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				<title>Laboratório da UFSM é referência nacional em monitoramento do coronavírus</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/01/17/laboratorio-referencia-em-monitoramento-do-coronavirus</link>
				<pubDate>Tue, 17 Jan 2023 13:23:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[análises clínicas e toxicológicas]]></category>
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						<description><![CDATA[Pesquisadores do Labiomic contribuem para o controle de variantes do vírus através da técnica do sequenciamento]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_60949" align="alignright" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/01/laboratorio-priscila-trindade.jpeg"><img class="wp-image-60949" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/01/laboratorio-priscila-trindade.jpeg" alt="foto colorida horizontal com oito mulheres em uma sala, uma delas, com roupa verde e de máscara, faz uma selfie, aparecendo em primeiro plano, e as demais atrás, em pé em volta de uma mesa" width="575" height="431" /></a> Laboratório de Biologia Molecular e Bioinformática Aplicadas à Microbiologia Clínica é composto por docentes, alunos e profissionais[/caption]
<p>O Laboratório de Biologia Molecular e Bioinformática Aplicadas à Microbiologia Clínica (Labiomic) da UFSM vem se destacando no cenário nacional com suas contribuições no monitoramento genômico do coronavírus desde que ingressou na <a href="http://redevirus.mcti.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">RedeVírus</a>, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), em junho de 2021, especificamente no subprojeto "Corona-ômica MCTIC: Rede nacional de genomas, exoma e transcriptoma de Covid-19 para identificação de fatores associados à dispersão da epidemia e severidade".</p>
<p>Uma das principais descobertas foi a emergência da subvariante BQ.1 e BQ1.1 da variante Ômicron do coronavírus em Santa Maria. O alerta foi divulgado por meio do <a href="http://redevirus.mcti.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/Informe-CO-no-24.2022-pub.pdf" target="_blank" rel="noopener">Informe Corona-Ômica nº 24.2022</a>, em 25 de novembro de 2022. Neste levantamento, foram 157 amostras coletadas, entre 2 de agosto e 16 novembro, em laboratórios públicos e privados de Santa Maria que realizam teste PCR para o coronavírus. Após, os genomas sequenciados foram analisados por meio da plataforma online Nextclade.</p>
<p>Priscila Trindade, professora do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da UFSM, conta que, ao receber a coleta dos centros clínicos, sua equipe extrai o material genético da amostra e realiza as etapas subsequentes. Ela explica: “Basicamente, o RNA viral é transformado em cDNA (DNA complementar), que por sua vez será amplificado para termos a quantidade de material genético necessária para sequenciar”. A seguir, essas moléculas de DNA amplificadas são submetidas a mais etapas até que estejam prontas para serem inseridas no sequenciador, o qual varia de acordo com o volume de amostras e a disponibilidade dos reagentes. Uma vez sequenciado o genoma do vírus, passa-se às análises bioinformáticas, quando se tem o resultado, que é divulgado ao público nos boletins.</p>
<h3>Alertas e orientações</h3>
<p>A respeito do último resultado divulgado, de novembro, a docente diz que a detecção da subvariante BQ.1 na região, embora fosse um fato esperado, é importante para que a sociedade siga vigilante, uma vez que essa subvariante está causando um aumento expressivo do número de casos em todo território nacional. Priscila pondera: “A princípio, apesar do aumento expressivo no número de casos, o número de internações e óbitos não tem acompanhado essa tendência. Não se pode dizer que não é preocupante esse aumento de casos. Entretanto, a vacinação provavelmente está ajudando, e muito, para que a maioria dos casos seja leve”.</p>
<p>Com isso, a pesquisadora sinaliza que as orientações de prevenção ao vírus seguem as mesmas, como usar máscara bem ajustada ao rosto (cobrindo nariz e boca) em ambientes fechados e transporte público, evitar aglomerações, buscar testagem em caso de sintomas gripais e evitar trabalhar nessa situação, estar com a vacinação em dia, cuidar a higiene das mãos, dentre outros.</p>
<p>Sendo assim, Priscila ressalta a importância de seguir o monitoramento com a vigilância genômica. “Surgirão outras variantes e subvariantes, porque isso faz parte da evolução do genoma viral. Informar e auxiliar as autoridades de saúde na tomada de decisões e implementação de medidas de prevenção e controle da Covid-19 em tempo hábil é o que pode fazer toda a diferença no acompanhamento de uma nova onda epidêmica e na resposta das pessoas aos tratamentos”, acredita a professora.</p>
<h3>O impacto da Rede Corona-Ômica na UFSM</h3>
<p>O trabalho do Laboratório da UFSM junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações começou em junho de 2021, após a chegada de todos os equipamentos e reagentes necessários para executar a técnica. Assim, o Labiomic foi estruturado, em termos de equipamentos, a partir da pandemia. “Antes disso, embora cientes da importância da realização de tipagem e da identificação molecular de agentes etiológicos de doenças infecciosas, conseguíamos apenas realizar os experimentos <em>in silico</em>, ou seja, a parte de bioinformática, muito devido às dificuldades financeiras para a realização da técnica de sequenciamento de genoma total desses organismos”, relata a professora. Ela ainda esclarece que, embora a realização das análises bioinformáticas requer menos investimento em termos de recursos de capital e de custeio – pois há muitos softwares gratuitos e dados de sequenciamento disponíveis em bases de dados públicas -, sem os equipamentos não haveria como ter os dados locais.</p>
<p>Inicialmente, o Laboratório conseguiu recursos destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19 provenientes da própria UFSM. O projeto dos estudos clínicos de vacinas para a Covid-19, coordenado pelo professor Alexandre Schwarzbold, do Departamento de Clínica Médica, foi fundamental em termos de aporte financeiro para a contratação de recursos humanos, treinamentos e compra de equipamentos e insumos.</p>
<p>Uma vez com os trabalhos iniciados e gerando dados de vigilância genômica, o coordenador da Rede Corona-Ômica, professor Fernando Spilki, entrou em contato com o Labiomic para saber do interesse em colaborar com a rede. Além da Corona-Ômica, os pesquisadores ingressaram na fase 2 do projeto Laboratórios de Campanha, também financiado pelo MCTI. A partir disso, ambos os projetos garantem o aporte financeiro para a compra de reagentes, permitindo que o sequenciamento genético continue sendo realizado.</p>
<h3>Reforço ao ensino, à pesquisa e à geração de conhecimento</h3>
<p>Em relação aos benefícios para a UFSM, Priscila entende que esse investimento viabiliza a realização de outras técnicas e estudos a serem realizados na Instituição, inclusive aplicados a cenários de surtos, epidemias e pandemias causadas por microrganismos emergentes e reemergentes que possam ocorrer.</p>
<p>A docente acrescenta ainda que a realização do sequenciamento de forma descentralizada, isto é, em regiões interioranas, propicia uma agilidade na obtenção de resultados e, consequentemente, na tomada de decisões, o que não seria possível se as amostras tivessem que ir para um grande centro. “Isso também reforça o papel social da UFSM, visto que os dados gerados são informados à vigilância em saúde do município, que pode então instaurar medidas de controle da doença com celeridade, beneficiando a sociedade”, diz.</p>
<p>Não obstante, com essa parceira há também a capacitação de recursos humanos, a fim de reforçar o ensino, pesquisa e a geração de conhecimento. As técnicas realizadas no laboratório estão alinhadas ao que é realizado nas melhores universidades do país e do mundo, relata Priscila. As sequências são depositadas em bancos de dados públicos, sendo disponibilizadas para que outros pesquisadores também tenham acesso.</p>
<p>Atualmente, a equipe do Laboratório está composta por dois docentes, Priscila Trindade e Alexandre Schwarzbold. Da parte discente, há uma aluna de pós- doutorado contratada por bolsa Desenvolvimento Tecnológico Industrial (DTI-A) do projeto Corona-Ômica (MCTI), uma aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, três alunos de iniciação científica do curso de Farmácia, uma biomédica e uma farmacêutica – essas duas últimas profissionais também contratadas por projeto de pesquisa.</p>
<p><em>Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em><br /><em>Foto: Divulgação</em></p>
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				<title>A pesquisa como forma de prevenção</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-pesquisa-como-forma-de-prevencao</link>
				<pubDate>Wed, 03 Jul 2019 17:49:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[10ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Volver]]></category>
		<category><![CDATA[bioinformática]]></category>
		<category><![CDATA[genética]]></category>
		<category><![CDATA[mosquitos]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Egresso da UFSM busca solucionar problemas de saúde pública por meio da análise do material genético]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Ouça esta reportagem:

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<span style="color: #ffffff">.</span>

Alguns mosquitos carregam consigo ameaças à saúde da população, devido às doenças que podem transmitir, como Chikungunya, Dengue e Zika vírus. Em busca de avanços científicos que relacionem a saúde pública a esses insetos, o egresso da UFSM Gabriel da Luz Wallau se especializou na área de Biologia Molecular e Bioinformática e, atualmente, trabalha na unidade da Fundação Oswaldo Cruz de Aggeu Magalhães, em Recife, onde existe um setor de pesquisa dedicado à Entomologia – o estudo dos insetos.

Gabriel ingressou no curso de Ciências Biológicas da UFSM em 2004 e só saiu da Universidade em 2013, ao concluir o <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgba/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">doutorado em Biodiversidade Animal</a>. Quando conheceu a disciplina de Biologia Celular, ministrada pelo professor Elgion Loreto, o acadêmico percebeu que havia descoberto o rumo de sua carreira: ser pesquisador. Na disciplina, Gabriel aprendeu como funcionam as células do corpo humano e dos animais, bactérias e plantas. “Ao produzir conhecimento científico, estamos ajudando a humanidade a se conhecer melhor e conhecer melhor as coisas que a rodeia”, observa o biólogo.

Durante o segundo semestre da graduação, o pesquisador iniciou estágio no Laboratório de Biologia Molecular e Sequenciamento, o LabDros, orientado pelo professor Elgion. Ali, estudava as moscas das frutas, chamadas drosófilas – que conferem o sufixo Dros ao Laboratório –, e foi nesse período que se interessou por se aprofundar no estudo do genoma e dos parasitas genéticos.

<img class="alignright size-medium wp-image-5604" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Capa_Volver-300x196.jpg" alt="" width="300" height="196" />

<strong>Entre genomas, mosquitos e computadores</strong>

O genoma é o conjunto de letras químicas que determinam características de um organismo, como, por exemplo, cor ou tamanho. O trabalho de Gabriel no momento é sequenciar o DNA de diferentes espécies de mosquitos, ou seja, estudar a sequência do genoma desses insetos. A partir desse estudo, busca-se permitir um melhor controle populacional, podendo diminuir o número de mosquitos ou até mesmo eliminá-los. Segundo o pesquisador, o genoma dos mosquitos é gigante, quase do tamanho do genoma humano (três bilhões de “letras” químicas), e por esse motivo não é possível realizar esse estudo manualmente anotando no caderno. É para suprir essa necessidade que se faz uso da bioinformática, outra área de atuação de Gabriel. A bioinformática utiliza os computadores para organizar, ler e interpretar informações sobre as sequências genômicas. O objetivo
final dessas pesquisas é entender como funciona o mosquito para poder prevenir a transmissão de doenças para os seres humanos.

Mesmo cinco anos depois de ter saído da UFSM, Gabriel ainda mantém contato e colabora com a Universidade, principalmente com o LabDros: “Trocamos ideias sobre projetos, ele nos auxilia na área de Bioinformática e compartilha amostras biológicas para analisar, tanto na UFSM quanto em Recife”, conta o professor Elgion. A área da pesquisa científica fascina Gabriel por estar em constante mudança: “Não existe trabalho repetitivo em ser cientista. Como ficar cansado ou entediado com algo que todo dia apresenta um quebra-cabeças novo para ser resolvido?”, questiona. Tanta admiração por ciência levou Gabriel a ocupar um lugar semelhante ao de quem lhe transmitiu conhecimento. A vontade de buscar e compartilhar descobertas tornou Gabriel orientador, no Instituto Fiocruz, de um grupo de pesquisa na área de patógenos/vetores, que abrange o conhecimento que ele adquiriu durante o período acadêmico na UFSM.

<strong>Reportagem:</strong> Mirella Joels
<strong> Ilustração e Diagramação:</strong> Pollyana Santoro
<strong>Locução:</strong> Marcelo de Franceschi]]></content:encoded>
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