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				<title>CCNE inaugura banco vermelho, o 10º do Campus Sede da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/21/ccne-inaugura-banco-vermelho-o-10o-do-campus-sede-a-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 21 May 2026 14:20:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[banco vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>

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						<description><![CDATA[Momento simbólico recorda a luta feminina pela vida e pelo respeito na sociedade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72895" align="alignright" width="582"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Banco-Vermelho-CCNE.jpg"><img class=" wp-image-72895" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Banco-Vermelho-CCNE.jpg" alt="" width="582" height="388" /></a> Inauguração ocorreu na quarta-feira (20)[/caption]
<p>Na última quarta-feira (20), o Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM realizou a inauguração do banco vermelho. Localizado na lateral do Prédio 13, em área aberta, o banco foi posicionado em um local com ampla circulação de pessoas da comunidade acadêmica e externa, ampliando a visibilidade da campanha de conscientização sobre violências de gênero na sociedade.</p>
<p>Durante a cerimônia, a reitora da UFSM, professora Martha Adaime, destacou a importância da instalação do banco e do momento simbólico de inauguração para recordar a luta feminina pela vida e pelo respeito na sociedade. Martha, que já foi diretora do CCNE, também lembrou das dificuldades que professoras, técnico-administrativas em educação e estudantes mulheres enfrentam no ambiente acadêmico, especialmente na caminhada para alcançar e permanecer em cargos estratégicos e de poder em universidades e na sociedade.</p>
<p>Para a professora Laís Loose, docente do departamento de Estatística da UFSM e integrante do <a href="https://www.instagram.com/guriastecufsm/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.instagram.com/guriastecufsm/&amp;source=gmail&amp;ust=1779458689150000&amp;usg=AOvVaw2CSI_-3BJXWKnoXhpSJVZ1">projeto de extensão GuriasTech</a>, não basta apenas atrair meninas para as áreas de ciências exatas, engenharias e tecnologias, sendo necessário o movimento de consolidar um ambiente seguro para sua permanência. A docente enfatizou a importância de ações que incentivem mais mulheres a ingressar e permanecer na UFSM, garantindo o desenvolvimento do conhecimento científico e humano em suas atividades acadêmicas e profissionais.</p>
<p>Cristiane Amoretti, secretária executiva do Setor de Apoio Pedagógico do CCNE, afirmou que não se pode pensar em uma universidade mais plural sem ações de conscientização e de promoção da igualdade de gênero no ambiente acadêmico. Para Cristiane, ações como o banco vermelho, que recordam vidas impedidas de se desenvolver, mostram que há um longo caminho a ser trilhado em busca de ambientes com mais respeito e possibilidades para meninas e mulheres na sociedade.</p>
<p>Participaram do evento de inauguração representantes do Gabinete da Reitoria, Pró-Reitoria de Extensão, Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, Pró-Reitoria de Graduação, Casa Verônica, docentes, TAES e estudantes do CCNE e de outros Centros acadêmicos da UFSM.</p>
<h3>Sobre o banco vermelho</h3>
<p>A campanha do Banco Vermelho é um convite à reflexão, ao acolhimento e à responsabilidade coletiva na construção de uma sociedade mais segura, justa e igualitária - especialmente para as mulheres. Criada em 2016, na Itália, a campanha se espalhou pelo mundo para chamar a atenção para as diversas violências de gênero que acometem a sociedade.</p>
<p>A cerimônia de inauguração do banco vermelho no CCNE marcou a instalação do 10º banco no campus da UFSM Santa Maria.</p>
<p><em>Texto: Subdivisão de Comunicação do CCNE</em><br /><em>Foto: Divulgação</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Banco Vermelho chega ao CAL e reforça combate à violência contra a mulher</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/11/banco-vermelho-chega-ao-cal-e-reforca-combate-a-violencia-contra-a-mulher</link>
				<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:34:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[banco vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
		<category><![CDATA[casa verônica]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>

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						<description><![CDATA[Cerimônia no prédio 40 reuniu comunidade acadêmica e contou com a performance “Ethos, primeiro movimento: Patriarcado”]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72759" align="alignright" width="504"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMG_9978-1024x768.jpg" alt="Foto na horizontal, colorida. Em ambiente interno, um grupo de treze pessoas posam para foto atrás do banco pintado de vermelho, colocado ao centro da imagem. No encosto do banco há frases escritas em branco e um cartaz informativo sobre a campanha. As pessoas sorriem e estão lado a lado, algumas com roupas escuras e outras com peças coloridas. À esquerda, há uma caixa de som preta grande no chão. O espaço possui piso cinza, paredes em tons de cinza e bege, colunas laterais e iluminação. Ao fundo, outras pessoas aparecem em pé próximas à parede." width="504" height="378" /> Comunidade acadêmica se reuniu no hall do prédio 40 para inauguração[/caption]
<p data-start="205" data-end="853">Com a frase “Nós não queremos nenhuma de nós a menos”, a reitora da UFSM, Martha Adaime, marcou a inauguração de mais uma unidade do Banco Vermelho no campus sede da instituição, realizada na última sexta-feira (8). Instalado no hall do prédio 40, no Centro de Artes e Letras (CAL), o objeto simbólico reforça o compromisso da universidade com o enfrentamento à violência contra a mulher. A programação também contou com a performance de estudantes intitulada “Ethos, primeiro movimento: Patriarcado”. Com a nova instalação, a UFSM passa a contar com cinco bancos vermelhos distribuídos em diferentes pontos da universidade.</p>
<p data-start="857" data-end="1280">A inauguração foi promovida pelo Centro de Artes e Letras, em conjunto com a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e a Casa Verônica, integrando a programação institucional “8M na UFSM: pela vida das mulheres”. No CAL, o Banco Vermelho foi instalado inicialmente no prédio 40, mas a proposta é que ele circule também pelos demais prédios vinculados ao centro, ampliando a visibilidade da campanha em diferentes espaços acadêmicos.</p>
<h3 data-start="1284" data-end="1313">Arte e compromisso social</h3>
[caption id="attachment_72760" align="alignleft" width="378"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMG_9982-768x1024.jpg" alt="Foto na vertical, colorida. Em ambiente interno, uma estudante se apresenta no centro da imagem durante performance artística. Ela veste roupas cinzas e brancas e está em movimento, com uma perna levantada e um braço próximo ao rosto. Ao fundo, outro estudante de roupa preta acompanha a cena. No chão, há balões pretos e cartazes espalhados. À direita, parte do público aparece sentado, observando a apresentação. O espaço possui piso cinza e parede clara ao fundo." width="378" height="504" /> Estudantes apresentaram a performance “ETHOS, primeiro movimento: Patriarcado”[/caption]
<p data-start="1317" data-end="1487">Durante a cerimônia, o diretor do Centro de Artes e Letras, Gil Roberto Costa Negreiros, ressaltou o posicionamento institucional do centro diante da pauta. “O CAL reafirma, neste ato, sua posição em defesa dos direitos humanos, da dignidade de todas as mulheres, cis ou trans, e da construção de uma cultura baseada no respeito, na igualdade e na liberdade”, destacou.</p>
<p data-start="1709" data-end="2023">Entre os estudantes envolvidos na confecção e pintura do Banco Vermelho está Vennus, acadêmica do curso de Artes Visuais – Licenciatura. Segundo ela, a composição do grupo responsável pela pintura também carrega um significado simbólico, marcado pela diversidade de identidades e trajetórias representadas na ação. Para a estudante, o projeto demonstra como a arte pode fortalecer a conscientização sobre pautas sociais urgentes dentro da universidade. “Participar disso de uma maneira dentro da nossa área, que é artística, foi muito enriquecedor, não só para a gente, como também para a sociedade e para a comunidade acadêmica”, afirmou.</p>
<p data-start="2360" data-end="2515">Ela também relatou que, durante o processo de pintura, situações das quais tomou conhecimento por meio de notícias reforçaram ainda mais o sentido da ação. “Enquanto a gente estava pintando os bancos, soubemos de casos de assédio ao mesmo tempo em que pintávamos, então era como se aquilo reforçasse a importância também do que a gente estava fazendo”, afirmou.</p>
<h3 data-start="2730" data-end="2774">“ETHOS, primeiro movimento: Patriarcado”</h3>
<p data-start="2778" data-end="3003">Desenvolvida pelo grupo de pesquisa “Corpo, Imagem e Imaginação”, a apresentação “ETHOS, primeiro movimento: Patriarcado” foi coordenada pela professora Mariane Magno Ribas, do Departamento de Artes Cênicas. Durante a apresentação, uma projeção ao fundo exibia um cronômetro que simbolizava a recorrência da violência contra a mulher no país. A contagem foi baseada em dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, segundo os quais uma mulher sofre algum tipo de violência a cada 30 segundos no Brasil.</p>
<p data-start="3314" data-end="3497">A professora Mariane destacou o potencial da linguagem artística como ferramenta de conscientização e transformação social, especialmente no enfrentamento à violência contra a mulher. “A arte, em sua diversidade expressiva e provocativa, pode colaborar com a transformação do sujeito e da sociedade de muitas formas, tanto pela empatia quanto pelo pensamento reflexivo”, afirmou.</p>
<p data-start="3702" data-end="4018">Após a performance, foi anunciada a abertura de um canal de coleta de relatos sobre situações machistas e misóginas, iniciativa vinculada à pesquisa desenvolvida pelo grupo. De acordo com a docente, neste momento, o grupo busca reunir experiências e narrativas que dialoguem com a proposta cênica em desenvolvimento.</p>
<p data-start="4022" data-end="4159">Os depoimentos podem ser encaminhados para o número (55) 99655-0683 e irão contribuir para a construção artística e reflexiva do projeto.</p>
<h3 data-start="4163" data-end="4205">Política institucional e rede de apoio</h3>
[caption id="attachment_72761" align="aligncenter" width="613"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMG_9981-1024x768.jpg" alt="oto colorida na horizontal que mostra, ao centro, um cartaz da campanha “Feminicídio Zero” fixado no banco pintado de vermelho. O cartaz possui fundo branco e vermelho, com textos informativos sobre violência contra a mulher e dados sobre feminicídio no Brasil, além de QR codes e logos institucionais na parte inferior. Ao redor do cartaz, aparecem partes do banco pintadas em tinta branca. À direita, é possível ver a estrutura do encosto do banco em madeira vermelha." width="613" height="460" /> O banco faz parte da campanha “Feminicídio Zero”[/caption]
<p data-start="4209" data-end="4543">Aprovada em 2021, a Política de Igualdade de Gênero da UFSM busca promover um ambiente universitário baseado no respeito à diversidade e na equidade. Entre os objetivos estão o combate à discriminação de gênero, a criação de mecanismos institucionais de igualdade e a promoção de espaços de formação e reflexão dentro da universidade.</p>
<p data-start="4547" data-end="4952">Um dos espaços que materializam essa política na universidade é a Casa Verônica, uma das entidades promotoras da instalação do Banco Vermelho no CAL e em outros locais do campus. Voltada à promoção da igualdade de gênero e ao acolhimento da comunidade acadêmica, a iniciativa oferece atividades educativas, como rodas de conversa, oficinas e cursos, além de atendimento psicossocial e orientação jurídica.</p>
<p data-start="4956" data-end="5227">Dando continuidade à programação, as próximas inaugurações já estão previstas: em 18 de maio, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE); em 19 de maio, no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD); e, em 20 de maio, no Espaço Multidisciplinar de Silveira Martins.</p>
<p data-start="5231" data-end="5503">Para solicitar algum dos serviços da Casa Verônica, acesse <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/casa-veronica/casa-veronica-servicos?utm_source=chatgpt.com" target="_new" rel="noopener" data-start="5290" data-end="5448">Casa Verônica – Serviços</a> ou entre em contato pelo e-mail <a rel="noopener" data-start="5481" data-end="5502">acolhimentocv@ufsm.br</a>.</p>
<p data-start="5507" data-end="5525"><strong data-start="5507" data-end="5525">Contatos úteis</strong></p>
<ul data-start="5527" data-end="5738">
<li data-start="5527" data-end="5565">Central de Atendimento à Mulher: 180</li>
<li data-start="5567" data-end="5615">Brigada Militar | Patrulha Maria da Penha: 190</li>
<li data-start="5617" data-end="5628">SAMU: 192</li>
<li data-start="5630" data-end="5650">Polícia Civil: 197</li>
<li data-start="5652" data-end="5675">Direitos Humanos: 100</li>
<li data-start="5677" data-end="5713">Centro de Valorização da Vida: 188</li>
<li data-start="5715" data-end="5738">Conselho Tutelar: 125</li>
</ul>
<p data-start="5742" data-end="5850" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em><strong data-start="5742" data-end="5760">Texto e fotos:</strong> Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br data-start="5834" data-end="5838" /><em><strong data-start="5838" data-end="5849">Edição: </strong>Mariana Henriques, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Banco vermelho é inaugurado no CCS e reforça debate interseccional sobre violência contra mulheres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/17/banco-vermelho-e-inaugurado-no-ccs-e-reforca-debate-interseccional-sobre-violencia-contra-mulheres</link>
				<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 11:16:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[banco vermelho]]></category>
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		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>

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						<description><![CDATA[Ação reúne comunidade acadêmica para discutir desigualdades que atravessam diferentes marcadores sociais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72530" align="alignright" width="564"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/FOTO2.jpg"><img class="wp-image-72530" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/FOTO2.jpg" alt="" width="564" height="376" /></a> Banco vermelho do CCS tem citação da filósofa Djamila Ribeiro[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">“Não se pode ter seletividade quando o assunto é o combate ao machismo”. A frase de Djamila Ribeiro é o que estampa o mais novo banco vermelho da UFSM, inaugurado no Centro de Ciências da Saúde (CCS) na última quarta-feira (15). O momento foi pensado para conscientizar a comunidade acadêmica acerca do combate ao feminicídio. Na Universidade, a iniciativa parte do Gabinete da Reitora e da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), por meio da Casa Verônica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a ocasião, o evento contou com a roda de conversa “Gênero, raça e violências: lutas e desafios no enfrentamento à violência contra as mulheres”, coordenada pela professora Monalisa Siqueira, presidente da Comissão de Igualdade de Gênero na UFSM, no auditório do prédio 26B. Ela comenta: “trata-se de um debate que atravessa nossos corpos, nossa vida pessoal e profissional”.</span></p>
[caption id="attachment_72534" align="alignleft" width="564"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A1041.jpg"><img class=" wp-image-72534" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A1041.jpg" alt="" width="564" height="376" /></a> Monalisa, Martha e Cláudia participaram de roda de conversa[/caption]
<h3>Uma luta para pensar gênero, raça e classe</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para somar à discussão, fizeram-se presentes professores, estudantes, servidores e autoridades. A professora Cláudia Bassoaldo, coordenadora da Política de Promoção da Igualdade Racial do município, alerta sobre o racismo estrutural presente neste tipo de violência. Os números não negam: conforme dados divulgados em 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), </span><a href="https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2026/03/nota-tecnica-dia-mulher-2026.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">mulheres negras continuam sendo o maior alvo de feminicídio no Brasil, representando 62,6% das vítimas entre 2021 e 2024</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Cláudia vê o banco vermelho não apenas como um espaço de reflexão, mas de denúncia, ao evidenciar que diferentes vidas são atravessadas por desigualdades que as tornam mais vulneráveis à violência. Ela chama a atenção para o fato de que, mesmo com todos os avanços da sociedade contemporânea, ainda é muito raro ver mulheres negras ocupando os espaços públicos. A professora conclui: “enquanto eu puder falar, falarei, mesmo que incomode. Se a gente não incomodar, isso será naturalizado”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Somente em 2026, o Rio Grande do Sul já registrou, até o momento, 27 casos de feminicídio</span><span style="font-weight: 400">. O número acende um alerta, mas também aponta para a necessidade de compreensão. O conceito de interseccionalidade, formulado por Kimberlé Crenshaw e reiterado por pensadoras como Djamila Ribeiro, fala justamente dessas desigualdades, que incidem de forma desproporcional sobre as mulheres.</span></p>
[caption id="attachment_72532" align="alignright" width="563"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/FOTO6.jpg"><img class=" wp-image-72532" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/FOTO6.jpg" alt="" width="563" height="375" /></a> Professores, estudantes, servidores e autoridades presentes na inauguração do banco vermelho do CCS[/caption]
<h3>Liderança feminina à frente da mudança social</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Encerrada a roda de conversa, a professora Monalisa realizou o protocolo inaugural do banco vermelho, localizado no hall do CCS, entre os prédios 26A e 26B. Ela comenta: “fica, então, a reflexão para o CCS, majoritariamente composto por mulheres”. Além da grande presença feminina de estudantes, o centro possui uma mulher à frente do cargo de direção: a professora Maria Denise Schimith. A diretora percebe o papel da área da saúde no combate à violência contra a mulher e conclui: “precisamos pesquisar, estudar, fazer a extensão e o cuidado. A gente deve formar os profissionais da saúde para que eles não repliquem atos machistas e misóginos”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Primeira mulher a ocupar o cargo de reitora da UFSM, a professora Martha Adaime reafirma o compromisso com a campanha dos bancos vermelhos, fomentada tanto por ela quanto pelas demais reitoras do estado. Ela conta que, ao falar sobre a proposta ao restante das chefias universitárias do Brasil, a reação foi de estranheza: muitos sequer conheciam a iniciativa. </span></p>
<h3>Banco vermelho: da Europa ao Brasil</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio, o banco vermelho é um marco visual que busca chamar a atenção para a violência contra as mulheres. A campanha originou-se na Itália em 2016 e visa ocupar espaços públicos com bancos pintados de vermelho para representar o sangue derramado pelas vítimas e os lugares vazios deixados por mulheres assassinadas. No Brasil, a ação foi oficializada pela </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14942.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">Lei nº 14.942/2024</span></a><span style="font-weight: 400"> e executada pelo </span><a href="https://institutobancovermelho.org.br/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">Instituto Banco Vermelho</span></a><span style="font-weight: 400"> em parceria com municípios e instituições de ensino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dentro da UFSM, o primeiro banco foi inaugurado em dezembro de 2025, no </span><span style="font-weight: 400">hall </span><span style="font-weight: 400">do Restaurante Universitário 1 (RU1). Até o momento, já são quatro: além do RU1 e CCS, há bancos vermelhos também no Centro de Educação (CE) e no Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH). A ideia é que todos os centros sejam contemplados com a iniciativa, que se soma a outras ações voltadas à promoção da igualdade de gênero e ao combate às violências, fortalecendo o compromisso da Universidade com a pauta. </span></p>
[caption id="attachment_72533" align="alignleft" width="429"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/foto7.jpg"><img class=" wp-image-72533" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/foto7.jpg" alt="" width="429" height="286" /></a> Iniciativa é executada, no Brasil, pelo Instituto Banco Vermelho[/caption]
<h3>Denuncie</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A Casa Verônica, vinculada ao Observatório de Direitos Humanos (ODH), disponibiliza em seu site uma </span><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/casa-veronica/onde-procurar-ajuda" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">seção específica com orientações sobre onde procurar ajuda em casos de violência</span></a><span style="font-weight: 400">. A página reúne informações sobre serviços de atendimento nos diferentes campi da Universidade, além de indicar caminhos para denúncia e proteção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A denúncia é um passo fundamental para o enfrentamento da violência e para a proteção das vítimas. Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados por meio do </span>telefone 180<span style="font-weight: 400">, canal nacional de atendimento que funciona gratuitamente em todo o país. </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Conheça outros contatos úteis:</span></em></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400"> Direitos Humanos: 100</span></li>
<li><span style="font-weight: 400"> Centro de Referência da Mulher (CRM): (55) 3174-1519, opção 2, e (55) 99139 4971 (WhatsApp)</span></li>
<li><span style="font-weight: 400"> Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM): (55) 3174-2252</span></li>
<li><span style="font-weight: 400"> Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA): (55) 3174-2225</span></li>
<li><span style="font-weight: 400"> Polícia Civil: 197</span></li>
<li><span style="font-weight: 400"> Brigada Militar: 190 </span></li>
<li><span style="font-weight: 400"> Guarda Municipal: 153 (Ciosp)</span></li>
<li><span style="font-weight: 400"> Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Santa Maria: (55) 3222-8888</span></li>
<li><span style="font-weight: 400"> Ministério Público: (55) 3222-9049</span></li>
<li><span style="font-weight: 400"> Defensoria Pública: (55) 3218-1032</span></li>
</ul>
<p><em>Texto<span style="font-weight: 400">: Camille Moraes, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias</span></em><br /><em>Fotos<span style="font-weight: 400">: Mathias Ilnicki, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></em><br /><em>Edição: Lucas Casali e Ricardo Bonfanti, jornalistas</em></p>
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