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				<title>Tecnologia desenvolvida pela UFSM e URI permite aproveitar sais residuais da glicerina</title>
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				<pubDate>Wed, 20 May 2020 10:54:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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						<description><![CDATA[Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da UFSM e da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) permite o aproveitamento da glicerina, um subproduto gerado na produção de biodiesel. O método criado por eles é uma alternativa para o uso comercial dos sais residuais gerados durante o processo de destilação da glicerina. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="ltr">Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da UFSM e da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) permite o aproveitamento da glicerina, um subproduto gerado na produção de biodiesel. O <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/02/4.23-PROCESSO-DE-PURIFICA%C3%87%C3%83O-DE-SAL-RESIDUAL-E-USO-DO-SAL.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/02/4.23-PROCESSO-DE-PURIFICA%25C3%2587%25C3%2583O-DE-SAL-RESIDUAL-E-USO-DO-SAL.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255773000&amp;usg=AFQjCNHceDY5G1h4pWZ5nR-DfQET5g9EuA">método</a> criado por eles é uma alternativa para o uso comercial dos sais residuais gerados durante o processo de destilação da glicerina. Segundo os pesquisadores, as usinas poderão faturar R$ 15 milhões por ano com a venda do sal purificado, e uma economia de aproximadamente R$ 2,25 milhões de reais com a conta do aterro desse material que não será mais descartado, colaborando para a preservação do meio ambiente. </p>
<p dir="ltr">Segundo a edição mais recente do <a href="http://www.anp.gov.br/arquivos/central-conteudos/anuario-estatistico/2019/2019-anuario-versao-impressao.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.anp.gov.br/arquivos/central-conteudos/anuario-estatistico/2019/2019-anuario-versao-impressao.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255773000&amp;usg=AFQjCNGkU6-ys_pUxywBbn7z5cqySQpFkg">Anuário Estatístico</a> da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (<a href="http://www.anp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.anp.gov.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255773000&amp;usg=AFQjCNHRaGobWr1BS7bg_vJcm2v8w9t82Q">ANP</a>) em 2018 as usinas de biodiesel fabricaram um total de 440,6 milhões de litros de glicerina como resultado de suas atividades. Para cada 10 litros de biocombustível é gerado cerca de um litro de glicerina. </p>
<p dir="ltr">Em entrevista para o portal da revista<a href="https://www.biodieselbr.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.biodieselbr.com/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255773000&amp;usg=AFQjCNFurJ8mtl29R4wbjNGfeJwCRGKvvA"> Biodieselbr</a>, mídia especializada no assunto, o professor do curso Engenharia Agrícola do campus UFSM em Cachoeira do Sul, Marcus Vinícius Tres, explica que o problema é que essa glicerina não sai das usinas em condições de uso imediato. Antes, o material precisa passar por um processo de destilação que deixa para trás quantidades consideráveis de um tipo de resíduo sólido – entre 17 e 18 mil toneladas apenas no ano passado – que, até agora, tinha que ser descartado com cuidados especiais que geram um alto custo para as empresas do setor. “Ele é classificado como um resíduo classe 2 não inerte, ou seja, possuem propriedades, como biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Isso exige que ele seja descartado em aterros sanitários especiais para a indústria química ao custo de R$ 150 por tonelada”. </p>
<p dir="ltr">Para identificar e buscar soluções para reduzir o custo do descarte dos resíduos, o grupo de pesquisadores realizou visitas técnicas em empresas do setor. “Fizemos reuniões com o pessoal da direção de algumas usinas e esse foi um dos problemas que eles identificaram como prioritário”. Como a maior parte do resíduo era formada por sais, uma solução seria destiná-lo para a indústria de alimentação animal, mas isso esbarrava na rejeição do produto in natura. “Esse sal está contaminado por ácidos graxos e os animais não o aceitam sem purificação, mesmo quando misturado à ração convencional”, explica.</p>
<p dir="ltr"><strong>Entenda como funciona o  Processo de Purificação de Sal Residual e Uso do Sal desenvolvido pelos pesquisadores</strong></p>
<p dir="ltr">O sal bruto é misturado com um solvente que separa contaminantes do sal purificado. No final, cerca de 80% da massa total pode ser aproveitada. “Estamos falando de algo em torno de 14 a 15 mil toneladas anuais”, ressalta o professor. Além de uma economia de aproximadamente R$ 2,25 milhões por ano só com a conta do aterro desse material. O professor Marcus estima que as usinas também poderão ganhar R$ 15 milhões por ano com a venda do sal purificado. O professor ressalta que com a nova tecnologia, o setor deixa de gastar com sua disposição final, além de ganhar com a comercialização de um produto, “também, podemos relacionar ganhos indiretos vinculados a imagem e visibilidade da empresa no se refere às questões  ambientais”, explica.</p>
<p dir="ltr"><strong>Invenção que colabora para a preservação do meio ambiente</strong></p>
<p dir="ltr">Recentemente, a Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (<a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNEJZebaC63TFRhhN3DARfhC4EQldw">Agittec</a>) da UFSM publicou uma reportagem sobre o <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/2020/04/26/26-de-abril-dia-mundial-da-propriedade-intelectual-3/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/2020/04/26/26-de-abril-dia-mundial-da-propriedade-intelectual-3/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNGCBvfpHYBNqKet20hE4ShW2LI8pA">Dia Mundial da Propriedade Intelectual</a>, e neste ano o tema da campanha era Inovar para um futuro verde. A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (<a href="https://www.wipo.int/portal/en/index.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.wipo.int/portal/en/index.html&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNF7aan7wdGGELlWxIuZdABgimAvIQ">OMPI</a>), reconhece cada vez mais que a tecnologia constitui parte da solução. Para a organização, isto evidencia ainda mais a necessidade de esforços redobrados para criar sólidos sistemas de inovação nacionais e de possibilitar o acesso a sistemas eficazes de P<a href="https://www.wipo.int/about-ip/en/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.wipo.int/about-ip/en/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNFI47s_w5WKubZOIPh_K93huMVVlg">ropriedade Intelectual</a> (PI) que apoiem o desenvolvimento e a aplicação das tecnologias, produtos e serviços necessários para a transição a um futuro verde. </p>
<p dir="ltr">Para o professor do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marco Di Luccio a invenção pode colaborar para o meio ambiente, porque os sais gerados na purificação da glicerina, não serão mais descartados de formas inadequadas no solo, ou  em aterros industriais controlados. “Ao aproveitar esse resíduo para o uso em ração animal, o descarte no ambiente deixa de ser necessário, diminuindo a necessidade de uso de aterros ou ainda evitando a contaminação de solos pela disposição inadequada”, ressalta. </p>
<p dir="ltr"><strong>Glicerina gerada na produção de biodiesel no Brasil</strong></p>
<p dir="ltr">Segundo a edição mais recente do Anuário Estatístico da ANP, a Região Sul é a maior geradora de glicerina na produção de biodiesel no Brasil. Só o estado do  Rio Grande do Sul representa 26% da geração desse subproduto no Brasil. A partir disso, é perceptível que a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores atende uma demanda maior no estado. </p>
<p dir="ltr">A glicerina gerada pode variar em função do processo de produção e das matérias-primas utilizadas. Em 2018, a maior geração de glicerina se deu na Região Sul (40,7% do total), seguida das regiões Centro-Oeste (39,7%), Sudeste (9%), Nordeste (7,7%) e Norte (2,9%). A tabela e o gráfico abaixo estão no Anuário Estatístico da ANP, e referem- se à geração de glicerina bruta na produção de biodiesel no Brasil, veja: </p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/05/tabela-1.png"><img class="wp-image-52219 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/05/tabela-1.png" alt="" width="656" height="477" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/05/tabela-2.png"><img class="wp-image-52220 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/05/tabela-2.png" alt="" width="656" height="432" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong>Transferência da tecnologia</strong></p>
<p dir="ltr">Os pesquisadores receberam o suporte da <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/propriedade-intelectual/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/propriedade-intelectual/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNEGM8I0eIfETH5zFk8YzBuDIxKnyw">Coordenadoria de Propriedade Intelectual</a> (CPI) da Agittec, que realizou o depósito da patente dessa nova tecnologia junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Atualmente, a tecnologia está em fase de prospecção de parcerias que permitam levar a tecnologia até as usinas. Essa fase é desenvolvida pela <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/coordenadoria-de-transferencia-de-tecnologia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/coordenadoria-de-transferencia-de-tecnologia/&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNFsv1KByhm8hZ_gYFrqqTlb-6cLMA">Coordenadoria de Transferência de Tecnologia </a>(CTT) da Agittec, juntamente com os pesquisadores.</p>
<p dir="ltr">Segundo o professor Marcus, “o foco são empresas que tenham plantas de destilação de glicerina”, finaliza. A CTT atua na relação entre a UFSM e instituições públicas ou privadas para apoiar iniciativas de pesquisa tecnológica e inovação, com a finalidade de incentivar à transferência do conhecimento gerado no ambiente acadêmico à sociedade. </p>
<p dir="ltr">Os inventores do <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/02/4.23-PROCESSO-DE-PURIFICA%C3%87%C3%83O-DE-SAL-RESIDUAL-E-USO-DO-SAL.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/agittec/wp-content/uploads/sites/399/2020/02/4.23-PROCESSO-DE-PURIFICA%25C3%2587%25C3%2583O-DE-SAL-RESIDUAL-E-USO-DO-SAL.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1590057255774000&amp;usg=AFQjCNFiy99uu_UjhTDyqm2ZLRAdPiBGnA">Processo de Purificação de Sal Residual e Uso do Sal </a>são: Marcus Vinícius Tres (UFSM); Rogério Marcos Dal Lago (URI Erechim); Marshal Paliga (URI Erechim); Carolina Elisa Demaman Oro (URI Erechim) e Marcelo Luis Mignoni (URI Erechim). </p>
<p dir="ltr"><em>Texto: Luana Giazzon, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agittec</em><br /><em>Ilustrações: Camila Santarem, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista da Agittec</em><br /><em>Edição: João Ricardo Gazzaneo</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Combustível que move a universidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/combustivel-que-move-a-universidade</link>
				<pubDate>Wed, 13 Jun 2018 21:30:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustível]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[etanol]]></category>

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						<description><![CDATA[UFSM avança nas pesquisas e na produção de biocombustíveis


]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">De acordo com a </span><span style="font-weight: 400;">Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis,</span><span style="font-weight: 400;"> o Brasil consumiu 136 bilhões de litros de combustíveis em 2017, um aumento de 0,4% em relação ao ano anterior, que registrou a venda de 135,4 bilhões de litros nas bombas de combustíveis. A pesquisa aponta também um aumento do consumo de biocombustíveis - fontes de energia consideradas alternativas, de caráter renovável e </span><a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=1485"><span style="font-weight: 400;">baixos índices de emissão de poluentes</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span>

<span style="font-weight: 400;">Em decorrência do aumento da frota de veículos no país, há uma preocupação cada vez maior sobre a produção de energia limpa. Na UFSM, algumas iniciativas já vêm sendo propostas neste sentido, a exemplo da Usina Piloto de Etanol do Colégio Politécnico. Agora, outro projeto está prestes a sair do papel: a Usina de Biocombustível de maior capacidade sustentável.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-3806" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/06/infográfico-biocombustíveis-1.png" alt="" width="763" height="951" />

<b>Usina de Etanol</b>

<span style="font-weight: 400;">O projeto iniciou em 2009 com a produção do etanol a partir de amiláceas, sendo a primeira usina com esta finalidade no Rio Grande do Sul. Um ano depois, uma </span><a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=1488"><span style="font-weight: 400;">parceria com a Receita Federal</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi firmada e a usina passou a produzir etanol a partir de materiais líquidos apreendidos pela receita, como <em>whiskys</em> e perfumes . Até 2018, a UFSM recebeu 176.316 litros de produtos apreendidos pela Receita Federal que geraram em torno de 17.631 litros de etanol, à graduação 95°C GL.
</span>

[caption id="attachment_3784" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-3784" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/06/11-_MGM5668-2-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Parte do processo de produção de etanol a partir de amiláceas na Usina Piloto[/caption]

<span style="font-weight: 400;">Inicialmente, a maior parte do etanol produzido no campus servia para abastecimento de veículos oficiais e higienização</span><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Segundo o professor e coordenador da usina, Cícero Nogueira, atualmente o combustível é usado majoritariamente nos trabalhos desenvolvidos em laboratórios, sendo o principal deles o Laboratório de Motores, vinculado ao curso de Engenharia Mecânica.</span>

[caption id="attachment_3783" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-3783" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/06/29-_MGM5794-1-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Veículo institucional abastecido com etanol[/caption]

<span style="font-weight: 400;">Antes de 2010, toda a bebida apreendida pela Receita Federal de Santa Maria ia para a Estação de Tratamento de Esgoto do município, o que causava um grande impacto ambiental. Frente aos avanços e aos resultados positivos, o projeto recebeu premiação em 2016, </span><span style="font-weight: 400;">no Concurso Inovação, realizado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap).</span>

<b>Usina de Biodiesel</b>

<span style="font-weight: 400;">A produção de etanol despertou na equipe responsável o desejo de também produzir biodiesel. Foi então que, em 2013, surgiu a ideia de reutilizar os óleos de fritura de restaurantes e lanchonetes da Universidade para a produção deste combustível. No ano seguinte, uma miniusina já trabalhava a todo vapor no Colégio Politécnico, porém sua eficiência sustentável não era alta: muita água era descartada na produção, devido ao processo de lavagem e purificação dos óleos.</span>

[caption id="attachment_3788" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-3788" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/06/UFSM.2018.029.008.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Antiga usina de biodiesel do Colégio Politécnico[/caption]

<span style="font-weight: 400;">O projeto <em>Mobilidade gerada pela sustentabilidade</em> </span><span style="font-weight: 400;">foi então elaborado pelo doutorando Antonio Fantinel e pelos professores Cícero Nogueira e Sérgio Luiz Jahn e a</span><span style="font-weight: 400;">pontou que são descartados cerca de 1500 litros de óleo de fritura residual por mês na UFSM, sendo somente o Restaurante Universitário e o Husm responsáveis por cerca de 850 litros. </span><span style="font-weight: 400;">O projeto objetiva a produção de biodiesel a partir de óleo de fritura para abastecimento de veículos a diesel da instituição, facilitando a mobilidade intra-campus. </span>

<b>Custos e impactos ambientais do Biodiesel</b>

<span style="font-weight: 400;">“Estávamos sendo duplamente sustentáveis, pela transformação de um subproduto altamente poluidor ao meio ambiente e pela produção de um combustível renovável. No entanto, toda produção precisa ser economicamente sustentável, daí a análise econômica da pesquisa”, reflete Antonio Fantinel.</span>

[caption id="attachment_3790" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-3790" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/06/UFSM.2018.029.017.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Armazenamento do óleo de cozinha na usina[/caption]

<span style="font-weight: 400;">O pesquisador resolveu então avaliar a viabilidade econômica e ambiental da produção de biodiesel em uma pequena unidade industrial, empregando óleos e gorduras residuais como matéria-prima. A </span><a href="http://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/8384/FANTINEL,%20ANTONIO%20LUIZ.pdf"><span style="font-weight: 400;">dissertação</span></a><span style="font-weight: 400;">, defendida em 2016, apontou que os custos relativos à produção de biodiesel em pequena escala foram superados e que as vantagens com a utilização dessa matéria-prima poderiam ser ampliadas, se observada sob a perspectiva da sustentabilidade.</span>

<span style="font-weight: 400;">Além disso, as conclusões da pesquisa ressaltaram os benefícios da produção de biocombustível na esfera ambiental, já que este previne que os óleos sejam descartados na rede de esgotos e em rios, e reduz a emissão de gases poluentes; e, na esfera social e econômica, pois pode gerar emprego e renda com a articulação da cadeia de coleta e reciclagem.</span>

<b>Coleta da matéria prima do biodiesel</b>

<span style="font-weight: 400;">Neste ano, a empresa Recóleo, que fazia a </span><a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=2421"><span style="font-weight: 400;">coleta do óleo de cozinha na UFSM</span></a>,<span style="font-weight: 400;"> suspendeu as atividades.  Em fevereiro, o Colégio Politécnico recebeu a instalação da usina de biodiesel com maior capacidade e, até então, o processo passa por alguns ajustes. A ideia, segundo o professor Cícero, é que a usina esteja em pleno funcionamento já a partir do segundo semestre e, possa fazer uso de todo o óleo de cozinha do campus que a Recóleo coletava anteriormente.</span>

<span style="font-weight: 400;">De acordo com Fantinel, com a instalação da usina de biodiesel será possível produzir aproximadamente 1.400 litros de biodiesel ao mês com o óleo de fritura descartado dentro da UFSM. Ele salienta, no entanto, que a produção pode ser muito maior se houver adesão da população acadêmica: “Numa perspectiva que cada pessoa descarte aproximadamente 0,2 litros de óleo de soja ao mês e mais de 25 mil pessoas entre docentes, servidores técnico-administrativos e alunos que transitam diariamente dentro da UFSM, a oferta ia se elevar para 5 mil litros de óleo de fritura.” Dessa forma, segundo o pesquisador seria possível aumentar a produção de biodiesel para mais de 5 mil litros de biodiesel ao mês, sendo possível alimentar o </span><a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=3463"><span style="font-weight: 400;">BUFSM</span></a><span style="font-weight: 400;"> - ônibus que  faz o transporte interno dos alunos.</span>

[caption id="attachment_3787" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-3787" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/06/UFSM.2018.029.005.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Sala que deve receber a usina de biodiesel no próximo semestre[/caption]

<b>Os desafios do cenário atual e os biocombustíveis</b>

<span style="font-weight: 400;">Segundo </span><a href="https://www.eia.gov/outlooks/ieo/pdf/0484(2017).pdf"><span style="font-weight: 400;">relatório</span></a><span style="font-weight: 400;"> divulgado em 2017 pela Agência Internacional de Energia, o consumo mundial de combustíveis fósseis deve seguir aumentando até o ano de 2040. Atualmente, a matriz de transportes no mundo utiliza 95%  de derivados do petróleo; as estimativas para daqui a mais de 20 anos é de que este percentual caia para 88%. Os problemas causados pelo seu uso intensivo do petróleo e seus derivados preocupam estudiosos e reafirmam a necessidade de pensar alternativas.</span>

<span style="font-weight: 400;">De acordo com o professor Cícero Nogueira, a maioria (98%) do etanol utilizado no Rio Grande do Sul vem de fora do Estado e isso se reflete fortemente no valor do produto: “O transporte é feito pelas rodovias e o etanol vem de estados como Paraná, São Paulo e Mato Grosso. O Rio Grande do Sul, por questões climáticas, não é muito favorável à produção cana-de-açúcar mas, em contrapartida, é rico em fontes amiláceas como o arroz.” </span>

<span style="font-weight: 400;">Quase a totalidade do etanol advindo de outros estados é utilizado para abastecer a indústria petroquímica e, na visão de Cícero, o Rio Grande do Sul teria grandes vantagens econômicas ao incentivar mais a produção do biocombustível para abastecer os pólos petroquímicos. Além disso, o professor aponta que a produção local de biocombustível poderia ser uma saída para momentos de crise de abastecimento, como os vivenciados no mês de abril devido à greve dos caminhoneiros.</span>

<span style="font-weight: 400;">Fantinel acredita ser necessário investir mais na produção de biodiesel, já que “</span><span style="font-weight: 400;">a maioria dos biocombustíveis produzidos é de primeira geração, utilizando em seu processo de produção partes comestíveis de plantas como fonte de matéria-prima, e isso faz emergir calorosas discussões relacionadas à segurança alimentar.” Nesta perspectiva, estaria de acordo ao amplo investimento na produção de biocombustíveis utilizando óleo de fritura, por exemplo: “Mantém-se a produção de combustíveis renováveis e também minimiza-se os problemas ambientais pelo descarte impróprio de óleo de fritura”.</span>

<span style="font-weight: 400;">Reportagem: Tainara Liesenfeld</span>

<span style="font-weight: 400;">Fotografia: Rafael Happke</span>

<span style="font-weight: 400;">Ilustração: Pollyana Santoro e Juliana Krupahtz</span>]]></content:encoded>
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				<title>Óleo de cozinha, onde posso descartar?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/oleo-de-cozinha-onde-posso-descartar</link>
				<pubDate>Wed, 18 Oct 2017 16:20:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[complana]]></category>
		<category><![CDATA[fritura]]></category>
		<category><![CDATA[óleo]]></category>

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						<description><![CDATA[Confira onde estão localizados os Pontos de Entrega Voluntária de óleo de fritura na UFSM 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Você sabia que existem vários pontos de coleta de óleo de cozinha espalhados pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)? Essa coleta é realizada pela Comissão de Planejamento Ambiental (Complana) da UFSM em parceria com a empresa Recóleo. Os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) são formados por uma bombona onde o óleo é derramado dentro, e qualquer pessoa pode trazer seu óleo usado dentro de uma garrafa e derramar no local. Além disso, em cada PEV há um cartaz com informações sobre a destinação do óleo até o processo de se tornar biodiesel. Os PEV's que estão espalhados pela UFSM podem ser conferidos neste mapa.

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A empresa Recóleo, de Santa Maria, é a responsável pela coleta e destinação desse óleo. Conforme o proprietário da empresa, Marcelo Sangoi, o recolhimento é feito, em média, a cada 20 dias, com o auxílio de uma picape. A Recóleo serve como um “intermediário” entre a UFSM e as empresas de biodiesel, já que não há uma empresa fixa para o destino final do óleo; então, a Recóleo faz uma análise de mercado, a cada mês, e decide para qual empresa enviar este óleo. <img class="alignright wp-image-2422" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/10/Óleo-de-cozinha-Biodiesel-INFOGRÁFICO-203x300.png" alt="" width="380" height="561" />

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A professora do Departamento de Química Martha Tochetto, que foi coordenadora do Complana até agosto de 2017, explica esta relação entre a UFSM e a empresa: “Inicialmente, fizemos uma parceria com a Fundação M'Oã, que tinha um projeto chamado Saúde da Água e implantou o recolhimento de óleo de fritura usado em Itaara. A parceria da M'Oã era com a Recóleo. Com o término deste projeto, firmamos a parceria direto com a Recóleo. Essa empresa é a mesma que recolhe também do Restaurante Universitário e em diversos outros restaurantes da cidade”.

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Reportagem: Felipe Backes

Arte: Giana Bonilla

Fotografia: Stock Unlimited

<img class="alignnone wp-image-2501" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/10/selo-UMA-300x300.jpg" alt="" width="89" height="89" />]]></content:encoded>
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