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				<title>Pesquisas do CT são premiadas no 26º Encontro de Asfalto</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2024/12/16/pesquisas-do-ct-sao-premiados-no-26o-encontro-de-asfalto</link>
				<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 11:54:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Asfalto]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Transporte]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
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						<description><![CDATA[Pesquisas do PPG em Engenharia Civil foram premiadas em evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás;]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Duas pesquisas realizadas no Centro de Tecnologia da UFSM foram destaque no <a href="https://www.ibp.org.br/eventos/encontrodeasfalto/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>26º Encontro de Asfalto do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás</strong></em></a>, ocorrido no Rio de Janeiro nos dias 11 e 12 de dezembro. A tese de doutorado sobre o envelhecimento de ligantes e misturas asfálticas em usina e em campo, de Silvio Lisbôa Schuster, foi selecionada entre as três melhores do país no ano; e a dissertação de mestrado de Victória Nunes Ramos, que propôs uma classificação geral dos materiais asfálticos utilizando critérios de deformação permanente e fadiga, foi escolhida a melhor do ano na área. As pesquisas foram produzidas no âmbito do <a href="https://www.ufsm.br/grupos/geppasv" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Grupo de Estudos e Pesquisas em Pavimentação e Segurança Viária</strong> <strong>(GEPPASV)</strong></em></a>, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFSM. </p>
<p>O Encontro do Asfalto, organizado pela Comissão de Asfalto do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), é um tradicional encontro que reúne especialistas na área de pavimentação asfáltica do Brasil a fim de integrar academia e indústria. O encontro deste ano teve como tema “Mais que Asfalto: desempenho, mercado e sustentabilidade para um futuro desafiador", abordando os principais tópicos que moldam o futuro da pavimentação e da infraestrutura no Brasil. Com o apoio do Governo Federal e da Petrobras, o encontro contou com a presença pesquisadores e especialistas do mercado, que compartilharam suas experiências, perspectivas e conhecimentos; dentre eles, Rosa Blajberg, representando a gerência comercial da Petrobras; e Carlos Barros, Diretor-Executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).</p>
<p>O CT-UFSM já teve suas pesquisas reconhecidas pelo IBP em outros anos e as novas premiações evidenciam o caráter inovador e o potencial integrador das pesquisas aqui desenvolvidas. Neste ano, o IBP abriu um edital de seleção de três dissertações de mestrado e três teses de doutorado acerca da temática de asfalto que foram apresentadas no encontro realizado no Rio de Janeiro. O edital selecionou trabalhos defendidos a partir de 2021 e o CT-UFSM esteve representado nas duas categorias. As pesquisas foram desenvolvidas pela doutoranda do PPGEC, Victória Nunes Ramos, e pelo professor Sílvio Lisbôa Schuster, doutor em Engenharia Civil pela UFSM e Professor Adjunto no Departamento de Transportes da UFSM.</p>
<p>Victória relata que a dissertação premiada surgiu de uma demanda do próprio Grupo de Estudos e Pesquisas em Pavimentação e Segurança Viária e se tornou uma solução para a escolha de materiais que serão utilizados nas rodovias: "A dissertação foi desenvolvida a partir de uma necessidade inicial de organizar toda a produção científica do GEPPASV, que começou a desenvolver as atividades de pesquisa em 2010. Assim, com dados de mais de 170 ligantes e misturas asfálticas, conseguimos entender quais materiais possuem maior desempenho frente aos principais defeitos das rodovias brasileiras, e os principais motivos desse comportamento. Também foi possível determinar com maior confiabilidade quais os indicadores mais promissores para classificar esses materiais, e propor um sistema de seleção de ligantes e misturas para projetos rodoviários. A partir da proposta, podemos selecionar os materiais certos de acordo com as premissas verificadas em cada projeto, apenas com poucos testes laboratoriais, o que aumenta muito as chances de sucesso da obra como um todo. A seleção correta dos materiais proposta na dissertação visa promover maior durabilidade para as rodovias, o que impacta diretamente no conforto e segurança para os usuários, em custos diversos, bem como na emissão de gases poluentes para a atmosfera".</p>
<p>Já a tese do professor Sílvio trata sobre o envelhecimento de ligantes e misturas asfálticas ao longo dos processos de produção das misturas em usina ao longo do tempo de vida útil dos pavimentos asfálticos em campo, relacionando este envelhecimento à alteração de comportamento e performance destes materiais. O docente conduziu investigações acerca de degradação de ligantes asfálticos poliméricos e qualidade de construção dos pavimentos monitorados, avaliando também o impacto financeiro: "Estes estudos buscam compreender os mecanismos de degradação dos pavimentos, a fim de nortear a escolha de melhores insumos e a obtenção de pavimentos mais duráveis, contribuindo diretamente assim com ganhos socioeconômicos", afirma Silvio. A tese já conta com dois artigos publicados em periódicos Qualis estrato superior A e outros em processo de submissão.</p>
<p>Segundo o professor Luciano Pivoto Specht, coordenador do GEPPASV e membro do Departamento de Transportes, as indicações e a premiação são honrarias merecidas pela equipe, porque demonstram a interação das pesquisas realizadas no CT com os desafios apresentados pela indústria do petróleo e do asfalto brasileira, em resposta às demandas da sociedade: "Ambas as pesquisas têm uma importante interface com a prática de engenharia; a premiação tem um impacto grande e mostra que nosso grupo tem um reconhecimento como um dos mais produtivos e importantes do Brasil e avaliza o que estamos fazendo aqui". O professor ainda destaca que as premiações são individuais, mas que refletem o trabalho de mais de quinze anos de todo o grupo de pesquisa, dos demais docentes e pesquisadores do grupo e do programa: "o grupo tem uma capacidade instalada em termos de equipamento, de máquinas e de recursos humanos que possibilita uma boa condição de pesquisa, vinculada ao programa de pós graduação; então, conseguimos fazer pesquisas de qualidade, em interação com a sociedade, e formar recursos humanos de alta qualidade".</p>
<p>As pesquisas destacadas no 26º Encontro de Asfalto podem ser acessadas no repositório da UFSM: <em><strong><a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/30248" target="_blank" rel="noopener">dissertação</a></strong></em> e <a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/27671?show=full" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>tese</strong></em></a>.</p>

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-13-at-08.37.04-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-6052" /><figcaption class="wp-element-caption">Victória, Luciano e Silvio no 26º Encontro de Asfalto</figcaption></figure>
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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
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<p><i>Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM. Foto: acervo pessoal.</i></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Reitor da UFSM firma parcerias durante agenda em Brasília</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/11/18/reitor-da-ufsm-firma-parcerias-durante-agenda-em-brasilia</link>
				<pubDate>Fri, 18 Nov 2022 14:44:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[agrotec experience]]></category>
		<category><![CDATA[Asfalto]]></category>
		<category><![CDATA[brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[dnit]]></category>
		<category><![CDATA[Luciano Schuch]]></category>
		<category><![CDATA[reitor]]></category>

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						<description><![CDATA[Projetos preveem construção de espaço multiuso para o agronegócio e pesquisas em pavimentos asfálticos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_60527" align="alignright" width="567"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-11.03.31-1.jpeg"><img class="wp-image-60527" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-11.03.31-1.jpeg" alt="foto colorida horizontal com 3 homens de camisa clara e blazer escuro, sendo que o do meio segura um papel com imagem do projeto" width="567" height="368" /></a> Pacheco, Pimenta e Schuch[/caption]
<p>O reitor da UFSM, Luciano Schuch, esteve em Brasília na quinta-feira (17) para a assinar com o governo federal acordo para o desenvolvimento do “Agrotec Experience: Espaço Multiuso do Agronegócio da UFSM”.</p>
<p>O objetivo do Agrotec Experience é estabelecer um ambiente que potencialize a cooperação entre os diversos modelos de instituição e produtores que compõem a cadeia de produção agropecuária do Rio Grande do Sul, a fim de identificar demandas e potencializar ações de inovação e extensão.</p>
<p>O projeto será sediado no Campus Sede da Universidade e integrado ao Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia (Inovatec), junto ao Centro de Eventos. Terá 86.500 m² de área, com quatro acessos, e capacidade de receber 10 mil visitantes por dia. A previsão de construção é até o fim de 2024. </p>
<p>Também participaram da agenda na capital federal o presidente da Cacism, Luiz Fernando do Couto Pacheco, e o deputado federal Paulo Pimenta.</p>
[caption id="attachment_60528" align="alignleft" width="567"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/11/4005f096-6907-4016-b6c9-9addaf632edf.jpeg"><img class="wp-image-60528" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/11/4005f096-6907-4016-b6c9-9addaf632edf.jpeg" alt="" width="567" height="425" /></a> Schuch e Luiz Guilherme[/caption]
<h3>Parceria assinada com o DNIT</h3>
<p>No Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Schuch assinou, também na quinta (17), um Termo de Execução Descentralizada (TED) com o representante da autarquia, o diretor de Planejamento e Pesquisa, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello.</p>
<p>A parceria permite que a UFSM realize estudos técnicos especializados na área de dimensionamento de pavimentos asfálticos, a implantação de trechos experimentais, a avaliação de misturas asfálticas e a previsão da irregularidade longitudinal.</p>
<p>De acordo com o diretor do DNIT, com a assinatura do documento, a autarquia terá um conhecimento mais detalhado sobre os processos de calibração do novo método de dimensionamento, o MeDiNa. Luiz Guilherme disse ainda que a ação deve promover melhores resultados nos projetos de pavimento das rodovias federais sob jurisdição do Departamento.</p>
<p>O reitor agradeceu a confiança do DNIT na Instituição e complementou falando sobre a promoção do desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Além disso, ressaltou a importância do retorno desse investimento para a sociedade brasileira.</p>
<p>O TED é um instrumento de descentralização de créditos entre órgãos e/ou entidades integrantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social da União. A colaboração da Diretoria de Planejamento e Pesquisa (DPP) e do Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR) com a Universidade executa programas, projetos e pesquisas na área de infraestrutura rodoviária. A vigência do contrato é de cinco anos.</p>
<p>O reitor ainda segue em Brasília para uma reunião com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).</p>
<p><em>Fotos: Divulgação</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudo da UFSM sobre desenvolvimento regional é apresentado ao governo do estado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/08/09/estudo-da-ufsm-sobre-desenvolvimento-regional-e-apresentado-ao-governo-do-estado</link>
				<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 19:38:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Asfalto]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Econômicas]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento regional]]></category>
		<category><![CDATA[governo do estado]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM PM]]></category>

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						<description><![CDATA[O objetivo foi apresentar a necessidade de pavimentação asfáltica para o desenvolvimento de municípios da região norte do Rio Grande do Sul]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignleft wp-image-59371 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/08/IMG-20220808-WA0025-768x1024-1.jpg" alt="" width="397" height="530" />Nesta segunda-feira, 08, uma comitiva de autoridades de diversos municípios da região norte do estado esteve presente em audiência com o governo do estado do Rio Grande do Sul. Como representante da UFSM, esteve o Chefe do Departamento do curso de Ciências Econômicas da UFSM Palmeira das Missões, professor Nilson Luiz Costa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No encontro foram discutidos os acessos asfálticos na microrregião que engloba os municípios de Constantina, Engenho Velho, Liberato Salzano, Novo Xingu, Ronda Alta e Três Palmeiras. Na ocasião, Costa apresentou os resultados do estudo denominado “ERS 9010, uma estratégia de Desenvolvimento Regional”, construído no âmbito do Projeto Aceleração Regional, em parceria com a Sicredi Região da Produção RS/SC/MG, a UFSM e a FATEC e que foi utilizado para embasar a reunião proposta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os principais resultados apresentados foi destacado que a pavimentação asfáltica nesta região de alta aptidão para o desenvolvimento de atividades agropecuárias, saúde, educação, cultura e turismo promove um significativo avanço logístico e favorece a ampliação de investimentos, sobretudo, em áreas que atualmente são de difícil acesso por setores que contribuem significativamente para a geração de emprego, renda e impostos, como os segmentos de produção de proteína animal, de grãos e de serviços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A partir desta perspectiva, foi defendido que a ligação asfáltica entre a BR 386 e a RS 324, via ERS 9010, se constitui como eixo estruturante microrregional e tende a estimular a mobilidade de capital, de trabalho e de mercadorias em um local cuja economia encontra-se deprimida. Também foi destacada a importância dos empreendimentos industriais em Sarandi, Três Palmeiras, Seberi e arredores, que poderão ampliar a busca por trabalhadores também das proximidades de Engenho Velho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como encaminhamento do encontro, ficou acertado que o projeto de pavimentação asfáltica entre Constantina e Engenho Velho ficará pronto no final de setembro. O governo do estado afirmou que em seguida encaminhará o projeto para a Secretaria da Fazenda, para ser licitado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mais detalhes sobre a apresentação realizada na audiência podem ser encontrados no </span><span style="text-decoration: underline"><a href="https://desenvolvimentocomciencia.com.br/regiao-impactada-pela-ligacao-asfaltica-entre-a-br-386-e-rs-324"><span style="font-weight: 400">site</span></a></span><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p> </p>
<p><em>Com informações e foto do Departamento de Ciências Econômicas da UFSM PM</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Novo método de dimensionamento asfáltico</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-participa-do-desenvolvimento-de-novo-metodo-nacional-de-dimensionamento-de-pavimentos</link>
				<pubDate>Thu, 07 Feb 2019 15:45:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Asfalto]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[método Medina]]></category>
		<category><![CDATA[mistura asfáltica]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de Tecnologia em Asfalto]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Através de parceria articulada pela Petrobras, grupo de pesquisa da UFSM contribui para criação de método nacional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Quem pega o ônibus da linha Universidade - Faixa Velha em direção à UFSM não sabe, mas cruza todos os dias por um dos quatro trechos de pavimentos asfálticos que são monitorados pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Pavimentação e Segurança Viária (<a href="https://www.facebook.com/grupogeppasv/">GEPPASV</a>) da UFSM. Esse monitoramento, que acontece periodicamente, consiste na coleta dados para o desenvolvimento de pesquisas que levaram a um novo método nacional de dimensionamento de pavimentos. A nova metodologia, que foi desenvolvida por meio de uma parceria entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia) e a Rede Temática de Asfaltos (da qual a UFSM faz parte), atualizou os procedimentos adotados no Brasil desde metade do século passado.

<img class="alignleft size-full wp-image-5284" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/02/ATUALIZADO_Asfalto_Box.jpg" alt="" width="800" height="1000" />

<strong>O novo método nacional de dimensionamento de pavimentos</strong>

O primeiro método de dimensionamento do pavimento asfáltico brasileiro, e que vinha sendo utilizado, foi idealizado pelo engenheiro Murillo Lopes de Souza e implementado na década de 1960. Para o professor do departamento de Transporte e um dos pesquisadores e coordenadores do GEPPASV Luciano Specht, o método na época foi revolucionário, contudo, ficou obsoleto. Tanto o volume de caminhões que circulam pelas rodovias quanto a capacidade em massa transportada aumentaram. “Se uma caixa d’água projetada em 1965 funcionaria nos dias atuais, pois a carga suportada por ela não mudou, o mesmo não acontece com as rodovias” argumenta Specht.

Com essa defasagem, em meados dos anos 2000, a Petrobras passou a articular parcerias com universidades federais para que, através de pesquisas científicas, fosse possível efetuar a atualização do modelo de dimensionamento asfáltico. “A preocupação da Petrobras na época era de que se o pavimento não fosse bem dimensionado, ele iria estragar mais cedo.” ressalta Specht. Assim, o desenvolvimento de uma nova metodologia traria economia nos custos com os asfaltos no país.

[caption id="attachment_5264" align="alignleft" width="1024"]<img class="wp-image-5264 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/02/asfalto-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Amostra de asfalto em aparelho que testa a resistência da mistura asfáltica. A amostra é prensada para verificar deformação ou fissura.[/caption]

Da aproximação com as universidades, a Rede de Tecnologia em Asfalto foi criada. “Para se fazer um método de dimensionamento de pavimentos, é preciso de uma série de pressupostos, de ensaios de materiais, de dimensionamento, de cálculos matemáticos e precisa também de uma calibração de campo.” diz Specht. Na época, a primeira medida tomada foi a compra de máquinas e instrumentos para que assim, as pesquisas pudessem ter início. A UFSM passou a integrar a rede a partir desses primeiros estágios.

Após o investimento em infraestrutura, as universidades passaram a implantar os trechos de pavimentos asfálticos para calibração. “Cada trecho possui em torno de 300 metros, os quais monitoramos semestralmente para coleta de dados” fala Specht. Em Santa Maria, além do trecho da avenida Roraima, há dois trechos na faixa velha e outro na avenida Hélvio Basso. O monitoramento periódico desses trechos é importante para a coleta de dados sobre como os pavimentos vão se degradando ao longo do tempo. Essas informações são armazenadas e alimentam um software que, a partir de determinados parâmetros, faz as modelagens estatísticas, das quais é possível tomar decisões de manutenção do asfalto.

O novo método, chamado de Medina, em homenagem ao engenheiro Jacques de Medina, um dos pioneiros na pesquisa da mecânica dos pavimentos no Brasil, leva em consideração os afundamentos em trilhas de roda- parâmetro já utilizado no método anterior. A novidade é que agora também são levadas em conta as trincas (pequenas aberturas) formadas pela fadiga da camada asfáltica.

<strong>O desenvolvimento científico gerado</strong>

Para chegar a uma atualização da metodologia, foram anos de pesquisa. “Tudo isso faz parte de um monitoramento. De seis em seis meses, nós fizemos um check-up completo do pavimento, como se fosse um exame de saúde. A gente pega esses dados, organiza e manda para a Petrobras. Eles sistematizam as informações, para calibrar o novo método”, comenta Specht.

E as pesquisas não devem parar. Os alunos de mestrado e doutorado ligados ao GEPPASV continuam trabalhando na coleta dos dados dos trechos monitorados em Santa Maria, como também desenvolvem investigações que visam a atualização no médio e longo prazo do Medina, e de como o país irá gerir os pavimentos asfálticos.

A engenheira civil e mestranda Debora Tanise Bordin atua no monitoramento dos trechos em Santa Maria para a montagem de um banco de dados, com diferentes parâmetros, como a quantidade de trincas (pequenas aberturas no asfalto) e tráfego. Essas informações são analisadas em ensaios comparativos para que se possa estabelecer modelagens estatísticas que indicam os níveis de degradação do asfalto.

[caption id="attachment_5263" align="alignleft" width="1024"]<img class="wp-image-5263 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/02/pesquisadores-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Da esquerda para a direita: Débora, Lucas e Bethania, pesquisadores do GEPPASV[/caption]

Já o doutorando Lucas Dotto Bueno, também engenheiro civil, investiga modelos de previsão de irregularidade do pavimento. “A irregularidade é um indicador de conforto do usuário. quando você está em um carro andando na rodovia e sente muita trepidação, significa que aquela rodovia está muito irregular”, explica Lucas. Esse indicador deve passar a integrar os contratos de concessão para o cuidado dos pavimentos.

A engenheira civil e mestranda Bethania Machado Correa investiga o que vem a ser o futuro na gestão dos pavimentos - a reciclagem do asfalto. De maneira mais específica, seus estudos enfocam o comportamento mecânico de misturas asfálticas feitas a partir de asfalto reciclado, ou seja, como diferentes misturas se comportam sob a ações mecânicas, como por exemplo, o impacto do trânsito no asfalto.

<strong>Reportagem</strong>: Luan Moraes Romero

<strong>Edição</strong>: Luciane Treulieb

<strong>Fotografia</strong>: Rafael Happke]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Representantes da Petrobras visitam a UFSM para conhecer laboratório de pavimentação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2018/10/11/representantes-da-petrobras-visitam-a-ufsm-para-conhecer-laboratorio-de-pavimentacao</link>
				<pubDate>Thu, 11 Oct 2018 20:37:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Asfalto]]></category>
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		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>

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						<description><![CDATA[Na última sexta-feira (5), Maria Helena Prisco Paraíso Ramos e Luis Alberto Herrmann do Nascimento, respectivamente gerente de produtos e consultor técnico da Petrobras, conheceram a sede do Grupo de Estudos e Pesquisas em Pavimentação e Segurança Viária (Geppasv). Na ocasião, eles estiveram acompanhados dos professores Luciano Specht, Deividi Pereira e Magnos Baroni, os três [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_45051" align="alignright" width="454"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/10/20181005_143726.jpg"><img class="wp-image-45051 " src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/10/20181005_143726.jpg" alt="" width="454" height="332" /></a> Visita técnica de representantes da Petrobras ocorreu na última sexta-feira (5)[/caption]

Na última sexta-feira (5), Maria Helena Prisco Paraíso Ramos e Luis Alberto Herrmann do Nascimento, respectivamente gerente de produtos e consultor técnico da Petrobras, conheceram a sede do Grupo de Estudos e Pesquisas em Pavimentação e Segurança Viária (Geppasv). Na ocasião, eles estiveram acompanhados dos professores Luciano Specht, Deividi Pereira e Magnos Baroni, os três do Departamento de Transportes da UFSM, além do diretor e da vice-diretora do Centro de Tecnologia, respectivamente Tiago Bandeira Marchesan e Tatiana Cervo Cureau, do reitor Paulo Afonso Burmann e do vice-reitor Luciano Schuch.

A programação da visita também contou com reuniões e apresentações de trabalhos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil. “Este momento foi muito importante, pois marca o encerramento de uma etapa e a preparação para novos desafios, que só foram possíveis com a participação dos investimentos da Petrobras”, disse o professor Luciano Specht, que é coordenador do projeto Aquisição de Equipamentos para o Laboratório de Materiais de Construção Civil da UFSM para a Realização de Pesquisas em Ligantes e Pavimentos Asfálticos.

A parceria da Petrobras com o Geppasv remonta ao ano de 2010. Desde então, segundo o professor Specht, a empresa já aportou nesse núcleo de pesquisa mais de R$ 7 milhões em equipamentos e bolsas. Dos quatro projetos resultantes dessa parceria, apenas um está em andamento; os restantes já foram concluídos. Em colaboração, a universidade investiu cerca de R$ 800 mil na reforma da área física localizada junto ao Laboratório de Materiais de Construção Civil, no prédio 10 do Centro de Tecnologia (CT). Specht conta orgulhoso que “o laboratório de ligantes que nós temos aqui é o único do estado. Completo, igual a esse, nós temos só mais dois no Brasil: o da própria Petrobras e o da USP.”

Todo investimento é voltado para a pesquisa de um novo método de dimensionamento brasileiro para que o desempenho de pavimentos seja mais efetivo. Nesse sentido, o Geppasv trabalha integrado à Rede Temática de Asfaltos, formada por várias universidades e pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Com a infraestrutura laboratorial existente, podem ser realizados na UFSM estudos e pesquisas para a caracterização de ligantes asfálticos, caracterização mecânica de materiais a partir de ensaios dinâmicos e para a realização de levantamentos de irregularidade longitudinal e afundamentos de trilha de roda de pavimentos experimentais em serviço.

<em>Com informações e foto do Núcleo de Divulgação Institucional do CT</em>]]></content:encoded>
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