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						<item>
				<title>Safra 2025 de arroz sem defensivos químicos chega aos supermercados de Santa Maria e região</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/08/28/safra-2025-de-arroz-sem-defensivos-quimicos-chega-aos-supermercados-de-santa-maria-e-regiao</link>
				<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 10:54:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[arroz sem defensivos]]></category>
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		<category><![CDATA[polifeira do agricultor]]></category>

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						<description><![CDATA[UFSM é responsável pelo acompanhamento técnico do projeto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_70302" align="alignright" width="512"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/image2.jpg"><img class="wp-image-70302" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/image2.jpg" alt="foto colorida horizontal de plantas de arroz vistas de perto, em tons entre verde e amarelo, tendo ao fundo montanhas e céu azul acinzentado" width="512" height="340" /></a> Lavoura de arroz em Dona Francisca[/caption]
<p>A safra 2025 do arroz sem resíduos químicos já foi colhida e os números são promissores. Segundo a Cooperativa Agrícola Mista de Nova Palma, a colheita deste ano rendeu 1.655 sacas de arroz, oriundas de 10,17 hectares de três produtores do município de Dona Francisca, na Quarta Colônia de Imigração Italiana. Após passar por um ano da ocorrência de um evento climático extremo, como as enchentes de 2024 que levaram solos de boa parte dos solos das áreas cultivadas, os resultados são animadores e renovam as esperanças para a produção desse tipo de arroz.</p>
<p>Agricultor e parceiro do projeto há dois anos, Marlon Padilha Descovi colheu 170 sacas em sua propriedade, localizada na comunidade de Formoso, em Dona Francisca. Ele teve conhecimento do projeto através de uma reunião feita com os agricultores da localidade, promovida pelos idealizadores do projeto em 2021. Marlon explica que o diálogo e a colaboração de instituições como a Emater/RS-Ascar e UFSM, responsável pelo acompanhamento técnico, foi essencial para que o projeto fosse colocado em prática e fosse possível produzir um alimento livre de resíduos químicos de pesticidas, agregando assim mais valor ao produto final.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<h3>Participação da UFSM</h3>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto Arroz Sem Defensivos Agrícolas foi desenvolvido pela liderança do professor da UFSM Ênio Marchesan para buscar mais competitividade de mercado/comercialização aos agricultores locais e para atender a demanda de consumidores preocupados com a<br>origem e o modo de produção do arroz. O projeto buscava ser uma alternativa para agricultores familiares que apresentavam baixa competitividade em função da pequena escala e sem diferencial que gerasse valor agregado. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A opção do plantio de arroz sem resíduos químicos tinha o desafio de equivaler ou superar os números obtidos com a produção convencional, razão pela qual se permite o uso de fertilizantes minerais para que a planta cresça e produza de modo satisfatório, porém substituindo os pesticidas de controle de plantas daninhas, pragas e doenças, por bioinsumos. Dessa forma, esse sistema se caracterizou como intermediário, onde se mantivesse uma relação com algumas tecnologias do modo convencional de produção, mas que também se aproximando da produção orgânica.</p>
<p>Atualmente o arroz é comercializado em diversos supermercados de Santa Maria, com a marca Bella Dica e com o nome de arroz Seleto. A cooperativa Camnpal gerencia as atividades do projeto, também renumerando o agricultor com 20% a mais que o preço do arroz convencional. Após processar, a Camnpal distribuí esse produto nos pontos de venda. Apesar de não possuir a certificação de produto orgânico, o arroz sem uso de defensivos químicos se apresenta como uma alternativa segura, acessível e sustentável para os consumidores.</p>
<p>A utilização de fertilizantes minerais permite que as plantas recebam os nutrientes necessários para uma boa produtividade, enquanto a ausência de herbicidas, fungicidas e inseticidas reduz os riscos à saúde e o impacto ambiental. Isso resulta em um produto zero resíduo passando por análises de resíduos de pesticidas no Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP) da UFSM.</p>
<h3>Agricultura mais sustentável</h3>
<p>O desenvolvimento desse projeto em uma parceria composta por diversas organizações da Região Central demonstra a resiliência e o compromisso com uma agricultura mais sustentável. Mesmo diante dos impactos causados pelas enchentes, esses agricultores conseguiram manter uma produtividade satisfatória, reforçando que é possível produzir com responsabilidade ambiental e ainda obter resultados positivos. Mais do que uma técnica de cultivo, ele representa uma forma de resistência e inovação frente aos desafios da produção de arroz, das adversidades climáticas e dos mercados.</p>
<p>Em relação à colheita deste ano, Marlon relata que foi dentro do esperado, muito próxima ao que se obtinha na produção convencional, conseguindo conviver com algumas pragas comuns das lavouras de arroz, o que comprova a eficácia do sistema de transição.</p>
<p>O sistema de cultivo adotado, que dispensa o uso de defensivos químicos e prioriza práticas mais equilibradas com o meio ambiente, tem agregado valor ao produto final para os agricultores. O arroz cultivado em Dona Francisca carrega em si a história de adaptação e inovação de seus produtores, servindo como exemplo de que é possível aliar tradição, tecnologia e sustentabilidade na agricultura familiar.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Onde encontrar o arroz:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>● Supermercado Royal, Camobi<br>● Supermercado Bella Vista<br>● Rede Super Bertangnolli, Camobi e Bairro São José<br>● Supermercados da Rede Vivo<br>● Armazém Coopercedro, na Praça Saturnino de Brito<br>● Supermercado da Cooperativa Agrícola Mista Nova Palma, em Nova Palma</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><strong>Parceiros do projeto:</strong></p>
<p>● Gerência Regional da Emater/RS-Ascar<br />● Polifeira do Agricultor - UFSM<br />● Grupo de Pesquisa em Arroz Irrigado e Uso Alternativo de Várzeas (GPAI-UFSM)<br />● Instituto Riograndense de Arroz (IRGA)<br />● Grupo Meta de Desenvolvimento Agrícola de Agudo<br />● Cooperativa Camnpal de Nova Palma<br />● Prefeitura Municipal de Dona Francisca<br />● Cooperativa de Produção e Desenvolvimento Rural dos Agricultores Familiares de Santa Maria (Coopercedro)<br />● Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas da UFSM (LARP).</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><em>Texto: Fabiola Nicoletti, bolsista de comunicação da Polifeira do Agricultor</em><br /><em>Foto: acervo fotográfico do projeto</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<p></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>RU serve arroz sem defensivos agrícolas em seu cardápio de almoço</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/07/28/ru-serve-arroz-sem-defensivos-agricolas-em-seu-cardapio-de-almoco</link>
				<pubDate>Thu, 28 Jul 2022 19:14:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[arroz irrigado]]></category>
		<category><![CDATA[arroz sem defensivos]]></category>
		<category><![CDATA[gpai]]></category>
		<category><![CDATA[polifeira]]></category>
		<category><![CDATA[RU]]></category>

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						<description><![CDATA[A estimativa é que mais de 6000 pessoas passem pelo Restaurante Universitário nesta quinta-feira]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p align="justify"><span style="color: #222222"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium"><img class="wp-image-59245  alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/07/IMG_9146-scaled-e1659035393843.jpg" alt="" width="339" height="386" />Hoje (28) o Restaurante Universitário serviu no cardápio do almoço arroz sem defensivos agrícolas. </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">Para realização do almoço foram utilizados cerca de 1.100 kg para refeições tanto no RU I, quanto no RU II. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium"><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/ru/2022/07/11/primeira-entrega-do-projeto-arroz-sem-defensivos-agricolas-ao-restaurante-universitario/">A entrega do insumo foi feita no dia 11 de julho</a> à empresa responsável pelo preparo da alimentação no Restaurante. </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">Todo o arroz foi produzido por agricultores locais e distribuído pela Coopercedro. </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">O</span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium"> cultivo do arroz sem agrotóxicos resulta em um alimento mais saboroso e nutritivo. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #222222"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">A iniciativa faz parte de um projeto que </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">surgiu em 2016, partindo de uma demanda dos agricultores locais, que estavam perdendo lugar no mercado por conta da alta competitividade das grandes indústrias. </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">A partir disso, a ação objetiva </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: rawline, sans-serif"><span style="font-size: medium">aumentar a renda adquirida pela agricultura familiar da região, através da agregação de valor ao produto, e busca atender a demanda do público interessado no consumo de um arroz sem defensivos, com valor abaixo do mercado.</span></span></span> <span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">A ação </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">integra </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">o Grupo de Pesquisa em Arroz Irrigado e Uso Alternativo de Várzeas da U</span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">FSM, </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">com apoio da</span></span></span> <span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">PoliFeira do Agricultor. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium"><img class="alignright wp-image-59246 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/07/IMG_9136.jpg" alt="" width="481" height="307" />Segundo o presidente da Coo</span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">perativa, </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">Fernando Lima, </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">a</span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium"> importância d</span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">este momento no RU</span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium"> está na fomentação e divulgação do produto, que agora começa a colher os resultados e ser visto com boa aceitação pela comunidade em geral. Além disso, Lima afirma que a parceria entre a cooperativa e a UFSM deve seguir e salientou a importância da participação do público nesse momento </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">e no consumo do </span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">alimento</span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium"> dos produtores locais</span></span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">. </span></span></span><span style="font-size: revert;color: initial;font-family: 'Times New Roman', serif"><span style="font-size: medium">P</span></span><span style="font-size: revert;color: initial;font-family: 'Times New Roman', serif"><span style="font-size: medium">ara o também integrante e supervisor administrativo da Coopercedro, Bruno Rodrigues Camoreto, ter a Universidade como um dos fomentadores do produto e da economia local é muito significativo. “Poder ter um produto de Santa Maria, sendo distribuído para a própria UFSM e acrescentado no dia a dia do aluno é muito importante para a cooperativa e para os agricultores”, afirma.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">Atualmente, o arroz sem defensivos agrícolas por ser </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">encontrado no armazém da </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">C</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif"><span style="font-size: medium">ooperativa e nas feiras livres realizadas na Praça Saturnino de Brito.</span></span></p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify"><em>Texto: Maria Carolina Dias, estudante de jornalismo e voluntária na Agência de Notícias</em><br /><em>Foto: Ana Alícia Flores Pontelli</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arroz sem defensivos agrícolas: projeto oferece um alimento saudável com menor custo ao consumidor</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/05/10/arroz-sem-defensivos-agricolas-projeto-oferece-um-alimento-saudavel-com-menor-custo-ao-consumidor</link>
				<pubDate>Tue, 10 May 2022 17:27:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[arroz sem defensivos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Politécnico]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=58508</guid>
						<description><![CDATA[Cultura consegue alcançar produção com resultados semelhantes a do arroz tradicional e estará disponível na PoliFeira do Agricultor e Armazém da Coopercedro nesta semana]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_58509" align="alignleft" width="767"]<img class="wp-image-58509 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/05/Copia-de-DSC-0056.jpeg" alt="" width="767" height="511" /> Área de cultivo em Dona Francisca[/caption]
<p dir="ltr">Nos últimos anos, a agenda da agricultura sustentável tem desafiado pesquisadores e produtores a fomentar a produção de alimentos saudáveis, que ajudem a melhorar e manter os ecossistemas e proporcionem melhorias progressivas na qualidade dos solos. Ao mesmo tempo, encontrar alternativas para a incorporação da agricultura familiar no mercado, fornecendo produtos com segurança alimentar para a população, também tem sido um grande desafio.</p>
<p dir="ltr">É neste contexto que o Grupo de Pesquisa em Arroz Irrigado e Uso Alternativo de Várzeas, da Universidade Federal de Santa Maria (GPAI-UFSM), coordenado pelo Professor Ênio Marchesan, tem buscado alternativas de produção que proporcionem esse acesso para os agricultores familiares, ainda em produção convencional, mas que buscam processos de transição para uma produção orgânica. O desafio está em encontrar opções tecnológicas que permitam que o agricultor aprenda a produzir de outra forma e que, ao mesmo tempo, permita a obtenção de um alimento diferenciado dos demais, com agregação de valor e,  consequentemente, maior capacidade de geração de renda, especialmente em pequenas áreas.</p>
<p dir="ltr">Ênio conta que o projeto começou porque parte dos pequenos produtores de arroz estavam perdendo sua competitividade e, por essa razão, buscaram alternativas para agregar valor à produção por meio de um sistema diferenciado e um tipo especial de arroz. Segundo o professor, existe um público específico que se interessa em consumir um produto com a certeza de que nele não foi aplicado nenhum defensivo químico, também chamados de agrotóxicos. O projeto de produção do arroz sem o uso de defensivos agrícolas nasceu, nesse contexto, no ano de 2016, partindo da realidade dos agricultores familiares para então chegar a um sistema de produção orgânico. Nesse processo, havia dois empecilhos principais: um relacionado ao controle de ervas daninhas - a matocompetição - e  outro relacionado à nutrição de plantas, para que crescessem saudáveis com fertilizantes orgânicos.</p>
<p dir="ltr">Para alcançar esses objetivos, migrou-se para o sistema chamado “sem uso de defensivos químicos”, no qual, para atender a demanda nutricional das plantas, é permitido utilizar os fertilizantes minerais,  e, por outro lado, não se aplica o uso de inseticidas, fungicidas e herbicidas, buscando qualificar práticas de manejo e controle biológico. Tudo é visto num processo em contrução, sendo que os próprios fertilizantes minerais possam ir sendo substituídos por fertilizantes orgânicos. Para o coordenador do projeto, novas dificuldades podem aparecer além das que eles já conhecem, por esse motivo, a pesquisa para atender essas necessidades é sempre uma grande aliada. O professor <a href="mailto:gustavo.pinto@politecnico.ufsm.br" target="_blank" rel="noopener">Gustavo Pinto da Silva</a>, coordenador da PoliFeira do Agricultor, parceira do projeto desde 2018, salienta que, depois de produzido na área da Várzea, esse arroz tem tido boa aceitação dos consumidores, mesmo ainda sendo comercializado somente nas feiras livres. </p>
<p dir="ltr">Além da produção experimental na área da Várzea na UFSM, este ano o projeto contou com áreas demonstrativas dos agricultores Moisés Augusto Prochnow e Marlon Descovi, em Dona Francisca, e Nicolau Bulegon em São João do Polêsine, produtores que foram convidados a participar do projeto por meio de reuniões organizadas pela Gerência Regional da Emater/RS-ASCAR, que também é participante do projeto. Os agricultores alcançaram, na última colheita, resultados animadores com seu plantio. Segundo o assistente técnico da Emater Regional Santa Maria, Luis Fernando Oliveira, além de todo o aporte da pesquisa e técnicas, o clima também colaborou para chegar a esse patamar.</p>
<p dir="ltr">Também participaram da iniciativa o Instituto Riograndense de Arroz (IRGA), o Grupo Meta de Desenvolvimento Agrícola de Agudo, a Cooperativa Camnpal de Nova Palma, a Prefeitura de Dona Francisca, a Prefeitura de Faxinal do Soturno e a Cooperativa de Produção e Desenvolvimento Rural dos Agricultores Familiares de Santa Maria - RS (COOPERCEDRO). Os agricultores receberam visitas técnicas durante todo o ciclo produtivo, assim, as dificuldades iam sendo superadas e os objetivos readequados na medida em que surgiam. Até agora, os agricultores estão satisfeitos com o resultado e já prospectando as próximas safras, afirma o técnico da Emater de Dona Francisca, Dorli Elso Barrichello.</p>
<p dir="ltr">Pesquisa e manejo diferenciado para novos sistemas de produção</p>
<p dir="ltr">Os resultados demonstraram que as tecnologias utilizadas foram eficientes para que a produção de arroz sem defensivos químicos aconteça com um rendimento surpreendente e se possa fornecer ao consumidor um produto de maior qualidade em comparação ao arroz convencional. Segundo Luís Fernando Oliveira, Assistente Técnico Regional da Emater, a condução da lavoura sem uso de químicos tem que estar aliada a uma série de manejos diferenciados para obtenção de bons resultados, tais como o manejo integrado de pragas, quando se busca potencializar a ação da comunidade biológica e o controle natural das pragas e doenças. Em uma lavoura convencional isso não acontece, já que com a utilização dos agrotóxicos, os inimigos naturais também acabam se extinguindo. Essa ação também possibilita um menor custo de produção, já que não se utilizam químicos no combate às pragas. </p>
<p dir="ltr">Para Gustavo Pinto, professor da Universidade Federal de Santa Maria e coordenador da PoliFeira, o desafio é criar estágios de desenvolvimento em torno de sistemas de produção melhores, e a Universidade não pode se eximir de estar nesse contexto. Por esse motivo, o projeto tem uma visão que se relaciona com essa ação: “Aquilo que é produzido dentro da universidade, em termos de conhecimento, necessariamente precisa chegar até os agricultores. A proposta é transbordar para além da universidade o conhecimento que é produzido, construído, testado e avaliado dentro das condições dos agricultores, neste caso, na região da Quarta Colônia dos arredores de Santa Maria, que abriga a maioria dos pequenos produtores de arroz”, afirma o professor. </p>
<p dir="ltr">Outra questão a ser salientada é o fato de que esses agricultores não podem ser abandonados na hora de buscar novos mercados, etapa que será desenvolvida pela Coopercedro, que buscará mercados dispostos a pagar pelo menos 20% a mais do que os estabelecimentos convencionais. Tal valor será repassado para os agricultores familiares participantes, dando uma resposta concreta para o problema de geração de alternativas com renda, como esclarece  o presidente da Cooperativa, Fernando dos Santos Lima.</p>
<p dir="ltr"><strong>Evento de lançamento e pontos de venda</strong></p>
<p dir="ltr"><img class="wp-image-58510  alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/05/WhatsApp-Image-2022-05-10-at-09.58.04.jpeg" alt="" width="520" height="390" />O arroz estará à disposição dos consumidores a partir do dia 13 de maio no Armazém da Coopercedro, na Praça Saturnino de Brito, onde acontecerá, às 11h, o evento de lançamento. Além do Armazém, o arroz também será comercializado na PoliFeira, que acontece às terças no Largo do Planetário, no campus da UFSM, e às quintas-feiras na Avenida Roraima. Segundo o produtor Moisés, participante do projeto, quem provar desse grão perceberá o diferencial de preparar um arroz de somente uma cultura, com o requinte da garantia de não apresentar resíduos de pesticidas agrícolas. Tais resultados são testados e garantidos pelo Laboratório de Análise de Pesticidas da Universidade Federal de Santa Maria (LARP-UFSM), também parceiro do projeto.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr">Reportagem e foto: Júlia Petenon, bolsista de jornalismo da PoliFeira<br />Edição e revisão: Giuliana Seerig, jornalista da Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>PoliFeira do Agricultor inicia venda de arroz sem defensivos produzido por grupo de pesquisa da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/06/14/polifeira-do-agricultor-inicia-venda-de-arroz-sem-defensivos-produzido-por-grupo-de-pesquisa-da-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 14 Jun 2021 13:12:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
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						<description><![CDATA[Arroz foi produzido pelo Grupo de Pesquisa em Arroz Irrigado do CCR]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_56033" align="alignright" width="372"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/06/Arroz-sem-residuos-de-Agrotoxicos-2.jpeg"><img class="wp-image-56033" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/06/Arroz-sem-residuos-de-Agrotoxicos-2.jpeg" alt="" width="372" height="497" /></a> Venda do produto será exclusivamente na PoliFeira, todas as terças pela manhã[/caption]
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">A partir desta terça-feira (15) estará disponível na PoliFeira do Agricultor o arroz sem defensivos produzido pelo Grupo de Pesquisa em Arroz Irrigado (GPAI), do Centro de Ciências Rurais (CCR) da UFSM. A venda do produto será feita de forma exclusiva na PoliFeira, que ocorre às terças-feiras pela manhã, na Avenida Roraima, em Camobi. </span></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">A produção deste arroz, coordenada pelo professor Enio Marchesan no GPAI, está em andamento há cerca de cinco anos e é uma vanguarda dentre os cursos de Agronomia no Brasil. O cultivo de arroz sem defensivos é uma oportunidade para pequenos agricultores ocuparem outro nicho de mercado, já que encontram dificuldades em disputar espaço no mercado convencional na produção em larga escala e para o sistema de <em>commodities</em>. </span></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">Para os consumidores, é uma oportunidade de ter uma alimentação saudável e socialmente responsável no dia a dia, já que o arroz é um dos alimentos mais populares no prato dos brasileiros. Além disso, o estímulo a projetos como este é uma forma de apoiar a pesquisa na busca de alternativas para que diferentes segmentos de produtores rurais permaneçam em suas atividades, fortalecendo a cadeia de produção por tipos especiais de arroz.</span></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">A parceria entre GPAI e PoliFeira iniciou-se com o lançamento do produto ao consumidor em um Seminário Técnico durante uma edição de setembro de 2019 que movimentou as comunidades interna e externa à UFSM. O evento contou com uma degustação de arroz carreteiro e risoto vegano preparados com o arroz colhido na própria Instituição, como forma de acolhimento aos consumidores. </span></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">A PoliFeira, além da venda, realiza também a produção da embalagem e a análise de resíduos. Por meio de técnicas de manejo sustentável, o projeto atende ao 12º objetivo da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Sustentável, “Consumo e Produção Responsáveis”, e terá cerca de duas toneladas do produto à disposição, sendo grande parte dele polido. </span></p>
<p dir="ltr"><em><span style="font-size: large">Texto e foto: Assessoria de Comunicação da </span><span style="font-size: large">Polifeira do Agricultor da UFSM</span></em></p>
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				<title>Colheita anual do arroz produzido sem defensivos agrícolas na UFSM teve aumento na produtividade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/03/23/colheita-anual-do-arroz-produzido-sem-defensivos-agricolas-na-ufsm-teve-aumento-na-produtividade</link>
				<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 11:27:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
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[caption id="attachment_55386" align="alignright" width="422"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/03/colheita-arroz-gpai-3.jpeg"><img class="wp-image-55386" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/03/colheita-arroz-gpai-3.jpeg" alt="" width="422" height="563" /></a> Foram colhidos cerca de quatro mil quilos de arroz sem defensivos[/caption]
<p>Ocorreu na última quinta-feira (18) a colheita anual do arroz produzido sem defensivos agrícolas, sob responsabilidade do Grupo de Pesquisa em Arroz Irrigado (GPAI) da UFSM. O projeto de pesquisa intitulado "Arroz sem uso de defensivos" está em andamento há cerca de cinco anos e é pioneiro nos cursos de Agronomia no Brasil.</p>
<p>Segundo o coordenador do projeto, o professor Enio Marchesan, a área cultivada foi a mesma da safra anterior, por não haver disponibilidade de mais área física para este projeto de pesquisa, mas houve uma pequena variação positiva na produção: foram colhidos<span style="font-size: inherit"> cerca de quatro mil quilos do grão. "O projeto apresenta avanços em relação ao ano anterior, pois alteramos as fontes de fertilizantes, na tentativa de obtermos maior produtividade de arroz, o que efetivamente ocorreu", afirma Enio.</span></p>
<p>Ele salienta que o objetivo é pesquisar alternativas tecnológicas, especialmente para viabilizar que pequenos produtores rurais possam agregar valor ao seu produto. "Decidimos embalar o arroz produzido nos experimentos como forma de avaliar a reação do mercado ao produto e estimular que outros produtores e técnicos possam validar a proposta e, assim, avançarmos em novos nichos de mercado", destaca. "O arroz produzido em escala, de maneira convencional, apresenta ótima qualidade, sendo esta proposta, que continua em avaliação, complementar na cadeia de produção de arroz irrigado", acrescenta Enio.</p>
<p><strong>Arroz sem defensivos na PoliFeira</strong></p>
<p>O lançamento do produto ao consumidor foi na PoliFeira do Agricultor, em uma edição da feira em setembro de 2019 que movimentou agricultores, estudantes, pesquisadores e consumidores. O evento, que contou com uma degustação de risoto vegano e de carreteiro preparados com o arroz colhido na área da Instituição, possibilitou a venda de todas as unidades da mercadoria que estavam à disposição.</p>
<p>Para os pequenos agricultores, que encontram dificuldade em disputar espaço no mercado convencional, na produção em larga escala e/ou para o sistema de <em>commodities</em>, esta é uma oportunidade para ocupar outro nicho de mercado. Já para os consumidores, é uma alternativa para ter uma alimentação mais saudável e socialmente responsável no dia a dia, já que o arroz é um dos alimentos mais populares no prato dos brasileiros. Além disso, o consumo deste produto é uma forma de apoiar a economia local e a universidade pública, assegurando padrões de produção e de consumo com consciência ambiental e social.</p>
<p>Por meio de técnicas de manejo sustentável, o projeto atende ao 12º objetivo da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Sustentável, “consumo e produção responsáveis”, e logo deve estar disponível para venda em mais uma edição da Polifeira do Agricultor, projeto vinculado ao Colégio Politécnico da UFSM.</p>
<p><em>Com informações da Assessoria de Comunicação da PoliFeira do Agricultor<br /></em><em>Foto: Divulgação</em></p>
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