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				<title>Estudantes de Agronomia da UFSM/FW conhecem realidade do agronegócio no Cerrado brasileiro </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/02/estudantes-de-agronomia-da-ufsm-fw-conhecem-realidade-do-agronegocio-no-cerrado-brasileiro</link>
				<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 14:22:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-fw]]></category>

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						<description><![CDATA[
Visita técnica proporcionou contato com grandes sistemas produtivos, conhecimentos sobre agricultura irrigada, produtos biológicos e oportunidades profissionais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73432" align="alignright" width="637"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Alunos-de-Agronomia-durante-visita-em-plantacao-de-canola-na-Fazenda-Barro-Branco.jpg"><img class="wp-image-73432" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Alunos-de-Agronomia-durante-visita-em-plantacao-de-canola-na-Fazenda-Barro-Branco.jpg" alt="" width="637" height="424" /></a> Alunos visitaram lavoura de canola na Fazenda Barro Branco[/caption]
<p dir="ltr">Alunos do Curso de Agronomia do Campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW) realizaram a 15ª Visita Técnica ao Cerrado Brasileiro, de 20 a 26 de junho. Atividade complementar da disciplina de Agricultura Especial I, a viagem possibilitou compreender diferenças entre os sistemas agrícolas do Cerrado e da região Sul do país, conhecer sistemas produtivos em larga escala e aproximar os estudantes do mercado de trabalho.</p>
<p dir="ltr">Durante as atividades, os acadêmicos visitaram fazendas nos estados de Goiás (GO), Minas Gerais (MG) e Distrito Federal (DF). A programação incluiu visitas voltadas à produção de diferentes culturas. Além disso, a experiência possibilitou discussões relacionadas à produção de alimentos, manejo sustentável, uso de produtos biológicos, irrigação, agricultura digital e adaptação às mudanças climáticas, temas cada vez mais presentes no setor agrícola brasileiro.</p>
<h3 dir="ltr">Conhecimento na prática</h3>
<p dir="ltr">A iniciativa ocorreu sob a coordenação do professor Claudir José Basso, docente do departamento de Ciências Agronômicas e Ambientais (DCAA) da UFSM/FW, e da disciplina.  Também acompanharam a viagem os professores do departamento, Braulio Otomar Caron e Fernando Panno.</p>
<p dir="ltr">Para Basso, essa experiência revela aos acadêmicos possibilidades que vão além do cenário agrícola regional. “Trazer os alunos para essa realidade é importante porque o Cerrado ainda é uma região que vai crescer muito na produção de alimentos, na produção de energia”. Segundo pontua, “a ideia é apresentar um contexto totalmente diferente daquele que estamos acostumados a ver no Sul e também possibilitar aos estudantes oportunidades profissionais e de estágio”. </p>
<p dir="ltr">O docente enfatiza que a atividade contribui para aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula da prática no campo. “O algodão, por exemplo, é uma cultura que os alunos estudam dentro da graduação, mas muitos nunca tiveram contato direto com uma lavoura. Aqui eles conseguem visualizar isso, conversar com profissionais da área e entender melhor os sistemas de produção”, explica.</p>
<h3 dir="ltr">Diferenças climáticas e desafios de produção</h3>
<p dir="ltr">Na Fazenda Barro Branco, em Buritis (MG), os estudantes conheceram as plantações de sorgo e canola, que são destinadas para a produção de sementes. Diferentemente do Sul, onde as chuvas são mais distribuídas ao longo do ano, a região do Cerrado possui períodos bem definidos entre seca e chuva: um verão quente e chuvoso (outubro a abril) e um inverno seco (maio a setembro). A influência do clima foi observada durante as visitas, onde os alunos entenderam sua  interferência direta no planejamento das lavouras.</p>
<p dir="ltr">Vinícius Machado da Silva, gerente geral agrícola da propriedade e egresso da UFSM/FW, explicou que o manejo agrícola da região depende muito do calendário climático. “A principal diferença é o regime de chuvas. Isso exige planejamento das culturas, manejo de cobertura do solo e definição correta das épocas de plantio”. Silva comentou ainda sobre outro fator importante: a maior pressão de pragas e doenças, visto que o frio não atua da mesma forma que no Sul na quebra dos ciclos biológicos.</p>
<p dir="ltr">O proprietário da Barro Branco, Oscar Stroschon, também egresso da UFSM, iniciou as atividades no Cerrado em 1989 e atualmente soma áreas em Minas Gerais, Goiás e Bahia, atuando na produção de sementes e diferentes culturas agrícolas. O cultivo experimental de canola, por exemplo, iniciou em 2024 nas fazendas, com rápida ampliação da área destinada à oleaginosa, atualmente com cerca de 250 hectares. </p>
<h3 dir="ltr">Sustentabilidade e manejo biológico</h3>
<p dir="ltr">Na Agrícola Wehrmann, em Cristalina (GO), a turma conheceu sistemas de produção de hortaliças em larga escala, com destaque para batata e cebola, entre outras produzidas no local. Os estudantes acompanharam de perto os desafios relacionados à essas produções, com foco no manejo de plantas daninhas e na necessidade de rotação de culturas para manutenção da sanidade das áreas. </p>
<p dir="ltr">A empresa mantém uma biofábrica para multiplicação de microrganismos utilizados no manejo agrícola. Atualmente, 90% dos produtos utilizados em grande parte das áreas de produção são biológicos. De acordo com a coordenadora de Aprendizagem e Projetos Sociais da empresa, Andréia Lago, a adoção dos bioinsumos cresceu nos últimos anos a partir dos resultados observados no campo. “Hoje os produtos biológicos fazem parte da rotina da empresa. Além da questão da sustentabilidade, também existe retorno em qualidade e redução de custos”, comenta. </p>
<p dir="ltr">Durante a visita, Andréia também esclareceu sobre o controle de qualidade realizado desde a produção até o processamento dos alimentos, além das ações relacionadas à compostagem e redução de resíduos. Os alunos puderam conhecer a estrutura de beneficiamento e classificação de batatas, além dos sistemas de armazenamento e produção de sementes. </p>
<h3 dir="ltr">Tecnologia na produção de tomate</h3>
<p dir="ltr">Igualmente, práticas de manejo biológico foram observadas nas áreas de produção irrigada de tomate na Fazenda Onça (GO). A Fazenda é de propriedade dos sócios Carlos Alberto Moresco e Genes Ceppo os quais atuam em áreas arrendadas no Cerrado. Conforme Moresco, o tomate é uma cultura altamente dependente de tecnologia, inovação e manejo técnico, exigindo atenção constante em relação à irrigação, sanidade e condições climáticas. Durante a visita, os acadêmicos conheceram estratégias de manejo biológico no solo e nas aplicações foliares, além de práticas de rotação de culturas utilizadas para reduzir problemas fitossanitários e melhorar a produtividade.</p>
<h3 dir="ltr">Qualidade para exportação</h3>
<p dir="ltr">Na Fazenda Yanoama, no Distrito Federal, os estudantes conheceram o sistema de produção de café irrigado, voltado principalmente para exportação. A propriedade utiliza manejo biológico em diferentes culturas e vem reduzindo gradativamente o uso de produtos químicos. Além disso, utiliza resíduos orgânicos da própria produção na adubação das lavouras.</p>
<p dir="ltr">Para o administrador da fazenda, Roberto Nardi, os investimentos em manejo preventivo e equilíbrio do solo têm sido fundamentais para manter a produtividade e a qualidade da cultura. “Hoje trabalhamos bastante com aplicações biológicas e manejo de solo, buscando melhor enraizamento e equilíbrio da lavoura. No café, conseguimos reduzir significativamente o uso de químicos nos últimos anos”, explica. Outro diferencial que Nardi apresentou aos estudantes foi o manejo da irrigação para uniformizar a florada do café e melhorar a qualidade dos grãos produzidos.</p>
<h3 dir="ltr">Tecnologia e inovação</h3>
<p dir="ltr">A cadeia produtiva do algodão foi apresentada na Fazenda Pamplona, da SLC Agrícola, localizada em Cristalina (GO). Os acadêmicos também participaram de uma conversa sobre agricultura digital, telemetria e manejo regenerativo do solo, sistemas que vêm transformando os sistemas produtivos e ampliando a eficiência do agronegócio do Cerrado. Na ocasião, foram apresentados recursos de agricultura de precisão, monitoramento das áreas por imagens de satélite, aplicação localizada de defensivos e uso de bioinsumos produzidos em biofábricas próprias.</p>
<p dir="ltr">Para o coordenador de Produção Agrícola local, Lucas Cesar Martins, as mudanças climáticas vêm exigindo adaptações constantes nos sistemas produtivos. Por isso, a empresa adota o uso de plantas de cobertura e estratégias voltadas à conservação do solo e ao aumento da sustentabilidade dos sistemas produtivos. “Hoje existe uma preocupação muito grande com retenção de água no solo, aumento de matéria orgânica e diversificação de culturas. São práticas que ajudam a tornar os sistemas mais resilientes”, destaca.</p>
<h3 dir="ltr">Oportunidades profissionais</h3>
<p dir="ltr">Ao todo, 526 estudantes já participaram das visitas técnicas, que ocorrem desde 2010. Basso destaca que essa atividade prática “busca instigar os alunos a conhecer uma nova região para que, depois de formados, tomem suas decisões. É uma região que tem muito a crescer e muita oportunidade de trabalho”. “É uma chance que eu não tive dentro da minha graduação”, complementa. </p>
<p dir="ltr">Assim, muito além do aprendizado técnico, as viagens da disciplina aproximam os estudantes de oportunidades profissionais no Centro-Oeste brasileiro. Um case de sucesso é o do engenheiro agrônomo Vinicius Machado da Silva. Ele explica que a participação em uma edição anterior da viagem foi decisiva para sua trajetória profissional. “Depois da viagem, busquei uma oportunidade de estágio no Cerrado. Vim para conhecer a região e acabei construindo minha carreira aqui dentro da empresa”, relata.</p>
<p dir="ltr">A acadêmica do curso Esther Taborda, que participou da visita, destaca que retorna com uma visão mais ampla sobre o agronegócio brasileiro e sobre as possibilidades de atuação profissional. “A gente consegue conhecer culturas e sistemas produtivos que não fazem parte da nossa realidade no Sul. Também temos contato com empresas, produtores e oportunidades de estágio. Isso amplia muito nossa visão como futuros profissionais”, afirma. </p>
<p dir="ltr"><em>Texto e foto: Gracieli Fernandes/</em><em>Divisão de Divulgação Institucional da UFSM/FW</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudantes de Agronomia da UFSM/FW conhecem realidade do agronegócio no Cerrado brasileiro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2026/07/02/estudantes-de-agronomia-da-ufsm-fw-conhecem-realidade-do-agronegocio-no-cerrado-brasileiro</link>
				<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 13:30:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[território brasileiro]]></category>

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						<description><![CDATA[Visita técnica proporcionou contato com grandes sistemas produtivos, conhecimentos sobre agricultura irrigada, produtos biológicos e oportunidades profissionais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Alunos do Curso de Agronomia do Campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW) realizaram a <strong>15ª Visita Técnica ao Cerrado Brasileiro</strong>, de 20 a 26 de junho de 2026. Atividade complementar da disciplina de Agricultura Especial I, a viagem possibilitou compreender diferenças entre os sistemas agrícolas do Cerrado e da região Sul do país, conhecer sistemas produtivos em larga escala e aproximar os estudantes do mercado de trabalho.</p><p>Durante as atividades, os acadêmicos visitaram fazendas nos estados de Goiás (GO), Minas Gerais (MG) e Distrito Federal (DF). A programação incluiu visitas voltadas à produção de diferentes culturas. Além disso, a experiência possibilitou discussões relacionadas à produção de alimentos, manejo sustentável, uso de produtos biológicos, irrigação, agricultura digital e adaptação às mudanças climáticas, temas cada vez mais presentes no setor agrícola brasileiro.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="572" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/FOTOS-CULTURAS.jpg" alt="Montagem com fotos das plantações, na esquerda com canola, em seguida, com sorgo, algodão, tomate, cebola, batata e café" />											<figcaption></figcaption>
										</figure>
		<h6> </h6><h2>Conhecimento na prática</h2><p>A iniciativa ocorreu sob a coordenação do professor Claudir José Basso, docente do departamento de Ciências Agronômicas e Ambientais (DCAA) da UFSM/FW, e da disciplina. Também acompanharam a viagem os professores do departamento, Braulio Otomar Caron e Fernando Panno.</p><p>Para Basso, essa experiência revela aos acadêmicos possibilidades que vão além do cenário agrícola regional. “Trazer os alunos para essa realidade é importante porque o Cerrado ainda é uma região que vai crescer muito na produção de alimentos, na produção de energia”. Segundo pontua, “a ideia é apresentar um contexto totalmente diferente daquele que estamos acostumados a ver no Sul e também possibilitar aos estudantes oportunidades profissionais e de estágio”.</p><p>O docente enfatiza que a atividade contribui para <strong>aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula da prática no campo</strong>. “O algodão, por exemplo, é uma cultura que os alunos estudam dentro da graduação, mas muitos nunca tiveram contato direto com uma lavoura. Aqui eles conseguem visualizar isso, conversar com profissionais da área e entender melhor os sistemas de produção”, explica.</p><h2>Diferenças climáticas e desafios de produção</h2><p>Na Fazenda Barro Branco, em Buritis (MG), os estudantes conheceram as plantações de <strong>sorgo e canola</strong>, que são destinadas para a produção de sementes. Diferentemente do Sul, onde as chuvas são mais distribuídas ao longo do ano, a região do Cerrado possui períodos bem definidos entre seca e chuva: um verão quente e chuvoso (outubro a abril) e um inverno seco (maio a setembro). A influência do clima foi observada durante as visitas, onde os alunos entenderam sua interferência direta no planejamento das lavouras.</p><p>Vinícius Machado da Silva, Gerente Geral Agrícola da propriedade e egresso da UFSM/FW, explicou que o manejo agrícola da região depende muito do calendário climático. “A principal diferença é o regime de chuvas. Isso exige planejamento das culturas, manejo de cobertura do solo e definição correta das épocas de plantio”. Silva comentou ainda sobre outro fator importante: a maior pressão de pragas e doenças, visto que o frio não atua da mesma forma que no Sul na quebra dos ciclos biológicos.</p><p>O proprietário da Barro Branco, Oscar Stroschon, também egresso da UFSM, iniciou as atividades no Cerrado em 1989 e atualmente soma áreas em Minas Gerais, Goiás e Bahia, atuando na produção de sementes e diferentes culturas agrícolas. O cultivo experimental de canola, por exemplo, iniciou em 2024 nas fazendas, com rápida ampliação da área destinada à oleaginosa, atualmente com cerca de 250 hectares.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/DSC_0039-1024x683.jpg" alt="Alunos de Agronomia em plantação de sorgo" />											<figcaption>Alunos de Agronomia durante visita em plantação de sorgo na Fazenda Barro Branco</figcaption>
										</figure>
		<h6> </h6><h2>Sustentabilidade e manejo biológico</h2><p>Na Agrícola Wehrmann, em Cristalina (GO), a turma conheceu sistemas de produção de <strong>hortaliças em larga escala</strong>, com destaque para batata e cebola, entre outras produzidas no local. Os estudantes acompanharam de perto os desafios relacionados à essas produções, com foco no manejo de plantas daninhas e na necessidade de rotação de culturas para manutenção da sanidade das áreas.</p><p>A empresa mantém uma biofábrica para multiplicação de microrganismos utilizados no manejo agrícola. Atualmente, 90% dos produtos utilizados em grande parte das áreas de produção são biológicos. De acordo com a coordenadora de Aprendizagem e Projetos Sociais da empresa, Andréia Lago, a adoção dos bioinsumos cresceu nos últimos anos a partir dos resultados observados no campo. “Hoje os produtos biológicos fazem parte da rotina da empresa. Além da questão da sustentabilidade, também existe retorno em qualidade e redução de custos”, comenta.</p><p>Durante a visita, Andréia também esclareceu sobre o controle de qualidade realizado desde a produção até o processamento dos alimentos, além das ações relacionadas à compostagem e redução de resíduos. Os alunos puderam conhecer a estrutura de beneficiamento e classificação de batatas, além dos sistemas de armazenamento e produção de sementes.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="572" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/PRODUTOS-BIOLOGICOS-×-PRODUTOS-QUIMICOS.jpg" alt="Quadro comparativo entre produtos biológicos e produtos químicos" />											<figcaption></figcaption>
										</figure>
		<h6> </h6><h2>Tecnologia na produção de tomate</h2><p>Igualmente, práticas de manejo biológico foram observadas nas áreas de produção irrigada de <strong>tomate</strong> na Fazenda Onça (GO). A Fazenda é de propriedade dos sócios Carlos Alberto Moresco e Genes Ceppo os quais atuam em áreas arrendadas no Cerrado. Conforme Moresco, o tomate é uma cultura altamente dependente de tecnologia, inovação e manejo técnico, exigindo atenção constante em relação à irrigação, sanidade e condições climáticas. Durante a visita, os acadêmicos conheceram estratégias de manejo biológico no solo e nas aplicações foliares, além de práticas de rotação de culturas utilizadas para reduzir problemas fitossanitários e melhorar a produtividade.</p><h2>Qualidade para exportação</h2><p>Na Fazenda Yanoama, no Distrito Federal, os estudantes conheceram o sistema de produção de <strong>café irrigado</strong>, voltado principalmente para exportação. A propriedade utiliza manejo biológico em diferentes culturas e vem reduzindo gradativamente o uso de produtos químicos. Além disso, utiliza resíduos orgânicos da própria produção na adubação das lavouras.</p><p>Para o administrador da fazenda, Roberto Nardi, os investimentos em manejo preventivo e equilíbrio do solo têm sido fundamentais para manter a produtividade e a qualidade da cultura. “Hoje trabalhamos bastante com aplicações biológicas e manejo de solo, buscando melhor enraizamento e equilíbrio da lavoura. No café, conseguimos reduzir significativamente o uso de químicos nos últimos anos”, explica. Outro diferencial que Nardi apresentou aos estudantes foi o manejo da irrigação para uniformizar a florada do café e melhorar a qualidade dos grãos produzidos.</p><h2>Tecnologia e Inovação</h2><p>A cadeia produtiva do <strong>algodão</strong> foi apresentada na Fazenda Pamplona, da SLC Agrícola, localizada em Cristalina (GO). Os acadêmicos também participaram de uma conversa sobre agricultura digital, telemetria e manejo regenerativo do solo, sistemas que vêm transformando os sistemas produtivos e ampliando a eficiência do agronegócio do Cerrado. Na ocasião, foram apresentados recursos de agricultura de precisão, monitoramento das áreas por imagens de satélite, aplicação localizada de defensivos e uso de bioinsumos produzidos em biofábricas próprias.</p><p>Para o Coordenador de Produção Agrícola local, Lucas Cesar Martins, as mudanças climáticas vêm exigindo adaptações constantes nos sistemas produtivos. Por isso, a empresa adota o uso de plantas de cobertura e estratégias voltadas à conservação do solo e ao aumento da sustentabilidade dos sistemas produtivos. “Hoje existe uma preocupação muito grande com retenção de água no solo, aumento de matéria orgânica e diversificação de culturas. São práticas que ajudam a tornar os sistemas mais resilientes”, destaca.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/IMG_20260624_120412-1024x576.jpg" alt="Alunos da agronomia em uma plantação de algodão" />											<figcaption>Alunos da Agronomia conhecendo a cultura do algodão durante visita na Fazenda Pamplona</figcaption>
										</figure>
		<h6> </h6><h2>Oportunidades profissionais</h2><p>Ao todo, 526 estudantes já participaram das visitas técnicas, que ocorrem desde 2010. Basso destaca que essa atividade prática “busca instigar os alunos a conhecer uma nova região para que, depois de formados, tomem suas decisões. É uma região que tem muito a crescer e muita oportunidade de trabalho”. “É uma chance que eu não tive dentro da minha graduação”, complementa.</p><p>Assim, muito além do aprendizado técnico, as viagens da disciplina aproximam os estudantes de oportunidades profissionais no Centro-Oeste brasileiro. Um case de sucesso é o do engenheiro agrônomo Vinicius Machado da Silva. Ele explica que a participação em uma edição anterior da viagem foi decisiva para sua trajetória profissional. “Depois da viagem, busquei uma oportunidade de estágio no Cerrado. Vim para conhecer a região e acabei construindo minha carreira aqui dentro da empresa”, relata.</p><p>A acadêmica do Curso, Esther Taborda, que participou da visita, destaca que retorna com uma visão mais ampla sobre o agronegócio brasileiro e sobre as possibilidades de atuação profissional. “A gente consegue conhecer culturas e sistemas produtivos que não fazem parte da nossa realidade no Sul. Também temos contato com empresas, produtores e oportunidades de estágio. Isso amplia muito nossa visão como futuros profissionais”, afirma.</p><p><em>Texto e fotos: Gracieli Fernandes</em><br /><em>Revisão: Cristina Guerini</em><br /><em>Divisão de Divulgação Institucional da UFSM/FW</em></p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/07/IMG_20260623_103802-1024x768.jpg" alt="Alunos de agronomia em uma plantação de batata" />											<figcaption>Alunos conhecendo as etapas de produção da batata</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>NEPRADE participa de sessão simultânea na V Conferência Brasileira de Restauração Ecológica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2024/08/01/neprade-participa-de-sessao-simultanea-na-v-conferencia-brasileira-de-restauracao-ecologica</link>
				<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 18:33:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[bioma]]></category>
		<category><![CDATA[cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia florestal]]></category>
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		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Neprade]]></category>
		<category><![CDATA[pampa]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de áreas]]></category>

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						<description><![CDATA[No dia 09 de julho, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM (NEPRADE) marcou presença na V Conferência Brasileira de Restauração Ecológica, durante a sessão simultânea intitulada “Planos de ação territorial nos biomas cerrado, mata atlântica e pampa: integrando restauração e conservação em um grande esforço nacional”.  Na ocasião, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_10285" align="alignleft" width="397"]<img class="wp-image-10285" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2024/08/01-08-2024-neprade-1-300x253.jpg" alt="" width="397" height="335" /> <em>Engenheira florestal Betina Camargo (NEPRADE-UFSM)</em>[/caption]
<p>No dia 09 de julho, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM (NEPRADE) marcou presença na V Conferência Brasileira de Restauração Ecológica, durante a sessão simultânea intitulada “Planos de ação territorial nos biomas cerrado, mata atlântica e pampa: integrando restauração e conservação em um grande esforço nacional”. </p>
<p>Na ocasião, a engenheira florestal Betina Camargo, representando o NEPRADE-UFSM, e a bióloga Joana Bassi, da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA-RS), apresentaram os objetivos e os resultados alcançados pelo projeto "Restauração de habitats e conservação de espécies ameaçadas". Este projeto faz parte do Plano de Ação Territorial (PAT) para a conservação de espécies ameaçadas na Campanha Sul e Serra do Sudeste, regiões de grande importância ecológica no estado.</p>
[caption id="attachment_10286" align="alignright" width="371"]<img class="wp-image-10286" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2024/08/01-08-2024-neprade-300x265.jpg" alt="" width="371" height="328" /> <em>Bióloga Joana Bassi (SEMA-RS)</em>[/caption]
<p>O projeto, que visa a restauração de habitats e a conservação de espécies ameaçadas, conta com o apoio da Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS) e é financiado por meio de recursos de Reposição Florestal Obrigatória da Neoenergia, aprovados pela Comissão da SEMA-RS. Durante a apresentação, Betina Camargo e Joana Bassi destacaram os esforços conjuntos e os avanços significativos obtidos na recuperação de áreas degradadas e na proteção de espécies em risco de extinção.</p>
<p>O evento foi uma oportunidade para compartilhar experiências e fortalecer parcerias com outras iniciativas de restauração ecológica em diferentes biomas do Brasil, promovendo a troca de conhecimentos e estratégias eficazes para a conservação ambiental.</p>
<p>Para acompanhar estas ações visite as instituições pelo Instagram: <a href="https://www.instagram.com/neprade.ufsm/"><strong>NEPRADE</strong></a> e <a href="https://www.instagram.com/patcampsss/"><strong>PAT Campanha Sul e Serra do Sudeste</strong></a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Politécnico UFSM: Projeto +Coop expande sua atuação para Goiás</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/09/09/politecnico-ufsm-projeto-coop-expande-sua-atuacao-para-goias</link>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2020 19:27:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[Cooperativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[goias]]></category>
		<category><![CDATA[Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[sicredi]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=53550</guid>
						<description><![CDATA[A Universidade Federal de Santa Maria, por meio do projeto de extensão +Coop do Colégio Politécnico, em parceria com a Sicredi Cerrado, do estado de Goiás, inaugurou sua primeira turma a distância do curso de Formação para o Cooperativismo, durante solenidade de abertura no dia 6 de agosto, por videoconferência.  O novo curso irá capacitar [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A Universidade Federal de Santa Maria, por meio do projeto de extensão +Coop do Colégio Politécnico, em parceria com a Sicredi Cerrado, do estado de Goiás, inaugurou sua primeira turma a distância do curso de Formação para o Cooperativismo, durante solenidade de abertura no dia 6 de agosto, por videoconferência. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O novo curso irá capacitar Gestores, Conselheiros e Coordenadores de Núcleo nas área de Cooperativismo, Governança, Relações Humanas, entre outras temáticas. Esta também é a primeira vez que o programa é ofertado para uma turma de fora do Rio Grande do Sul.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A ocasião contou com a presença do professor Paulo Afonso Burmann, Reitor da UFSM, que destacou a importância da intercooperação para os pesquisadores da universidade que, segundo ele, terão a oportunidade de conhecer a força do cooperativismo de Goiás. Também participaram do encontro o professor Valmir Aita, Diretor do Colégio Politécnico, a professora Marta Von Ende, Vice-Diretora, o Diretor de Pesquisa e Extensão do Politécnico, Alessandro Carvalho Miola, o presidente da Sicredi Cerrado GO, Sr. Zeir Ascari, além de professores, alunos(as), executivos(as) e gerentes da cooperativa. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Informações: Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico </em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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