<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>UFSM - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/busca?q=&#038;tags=horta-comunitaria&#038;rss=true" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br</link>
			<description>Universidade Federal de Santa Maria</description>
			<lastBuildDate>Wed, 13 May 2026 00:15:48 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>UFSM</title>
	<link>https://www.ufsm.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Horta urbana auxilia no enfrentamento da insegurança alimentar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/07/horta-urbana-auxilia-no-enfrentamento-da-inseguranca-alimentar</link>
				<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 17:02:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[extensao]]></category>
		<category><![CDATA[horta comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[horta urbana]]></category>
		<category><![CDATA[horte neide vaz]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72215</guid>
						<description><![CDATA[Moradores do residencial Dom Ivo Lorscheiter garantem alimentos e fonte de renda por meio da plantação de legumes, verduras e temperos sem agrotóxicos
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9954-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de uma área de cultivo em uma horta. No centro da imagem há um canteiro coberto por uma estrutura arqueada com tecido agrícola cinza, utilizado para proteger as plantas. Ao redor do canteiro, crescem diversas plantas, incluindo pés de milho com folhas verdes altas. Ao fundo, aparecem mais áreas de plantio, vegetação e algumas casas do bairro. O céu está nublado." />											<figcaption>Horta urbana em atividade desde 2018 já chegou a reunir 20 famílias na produção
</figcaption>
										</figure>
		<p>Com um sorriso no rosto e um jeito calmo de falar, Luiz Antônio Loreto, 52 anos, nos recebe entre os canteiros da horta agroecológica comunitária Neide Vaz,&nbsp; localizada no loteamento Dom Ivo Lorscheiter, no bairro João Luiz Pozzobon. Mestre Militar, como é conhecido, guia nossa reportagem entre os canteiros em fase de replantio, depois de um verão quente que prejudicou a produção. “Aqui era um depósito de lixo”, conta enquanto nos mostra quais tipos de alimentos são plantados ali.</p>
<p>Alface, milho, couve, temperos e ervas medicinais estão entre os itens produzidos sem o uso de agrotóxicos na horta. Desde 2018, o espaço tem sido uma alternativa para os moradores terem acesso a alimentos frescos e saudáveis. Além disso, a iniciativa contribui para a geração de renda, já que o excedente é vendido entre os vizinhos.&nbsp;</p>
<p>A horta quebra a paisagem da região, composta por 578 casas de porta e janela, de 39,8 metros quadrados cada. O loteamento tem poucas árvores em suas ruas principais. Construídas entre 2013 e 2015, com recursos do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal em parceria com a Prefeitura de Santa Maria, as moradias foram entregues por meio de sorteio para pessoas em vulnerabilidade social.&nbsp;</p>
<p>Já a área de plantio surgiu por iniciativa dos moradores da comunidade, ligada a um projeto social de capoeira existente no bairro. “Nós estávamos em uma reunião, logo depois de assumirmos a associação comunitária. Naquele dia estava presente a irmã Lourdes Dill - coordenadora, na época, do Projeto Esperança/Cooesperança - , que nos apresentou ao Juarez, que é da UFSM”, conta. Com isso, a horta começou a receber auxílio técnico do programa de extensão “Hortas Comunitárias em Santa Maria - Segurança alimentar e economia solidária”, coordenado pelo zootecnista Juarez Felisberto, da UFSM.&nbsp;</p>
<p>Militar nos apresenta Isabel Soares, empregada doméstica de 57 anos, nova integrante da Neide Vaz. Natural de Arroio do Sol, ela conta que está ansiosa para cultivar seu primeiro canteiro: “como a gente compra tudo no mercado, para nós vai ser uma vantagem muito boa. E outra coisa é que aqui não tem esses produtos com veneno. Direto daqui para casa, vai ser bem melhor”, afirma.&nbsp;</p>
<p>Ao todo, são 17 canteiros divididos entre as dez famílias que cultivam no local. Cada canteiro é cuidado por uma família ou morador. E quando alguém da comunidade tem interesse, pode solicitar um espaço para o plantio. Durante a pandemia de Covid-19, a horta chegou a ter cerca de 20 famílias cultivando.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>		
										<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9921-683x1024.jpg" alt="Foto vertical colorida de um homem negro, de meia-idade e sorrindo. A imagem o mostra do peito para cima e olhando para o lado direito. Ele tem cabelos curtos e grisalhos, usa uma camiseta branca com a inscrição “Capoeira Berimbau” e um emblema colorido no peito. No pescoço, utiliza um colar de contas escuras. Suas mãos aparecem à frente do corpo, como se estivesse gesticulando enquanto fala. Ao fundo, desfocado, há vegetação verde alta. O céu aparece nublado acima da paisagem." />											<figcaption>Luiz Antônio Loreto, conhecido como Mestre Militar, foi um dos fundadores da horta e atualmente é presidente da associação de moradores. 
</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Mudança que se percebe no prato </b></h3><p>Mais do que garantir alimentos frescos, a horta Neide Vaz ajuda a mudar hábitos da comunidade. Segundo o Mestre Militar, muitas crianças do bairro João Luiz Pozzobon tinham uma alimentação baseada em produtos industrializados. “No começo, era muito macarrão instantâneo e salsicha. Verdura quase não entrava no prato das crianças”, lembra da realidade que tem se modificado. </p><p>No local do empreendimento agroecológico, também funciona uma cozinha solidária semanal, que distribui refeições para moradores da comunidade e de bairros próximos, sempre utilizando alimentos que foram produzidos ali mesmo. </p><p>A experiência da horta Neide Vaz não é um caso isolado. Em Santa Maria, iniciativas semelhantes de agricultura urbana têm crescido como alternativa para ampliar o acesso da população a alimentos de qualidade. Atualmente são quatro hortas comunitárias em atividade na cidade e outras três em processo de implementação. </p><p>De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Marcelo Dalla Corte, Santa Maria foi selecionada como um dos municípios prioritários para a implementação do projeto Horta Mais Comunitária, devido aos indicadores de vulnerabilidade socioeconômica. No município, o projeto prevê a criação de duas novas hortas urbanas, que serão construídas nos bairros Nova Santa Marta e Carolina.</p>		
													<img width="1024" height="628" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/mapa-v2-1024x628.jpg" alt="Mapa ilustrado da cidade de Santa Maria, em tons claros de bege e marrom, mostrando ruas e bairros da área urbana. No topo da imagem está o título “Hortas urbanas em atividade em Santa Maria”. Sobre o mapa são destacados quatro locais onde existem hortas urbanas. Cada horta aparece identificada por placas de madeira ilustradas com a palavra “horta”, acompanhadas de desenhos coloridos de alimentos como milho, cenoura, berinjela, tomate e alface. A primeira placa, em vermelho, está situada ao noroeste, e está identificada como sendo a Horta da Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM). No Oeste, uma placa verde indica a Horta Cipriano da Rocha, no bairro Pinheiro Machado. No Leste, duas placas situadas no bairro Diácono João Luíz Pozzobon. A primeira, em roxo, sinaliza a Horta Renova Vidas. A segunda, em laranja, aponta onde fica a Horta Neide Vaz." />													
		<h3><b>Do campo à cidade </b></h3><p>De acordo com o <a href="https://www.un.org/development/desa/en/news/population/2018-revision-of-world-urbanization-prospects.html">Relatório Mundial de Cidades de 2022</a>, da Organização das Nações Unidas (ONU), 68% da população mundial residirá em áreas urbanas até 2050. A projeção para o Brasil é de que a urbanização chegue a 92% para o mesmo período. Em 2022, <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41901-censo-2022-87-da-populacao-brasileira-vive-em-areas-urbanas">esse percentual era de 87%</a>, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p><p>“Há cerca de 50 anos, menos de 60% das pessoas viviam nas cidades no Brasil. Hoje já temos quase 90% da população vivendo em áreas urbanas", destaca a professora e pesquisadora Rita Pauli, coordenadora do Grupo de Trabalho em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (GT-SSAN) da UFSM, sobre o processo de urbanização brasileira. </p><p>A professora alerta que, com apenas 10% da população vivendo no campo, não é mais possível que a produção de alimentos fique concentrada em áreas rurais. “A agricultura urbana é essencial por diferentes fatores, principalmente pela preocupação com a segurança alimentar”, complementa. Conforme a prefeitura de Santa Maria, cerca de 11% da população da cidade sofre com algum nível de insegurança alimentar, seja ela leve, moderada ou grave, o que representa 29.835 pessoas, segundo levantamento de 2023.  </p><p>Rita defende que, além de combater a insegurança alimentar, é necessário pensar em segurança nutricional. “Não adianta ser qualquer tipo de alimento. É preciso que sejam saudáveis. Por isso a importância das hortas urbanas nesse contexto”, aponta. Segundo ela, a agricultura urbana também pode contribuir para a inclusão social e para melhorar a renda de famílias em vulnerabilidade. .</p>		
													<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/dados-infografico-populacao-urbana-1024x576.jpg" alt="A primeira está situada ao noroeste, e está identificada com uma placa vermelha como sendo a Horta da Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM). No Oeste, uma placa verde indica a Horta Cipriano da Rocha, no bairro Pinheiro Machado. Ao Sul, uma placa em roxo sinaliza a Horta Renova Vidas, no bairro Diácono João Luiz Pozzobon. E, ao Leste, uma placa em laranja aponta onde fica a Horta Neide Vaz, no bairro Dom Ivo Lorscheiter." />													
		<h3><b>Uma barreira contra os ultraprocessados </b></h3><p>No bairro João Luiz Pozzobon, a horta tem se tornado uma espécie de barreira contra o avanço do consumo de <a href="https://www.ufsm.br/2025/06/04/entenda-como-ler-rotulos-de-alimentos">ultraprocessados</a>, formulações industriais feitas de substâncias extraídas de alimentos, como óleos, gorduras, açúcar e proteínas. Os ultraprocessados contém pouco ou nenhum alimento inteiro. Em geral, são considerados prejudiciais à saúde por serem pobres nutrientes e ricos em gorduras saturadas e trans, açúcares, sódio e aditivos. Entre os exemplos estão os pratos prontos industrializados, os embutidos, os cereais matinais, as bolachas, os salgadinhos, os refrigerantes, os energéticos, os sucos de caixinha, os fast foods, os sorvetes, as barras de cereais e os molhos prontos. </p><p>De acordo com o professor e pesquisador da área de Geografia da Alimentação, Cleder Fontana, as pessoas que vivem nas cidades estão com uma rotina cada vez mais corrida e, por isso, acabam recorrendo a ultraprocessados por praticidade.     </p><p>Além disso, o professor acredita que a publicidade voltada aos ultraprocessados acaba influenciando as pessoas a ingerirem esse tipo de alimento. De acordo com <a href="https://www.thelancet.com/series-do/ultra-processed-food">dados publicados</a> por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) na revista inglesa Lancet, a participação de ultraprocessados na alimentação dos brasileiros mais que dobrou desde os anos 1980, passando de 10% para 23%. “As pessoas cada vez mais tem se tornado reféns daquilo que a mídia propaga e acabam consumindo alimentos prejudiciais para sua própria saúde”, salienta.  </p><p>No entanto, Cleder acredita que esse cenário pode se reverter. “As hortas têm um papel pedagógico, sobretudo para pessoas que já não têm mais uma convivência no dia a dia com a agricultura e não sabem como se produz um alimento. Produzir envolve muitos conhecimentos, desde a fertilidade do solo, as épocas do ano para plantio e o tempo entre plantar, o desenvolvimento da planta e a colheita”, elucida.</p><p>Para o pesquisador, as hortas comunitárias são uma barreira visível para o avanço dos ultraprocessados na alimentação dos brasileiros e um aliado na segurança alimentar. “Essas iniciativas podem auxiliar as pessoas a comerem menos alimentos ultraprocessados e a terem uma maior soberania alimentar, principalmente nas áreas periféricas, onde o poder aquisitivo é menor”, contextualiza o geógrafo. </p><p><i><b>Texto:</b> João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias</i></p><p><i><b>Fotos:</b> Jessica Mocelin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><i><b>Artes gráficas:</b> Daniel Michelon De Carli, designer</i></p><p><i><b>Edição:</b> Maurício Dias, jornalista</i></p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9927-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de um cacho de frutas verdes pendendo de um galho de árvore. As frutas têm formato arredondado, semelhantes a laranjas ou limões ainda verdes. Elas estão agrupadas no centro da imagem e cercadas por folhas alongadas de cor verde. O fundo aparece desfocado." />											<figcaption>Devido ao verão rigoroso, produção em 2025 gerou pouco itens, como frutos cítrícos
</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Comissão de Extensão do Centro de Ciências Rurais divulga o resultado final do Edital Destaque Extensionista CCR 2022</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2022/08/09/comissao-de-extensao-do-centro-de-ciencias-rurais-divulga-o-resultado-final-do-edital-destaque-extensionista-ccr-2022</link>
				<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 17:41:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agroindústria]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[horta comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/?p=6768</guid>
						<description><![CDATA[Todos os projetos de extensão desenvolvidos no Centro de Ciências Rurais merecem reconhecimento, alguns deles obtiveram ótimos resultados e por isso a Comissão de Extensão do CCR lançou o Destaque Extensionista CCR 2022.Neste Edital foram premiadas duas categorias: Extensionista Docente e Extensionista Externo. DESTAQUE EXTENSIONISTA DOCENTEPROF.ª DR.ª NEILA SILVIA PEREIRA DOS SANTOS RICHARDS Docente do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Todos os projetos de extensão desenvolvidos no Centro de Ciências Rurais merecem reconhecimento, alguns deles obtiveram ótimos resultados e por isso a Comissão de Extensão do CCR lançou o Destaque Extensionista CCR 2022.<br />Neste Edital foram premiadas duas categorias:</p>
<ul>
<li>Extensionista Docente e</li>
<li>Extensionista Externo.<br /><br /></li>
</ul>
<p><strong>DESTAQUE EXTENSIONISTA DOCENTE</strong><br /><strong>PROF.ª DR.ª NEILA SILVIA PEREIRA DOS SANTOS RICHARDS</strong></p>
<p><img class="" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/03/Foto-Neila.jpg" alt="Mulheres sustentáveis e transformadoras: Neila Richards e a ODS 2 – UMA" width="326" height="298" /></p>
<p>Docente do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFSM. Coordena ações de extensão voltadas a qualificar a comunidade, produtos e serviços, principalmente com ênfase no trabalho social, com a finalidade de fortalecer a função produtiva, promovendo, desta forma, o acesso à inclusão do principal ator, ou seja, os participantes/munícipes que necessitem de orientações pontuais, no processo produtivo, nas ações de inovação, na consultoria em questões de legislação, no apoio e capacitação na área de manipulação segura dos alimentos.</p>
<p>As ações tem o objetivo principal de estimular o resgate e a construção de histórias, instigando o caráter criativo, proativo e preventivo, aumentando suas capacidades e potencialidades, visando o enfrentamento da vulnerabilidade social. Ao longo dos anos, as ações foram orientadas conforme a demanda proposta pela comunidade, definindo ações de acordo com a situação atual, pois uma das premissas é a busca de experiências que permitam a reflexão e a apropriação do contexto social numa perspectiva ampla, com foco no trabalho interdisciplinar e diálogo, oportunizando a transformação por meio da educação.</p>
<p>Neste processo, há a forte inserção das mulheres, pois a sua presença é importante para a harmonia e a permanência das famílias nas pequenas cidades e no campo, pois muitas vezes elas buscam trabalho nas “cidades grandes” para evitar a lida de campo e, quando consegue trabalhar na propriedade, junto à família, a chance de melhorar a qualidade de vida é maior. Todas as ações desenvolvidas ao longo dos 15 anos vão ao encontro da promoção do ensino e aprendizagem. Várias ações promoveram a interação dialógica da Universidade com a sociedade, mas enfatiza-se a ação “Geoprodotto: valorando saberes e sabores da Quarta Colônia”, que tem melhorado a situação social e econômica dos participantes. As ações propostas estão sendo importantes na construção e projeção identitária dos produtos artesanais do território da Quarta Colônia.</p>
<p>Lista de algumas das ações desenvolvidas:</p>
<ul>
<li>Mídias digitais na informação da cadeia produtiva do leite - #leite na mídia,</li>
<li>Ação de extensão voltada ao enfrentamento a COVID 19 por parte de estabelecimentos comerciais de alimentos em Santa Maria e Quarta Colônia,</li>
<li>Plantas alimentícias não convencionais (panc): cultivo, identificação e usos alimentares e medicinais,</li>
<li>Programa de extensão em desenvolvimento da cadeia produtiva do leite de Santa Maria,</li>
<li>Geoprodotto: valorando saberes e sabores da Quarta Colônia,</li>
<li>Controle de qualidade e valor nutricional dos alimentos, das matérias primas alimentares e subprodutos agroindustriais.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>DESTAQUE EXTENSIONISTA EXTERNO</strong><br /><strong>LUIZ ANTÔNIO LORETO (Mestre Militar)</strong></p>
<p><img class="alignnone  wp-image-6769" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2022/08/mestre-militar-300x300.jpg" alt="" width="317" height="317" /><br />É presidente da Associação de Moradores do Residencial Dom Ivo Lorscheiter (AMDIL), no Bairro Diácono João Luis Pozzobon. É participante do Programa de Extensão “Hortas Comunitárias em Santa Maria - Segurança alimentar e economia solidária”. Atualmente, estão implantadas em Santa Maria três hortas comunitárias:</p>
<ul>
<li>Horta Agroecológica Comunitária Neide Vaz,</li>
<li>Horta Zilda Arns e</li>
<li>Horta Cipriano da Rocha. </li>
</ul>
<p>Duas estão em formação: Horta SUSEPE (Penitenciária Estadual de Santa Maria) e Horta Auta de Souza (Bairro Santa Marta). Merece destaque a participação do Mestre Militar na questão ambiental:</p>
<ul>
<li>Construção do Relógio Biológico de Plantas Medicinais, em parceria com a UBS Maringá;</li>
<li>Compostagem na horta dos resíduos orgânicos das famílias envolvidas;</li>
<li>Educação socioambiental das 47 crianças e adolescentes participantes das aulas de capoeira, que ministra na sede da AMDIL, pela Associação Capoeira de Rua Berimbau (onde atua como fundador e presidente);</li>
<li>Recuperação de área de preservação permanente que circunda o Residencial D. Ivo, com a implantação de um sistema de agrofloresta.</li>
</ul>
<p>Assim, a indicação da Comissão se deve ao seu ativismo social, comprometido com a educação popular, inclusão social, geração de renda por meio da economia solidária e defesa ambiental sustentável e por ser uma figura social fundamental nesse momento histórico, para a continuidade desse programa de extensão universitária da UFSM e para a constituição em Santa Maria de uma política municipal de agricultura urbana e periurbana.</p>
<p>A Comissão de Extensão parabeniza os extensionistas premiados e também todas as pessoas envolvidas nos projetos de extensão do CCR.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Com apoio da UFSM, Horta Comunitária Neide Vaz transforma sustentabilidade em bem-estar e geração de renda</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/12/09/com-apoio-da-ufsm-horta-comunitaria-neide-vaz-transforma-sustentabilidade-em-bem-estar-e-geracao-de-renda</link>
				<pubDate>Thu, 09 Dec 2021 13:51:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Feicoop]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[horta comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=57441</guid>
						<description><![CDATA[Colégio Politécnico e diversos setores da UFSM auxiliam o projeto que beneficia famílias do bairro Diácono João Luiz Pozzobon]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_57442" align="alignright" width="487"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/12/WhatsApp-Image-2021-12-04-at-10.27.13.jpeg"><img class="wp-image-57442" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/12/WhatsApp-Image-2021-12-04-at-10.27.13.jpeg" alt="Foto vertical colorida mostra uma senhora agachada, olhando para a câmera, enquanto cuida de um canteiro com plantas e uma estrutura de cobertura. Ao fundo, telhados de casas em um dia nublado" width="487" height="570" /></a> Moradora do loteamento Dom Ivo Lorscheiter trabalhando em seu canteiro na horta Neide Vaz[/caption]
<p dir="ltr">Em novembro de 2016, a comunidade do bairro Diácono João Luiz Pozzobon, em Santa Maria, via um espaço coletivo se converter em um aterro sanitário, sem seu consentimento. A Associação de Moradores Dom Ivo Lorscheiter (Amordil) tinha então duas opções: abrigar o Centro de Tradições Gaúchas ou, por sugestão do líder comunitário Luiz Antonio Loreto, transformar o espaço em uma horta comunitária. A segunda ideia foi a que angariou mais adeptos.</p>
<p dir="ltr">Para levar o projeto da horta adiante, ele precisava de apoiadores. Um dos primeiros a serem acionados foi o Conselho de Segurança Alimentar de Santa Maria (Consea-SM), cujo presidente do conselho era então Juarez Felisberto, técnico-administrativo do Departamento de Zootecnia da UFSM e que, com o tempo, tornou-se um apoiador fundamental para a continuidade da horta. Com essa parceria foi promovida, em julho de 2017, durante a  24ª Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), a Roda de Conversa “Hortas Comunitárias Agroecológicas: O desafio da produção de alimentos saudáveis em espaços urbanos”.</p>
<p dir="ltr">Já em 2018, coordenado por Juarez Felisberto, o projeto começou a dar seus primeiros passos com o apoio do Fundo de Incentivo à Extensão Universitária (Fiex) da UFSM. A iniciativa, apoiada pela Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), possui o objetivo de enfrentar a insegurança alimentar no país, sobretudo em comunidades de vulnerabilidade social. Também houve o apoio do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que busca promover a agricultura sustentável e combater a fome. </p>
<p dir="ltr">O coordenador Juarez conta que a inspiração do projeto vem de Maringá, no Paraná, do Centro de Referência de Agricultura Urbana e Periurbana da Universidade Estadual de Maringá, uma iniciativa que conta com 40 hortas comunitárias espalhadas pela cidade. Além disso, o técnico ressalta a importância das parceiras tanto dentro da Universidade quanto fora: o Museu dos Solos, o Departamento de Solos, ambos da UFSM, o Projeto Esperança, coordenado pela irmã Lourdes Dill, a Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, dentre outros.</p>
<p dir="ltr">O Colégio Politécnico começou a participar recentemente, por meio do Setor de Olericultura e do Setor de Máquinas Agrícolas. O técnico Raviel tem colaborado com orientações técnicas para a equipe que coordena o projeto, assim como produzindo mudas de hortaliças para serem implantadas. Já o Setor de Máquinas Agrícolas está colaborando na abertura de uma nova horta, situada na Rua Zilda Arns. Além das parcerias dentro da Universidade, também houve o apoio das empresas Cotrel, com empréstimo de máquinas, e a Multi Fértil, com adubos para adubação, bem como de pessoas da comunidade que se envolvem pela causa.</p>
<p dir="ltr">Entre os objetivos do projeto estão a geração de renda direta e indireta, por meio da venda dos excedentes da sua produção, e a promoção de saúde preventiva e holística, que ocorre por meio da produção de um canteiro para ervas medicinais. Também é uma meta implementar o sistema de agrofloresta, no qual a produção e o cultivo dos solos procura minimizar os efeitos e impactos ambientais sobre a mata nativa existente. Além disso, são cultivadas as Plantas Não Convencionais Alimentícias (PANCs) e utilizadas sementes crioulas, para resgatar a valorização dos saberes regionais. O nome escolhido para a horta foi uma homenagem à moradora do bairro e ativista social, falecida em 2018.</p>
<h3><strong>“O trabalho na Neide Vaz tem sido muito gratificante"</strong></h3>
[caption id="attachment_57443" align="alignleft" width="571"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/12/WhatsApp-Image-2021-12-04-at-10.11.33.jpeg"><img class="wp-image-57443" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/12/WhatsApp-Image-2021-12-04-at-10.11.33.jpeg" alt="Foto vertical colorida mostra dois jovens em meio a canteiros da horta comunitária. Eles carregam regadores, um deles está regando um dos canteiros, com a água caindo. Ao fundo, casas em um final de tarde" width="571" height="428" /></a> Bolsistas da UFSM ajudam na produção da horta Neide Vaz[/caption]
<p dir="ltr">Luiz Antônio Loreto, líder comunitário conhecido como Mestre Militar, ressalta como a horta melhorou a qualidade de vida das famílias. “O trabalho na Neide Vaz tem sido muito gratificante, cada família tem um canteiro, o excedente é vendido para complementar a renda de cada uma, e os relatos sempre ressaltam como a horta é terapêutica e como é incrível acompanhar e depois comer o que você mesmo produziu”. Além disso, as crianças, que antes não comiam hortaliças, apenas gostavam de produtos industrializados, começaram a melhorar sua alimentação por gostar de consumir os alimentos da horta. “Nós, aqui em casa mesmo, nunca mais compramos verduras no mercado, e às vezes conseguimos fazer uma refeição inteira só com o que produzimos”. </p>
<p dir="ltr">Mesmo com a pandemia, e as dificuldades que o projeto passou para continuar com os bolsistas e as reuniões, as famílias não pararam de produzir. Nesse período, o apoio veio de uma emenda parlamentar para poder continuar com o apoio dos bolsistas durante 2020. A horta comunitária Neide Vaz, mesmo tão jovem, já é exemplo e instiga outras comunidades da região de Santa Maria a fazerem o mesmo, servindo de objeto para artigos científicos, apresentações de trabalhos na JAI da UFSM (Jornada Acadêmica Integrada) e também na Feicoop.  </p>
<h3><strong>Programa poderá alcançar mais bairros da cidade</strong></h3>
<p dir="ltr">A melhor notícia que podia chegar nesse momento é a inclusão do Programa de Hortas Comunitárias no Plano Diretor de Santa Maria, podendo, assim, alcançar mais bairros com o auxílio da Prefeitura. Uma iniciativa de uma pequena comunidade, junto com o estímulo à pesquisa dentro da Universidade e a intenção de uma produção sustentável e humana - pautas essenciais para o Brasil de hoje -, tornam o projeto um exemplo a ser seguido não só pelos santa-marienses, mas por todos os brasileiros.</p>
<p dir="ltr"><em><strong>Texto</strong>: Clarisse Amaral, da Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico</em><br /><em><strong>Fotos</strong>: Juarez Felisberto/acervo do projeto</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Seleção de dois bolsistas para horta comunitária agroecológica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/06/25/selecao-de-dois-bolsistas-para-horta-comunitaria-agroecologica</link>
				<pubDate>Fri, 25 Jun 2021 11:31:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsas para alunos]]></category>
		<category><![CDATA[FIEX]]></category>
		<category><![CDATA[horta comunitária]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=56144</guid>
						<description><![CDATA[Estão abertas até domingo (27) as inscrições para seleção de duas bolsas de extensão para o projeto Fiex “Horta Comunitária Agroecológica Neide Vaz na Associação de Moradores Dom Ivo Lorscheitter”.    Podem participar da seleção alunos dos cursos de Agronomia, Engenharia Ambiental e Sanitária, Técnico em Agricultura e Técnico em Agropecuária.   Mais informações no [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div>Estão abertas até domingo (27) as inscrições para seleção de duas bolsas de extensão para o projeto Fiex “Horta Comunitária Agroecológica Neide Vaz na Associação de Moradores Dom Ivo Lorscheitter”. </div>
<div> </div>
<div>Podem participar da seleção alunos dos cursos de Agronomia, Engenharia Ambiental e Sanitária, Técnico em Agricultura e Técnico em Agropecuária.</div>
<div> </div>
<div>Mais informações no <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/06/Edital-bolsista-para-FIEX-048435-2021.pdf" target="_blank" rel="noopener">edital</a>.</div>
<div> </div>
<div> </div>
<div> </div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Seleção de bolsistas para projeto de extensão Horta Comunitária Agroecológica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/06/02/selecao-de-bolsistas-para-projeto-de-extensao-horta-comunitaria-agroecologica</link>
				<pubDate>Wed, 02 Jun 2021 12:32:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsas para alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[FIEX]]></category>
		<category><![CDATA[horta comunitária]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=55946</guid>
						<description><![CDATA[Estão abertas desta quarta (2) até domingo (6) as inscrições para seleção de acadêmicos para bolsa de extensão para o Projeto Fiex &#8220;Horta Comunitária Agroecológica Neide Vaz na Associação de Moradores Dom Ivo Lorscheitter&#8221; – Ação: Suporte forrageiro e apoio veterinário e zootécnico para equinos de famílias de carroceiros catadores de materiais recicláveis, como estratégia [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Estão abertas desta quarta (2) até domingo (6) as inscrições para seleção de acadêmicos para bolsa de extensão para o Projeto Fiex "Horta Comunitária Agroecológica Neide Vaz na Associação de Moradores Dom Ivo Lorscheitter" – Ação: Suporte forrageiro e apoio veterinário e zootécnico para equinos de famílias de carroceiros catadores de materiais recicláveis, como estratégia de saúde mental, segurança alimentar, educação ambiental e construção de uma política de bem estar dos animais na comunidade.</p>
<p>Podem participar da seleção alunos de Medicina Veterinária, Zootecnia, Comunicação Social (Publicidade e Propaganda, Produção Editorial, Relações Públicas e Jornalismo). Interessados devem enviar currículo para o e-mail juarezf2008@gmail.com. </p>
<p>Mais informações no <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/06/Edital-bolsista-FIEX-ODH-2021.pdf" target="_blank" rel="noopener">edital</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Riqueza que vem do chão</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/riqueza-que-vem-do-chao</link>
				<pubDate>Mon, 01 Apr 2019 15:52:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[horta comunitária]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=5449</guid>
						<description><![CDATA[Projeto de extensão da UFSM realiza parceria com a comunidade Dom Ivo Lorscheiter e mantém horta comunitária na região]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Ouça esta reportagem:</p><p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Riqueza-que-vem-do-chão-Locução-Marcelo.mp3"][/audio]</p><p> </p><p>Você já ouviu falar em <i style="font-size: 1.125rem">agroecologia</i>? Desde o início de 2018, a Organização das Nações Unidas (ONU) aposta nessa palavra para erradicar a fome e proteger os recursos naturais do planeta. Por meio dela, é possível conquistar autonomia na alimentação.</p><p>Para colocar em prática esta atitude sustentável, a UFSM firmou parceria com os 587 moradores do <i>Residencial Dom Ivo Lorscheiter,</i> localizado próximo à faixa nova (BR-287) - que liga o centro de Santa Maria ao bairro Camobi. Em conjunto, idealizaram a primeira Horta Agroecológica Comunitária da cidade de Santa Maria.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/boxplantas1.0.png" alt="" width="3333" height="1550" /></p><p><b>Nasce um terreno fértil</b></p><p>A horta foi planejada ainda em 2016. Começou a ganhar forma em 2017. Mas só se consolidou em 2018. O interesse pela criação partiu dos moradores do residencial após rodas de conversa, sobre economia solidária e agricultura familiar, na Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), que ocorreu entre os dias 12 a 15 de julho de 2018. </p><p>A comunidade firmou parceria com o técnico-administrativo Juarez Felisberto, do Departamento de Zootecnia da UFSM, que também já foi presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Comsea). </p><p>O projeto é baseado nas hortas comunitárias da cidade de Maringá, no Paraná. Lá, a Universidade Estadual de Maringá desenvolve a assistência técnica e a extensão rural em conjunto com a Prefeitura, responsável por auxiliar na logística. Mais de mil famílias participam do programa que produz cerca de 900 toneladas de alimento por ano.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/6.jpg" alt="" width="804" height="552" /></p><p>A horta, em Santa Maria, fica localizada ao lado do Centro Comunitário do residencial - construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida em 2014. Antigamente, esse mesmo terreno, que hoje germina hortaliças, plantas condimentares e fitoterápicas, era usado como local de despejo. “As pessoas jogavam fogão, sofás e outros resíduos”, conta Juarez. Segundo o técnico, a terra era muito maltratada, principalmente pela situação do aterro de lixo. </p><p>Para o voluntário Jonathan Pereira, a horta é importante para os moradores por incentivar o empoderamento e a autonomia, em conjunto com as práticas agroecológicas. “Essa iniciativa ajuda as pessoas a entenderem que sai riqueza de um chão que sempre foi dito que era pobre”, comenta Jonathan. </p><p>Atualmente, onze famílias participam do projeto. Crianças e idosos convivem no mesmo ambiente com um propósito em comum: plantar e cultivar as coisas na terra. As crianças costumam ser um público fiel da horta, admirando e ajudando a cuidar. “Tá ali a esperança de botar aquela sementinha pra chegar em casa e florescer”, comenta Lucas Murari, bolsista do projeto. Na horta são cultivados pés de alface, beterraba, repolho, brócolis, couve flor, cebola, ervilha, abóbora, berinjela, cenouras, salsa, entre outras hortaliças.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/4.jpg" alt="" width="804" height="552" /></p><p>Recentemente, os moradores do Dom Ivo decidiram homenagear Neide Vaz, líder comunitária que faleceu no final de 2018, dando seu nome ao projeto. Para Juarez, essa atitude mostra que a horta tem como prioridade não apenas o cultivo de alimentos, mas a produção de solidariedade.</p><p><b>Os recursos</b></p><p>A horta comunitária, que está registrada como um projeto de extensão da UFSM, busca estimular uma alimentação saudável e sustentável, sem o uso de agrotóxicos ou outros tipos de veneno. </p><p>Os resíduos orgânicos gerados pelos moradores do Residencial possuem uma finalidade útil: eles ajudam a horta a crescer ao servirem como adubo para as plantas, pelo processo de compostagem. </p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/5.jpg" alt="" width="804" height="552" /></p><p>A UFSM auxiliou a estruturar a horta, com adubo, terra, trator e algumas mudas de hortaliças, pelo setor do Colégio Politécnico da parte de fruticultura e também do Jardim Botânico.</p><p>O Departamento de Solos da UFSM doou caixas d’água para que a água da chuva seja coletada pelas calhas, e a horta possa ser irrigada. Outros materiais, como tubo de PVC para a irrigação, foram comprados pelo projeto. Para auxiliar ainda mais nas partes prática e técnica da agricultura, foi firmada uma parceria com o PET de Agronomia da UFSM.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/1.jpg" alt="" width="804" height="443" /></p><p>Para alguns participantes do projeto, como o casal seu Adair e dona Florência da Rosa, a horta surtiu efeito terapêutico e ajudou a melhorar a qualidade de vida. Para a senhora de 71 anos, a horta é um ganho pro residencial “a gente tira muita coisa dali: salada, tempero… a gente nem compra mais fora”. Ela nunca havia cultivado uma horta antes e se sente muito bem com a integração que a plantação proporciona.</p><p><b>Em constante renovação</b></p><p>As plantações em escala industrial consistem em terrenos com milhares de hectares com fauna e flora natural desmatados, para então ser plantado o produto que será cultivado. No Rio Grande do Sul, por exemplo, é muito comum a plantação de soja. A agrofloresta, por outro lado, é a plantação que une várias plantas com diferentes extratos (tamanhos) e ciclos de vida. Elas convivem em harmonia, sintropia, e criam um sistema de constância entre si, imitando um sistema florestal equilibrado.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/boxplanta2.0.png" alt="" width="3333" height="1550" /></p><p>No caso da horta comunitária no Dom Ivo, a agrofloresta que está sendo implementada  contará com pés de bananeiras - já que essas árvores retêm água e, em período de seca, podem liberar esse recurso para as outras plantas. As plantas têm autonomia para fazer o que é necessário para manter o sistema vivo, mesmo que isso signifique sacrificar uma delas. Tudo é feito para o bem maior.</p><p><strong>Reportagem e fotografias:</strong> Mirella Joels, acadêmica de Jornalismo<br /><strong>Edição:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo<br /><strong>Infografia:</strong> Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial<br /><strong>Locução:</strong> Marcelo De Franceschi</p>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        