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				<title>UFSM participa da elaboração de tecnologia que melhora o solo a partir dos resíduos da uva</title>
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				<pubDate>Tue, 19 Jul 2022 13:16:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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						<description><![CDATA[Professores dos Departamentos de Fitotecnia e de Engenharia Química contribuem com o projeto da UPF]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_59143" align="alignright" width="566"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/07/tecnologia-uva-foto-A.jpg"><img class="wp-image-59143" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/07/tecnologia-uva-foto-A.jpg" alt="Foto colorida horizontal mostra quatro pessoas ao redor de uma mesa em um ambiente que lembra laboratório. Elas estão de jaleco branco, usam máscaras, e uma delas, o único homem, segura nas mãos dois pequenos recipientes. Sobre a mesa há outro terceiro recipiente. Ao fundo há equipamentos" width="566" height="377" /></a> Carvão vegetal foi desenvolvido em parceria entre UPF e UFSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A UFSM está participando da criação de uma tecnologia que tem como objetivo aperfeiçoar a qualidade do solo utilizando os resíduos da uva. Essa ferramenta foi nomeada de “Imobilização de microrganismos em biochar de resíduos de uva para incorporação em fertilizante NPK” e o desenvolvimento dela é coordenado pelo professor da Universidade de Passo Fundo (UPF) Jeferson Piccin. O projeto é em parceria com a Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, conta com apoio de empresas, além da participação da instituição santa-mariense. Os professores do Departamento de Fitotecnia do CCR, Thomas Martin, e do Departamento de Engenharia Química do CCNE, Guilherme Dotto, ambos do Campus de Santa Maria, são os colaboradores institucionais do projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A ideia da tecnologia é reservar os resíduos da uva que são descartados na produção de vinhos e sucos, como o bagaço - cascas e sementes -, e transformá-los em uma espécie de carvão vegetal, o biochar, valorizando-os. Isso se dá por meio do processo de pirólise, que ocorre quando a matéria orgânica é submetida a altas temperaturas em um ambiente desprovido de oxigênio, logo, se decompondo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Após esta primeira etapa, microrganismos que auxiliam na promoção do crescimento de plantas são associados ao carvão formado. Assim, torna-se útil na substituição - ou na complementação - na adubação de culturas agrícolas e na qualificação dos solos para cultivo.</span></p>
<h3><b>Participação da UFSM no projeto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com Martin, a UFSM é responsável por fazer os experimentos de campo da tecnologia, ou seja, selecionar os resíduos, misturar com microrganismos e aplicar no solo. “A gente já está fazendo na cultura do trigo para verificar o crescimento da planta, o sistema radicular e a produtividade de grãos de trigo”, contou o colaborador do projeto. Da mesma forma, seu colega de Instituição conta que a Universidade auxilia no desenvolvimento do biochar - o carvão vegetal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor de Agronomia também explica a relevância do projeto para a comunidade, especialmente a ligada ao setor agrícola. “É um projeto bem interessante do ponto de vista sustentável. A gente entende que a sustentabilidade está vinculada a alguns eixos, como a preservação econômica, a social e a ambiental. Nesse sentido, encaixa perfeitamente porque pode reduzir custos de adubação da cultura, promover maior crescimento da planta, ser revertido em maior rentabilidade de grãos, e o agricultor ter o maior rendimento econômico dessa cultura”, declarou o docente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor do Departamento de Engenharia Química cita que “formar mestres e doutores a partir do desenvolvimento do biochar e fortalecer relações com empresas do setor e a própria UPF” são maneiras que a Instituição se beneficia da colaboração na criação da tecnologia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto ainda está na fase inicial de pesquisas e a previsão é de que, no mínimo, em 2025 esta primeira etapa seja concluída.</span></p>
<p><em>Texto: Pedro Pereira, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: </em><span style="font-weight: 400"><em>Carla Vailatti/Assessoria de Imprensa da UPF</em> <br /></span><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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