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				<title>“Em tempos de terror, morreu a poesia?”: Grupo de Estudos Cálice discute a arte como resistência na Ditadura Civil-Militar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/02/em-tempos-de-terror-morreu-a-poesia-grupo-de-estudos-calice-discute-a-arte-como-resistencia-na-ditadura-civil-militar</link>
				<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 17:52:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura civil-militar]]></category>
		<category><![CDATA[grupo cálice]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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						<description><![CDATA[Seminário reuniu apresentações artísticas, exibição de documentário e mesas de debate na UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="482" data-end="858">O dia 31 de março marca os 62 anos da instauração da Ditadura Civil-Militar no Brasil. Em alusão à data, o Grupo de Estudos Cálice, projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), promoveu três dias de atividades que abordaram as artes como forma de resistência durante o período. A programação iniciou na segunda-feira (30) e encerrou na quarta-feira (1º).</p>
<h3 data-section-id="1gxmsu9" data-start="860" data-end="889">Arte aliada à resistência</h3>
<p data-start="891" data-end="1135">O Cálice atua na preservação da memória sobre o regime militar, por meio de atividades que estimulam o debate sobre o período. Neste ano, na véspera dos 62 anos do golpe, o grupo propôs reflexões sobre o papel da arte em contextos de repressão.</p>
<p data-start="1137" data-end="1362">Na segunda-feira (30), ocorreu o seminário <em data-start="1180" data-end="1233">A música como resistência na Ditadura Civil-Militar</em>, com apresentação musical de João Neto e Bruno Sena, seguida de debate com Rejane Miranda, Pylla Kroth, João Neto e Fábio Lopes.</p>
<p data-start="1364" data-end="1643">Já na terça-feira (31), as discussões se voltaram à literatura e ao cinema como formas de resistência. A programação incluiu a exibição do documentário <em data-start="1516" data-end="1530">A entrevista</em> (Helena Solberg, 1966) e mesa de debates com Alexandre Maccari, Julia Lopes, Paola Schumacher e Bruna Montagner.</p>
<h3 data-section-id="fzyxx2" data-start="1645" data-end="1665">Teatro e memória</h3>
[caption id="attachment_72377" align="alignright" width="500"]<img class=" wp-image-72377" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9175-300x200.jpg" alt="" width="500" height="333" /> Peça retratou diferentes momentos de censura vividos durante períodos de repressão[/caption]
<p data-start="1667" data-end="1939">O encerramento, na quarta-feira (1º), contou com a apresentação da peça <em data-start="1739" data-end="1759">O olho que tudo vê</em>, do teatro juvenil da Escola Municipal de Artes Eduardo Trevisan (EMAET). A performance, criada por 14 estudantes adolescentes, retratou, de forma simbólica, diferentes momentos de censura vividos durante períodos de repressão.</p>
<p data-start="1941" data-end="2323">A professora, diretora da peça e doutoranda em Educação pelo programa de Pós-graduação em Educação da UFSM, Dulce Morschbacher, explica que o objetivo foi articular elementos do passado e da atualidade. A encenação trouxe críticas em tom acessível e apresentou experiências de repressão em diferentes contextos históricos. Durante toda a performance, o personagem “O olho que tudo vê” permaneceu onipresente, silencioso e vigilante, auxiliando os militares.</p>
<p data-start="2325" data-end="2757">Na narrativa, sob a imposição de decretos autoritários que proíbem cores, memórias e até a expressão individual, os personagens têm suas identidades apagadas em nome de uma suposta ordem coletiva. Entre o medo e a obediência, surgem gestos de resistência e fragmentos de criatividade que insistem em sobreviver. Ao confrontarem o “Olho”, os cidadãos redescobrem sua humanidade e desafiam o sistema que tenta reduzi-los ao invisível.</p>
<p data-start="2759" data-end="2960">A peça inspira-se em obras como <em data-start="2791" data-end="2797">1984</em>, de George Orwell (1949), e <em data-start="2826" data-end="2846">Cadeiras proibidas</em>, de Ignácio de Loyola Brandão (1988), configurando-se como uma alegoria sobre controle, identidade e resistência.</p>
<p data-start="2962" data-end="3269">Após a apresentação, um debate Dulce Morschbacher e o historiador Atílio Alencar abordou a trajetória do teatro em Santa Maria. A mediação foi da historiadora e arquivista Glaucia Konrad, que destacou: “O teatro, a música e a literatura são o que mais precisamos nesses tempos”.</p>
<h3 data-section-id="1tt3i69" data-start="3271" data-end="3291">Conheça o Cálice</h3>
<p data-start="3293" data-end="3505">O Cálice é um grupo de estudos dedicado à Ditadura Civil-Militar e suas conexões, composto por estudantes dos cursos de História e Ciências Sociais. A coordenação é dos professores Glaucia Konrad e Diorge Konrad.</p>
<p data-start="3507" data-end="3687">O nome do projeto faz referência à música <em data-start="3549" data-end="3557">Cálice</em>, de Chico Buarque e Milton Nascimento, lançada em 1978 e símbolo da resistência à censura e à repressão durante o regime militar.</p>
<p data-start="3689" data-end="4136">Segundo o professor Diorge, a escolha do nome também está ligada a uma experiência pessoal. “O nome do projeto surgiu não só pela música, mas por uma situação que eu mesmo presenciei na escola”, relata. Ele conta que, durante uma aula no ensino médio, um professor repreendeu um aluno de forma autoritária. Em resposta, Diorge começou a cantar: “Pai, afasta de mim esse cálice”, evocando a canção como forma de resistência simbólica.</p>
<p data-start="4138" data-end="4300"><em>Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br data-start="4217" data-end="4220" /><em>Fotos: Mathias Ilnick, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
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													</item>
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				<title>62 anos do Golpe: As Marcas da Ditadura na "Cidade Partida”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/31/golpe-santa-maria</link>
				<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:52:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura civil-militar]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura em santa maria]]></category>
		<category><![CDATA[golpe 64]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>

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						<description><![CDATA[O aniversário do golpe civil-militar de 1964 resgata memórias da repressão e analisa o impacto do regime militar em Santa Maria
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IMG_6607-1-1024x768.jpg" alt="Foto colorida horizontal da fachada do prédio da Antiga Reitoria. A imagem mostra o prédio a partir de uma vista de baixo para cima. No momento da foto, a céu está firme e azulado." />											<figcaption>Quinto andar do antigo prédio da Reitoria, no Centro de Santa Maria, abrigou Assessorias Especiais de Serviço de Informações (AES), que monitora estudantes e professores (Foto: Daniel Michelon De Carli)</figcaption>
										</figure>
		<p>No dia trinta e um de março, o golpe que instaurou a Ditadura Civil-Militar no Brasil completa 62 anos. Em Santa Maria, uma cidade marcada pelo trem e pela farda, a data é marcada como um registro nos livros de história e uma cicatriz que ainda vive na memória de quem viveu a repressão.</p><p>Nos anos 1960, o dia de um grupo de jovens normalmente terminava em um pátio na Rua Pinheiro Machado. Ali, nos fundos da casa de um advogado local, estudantes jogavam futebol. Entre os rostos suados e a disputa pela bola, estava um futuro capitão do Exército que, ocasionalmente, juntava-se à "pelada". Para o jovem estudante secundarista do Maneco, Dartagnan Luiz Agostini, aquele era apenas o irmão de um colega. Ele não sabia, mas anos depois, o mesmo homem que dividia o gramado com ele seria o rosto do terror em um dos porões mais sombrios do país.</p><h3><b>Um ciclo de rupturas</b></h3><p>O professor de história do Colégio Politécnico da UFSM, Leonardo Botega, explica que 1964 não foi um evento isolado. "Foi o fechamento de um ciclo de tentativas de tomadas de poder que vinha desde o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e as crises de 55, 56, 59 e 61", contextualiza.<br />Segundo Botega, o discurso oficial da época, alimentado por setores da imprensa empresarial e das elites rurais, vendia a ideia de uma "Revolução Democrática" para salvar o país de uma suposta "República Sindicalista" liderada por João Goulart. "O real motivo foi a oposição ferrenha às Reformas de Base. Era a lógica da manutenção dos interesses empresariais e latifundiários acima de tudo", destaca o professor.</p><h3><b>Santa Maria, a “Cidade Partida”</b></h3><p>Enquanto a ditadura iniciava no país, Santa Maria ganhava contornos de "Cidade Partida", termo utilizado pelo professor e historiador da UFSM, Diorge Konrad, para descrever a divisão entre a forte tradição trabalhista dos ferroviários e o massivo contingente militar da região.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Santa Maria já era o segundo maior contingente militar e tinha uma tradição trabalhista consolidada. A cidade se dividiu", explica Konrad. De acordo com o docente do Departamento de História e um dos coordenadores do <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/2026/03/30/grupo-calice-da-ufsm-discute-a-arte-como-resistencia-a-ditadura-civil-militar">Cálice</a> - Grupo de Estudos sobre a Ditadura Civil-Militar, a repressão no município foi imediata e estratégica. "Os ferroviários, que tentaram uma greve no primeiro dia de abril daquele ano, foram os primeiros alvos. <a style="text-decoration: none" href="https://memoriasdaditadura.org.br/personagens/onofre-ilha-dornelles/">Onofre Dornelles</a> foi preso, torturado no Regimento Mallet e morreu na Casa de Saúde em decorrência das sequelas. Foi o primeiro morto pela ditadura na cidade", revela.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Dentro da UFSM, Konrad aponta que, a partir de 1968, com o <a href="https://www.gov.br/memoriasreveladas/pt-br/centrais-de-conteudo/destaques/ai-5-nunca-mais#:~:text=Em%2013%20de%20dezembro%20de,aprofundando%20a%20repress%C3%A3o%20no%20Brasil.">AI-5</a>, a vigilância tornou-se cotidiana por meio das Assessorias Especiais de Serviço de Informações (AES), instaladas no quinto andar da reitoria. "Temos registros de mais de mil documentos do Serviço Nacional de Informações (SNI) vigiando estudantes e professores. A universidade era um laboratório da vigilância", pontua.</p><h3><b>“Boêmio, Carreteiro e Vanguarda”</b></h3><p>A luta pela resistência ocupava as mesas de bar da cidade. No livro “<i>Relatos de um militante</i>”, Dartagnan conta que, na Avenida Rio Branco, o Moby Dick, era o porto seguro da intelectualidade progressista da época. "Tínhamos poucos recursos, o consumo era mínimo, mas o proprietário, o Cláudio, nos oferecia um carreteiro gratuito a cada ano", conta Dartagnan. Esses encontros boêmios serviram de base para a criação do Grupo Vanguarda Cultural. Ali, entre intelectuais e estudantes, debatia-se a cultura como ferramenta fundamental para coesionar a sociedade brasileira contra o regime. Para Dartagnan e seus pares, fazer cultura era um ato político de formação da juventude para o fim da ditadura e a redemocratização do país.</p>		
													<img width="1024" height="828" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/mvimento-cultural-1024x828.jpeg" alt="Foto em tons de cinza. semelhante a um recorte de jornal, com dez homens, sendo oito sentados à mesa. Todos estão com camisas e têm cabelos curtos escuros ou claros. Alguns usam óculos. Os outros dois homens são o garçon e um home no balcão ao fundo." />													
		<h3><b>Do congresso clandestino para os porões do DOI-CODI</b></h3><p>Dartagnan viveu essa vigilância na pele. Em 1967, ele era um dos dois delegados escolhidos por Santa Maria para participar do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Belo Horizonte, um evento que ocorria no porão de uma igreja. "O movimento estudantil era aberto antes de 1964. Depois, foi cerceado. Em Santa Maria, éramos poucos, cerca de 3 mil universitários, mas uma vanguarda organizada", recorda.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A aventura clandestina terminou em prisão. Segundo Dartagnan, o cárcere se deu após um acordo de "salvaguarda" que não foi cumprido pela polícia estadual. Ele e outros estudantes, incluindo o futuro político e estudante de direito na época, Tarso Genro, foram capturados pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Ficamos dias incomunicáveis. Havia uma tortura psicológica forte: 'nós vamos te matar, sabemos quem é você', mas ainda não havia a agressão física sistemática. A repressão ainda não era 'científica’ ", conta.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A consciência da dor veio anos depois. Já formado em engenharia e trabalhando em uma obra da Petrobras na Serra do Mar, Dartagnan foi preso novamente em 1971. O destino foi o DOI-CODI, em São Paulo, o epicentro da Operação Bandeirante. Ali, o engenheiro reencontrou o "companheiro de futebol" de Santa Maria: o agora Major Carlos Brilhante Ustra, chefe do centro de tortura.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Ele me perguntou: 'sabe quem eu sou?'. Eu disse: 'claro, te conheço do bairro Pinheiro Machado'. Ele ficou meio chateado com a resposta", relata Dartagnan.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O engenheiro passou dois meses em São Paulo e outros dois no DOPS, em Porto Alegre. Ele descreve um método de desestruturação psíquica: "Eles te chamavam na cela, faziam um carnaval, davam choque e te mandavam embora. Duas horas depois, te buscavam de novo. Tu nunca sabia quando tinha terminado. O objetivo era não te deixar raciocinar".</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O jogo era pela sobrevivência. "Tu fica psicologicamente destroçado. Tem que ter muita força de vontade para não cair no desespero. Eu queria sobreviver, mas não queria contar nada que causasse a morte ou a prisão de mais ninguém. Era um jogo de medir o que falar", explica. </p>		
										<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Dartgnan-em-1982-683x1024.jpeg" alt="Foto em tons de cinza vertical de um homem adulto com cabelo escuro e curto, com bigode. Ele usa uma camisa social de manga longa com bolso de cor clara." />											<figcaption>Engenheiro Dartagnan Agostini em 1982 (Foto: Arquivo pessoal)</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Atestado-do-DOPS-Santa-Maria-768x1024.jpeg" alt="Página de reprodução de documento do DOPS com texto datilografado em preto." />											<figcaption>Ficha do DOPS - Santa Maria do engenheiro em 1966/ Imagem: Arquivo pessoal</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>O dever da memória e a herança do silêncio</b></h3><p>A saída dos militares, descrita por eles como "lenta, gradual e segura", deixou heranças que os historiadores apontam como entraves para a democracia atual. Para Leonardo Botega, a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6683.htm">Lei de Anistia de 1979</a> garantiu a não punição de torturadores e moldou uma estrutura frágil. "A transição criou um grande problema: a lógica da não punição aliada à autonomia militar. Isso gera uma perspectiva social aberta aos negacionismos", alerta o professor.</p><p>Diorge Konrad reforça que o autoritarismo ainda molda a formação social brasileira. "O Brasil possui uma sociedade fortemente autoritária. Estruturas como a autonomia das polícias militares estaduais são heranças vivas desse período. Temos a polícia que mais mata e que mais morre, atuando em guerra permanente contra a sociedade civil", enfatiza.</p><p>Dartagnan Agostini, que após o exílio interno e a redemocratização decidiu cursar História, transformou sua vivência em objeto de estudo. Sua motivação? A plena consciência de que a luta de sua geração era por um Brasil que diminuísse a disparidade entre ricos e pobres, um projeto que, segundo ele, foi abortado pelo golpe.</p><p>Hoje, aos 83 anos, o engenheiro e historiador guarda as marcas psicológicas e a compreensão de que o silêncio é a ferramenta predileta do autoritarismo. A história de Dartagnan serve como um lembrete: a democracia não é um estado permanente, mas uma construção que exige, acima de tudo, o fim do esquecimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Texto: Isadora Bortolotto, estudante de Jornalismo e voluntária na Agência de Notícias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Imagens: Reprodução do livro “Relatos de um militante”, de Dartagnan Agostini, e Arquivo Pessoal</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Foto</b>: Daniel Michelon De Carli, designer</p><p>Edição: Maurício Dias, jornalista</p>]]></content:encoded>
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