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				<title>Por que devemos estudar a Antártida?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/14/por-que-devemos-estudar-a-antartida</link>
				<pubDate>Thu, 14 May 2026 13:53:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[antártida]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisador da UFSM defende a importância de entendermos o continente para estudarmos o passado e o futuro do planeta]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Descoberta há mais de 200 anos e localizada no Polo Sul, a Antártida é o continente mais frio, seco e ventoso do planeta. Com uma cobertura de 14 milhões de quilômetros quadrados e contendo cerca de 70% da água doce mundial, a região, apesar de desértica, abriga uma imensa quantidade de saberes, ciência e vida. Essa diversidade atrai, há anos, a atenção mundial de pesquisadores interessados em produção científica, inclusive de cientistas da UFSM.</p>
<p>Esse contexto estimulou a criação do Tratado da Antártica, um acordo assinado em 1959 e em vigor desde 1961. Até maio de 2026, o sistema do tratado contava com 58 países, incluindo o <a href="https://www.marinha.mil.br/secirm/proantar/tratado-antartica" target="_blank" rel="noopener">Brasil</a>, que aderiram ao acordo ao longo das décadas. O principal objetivo do documento é destinar o continente exclusivamente a fins pacíficos e à pesquisa científica, e proibir qualquer atividade militar e exploração.</p>
[caption id="attachment_72784" align="alignright" width="572"]<img class=" wp-image-72784" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Luciano-em-2015-1-300x169.jpg" alt="" width="572" height="322" /> Luciano recolheu amostras durante expedição ao continente de gelo[/caption]
<p>Segundo o site da <a href="https://www.marinha.mil.br/secirm/" target="_blank" rel="noopener">Comissão Interministerial para os Recursos do Mar</a>, o Brasil aderiu ao tratado em 1975. Nesse sentido, em janeiro de 1982, o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) foi oficialmente criado a fim de promover a pesquisa científica no continente. Alguns anos depois, em 1993, o Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fundou o que hoje se conhece como Núcleo de Pesquisas Antárticas e Climáticas (Nupac) – nomenclatura adquirida em 2003 devido à crescente demanda científica. Atualmente, a iniciativa realiza expedições científicas em solo antártico, em sua maioria lideradas pelo Centro Polar e Climático (CPC) da UFRGS, que é integrante do <a href="https://www.ufrgs.br/inctcriosfera/sobre.html" target="_blank" rel="noopener">Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera</a>.</p>
<p>Um dos pesquisadores vinculados ao CPC é o geólogo Luciano Marquetto, professor adjunto do Departamento de Geociências da UFSM. Luciano esteve na Antártida em duas expedições científicas, realizadas em 2010 e 2015, ainda durante sua trajetória acadêmica na UFRGS. A primeira experiência aconteceu no final de sua graduação, quando integrou uma equipe multidisciplinar formada por cerca de oito pesquisadores de diferentes áreas. O grupo permaneceu acampado entre 10 e 15 dias na Ilha Rei George, na região da Península Antártica, realizando estudos ligados ao monitoramento de geleiras. “A gente ficou acampado, mas vendo o navio e vendo a base brasileira”, relembra o pesquisador.</p>
<p data-start="567" data-end="1139">Na expedição de 2010, o principal objetivo era acompanhar o chamado balanço de massa de uma geleira, analisando desde o movimento do gelo até o fluxo da água resultante do degelo. Enquanto alguns pesquisadores instalavam estacas para medir a deposição de neve e o deslocamento da geleira, outros coletavam sedimentos e realizavam levantamentos geológicos. Segundo Luciano, a experiência também exigia adaptação às condições extremas do continente. “Muda toda a rotina para quem não está acostumado a acampar”, explica. “Tem uma série de cuidados especiais e de segurança.”</p>
<p data-start="1143" data-end="1522">Já em 2015, Luciano participou da <a href="https://www.centropolar.com/expedicoes" target="_blank" rel="noopener">Primeira Travessia Brasileira</a> do Manto de Gelo da Antártica Ocidental, realizada com o objetivo de coletar amostras de neve e gelo para análises ambientais e climáticas dos últimos 300 anos. Ao lado de outros seis pesquisadores, Luciano percorreu ao longo de 11 dias um total de 1,4 mil quilômetros. Desta vez, a equipe seguiu para o interior do continente, distante das regiões costeiras onde normalmente se concentram as pesquisas brasileiras. “A gente foi bem para o meio [da Antártida]”, conta.</p>
[caption id="attachment_72792" align="alignleft" width="537"]<img class="wp-image-72792" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IXJJ0668-300x199.jpg" alt="" width="537" height="356" /> O pesquisador afirma que a experiência também despertou um forte sentimento de contemplação[/caption]
<p data-start="2221" data-end="2663">Além da dimensão científica, Luciano destaca os impactos humanos e emocionais das expedições. Segundo ele, uma das experiências mais marcantes foi a travessia pelo interior do continente, onde a paisagem é formada apenas por neve, gelo e silêncio. “Antártica é um grande deserto”, descreve. “Era uma vastidão de nada.” O pesquisador relembra que, durante dias de deslocamento, não havia sinais de vida, mar ou montanhas visíveis no horizonte.</p>
<p data-start="2667" data-end="2971">Outro aspecto que chamou atenção foi a sensação provocada pela ausência de noites durante o verão antártico. Em alguns momentos, a equipe passava mais de 12 horas trabalhando sem perceber o tempo passar, já que o Sol permanecia visível continuamente. “Parece que o tempo está congelado”, comenta Luciano.</p>
<p data-start="2975" data-end="3348" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Apesar das dificuldades logísticas e do isolamento extremo, o pesquisador afirma que a experiência também despertou um forte sentimento de contemplação sobre a dimensão do planeta. “É algo até meio poético estar em lugares em que ninguém nunca esteve”, relata. “Tu pode passar dias e dias andando no meio da neve e não vai ter nada. O planeta é uma coisa fantástica mesmo.”</p>
<h3><strong>A importância do continente de gelo</strong></h3>
<p>Para Luciano, a Antártida é considerada uma região estratégica para a ciência porque funciona como um “laboratório natural global”. O frio extremo, a distância de grandes centros urbanos e industriais e a dinâmica atmosférica da região fazem com que o continente preserve, em suas camadas de neve e gelo, registros climáticos da Terra de centenas de milhares de anos. “O continente preserva, nas suas camadas de neve e gelo, a história climática da Terra nas últimas centenas de milhares de anos”, explica o pesquisador.</p>
<p>Segundo ele, compreender esses registros é fundamental para entender não apenas o passado climático do planeta, mas também os possíveis cenários futuros diante das mudanças ambientais atuais.</p>
<p>Entre os principais temas pesquisados atualmente na Antártida estão estudos relacionados à oceanografia do Oceano Austral, biodiversidade marinha e microbiana, meteorologia, dinâmica atmosférica e pesquisas paleoclimáticas. No entanto, Luciano destaca que uma das maiores preocupações atuais da comunidade científica envolve a estabilidade do manto de gelo antártico frente às mudanças climáticas.</p>
<p>A Antártida concentra aproximadamente 70% da água doce do planeta na forma de gelo. Em algumas regiões, a espessura dessa camada pode chegar a quase cinco mil metros. Embora não exista previsão de derretimento completo do continente, pesquisadores monitoram áreas consideradas mais vulneráveis, que podem acelerar o fluxo de gelo em direção ao oceano e contribuir para a elevação do nível do mar. “Muitas das pesquisas realizadas na Antártida são a base para a ciência climática”, afirma Luciano. “As alterações observadas no continente funcionam como um termômetro global.”</p>
<p><img class="wp-image-72785 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Infografico-2-200x300.jpg" alt="" width="619" height="929" />Além de indicar transformações ambientais em escala planetária, o gelo antártico também guarda registros químicos da atmosfera terrestre. A partir da perfuração de testemunhos de gelo, cientistas conseguem reconstruir as condições climáticas de milhares de anos atrás e identificar relações entre temperatura, concentração de gases de efeito estufa e mudanças ambientais.</p>
<p>Apesar da aparente distância geográfica, Luciano ressalta que o que acontece na Antártida possui impactos diretos sobre o Brasil, especialmente sobre a região Sul. “Aqui no Brasil costumamos ter uma visão de que a Antártica fica muito longe. Na verdade, ela é o segundo continente mais próximo do nosso país”, explica. “Porto Alegre fica mais perto da Península Antártica do que de Boa Vista.”</p>
<p>De acordo com ele, o Oceano Austral exerce papel fundamental na regulação climática do planeta e influencia diretamente a formação das frentes frias que chegam ao Rio Grande do Sul. O aquecimento dessas águas pode enfraquecer a intensidade dessas massas de ar, favorecendo ondas de calor prolongadas e bloqueios atmosféricos. “Já vimos os efeitos desse fenômeno em 2024”, afirma.</p>
<p>Além da atuação internacional por meio do Tratado da Antártica, o Brasil mantém presença científica contínua no continente através do Proantar. O país desenvolve pesquisas em áreas como oceanografia, biologia marinha, geologia, meteorologia, climatologia e estudos sobre <i>permafrost</i>.</p>
<p>Luciano destaca ainda a importância dos módulos científicos Criosfera 1 e Criosfera 2, instalados no interior do continente antártico. O Criosfera 1, inaugurado em 2012, está localizado a cerca de 670 quilômetros do Polo Sul e é considerado o laboratório científico latino-americano mais ao sul do planeta. Já o Criosfera 2 foi instalado em 2022.</p>
<p>Os equipamentos possuem instrumentação voltada à coleta de dados meteorológicos e da química atmosférica, auxiliando pesquisadores na investigação das mudanças climáticas e de seus impactos no clima do Sul do Brasil. “Compreendo que o Brasil não só atua na Antártica, mas também tem protagonismo em algumas áreas de pesquisa específicas”, pontua o pesquisador.</p>
<h3><strong>Entender para proteger</strong></h3>
<p data-start="0" data-end="631">Para Luciano, manter pesquisas científicas na Antártida exige investimentos contínuos, cooperação entre universidades e infraestrutura especializada. Áreas como a glacioquímica, foco de sua atuação, dependem de equipamentos laboratoriais complexos e análises realizadas em parceria com diferentes instituições. “Nem na UFRGS se tem todos os equipamentos que se gostaria. Acaba que a UFRGS acaba tendo colaboração com outras universidades para que possa utilizar os laboratórios”, explica. Segundo ele, grande parte da pesquisa polar brasileira só é possível graças a redes de colaboração científica construídas ao longo de décadas.</p>
<p data-start="635" data-end="1186">Na UFSM, Luciano acredita que ainda há espaço para ampliar iniciativas ligadas às pesquisas antárticas, embora reconheça que muitos pesquisadores acabam direcionando esforços para demandas consideradas mais urgentes, como estudos relacionados à crise hídrica e à resiliência climática no Rio Grande do Sul. “A água subterrânea acaba sendo um ponto bem importante”, afirma. Para o pesquisador, fortalecer a produção científica em áreas polares também significa ampliar investimentos em formação de pesquisadores, laboratórios e projetos de longo prazo.</p>
<p data-start="1190" data-end="1719">Além da produção acadêmica, Luciano ressalta a importância da divulgação científica para aproximar a população das pesquisas realizadas no continente gelado. Segundo ele, eventos e palestras ajudam a despertar o interesse de estudantes e da sociedade para temas ligados às mudanças climáticas e ao papel estratégico da Antártida na compreensão do planeta. “Foi bem interessante, porque tivemos perguntas tanto mais pessoais quanto perguntas mais técnicas, mais científicas”, relembra sobre uma <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/eventos/relatos-de-expedicoes-cientificas-na-antartica-experiencias-e-desafios-em-campo">palestra</a> recente realizada na UFSM.<span style="background-color: #ffff00"><br /></span></p>
<h3><b>Curiosidades sobre a Antártica</b></h3>
<p>Além da relevância científica e climática, a Antártica também chama atenção por seus fenômenos naturais extremos. Segundo a British Antarctic Survey, instituição britânica especializada em pesquisas polares, durante o verão antártico, algumas regiões permanecem iluminadas pelo Sol durante 24 horas por dia. Já no inverno ocorre o contrário: períodos prolongados de escuridão tomam conta do continente por vários meses consecutivos.</p>
<p>Mesmo em condições consideradas inóspitas para os seres humanos, diversos animais conseguem sobreviver na região. Entre as espécies mais conhecidas estão focas, baleias e o pinguim-imperador, símbolo do continente por sua capacidade de resistir às baixíssimas temperaturas e aos fortes ventos. Outra curiosidade está escondida sob as espessas camadas de gelo. A Antártica abriga montanhas, lagos subterrâneos e até vulcões ativos. Um dos mais conhecidos é o Monte Erebus, localizado na Ilha de Ross e considerado o vulcão ativo mais ao sul do planeta.</p>
<p>Pesquisas realizadas no continente também já encontraram fósseis de plantas e dinossauros, evidências de que a Antártica nem sempre foi coberta por gelo. Milhões de anos atrás, a região possuía temperaturas muito mais elevadas e condições ambientais bastante diferentes das atuais.</p>
<p>Até mesmo o nome do continente guarda uma curiosidade pouco conhecida. Afinal, devemos chamá-lo de Antártida ou Antártica? As duas formas estão corretas e possuem origem no termo grego <i>antarktikós</i>, que significa “oposto ao Ártico”. No português, “Antártida” costuma ser usada para se referir especificamente ao continente gelado, enquanto “Antártica” aparece com frequência em contextos científicos e geográficos. No fim das contas, independentemente do nome escolhido, o vasto território de gelo continua despertando fascínio e sendo uma das regiões mais importantes para a compreensão do planeta.</p>
<p><i><strong>Texto e artes:</strong> Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista a Agência de Notícias<br /></i><i><strong>Fotos:</strong> arquivo do Centro Polar e Climático e de Luciano Marchetto<br /></i><i style="font-size: revert;color: initial"><strong>Edição:</strong> Lucas Casali</i></p>

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				<title>Seminário sobre meio ambiente e Antártida ocorre na UFSM na quinta (25)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/05/23/seminario-sobre-meio-ambiente-e-antartida-ocorre-na-ufsm-na-quinta-25</link>
				<pubDate>Tue, 23 May 2023 13:38:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[antártida]]></category>
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						<description><![CDATA[Evento é aberto à comunidade e recebe inscrições até quarta (24)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O seminário “<span>Meio ambiente e Antártida: consequências para o RS e países vizinhos” ocorre na quinta-feira (25), às 14h, no Auditório Flávio Miguel Schneider (ao lado do prédio 42). O palestrante será o professor da UFRGS Jefferson Cardia Simões. </span></p>
<p><span>O evento é aberto para a comunidade em geral. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo <a href="https://forms.gle/76sxAfwyKyNiQoyc8" target="_blank" rel="noopener">link</a> até quarta (24).</span></p>
<div>A realização é do Programa de Educação Socioambiental, curso de Engenharia Florestal e Diretório Acadêmico da Engenharia Florestal, com apoio da<span style="font-size: revert;color: initial"> Pró-Reitoria de Extensão (PRE), </span><span style="font-size: revert;color: initial">Jardim Botânico, </span><span style="font-size: revert;color: initial">Sindicato de Técnicos de Nível Superior (Atens), </span><span>Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm) e c</span><span style="font-size: revert;color: initial">urso de Geografia da UFSM.</span></div>
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