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				<title>Pesquisadores da UFSM contribuem em estudo que encontrou mais de 12 mil espécies no bioma Pampa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/06/02/pesquisadores-da-ufsm-contribuem-em-artigo-que-encontrou-mais-de-12-mil-especies-no-bioma-pampa</link>
				<pubDate>Fri, 02 Jun 2023 14:19:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[O intuito é conscientizar a população sobre a preservação do bioma]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/Destaque-Bioma-Pampa.jpg"><img class="alignright  wp-image-62413" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/Destaque-Bioma-Pampa.jpg" alt="" width="495" height="382" /></a>Um <a href="https://escholarship.org/uc/item/7tp2k884" target="_blank" rel="noopener">estudo recém-publicado na revista Internacional Frontiers of Biogeography</a> aponta a presença de mais de </span>12.500 espécies<span style="font-weight: 400"> atualmente conhecidas no bioma Pampa, entre plantas, animais, fungos e outros micro-organismos. Pesquisadores da UFSM participaram do estudo, que teve como um dos principais objetivos mostrar a </span>importância do bioma Pampa para a preservação da biodiversidade<span style="font-weight: 400">. A pesquisa mostrou que o 2º menor bioma do Brasil é rico em espécies e território e abriga 9% da biodiversidade do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Denominado “</span><em>12,500+ and counting: biodiversity of the Brazilian Pampa</em><span style="font-weight: 400">” (“12.500 e contando: biodiversidade do Pampa brasileiro”), o artigo foi o </span>primeiro grande inventário<span style="font-weight: 400"> feito sobre o bioma Pampa no Brasil, reunindo mais de </span>120 pesquisadores de 70 instituições de pesquisa<span style="font-weight: 400">, sendo liderado pelo professor Gerhard Overbeck e os pesquisadores de pós-doutorado Bianca Ott Andrade e William Dröse, do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para esse estudo, foram reunidos especialistas de cada assunto, e cada um deles contribuiu com os dados que já possuíam de outras pesquisas e inventários, numa grande compilação sobre a</span> biodiversidade do bioma Pampa<span style="font-weight: 400">. A grande contribuição dessa pesquisa é o fato de que, pela primeira vez, foi reunida em um grande inventário, com o intuito de mostrar à sociedade como é amplo o número de espécies presentes no ambiente campestre e a importância em se preservar esse lugar, desmontando a ideia de que campo não tem valor científico, e que só teria utilidade quando transformado em lavoura. A ideia, a partir de agora, é realizar atualizações periódicas conforme o surgimento de novos dados.</span></p>
<h3>Contribuição da UFSM</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A professora </span>Sonia Terezinha Zanini Cechin, do Departamento de Ecologia e Evolução do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM, é co-autora<span style="font-weight: 400"> do artigo, e contribuiu com dados do grupo de anfíbios. </span><span style="font-weight: 400">Ela conta que a principal característica do Pampa é ser um </span>bioma campestre<span style="font-weight: 400">, chamado de <em>grassland</em>, que seriam vegetações terrestres caracterizadas pela predominância da vegetação graminoide (capins, gramas ou relvas). O clima temperado, com temperaturas médias entre 13°C e 17°C, garante ao bioma características únicas. No Brasil, ele compreende a </span>metade sul do Rio Grande do Sul<span style="font-weight: 400">, sendo um dos menores biomas encontrados no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Todo bioma, independente de seu tamanho, tem sua relevância, porque cada bioma possui espécies endêmicas - </span>espécies que só ocorrem exclusivamente em uma determinada região geográfica<span style="font-weight: 400">. Nesse bioma, </span>existem muitas espécies endêmicas, por isso, quando uma delas é extinta, ela é extinta de todo o planeta<span style="font-weight: 400">. E cada vez mais esse processo está acontecendo de maneira muito rápida, às vezes, em até algumas décadas”, explica Sonia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo ela, os números encontrados no estudo mostram que o Pampa é </span><em>hotspot</em> - áreas do planeta com presença de grande biodiversidade <span style="font-weight: 400">e que estão passando por processos destrutivos (ameaças causadas por ação humana). Assim, ao se fomentar determinadas atividades agronômicas, precisa-se estudar que consequências elas podem trazer às espécies. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A professora Sonia ainda ressalta que a sociedade tem uma ideia que preservar é plantar floresta. Porém, o bioma Pampa não é de floresta. Mesmo assim, não se torna menos importante. Nesse caso, a preservação é feita quando se mantêm os campos naturais.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Da UFSM, também estiveram envolvidos no artigo, trazendo suas contribuições de dados de pesquisas, os autores </span>Bruna Marmitt Braun, Mayara Escobar da Silva, Elaine Maria Lucas, professora do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas do Campus Palmeira das Missões, e Pedro Joel Silva da Silva Filho, professor do Departamento de Biologia do CCNE<span style="font-weight: 400">.</span></p>
<h3>Sobre o bioma Pampa</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Pampa é um bioma partilhado que se estende pelo Brasil, Argentina e Uruguai, ocupando uma área total de 700 mil quilômetros quadrados. Cerca de </span>dois terços da área do Rio Grande do Sul<span style="font-weight: 400"> são ocupados pelo Pampa, uma extensa área de </span>campo natural<span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A </span>Lei 12.651<span style="font-weight: 400">, conhecida como Lei de Proteção da Vegetação Nativa, estabeleceu que </span>20%<span style="font-weight: 400"> de cada propriedade rural deve ser preservada como “</span>reserva legal<span style="font-weight: 400">”. Porém, na prática, </span>menos de 3% desta vegetação de fato é preservada, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima<span style="font-weight: 400">. Um dos motivos que levam à não preservação desse bioma seria o fato que se tratam de </span>plantas rasteiras de larga escala, o que facilita a remoção<span style="font-weight: 400"> para o plantio e a transformação em lavouras. </span><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Tatiane Paumam, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias<br /></span><span style="font-weight: 400">Arte: Unidade de Comunicação Integrada<br /></span><span style="font-weight: 400">Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</span></em></p>
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