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				<title>Engenharia Assistida por Computador aproxima estudantes dos desafios da indústria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2026/08/19/engenharia-assistida-por-computador-aproxima-estudantes-dos-desafios-da-industria</link>
				<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 17:32:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CAELab]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[IEM]]></category>

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						<description><![CDATA[Disciplina transforma mais de uma década de experiência do CAELab em formação prática para estudantes, que aprendem a testar virtualmente projetos antes da fabricação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="737" data-end="1102">Estudantes de engenharia estão aprendendo a testar virtualmente o comportamento de componentes e projetos antes de construí-los fisicamente por meio da <a href="https://www.ufsm.br/ementario/disciplinas/ELC941" target="_blank" rel="noopener">disciplina de Engenharia Assistida por Computador (CAE)</a>. A metodologia permite simular situações como aquecimento, pressão, impacto e eletricidade e avaliar diferentes soluções antes da fabricação de um protótipo.</p>
<p data-start="1104" data-end="1433">A CAE pode ser entendida como um laboratório virtual construído dentro do computador para a realização de experimentos. Em vez de construir um protótipo físico e submetê-lo a sucessivos testes, o estudante pode criar um modelo virtual, simular diferentes condições e fazer ajustes até chegar a um desempenho considerado adequado. <span style="font-size: revert;color: initial">“A CAE permite criar esse laboratório dentro do computador e testar o protótipo virtual até ele apresentar um desempenho aceitável, para somente após isso construir um protótipo físico”, explica o professor <span class="il">Vitor</span> Cristiano Bender</span><span style="font-size: revert;color: initial">, do Departamento de Eletrônica e Computação, responsável pela disciplina.</span></p>
<p data-start="1699" data-end="2003">Segundo o docente, a possibilidade de testar diferentes cenários antes da fabricação reduz a dependência de processos de tentativa e erro, que podem demandar mais tempo e recursos. A simulação permite avaliar como um objeto reage ao calor, à pressão, ao impacto ou à eletricidade em diferentes condições.</p>
<h2 data-section-id="785ywj" data-start="2005" data-end="2057">Da experiência do laboratório para a sala de aula</h2>
<p data-start="2059" data-end="2324">A disciplina, criada em 2025, reúne conhecimentos desenvolvidos desde 2013 no <a href="https://iemufsm.com.br/caelab/" target="_blank" rel="noopener">CAELab, do Instituto de Energia e Mobilidade (IEM)</a>. Entre 2013 e 2024, a experiência com CAE era desenvolvida principalmente em projetos específicos de pesquisa e extensão do laboratório.&nbsp;Com a criação da disciplina, esse conhecimento passou a ser organizado em uma formação estruturada no currículo, ampliando o acesso à metodologia para estudantes que não necessariamente integravam os projetos desenvolvidos pelo grupo.</p>
<p data-start="2562" data-end="2707">Para o professor Vitor, a mudança representa a transformação de uma experiência construída ao longo de mais de uma década em uma metodologia de ensino. <span style="font-size: revert;color: initial">“Podemos dizer que a criação da disciplina oficial em 2025 representa a organização e democratização desse conhecimento”, afirma.</span></p>
<h2 data-section-id="1wr21qa" data-start="2842" data-end="2881">O que os estudantes conseguem testar</h2>
<p data-start="2883" data-end="3100">Entre as atividades desenvolvidas estão análises do comportamento de componentes submetidos a condições extremas. Um dos exemplos trabalhados pelos alunos envolve a elevação da temperatura em dispositivos eletrônicos.&nbsp;A partir da simulação, o estudante consegue identificar regiões de maior aquecimento e avaliar alternativas para evitar que a temperatura ultrapasse limites que possam comprometer o funcionamento do componente. Entre as possibilidades estão a adição de ventilação ou o aumento do tamanho de um dissipador de calor.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2026/08/image-1-1024x498.jpg" alt="" class="wp-image-8150" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Simulação mostra a distribuição de temperatura em componentes eletrônicos. A visualização permite identificar as regiões de maior aquecimento e avaliar alternativas de projeto.</em></figcaption></figure>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>A proposta é substituir parte dos testes físicos por análises virtuais nas etapas iniciais do desenvolvimento. “Em vez de construir dezenas de circuitos físicos e destruí-los em testes demorados, os alunos que usam CAE podem prever exatamente onde e quando uma peça irá falhar ou sobreaquecer, por exemplo. Isso reduz semanas de testes para apenas alguns cliques e ajustes no modelo virtual”, explica o professor Vitor.</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2026/08/image-1-1.jpg" alt="" class="wp-image-8151" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Resultado de simulação realizada em atividade da disciplina mostra a distribuição de um campo magnético em um modelo virtual.</em></figcaption></figure>
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<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading">Formação mais próxima da engenharia praticada no mercado</h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além de aprender a utilizar ferramentas computacionais, a disciplina coloca os estudantes diante de problemas que fazem parte do desenvolvimento de produtos na indústria. Em vez de trabalhar apenas com equações e situações abstratas, os alunos precisam interpretar resultados de simulações, identificar problemas e avaliar possíveis alterações no projeto.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>Para o docente, essa experiência aproxima a formação acadêmica das práticas utilizadas atualmente no setor produtivo. “Essa disciplina conecta os alunos com o mercado porque o estudante deixa de resolver apenas equações no papel e passa a encarar os mesmos desafios complexos que encontrará em uma fábrica ou empresa”, afirma. A formação, segundo ele, permite que o estudante conclua a pós-graduação não apenas conhecendo os fundamentos teóricos, mas também tendo contato com ferramentas e métodos utilizados no desenvolvimento de projetos de engenharia.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>A experiência, porém, não se limita às análises térmicas. A disciplina também aborda simulações eletromagnéticas, métodos de elementos finitos e volumes finitos e introdução a projetos multifísicos. O objetivo é desenvolver nos estudantes competências para conceber, planejar, projetar, configurar e analisar resultados de simulações aplicadas à engenharia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Saiba mais</h3>
<!-- /wp:heading -->

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<p>A disciplina Engenharia Assistida por Computador (CAE) (ELC941) tem 60 horas de carga horária, sendo 30 horas teóricas e 30 horas práticas. O programa inclui simulação numérica aplicada à engenharia, análises eletromagnéticas, transferência de calor, métodos de elementos finitos e volumes finitos e projetos multifísicos. <a href="https://www.ufsm.br/ementario/disciplinas/ELC941?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Confira a ementa completa da disciplina no site da UFSM</a>.</p>
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