignificação dos papéis sociais. Antes a pessoa trabalhava e agora tá se aposentando. Muitas mulheres, mães, tinham os filhos em casa. Agora que eles saíram, elas se vêem em um papel diferente. Muitas, até por questões físicas, tem algumas limitações nas atividades sociais. Então, o papel do grupo é fundamental para ajudar a ressignificar essas perdas”. - Melissa Medeiros Braz, coordenadora do projeto Feliz(c)Idade.
		<p>Além do fortalecimento físico e muscular - que ajudam a prevenir quedas -, as atividades auxiliam na prevenção da demência, da depressão e da ansiedade, ou seja, atuam no fortalecimento da saúde mental. Outros benefícios do exercício físico incluem o aumento da vascularização cerebral, que ajuda na memória e nas funções cognitivas. Para Gustavo, a atividade física é a base do que ele chama de ‘educação do movimento’. “Nós planejamos exercícios e atividades de interação em duplas em trios, de resolução de problemas, de interação com materiais. Além do movimento, os idosos também têm que responder questões da atualidade. O movimento é intrínseco: precisa pensar para se mover”, explica.</p>		
			<h3>Atividade física, mas não somente: o papel do cuidado integrativo</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O cuidado com o envelhecimento deve ser integrativo, afirma a professora Melissa Braz. Isso significa que é preciso ter, além do fortalecimento e diversos benefícios da atividade física, atenção à alimentação, à socialização, à saúde mental, ao desenvolvimento e fortalecimento cognitivo, à acessibilidade das casas e dos espaços e cidades. Com a perda da força muscular e do equilíbrio, pessoas idosas se tornam mais propensas à quedas. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ruas esburacadas e irregulares não são inacessíveis apenas para pessoas com deficiência, como aquelas usuárias de cadeira de rodas e pessoas cegas, que usam bengalas. São inacessíveis também para pessoas idosas, que estão com mobilidade reduzida, com maior risco de quedas e, consequentemente, torções ou fraturas. “Não podemos pensar somente na saúde, mas também na estrutura das cidades. Temos calçadas super irregulares, não somos uma cidade amiga da pessoa idosa. Quanto mais áreas esse conhecimento abranger, para poder garantir a acessibilidade para as pessoas idosas, melhor”, declara Melissa.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">É uma abordagem multidisciplinar, de acordo com Gustavo. “Os mesmos idosos passam por nutricionistas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, fisioterapeutas. Aprendem em oficinas e atividades esse cuidados, de uma maneira integrativa, mais holística, do corpo como um todo em todas as suas dimensões”, descreve.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O projeto se divide em núcleos:</p>
<p></p>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0;padding-inline-start: 48px">
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Corpo Mais: acontece no CEFD e trabalha atividades cardiovasculares com música, ginástica, capacidade aeróbica e cardiorrespiratória, exercícios de força, mobilidade e equilíbrio. Também tem o grupo de dança.</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Cognito: grupo que trabalha a estimulação cognitiva, tanto na prevenção de demência quanto com pessoas que já têm a doença. Trabalha com atividades de memória, de reminiscência e de jogos.&nbsp;</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Pacto: projeto que se juntou ao Feliz(c)idade e que dedica atenção aos cuidadores de pessoas idosas, que muitas vezes também são idosos. Trabalha temáticas de cuidado, das doenças, mas também da saúde mental de quem cuida.</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Mexe Coração: acontece na Antiga Reitoria da UFSM e trabalha com exercícios e atividades de educação em saúde, como cuidados, alimentação saudável e hábitos de vida.</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman', serif;color: #000000;background-color: transparent;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Renascer: grupo de mulheres sobreviventes do câncer de mama. Também realiza atividades de promoção e educação em saúde, não apenas na relação com as consequências ou possíveis sequelas da doença, mas com atividades que ultrapassam essa dimensão: pilates, dança, atividades comemorativas, viagens e passeios. <b><i><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/p/DNwhxWJ3N9l/?img_index=1">Na última Feira do Livro, por exemplo, o grupo esteve presente para conhecer as oficinas</a>.</i></b></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Villa Itagiba: atende um grupo de 60 homens, com atividades de educação em saúde e exercícios em grupo associados à ludicidade, como dançaterapia e artes.</p>
</li>
</ul>		
										<figure>
										<img width="1024" height="771" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-10.16.57-1-1024x771.jpeg" alt="" />											<figcaption>Aividades na Vila Itagiba</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-08.44.37-1024x576.jpeg" alt="" />											<figcaption>Atividades do Grupo Cognito</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">2º FelizIdade</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Evento realizado pelo projeto para o público idoso</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quando: 22 de novembro</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde: Antiga Reitoria da UFSM</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Grupos parceiros: Corpo Mais, Mexe Coração e Vila Itagiba</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apoio: SESC e Conselho Municipal do Idoso (COMID)</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> I Encontro da RIEDE - Rede Internacional de Estudos em Dança e Envelhecimento</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quando: 28 de novembro</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde: Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Parceiros: Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</p><p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Expediente:</p><p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Reportagem: Samara Wobeto, jornalista</p><p>Fotografias: Divulgação</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>II Fórum de Extensão da Pós-Graduação destaca avanços e impactos dos projetos contemplados no edital do PROEXT-PG</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/10/17/ii-forum-de-extensao-da-pos-graduacao-destaca-avancos-e-impactos-dos-projetos-contemplados-no-edital-do-proext-pg</link>
				<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 18:58:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
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		<category><![CDATA[II Fórum de Extensão da Pós-Graduação]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
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				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=379</guid>
						<description><![CDATA[Ações extensionistas marcam presença junto às comunidades e buscam desenvolver soluções para problemas reais
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Na última quinta-feira (16), nove dos dez projetos contemplados no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG) se reuniram no auditório da Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE) para apresentar e debater o andamento das ações extensionistas. Além disso, compartilharam desafios e potencialidades das atividades com as comunidades. Apenas o projeto ‘FelizIdade’ não conseguiu comparecer ao encontro.</p><p>A Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e presidente do Comitê Gestor do PROEXT-PG, Cristina Wayne Nogueira, realizou a abertura do evento ao lado do Pró-Reitor de Extensão (PRE), Flavi Ferreira Lisboa Filho. O Assistente Administrativo André dos Santos Leandro, da PRPGP, apresentou um relatório da execução orçamentária do Programa.</p><p>Cristina comenta que ficou muito impressionada com as apresentações dos dez projetos. “Demonstraram ação, demonstraram o envolvimento de alunos de graduação e pós-graduação. Foi muito bonito ver os resultados, os reflexos nas comunidades, nos diferentes territórios. Fiquei muito satisfeita com o que vi”, afirma.</p><p>Confira, a seguir, os principais destaques de cada um dos projetos</p>		
													<img width="1024" height="270" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/10/capa-reportagem-forum.jpg" alt="" />													
			<h4><p>Memorar das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia - Memorar QC</p></h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apresentado pelo professor Adriano Severo Figueiró, o projeto surge a partir dos incômodos causados pelos deslizamentos de terra e alagamentos provocados pelas enchentes de maio de 2024 e que tiveram início na região central do estado. O conceito da resiliência climática norteia as ações, que estão em desenvolvimento: de educação ambiental e governança do território, por meio de oficinas com escolas; de mapeamento de áreas de risco e de gerenciamento de recursos hídricos, por meio de visitas técnicas; e de conservação do patrimônio da paisagem, a partir da descoberta de novo Geossítio arqueológico Guarani no município de Dona Francisca. Nos próximos passos do projeto, estão a criação de uma cartilha para oportunizar o aprendizado de Resiliência Climática nas escolas, além da aquisição de dez totens digitais para exposição de material interpretativo sobre as mudanças climáticas, e que será exposto no Museu do Conhecimento da UFSM.</p><p><br /><a href="https://www.instagram.com/memorar.qc/">Instagram do projeto</a>.</p>		
			<h4>Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor Gustavo Brunetto apresentou as ações do projeto realizado pelo Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces-UFSM). O grupo realizou coletas de solo na região da Serra Gaúcha, em propriedades produtoras de frutas. A partir da análise das amostras,<a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/03/27/analises-de-solo-em-areas-de-deslizamentos-mostram-consequencias-das-enchentes-no-rs"> conseguiu definir as características do solo afetado pelas enchentes de 2024,</a> que perdeu matéria orgânica e ganhou acidez. Além disso, o Grupo estabeleceu estratégias para a resolução destes problemas. Os resultados de pesquisa tiveram ampla divulgação na imprensa, desde veículos regionais até nacionais. Os próximos passos envolvem capacitação e treinamento dos técnicos e produtores, além de produção de soluções e materiais de divulgação científica.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/gepacesufsm/">Instagram do projeto.</a></p>		
			<h4>Time Enactus UFSM
</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Representado pela professora Débora Bobsin, o Time Enactus já realizou duas ações extensionistas: em 2024, aplicou o ‘Projeto Florescer’ na Escola Estadual Augusto Ruschi, voltado para a educação ambiental no ensino fundamental. Já neste ano, realizou a ‘Escolinha de Negócios’, promovendo a educação empreendedora para o ensino fundamental das escolas Escola Municipal Lourenço Dalla Corte, em Santa Maria, e para a Escola Municipal Dagoberto Barcelos, que fica em Caçapava do Sul. Estão em andamento mais duas ações extensionistas. Em Santa Maria, no bairro Passo das Tropas, a comunidade escolar da Escola</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Municipal Pedro Kunz, formada por mães e alunos, recebem oficinas para geração de trabalho e renda. Já em Caçapava do Sul, no grupo Harmonia Preta, são feitas ações de estruturação do negócio social, como plano de negócios e auxílio na captação de recursos. Além disso, produtos editoriais, como cartilhas, estão em fase de finalização.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/timeufsm/">Instagram do projeto.</a></p>		
			<h4>Sumo Educacional</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A mestranda Natali Morgana Cassola apresentou o andamento das ações do projeto Sumo Educacional, que leva educação financeira para espaços educativos, como as escolas. Já realizou formação de líderes, que tem a missão de levar o aprendizado para a sala de aula, aulas com jovens, testes de metodologias e jogos de forma interna e aplicação dos jogos nas escolas. Entre os próximos passos, estão a consolidação da metodologia própria, a ampliação da área de abrangência do projeto e o desenvolvimento da plataforma In-Sumo, que objetiva capacitar os professores, integrar elementos de gamificação na formação para o aprendizado e ampliar o impacto das ferramentas tanto para as e os estudantes quanto para suas famílias.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/sumoeducacional/">Instagram do projeto.</a></p>		
			<h4>Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no RS por meio da Parceria entre  Programas de Pós-Graduação da UFSM </h4>		
		<p>Apresentado pelo professor Gustavo Dotto, o projeto Telessaúde já está com o sistema de consultas online em funcionamento, com quase 300 atendimentos realizados de pelo menos cinco especialidades médicas. A meta, segundo Dotto, é alcançar 2000 atendimentos até 2026. O professor destacou que a implementação do projeto beneficia pacientes que moram em cidades vizinhas ou mesmo de regiões diferentes, uma vez que o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) é referência em saúde especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). Também contribui para a diminuição da quantidade de pessoas que circulam no HUSM diariamente, o que beneficia o aspecto da biossegurança.</p>		
			<h4>Estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desenvolvido na UFSM de Palmeira das Missões, o projeto pretende construir estratégias para o turismo rural em torno da produção de erva-mate. A professora Rosani Spanevello destacou as parcerias do projeto com entidades públicas, como a prefeitura, Conselho Municipal de Turismo, Secretaria da Agricultura e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), além da empresa Júnior do curso de Zootecnia. O projeto se insere nestes conselhos e ajuda a discutir estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável. Já auxiliou na constituição da Associação dos Produtores de Erva-Mate de Palmeira das Missões (APEMPM), com capacitação na produção, projeto municipal de mudas e confecção da marca. Por meio da disciplina ‘Formação em Extensão na Pós-Graduação I’, que acontece neste semestre, mestrandos, doutorandos e parceiros visitam propriedades rurais produtoras da planta erva-mate para diagnóstico e análise das potencialidades turísticas. Também proporciona viagens de estudo de estudantes e produtores para conhecer outras associações e formas de comercialização. No próximo semestre, será ofertada a disciplina ‘Formação em Extensão na Pós-Graduação II’, que tem o objetivo de elaborar os roteiros turísticos da rota da erva-mate em Palmeira das Missões.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/alternativasrurais/">Instagram do projeto.</a></p>		
			<h4>Programa de Geração de Renda e qualidade do pescado (ProgeAqua)</h4>		
		<p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As ações do ProgeAqua foram apresentadas pelo professor Rafael Lazzari. Este projeto foi contemplado também na primeira edição do PROEXT-PG na UFSM, em 2015. Entre as ações realizadas até o momento estão a definição dos municípios contemplados, a elaboração de materiais didáticos e os primeiros encontros com técnicos e produtores. As ações serão realizadas em Santa Maria, São Pedro do Sul, Jari, Quevedos, Cacequi, São Sepé, Novo Cabrais, São João do Polêsine, Nova Palma, Pinhal Grande, Dona Francisca, Nova Esperança do Sul, Tupaciretã, Silveira Martins e Júlio de Castilhos. Entre as dificuldades encontradas estão a mobilização dos produtores, a precariedade da área regional para a piscicultura, principalmente devido às chuvas e à realidade da catástrofe climática. As próximas ações envolvem palestras, visitas técnicas, acompanhamento de produtores e capacitações práticas, promovidas pela UFSM e parceiros, sobre temas relacionados à piscicultura, como legislação ambiental, sistemas de cultivo e instalações, qualidade da água, alimentação e doenças dos peixes, entre outros.</p>		
			<h4>Coletivo FLUIR: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças em contextos vulneráveis</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Coletivo Fluir foi representado pelos professores Fabiane Bridi, Taciana Segatt e Joe Bulsara. O projeto se insere em três escolas de Santa Maria para promover Territórios Educativos Intersetoriais (TEI), que buscam a valorização das infâncias em vulnerabilidade por meio da educação. Quinzenalmente, as equipes se deslocam até as escolas EMEI Montanha Russa, EMEF Chácara das Flores e EMEI Monte Bello e Lar de Joaquina. Também realizaram a disciplina de extensão, que busca capacitar professoras da educação infantil para a formação em metodologias de ensino a partir das realidades e vivências de cada escola. São quatro Territórios formados: o TEI 1, composto pelas crianças, famílias, escola e comunidade local; o TEI 2, que busca a formação da comunidade escolar (grupos compostos por professoras; monitoras e estagiárias; e colaboradores); o TEI 3, de gestão educacional e políticas públicas, e o TEI Andarilho, em que o Coletivo Fluir está em movimento. A partir de demandas da comunidade escolar, está em criação mais um braço do último TEI: o Território Fluir Comunidade, que dialoga com a Associação de Bairro Montanha Russa e busca construir saberes e experiências acadêmicas para a comunidade.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/coletivo_fluir/">Instagram do projeto.</a></p>		
			<h4>Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora Aline Dalmolin apresentou as ações do projeto ‘Comunicação de Proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia’. O projeto se constitui em três eixos: 1- Cartografia da malha de comunicação de proximidade da Quarta Colônia e ações para superação de seus vazios de notícias; 2 - Fortalecimento do sistema de alerta e protocolos comunicacionais dos municípios da Quarta Colônia em situação de risco climático; e 3 - Desenvolvimento de ações em Educomunicação para o combate à desinformação climática. No ano passado, foram iniciadas as conversas com o poder público dos nove municípios para estabelecer parcerias. Também foram feitas oficinas de educomunicação em escolas da região, além do mapeamento dos veículos e comunicadores populares que compõem a cartografia da malha de comunicação. Em 2025, o foco foi a continuidade do andamento destas atividades, além da realização de 29 entrevistas em profundidade, feitas para mapear os impactos da catástrofe climática de 2024 em gestores, moradores e veículos de comunicação. Foram feitos dois grupos de  discussão acerca dos protocolos. Entre os próximos passos, estão a capacitação de comunicadores e  entrega dos produtos, como policy papers, oficinas em escolas, plano de comunicação para a malha de comunicação de proximidade, criação da identidade visual e sonora, série de podcasts; dois  videodocumentários, entre outros.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/comunicacaodeproximidade/">Instagram do projeto</a>.</p><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Reportagem e fotografias: Samara Wobeto, jornalista.</p><p></p><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Edição: Luciane Treulieb, jornalista.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>II Fórum de Extensão na Pós-Graduação da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/eventos/ii-forum-proext-pg</link>
				<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 20:01:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?post_type=eventos&#038;p=368</guid>
						<description><![CDATA[<p>O II Fórum de Extensão na Pós-graduação da UFSM tem por objetivo promover a integração dos programas de pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento na concepção e execução das atividades de extensão, estimulando sua integração com instituições públicas, iniciativa privada e movimentos e organizações sociais para a produção de conhecimento e a solução de problemas de forma multidimensional.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O II Fórum de Extensão na Pós-graduação da UFSM tem por objetivo promover a integração dos programas de pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento na concepção e execução das atividades de extensão, estimulando sua integração com instituições públicas, iniciativa privada e movimentos e organizações sociais para a produção de conhecimento e a solução de problemas de forma multidimensional.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Segunda edição do Fórum de Extensão da Pós-Graduação tem data marcada</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/10/03/segunda-edicao-do-forum-de-extensao-da-pos-graduacao-tem-data-marcada</link>
				<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 11:36:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
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						<description><![CDATA[O evento será no dia 16 de outubro
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Com o objetivo de apresentar e acompanhar as ações dos dez projetos contemplados no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), acontece, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o II Fórum de Extensão na Pós-Graduação. O evento será no dia 16 de outubro, no auditório da Coordenadoria de Tecnologia Educacional – CTE. As inscrições para o evento podem ser realizadas por meio <a href="https://forms.gle/cHRVX9C1AU7Soxtj9"><i><b>deste formulário</b></i></a>.</p>		
													<img width="819" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/10/Copia-de-solos-819x1024.jpg" alt="" />													
			<h4>Sobre o evento</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Data: 16 de outubro de 2025</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Horário: </b>das 9h às 12h</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Local:</b> Auditório da Coordenadoria de Tecnologia Educacional – CTE, prédio 14</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">(Será disponibilizado Meet para inscritos de outros Campi).</p>		
			<h4>Programação</h4>		
		<ul style="margin-top:0;margin-bottom:0;padding-inline-start:48px"><li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 11pt;font-family: Arial, sans-serif;background-color: transparent;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation"><b>9 h - Mesa de abertura:</b> PROEXT-PG UFSM Além do Arco: execução e perspectivas, com Prof.ª Dr.ª Cristina Wayne - PRPGP, Prof. Dr. Flavi Ferreira Lisboa Filho - PRE e Assistente Administrativo André dos Santos Leandro - PRPGP</p></li></ul><p><b style="font-weight:normal"><br></b></p><ul style="margin-top:0;margin-bottom:0;padding-inline-start:48px"><li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 11pt;font-family: Arial, sans-serif;background-color: transparent;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation"><b>9h 20 min. - Apoio institucional para divulgação de projetos – Aluata</b>, com a jornalista Samara Wobeto</p></li></ul><p><b style="font-weight:normal"><br></b></p><ul style="margin-top:0;margin-bottom:0;padding-inline-start:48px"><li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 11pt;font-family: Arial, sans-serif;background-color: transparent;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation"><b>9h 30 min. - Apresentações dos projetos PROEXT-PG Além do Arco</b>&nbsp;</p></li></ul><br><p dir="ltr" style="line-height:1.38;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">1 - Estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável</p><p dir="ltr" style="line-height:1.38;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt"><br></p><p>2 - Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos</p><p>3 - Sumo Educacional</p><p>4- Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia</p><p>5 - Memorar QC – Memorial das águas e resiliência climática da Quarta Colônia</p><p>6 - Time Enactus UFSM</p><p>7 - FELIZ(C)IDADE: Corpo MAIS no Cuidado e na promoção do Envelhecimento saudável</p><p>8 - Coletivo FLUIR: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças em contextos vulneráveis</p><p>9 - Programa de Geração de Renda e qualidade do pescado (Progeaqua)</p><p>10 - Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no RS por meio da Parceria entre&nbsp; Programas de Pós-Graduação da UFSM&nbsp;</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM e agricultores da Serra Gaúcha se unem para recuperar solos atingidos pelas enchentes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/09/24/ufsm-e-agricultores-da-serra-gaucha-se-unem-para-recuperar-solos-atingidos-pelas-enchentes</link>
				<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 01:04:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[análises de solo]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
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		<category><![CDATA[Serra Gaúcha]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto de extensão orienta sobre a adoção de práticas de manejo que fortalecem a resiliência da terra diante das mudanças climáticas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>As enchentes de maio de 2024 provocaram erosões e deslizamentos que comprometeram a produção agrícola da Serra Gaúcha. Um levantamento coordenado pelo professor Gustavo Brunetto, do Departamento de Solos da UFSM, mostrou que o solo perdeu cerca de 85% da matéria orgânica — recuperação que pode levar de 14 a 40 anos.</p><p>A partir desse diagnóstico, o projeto revelou a dimensão do problema e passou a orientar soluções de manejo viáveis para recuperar áreas degradadas e preparar a terra para resistir a eventos extremos cada vez mais frequentes. </p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/IMG-20250916-WA0006-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /></p><p> </p><h3>Manejo em condições adversas</h3><p>Segundo Brunetto, o primeiro passo para recuperar áreas degradadas deve ser avaliar o solo. Mas essa não é a solução definitiva: a proteção contínua é o que garante resultados duradouros.<br />“Você tem que proteger o solo para que, se no futuro chover de novo com aquela intensidade, menos terra seja perdida”, explica o pesquisador. Para isso, ele recomenda a adoção de técnicas de conservação.</p><p>Uma das principais estratégias é o uso de plantas de cobertura. Elas podem ser espécies nativas ou cultivadas e devem ser semeadas entre linhas de videiras e pessegueiros. Essas plantas formam uma camada que protege contra a erosão, melhora a estrutura do solo e contribui para a ciclagem de nutrientes.<br />“Elas absorvem nutrientes, crescem, completam o ciclo e depois retornam para o solo, enriquecendo-o”, explica Brunetto.</p><p>Ele compara a técnica a um pão coberto por nata:<br />“A nata seria a planta de cobertura. Ela não só está protegendo o solo, mas também repondo matéria orgânica, que foi perdida.”</p><p>Entre as espécies indicadas estão aveia, azevém e trevo, cultivadas justamente no período de maior intensidade de chuvas, de abril a setembro. O pesquisador lembra que o Sul do Brasil é referência no uso dessas técnicas, mas parte dos produtores havia abandonado a prática.<br />“É uma oportunidade de retomar esse conhecimento antigo, que já foi muito pesquisado na região e tem eficácia comprovada”, afirma.</p><p>Outro ponto destacado é que a revegetação ocorre naturalmente: uma vez semeada, parte das sementes permanece no solo e germina nos anos seguintes. Por isso, a recomendação é evitar químicos que eliminem essas espécies, preservando o ciclo de ressemeadura.</p><p>Outra estratégia defendida pela equipe é o uso de resíduos orgânicos, como esterco de animais, dejetos de aves e suínos, restos vegetais e composto orgânico. Esses materiais ajudam a repor o carbono perdido com as enchentes, melhorando a estrutura física e a fertilidade do solo.<br />“Mais carbono no solo significa menos CO₂ na atmosfera, que é um dos problemas do efeito estufa, além de mais nutrientes para as plantas”, explica Brunetto.</p><p>Como muitos agricultores já têm esse tipo de resíduo em suas propriedades, a prática também pode ser uma alternativa de baixo custo em comparação ao uso exclusivo de adubos minerais. A recomendação é que o material orgânico seja analisado para evitar excesso de nutrientes, ou que sejam seguidas as orientações de manuais técnicos regionais.</p>[caption id="attachment_364" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/IMG-20250916-WA0003-1024x707.jpg" alt="" width="1024" height="707" /> Terraços construídos na Serra Gaúcha como estratégia de proteção do solo[/caption]<p>Em áreas de encosta, a construção de terraços também pode ser determinante. Eles funcionam como degraus que reduzem a velocidade da água e diminuem as perdas de solo e de nutrientes. Embora o investimento inicial seja mais alto, pela necessidade de maquinário, a prática pode evitar prejuízos maiores no futuro.</p><h3>Experiência no campo</h3><p>O agricultor Fabiano Orsatto, associado à Cooperativa Vinícola Aurora, já utilizava plantas de cobertura e, após as enchentes, passou a testar espécies de ciclo mais tardio para ampliar o período de proteção.<br />“Onde as plantas estavam bem formadas e o solo estava protegido, ocorreram menos danos. Quanto mais protegido o solo, melhor para manutenção do mesmo.”</p><p>Apesar dos custos com sementes e reconstrução de áreas atingidas, ele aposta na eficácia da estratégia:<br />“O investimento inicial valeu a pena.”</p><p>Já o produtor Emerson Cimadon adotou a cobertura verde no início dos anos 2000, quando mecanizou os vinhedos. Desde então, observa benefícios como menor erosão, maior infiltração de água e até a volta de insetos que auxiliam no controle natural de pragas.<br />“Com o tempo, vimos a volta de insetos que ajudam no controle natural de pragas.”</p><p>Ele acrescenta que a palhada seca formada após o ciclo das plantas continua protegendo os parreirais no verão, aumentando a eficiência do manejo.</p><h3>Preparar hoje para resistir amanhã</h3><p>Brunetto destaca que a construção de soluções é sempre feita em parceria com agricultores e técnicos da extensão rural.<br />“O que conquistamos foi confiança. Sempre retornamos os resultados das pesquisas e mostramos como podem ser aplicados no campo. Ajudamos o produtor a melhorar seu cenário, muitas vezes com baixo custo, mas com retorno em produtividade e lucro”, afirma.</p><p>O pesquisador lembra ainda que o conhecimento científico precisa sair da universidade e chegar de fato ao campo, para não perder relevância.<br />“Não adianta termos o melhor conhecimento dentro da academia se ele não chega ao produtor. Para o agricultor, a prática precisa ser eficiente e lucrativa”, pontua.</p><p>Essa relação de confiança também é percebida pelos agricultores.<br />“As orientações da equipe ajudam nas decisões de manejo que tomamos na propriedade”, conta Fabiano Orsatto.<br />“Quanto mais orientações técnicas tivermos, mais chances teremos de proteger o solo no futuro”, acrescenta Emerson Cimadon.</p><h3>Repercussão nacional</h3><p>A pesquisa também repercutiu fortemente fora do meio acadêmico. Segundo Brunetto, os resultados chegaram até jornais do Sudeste e do Nordeste do Brasil. O dado que mais chamou atenção foi o cálculo de que a recuperação dos solos poderia levar até 40 anos.<br />“Esse número deu um ‘boom’, porque é fácil de compreender a gravidade da situação”, lembra o professor.</p><p>Para ele, a ampla cobertura midiática demonstra a relevância do trabalho, que uniu diagnóstico e soluções práticas.<br />“Esse foi o projeto científico de maior visibilidade da minha carreira, porque mostrou que a universidade pode contribuir de forma direta para recuperar solos degradados e preparar os agricultores para enfrentar novos desafios climáticos.”</p><h3>Evento em Bento Gonçalves</h3><p>No início de setembro, a equipe da UFSM esteve em Bento Gonçalves, em parceria com a Cooperativa Vinícola Aurora, para apresentar os resultados preliminares. O encontro reuniu técnicos e agricultores que tiveram perdas de solo com as enchentes.</p><p>A programação foi dividida em duas etapas: primeiro, a apresentação dos dados levantados nas propriedades; depois, a discussão sobre alternativas para recuperar os solos e se preparar para novos eventos climáticos extremos.</p><p>Para Brunetto, a mensagem central é de prevenção: “Sabemos que eventos de chuva intensa vão se repetir em intervalos cada vez menores. Se os agricultores mantiverem o solo protegido com plantas de cobertura, reforçado com resíduos orgânicos e manejado com terraços, os danos serão menores. É um investimento feito hoje para reduzir as perdas de amanhã.”</p><p>R<i style="font-size: 16px">eportagem: </i><i style="font-size: 16px">Luciane Treulieb, jornalista<br />Fotografias disponibilizadas pelo projeto</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto ‘Comunicação de Proximidade’ elabora cartografia comunicacional da Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/09/12/projeto-comunicacao-de-proximidade-elabora-cartografia-comunicacional-da-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 14:25:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Fase de coleta de dados pretende mapear e reconhecer o ecossistema de comunicação que atuou na crise climática de 2024]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>Diante das enchentes de maio de 2024, um grupo de professores e estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) percebeu a necessidade de realizar ações de extensão em comunicação. A primeira iniciativa foi a <a href="https://www.ufsm.br/2024/05/09/ufsm-integra-campanha-liderada-pela-unics-para-arrecadacao-de-radios-a-pilha-e-pilhas" target="_blank" rel="noopener"><u><b>coleta de pilhas e rádios para distribuição às famílias afetadas pelas chuvas na Quarta Colônia</b></u></a>. A partir daí, a proposta evoluiu com a criação de um projeto contemplado pelo edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). </p>
<p> </p>
<p>Assim surgiu o projeto ‘Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia’, coordenado pela professora Aline Roes Dalmolin, do Poscom da UFSM. A docente destaca que o objetivo principal é reconhecer o ecossistema de comunicação que já existe nos nove municípios da região, formado por comunicadores populares profissionais (das rádios comunitárias), de agentes institucionais (como a Defesa Civil e prefeituras) e mesmo agentes comunitários (vinculados a igrejas, comunidade escolar, associações, sindicatos e cooperativas).</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/PHOTO-2025-08-08-21-03-48-1-1024x768.jpg" alt="" />											<figcaption>Equipe do projeto em atividades na Quarta Colônia.</figcaption>
										</figure>
		<p>O levantamento ocorre por meio de uma cartografia de mídias tradicionais e digitais, perfis institucionais e grupos em redes sociais. “Proporciona um panorama sobre como se dá a comunicação dentro desses espaços. Dentro do escopo das mídias tradicionais, identificamos a presença de jornais e emissoras de rádio situadas nestes espaços, bem como a presença de antenas retransmissoras ou cobertura de canais de televisão”, explica Aline. Já em relação às mídias digitais, a professora ressalta que foram mapeados vários perfis em redes sociais, sites e grupos de WhatsApp e que tiveram papel importante na comunicação comunitária durante as enchentes. Atualmente, o projeto está na fase de consolidação da coleta e fechamento dos dados da pesquisa. Os primeiros resultados do levantamento dos veículos de comunicação da Quarta Colônia foram publicados no capítulo 8 do livro ‘Jornalismo e Desenvolvimento’, disponível <a href="https://repositorio.uft.edu.br/bitstream/11612/7731/1/Livro_Jornalismo%20e%20Desenvolvimento.pdf">neste link</a>.</p>		
			<h3>Coleta dos dados</h3>		
		<p>Phillip Gripp é jornalista e pesquisador no projeto ‘Comunicação de Proximidade’. Ele é bolsista de pós-doutorado vinculado a um dos projetos parceiros, o ‘Territórios Conectados pela Sororidade’. Gripp explica que a coleta dos dados de pesquisa ocorre de duas maneiras: a primeira é, justamente, o mapeamento da malha de comunicação da Quarta Colônia. “Consiste em identificar os meios de comunicação e a atuação de profissionais da área nestas cidades. Estamos fazendo um levantamento para descobrir onde as pessoas buscam informações sobre os acontecimentos do território”, detalha Phillip. </p>
<p>A segunda forma de coleta é realizada por meio de entrevistas com moradores da região, como agricultores, gestores da administração pública, professores, entre outros. A intenção é produzir diferentes materiais midiáticos de divulgação da pesquisa. “Também temos esse teor qualitativo, de entendermos, a partir das entrevistas, como se deu a atuação dessas pessoas e qual foi o impacto das enchentes”, afirma.</p>
<p>A recepção da comunidade ao projeto tem sido positiva, destaca Camila Rodrigues Pereira, publicitária e pós-doutoranda em outro dos projetos parceiros, o ‘Governança e  multidimensionalidade dos riscos climáticos: abordagem multidisciplinar em  Comunicação de proximidade, Interpretação geopatrimonial e Economia Ecológica  aplicada aos Geoparques Unesco no Rio Grande do Sul’. Para ela, isso se deve ao fato de o projeto abordar temas importantes para a comunidade, como memória, adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais. “São questões que estão muito próximas e que os afetaram recentemente”, observa Camila.</p>		
			<h3><p>Comunicação em contextos de crise</p></h3>		
		<p>Para Aline Dalmolin, coordenadora do projeto ‘Comunicação de Proximidade’, refletir sobre como a comunicação acontece em contextos de crise climática é fundamental. “Ela está na essência e serve como base para qualquer das ações que pretendemos desenvolver”, enfatiza. A pesquisadora destaca que, no caso da Quarta Colônia - uma das primeiras regiões atingidas pelas chuvas de 2024-, a população vivenciou a crise climática de uma forma muito intensa, e as respostas também tiveram que ser imediatas, inclusive na comunicação. </p>
<p>“Foram várias comunidades desalojadas, pessoas que tiveram sua mobilidade extremamente reduzida, falta de alimento, falta de luz, várias dimensões da escassez, e algumas delas, inclusive, infelizmente, chegaram a perder a vida. Nesse sentido, a comunicação conduz respostas imediatas aos eventos extremos”, ilustra Aline. Exemplos são a emissão de alertas, atualização de informações checadas e apuradas - inclusive como resposta à propagação de desinformações e fatos desencontrados, o que é bem comum em situações de crise.</p>
<p>Além disso, para a pesquisadora, a comunicação também tem papel central na conscientização da população sobre os fenômenos ambientais, por que eles acontecem e como impactam as comunidades. “Nosso projeto envolve essas duas dimensões e está estruturado em três eixos: o primeiro dedicado ao mapeamento, o segundo voltando à prevenção de eventos climáticos - buscando formas de mobilizar melhor as comunidades para responder a situações semelhantes no futuro- e o terceiro eixo centrado na educomunicação, preparando as novas gerações para compreender essas mudanças.”</p>		
			<h3>O projeto na comunidade</h3>		
		<p>Para Camila, o desafio do projeto está na complexidade do campo de pesquisa. São nove municípios, com características, histórias e memórias distintas, o que se reflete nos impactos provocados pelas chuvas de 2024. “Embora a memória dessas comunidades se entrelace, ao dialogar e ouvir as pessoas de  cada município, surge sempre a vontade de aprofundar ainda mais as conversas”, destaca.</p>
<p>Em 2024, o projeto atuou por meio da educomunicação, com oficinas de fotografia, desinformação climática, audiovisual e mapas conceituais para três escolas, localizadas em Agudo e Nova Palma (fase 1). No primeiro semestre de 2025, foram realizados grupos de discussão para tratar de temas relacionados à comunicação do território e para elaborar protocolos para a constituição da malha de Comunicação de Proximidade da região (fase 2).</p>
<p>Neste semestre, os projetos estão atuando na capacitação de comunicadores locais e no fortalecimento dos agentes da malha de comunicação de proximidade (fase 3). De maneira concomitante, também em 2025 são desenvolvidos produtos editoriais e ações de educomunicação, que envolvem as entrevistas com moradores (fase 4), e que seguem até julho de 2026. Por fim, de junho a julho de 2026, o projeto será finalizado, com entrega dos produtos, seminários e elaboração do relatório final.</p>
<p>Entre os produtos previstos, está a elaboração de policy papers junto à comunidade, que consistem em propostas para aperfeiçoar os protocolos. “É importante para que as comunidades possam transformar essas práticas de prevenção e de comunicação de resiliência climática em políticas públicas”, destaca Aline.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/IMG_9475-_1_-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Mapas conceituais produzidos nas oficinas com escolas.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/5a661063-2acd-4c39-9f84-59df40ca3048-1-768x1024.jpg" alt="" />											<figcaption>Gravação de entrevistas com moradores.</figcaption>
										</figure>
		<p>Expediente:</p><p>Reportagem: Samara Wobeto, jornalista</p><p>Edição: Luciane Treulieb, jornalista</p><p>Fotos: Divulgação</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Sumo Educacional ensina educação financeira por meio de jogos educativos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/08/01/sumo-educacional-ensina-educacao-financeira-por-meio-de-jogos-educativos</link>
				<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 16:50:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro dá em árvore]]></category>
		<category><![CDATA[educação financeira]]></category>
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		<category><![CDATA[passa ou repassa]]></category>
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		<category><![CDATA[pense e ganhe dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
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		<category><![CDATA[sumo educacional]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=345</guid>
						<description><![CDATA[Desenvolvido na UFSM, o jogo Pense e Ganhe Dinheiro aborda temas cotidianos e matemáticos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O cenário financeiro é de aumento do endividamento das famílias brasileiras. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em abril de 2025, 77,6% das famílias estavam endividadas. A pesquisa é feita periodicamente pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). </p><p> </p><p>Dados como esses motivaram a criação do projeto Sumo Educacional, que busca promover a educação financeira de maneira simples e acessível. O projeto está entre os contemplados pela atual edição do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). Natali Morgana Cassola, integrante do projeto e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Economia e Desenvolvimento (PPGE&amp;D) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), explica que o programa atua em três frentes. O primeiro trata da formação de professores da rede escolar, por meio da oferta de cursos presenciais e online. O segundo braço aborda a alfabetização financeira de alunos da rede pública, com ações presenciais nas escolas. Por fim, a terceira frente de atuação leva a educação financeira a pessoas em situação de vulnerabilidade, com foco  em crianças e adolescentes que vivem em abrigos.</p><p>Para Rafaela Boeni Miguel, estudante de Economia na UFSM, o Sumo Educacional populariza o acesso ao conhecimento. “O projeto é uma porta de entrada para a educação financeira para muitas pessoas. Vai ter reflexos no planejamento, na vida profissional, na realização de sonhos”, pontua. As três frentes de atuação se interseccionam com a aplicação de um jogo educativo chamado ‘Pense e Ganhe Dinheiro’. Rafaela pontua que esta foi a metodologia mais efetiva encontrada para trabalhar com jovens e adolescentes: “É um conteúdo que envolve matemática e números, exige parar, pensar e se organizar”. Ela afirma que métodos tradicionais, como  sentar  em uma cadeira para ouvir o professor e ler slides sobre educação financeira não são as maneiras mais efetivas de trabalhar com jovens”.</p>		
			<h3>Desmistificar o dinheiro</h3>		
		<p>Temas como dinheiro, crédito e débito, salários e descontos, parcelamento e endividamento ainda são pouco trabalhados nas escolas. “Em um contexto em que a educação financeira ainda é tratada de forma pontual, oferecer recursos interativos como os jogos é uma maneira eficaz de garantir que os alunos aprendam de forma significativa e se sintam motivados a aplicar esse conhecimento na vida real”, explica Natali. Para a pesquisadora, a importância está em tornar o processo de aprendizado mais atrativo, dinâmico e conectado com a realidade social dos estudantes.</p>		
							“Eu acho que desmistifica essa ideia de que ‘a educação financeira não é para mim, não é para o meu bico, não é para a minha classe social…’ E ela é para todo mundo, sabe?” <b>- Rafaela Boeni Miguel, estudante de Economia da UFSM.</b>
		<p>Para Rafaela, os jogos facilitam o entendimento de conceitos e conteúdos que jovens e adolescentes não têm oportunidades de aprender. O jogo desenvolvido pelo projeto auxilia na revisão dos conteúdos teóricos trabalhados em sala de aula. Natali sinaliza que há estímulo de competitividade saudável e, consequentemente, de engajamento dos participantes e entendimento dos conceitos. “Permitem simular situações do dia a dia, como tomada de decisões financeiras, planejamento e consumo. Promove a compreensão prática dos conteúdos”, complementa a pesquisadora.</p>		
			<h3>Educação financeira em jogos educativos</h3>		
		<p>O ‘Pense e Ganhe Dinheiro’ foi desenvolvido pelo grupo do Sumo Educacional. O jogo educativo é inspirado no programa ‘Passa ou Repassa’, exibido pela emissora SBT. Os estudantes se organizam em dois times. O jogo de perguntas e respostas é mediado por um narrador, que deve ser o professor. A cada rodada, duas pessoas do time adversário se enfrentam e precisam responder perguntas com temáticas que envolvem questões financeiras, sociais e cotidianas. Cada acerto é recompensado com ‘patacas’, que representam o dinheiro. Se acertar na primeira etapa, o estudante leva o valor mais alto. Caso não saiba, pode repassar para o adversário. Se este não souber, abre-se a possibilidade de desafios, que podem ser tanto perguntas quanto contas matemáticas. O time vencedor é aquele que soma mais patacas. Uma sineta fica entre os competidores e é acionada por quem souber a resposta para a pergunta. Uma ampulheta controla o tempo do jogo.</p>		
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										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/08/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.54.16-1-768x1024.jpeg" alt="Cerca de oito pessoas estão em pé, espalhadas em um ambiente de sala de aula. No meio da foto, há uma mesa redonda, em que estão elementos de um jogo: cartas coloridas, sineta e ampulheta. Uma mulher segura um saco de tecido e lê uma das cartinhas." />											<figcaption>Aplicação do jogo em escola da rede pública de Santa Maria.</figcaption>
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										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/08/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.54.15-768x1024.jpeg" alt="Fotografia de três estudantes em sala de aula. Há uma mesa entre dois deles, que se olham e estão com uma das mãos atrás da orelha e a outra apontada sobre a mesa. Atrás da classe escolar, uma mulher em pé lê uma carta. Sobre a mesa, há uma sineta, ampulheta e elementos em papeis coloridos." />											<figcaption>Estudantes jogam o ‘Pense e Ganhe Dinheiro’.</figcaption>
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		<p>Inicialmente, o projeto utilizava um jogo terceirizado, que exigia a compra de um kit com materiais específicos. No entanto, os integrantes do Sumo perceberam que ele não se adequava à realidade das escolas públicas por conta do custo elevado. “Como a proposta do Sumo Educacional é justamente tornar a educação financeira acessível, optamos por desenvolver um jogo próprio, que pudesse ser reproduzido com facilidade pelos professores e adaptado conforme as necessidades de cada escola”, destaca Natali. O ‘Pense e Ganhe Dinheiro’ foi desenvolvido com materiais simples e acessíveis, além de estar adequado aos conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O desenvolvimento do jogo foi feito de maneira coletiva, por cerca de 15 integrantes do Sumo Educacional.</p>		
			<h3>Pataca e a lenda do dinheiro que dá em árvore</h3>		
		<p>O nome da moeda do jogo, pataca, faz referência a uma lenda segundo a qual dinheiro nasce em árvore. De acordo com uma reportagem do G1, a Dillenia indica, também conhecida como Maçã-de-elefante ou árvore das patacas, é originária da Índia e foi trazida ao Brasil por D. João VI em 1808.  Suas flores se fecham para formar o fruto, que lembra uma espécie de cofre. Naquela época, a moeda que circulava no Brasil se chamava justamente pataca, de origem portuguesa. Conforme o guia do jogo, Dom Pedro I escondia as patacas nos frutos dessa árvore, o que teria originado a lenda. Rafaela ainda pontua que o nome traz o significado de abundância para a vida das pessoas.</p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/08/IMG_8593-1024x683.jpg" alt="Jogo Pense e Ganhe Dinheiro sobre mesa escolar. Sobre a mesa, duas sinetas em tom prata e uma ampulheta de plástico. Também tem cédulas de dinheiro pataca, do jogo, sobre sacos de tecido coloridos em tons verde, rosa e azul." />											<figcaption>Elementos do jogo: Patacas, Perguntas, Desafios, sinetas e ampulheta.</figcaption>
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										<img width="984" height="554" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/08/snapshot-35.jpg" alt="Fotografia colorida de uma flor de pataca dentro de uma espécie de cofre. As pétalas verdes e duras estão se fechando. Dentro, sobre o miolo da flor, está uma moeda de um real." />											<figcaption>Flor da árvore com as pétalas fechando. Reprodução: G1.</figcaption>
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			<h3>Operação Salário Mínimo</h3>		
		<p>Formada em Economia pela UFSM e integrante do Sumo Educacional desde a graduação, Natali Cassola tem o projeto de extensão como objeto de estudo no mestrado. No último semestre, ela cursou uma disciplina do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Educacionais em Rede (PPGTER) da UFSM. Chamada ‘Jogos na Educação’, a disciplina discute aspectos teóricos e práticos sobre o uso, desenvolvimento e avaliação de jogos digitais e não digitais em contextos educacionais. “Busquei essa disciplina justamente porque queria aprofundar meus conhecimentos sobre jogos educativos, especialmente no ambiente escolar. Foi uma experiência muito enriquecedora: aprendi conceitos que até então não conhecia, tive contato com jogos educacionais de diferentes áreas e, ao final, tive a oportunidade de elaborar um jogo”, conta Natali. </p><p> </p><p>‘Operação Salário Mínimo’ é o nome do produto da disciplina, elaborado por Natali e mais duas colegas. O jogo simula, de forma lúdica, os desafios financeiros enfrentados por pessoas que vivem com rendas limitadas. “O jogo trabalha temáticas como planejamento financeiro, consumo consciente, imprevistos e bem-estar, e acredito que ele pode ser adaptado e utilizado também em aulas de educação financeira, especialmente pela sua proximidade com a realidade dos estudantes”, explica a pesquisadora. De acordo com ela, a intenção é que o jogo seja aplicado no Sumo Educacional a partir do próximo semestre.</p><p> </p><p>Um dos maiores aprendizados da experiência, para Natali, é o de que o desenvolvimento de jogos educativos deve levar em conta o alinhamento com objetivos pedagógicos definidos e que estejam de acordo com a realidade dos estudantes.</p>		
							“O jogo precisa ser mais do que divertido: deve proporcionar experiências de aprendizagem significativas. Isso envolve pensar em uma mecânica clara, regras acessíveis, linguagem adequada e, principalmente, em situações que estimulem a reflexão e a tomada de decisões. Um bom jogo educativo deve, ao mesmo tempo, engajar os alunos e contribuir para a construção do conhecimento de forma prática e crítica” - Natali Morgana Cassola, integrante do Sumo Educacional.
			<h3>Saiba mais</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Acompanhe o Sumo Educacional no <a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/sumoeducacional/">instagram</a>.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Confira o <a style="text-decoration: none" href="https://www.youtube.com/watch?v=QZyy5vPkjLU&amp;list=PLBB5c0vb8B4Hx88Wv84wwK1S3BFeOh5_G">vídeo oficial sobre o projeto</a> produzido pela equipe do Além do Arco.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Reportagem: Samara Wobeto, jornalista</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fotos: Samara Wobeto, jornalista; e Natali Cassola</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição: Luciane Treulieb, jornalista</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Empreendedorismo Social potencializa soluções para problemas sociais e ambientais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/07/18/empreendedorismo-social-potencializa-solucoes-para-problemas-sociais-e-ambientais</link>
				<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 13:09:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo social]]></category>
		<category><![CDATA[enactus]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=341</guid>
						<description><![CDATA[Ações do Time Enactus UFSM mostram como o conhecimento acadêmico pode gerar impacto positivo fora da Universidade
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<p>Com o avanço das tecnologias e o crescimento das startups, o empreendedorismo passou a ser tema presente em vários espaços, principalmente em conversas sobre inovação e desenvolvimento. Falar sobre empreendedorismo, no sentido mais amplo do termo, é destacar a capacidade de observar problemas e desenvolver soluções para eles, a partir da aplicação de diversos tipos de recursos (financeiros, humanos, materiais, etc). A partir desse olhar, podemos ir além das concepções tradicionais de negócios, e colocar em evidência conceitos como o empreendedorismo social.</p>
<p>Meu nome é Debora Bobsin, sou professora do Departamento de Ciências Administrativas, e ministro a disciplina de Empreendedorismo Social para o curso de graduação em Administração. Também coordeno o Time Enactus UFSM, projeto de extensão que promove o empreendedorismo social no ambiente acadêmico, desenvolvendo ações voltadas para os desafios enfrentados por comunidades em vulnerabilidade social da região de Santa Maria.</p>
[caption id="attachment_344" align="alignright" width="1024"]<img class="size-large wp-image-344" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/Encontro-diagnostico-de-problemas-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" /> Integrantes do Time Enactus UFSM junto a participantes do projeto[/caption]
<p>Se compreendermos que empreender é criar soluções para os problemas existentes, o empreendedorismo social se dedica a resolver problemas específicos de ordem social e ambiental. Por muito tempo, essa abordagem esteve diretamente relacionada a organizações do Terceiro Setor, mais especificamente a entidades filantrópicas e organizações sem fins lucrativos. Entretanto, o conceito se expandiu e passou a englobar também os chamados negócios sociais. Um marco importante nessa trajetória foi a criação do Grameenn Bank, por Muhammad Yunus, que desenvolveu uma empresa pioneira de microcrédito em Bangladesh. O banco nasceu com o propósito de resolver problemas sociais e promover inclusão financeira, ao mesmo tempo em que buscava manter uma estrutura sustentável - em que o lucro era reinvestido no próprio negócio.</p>
<p>No Brasil, nos últimos anos, temos assistido ao desenvolvimento e consolidação de negócios de impacto socioambiental. Esses empreendimentos atuam na solução de problemas sociais e ambientais a partir de uma lógica de negócios, podendo alcançar lucro, distribuir dividendos, etc. Ou seja, o que diferencia o modelo do empreendedorismo social é a intencionalidade: criar soluções que gerem impacto socioambiental. Há diversos exemplos pelo país que ilustram esse modelo em ação. O Programa Vivenda, por exemplo, atua na melhoria das condições de moradia para pessoas de baixa renda, oferecendo soluções habitacionais acessíveis. A Retalhar transforma resíduos têxteis em matéria-prima para novos produtos, contratando cooperativas de costureiras de periferias urbanas. Já a Abraço Cultural é uma escola de idiomas que tem como diferencial o corpo docente formado por refugiados, promovendo não apenas ensino de línguas, mas também a valorização da diversidade cultural e a inclusão social.</p>
<h2>Realidade local e Agenda 2030</h2>
<p>O ponto de partida de uma iniciativa de empreendedorismo social é a compreensão da realidade local, dos problemas sociais e ambientais existentes, e de quem são as pessoas que vivenciam este contexto. A participação ativa das comunidades e o reconhecimento de seus saberes na construção de soluções para os próprios problemas são passos importantes para a emancipação desses sujeitos, permitindo que os empreendimentos sociais se tornem fontes de transformação social.</p>
<p>Uma referência útil para identificarmos oportunidades de atuação dos empreendimentos sociais é a Agenda 2030, que reúne os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esses objetivos abarcam problemas globais de diferentes naturezas, presentes em maior ou menor grau nas diferentes realidades, como desigualdade, pobreza, fome, mudanças climáticas, entre outros. Por isso, as problemáticas que deram origem aos ODS podem ser fontes de potenciais negócios sociais. É necessário, portanto, examinar com profundidade como esses contextos se formam e como determinada comunidade vivencia esses desafios. Para isso, precisamos nos aproximar da realidade, conversar com as pessoas, e também analisar os dados que possam confirmar o que observamos na prática.</p>
<h2>Impacto mensurável</h2>
<p>Além de intencionalidade em construir uma solução para um problema socioambiental, um empreendimento social precisa comprovar seu impacto por meio de resultados mensuráveis. Contudo, as métricas no empreendedorismo social vão além do lucro financeiro - tradicionalmente usado para avaliar o sucesso de um negócio. Alguns exemplos de indicadores são melhoria da qualidade de vida das pessoas, geração de renda, acesso a serviços básicos e redução de impactos ambientais (como diminuição ou reaproveitamento de resíduos). A avaliação sistemática do impacto é essencial para garantir que o empreendimento social esteja, de fato, promovendo mudanças.</p>
<h2>Projeto Enactus e a atuação da Universidade na sociedade</h2>
<p>Por fim, o empreendedorismo social tem uma relação muito próxima com o papel da Universidade na sociedade. Ele contribui para a formação cidadã desenvolvida nas diferentes áreas do conhecimento por meio das ações de pesquisa, ensino e extensão. O empreendedorismo social, seja como conteúdo de sala ou como campo de investigação e prática acadêmica, nos possibilita construir uma formação conectada com as diferentes realidades sociais, culturais e econômicas. A presença de suas concepções, nos espaços formativos, permite desenvolver, nas novas gerações de profissionais, o comprometimento em construir um mundo melhor e um país mais justo.</p>
<p>Nesse sentido, o Time Enactus UFSM tem atuado como um espaço de aplicação prática para os estudantes da Universidade. A equipe foi selecionada no edital Proext-PG UFSM Além do Arco, e atualmente desenvolve iniciativas voltadas à sustentabilidade e à inclusão. Um dos projetos em andamento é voltado à educação ambiental. As ações vêm sendo realizadas em Caçapava do Sul e Santa Maria, com foco na implantação de hortas educativas voltadas para crianças. Uma cartilha educativa e um jogo interativo relacionados ao tema estão em fase de finalização para serem distribuídos nas escolas. </p>
[caption id="attachment_343" align="alignleft" width="385"]<img class=" wp-image-343" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/imagem-horta-768x1024.jpg" alt="" width="385" height="513" /> Material sobre hortas comunitárias produzido pelo Time Enactus UFSM[/caption]
<p> </p>
<p>Outro projeto está sendo desenvolvido na comunidade Passo das Tropas, uma das áreas mais afetadas pelas enchentes em Santa Maria de maio de 2024. A ação tem como público prioritário as mulheres da comunidade, embora seja aberta a outras pessoas interessadas. A proposta é realizar capacitações sobre plantio e cuidado com o porongo, incluindo a distribuição de sementes. As atividades acontecem na escola da região, com as mães dos alunos. Além disso, estão sendo promovidas oficinas de gestão, comercialização e vendas nas redes sociais, abordando temas como precificação e estratégias de mercado, com o objetivo de fortalecer a autonomia financeira das participantes e ampliar o alcance das iniciativas sociais desenvolvidas.  Mais informações podem ser conseguidas na <a href="https://www.instagram.com/timeufsm/">página de Instagram do projeto.</a></p>
<p>Texto: Debora Bobsin, professora do Departamento de Ciências Administrativas</p>
<p>Edição: Luciane Treulieb, jornalista</p>
<p>Colagem de capa: Evandro Bertol, designer </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Coletivo Fluir movimenta a educação em defesa das infâncias</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/07/10/coletivo-fluir-movimenta-a-educacao-em-defesa-das-infancias</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 17:22:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo fluir]]></category>
		<category><![CDATA[defesa das infâncias]]></category>
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		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto articula formação continuada de professoras e brincadeiras como forma de aprendizagem]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Às quartas-feiras, o movimento é intenso para um grupo de professores, doutorandas, mestrandas e graduandas do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Entre salas da Universidade e escolas municipais, o vai e vem é constante, reflexo das ações do projeto Fluir, que busca refletir sobre a educação e as aprendizagens de crianças em contextos de vulnerabilidade. Contemplada pelo edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG UFSM Além do Arco), a iniciativa tem como base um compromisso coletivo com a infância. “No princípio de formação do Coletivo temos um objetivo muito claro, um posicionamento radical, que é essa defesa das crianças em situação de vulnerabilidade. Essa é a espinha dorsal”, afirma Fabiane Bridi, professora do Departamento de Educação Especial da UFSM e atual coordenadora do projeto.</p>		
			<h4>Ir e vir</h4>		
		<p>Os encontros se alternam entre escolas e Universidade. Em uma das semanas, o grupo - formado por aproximadamente 134 integrantes da UFSM - se divide em quatro frentes. Três delas são direcionadas a uma escolas municipais de Santa Maria: a de Ensino Fundamental, EMEF Chácara das Flores, e as de Ensino Infantil, EMEIs Montanha Russa e Monte Bello. Além disso, o grupo atua também no Lar de Joaquina. No espaço da escola, são montados os territórios educativos intersetoriais, com o objetivo de proporcionar espaços onde a brincadeira é entendida como forma de aprendizagem para as crianças.</p><p>Espaços onde as professoras possam discutir problemas da escola, possibilidades de mudanças e planejar ações. Onde monitoras e estagiárias podem refletir sobre suas atuações. E onde  funcionárias - como faxineiras e cozinheiras - tenham espaço para  compartilhar dores e desafios do ambiente escolar. “É um espaço de construção, de invenção, de criatividade - para nós e para as crianças”, define Fabiane.</p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_9009-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Território Educativo Intersetorial (TEI) com objetos do universo da cozinha</figcaption>
										</figure>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_8982-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Território Educativo Intersetorial de professoras</figcaption>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_8970-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>
Território Educativo Intersetorial de estagiárias e monitoras.</figcaption>
										</figure>
		<p>Na semana seguinte, o encontro acontece na Universidade: uma sala ampla do Centro de Educação se enche de vozes, de abraços e de pessoas à medida que as professoras - tanto das escolas quanto da UFSM - chegam para um espaço de formação. A disciplina de extensão ‘Territórios Educativos Intersetoriais: práticas extensionistas em contextos de vulnerabilidade’ é dedicada à discussão sobre educação e as infâncias. Para os pós-graduandos, ela também integra o processo de pesquisa.</p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_8755-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Grupos de discussão pensaram a materialização das forças e fraquezas das escolas.</figcaption>
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		<p>Denise Ferreira da Rosa, doutoranda em Educação e integrante do projeto, explica que a disciplina é uma oportunidade de integração entre acadêmicos e professoras das escolas: “É um espaço de escuta e de troca de experiências”, assinala. Ao mesmo tempo em que oportuniza esse diálogo e o compartilhamento de dificuldades entre as professoras das escolas, também representa para elas a chance de retomar o contato com a Universidade. É o caso de Juliana Cezimbra, professora e gestora na EMEF Chácara das Flores, que ressaltou a  volta aos estudos e a reaproximação com a Universidade como um dos principais motivos para frequentar o espaço da disciplina ofertado pelo Fluir.</p>		
			<h4>Vulnerabilidades das infâncias</h4>		
		<p>Entre o final de abril e o início de maio de 2024, chuvas torrenciais atingiram o estado do Rio Grande do Sul e provocaram uma das maiores tragédias climáticas, sociais e políticas do país. A cidade de Santa Maria foi uma das primeiras afetadas. Na região leste, ocorreram deslizamentos de terra no Morro do Canário, no bairro Itararé.&nbsp;</p>
<p>Priscila Arruda Barbosa, diretora na EMEI Criança Cidadã e moradora do bairro, lembra que, diante da tragédia, a preocupação com as crianças desabrigadas se tornou urgente. “Começamos a perceber que a educação sozinha não daria conta. As crianças precisavam de assistência, de abrigos, de novas casas, de novos locais para morar, de equipamentos, de mobiliários, de saúde, de alimentação, de nutrição, de estar bem fisicamente e emocionalmente”, destaca Priscila.&nbsp;</p>
<p>Foi nesse contexto que a UFSM se movimentou para responder às demandas sociais. Taciana Camera Segat, professora do Departamento de Metodologia de Ensino no Centro de&nbsp; Educação da UFSM,&nbsp; conta que o Coletivo Fluir surge a partir dessa calamidade climática e da iniciativa de um grupo de professoras comprometidas com as infâncias, que passaram a visitar abrigos, buscando compreender tanto o impacto vivido pelas crianças quanto o papel da Universidade diante dessa realidade.</p>		
							<b>“A partir deste lugar, que é um lugar de encontro com as crianças e de entendimento de como elas viviam esse afastamento de seus lares, entendemos que existia uma demanda. Era necessário reconhecer esse lugar de vulnerabilidade das infâncias”, explica Taciana.</b>
		<p>Apesar da angústia e da dor de ver as crianças desabrigadas naquele período, Priscila guarda com carinho o início do projeto, que hoje ela considera uma mola propulsora. “Ali começa esse movimento muito grande, que depois a professora Taciana dá o nome de Coletivo Fluir. Eu vi nela uma necessidade de servir socialmente - pelo curso do qual ela é formadora, um curso de pedagogia que é uma ciência da educação e que trabalha com crianças”, destaca. Priscila pontua que foi um estreitamento de laços: “Não é olhar a Universidade de lá e a sociedade de cá. É um olhar da Universidade sobre o que eu posso fazer pela minha sociedade”.</p>		
			<h4>Fluir</h4>		
		<p>O que surgiu como ação pontual se transformou em demanda, virou projeto e foi contemplado no edital do Proext-PG. O primeiro passo foi a criação de territórios para as crianças: espaços de brincadeiras, de diversão, de convivência uns com os outros. São organizados a partir de objetos diversos, que podem ser tanto brinquedos quanto aquilo que as educadoras chamam de materiais não estruturados: galhos, folhas, caixas de ovo, bacias, caixas de remédio, esmaltes, géis de cabelo, secadores, alimentos coloridos, objetos de cozinha e outros itens que, mesmo não sendo brinquedos, provocam e incentivam o brincar.</p>		
													<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_8961-1-1024x683.jpg" alt="" />													
													<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_9021-1-1024x683.jpg" alt="" />													
													<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_9003-1-1024x683.jpg" alt="" />													
													<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_8949-1024x683.jpg" alt="" />													
		<p>Nesses espaços, crianças e adultos trocam conhecimento. Taciana afirma que o foco não está no ensino, mas na aprendizagem. “Não é sobre como ensinamos, porque não queremos ir lá ensinar. Queremos criar espaços em que as crianças possam se movimentar, transitar e viver experiências que oportunizem aprendizagens. Que elas construam conhecimento. A ideia é oportunizar espaços de aprender”, explica. Em cada escola, são pelo menos cem crianças, desde bebês até crianças de doze anos, que participam dos encontros. “São um milhão de possibilidades de aprendizagem”, define Taciana.</p>
<p></p>
<p>A partir da formação deste primeiro território, voltado às crianças, surge um segundo. Fabiane explica que, ao propor o projeto às escolas, receberam a demanda da contrapartida de diálogo com as professoras, que sentiam necessidade de formação continuada - nem sempre suprida pelo Estado. “A partir dali se estabelece uma relação de construção de demanda, que é algo que é construído coletivamente, mas também de construção de vínculo”, pontua Fabiane. Para Taciana, esse movimento traduz o conceito que dá nome ao projeto: “Ele parte das crianças, aí flui para os professores, vai para a gestão e então abraça esse quarto território, destinado a processos de formação mais pontuais com professores”, reflete.</p>
<p></p>
<p>São quatro os Territórios Educativos Intersetoriais (TEIs):</p>
<p>1 - Crianças, famílias, escola e comunidade local</p>
<p>2 - Formação da comunidade escolar</p>
<p>3 - Gestão educacional e políticas públicas</p>
<p>4 - Andarilho: Coletivo Fluir em Movimento</p><p>Taciana explica: "Iniciamos a construção dos primeiros territórios de brincar nos abrigos. Após algumas semanas de inserção, diálogo, escuta e brincadeiras, as crianças retornam para as escolas, e neste momento seguimos com elas". Com isso, após encontros com as gestões das escolas, o grupo de docentes da UFSM recebeu a solicitação de colaboração nos processos formativos das equipes. "Assim nasce o TEI2, que trata da formação da comunidade escolar. Já o surgimento da TEI3 se deve à necessidade de articulação do projeto de extensão a um programa de pós-graduação", enfatiza a docente. Ou seja, os três primeiros territórios são articulados com o projeto submetido ao edital do Proext-PG. Por fim, o quarto território vem como consequência: "O Andarilho surge da procura do projeto por municípios e escolas que não eram contemplados até o momento", explica Taciana.</p>		
			<h4>Dores da educação pública</h4>		
		<p>Juliana Cezimbra sente que a gestão em escola pública é, por vezes, um trabalho solitário. “Quando tu vê os professores sobrecarregados, sem ânimo para trabalhar porque faltam horas para planejamento, faltam professores e não tem quem substitua, isso nos desmotiva, nos deixa entristecidos”, desabafa. Para ela, a educação básica deveria ser prioridade de todos os governos, como política pública.</p>		
							<b>“Muitas vezes, fica só nos discursos dos governantes, de que é a prioridade, que precisamos favorecer a base. Mas o que se vê? A falta de investimentos financeiros, a falta de recursos humanos. Isso desmotiva e atrapalha o nosso trabalho”, destaca Juliana.</b>
		<p>Essa percepção também é de Priscila, que cita ainda a saúde mental dos professores como preocupação decorrente da precarização dos espaços educativos.</p>		
							<b>“Eu sempre digo que é como se fosse um balão, sabe? Inflamos com as nossas forças, com nossas potências, com o que gostaríamos de fazer. Temos vontade de fazer muitas coisas, o tempo inteiro. Mas esse balão vai murchando com cada uma das nossas fraquezas, das nossas mazelas, que diminuem a força desse balão aos pouquinhos. Temos que cuidar para que ele não estoure, para que a gente não viva um tempo em que eu não tenha mais vontade de fazer. Isso é o que mais tem me preocupado”.</b>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_8802-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>O desafio das professoras foi pensar em como materializar as dificuldades enfrentadas pelas escolas públicas em que atuam.</figcaption>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_8817-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Finalização do primeiro dia da disciplina: professoras da UFSM e das escolas, estudantes de graduação e de pós-graduação participaram do espaço.</figcaption>
										</figure>
			<h4>Esperançar a educação</h4>		
		<p>O projeto se constitui também a partir de perspectivas freireanas da educação, adaptadas às realidades atuais e às infâncias. “O nosso projeto é muito freireano. Não estamos lá para ensinar verdades absolutas, mas para oportunizar que as crianças aprendam”, pontua Taciana. </p><p> </p><p>Para Fabiane, trata-se de seguir o princípio de Paulo Freire de que o conhecimento não está apenas com o professor: crianças, adolescentes, adultos e idosos também sabem - sobre suas realidades, seus contextos, suas experiências. Cabe ao educador valorizar esse conhecimento e promover o diálogo, em uma troca em que o professor ensina aprendendo e o estudante aprende ensinando.</p>		
							<b>“O movimento do pensamento dele nos habita: nas hipóteses que as crianças fazem, acolher o que elas dizem, aquilo que elas trazem para nós, isso é uma forma de escuta atenta às crianças, às suas professoras, às demandas escolares. Isso se torna matéria-prima para pensar em outras intervenções”, considera Fabiane.</b>
		<p>Juliana destaca que o projeto enxerga a criança de forma ampla e integral: ainda que em situação de vulnerabilidade, ela é atravessada por sentimentos, por relações sociais e familiares.</p>		
			<h4>Impactos</h4>		
		<p>Embora o foco esteja nas infâncias, os impactos do Coletivo Fluir se estendem para além delas. Denise Ferreira da Rosa observa que, em uma das escolas, colaboradoras, monitoras e estagiárias também têm sido mobilizadas pelas formações realizadas nos territórios, ganhando visibilidade e reconhecimento pela importância de suas ações e compreensões sobre o cuidado, as infâncias e os processos educativos. Esse caráter formativo e transformador não atinge apenas os profissionais da escola. Para acadêmicos e acadêmicas da graduação e da pós-graduação, Denise define o Coletivo Fluir como um espaço de vivência, pesquisa e extensão, o que contribui para o amadurecimento acadêmico e profissional.</p><p>A repercussão das ações se reflete ainda em outros âmbitos. Há uma crescente demanda por participação no projeto — atualmente presente em três escolas, mas procurado por outras instituições, inclusive de fora de Santa Maria. Mais do que o grupo consegue atender, de acordo com Taciana.</p><p>Para Fabiane, o Fluir não transforma somente as escolas, por meio das professoras, das crianças e das funcionárias, mas também os modos de fazer docência e pesquisa. “Isso começa a habitar o teu cotidiano. Você passa a falar muito sobre isso, a citar exemplos, a experienciar, a colher informações, a observar também”, explica Fabiane. </p><p>Esse movimento reverbera também no interesse pela Universidade: houve aumento na procura por vagas da pós-graduação pelas professoras das escolas públicas, além da ampliação de encontros e debates com gestores educacionais, tanto do município quanto da região. Fabiane acredita que a maior expectativa do projeto seja contribuir para alterar políticas públicas e propor novas formas de se pensar a educação. “Eu acho que esse é o nosso movimento: quanto mais pessoas conseguirmos envolver, maior a rede, maior a proteção, mais a defesa das crianças”, conclui Taciana.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/IMG_9044-1-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Parte do Coletivo Fluir em atividade na EMEI Montanha Russa.</figcaption>
										</figure>
			<h4>Próximos passos</h4>		
		<p>O projeto é liderado pelo Centro de Educação da UFSM, mas também tem integrantes do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), por meio do curso de Psicologia, e do Centro de Tecnologia (CT), por meio do curso de Arquitetura e Urbanismo.</p><p>As atividades nas escolas e na disciplina de extensão continuam durante o ano. As ações do Coletivo Fluir podem ser acompanhadas pelo instagram (<a href="https://www.instagram.com/coletivo_fluir/"><u><i><b>acesse neste link</b></i></u></a><u><i><b>)</b></i></u>.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Reportagem e fotografias: Samara Wobeto, jornalista</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de texto: Luciane Treulieb, jornalista</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Colagem de capa: Evandro Bertol, designer </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM participa de seminário sobre extensão na pós-graduação e destaca avanços no PROEXT-PG</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/02/20/ufsm-participa-de-seminario-sobre-extensao-na-pos-graduacao-e-destaca-avancos-no-proext-pg</link>
				<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 17:47:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

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						<description><![CDATA[UFSM se destaca no evento pelo investimento institucional e pela integração entre extensão e pós-graduação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participou, nos dias 18 e 19 de fevereiro, do 1º Seminário de Acompanhamento do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O evento ocorreu no auditório do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (ESAG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em Florianópolis, reunindo representantes de mais de 40 instituições de ensino superior da região Sul.</p>
<figure id="attachment_282" class="wp-caption alignright" aria-describedby="caption-attachment-282"><img class="size-large wp-image-282" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/02/evento--e1739996494278-1024x374.jpg" alt="" width="1024" height="374" />
<figcaption id="caption-attachment-282" class="wp-caption-text">Participaram representantes de mais de 40 instituições de ensino superior da região Sul</figcaption>
</figure>
<p>Durante o evento, os participantes avaliaram o impacto das atividades de extensão na pós-graduação e compartilharam experiências, buscando aprimorar as práticas extensionistas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à cidadania e à justiça social. A programação incluiu debates sobre a integração entre extensão e pesquisa, bem como estratégias para ampliar o impacto das ações junto à sociedade.</p>
<p>A participação da UFSM ocorreu no primeiro dia do evento. A apresentação foi realizada pela Pró-Reitora Adjunta de Extensão, Jaciele Sell. Na entrevista a seguir, Jaciele detalha os avanços alcançados pela<a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/informacoes-gerais"> UFSM no PROEXT-PG,</a> destacando a integração entre extensão e pós-graduação, o investimento institucional diferenciado e as trocas de experiências no evento, que contribuirão para o fortalecimento do programa nos próximos anos.</p>
<p><strong>1- Como você avalia a trajetória da UFSM no PROEXT-PG até agora? Quais avanços foram apresentados no seminário?</strong></p>
<p>Nossa trajetória tem sido construída de forma sólida e seguindo com bastante qualidade os princípios do programa da Capes. Apresentamos avanços em diversas frentes, desde a governança, com a institucionalização do comitê gestor conjunto entre pesquisa e extensão, até a democratização do acesso aos recursos por meio de edital. Também temos focado na popularização do conhecimento e na divulgação das ações, com a contratação da Aluata, além da execução de diversas iniciativas dos projetos selecionados diretamente nos espaços das comunidades.</p>
<figure id="attachment_283" class="wp-caption alignright" aria-describedby="caption-attachment-283"><img class=" wp-image-283" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/02/Jaciele-Sell-768x1024.jpg" alt="" width="436" height="582" />
<figcaption id="caption-attachment-283" class="wp-caption-text">Jaciele Sell foi a representante da UFSM no evento</figcaption>
</figure>
<p><strong>2- Como a atuação da UFSM no PROEXT-PG se compara à das outras universidades presentes no evento? A UFSM se destacou em algum aspecto específico em relação às demais instituições?</strong></p>
<p>A forma como a UFSM organizou seu PROEXT-PG é exemplo na região Sul. Isso fica evidente pelos avanços conquistados em um curto período de implementação, pelas metodologias de trabalho empregadas e, principalmente, pelo trabalho integrado entre extensão e pós-graduação. Observamos que, nas universidades onde essa aproximação ocorreu de forma orgânica, os avanços também têm sido mais efetivos.</p>
<p>O grande destaque da UFSM no programa foi o investimento institucional, por meio da concessão de bolsas de iniciação à extensão e de inserção social para cada um dos 10 projetos aprovados no edital. Esse tipo de apoio com recursos próprios não é comum em outras universidades, e a prioridade dada pela UFSM à extensão tem sido um diferencial, perceptível tanto no dia a dia quanto nesses espaços de troca com outras instituições.</p>
<p>Além do investimento financeiro, outro ponto que diferencia a UFSM é a estruturação do PROEXT-PG em torno de novos projetos e ações de extensão na pós-graduação. Em geral, as universidades optaram por financiar iniciativas já existentes, enquanto a UFSM apostou no desenvolvimento de novas frentes.</p>
<p><strong>3- Houve alguma estratégia ou iniciativa compartilhada no evento que chamou sua atenção e que poderia ser replicada pela UFSM?</strong></p>
<p>Duas iniciativas chamaram atenção. A primeira, ainda que não relacionada diretamente ao PROEXT-PG, foi a criação de um edital “indissociado” entre ensino, pesquisa e extensão, voltado a projetos que consigam comprovar ações que envolvam as três frentes nas universidades.</p>
<p>Outro exemplo interessante, adotado por algumas universidades no âmbito do PROEXT-PG, é a possibilidade de custear transporte e alimentação para estudantes extensionistas envolvidos nas atividades, por meio de ressarcimentos com comprovantes de aplicativos de transporte, como Uber e 99. Essa medida é fundamental para enfrentar um dos maiores desafios da extensão: garantir o deslocamento e a chegada efetiva às comunidades.</p>
<p>Além disso, discutiu-se a criação de cursos voltados a docentes e pós-graduandos, com o objetivo de aprofundar a compreensão sobre extensão na pós-graduação e como atrelar isso ao ensino na pós-graduação e às dissertações e teses, por exemplo. Embora a construção de algo a nível nacional demande tempo, já é possível pensar em iniciativas dentro da própria UFSM.</p>
<p>Por fim, um tema recorrente em praticamente todos os eventos sobre extensão foi a necessidade de estabelecer indicadores para avaliação das ações extensionistas. Nesse sentido, em diálogo com a UFRGS e a UFPel, já surgiu a possibilidade de construir um Observatório da Extensão do Rio Grande do Sul.</p>
<p><strong>4- Quais desafios comuns foram discutidos no seminário e como a UFSM tem enfrentado essas questões?</strong></p>
<p>Entre os desafios mais recorrentes mencionados no seminário estão a sobrecarga de trabalho dos docentes, a dificuldade na execução financeira (centralizada em apenas uma pessoa), a falta de entendimento sobre o que caracteriza, de fato, a extensão e, principalmente, a escassez de fomento para bolsas voltadas à extensão.</p>
<p>Nesse último ponto, a contrapartida financeira da UFSM para as bolsas se destaca como um diferencial, pois acreditamos que a extensão só se concretiza plenamente quando envolve estudantes, integrando as atividades extensionistas à formação acadêmica.</p>
<p><strong>5- De que forma a participação no seminário pode contribuir para fortalecer a integração entre pesquisa e extensão na pós-graduação da universidade, em especial os projetos do PROEXT-PG?</strong></p>
<p>A troca de experiências entre as instituições participantes e a Capes foi extremamente enriquecedora, contribuindo para o fortalecimento da extensão e para a consolidação do PROEXT-PG. Esse diálogo reforça a importância da manutenção do programa nos próximos anos e a necessidade de novos editais.</p>
<p>Além disso, as trocas entre pró-reitores de extensão e de pesquisa e pós-graduação foram fundamentais para ampliar a compreensão das necessidades, particularidades e pontos sensíveis de cada área, principalmente no que se refere à relação entre pesquisa e extensão. Isso é especialmente relevante porque muitos pesquisadores ainda não têm uma trajetória ou cultura voltada para a extensão universitária.</p>
<p>Outro ponto positivo foi a criação de um novo canal de comunicação entre os coordenadores do PROEXT-PG e os pró-reitores da região Sul, por meio de um grupo de WhatsApp, o que facilitará futuras articulações.</p>
<h3>Sobre o PROEXT-PG</h3>
<p>O <a href="https://www.gov.br/capes/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/bolsas/programas-estrategicos/desenvolvimento-regional/programa-de-extensao-da-educacao-superior-na-pos-graduacao-proext-pg/programa-de-extensao-da-educacao-superior-da-pos-graduacao-proext-pg">Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG)</a> visa fortalecer as atividades de extensão na pós-graduação, promovendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão em diálogo com a sociedade. O programa busca contribuir para a formulação de políticas públicas socialmente relevantes e a redução das desigualdades regionais no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Telessaúde: a tecnologia como aliada no acesso à saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/02/19/telessaude-a-tecnologia-como-aliada-no-acesso-a-saude</link>
				<pubDate>Wed, 19 Feb 2025 13:35:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Modalidade reúne uma série de práticas que visam facilitar o acesso do paciente a procedimentos médicos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A telessaúde surgiu para facilitar o acesso e a oferta de serviços de saúde à população: ela une as transformações tecnológicas com a assistência à saúde, utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Com serviços como teleconsultas, telediagnóstico, teleconsultoria e educação em saúde, essa modalidade tem ganhado espaço no Brasil, especialmente após a pandemia de Covid-19.</p>
<p>Desde agosto de 2024, o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) já oferece atendimento remoto para diversas áreas. A Unidade de e-Saúde lidera a implementação da telessaúde, com a coordenação do analista de dados Rafael Paim Leal e suporte técnico da enfermeira Juliane Guerra Golfetto.</p>
<p><img class="alignright size-large wp-image-280" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/02/Telessaude_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><strong>Regulamentação da Telemedicina no Brasil: principais diretrizes e modalidades</strong></p>
<p>A regulamentação da telemedicina veio com a <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852">Resolução nº 2.314/2022</a> do Conselho Federal de Medicina (CFM), que define modalidades como:</p>
<ul>
<li><strong>Teleconsulta:</strong> Consulta médica não presencial com médico e paciente localizados em diferentes espaços.</li>
<li><strong>Teleconsultoria:</strong> Consultoria mediada entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.</li>
<li><strong>Teleinterconsulta:</strong> Troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente. Pode ocorrer, por exemplo, entre um médico de Família e Comunidade e outro especialista sobre determinado problema do paciente.</li>
<li><strong>Telecirurgia:</strong> Quando o procedimento é feito com utilização de um equipamento robótico, manipulado por um médico que está em outro local.</li>
<li><strong>Telediagnóstico:</strong> Emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.</li>
<li><strong>Televigilância:</strong> Também conhecido como telemonitoramento, é o acompanhamento a distância dos sintomas do paciente. Pode ser por meio de imagens, dados de equipamentos e dispositivos próximos ou implantáveis nos pacientes.</li>
<li><strong>Teletriagem:</strong> Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.</li>
</ul>
<h3><strong>Telessaúde na UFSM: impacto e desafios na implementação</strong></h3>
<p>A escolha pela telessaúde deve priorizar os melhores resultados para o paciente, sendo necessário que o médico avalie se ela é, realmente, a modalidade ideal de atendimento. Gustavo Nogara Dotto, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Gerente de Ensino e Pesquisa Substituto no HUSM, explica que o processo da telessaúde envolve uma série de adequações que devem considerar o local e o público para quem ela está sendo pensada e aplicada. Trata-se de uma ação também cultural. “A ideia principal da telessaúde está centrada em mitigar as complicações e readmissões”, destaca Gustavo, que complementa: “o telemonitoramento nas fases de pré-admissão e pós-alta, por exemplo, conferem uma maior eficiência aos atendimentos médicos”, conta.</p>
<p>No HUSM, o primeiro atendimento aos pacientes é sempre presencial. A partir disso, dependendo do caso, o acompanhamento pode ocorrer de forma online, por meio de uma estrutura complexa que envolve estações de telessaúde equipadas com tecnologia avançada e protocolos específicos para diferentes tipos de atendimento. Os serviços disponibilizados contemplam:</p>
<ul>
<li>Consultoria em aleitamento materno para mães com bebês até 40 dias de vida.</li>
<li>Acompanhamento de resultados de exames, especialmente na área da saúde da mulher.</li>
<li>Triagem e monitoramento de pacientes antes da internação e após alta hospitalar.</li>
<li>Teleconsultorias entre profissionais.</li>
<li>Telemonitoramento contínuo pós-alta.</li>
</ul>
<h3><strong>Desafios da Telessaúde no Brasil: acesso e inclusão digital</strong></h3>
<p>Ainda existem obstáculos para o acesso pleno da população à telessaúde. O acesso à internet e às TICs não é universal, e dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que, até 2023, 5,9 milhões de domicílios no Brasil não estavam conectados. Além disso, a desigualdade educacional também impacta o uso de novas tecnologias, com lacunas entre diferentes faixas etárias e socioeconômicas.</p>
<p>“O principal desafio é a desigualdade no acesso à tecnologia”, conclui Rafael Paim Leal, chefe da Unidade de e-Saúde do HUSM. A equipe do HUSM identificou barreiras significativas, como a familiaridade limitada com tecnologia, especialmente entre idosos, e dificuldades com ferramentas digitais. Para superar esses obstáculos, a Unidade de e-Saúde realiza uma avaliação prévia dos pacientes, oferece suporte contínuo e promove capacitação para profissionais de saúde.</p>
<p>No entanto, Gustavo Dotto também ressalta algumas limitações da telessaúde: “Não substitui o atendimento presencial em emergências ou casos complexos que exigem exame físico, e há restrições para primeiras consultas de casos complexos e situações que requerem avaliação física direta, como no caso de bebês prematuros”.</p>
<h3><strong>Avanços na Telessaúde: projetos inovadores e impacto social</strong></h3>
<p>Mesmo diante dessa realidade, o professor pontua que há avanços possíveis na assistência para áreas que não contam com uma ampla cobertura de saúde pública. O atual projeto coordenado por Gustavo e aprovado pelo Edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco se intitula <a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/09/11/aspiramos-revolucionar-o-gerenciamento-de-pacientes-da-regiao-aproveitando-as-tecnologias-de-telessaude"><strong>“Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no Rio Grande do Sul por meio da Parceria entre Programas de Pós-Graduação da UFSM”</strong></a>, e prevê beneficiar mais de dois mil pacientes até 2026, contribuindo para a redução de reinternações e melhoria da qualidade do atendimento.</p>
<p>“É uma transformação necessária na forma como prestamos serviços de saúde, especialmente considerando os desafios climáticos que nossa região enfrenta”, conclui Gustavo.</p>
<p>A iniciativa é resultado de uma parceria entre os Programas de Pós-Graduação da UFSM de Ciências da Saúde, Bioquímica Toxicológica, Tecnologias em Rede e Educação e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria.</p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger</em></p>
<p><em>Edição: Luciane Treulieb</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Telessaúde: a tecnologia como aliada no acesso à saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/02/18/telessaude-a-tecnologia-como-aliada-no-acesso-a-saude</link>
				<pubDate>Tue, 18 Feb 2025 19:10:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
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		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=279</guid>
						<description><![CDATA[Modalidade reúne uma série de práticas que visam facilitar o acesso do paciente a procedimentos médicos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A telessaúde surgiu para facilitar o acesso e a oferta de serviços de saúde à população: ela une as transformações tecnológicas com a assistência à saúde, utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Com serviços como teleconsultas, telediagnóstico, teleconsultoria e educação em saúde, essa modalidade tem ganhado espaço no Brasil, especialmente após a pandemia de Covid-19.</p>
<p>Desde agosto de 2024, o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) já oferece atendimento remoto para diversas áreas. A Unidade de e-Saúde lidera a implementação da telessaúde, com a coordenação do analista de dados Rafael Paim Leal e suporte técnico da enfermeira Juliane Guerra Golfetto.</p>
<p><img class="alignright size-large wp-image-280" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/02/Telessaude_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><strong>Regulamentação da Telemedicina no Brasil: principais diretrizes e modalidades</strong></p>
<p>A regulamentação da telemedicina veio com a <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852">Resolução nº 2.314/2022</a> do Conselho Federal de Medicina (CFM), que define modalidades como:</p>
<ul>
<li><strong>Teleconsulta:</strong> Consulta médica não presencial com médico e paciente localizados em diferentes espaços.</li>
<li><strong>Teleconsultoria:</strong> Consultoria mediada entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.</li>
<li><strong>Teleinterconsulta:</strong> Troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente. Pode ocorrer, por exemplo, entre um médico de Família e Comunidade e outro especialista sobre determinado problema do paciente.</li>
<li><strong>Telecirurgia:</strong> Quando o procedimento é feito com utilização de um equipamento robótico, manipulado por um médico que está em outro local.</li>
<li><strong>Telediagnóstico:</strong> Emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.</li>
<li><strong>Televigilância:</strong> Também conhecido como telemonitoramento, é o acompanhamento a distância dos sintomas do paciente. Pode ser por meio de imagens, dados de equipamentos e dispositivos próximos ou implantáveis nos pacientes.</li>
<li><strong>Teletriagem:</strong> Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.</li>
</ul>
<h3><strong>Telessaúde na UFSM: impacto e desafios na implementação</strong></h3>
<p>A escolha pela telessaúde deve priorizar os melhores resultados para o paciente, sendo necessário que o médico avalie se ela é, realmente, a modalidade ideal de atendimento. Gustavo Nogara Dotto, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Gerente de Ensino e Pesquisa Substituto no HUSM, explica que o processo da telessaúde envolve uma série de adequações que devem considerar o local e o público para quem ela está sendo pensada e aplicada. Trata-se de uma ação também cultural. “A ideia principal da telessaúde está centrada em mitigar as complicações e readmissões”, destaca Gustavo, que complementa: “o telemonitoramento nas fases de pré-admissão e pós-alta, por exemplo, conferem uma maior eficiência aos atendimentos médicos”, conta.</p>
<p>No HUSM, o primeiro atendimento aos pacientes é sempre presencial. A partir disso, dependendo do caso, o acompanhamento pode ocorrer de forma online, por meio de uma estrutura complexa que envolve estações de telessaúde equipadas com tecnologia avançada e protocolos específicos para diferentes tipos de atendimento. Os serviços disponibilizados contemplam:</p>
<ul>
<li>Consultoria em aleitamento materno para mães com bebês até 40 dias de vida.</li>
<li>Acompanhamento de resultados de exames, especialmente na área da saúde da mulher.</li>
<li>Triagem e monitoramento de pacientes antes da internação e após alta hospitalar.</li>
<li>Teleconsultorias entre profissionais.</li>
<li>Telemonitoramento contínuo pós-alta.</li>
</ul>
<h3><strong>Desafios da Telessaúde no Brasil: acesso e inclusão digital</strong></h3>
<p>Ainda existem obstáculos para o acesso pleno da população à telessaúde. O acesso à internet e às TICs não é universal, e dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que, até 2023, 5,9 milhões de domicílios no Brasil não estavam conectados. Além disso, a desigualdade educacional também impacta o uso de novas tecnologias, com lacunas entre diferentes faixas etárias e socioeconômicas.</p>
<p>"O principal desafio é a desigualdade no acesso à tecnologia", conclui Rafael Paim Leal, chefe da Unidade de e-Saúde do HUSM. A equipe do HUSM identificou barreiras significativas, como a familiaridade limitada com tecnologia, especialmente entre idosos, e dificuldades com ferramentas digitais. Para superar esses obstáculos, a Unidade de e-Saúde realiza uma avaliação prévia dos pacientes, oferece suporte contínuo e promove capacitação para profissionais de saúde.</p>
<p>No entanto, Gustavo Dotto também ressalta algumas limitações da telessaúde: "Não substitui o atendimento presencial em emergências ou casos complexos que exigem exame físico, e há restrições para primeiras consultas de casos complexos e situações que requerem avaliação física direta, como no caso de bebês prematuros”.</p>
<h3><strong>Avanços na Telessaúde: projetos inovadores e impacto social</strong></h3>
<p>Mesmo diante dessa realidade, o professor pontua que há avanços possíveis na assistência para áreas que não contam com uma ampla cobertura de saúde pública. O atual projeto coordenado por Gustavo e aprovado pelo Edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco se intitula <a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/09/11/aspiramos-revolucionar-o-gerenciamento-de-pacientes-da-regiao-aproveitando-as-tecnologias-de-telessaude"><strong>“Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no Rio Grande do Sul por meio da Parceria entre Programas de Pós-Graduação da UFSM”</strong></a>, e prevê beneficiar mais de dois mil pacientes até 2026, contribuindo para a redução de reinternações e melhoria da qualidade do atendimento.</p>
<p>"É uma transformação necessária na forma como prestamos serviços de saúde, especialmente considerando os desafios climáticos que nossa região enfrenta", conclui Gustavo.</p>
<p>A iniciativa é resultado de uma parceria entre os Programas de Pós-Graduação da UFSM de Ciências da Saúde, Bioquímica Toxicológica, Tecnologias em Rede e Educação e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria.</p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger</em></p>
<p><em>Edição: Luciane Treulieb</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“Imagino uma mudança significativa na qualidade de vida das comunidades a partir da atividade produtiva dessas mulheres”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/01/23/imagino-uma-mudanca-significativa-na-qualidade-de-vida-das-comunidades-a-partir-da-atividade-produtiva-dessas-mulheres</link>
				<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 12:13:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Impacto social]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
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		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

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						<description><![CDATA[Time Enactus da UFSM trabalha com capacitação de mulheres e geração de renda para transformar comunidades locais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="size-large wp-image-278 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/01/imagem_entrevista-10_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">O fortalecimento das comunidades por meio do empreendedorismo social e da inovação é o foco do Time Enactus, uma iniciativa que integra a <a href="https://enactus.org.br/">rede Enactus</a> e busca promover o espírito de liderança dos estudantes envolvidos e o desenvolvimento de ações sociais sustentáveis. Contemplado pelo Edital Proext-PG UFSM, o projeto de extensão tem como objetivo abordar questões regionais a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atualmente, a equipe trabalha em um projeto voltado a mulheres que enfrentam dificuldades no acesso à renda, com foco em capacitações e desenvolvimento de competências, promovendo, assim, impacto social e autonomia econômica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesta entrevista, conversamos com Debora Bobsin, professora do </span><span style="font-weight: 400">Departamento de Ciências Administrativas da UFSM  e </span><span style="font-weight: 400">coordenadora do projeto, que compartilhou suas reflexões sobre os impactos esperados e a relevância da extensão universitária na formação acadêmica. Confira a seguir:</span></p>
<p><b>1) Como o projeto visa impactar a sociedade?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Time Enactus faz parte de uma rede que busca promover o espírito de liderança voltada para o desenvolvimento do empreendedorismo social, desenvolvendo os nossos estudantes. Trabalhamos por meio de ações que podem ser projetos ou iniciativas sociais na comunidade. Tínhamos uma ação chamada Florescer, que trabalhava com a educação ambiental junto às escolas. Estamos finalizando essa ação com a ideia de construir materiais didáticos para que os professores possam replicar essas atividades, sem necessitar da presença constante da equipe do projeto, ampliando assim o número de escolas impactadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, estamos iniciando um trabalho a partir de um olhar sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), identificando os potenciais e principais problemas da nossa região. Detectamos uma questão ligada à geração de renda e ao acesso ao mercado de trabalho por parte das mulheres. Assim, estamos começando a pensar em um projeto voltado a um grupo de mulheres que enfrentam dificuldades no acesso à renda. A ideia é trabalhar com capacitações, desenvolvimento de competências e também abordar questões específicas do universo feminino.</span></p>
<p><b>2) Por que isso é importante?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O que temos observado em Santa Maria são números expressivos, como, por exemplo, gravidez na adolescência. Essas meninas, muitas vezes, não continuam os estudos. Também há um índice elevado de mulheres fora do mercado de trabalho e um número significativo de mães solo. O desafio é grande, tanto para a inserção das mulheres no mercado de trabalho quanto para abordar a realidade de muitas delas que acabam empreendendo por necessidade - e não por oportunidade, pois é o que acaba restando para elas em termos de possibilidade de geração de renda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, analisamos os dados e começamos a mapear onde estão essas mulheres em Santa Maria. Nossa ideia é acessá-las e, de alguma forma, auxiliá-las, seja no acesso ao mercado de trabalho ou no desenvolvimento dos seus negócios.</span></p>
<p><b>3) Como participar de projetos de extensão influenciou a sua carreira?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não participei de muitos projetos de extensão durante a graduação, pois não era uma cultura tão presente quanto é hoje. Acabei me envolvendo com a extensão já na docência. Sempre gostei muito de atividades para além daquelas curriculares e isso influenciou a forma como vejo a extensão: como um espaço de aprendizado. Sempre tive um viés prático, e hoje a extensão alimenta minhas reflexões como pesquisadora e eu acho que esse acaba sendo um dos papéis da extensão. Ela alimenta a minha sala de aula e, a partir dela, acabei entrando em um novo campo de estudo e de olhar, que é o empreendedorismo social, com foco em inovação social e tecnologia social. Estou iniciando nesse campo, mas percebo como a extensão tem o poder de transformar o olhar sobre a pesquisa: algumas questões deixam de fazer sentido, enquanto outras passam a ter mais relevância.</span></p>
<p><b>4) Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Primeiramente, é importante pensar que muitos alunos de pós-graduação serão docentes, na sua maioria, no curto ou médio prazo, e vão se deparar com a demanda de realizar extensão, porque hoje, com a curricularização da extensão, é muito difícil um professor não precisar se envolver com isso. Então, eu acho que o edital oportuniza que esses alunos vejam a extensão como um espaço de atuação na sua futura atividade docente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, a extensão é uma mola propulsora para os nossos temas de pesquisa, ou uma forma de acessar novos problemas de pesquisa. Quando analisamos os impactos, vejo, institucionalmente, a importância de conectar nossos problemas de pesquisa com as demandas da sociedade. Esse é um aspecto de médio a longo prazo que, acredito, será cada vez mais evidente. Socialmente, acredito que se trata de oferecer ao aluno da pós-graduação uma formação mais contextualizada, que o permita enxergar o contexto ao seu redor. Assim, ele passa a observar a sociedade e a comunidade ao seu redor, questionando como suas atividades influenciam ou são influenciadas por esse entorno. Esse, acredito, é o verdadeiro papel da extensão.</span></p>
<p><b>5) Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acredito que a formação deve estar profundamente conectada à realidade local que vivenciamos, sem se isolar em si mesma, mas sendo contextualizada, questionada e reforçada. Isso acontece, em grande parte, por meio da extensão. Por isso, vejo a participação em projetos extensionistas como algo de grande influência tanto na formação acadêmica, do ponto de vista do ensino, quanto na pesquisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Do ponto de vista do ensino, temos visto uma maior integração entre extensão e sala de aula, a partir da curricularização da extensão, com atividades extensionistas vinculadas a disciplinas em muitos cursos. Assim, os alunos começam a perceber como os componentes curriculares estão diretamente conectados com problemas reais, sejam eles sociais ou ambientais. Já na pesquisa, como mencionei antes, acredito que ela deve se alimentar da extensão, pois muitos de nossos problemas de pesquisa podem surgir desse contexto. Dessa forma, criamos uma conexão importante e fechamos um ciclo valioso entre ensino, pesquisa e extensão.</span></p>
<p><b>6) Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais públicos-alvo do projeto?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não é fácil prever um cenário, ainda mais quando trabalhamos com questões como mercado de trabalho, trabalho digno e geração de renda. Mas espero ver essas mulheres, que estamos começando a ter contato, fortalecidas, com suas atividades econômicas estruturadas e uma renda que proporcione melhor qualidade de vida para elas e suas famílias. Que seus filhos possam estar na escola, sem precisar ajudar nas atividades profissionais, para que eles possam também se desenvolver e ter acesso a uma educação de qualidade. Então é isso que eu imagino: uma mudança significativa na qualidade de vida dessas comunidades a partir da atividade produtiva dessas mulheres.</span></p>
<p><em>Texto: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“Imagino uma mudança significativa na qualidade de vida das comunidades a partir da atividade produtiva dessas mulheres”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/01/23/imagino-uma-mudanca-significativa-na-qualidade-de-vida-das-comunidades-a-partir-da-atividade-produtiva-dessas-mulheres</link>
				<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 11:50:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo social]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
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						<description><![CDATA[ Time Enactus da UFSM trabalha com capacitação de mulheres e geração de renda para transformar comunidades locais
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="size-large wp-image-278 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/01/imagem_entrevista-10_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">O fortalecimento das comunidades por meio do empreendedorismo social e da inovação é o foco do Time Enactus, uma iniciativa que integra a <a href="https://enactus.org.br/">rede Enactus</a> e busca promover o espírito de liderança dos estudantes envolvidos e o desenvolvimento de ações sociais sustentáveis. Contemplado pelo Edital Proext-PG UFSM, o projeto de extensão tem como objetivo abordar questões regionais a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atualmente, a equipe trabalha em um projeto voltado a mulheres que enfrentam dificuldades no acesso à renda, com foco em capacitações e desenvolvimento de competências, promovendo, assim, impacto social e autonomia econômica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesta entrevista, conversamos com Debora Bobsin, professora do </span><span style="font-weight: 400">Departamento de Ciências Administrativas da UFSM  e </span><span style="font-weight: 400">coordenadora do projeto, que compartilhou suas reflexões sobre os impactos esperados e a relevância da extensão universitária na formação acadêmica. Confira a seguir:</span></p>
<p><b>1) Como o projeto visa impactar a sociedade?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Time Enactus faz parte de uma rede que busca promover o espírito de liderança voltada para o desenvolvimento do empreendedorismo social, desenvolvendo os nossos estudantes. Trabalhamos por meio de ações que podem ser projetos ou iniciativas sociais na comunidade. Tínhamos uma ação chamada Florescer, que trabalhava com a educação ambiental junto às escolas. Estamos finalizando essa ação com a ideia de construir materiais didáticos para que os professores possam replicar essas atividades, sem necessitar da presença constante da equipe do projeto, ampliando assim o número de escolas impactadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, estamos iniciando um trabalho a partir de um olhar sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), identificando os potenciais e principais problemas da nossa região. Detectamos uma questão ligada à geração de renda e ao acesso ao mercado de trabalho por parte das mulheres. Assim, estamos começando a pensar em um projeto voltado a um grupo de mulheres que enfrentam dificuldades no acesso à renda. A ideia é trabalhar com capacitações, desenvolvimento de competências e também abordar questões específicas do universo feminino.</span></p>
<p><b>2) Por que isso é importante?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O que temos observado em Santa Maria são números expressivos, como, por exemplo, gravidez na adolescência. Essas meninas, muitas vezes, não continuam os estudos. Também há um índice elevado de mulheres fora do mercado de trabalho e um número significativo de mães solo. O desafio é grande, tanto para a inserção das mulheres no mercado de trabalho quanto para abordar a realidade de muitas delas que acabam empreendendo por necessidade - e não por oportunidade, pois é o que acaba restando para elas em termos de possibilidade de geração de renda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, analisamos os dados e começamos a mapear onde estão essas mulheres em Santa Maria. Nossa ideia é acessá-las e, de alguma forma, auxiliá-las, seja no acesso ao mercado de trabalho ou no desenvolvimento dos seus negócios.</span></p>
<p><b>3) Como participar de projetos de extensão influenciou a sua carreira?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não participei de muitos projetos de extensão durante a graduação, pois não era uma cultura tão presente quanto é hoje. Acabei me envolvendo com a extensão já na docência. Sempre gostei muito de atividades para além daquelas curriculares e isso influenciou a forma como vejo a extensão: como um espaço de aprendizado. Sempre tive um viés prático, e hoje a extensão alimenta minhas reflexões como pesquisadora e eu acho que esse acaba sendo um dos papéis da extensão. Ela alimenta a minha sala de aula e, a partir dela, acabei entrando em um novo campo de estudo e de olhar, que é o empreendedorismo social, com foco em inovação social e tecnologia social. Estou iniciando nesse campo, mas percebo como a extensão tem o poder de transformar o olhar sobre a pesquisa: algumas questões deixam de fazer sentido, enquanto outras passam a ter mais relevância.</span></p>
<p><b>4) Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Primeiramente, é importante pensar que muitos alunos de pós-graduação serão docentes, na sua maioria, no curto ou médio prazo, e vão se deparar com a demanda de realizar extensão, porque hoje, com a curricularização da extensão, é muito difícil um professor não precisar se envolver com isso. Então, eu acho que o edital oportuniza que esses alunos vejam a extensão como um espaço de atuação na sua futura atividade docente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, a extensão é uma mola propulsora para os nossos temas de pesquisa, ou uma forma de acessar novos problemas de pesquisa. Quando analisamos os impactos, vejo, institucionalmente, a importância de conectar nossos problemas de pesquisa com as demandas da sociedade. Esse é um aspecto de médio a longo prazo que, acredito, será cada vez mais evidente. Socialmente, acredito que se trata de oferecer ao aluno da pós-graduação uma formação mais contextualizada, que o permita enxergar o contexto ao seu redor. Assim, ele passa a observar a sociedade e a comunidade ao seu redor, questionando como suas atividades influenciam ou são influenciadas por esse entorno. Esse, acredito, é o verdadeiro papel da extensão.</span></p>
<p><b>5) Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acredito que a formação deve estar profundamente conectada à realidade local que vivenciamos, sem se isolar em si mesma, mas sendo contextualizada, questionada e reforçada. Isso acontece, em grande parte, por meio da extensão. Por isso, vejo a participação em projetos extensionistas como algo de grande influência tanto na formação acadêmica, do ponto de vista do ensino, quanto na pesquisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Do ponto de vista do ensino, temos visto uma maior integração entre extensão e sala de aula, a partir da curricularização da extensão, com atividades extensionistas vinculadas a disciplinas em muitos cursos. Assim, os alunos começam a perceber como os componentes curriculares estão diretamente conectados com problemas reais, sejam eles sociais ou ambientais. Já na pesquisa, como mencionei antes, acredito que ela deve se alimentar da extensão, pois muitos de nossos problemas de pesquisa podem surgir desse contexto. Dessa forma, criamos uma conexão importante e fechamos um ciclo valioso entre ensino, pesquisa e extensão.</span></p>
<p><b>6) Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais públicos-alvo do projeto?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não é fácil prever um cenário, ainda mais quando trabalhamos com questões como mercado de trabalho, trabalho digno e geração de renda. Mas espero ver essas mulheres, que estamos começando a ter contato, fortalecidas, com suas atividades econômicas estruturadas e uma renda que proporcione melhor qualidade de vida para elas e suas famílias. Que seus filhos possam estar na escola, sem precisar ajudar nas atividades profissionais, para que eles possam também se desenvolver e ter acesso a uma educação de qualidade. Então é isso que eu imagino: uma mudança significativa na qualidade de vida dessas comunidades a partir da atividade produtiva dessas mulheres.</span></p>
<p><em>Texto: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fortalecer as infâncias para transformar territórios</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/01/08/fortalecer-as-infancias-para-transformar-territorios</link>
				<pubDate>Wed, 08 Jan 2025 17:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=275</guid>
						<description><![CDATA[Projeto de extensão cria espaços intersetoriais para acolher crianças em situação de vulnerabilidade e promover práticas educativas em defesa da diversidade
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A defesa das infâncias envolve a criação de políticas que valorizem a diversidade e a inclusão social. O projeto ‘Coletivo Fluir: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças em contextos vulneráveis’  busca articular ações que fortaleçam o trabalho colaborativo entre a Universidade e a comunidade, com foco na criação de espaços de escuta e acolhimento em territórios de vulnerabilidade. </p>
<p><img class="size-large wp-image-276 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/12/imagem_entrevista-9_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p>A iniciativa  foi contemplada pelo Edital Proext-PG UFSM Além do Arco e é coordenado por Taciana Camera Segat, professora do Departamento de Metodologia do Ensino e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Gestão Educacional da UFSM. Para compreender mais sobre os impactos sociais esperados e a relevância da extensão universitária na formação acadêmica, conversamos com a coordenadora do projeto, que compartilha suas reflexões e perspectivas nesta entrevista.</p>
<ol>
<li><b> Como o projeto visa impactar a sociedade? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Este projeto reafirma o compromisso com a </span><b>defesa dos direitos das crianças e das infâncias</b><span style="font-weight: 400">, organizando o trabalho a partir da criação de territórios que se estruturam na potência e na multiplicidade das relações entre espaço, tempo, sujeitos e formação. São territórios educativos intersetoriais (TEI) que evidenciam as situações de vida/existência reveladas pelas crianças, tomando-as como referência para construir resistências e lutas coletivas. Essas lutas incluem práticas formativas, políticas, educativas e de gestão educacional e intersetorial do cotidiano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Exemplos disso são as ações realizadas pelo Coletivo Fluir durante a calamidade climática no Rio Grande do Sul em 2024, que foram ganhando concretude nas relações com crianças, famílias, professores, gestores e outros setores da sociedade, sempre em uma perspectiva intersetorial. O projeto se compromete com </span><b>ações e políticas que possam fazer resistência à exclusão, </b><span style="font-weight: 400">promovam inclusão social e fortaleçam uma cultura política educacional que defende a diversidade e as diferenças, vendo as infâncias como possibilidades de futuro.</span></p>
<ol start="2">
<li><b> Por que isso é importante? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A preocupação deste coletivo com a defesa das infâncias se movimenta pela possibilidade de criar ações, articuladas a partir da Universidade, que promovam </span><b>políticas intersetoriais em defesa das crianças em situação de vulnerabilidad</b><span style="font-weight: 400">e. Essas ações buscam criar, nos territórios, espaços de escuta e acolhida. Parte-se do princípio de que as formas de compreensão das crianças e das infâncias não podem ser entendidas como naturais e universais. Essas diferentes infâncias são produzidas de forma heterogênea, em diferentes lugares e de diferentes formas, tendo como base diferentes contingentes educacionais, psicológicos, culturais, sociais, políticos, regionais e econômicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">É nesse contexto, marcado por fragilidades, que se encontram as crianças e suas famílias, e também as escolas, gestores/as, professores/as e profissionais que participam de diálogos e projetos intersetoriais. É um cenário marcado por tensões, problematizações e indagações e que tem mobilizado o pensamento e a atitude de resistência do Coletivo Fluir em defesa das infâncias. Acreditamos que é importante a criação de ações e políticas que têm como base princípios educativos, éticos, estéticos e criativos, corresponsáveis pelo futuro das crianças e pela construção de uma cidade educadora.</span></p>
<ol start="3">
<li><b> Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Permitiu que eu compreendesse como a produção de conhecimentos entre a universidade e a comunidade se fortalece no processo de investigação e do trabalho colaborativo.</span></p>
<ol start="4">
<li><b> Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Um edital desta natureza é de extrema importância, considerando que tem impulsionado de forma significativa a participação dos alunos da pós-graduação nas ações de extensão, redimensionando o processo formativo dos alunos e vinculando estes percursos formativos às necessidades educacionais e sociais da comunidade local e regional. Além disso, reforça a estreita relação das ações de ensino, pesquisa e extensão. </span></p>
<ol start="5">
<li><b> Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A participação de estudantes em projetos de extensão possibilita a criação de espaços criativos para problematizar e construir conhecimentos. Esses espaços oportunizam a compreensão e a mobilização de perspectivas profissionais, além de fortalecer processos de interação dialógica que conectam os estudantes às demandas reais da sociedade. </span></p>
<ol start="6">
<li><b> Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400"> Em 2026, imaginamos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">O “desemparedamento” das crianças</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">O fortalecimento do trabalho colaborativo entre coletivos de professoras das escolas de Educação Infantil</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">A implementação de disciplinas extensionistas na pós-graduação, com práticas pedagógicas voltadas para a interação transformadora com as comunidades externas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Os impactos sociais serão considerados quando atingirmos também a construção de acervos material e tecnológico para a produção e constituição de Territórios Educativos Intersetoriais à disposição do trabalho com as infâncias e a ampliação da população-alvo no que se refere a escolas participantes, crianças, famílias e comunidades envolvidas, além de profissionais em formação.</span></p>
<p><em>Texto: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<p> </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>FELIZ(C)IDADE: projeto promove envelhecimento saudável e integração com a comunidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/12/12/felizcidade-projeto-promove-envelhecimento-saudavel-e-integracao-com-a-comunidade</link>
				<pubDate>Thu, 12 Dec 2024 16:56:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=273</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM objetiva ações de prevenção e cuidado voltadas para o envelhecimento da população ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O envelhecimento saudável contempla diversos aspectos: biológicos, psicológicos, culturais e sociais. O projeto </span><b>FELIZ(C)IDADE: Corpo MAIS no Cuidado e na promoção do Envelhecimento Saudável</b><span style="font-weight: 400"> foi uma das contempladas pelo Edital PROEXT PG UFSM e tem o objetivo promover a saúde, a prevenção de doenças e a preparação dos indivíduos para a aposentadoria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para entender mais sobre a proposta, conversamos com Melissa Medeiros Braz, docente do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da UFSM e coordenadora da proposta. </span></p>
<p><img class="size-large wp-image-274 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/12/imagem_entrevista-8_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<h3><b>Como o projeto visa impactar a sociedade?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto busca ampliar o impacto das atividades da pós-graduação na sociedade por meio de ações interdisciplinares de ensino, pesquisa e extensão. As atividades incluem a promoção de um envelhecimento saudável, desenvolvimento de ações voltadas à melhoria da qualidade de vida, fortalecimento da cidadania e justiça social. Ele está alinhado às demandas sociais identificadas na Consulta Popular do Estado do Rio Grande do Sul, com foco em atividades socialmente relevantes que dialogam com políticas públicas.</span></p>
<h3><b>Por que o projeto é relevante?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">O envelhecimento saudável é um desafio global, e iniciativas como esta são essenciais para promover a qualidade de vida de uma população que está envelhecendo cada vez mais. O projeto contribui para a democratização do conhecimento científico, fortalece a integração da universidade com a sociedade e responde a necessidades locais com soluções fundamentadas em pesquisa. Além disso, reforça o papel social da universidade em buscar justiça, cidadania e desenvolvimento sustentável.</span></p>
<h3><b>Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Participar de projetos de extensão foi uma experiência essencial para o desenvolvimento da minha trajetória acadêmica e profissional, como docente e pesquisadora.  Esses projetos me permitiram fortalecer a habilidade de planejar e coordenar ações interdisciplinares, promovendo o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento e setores da sociedade. A experiência de trabalhar diretamente com diferentes comunidades possibilitou um entendimento mais profundo sobre as necessidades locais, aprimorando minha capacidade de propor soluções práticas e sustentáveis para desafios reais. Além disso, o envolvimento em extensão ampliou minhas competências em gestão de equipes, mediação de conflitos, e na construção de parcerias com entidades públicas e privadas. Contribuiu também para que eu pudesse aperfeiçoar habilidades didáticas e de comunicação, traduzindo conteúdos acadêmicos para diferentes públicos. Essa vivência reforçou meu compromisso em conectar a universidade à sociedade, garantindo que a produção científica tenha impacto significativo na vida das pessoas e na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. </span></p>
<h3><b style="color: initial">Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Editais como o Proext-PG incentivam a integração entre ensino, pesquisa e extensão, promovendo uma formação mais completa para os pós-graduandos. Institucionalmente, aumentam o engajamento dos programas de pós-graduação em ações sociais, contribuindo para maior visibilidade e relevância da universidade. Socialmente, os projetos contemplados podem gerar impactos significativos ao responderem a demandas locais de forma prática e inovadora, promovendo desenvolvimento sustentável e cidadania.</span></p>
<h3><b>Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Como docente, pesquisadora e coordenadora, busco sempre inspirar estudantes a vivenciarem essas oportunidades de extensão, pois acredito que elas são essenciais para formar profissionais críticos, inovadores e comprometidos com a realidade ao seu redor. Participar de projetos de extensão permite que os alunos apliquem conhecimentos acadêmicos em problemas reais, favorecendo uma formação mais prática e humanística. Essas atividades fortalecem competências como comunicação, trabalho em equipe e pensamento crítico. Além disso, a experiência em extensão enriquece a pesquisa, ao trazer demandas sociais como foco de investigação, e amplia a visão do papel do ensino para além dos muros da universidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A integração efetiva entre os programas de pós-graduação e as demandas sociais é essencial para garantir que o conhecimento produzido nas universidades não apenas avance academicamente, mas também transforme vidas. Projetos como este promovem o protagonismo dos estudantes e reforçam o compromisso da universidade com a construção de uma sociedade mais justa e sustentável.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Em 2026, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como público-alvo do projeto?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Em 2026, espero ver comunidades mais conscientes sobre os cuidados necessários para um envelhecimento saudável. É provável que exista uma maior integração intergeracional, redução de preconceitos sobre o envelhecimento e melhoria no acesso a políticas públicas voltadas à população idosa. As ações realizadas devem ter fortalecido redes de apoio social e contribuído para uma maior autonomia e qualidade de vida dos idosos atendidos.</span></p>
<p> </p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo</em></p>
<p><em>Revisão: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Turismo como motor do desenvolvimento regional</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/11/28/turismo-como-motor-do-desenvolvimento-regional</link>
				<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 16:17:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento regional sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeira das Missões]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
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		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=269</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM visa articulação entre setores públicos e privados para criar políticas públicas e desenvolver a região de Palmeira das Missões]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O turismo, quando bem planejado, tem o potencial de gerar empregos, promover intercâmbio cultural, conservar as belezas naturais e impulsionar mudanças sociais e estruturais positivas. Alinhado a esse propósito, o programa de extensão “Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável” foi selecionado pelo edital Proext-PG UFSM Além do Arco e tem como foco o desenvolvimento regional com ênfase no turismo, promovendo a articulação entre atores públicos e privados. </span></p>
<p><img class="size-large wp-image-270 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/11/imagem_entrevista-7_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesta entrevista, o professor Tiago Patias, do Departamento de Administração do campus de Palmeira das Missões da UFSM, apresenta os detalhes do projeto e ressalta a importância de integrar diferentes áreas do conhecimento para impulsionar um turismo sustentável e transformador.</span></p>
<p><b>Como o projeto visa impactar a sociedade?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Este programa de extensão visa impactar a sociedade por meio da articulação com os atores públicos e privados para o desenvolvimento de políticas públicas de desenvolvimento regional. O foco, neste momento, é o turismo, que tem diferentes potencialidades regionais e que, por falta de articulação e política pública formalizada, não consegue ou tem dificuldades de se desenvolver. Importante destacar que, pelo fato de este projeto estar vinculado a diferentes Programas de Pós-Graduação e o fazer extensionista ser dinâmico, há demandas que vêm da sociedade e que este Programa de Extensão tem condições de auxiliar para uma efetiva transformação social.</span></p>
<p><b>Por que isso é importante? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os recursos governamentais, em sua maioria, são distribuídos por meio de políticas públicas que têm uma legislação e normativas próprias. Por exemplo, em relação ao turismo, há a Lei Geral do Turismo, que indica que estados e municípios precisam constituir instâncias e legislações próprias para que o recurso possa ser destinado de forma correta e tenha maior efetividade. Os municípios precisam ter Conselho Municipal de Turismo, Plano Municipal de Turismo e projetos de ação, portanto, de forma articulada, este programa de extensão visa auxiliar para que todas estas questões sejam atendidas e com isso, todo o </span><i><span style="font-weight: 400">trade</span></i><span style="font-weight: 400"> turístico possa se beneficiar.</span></p>
<p><b>Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Fazer extensão permite ver de perto a realidade da sociedade, suas dores, angústias, potencialidades e dificuldades. Articular a extensão com a pesquisa e o ensino não é uma tarefa simples, mas depois que você percebe que são coisas indissociáveis, os horizontes se ampliam, podendo ver na prática a transformação social, que é o fundamento principal do fazer extensionista.</span></p>
<p><b>Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A pós-graduação sempre foi associada à pesquisa, publicação… tanto que somos cobrados pela sociedade em relação aos impactos da pesquisa. Penso que trabalhar pesquisa e extensão de forma indissociável é imprescindível. O fomento através de um edital como o Proext-PG acelera esse processo e qualifica o fazer extensionista, que tradicionalmente esteve mais vinculado à graduação. Os impactos com certeza serão mais duradouros, pois ao termos estudantes de mestrado e doutorado no grupo extensionista, cria-se a possibilidade de gerar transformações sociais efetivas.</span></p>
<p><b>Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? </b><span style="font-weight: 400">Como já destaquei anteriormente, a extensão permite ver na prática a realidade da sociedade. O velho chavão "na teoria é uma coisa, na prática é outra" é o que a extensão proporciona, usando a teoria para produzir transformações sociais de qualidade, trazendo para a sala de aula essas experiências, relacionando com as teorias, produzindo novos conhecimentos. Portanto, participar de projetos de extensão é fundamental para a formação do estudante, pois amplia seu campo de visão, abrindo inúmeras outras possibilidades que, por vezes, a sala de aula ou o laboratório não proporciona.</span></p>
<p><b>Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">De forma objetiva, vejo as políticas públicas do turismo bem definidas e claras, com respectivos planos de ação e projetos em execução em pelo menos os municípios de Palmeira das Missões, Chapada, Nova Boa Vista e Novo Barreiro. Da mesma forma, a reorganização da Instância de Governança da região turística Cultura e Tradição, ação esta em conjunto com a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul. A meta é ampliar para todos os 44 municípios da região da Associação dos Municípios da Zona de Produção (AMZOP), o que vai exigir bastante trabalho dos estudantes e docentes envolvidos no projeto. Destaco ainda que o fazer extensionista abre novas frentes de trabalho e possibilidades de transformação da sociedade, a qual vê na Universidade uma grande aliada para a solução de problemas, portanto, são novas demandas que precisam ter continuidade. Além disso, considero importante que tenhamos continuidade nas ações, pois fazer extensão exige dedicação, esforço, comprometimento e reconhecer isso por meio de fomento para docentes e discentes é fundamental.</span></p>
<p> </p>
<p><em>Texto: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
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				<title>Capacitação em piscicultura contribui para o desenvolvimento sustentável e geração de renda em Santa Maria e região</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/11/14/capacitacao-em-piscicultura-contribui-para-o-desenvolvimento-sustentavel-e-geracao-de-renda-em-santa-maria-e-regiao</link>
				<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 17:07:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócios]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[peixe]]></category>
		<category><![CDATA[Piscicultura]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=267</guid>
						<description><![CDATA[Progeaqua visa melhorar o conhecimento técnico de produtores de peixe da região]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O Programa de Geração de Renda e Qualidade do Pescado (Progeaqua) é um exemplo de projeto de extensão da UFSM que promove o desenvolvimento sustentável, fortalece a produção local e cria novas oportunidades de renda para famílias do meio rural. Coordenado pelo professor dos Programas de Pós-Graduação em Zootecnia e em Agronegócios da UFSM Rafael Lazzari, o Progeaqua capacita produtores de Santa Maria e região na área de piscicultura. </span></p>
<p><img class="size-large wp-image-268 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/11/imagem_entrevista-6_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">A seguir, confira a entrevista com o coordenador do projeto, na qual Lazzari discute o impacto social, a importância da extensão para a formação acadêmica e os desafios de integrar sustentabilidade e geração de renda.</span></p>
<ol>
<li><b> Como o projeto visa impactar a sociedade?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">O impacto desse projeto na sociedade está justamente na capacitação de produtores rurais de Santa Maria e da região na área de piscicultura. O objetivo principal é melhorar o conhecimento técnico desses produtores, para que possam produzir peixe de forma mais adequada, com maior eficiência econômica e ambiental. Isso vai resultar em uma maior geração de renda, o que é especialmente importante no cenário atual de crise climática, após as enchentes recentes. Nesse contexto, a produção de peixe é uma alternativa para que os produtores tenham uma maior renda e, assim, uma vida melhor. Esse é o principal impacto esperado para a sociedade e para os produtores da região de Santa Maria e da regional da Emater, que abrange 35 municípios.</span></p>
<ol start="2">
<li><b> Por que isso é importante? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A importância desse projeto é muito grande, pois, além do impacto que ele tem nos produtores rurais da região, trata-se de uma iniciativa multidisciplinar que envolve, por exemplo, questões de saúde pública, como o estímulo ao consumo de peixe, que é uma carne saudável e benéfica para a saúde. O projeto é essencial também para a formação dos nossos estudantes de graduação e pós-graduação, que terão a oportunidade de interagir com o mundo real, com a sociedade, com o sistema produtivo e com a realidade dos pequenos produtores da região. Eles vão conhecer as comunidades e as características sociais e econômicas desses produtores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto tem, ainda, uma importância econômica, pois o principal objetivo é capacitar e possibilitar uma geração de renda maior para os produtores. O projeto visa, justamente, promover o desenvolvimento social por meio da capacitação, de cursos, palestras e dias de campo, praticando, assim, a extensão universitária com foco no desenvolvimento regional.</span></p>
<ol start="3">
<li><b> Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Fazer extensão sempre foi, primeiro, uma forma de suprir uma realização pessoal: estar próximo do setor produtivo e das pessoas. Além disso, a extensão nos dá uma nova perspectiva de como planejar projetos de pesquisa, permitindo uma melhor compreensão de toda essa dinâmica. É uma experiência muito rica, pois a extensão molda como ensinamos em sala de aula e como realizamos pesquisas e outras atividades. Diria que o principal ponto dos projetos de extensão é a sensação de estar realmente próximo de uma realidade diferente, que pode ser local, regional ou nacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acredito que não só os docentes, mas todos os estudantes de graduação e pós-graduação deveriam ter a experiência de participar de um projeto de extensão.</span></p>
<ol start="4">
<li><b> Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Porque participar de projetos de extensão amplia a visão das pessoas, melhora a compreensão da realidade e, portanto, permite que os estudantes tenham uma formação de melhor qualidade. A interação com as pessoas e o treinamento de práticas de extensão vai desde aprender a falar em público, organizar pequenos eventos, até entender as diferentes realidades, como as que encontramos no meio rural da região, com municípios de contextos bastante diversos. </span></p>
<ol start="5">
<li><b> Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A importância do Proext-PG é fundamental, primeiro porque fornece recursos de bolsa e custeio para que nós, extensionistas, possamos levar a pós-graduação - os resultados das pesquisas -  à comunidade, por meio da extensão,. Do ponto de vista institucional, obviamente um projeto de extensão bem financiado, como é o Proext-PG, também contribui para uma melhor avaliação dos nossos programas de pós-graduação. Na área de produção de peixe, por exemplo, pode ajudar a articular políticas públicas para o setor, incluindo novos projetos tanto de extensão quanto de pesquisa. O Proext-PG é, portanto, fundamental nisso, oferecendo o custeio mínimo para algumas ações e permitindo posteriormente a migração para outros projetos maiores. </span></p>
<ol start="6">
<li><b> Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A grande expectativa que temos em relação ao final da execução dos projetos é conseguir, de fato, estimular e treinar os produtores para a produção de peixes, gerando mais renda nas regiões onde atuam. Acho que esse é o principal ponto. Se conseguirmos mobilizar os produtores, oferecer uma assistência mais adequada e propor alternativas dentro de suas realidades, estaremos no caminho certo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A piscicultura, em vários locais do mundo, tem se caracterizado como uma produção animal sustentável e uma fonte de renda importante, mas, como todo sistema de produção, precisa de conhecimento e acompanhamento. O grande desafio do projeto será esse: envolver um número maior de produtores na atividade, de preferência atuando de forma sustentável, gerando mais renda e também cuidando do meio ambiente.</span></p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo</em></p>
<p><em>Revisão: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
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