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				<title>Jardim Botânico da UFSM é reconhecido pelo Ibama como Área de Soltura de Animais Silvestres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/17/jardim-botanico-da-ufsm-e-reconhecido-pelo-ibama-como-area-de-soltura-de-animais-silvestres</link>
				<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 10:50:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[animais silvestres]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[ibama]]></category>
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		<category><![CDATA[jbsm]]></category>

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						<description><![CDATA[Certificação fortalece a atuação do JBSM na conservação da biodiversidade e na proteção da fauna nativa]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73513" align="alignright" width="408"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-14.11.47.jpeg"><img class=" wp-image-73513" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-14.11.47.jpeg" alt="" width="408" height="725" /></a> Soltura de animal silvestre no JBSM[/caption]
<p>O Jardim Botânico da Universidade Federal de Santa Maria (JBSM) recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a declaração oficial de cadastramento como Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), fortalecendo sua atuação na conservação da biodiversidade e na proteção da fauna nativa.</p>
<p>A certificação, emitida pela Superintendência do Ibama no Rio Grande do Sul, reconhece que a área do Jardim Botânico está apta para receber a soltura de animais silvestres oriundos de apreensões, resgates e entregas espontâneas realizadas pelos órgãos ambientais. A declaração foi emitida em 1º de junho de 2026.</p>
<p>O cadastramento como ASAS representa um importante avanço para o Jardim Botânico da UFSM, que passa a integrar a rede de áreas destinadas à reintegração de animais silvestres à natureza. Esses espaços são fundamentais para garantir que espécimes recuperados possam retornar ao ambiente natural de forma segura, contribuindo para a manutenção das populações da fauna brasileira.</p>
<p>Além de sua reconhecida atuação na conservação da flora, pesquisa científica, educação socioambiental e lazer em contato com a natureza, o Jardim Botânico amplia sua contribuição para a conservação dos ecossistemas, reforçando seu compromisso institucional com a proteção da biodiversidade.</p>
<p>"O reconhecimento do Ibama demonstra que o Jardim Botânico da UFSM amplia seu papel na conservação da biodiversidade. Além de atuar na conservação da flora, o espaço passa a contribuir também para a proteção e reintegração da fauna silvestre da nossa região, fortalecendo sua missão ambiental", destaca a diretora do JBSM, Simone Messina.  </p>
<p>Em sua declaração, o Ibama destacou a importância da iniciativa e agradeceu à UFSM pela disponibilização da área, ressaltando a relevância da ação para a proteção da fauna silvestre brasileira.</p>
<p>O Jardim Botânico da UFSM possui cerca de 13 hectares de área destinada à conservação, educação ambiental e pesquisa, constituindo-se como um importante patrimônio ambiental e científico da região central do Rio Grande do Sul.</p>
<p><em>Foto: Arquivo JBSM</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Ações de enriquecimento ambiental mobilizam estudantes de Zootecnia em visita a zoológico de Cachoeira do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/13/acoes-de-enriquecimento-ambiental-mobilizam-estudantes-de-zootecnia-em-visita-a-zoologico-de-cachoeira-do-sul</link>
				<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 13:18:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[animais silvestres]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[enriquecimento ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

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						<description><![CDATA[Estudantes desenvolveram meios de enriquecimento ambiental para os animais, um modo de reduzir estresse e melhorar a qualidade de vida]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:freeform -->[caption id="attachment_72451" align="alignright" width="601"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9528-1024x713.jpg" alt="" width="601" height="418" /> Turma de Zootecnia faz um tour guiado pelo zoológico[/caption]
<p data-start="636" data-end="1041">No centro da cidade de Cachoeira do Sul, há um refúgio fora da vida urbana. O Jardim Botânico e Zoológico Municipal é um espaço para respirar fundo e observar a vida que exala por ali. Foi nesse cenário que, na última quinta-feira (09), estudantes do curso de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) desenvolveram ações de enriquecimento ambiental voltadas à melhoria do bem-estar dos animais.</p>
<p data-start="1043" data-end="1298">Cerca de 20 alunos participaram de um minicurso ministrado pela zootecnista egressa da UFSM Silvia Mendes. Ao longo do dia, os estudantes observaram os animais, identificaram possibilidades de melhoria nos viveiros e desenvolveram estratégias de enriquecimento ambiental. “O enriquecimento ambiental é proporcionar ao animal a opção de escolha. Quando ele está na natureza, tem um repertório comportamental amplo: pode caçar, ficar em ócio, dormir, percorrer grandes distâncias. Em cativeiro, essas opções são reduzidas, o que pode gerar estresse, estereotipias, que são comportamentos repetitivos, ou mutilações”, explicou Silvia.</p>
<p data-start="1570" data-end="1878">Segundo a zootecnista, existem cinco tipos de enriquecimento ambiental: alimentar, físico, sensorial, cognitivo e social. As atividades desenvolvidas pelos alunos envolveram principalmente o uso de materiais naturais, como cipós, taquaras e galhos, transformados em estruturas e “brinquedos” para os animais, de materiais naturais e duráveis, que podem ser mordidos e roídos.</p>
<p data-start="1880" data-end="2140">Durante a manhã, os estudantes participaram de um tour guiado pelo zoológico para observar os recintos e levantar demandas. À tarde, colocaram em prática as soluções propostas, instalando os itens produzidos nos viveiros e acompanhando a interação dos animais.</p>
<p data-start="2364" data-end="2614">A iniciativa também evidenciou uma lacuna na formação acadêmica. A estudante Kethen Machado destacou o aprendizado proporcionado pela atividade, já que não é uma disciplina disponível no curso de Zootecnia. “Estamos gostando muito dessa parte de fazer brinquedos para os animais”, afirmou. Silvia reitera a importância dessa experiência. “Há uma falta de disciplinas obrigatórias voltadas aos animais silvestres. Os alunos se interessam muito pelo tema, mas nem sempre se sentem pertencentes a essa área”, ressaltou Silvia.</p>
<p><!-- /wp:freeform --></p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9909-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>A turma recolheu cipós para desenvolver o enriquecimento ambiental</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="674" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A0024-e1776084538583-1024x674.jpg" alt="" />											<figcaption>Item de enriquecimento ambiental produzido com cipó</figcaption>
										</figure>
		<h3 data-start="2621" data-end="2650">Formação e novos projetos</h3>
[caption id="attachment_72454" align="alignright" width="405"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-13-at-08.34.57-768x1024.jpeg" alt="" width="405" height="540" /> Alunos posicionaram itens de enriquecimento ambiental nos viveiros. (Foto: arquivo pessoal de Silvia Mendes)[/caption]
<p data-start="2652" data-end="2901">A experiência no zoológico também marca o início de uma articulação mais ampla entre ensino, pesquisa e extensão. Gerson Garcia é o coordenador do curso de Zootecnia e contou que a ideia de visitar o zoológico de Cachoeira do Sul surgiu a partir de uma palestra que Silvia deu durante sua aula. “Nós identificamos que é um mercado a ser explorado. A Silvia é uma pioneira na zootecnia de silvestres”, explicou Gerson.</p>
<p data-start="2652" data-end="2901">A partir da atividade, está sendo estruturado um núcleo de pesquisa em animais silvestres, com participação de estudantes de Zootecnia. “Nós criamos um núcleo de pesquisa em animais silvestres que vai atuar diretamente no Zoológico de Cachoeira do Sul. Estamos fortalecendo esse vínculo e construindo uma nova frente dentro da zootecnia”, explicou Silvia Mendes. Segundo ela, a proposta é ampliar as ações e consolidar uma linha de atuação contínua na área. “É só o começo”, afirmou.</p>
<p data-start="3253" data-end="3603">A mobilização dos estudantes também chamou a atenção de outras áreas. De acordo com Luiza Comin, do Diretório Acadêmico da Zootecnia Octavio Domingues, há interesse de alunos de outros cursos em participar das próximas edições da atividade. “Posteriormente, vamos trazer estudantes de outras áreas. Vemos que o pessoal está muito animado e engajado, eles tinham muita vontade de estar aqui, por isso estão  colocando a mão na massa”, destacou.</p>
<p data-start="3253" data-end="3603">Na parte da tarde, o grupo fez a instalação dos materiais produzidos e os animais já começaram a interagir com as peças.</p>https://youtu.be/e-IY5Bs2Gko<h3 data-start="3610" data-end="3659">Espaço de acolhimento e reabilitação da fauna</h3>
<p data-start="3661" data-end="3962">Localizado na região central de Cachoeira do Sul, o Jardim Botânico e Zoológico Municipal funciona como espaço de conservação, educação ambiental e reabilitação de animais silvestres. O local abriga cerca de 260 animais, entre aves, répteis e mamíferos, distribuídos em 63 espécies nativas e exóticas.</p>
<p data-start="3964" data-end="4197">De acordo com o biólogo Juliano de Carvalho, chefe do zoológico, a maioria dos animais chega ao local por meio de ações de fiscalização de órgãos ambientais, como a Polícia Ambiental e o Segundo Batalhão Ambiental da Brigada Militar. “Os animais apreendidos são encaminhados para avaliação. Quando estão em condições, são reintroduzidos na natureza. Aqueles que não conseguem se recuperar permanecem sob nossos cuidados”, explicou.</p>
<p data-start="4398" data-end="4576">O espaço também recebe apoio de instituições como a Divisão de Fauna da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e o Ibama, além de acolher animais resgatados pela comunidade.</p>
<p data-start="4578" data-end="4724">Criado em 13 de dezembro de 1986, a partir de uma iniciativa do médico veterinário Edson Salomão, o zoológico completa 40 anos de atuação em 2026.</p>		
			<figure class='gallery-item'>
				<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="afece7f" data-elementor-lightbox-title="Espaço abriga aves, répteis e mamíferos" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6NzI0NTUsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC93d3cudWZzbS5iclwvYXBwXC91cGxvYWRzXC8yMDI2XC8wNFwvSUMzQTk2ODgtMS5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiJhZmVjZTdmIn0%3D" href='https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9688-1.jpg'><img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9688-1-150x150.jpg" alt="" aria-describedby="gallery-1-72455" /></a>
				<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-72455'>
				Espaço abriga aves, répteis e mamíferos
				</figcaption></figure><figure class='gallery-item'>
				<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="afece7f" data-elementor-lightbox-title="Em 2021 outras estruturas foram confeccionadas e são utilizadas até hoje" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6NzI0NTgsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC93d3cudWZzbS5iclwvYXBwXC91cGxvYWRzXC8yMDI2XC8wNFwvV2hhdHNBcHAtSW1hZ2UtMjAyNi0wNC0xMy1hdC0wOC4zNC41My0xLmpwZWciLCJzbGlkZXNob3ciOiJhZmVjZTdmIn0%3D" href='https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-13-at-08.34.53-1.jpeg'><img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-13-at-08.34.53-1-150x150.jpeg" alt="" aria-describedby="gallery-1-72458" /></a>
				<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-72458'>
				Em 2021 outras estruturas foram confeccionadas e são utilizadas até hoje
				</figcaption></figure><figure class='gallery-item'>
				<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="afece7f" data-elementor-lightbox-title="Animais chegam até o espaço por meio de ações de fiscalização de órgãos ambientais" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6NzI0NjAsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC93d3cudWZzbS5iclwvYXBwXC91cGxvYWRzXC8yMDI2XC8wNFwvV2hhdHNBcHAtSW1hZ2UtMjAyNi0wNC0xMy1hdC0wOC4zNC41NS5qcGVnIiwic2xpZGVzaG93IjoiYWZlY2U3ZiJ9" href='https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-13-at-08.34.55.jpeg'><img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-13-at-08.34.55-150x150.jpeg" alt="" aria-describedby="gallery-1-72460" /></a>
				<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-72460'>
				Animais chegam até o espaço por meio de ações de fiscalização de órgãos ambientais
				</figcaption></figure><figure class='gallery-item'>
				<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="afece7f" data-elementor-lightbox-title="Horários de funcionamento do zoológico variam de acordo com o dia da semana" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6NzI0NTcsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC93d3cudWZzbS5iclwvYXBwXC91cGxvYWRzXC8yMDI2XC8wNFwvSUMzQTk0NDguanBnIiwic2xpZGVzaG93IjoiYWZlY2U3ZiJ9" href='https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9448.jpg'><img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9448-150x150.jpg" alt="" aria-describedby="gallery-1-72457" /></a>
				<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-72457'>
				Horários de funcionamento do zoológico variam de acordo com o dia da semana
				</figcaption></figure><figure class='gallery-item'>
				<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="afece7f" data-elementor-lightbox-title="O Zoológico é formado por 260 aniamis de 63 espécies diferentes" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6NzI0NTYsInVybCI6Imh0dHBzOlwvXC93d3cudWZzbS5iclwvYXBwXC91cGxvYWRzXC8yMDI2XC8wNFwvSUMzQTk2NDUtZTE3NzYwODUyMjgxNTkuanBnIiwic2xpZGVzaG93IjoiYWZlY2U3ZiJ9" href='https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9645-e1776085228159.jpg'><img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9645-e1776085228159-150x150.jpg" alt="" aria-describedby="gallery-1-72456" /></a>
				<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-72456'>
				O Zoológico é formado por 260 aniamis de 63 espécies diferentes
				</figcaption></figure>
		<h3 data-start="4731" data-end="4742">Serviço</h3>
<p data-start="4744" data-end="4855">O Jardim Botânico e Zoológico Municipal de Cachoeira do Sul está aberto de terça a domingo, incluindo feriados.</p>
<p data-start="4857" data-end="5031">De terça a sexta-feira, o funcionamento é das 8h30 às 17h30, com fechamento ao meio-dia.<br data-start="4945" data-end="4948" />Aos finais de semana, o espaço funciona das 9h às 17h, sem interrupção ao meio-dia.</p>
<p data-start="5038" data-end="5212"><em>Texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br data-start="5120" data-end="5123" /><em>Fotografias: Mathias Ilnicki, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p><!-- /wp:post-content -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas) é inaugurado na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/17/centro-de-triagens-de-animais-silvestres-cetas-e-inaugurado-na-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 10:41:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

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						<description><![CDATA[Em convênio com o Ibama, novo Cetas na UFSM realizará o resgate e tratamento de animais silvestres da região, além de oferecer estágios e oportunidades para iniciativas acadêmicas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O novo Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas), localizado na Universidade Federal de Santa Maria, em convênio com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foi inaugurado na manhã desta terça-feira (16). O espaço fica localizado atrás do Hospital Veterinário Universitário (HVU), no Campus Sede, e além de realizar o resgate e tratamento de animais silvestres, pretende oportunizar estágios, iniciativas e projetos relacionados à fauna silvestre para a comunidade acadêmica.</span></p>
[caption id="attachment_71672" align="aligncenter" width="821"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/2025-12-16-Cetas-UFSM-Paulo-Barauna-15.jpg" data-wp-editing="1"><img class=" wp-image-71672" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/2025-12-16-Cetas-UFSM-Paulo-Barauna-15.jpg" alt="" width="821" height="548" /></a> Superintendente do Ibama/RS, Diara Sartori, reitor da UFSM, Luciano Schuch, e o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, na cerimônia de inauguração do novo Cetas, no Salão Imembuí[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A cerimônia de inauguração se iniciou no Salão Imembuí, na Reitoria, e foi finalizada com uma visita ao local. Contou com a presença do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho; da superintendente do Ibama/RS, Diara Sartori; do reitor da UFSM, Luciano Schuch; da vice-reitora, Martha Adaime; do secretário municipal do Meio Ambiente, Diego Rigon de Oliveira; de Renata de Baco Hartmann, da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam); Maristela Lovato, representando o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul; Diego Vilibaldo Beckmann, gerente do HVU, além de representantes da Brigada Militar e diretores e pró-reitores da Universidade. A inauguração foi alusiva ao Dia do Bioma Pampa (17 de dezembro). </span></p>
<h3>Parceria com a UFSM</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A criação de um Cetas em Santa Maria, junto à UFSM, é um projeto que estava em planejamento desde 2010. O compromisso foi consolidado em maio de 2025, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica nº 25/2025, confirmando a gestão compartilhada da unidade pelas duas instituições. “A ideia da parceria com a Universidade é justamente isso, entendemos que o Cetas é um espaço educativo, de formação, de capacitação, e aqui os alunos da Universidade poderão se beneficiar com isso, podendo aprender como manejar um animal silvestre, como lidar com eles”, comentou o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“O Cetas irá resgatar o olhar para o Bioma Pampa, com certeza fará toda a diferença. Não só para os animais, mas também para os nossos estudantes, para a produção de pesquisas. Vamos ter, além da assistência necessária para os animais, também espaço para a formação na nossa Universidade. Essa rede de apoio é fundamenta", destacou o reitor, Luciano Schuch, em sua fala durante a inauguração da unidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além da realização do resgate e tratamento da fauna silvestre, a parceria com a Universidade visa ao oferecimento de oportunidades de estudos, formação acadêmica e projetos voltados à conservação da fauna no espaço, possibilitando o desenvolvimento de diversas iniciativas nas áreas da Biologia, Medicina Veterinária e Zootecnia com a comunidade acadêmica. “É uma parceria há muito tempo esperada. Estamos muito felizes, fiz questão de vir pessoalmente de Brasília para cá, para prestigiar esse momento”, compartilhou o presidente do Ibama.</span></p>
[caption id="attachment_71673" align="aligncenter" width="822"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/2025-12-16-Cetas-UFSM-Paulo-Barauna-06.jpg"><img class=" wp-image-71673" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/2025-12-16-Cetas-UFSM-Paulo-Barauna-06.jpg" alt="Foto no interior de uma sala de paredes brancas. No lado direito, há uma bancada com uma pia. No lado esquerdo, há prateleiras com caixas de papelão, várias caixas transparentes contendo rações e alimentos, e pacotes grandes de alimentos." width="822" height="548" /></a> Sala de armazenamento de alimentos no novo Cetas, que fica atrás do HVU[/caption]
<h3>Cetas auxiliam na preservação da fauna silvestre</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, com o novo centro em Santa Maria, o Ibama conta com 26 Cetas no país. Os espaços têm como objetivo realizar o resgate, a reabilitação e a conservação da fauna silvestre, responsável pelo recebimento de animais resgatados ou apreendidos pela população, e executar a identificação, marcação, triagem, avaliação, tratamento, recuperação e reabilitação desses animais, visando devolvê-los à natureza. Entre 2020 e 2025, os Cetas do Ibama receberam mais de 370 mil animais silvestres no país, dos quais 61% voltaram para a natureza após tratamento e/ou reabilitação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A capacidade inicial do centro inaugurado na UFSM é de alojar cerca de 100 animais, mas a previsão é a ampliação da estrutura ao longo dos próximos anos. Segundo Rodrigo, está sendo criado um acordo, também com o governo estadual, para a cooperação técnica no fornecimento de alimentos, medicações, na destinação dos animais, para a redução de atropelamentos e para o combate ao tráfico. “Muitos animais são atropelados nas rodovias da região. Também recebemos no Cetas de Porto Alegre animais que acabam sendo traficados e trazidos para essa região, e que agora vão ter o Cetas aqui, como é o caso do cardeal amarelo e dos caboclinhos. Queremos poder trabalhar melhor a conservação dessas espécies aqui”, ressaltou Agostinho.</span></p>
<h3>Localização estratégica</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A criação de um Cetas em Santa Maria responde a uma demanda de vulnerabilidade ao tráfico internacional de animais silvestres, devido à proximidade com as fronteiras com a Argentina e o Uruguai. Além disso, a localização do município na região central do estado permite uma maior rapidez no atendimento, transporte e destinação dos animais, que ocorrerá por meio da rodoviária e do aeroporto da cidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de atropelamentos e do tráfico, um dos impactos observados em espécies silvestres são incidentes envolvendo redes elétricas. Em 2025, foi registrada a morte de 25 bugios-ruivos e 15 mutilações na região de Porto Alegre e Viamão. Em Santa Maria, um bugio causou a interrupção do fornecimento de energia elétrica ao entrar na rede da Subestação Santa Maria 3, no Distrito Industrial, no dia 14 de novembro, e acabou morrendo no dia 18. Situações como esta demonstram a necessidade de reforço desta atuação na região central.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Cetas na UFSM é uma unidade estratégica, pensada para ser um local de estadia temporária - e não permanente - dos animais, objetivando sua reabilitação e retorno para a natureza. Ainda, visa preservar a fauna do Pampa, que é um bioma ameaçado. “Os animais chegarão, serão triados, passarão por quarentena, serão reabilitados, e, quando possível, voltarão para a natureza. Hoje, no Brasil inteiro, no Cetas do Ibama chegam 60 mil animais por ano e 40 mil já conseguem voltar para a natureza”, relata o presidente.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></em><br /><em><span style="font-weight: 400">Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias</span></em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti</em></p>
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				<title>Seriemas no campus da UFSM: entenda como conviver com essas aves</title>
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				<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 15:46:30 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Nas últimas semanas, foram registrados casos de ataques de seriemas a pessoas no campus sede 
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							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/SERIEMA-1-1024x683.jpg" alt="Descrição: Fotografia na horizontal colorida de duas seriemas na grama. As aves têm bicos e pernas vermelhas, penas morrons, crista com tufos e cílios grandes." />											<figcaption>Aves são reconhecidas pelo bico e pernas avermelhadas, pelo penacho com tufos e pelos cílios </figcaption>
										</figure>
		<p>A presença das seriemas na UFSM tem chamado mais atenção do que o normal. Antes, essas aves circulavam pelo campus e se tornavam atrações entre as pessoas, mas recentemente houve relatos de ataques a indivíduos, o que despertou preocupação entre estudantes e servidores. </p><p>A primavera marca o período reprodutivo da espécie, quando os animais podem ficar mais territorialistas, especialmente ao defender ninhos e filhotes. No campus, é comum observar quatro seriemas circulando juntas.<br /></p><h3><b>Quem são as seriemas?</b></h3><p>De acordo com a professora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, Marilise Mendonça Krügel, as seriemas têm altura média de 70 centímetros, podendo chegar a 90 centímetros de comprimento e pesar até 1,4 quilos. São facilmente reconhecidas pelo bico e pernas vermelhos, pela crista formada por um tufo de penas longas e pelas pestanas marcantes. </p><p>Essas aves têm uma dieta variada, que vai de insetos a pequenos vertebrados, como roedores, anfíbios, répteis, e até outras espécies de aves. “Através do aplicativo <a href="https://efauna.ctlab.ufsm.br/"><i>eFauna</i></a>, recebemos, em fevereiro deste ano, o registro de um dos filhotes de seriema comendo um filhote de cardeal”, conta Marilise.</p><p>As seriemas são aves campestres, mas procuram árvores para dormir empoleiradas. São excelentes corredoras, podendo atingir até 50 km/h. Constroem seus ninhos com gravetos, a alturas que variam desde o chão até 5 metros. </p><p>A fêmea geralmente põe dois ovos, que são incubados pelo casal por cerca de 24 a 30 dias. Após duas semanas, os filhotes deixam o ninho e passam a acompanhar os pais, adquirindo a plumagem adulta entre 4 e 5 meses. </p><p>Segundo a professora, as seriemas não são naturalmente agressivas. No entanto, as aves podem adotar comportamentos defensivos diante do movimento intenso de pedestres e veículos. “É normal que defendam ninhos e filhotes. O exemplo mais comum de agressividade entre aves que já conhecemos bem é o do quero-quero”, explica.</p><p>Atualmente, o campus sede da UFSM já tem o registro de 354 espécies de animais silvestres, entre anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Só de aves, são 246 espécies que vivem no local ou o utilizam como ponto de passagem.</p>		
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										<img width="1920" height="1280" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/SERIEMA-2.jpg" alt="Fotografia na horizontal colorida. Uma seriema anda pela grama. Ao fundo, o Espaço Multiuso, prédio pequeno em formato triangular e, mais distante, a Reitoria, prédio retangular de dez andares. Há dois carros estacionados ao lado no Multiuso desfocados estacionados próximos ao prédio do Espaço Multiuso. O céu está nublado" />											<figcaption>Seriema anda próxima a local que escolheu para construção dos ninho, nos arredores do Multiuso
</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Como a UFSM tem acompanhado a situação</b></h3><p> </p><p>A engenheira sanitarista e ambiental Nicolli Reck, coordenadora de Gestão Ambiental da UFSM, explica que o Setor de Planejamento Ambiental (SPA) realiza o acompanhamento constante da fauna no campus, em conformidade com a licença ambiental emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM). Esse trabalho conta com o apoio de professores e pesquisadores, além do aplicativo <i>eFauna</i> UFSM, que permite o registro georreferenciado de avistamentos e ocorrências com a fauna. “Assim que o SPA recebeu os relatos, foi solicitada orientação técnica ao órgão ambiental responsável, reforçando o compromisso institucional com o manejo adequado destes animais”, destaca Nicolli.</p><p>Ainda, segundo ela, não há indicação de remoção das seriemas do campus. “São animais de vida livre, saudáveis e legalmente protegidos. Sua retirada poderia gerar prejuízos ao equilíbrio ambiental e à própria sobrevivência dos indivíduos”, afirma.</p><p> </p><h3><b>Orientações de convivência</b></h3><p> </p><p>A universidade prioriza a sensibilização da comunidade acadêmica, ao orientar sobre o convívio seguro com a fauna silvestre. A recomendação é não se aproximar nem alimentar os animais. Além disso, é importante:</p><p> </p><ul><li style="font-weight: 400">Redobrar a atenção com crianças e animais domésticos;</li><li style="font-weight: 400">Observar sempre de longe;</li><li style="font-weight: 400">Respeitar o espaço da fauna, lembrando que o campus é o habitat de diversas espécies.</li></ul><p>Em caso de acidente, o ocorrido deve ser registrado junto ao SPA e, em situações de ferimentos mais graves, é importante procurar atendimento médico. Nicolli reforça que não se deve retaliar os animais, lembrando que se trata de fauna protegida por lei. <a href="https://www.ufsm.br/2025/08/22/alerta-sobre-seriemas-no-campus-sede">Um alerta foi publicado pela instituição.</a></p><p> </p><p><i>Texto: Isadora Bortolotto, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias </i></p><p><i>Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><i>Edição: Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
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