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				<title>Audiência pública debate as consequências do bloqueio de recursos do MEC na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/06/09/audiencia-publica-debate-as-consequencias-do-bloqueio-de-recursos-do-mec-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 09 Jun 2022 18:02:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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						<description><![CDATA[Corte de R$ 9 milhões aprofunda dificuldades do que já era um dos menores orçamentos desde 2015. Nova audiência pública será no dia 20 de junho, na Câmara de Vereadores de Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"left","id":58823,"width":560,"height":374,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/06/MG_6587.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/06/MG_6587-1024x683.jpg" alt="Auditório lotado. No palco, em pé, o reitor da universidade. Atrás dele, sentada na mesa, a vice reitora Martha adaime. Na parede atrás de ambos, uma projeção de apresentação com o brasão da UFSM" class="wp-image-58823" width="560" height="374" /></a><figcaption>Audiência Pública buscou mobilizar comunidade contra os cortes sofridos pelas IFES</figcaption></figure></div>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>O corte de R$ 9,3 milhões no orçamento da UFSM, após mais um bloqueio de recursos do MEC pelo Governo Federal, foi o tema da audiência pública desta quinta-feira (9), no auditório do prédio 18 do campus Santa Maria. Reitoria, comunidade acadêmica, entidades sindicais e representativas da comunidade debateram os graves impactos do atual bloqueio, que compromete o funcionamento pleno da instituição, as demandas estudantis e as ações junto à comunidade regional. Entre os impactos mais preocupantes levantados na audiência estão a demissão de funcionários terceirizados e impactos diretos em ensino, pesquisa e extensão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O cenário financeiro da universidade foi apresentado pelo reitor Luciano Schuch como um dos mais preocupantes da história da UFSM. O corte inicial anunciado no dia 27 de maio foi de mais de R$18 milhões que, após mobilização imediata, foi reduzido a R$9,3 milhões. Mesmo assim, o corte representa uma diminuição de 7,2% do orçamento que foi dos R$ 128,9 milhões definidos pela Lei Orçamentária Anual para R$119 milhões. Porém, o corte somente aprofunda a crise orçamentária vivida pelas universidades, que, mesmo sem os cortes, já tem um orçamento defasado.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Orçamento das IFES é corroído nos últimos anos</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/coplec/" data-type="URL" data-id="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/coplec/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dados da Coordenadoria de Planejamento Econômico (COPLEC)</a> </strong>da UFSM apontam que, considerando a inflação acumulada, os valores de custeio e investimentos da universidade corresponde a apenas 41% do orçamento de 2015. Os recursos da UFSM vêm diminuindo desde a aprovação da Emenda Constitucional 95 – a emenda do teto de gastos -, que limita o ajuste do orçamento da União apenas à inflação do ano anterior.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além de ser um dos menores patamares desde 2014, o orçamento é corroído pela inflação crescente. Considerando o acumulado dos últimos 8 anos, a COPLEC calcula que os custos reais para despesas de custeio e investimentos da universidade já está no patamar de R$285 milhões. As demandas para funcionamento de toda a comunidade acadêmica, dos centros de ensino às pró-reitorias, ultrapassam R$164 milhões. Isto significa que a UFSM já iniciou o ano de 2022 com um déficit de mais de R$38 milhões.  </p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/06/Historico_LOA_apos_EC95_cortes-1024x565.png" alt="Gráfico com colunas verticais. Mostra a proporção orçamentária (vertical) em relação ao ano fiscal (horizontal). O gráfico informa o orçamento em cada ano, com uma linha amarela indicando a correção pela inflação." class="wp-image-58826" width="1120" height="618" /></figure></div>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Corte gera desemprego e perdas para a economia regional</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em um cenário nacional de inflação galopante, aumento dos níveis de pobreza, fome e desemprego, a falta de recursos já causou a demissão de 98 servidores terceirizados só em 2022, somando-se a cerca de 291 demissões entre 2014 e 2021. Tratam-se de trabalhadores fundamentais para o funcionamento da instituição. De acordo com o reitor, um dos principais exemplos está na vigilância do campus de Santa Maria, que passou a funcionar de forma volante, com a inviabilidade de manter funcionários em todos os setores do campus. De 2016 a 2021, gastos com vigilância foram reduzidos em 63%. Já os gastos de apoio administrativo diminuíram 53 % e os de limpeza 20%. De acordo com o reitor, o que poderia ser visto como economia na realidade não é positivo para a universidade, pois contribui para a sua precarização. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mas a política orçamentária dos últimos anos também causa impacto entre os servidores concursados. De 2016 a 2022, foram 269 servidores que deixaram a universidade. Com a extinção de cargos pelo governo federal, não há reposição para estas vagas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os impactos extinção de cargos, as perdas por falta de correção salarial, o corte de bolsas e os cortes no orçamento saem da universidade e atingem também toda a comunidade regional. De acordo com os cálculos da universidade, já são mais de R$232 milhões que deixam de circular na economia das regiões onde a UFSM está presente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Ensino, pesquisa, extensão e assistência estudantil comprometidos</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Desde 2020, os cortes dos órgãos de fomento em pesquisa (Capes e CNPq) já registram uma perda de 19% em bolsas. Já são 169 bolsas de mestrado e 93 de doutorado a menos, atingindo 70% dos programas de pós-graduação. Além de comprometer diretamente nas ações de pesquisa, o corte - que já chega a R$5,5 milhões ao ano - gera uma demanda cada vez maior na assistência estudantil, uma vez que os estudantes de pós-graduação perdem a sua fonte de sustento e necessitam de moradia e auxílio em alimentação. Porém, muitos desistem da carreira em pesquisa e saem em busca de alternativas no mercado de trabalho.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os recursos em assistência estudantil, por sua vez, estão entre os que mais causam preocupação nos últimos anos. Apesar da UFSM ser destaque na América Latina em assistência estudantil, a realidade orçamentária cada vez mais preocupante. De 2015 a 2022, o orçamento destinado via Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) cresceu apenas 5,3%. No mesmo período, o valor da cesta básica cresceu 124%, segundo dados do DIEESE. Dos R$21 milhões destinados à assistência estudantil, R$18 milhões são destinados ao Restaurante Universitário, que serviu 1,9 milhões de refeições no ano. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além disso, são 2.618 vagas em moradia estudantil e importante demanda de bolsas, que contribuem para a permanência dos estudantes. “Enquanto isso,  a nossa população está empobrecendo cada vez mais, com renda mais baixa e, em consequência, cada vez mais demandas na assistência estudantil para a permanência e formatura dos nossos estudantes”, afirmou Schuch.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para o reitor, o papel da universidade é atuar em ensino, pesquisa, extensão e internacionalização. Porém, nos últimos anos, a instituição manteve o ensino e teve dificuldade nas outras áreas. O reitor anunciou que, devido a gravidade da situação, este ano será a primeira vez que a universidade precisará tomar a decisão de cortar em ensino, pesquisa e extensão. Em anos anteriores, o orçamento ainda permitia que a UFSM tivesse sucesso em proteger o orçamento das três áreas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Presença regional e na comunidade científica diminui </strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O corte atinge os quatro campi da UFSM e, portanto, as regiões dos municípios que contam com a presença da universidade também são impactadas. Em Cachoeira do Sul, a universidade espera que o MEC cumpra a pactuação de R$46 milhões destinada ao pleno funcionamento do novo campus. São mais de mil estudantes que necessitam das melhorias que só podem ser realizadas se o MEC cumpra a sua parte.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Alguns projetos de repercussão direta na Sociedade estão comprometidos, como o Geoparque Quarta Colônia programa de desenvolvimento regional com apoio da UFSM, a implantação do Parque ExpoAgroindustrial, feira do agronegócio focada na interação entre pesquisa na universidade e o setor produtivo, além do corte de R$2,35 milhões em projetos de integração com a sociedade e pesquisas (FIEX, FIEN e FIPE). Fomento à extensão com demandas solicitadas pelos municípios que fazem partes dos COREDEs, o Programa UFSM em Rede com a Educação Básica e também a edição 2022 do Descubra UFSM &nbsp;também estão ameaçados.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A defasagem orçamentária tem comprometido a realização de projetos de impacto, como o Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia, que já está com projeto pronto, e a revitalização do prédio da Antiga Reitoria no centro de Santa Maria, que prevê espaços de coworking, empresas incubadas, além da criação de um espaço aberto de lazer no antigo “garajão”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A própria interação da universidade com a comunidade científica nacional e internacional está prejudicada. Este ano, participações em congressos e competições científicas foram cortados. Por outro lado, a universidade não terá condições de sediar nenhum grande evento científico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Mobilização pelo orçamento continuam em calendário nacional</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Desde 27 de maio, data do anúncio do bloqueio de parte do orçamento, as IFES têm realizado uma mobilização constante. De 30 de maio a 6 de junho, a gestão da UFSM realizou reuniões com entidades sindicais e estudantis,  Andifes, MEC e Casa Civil. Outras entidades como SBPC, Andes, Fasubra, UNE, ANPG e Proifes também foram mobilizadas. No último dia 3, o MEC reduziu o valor do corte pela metade, o que não ameniza as dificuldades de um orçamento que não atende ao ano.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p> Em mediação da Sedufsm entre UFSM e Câmara de Vereadores de Santa Maria, foi marcada uma  nova audiência pública para acontecer no dia 20 de junho, no plenário na Câmara, com objetivo de conscientizar e mobilizar a população de Santa Maria.</p>
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<p><em>Reportagem: Davi Pereira<br>Fotogr</em>a<em>fia: Mirella Joels</em></p>
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