<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>UFSM - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/busca?rss=true&#038;tags=cannabis-sativa" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br</link>
			<description>Universidade Federal de Santa Maria</description>
			<lastBuildDate>Fri, 24 Jul 2026 19:16:11 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>UFSM</title>
	<link>https://www.ufsm.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>UFSM busca protagonismo em pesquisas com cannabis após novo marco regulatório da Anvisa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/22/ufsm-busca-protagonismo-em-pesquisas-com-cannabis-apos-novo-marco-regulatorio-da-anvisa</link>
				<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:15:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[cannabis sativa]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[fitotecnia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73541</guid>
						<description><![CDATA[Instituição está se adequando às exigências legais e visa criar uma plataforma completa de pesquisa, desde o melhoramento genético até o desenvolvimento de tecnologias e aplicações em saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada no Diário Oficial da União em fevereiro de 2026 abriu um novo cenário para a pesquisa científica com Cannabis sativa no Brasil. A norma estabelece, pela primeira vez, regras específicas para o cultivo da planta exclusivamente para fins de pesquisa científica e tecnológica, criando condições para que as universidades federais e institutos ampliem sua atuação na área.</p>
<p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) já busca se posicionar como referência nacional nesse campo. Segundo o professor Dilson Bisognin, do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais (CCR), a instituição deu início aos trabalhos para atender às exigências estabelecidas pela nova regulamentação e desenvolver uma estrutura robusta, capaz de sustentar estudos de alto rigor científico.</p>
<p>A <a href="https://anvisalegis.datalegis.net/action/ActionDatalegis.php?acao=abrirTextoAto&amp;tipo=RDC&amp;numeroAto=00001013&amp;seqAto=000&amp;valorAno=2026&amp;orgao=RDC/DC/ANVISA/MS&amp;codTipo=&amp;desItem=&amp;desItemFim=&amp;cod_menu=1696&amp;cod_modulo=134&amp;pesquisa=true" target="_blank" rel="noopener">RDC nº 1.012/2026</a> regulamenta toda a cadeia da pesquisa científica com cannabis, abrangendo desde a produção de material de propagação e o cultivo, inclusive <i>in vitro</i>, até a colheita e a obtenção do extrato bruto. Para Bisognin, o novo marco regulatório oferece a segurança jurídica necessária para que instituições públicas desenvolvam pesquisas e tecnologias com rastreabilidade, qualidade e controle, ampliando as possibilidades de inovação em uma área considerada estratégica para a ciência brasileira.</p>
<p>O primeiro passo é obter a autorização especial (AE) da Anvisa, indispensável ao cultivo da planta para fins de pesquisa. Para isso, a UFSM precisa adequar sua infraestrutura às exigências legais, que incluem rígidos protocolos de segurança física, controle de acesso e monitoramento das áreas de cultivo.</p>
<p>"A autorização para o cultivo é o ponto de partida para toda a cadeia de pesquisa. Sem acesso à matéria-prima produzida sob rigor científico e regulatório, não é possível desenvolver desde estudos agronômicos e farmacêuticos até pesquisas clínicas, inovação tecnológica e transferência de conhecimento para a sociedade", afirma o docente.</p>
[caption id="attachment_73542" align="alignright" width="478"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/foto.jpeg"><img class=" wp-image-73542" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/foto.jpeg" alt="" width="478" height="637" /></a> Inflorescência feminina de Cannabis sativa: a ausência de fecundação estimula a produção de tricomas ricos em canabinoides e terpenos, foco principal para a padronização de extratos medicinais na UFSM[/caption]
<h3>Ações previstas após a autorização especial da Anvisa</h3>
<p>Entre as primeiras ações previstas pela UFSM está a completa readequação de uma casa de vegetação e outras estruturas de pesquisa, etapa considerada essencial para o início das atividades. Com a autorização especial para o cultivo de plantas para pesquisa e dispondo de estrutura física adequada, será possível desenvolver uma cadeia completa de pesquisa e inovação, envolvendo melhoramento genético, propagação clonal, produção de biomassa padronizada, desenvolvimento de tecnologias de extração e validação de métodos analíticos de alta precisão para a caracterização dos compostos presentes na planta.</p>
<p>Embora as inflorescências femininas não fecundadas (flores) concentrem a maior densidade de compostos (canabinoides e terpenos) para fins farmacêuticos, os pesquisadores da UFSM também visam explorar o aproveitamento integral da planta. Pesquisas futuras buscarão desenvolver tecnologias, processos e produtos a partir de outras frações vegetais (como folhas, caules e raízes), ampliando o leque de aplicações industriais e biotecnológicas.</p>
<p>De acordo com o professor, um dos principais desafios enfrentados atualmente pela comunidade científica é a falta de padronização da matéria-prima utilizada em pesquisas médicas. Variações na concentração de compostos secundários produzidos naturalmente pela planta - que são os canabinoides, como o tetrahidrocanabinol (THC), o canabidiol (CBD) e o canabigerol (CBG), além dos terpenos - entre diferentes cultivos dificultam a reprodução de resultados em estudos pré-clínicos e clínicos, comprometendo a comparação entre experimentos e o desenvolvimento de novas terapias. A produção de clones geneticamente definidos permitirá obter plantas com composição química estável e previsível, reduzindo essas variações e ampliando a confiabilidade das pesquisas.</p>
<p>A iniciativa também contempla o melhoramento genético e o desenvolvimento de práticas de cultivo adaptados às condições climáticas do Rio Grande do Sul, onde fatores como temperatura, fotoperíodo e estresses ambientais podem alterar o perfil químico da planta. Além disso, estão previstos estudos sobre sanidade vegetal e métodos de controle analítico capazes de assegurar a qualidade da biomassa produzida e dos extratos obtidos, bem como o monitoramento rigoroso contra a presença de contaminantes.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-21-at-06.47.10.jpeg"><img class="alignleft wp-image-73551" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-21-at-06.47.10.jpeg" alt="" width="565" height="399" /></a></p>
<h3>Seminário vai discutir desafios e oportunidades</h3>
<p>Para ordenar as ações necessárias ao atendimento das exigências legais da autorização especial de cultivo e aprofundar as discussões internas, o CCR e o Departamento de Fitotecnia da UFSM, por meio de uma comissão organizadora sob coordenação do professor Dilson Bisognin, promoverá o seminário "Desafios e oportunidades do cultivo de cannabis para pesquisa" no dia 13 de agosto.</p>
<p>O evento objetiva promover o debate institucional, científico e tecnológico sobre o cultivo e o uso medicinal de cannabis no Mercosul, posicionando a UFSM como polo de pesquisa, desenvolvimento científico e inovação biofarmacêutica diante do novo marco regulatório nacional.</p>
<p>Durante todo o dia, no Auditório Flávio Miguel Schneider, no Campus Sede, haverá mesa de abertura destacando a importância da universidade pública no desenvolvimento de novas cadeias produtivas e de saúde para o Rio Grande do Sul. A programação contará com palestra dedicada ao novo marco tegulatório; painel sobre o potencial multidisciplinar da UFSM na pesquisa científica e tecnológica; debate sobre avanços científicos e tecnológicos em cannabis na Argentina, Uruguai e Paraguai; análise sobre o ecossistema de negócios e o papel terapêutico das associações de pacientes; e os devidos encaminhamentos institucionais.</p>
<p>Também será realizada, como atividade paralela, a Mostra de Inovação e Tecnologia em Cannabis, com exposição de empresas de tecnologia, prestadores de serviços, indústrias e associações de pacientes, com vistas ao fomento de <i>networking</i> e à desmistificação científica do setor.</p>
<p>Mais informações sobre inscrições pelo email gipcannufsm@gmail.com. </p>
<p><em>Foto: Dilson Bisognin/Arquivo pessoal</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto de estudantes da UFSM busca quebrar tabus sobre cannabis sativa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/12/03/projeto-quebra-tabu-cannabis</link>
				<pubDate>Tue, 03 Dec 2024 12:27:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[canabidiol]]></category>
		<category><![CDATA[cânhamo]]></category>
		<category><![CDATA[cannabis sativa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[PPG agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[uruguai]]></category>
		<category><![CDATA[uy+10]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=67829</guid>
						<description><![CDATA[Iniciativa do Último Plano, Uy10+, no Uruguai, tem, entre os projetos, estudo uso do canabidiol no tratamento de sementes de milho]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Derrubar mitos em relação à <i>cannabis sativa</i> é um dos objetivos do Último Plano, grupo formado por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria e de outras quatro instituições de ensino superior (IES). A agremiação criou a empresa Ent Company, responsável pelo projeto “Uy10+”, no Uruguai, para estudar a ecofisiologia da planta, isto é, as interações, o genótipo, o manejo e o ambiente no sistema de produção agrícola. </p>
<p>Longe do senso comum, que associa unicamente a <i>cannabis </i>à maconha, o cânhamo é uma variação sem efeito entorpecente e que pode ser usado na substituição de fibras de tecido, de farinha sem glúten e revestimento isolante na construção civil. A planta tem mais de 400 substâncias, entre elas o canabidiol, utilizado na fisioterapia, na farmácia e na medicina - um dos usos mais conhecidos é no auxílio ao tratamento de epilepsia. O Uy10+ realiza, entre outras iniciativas, estudos aplicados à agronomia, considerados inéditos em ambientes subtropicais. </p>
<p>“Um dos maiores desafios científicos do nosso tempo é a produção de alimentos, de fibras, de ração, de energia e de combustíveis. Então, a gente segue essa meta com foco, agora, na cultura do cânhamo”, comenta Heitor Bitencourt, estudante de Agronomia da UFSM e cofundador do Último Plano.</p>
<p>No Uruguai, o grupo planta cânhamo desde a safra 2023-2024. Com investimento maior, a agremiação pretende  produzir mais no mesmo espaço com sustentabilidade por meio do aprendizado com a experimentação. A partir disso, o Último Plano quer formar mão de obra especializada e melhorar processos produtivos agrícolas.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-a-cannabis-uruguai-1-768x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Cultivo de cânhamo, variação da cannabis sativa com menor toxicidade, no Uruguai</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Por um mundo melhor</b></h3>
<p> </p>
<p>Hoje um grupo acadêmico, o Último Plano surgiu em 2015 como um coletivo de rap, com Heitor e um amigo que viviam em Santos, São Paulo. Com o tempo, entretanto, o interesse em escrever letras mais críticas à sociedade passou a ser maior do que a música em si. Então, em 2020, a iniciativa tomou um viés científico voltado para a sofisticação de processos produtivos.</p>
<p>“A gente viu que, para termos um mundo mais justo, com mais oportunidades para as pessoas, o conhecimento da universidade poderia ampliar as nossas ferramentas. Eu vim de uma zona periférica, vi coisas catastróficas. Muitos jovens se perdem no meio do caminho. Com o estudo, podemos melhorar essa questão. As universidades têm um impacto muito grande na sociedade. Queremos deixar esse legado”, avaliou o co-fundador.</p>
<p>O Uy10+ foi a primeira ideia posta em prática. O trabalho tem estudantes da UFSM e de outras quatro IES: Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Heitor explica que o Uruguai, além da proximidade, foi escolhido por ser o primeiro país do mundo a legalizar a maconha, em 2013.</p>
<p>“Eu via que a periferia não era isso tudo que falavam, era diferente. Nessa vivência, via muitas famílias falando sobre a questão das drogas com ignorância. Nunca era uma discussão e os fins eram sempre os mesmos. Crianças, jovens e adultos que se jogaram nessa vida tiveram uma sentença decretada”, ponderou. Por isso, o estudante diz que “a <i>cannabis</i> sempre foi algo que eu quis desmistificar através da ciência para que assim fosse possível diminuir a ignorância entre as pessoas e impactar na vida dessas pessoas”.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-b-cannabis-uruguai-768x1024.jpeg" alt="Foto colorida vertical de estudante com planta de cânhamo" />											<figcaption>Heitor Bitencourt é estudante de Agronomia na UFSM e co-fundador do Último Plano</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-c-cannabis-uruguai-1-768x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Substância extraída do cânhamo pode ser usada para tratar sementes </figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Uso de canabidiol no tratamento de sementes de milho</b></h3>
<p> </p>
<p>Uma das integrantes do Último Plano é a engenheira agrônoma Fabieli Cervo, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da UFSM. Após voltar para a Universidade, com o sonho de estudar sobre a <i>cannabis</i> e, como ela define, “por uma feliz coincidência do destino” conheceu Heitor e o projeto Uy10+. </p>
<p>A pesquisa de Fabieli se chama “Óleos de <i>Cannabis sativa L</i>. na qualidade fisiológica e sanitária de sementes de milho crioulo”. Como a mestranda explica, “meu trabalho investiga a <i>cannabis</i> como um potencial bioproduto para a agricultura. O projeto Uy10+ forma parceria com minha pesquisa, possibilitando-me o uso dos óleos de canabidiol no tratamento de sementes”. A mestranda defende a relevância do estudo: “O desenvolvimento de pesquisas com <i>cannabis</i> no âmbito agrícola é necessário e um passo para a inovação no setor, visto que a cultura é extremamente versátil quanto a seus usos e, principalmente para o Brasil, representa um ato de resistência e quebra de estigma”.</p>
<p>Fabieli é orientada pelo professor Ubirajara Nunes, do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais (CCR). O docente admite que o que mais chamou sua atenção foi a proposta de estudar sobre a análise de semestre tratadas com o canabidiol<i>. </i>“Por ser uma planta conhecida no mundo inteiro e por ter carência de informações aplicadas à fisiologia das sementes de milho crioulo”, comentou.</p>
<p>Ubirajara conta que, ao fim dos experimentos, espera-se entender um pouco mais do desempenho do canabidiol no que diz respeito à proteção de plantas no tratamento alternativo de sementes, bem como do impacto que o tratamento de sementes tem na qualidade fisiológica e sanitária. “Ao se obter resultados positivos, será possível incentivar o uso nessa cultura e se estender para as demais culturas agrícolas, visto que bioprodutos são menos prejudiciais ao meio ambiente, tornando-se uma forma sustentável de manejo de patógenos e doenças”, projetou o orientador.</p>
<p>Mais que estudar o impacto da <i>cannabis sativa</i>, o trabalho realizado pelo Uy10+ busca conhecer a fundo os benefícios da planta, ainda muito associada à maconha. “Como instituição, é nosso dever atuar no ensino, na extensão e na pesquisa, e o tema proposto pode gerar muitas discussões e descobertas para desmistificar posições até então contrárias ao seu uso no Brasil. Aqui falamos de ciência e uso de recursos de forma sustentável para o correto uso na agricultura, tendo sempre o amparo legal para a sua pesquisa”, avaliou Ubirajara.</p><p><i><b>Texto</b>: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p>
<p><i><b>Fotos</b>: Arquivo pessoal/Heitor Bitencourt</i></p>
<p><i><b>Edição</b>: Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        