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				<title>Workshop de Clima reúne cerca de 100 participantes UFSM/ Cachoeira do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/10/workshop-de-clima-reune-cerca-de-100-participantes-ufsm-cachoeira-do-sul</link>
				<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 15:27:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM Cachoeira do Sul]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento teve como resultado a “Carta de Cachoeira do Sul sobre Mudanças Climáticas”]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div>
<p>O campus da Universidade Federal de Santa Maria em Cachoeira do Sul sediou o III Workshop Gaúcho de Mudanças Climáticas (WGClima) de 5 a 7 de novembro. O evento reuniu cerca de 100 participantes entre estudantes, pesquisadores, gestores públicos, educadores e representantes da comunidade. O workshop consolidou-se como um espaço de diálogo entre universidade, setor público e sociedade, voltado à reflexão e à construção de soluções frente à crise climática.</p>
<p>A cerimônia de abertura ocorreu no Auditório do Sicredi e contou com a presença do prefeito de Cachoeira do Sul, Leandro Balardin, do vereador Ryan Rosa, representando a Câmara de Vereadores, do secretário municipal de Meio Ambiente, André Mateus Silveira, e do vice-diretor do campus, professor Giovani Leone Zabot. A presidente da comissão organizadora, professora Mariana Vieira Coronas, destacou, durante a solenidade, a importância de fortalecer redes de cooperação e de integrar o conhecimento científico às práticas locais. A palestra de abertura, intitulada <i>“Ciclos ambientais de longo e curto termos e o negacionismo climático”</i>, foi ministrada pelo professor André Jasper, da Universidade do Vale do Taquari (Univates).</p>
<p>Ao longo de três dias, o WGClima promoveu mesas-redondas, oficinas, apresentações de pôsteres e fóruns temáticos organizados nos seguintes eixos: <span style="color: initial">Cidades e Territórios Sustentáveis; </span><span style="color: initial">Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Recursos Naturais; </span><span style="color: initial">Infraestruturas Resilientes e Ferramentas Inteligentes; </span><span style="color: initial">Agricultura, Solo e Sustentabilidade; E</span><span style="color: initial">ducação, Comunicação e Justiça Climática; e </span><span style="color: initial">Saúde Climática e Bem-Estar Comunitário.</span></p>
<p>A programação do workshop incluiu também oficinas, espaços de diálogo e o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6zsJG06GuFw" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.youtube.com/watch?v%3D6zsJG06GuFw&amp;source=gmail&amp;ust=1762873702543000&amp;usg=AOvVaw3zsYG48wboHe2ldYTxu3e4"><b>Fórum de Encerramento</b>, transmitido pelo YouTube</a>, que contou com a participação dos mediadores de cada eixo: Ricardo de Souza Rocha, Marcelo Félix Alonso, Régis Leandro Lopes da Silva, Maria Inês Diel, Juan Galvarino Cerda Balcazar e Marina dos Santos, além da professora Mariana Coronas.</p>
<p>Entre as ações simbólicas desenvolvidas durante o evento, destacou-se o espaço “Luzes da Mudança”, na qual os participantes puderam escrever ideias, aprendizados e mensagens de esperança diante dos desafios climáticos em um mural iluminado. Outro destaque foi a arte coletiva Timbaúva do Clima. “Inspirados no tronco da timbaúva da entrada do campus, demos vida a uma nova história. Cada dedo, uma marca. Cada cor, uma voz. Folhas e flores surgiram das impressões digitais dos participantes — cores que representam união, diversidade e esperança. Assim floresceu a Timbaúva do Clima, arte coletiva criada durante o III Workshop Gaúcho sobre Mudanças Climáticas”, descreve o texto relativo à ação.</p>
<p>O WGClima contou com apoio da FAPERGS, Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia, UFSM – COP 30 Local, Pró-Reitoria de Extensão, Coordenadoria de Tecnologia Educacional da Prograd, Programa de Pós-Graduação em Agrobiologia da UFSM, Sicredi Gerações, empresas locais e projetos de extensão do campus.</p>
<p>Como principal produto das discussões, foi redigido coletivamente a “<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/376/2025/11/CARTA-DE-CACHOEIRA-DO-SUL-SOBRE-MUDANCAS-CLIMATICAS.docx-1.pdf"><em>Carta de Cachoeira do Sul sobre Mudanças Climáticas</em></a>”, que sintetiza as reflexões e compromissos assumidos pelos participantes. A carta destaca a necessidade de ação imediata, solidária e baseada na ciência, articulando conhecimento técnico e saberes locais em prol da adaptação e da justiça climática.</p>
</div>
<p><em><strong>Texto e foto</strong>: Setor de Comunicação Campus Cachoeira do Sul </em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFRGS e UFSM promovem aula aberta sobre Comunicação Climática e Desinformação durante a COP30</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/04/ufrgs-e-ufsm-promovem-aula-aberta-sobre-comunicacao-climatica-e-desinformacao-durante-a-cop30</link>
				<pubDate>Tue, 04 Nov 2025 14:46:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[ufrgs]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento online e gratuito, no dia 12 de novembro, contará com a participação de especialistas de Portugal e do Laboratório de Comunicação Climática da UFRGS
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em um momento fundamental de discussões globais sobre o clima, com a realização da COP 30 em Belém, dois dos principais programas de pós-graduação em Comunicação do Sul do Brasil se unem para promover uma aula aberta ao público. No dia 12 de novembro de 2025, às 14h, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCOM/UFRGS) e o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM) realizarão um debate online sobre os desafios da comunicação e da desinformação climática.</p><p>A aula é aberta ao público, será transmitida ao vivo pelo YouTube e não requer inscrição prévia. O evento contará com a participação de duas palestrantes convidadas de renome na área:</p><ul><li>Dra. Alice Balbé (Universidade do Minho, Portugal), que abordará o tema "Desinformação climática, checagem de informações, fact checking";</li><li>Dra. Eloisa Loose (Laboratório de Comunicação Climática da UFRGS), que apresentará um panorama sobre "Comunicação Climática".</li></ul><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/11/CONVITE.jpg" alt="" width="1571" height="753" /></p><p>A atividade faz parte da disciplina "Comunicação, Jornalismo e Meio Ambiente: reconexão com a natureza para o enfrentamento das mudanças climáticas", ministrada pelas professoras Dra. Ilza Maria Tourinho Girardi (PPPGCOM/UFRGS) e Dra. Cláudia Herte de Moraes (POSCOM/UFSM).</p><p>A iniciativa celebra também um ano especial para ambos os programas. Em 2025, o POSCOM da UFSM celebra seus 20 anos de existência, e o PPGCOM da UFRGS comemora 30 anos de atividades, marcando décadas de contribuição para a pesquisa em comunicação no país.</p><h3>__</h3><ul><li style="font-weight: 400">O quê: Aula Aberta sobre Comunicação Climática e Desinformação</li><li style="font-weight: 400">Quando: 12 de novembro, 14h</li><li>Onde: Transmissão ao vivo pelo YouTube, no canal do Poscom (<a href="https://www.youtube.com/@poscomufsm">https://www.youtube.com/@poscomufsm</a>)</li><li style="font-weight: 400">Acesso: Gratuito, aberto ao público e sem necessidade de inscrição</li></ul>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudantes da UFSM vencem prêmio de Jornalismo da Secretaria do Meio Ambiente do RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/30/estudantes-da-ufsm-vencem-premio-de-jornalismo-da-secretaria-do-meio-ambiente-do-rs</link>
				<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 13:46:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[agência de notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[fepam]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo em quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[SEMA]]></category>

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						<description><![CDATA[Cerimônia de entrega dos troféus aconteceu no dia 29 de outubro, no Jardim Botânico, em Porto Alegre]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Dois trabalhos de estudantes do curso de Jornalismo da UFSM, do campus Santa Maria, foram vencedores na categoria jornalismo universitário do </span><a href="https://www.estado.rs.gov.br/governo-anuncia-os-vencedores-do-premio-sema-fepam-de-jornalismo-ambiental-2025"><span style="font-weight: 400">Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental</span></a><span style="font-weight: 400">. O anúncio dos premiados e a entrega dos troféus aconteceu na quarta-feira (29), no Jardim Botânico de Porto Alegre, em cerimônia realizada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).</span></p>
[caption id="attachment_71140" align="alignright" width="529"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-30-at-10.07.02.jpeg"><img class="wp-image-71140" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-30-at-10.07.02-300x258.jpeg" alt="Foto colorida e horizontal de quatro jovens que estão lado a lado, sorrindo e segurando prêmios. Da esquerda para a direita: um homem de óculos veste camisa bege e segura um certificado, uma mulher de cabelo loiro veste vestido preto e segura um troféu com mosaico colorido, outro homem, também segura um troféu semelhante e veste camisa preta e o quarto homem, de óculos e bigode, veste camisa azul e segura um certificado. Ao fundo, várias pessoas estão em pé, em um ambiente iluminado, com árvores e decoração de natureza." width="529" height="455" /></a> Estudantes de Jornalismo João Victor Souza, Jessica Mocellin, Pedro David Moro e Alexandre La-Bella (Foto: Mariana Henriques)[/caption]
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><b>Os trabalhos premiados</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em primeiro lugar ficou o podcast narrativo “</span><a href="https://www.instagram.com/margempodcast"><span style="font-weight: 400">À margem</span></a><span style="font-weight: 400">” e, na segunda posição, a reportagem em quadrinhos “</span><a href="https://www.ufsm.br/2025/05/13/hq-ansiedade-climatica"><span style="font-weight: 400">Quando a rua enche</span></a><span style="font-weight: 400">”. Ambos os trabalhos foram encaminhados pelo estudante Pedro Pagnossin Moro ao edital da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O trabalho em áudio foi produzido em conjunto com Alexandre La Bella, Jessica Mocellin e João Victor Souza para a disciplina de Radiojornalismo III, ministrada pelo professor Maicon Kroth, e veiculado no Spotify. Já a HQ foi feita para a Agência de Notícias, sob a supervisão do jornalista Maurício Dias, e foi publicada no site e nas redes sociais da UFSM.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ambas as produções tratam das consequências da crise climática causada pelas enchentes de 2024 na vida de moradores que vivem às margens do Arroio Cadena no Bairro Urlândia, em Santa Maria. Entre os temas abordados está a ansiedade climática, sentimento de aflição quando chove – ou ocorrem outros fenômenos naturais – por pessoas que sofreram perdas de entes queridos, animais de estimação, moradias, negócios, móveis e/ou objetos pessoais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de moradores atingidos pelas enchentes, os estudantes ouviram fontes especializadas, como a coordenadora do Plano Municipal de Redução de Riscos, Andrea Nummer; o secretário adjunto de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Neves; a psicóloga especialista em situações de Emergências e Desastres, Melissa Couto; e o meteorologista Murilo Lopes, da UFSM.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Pedro celebrou a conquista ainda durante a formação: “Receber esse prêmio significa que fomos bons jornalistas e que conseguimos tratar as histórias com ética e dignidade. Para mim e para os meus colegas que produzem o podcast, estar entre os premiados reforça a importância da nossa profissão e o quanto ela é necessária, ainda mais quando pensamos no futuro do mundo. Poder contribuir de forma tão marcante, mesmo ainda estudantes, mostra que estamos no caminho certo.” </span></p>
<p><b>O Prêmio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental reconhece trabalhos jornalísticos voltados à sustentabilidade, às mudanças climáticas e ao uso consciente dos recursos naturais e energias limpas. </span><span style="font-weight: 400">Com o tema “Construindo juntos um futuro mais forte para o RS”, a </span><a href="https://sema.rs.gov.br/premiojornalismoambiental2025"><span style="font-weight: 400">terceira edição do prêmio</span></a><span style="font-weight: 400"> reforçou a importância da união da sociedade na reconstrução adaptada e resiliente frente aos eventos meteorológicos extremos que impactam o Estado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A edição de 2025 registrou recorde de participação, com 235 trabalhos concorrendo nas seis categorias: fotojornalismo, webjornalismo, jornalismo impresso, radiojornalismo ou </span><i><span style="font-weight: 400">podcast</span></i><span style="font-weight: 400">, telejornalismo e jornalismo universitário.</span></p>
<p><em>Com informações da Ascom/Sema</em></p>
[caption id="attachment_71139" align="aligncenter" width="841"]<img class=" wp-image-71139" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/29214728_2225754_GDO-300x169.jpeg" alt="Fotografia horizontal colorida com várias pessoas em cima de um palco, uma ao lado da outra, segundo os prêmios" width="841" height="474" /> Vencedores das seis categorias foram reconhecidos na cerimônia (Foto: Igor de Almeida/Ascom Sema)[/caption]
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM inaugura nova estação meteorológica no campus Cachoeira do Sul no dia 21</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/16/ufsm-inaugura-nova-estacao-meteorologica-no-campus-cachoeira-do-sul-no-dia-21</link>
				<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 17:39:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[campus cachoeira do sul]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[estação meteorológica]]></category>
		<category><![CDATA[inmet]]></category>
		<category><![CDATA[previsão climática]]></category>

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						<description><![CDATA[Empreendimento atende a requisitos internacionais e resulta de parceria com INMET]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A Universidade Federal de Santa Maria Campus Cachoeira do Sul inaugurará oficialmente a nova Estação Meteorológica na próxima terça-feira (21), às 15h30, nas proximidades da Casa Administrativa.</p>
<p dir="auto">Instalada conforme requisitos internacionais, a Estação Meteorológica da UFSM Cachoeira do Sul se torna uma referência regional para o monitoramento do tempo, ao ampliar a precisão da previsão climática. </p>
<p dir="auto">A nova estação realiza medições automáticas das condições atuais do tempo, como temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do vento e altura de chuva. Equipada com sensores modernos e operando de forma independente e automática, a estação coleta e transmite os dados sem necessidade de intervenção.</p>
<p>As informações serão disponibilizadas de forma pública e gratuita, resultado da cooperação entre a UFSM e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).</p>
<p dir="auto"> </p>
<div dir="auto"> </div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudantes de Jornalismo são finalistas de Prêmio Sema-Fepam</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/07/estudantes-de-jornalismo-sao-finalistas-de-premio-sema-fepam</link>
				<pubDate>Tue, 07 Oct 2025 13:38:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[agência de notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade climatica]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo ambiental]]></category>
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		<category><![CDATA[prêmio jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência climática]]></category>

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						<description><![CDATA[Dos dois trabalhos, um foi feito como atividade do curso e o outro como conteúdo da Agência de Notícias
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Dois trabalhos de estudantes do curso de Jornalismo do campus sede foram selecionados entre os finalistas do Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental. Uma das produções foi feita como atividade do curso e a outra como conteúdo da Agência de Notícias da UFSM. A lista, divulgada nesta segunda (6), contempla, ainda, reportagens feitas por profissionais de empresas de comunicação.&nbsp;</p>
<p>O podcast narrativo “<a href="https://www.instagram.com/margempodcast">À margem</a>” e a reportagem em quadrinhos “<a href="https://www.ufsm.br/2025/05/13/hq-ansiedade-climatica">Quando a rua enche</a>” foram encaminhados pelo estudante Pedro Pagnossin Moro ao edital da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O trabalho em áudio foi produzido em conjunto com Alexandre La Bella, Jessica Mocellin e João Victor Souza para a disciplina de Radiojornalismo III, ministrada pelo professor Maicon Kroth, e veiculado no Spotify. Já a HQ foi feita para a Agência de Notícias, sob a supervisão do jornalista Maurício Dias, e foi publicada no site e nas redes sociais da UFSM.</p>
<p>Ambas as produções tratam das consequências da crise climática causada pelas enchentes de 2024 na vida de moradores que vivem às margens do Arroio Cadena no Bairro Urlândia, em Santa Maria. Entre os temas abordados está a ansiedade climática, sentimento de aflição quando chove - ou ocorrem outros fenômenos naturais - por pessoas que sofreram perdas de entes queridos, animais de estimação, moradias, negócios, móveis e/ou objetos pessoais.&nbsp;</p>
<p>Além de moradores atingidos pelas enchentes, os estudantes ouviram fontes especializadas, como a coordenadora do Plano Municipal de Redução de Riscos, Andrea Nummer; o secretário adjunto de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Neves; a psicóloga especialista em situações de Emergências e Desastres, Melissa Couto; e o meteorologista Murilo Lopes, da UFSM.</p>
<p>“Trabalhar com jornalismo ambiental tem sido uma experiência marcante, ainda mais experimentando diferentes formatos. Foi desafiador contar algo tão recente e que afetou tanta gente, mas também muito importante. No podcast, buscamos dar voz às pessoas e entender melhor o impacto das chuvas e na HQ, tentei traduzir tudo isso de forma mais sensível e visual”, comentou o Pedro. O universitário e bolsista da Coordenadoria de Comunicação Social ainda ressalta a relevância de tratar sobre meio ambiente: “Acredito que esse tipo de trabalho faz a gente repensar o papel do jornalismo em tempos de crise climática”.</p>
<p>A <a href="https://sema.rs.gov.br/premiojornalismoambiental2025">terceira edição do Prêmio</a> da Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental tem como tema "Construindo juntos um futuro mais forte para o RS". O objetivo da premiação é reconhecer produções jornalísticas que tratam de meio ambiente, mudanças climáticas, uso consciente dos recursos naturais e energias limpas.</p>		
										<figure>
										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/01.jpg" title="" alt="Quadro colorido vertical com o título &quot;Quando a rua enche&quot;. O quadro mostra o repórter de costas e uma fonte, um senhor de idade, desenhados de forma estilizadas. Os dois estão de costas e andam por uma rua não asfaltada. Dos dois lados, estão casas de um piso, árvores, postes de energia e um cachorro caramelo. Acima, o céu cinzento, com alguns pássaros voando baixo." loading="lazy" />											<figcaption></figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Catástrofe climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/29/catastrofe-climatica</link>
				<pubDate>Thu, 29 May 2025 20:32:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[agência de notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[catástrofe climática]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
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		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
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		<category><![CDATA[TV Campus]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=69289</guid>
						<description><![CDATA[Um ano após as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, reportagem multimídia mostra como a Universidade contribui para mitigar o problema
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/Colapso-nos-municipios-do-RS.jpg" alt="Imagem colorida horizontal de um mapa do Rio Grande do Sul em azul, com fundo em marrom, que destaca o fato de 95% dos municípios terem sido afetados pelas enchentes de 2024" />													
		<p>Abril e maio de 2024. Neste período, o Rio Grande do Sul entrou em colapso. Chuvas intensas atingiram 471 das 497 cidades gaúchas, aproximadamente 95% dos municípios, e deixaram mais de 600 mil pessoas fora de casa - os dados são da Defesa Civil do estado. A falta de uma preparação adequada do Poder Público para conter as enchentes ocasionou diversas consequências que perduram até os dias de hoje, um ano após a calamidade.</p><p>Na Região Central, mais especificamente no município de Silveira Martins, a coproprietária da loja Massas do Vale, Cleci Bianchi, ainda sente os impactos da catástrofe em seu negócio. “Eu perdi todo o estoque de massas. Eu perdi tudo. A gente tinha um gerador, que só conserva, não congela. Eu consegui [retomar], mas não muito, porque não tinha estrada nem ponte para as pessoas virem buscar [os produtos]. Até agora <i style="color: #000000;font-size: 1rem">tá</i> difícil. Muito difícil”, revelou.</p><p>Outra vítima naquela cidade foi Maria Fighera. Ela conta que no dia 30 de abril de 2024, em um momento de descanso logo após o almoço, sua família ouviu um barulho estranho e, ao olhar para o lado de fora, notou deslizamentos em um morro próximo à estrutura do seu empreendimento. Além dos presentes precisarem sair de casa, o maquinário utilizado foi levado com as enchentes e os animais, mortos.</p><p>Ela conta que, embora o prejuízo financeiro tenha sido grande, nenhuma vida humana foi perdida. “Ficamos mais de um mês sem poder sair de carro. Só pudemos sair depois que veio uma retroescavadeira que abriu a estrada, fazendo um desvio. Ficamos 15 dias sem luz, 20 dias sem internet. Ainda bem que tínhamos em casa um gerador, só faltava a gasolina”, relembrou. A única forma de saber sobre a situação dos vizinhos era pessoalmente.</p><p>Santa Maria está entre os municípios atingidos e, consequentemente, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que precisou lidar com o acontecido. O Campus Sede teve de ser <a href="https://www.ufsm.br/2024/04/30/ufsm-orienta-para-evacuacao-do-campus-e-suspensao-das-atividades-academicas-e-administrativas">evacuado</a> e as atividades acadêmicas suspensas por 20 dias. Na sequência, foi revelado que o acervo do Departamento de Arquivo Geral da Universidade, que ficava localizado no subsolo da Reitoria, foi <a href="https://www.ufsm.br/2024/04/30/nota-sobre-o-incidente-com-o-acervo-da-ufsm">comprometido</a>.</p><p>Também afetada por toda essa situação, a Instituição recorreu ao ensino, à pesquisa e à extensão, com projetos voltados à mitigação dos danos causados tanto na cidade quanto fora, colocando-se na linha de frente da rede de apoio ao Estado. Ações foram desenvolvidas em diferentes esferas para entender a complexidade da aflição que o Rio Grande do Sul viveu ao mesmo tempo em que as vítimas eram auxiliadas. Contudo, isso não basta: a UFSM segue trabalhando para evitar que esse pesadelo aconteça novamente em território gaúcho.</p>		
													<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/Precipitacao-Tipica-vs-diaria.jpg" alt="Imagem colorida horizontal que destaca, em mapa do RS em azul, com fundo em marrom, o fato de que choveram 600 milímetros em um único dia em cidades da Serra Gaúcha" />													
		<h3><b>Universidade contribui para diminuir perdas no campo</b></h3><p>Um exemplo de ação desenvolvida pela UFSM associada à catástrofe climática é o projeto de divulgação de boletins agrometeorológicos para profissionais envolvidos com o agronegócio em Cachoeira do Sul. A iniciativa, coordenado pela professora Zanandra Oliveira, foi criada em 2017 em uma parceria entre o curso de Engenharia Agrícola com o Grupo Metos, empresa que trabalha com o monitoramento climático.</p><p>A ideia é adquirir dados relativos aos horários, temperatura, umidade relativa, chuva e velocidade do vento em Cachoeira do Sul, em tempo real, para, dessa forma, gerar boletins informativos que ajudem os produtores a tomar as melhores decisões. As informações são disponibilizadas <a style="font-size: 1rem" href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/cachoeira-do-sul/estacao-meteorologica-da-ufsm-cs">em uma página específica no site da UFSM</a> todo início de mês com gráficos sobre o mês anterior, fazendo um comparativo. Como o trabalho começou há aproximadamente oito anos, ainda não é possível definir um padrão no município no que diz respeito ao clima.</p><p>“As informações meteorológicas são importantes para todas as áreas do conhecimento. A gente vai pensar nas engenharias, todo o planejamento de obras é muito importante. Para o curso de Engenharia Agrícola, a gente tem uma relação direta do clima com as atividades agropecuárias. Então, é fundamental. Seria impossível a gente realizar as atividades de ensino e de pesquisa sem ter acesso a essas informações. É o clima que explica a variabilidade da educação das culturas, o bem-estar dos animais de produção. É um instrumento fundamental e necessário para essa área do conhecimento”, destacou Zanandra.</p><p>No dia 3 de junho de 2024, as secretarias da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul divulgaram um relatório acerca das perdas na produção rural causadas pelas chuvas. De acordo com o documento, elaborado com dados coletados entre 30 de abril e 24 de maio, mais de 206 mil propriedades foram afetadas por todo o Estado, prejudicando 48.674 produtores. Ao todo, 19.190 famílias tiveram perdas relacionadas às estruturas dos empreendimentos, como galpões, armazéns e estufas.</p><p>Em território cachoeirense, também surgiu, em 2020, durante a pandemia, o projeto <a href="https://pacomecsufsm.wixsite.com/ufsm-cs">PaComê</a>, que consiste na promoção de teorias acerca da preparação de alimentos e o conhecimento por trás da prática. A ação tem uma parceria com a Escola Estadual Coronel Ciro Carvalho de Abreu desde 2024 e tem os jovens alunos como os responsáveis por “colocar a mão na massa”, em uma horta localizada na instituição. O objetivo é construir uma rede de entusiastas sobre a saúde alimentar, o plantio agroecológico e a culinária com produtos naturais.</p><p>A professora da UFSM, Mariana Coronas, coordenadora da iniciativa, explica os benefícios da autoprodução, levando em conta os problemas que a cidade teve durante a catástrofe climática do ano passado: “Cachoeira ficou por alguns dias desconectada. Fecharam vários acessos. A gente ficou alguns dias com os supermercados desabastecidos principalmente de produtos perecíveis. Os produtores locais, mesmo que tenham tido suas perdas, continuaram produzindo. Ter essa produção local, em casa, te dá uma certa autonomia para que, eventualmente, quando acontecerem esses eventos, ainda tenha essa fonte”.</p><p>O professor da escola cachoeirense, Volni Oestreich, destaca um dos cuidados que o grupo procura ter durante a atividade: “nós evitamos ao máximo o uso de qualquer produto químico. Então, aqui, o aluno planta, rega, colhe e entrega na cozinha da cantina. Ele mesmo acaba conseguindo participar de todo o processo do plantio e cuidado durante o crescimento. Todos esses produtos são utilizados na escola, consumidos pelos alunos e professores”.</p><p>Uma das responsáveis por atuar é Vanderleia dos Santos, estudante do curso de Engenharia Agrícola da UFSM em Cachoeira do Sul. Ela fez ensino médio na Ciro Carvalho e, através do PaComê, retornou para ajudar os atuais alunos. “Agora, com as mudanças climáticas, o fato de a gente ter essa segurança alimentar, de produzir alimentos, de ter contato com algo mais sustentável também, faz a diferença. É bem mais gratificante, saudável, e a gente consegue mostrar para eles na prática”, comentou. Ainda, na visão da acadêmica, os jovens já estão bem mais conscientes com as práticas da ação.</p>		
													<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/Estradas-do-RS-sobrem-Danos.jpg" alt="Imagem colorida horizontal do mapa do RS, com fundo marrom, e caixa de texto com 80% das estradas gaúchas afetas" />													
		<h3><b>Resistir para diminuir os impactos de novos catástrofes</b></h3><p>A catástrofe climática também chamou a atenção dos pesquisadores da UFSM no que diz respeito à infraestrutura ambiental dos municípios. O projeto “Resiliência de redes de transporte em eventos extremos”, coordenado pelo professor Felipe Caleffi, também do campus de Cachoeira do Sul, é um exemplo. A iniciativa tem como objetivo modelar, por meio de um simulador, todas as 497 cidades do Rio Grande do Sul para entender o efeito das fortes chuvas e como elas afetam o transporte público e o transporte de emergência, como ambulâncias, viaturas da polícia e caminhões dos bombeiros.</p><p>O grupo tem a parceria da Defesa Civil do Estado, entidade que estuda quais áreas do Rio Grande do Sul são as mais críticas e devem ser modeladas com mais urgência. Com o trabalho, espera-se que seja realizado um planejamento melhor quando as crises ocorrerem. “As cidades podem se planejar melhor para quando os próximos eventos ocorrerem. A gente imagina que em algum momento vá acontecer de novo. De posse desses dados, dessas simulações, a gente consegue entender melhor os cenários”, explicou Caleffi.</p><p>Conforme <a style="font-size: 1rem" href="https://www.ihu.unisinos.br/639969-infraestrutura-comprometida-chuvas-afetaram-mais-de-80-das-estradas-no-rs">reportagem publicada</a> pelo Instituto ClimaInfo, em 4 de junho de 2024, 80% das estradas gaúchas foram prejudicadas com a catástrofe climática - aproximadamente 13,7 mil quilômetros. No mesmo texto, mas com dados do G1, constata-se que 4.521 km de vias públicas foram afetadas, “distância mais do que suficiente para atravessar o Brasil de Norte a Sul (4.397 km) e de Leste a Oeste (4.320 km)”.</p><p>Na área da arquitetura e do urbanismo, é desenvolvido o projeto Santa Maria Mais Verde Mais Resiliente. A iniciativa, que tem como coordenador o professor Edson Luiz Bortoluzzi, busca aumentar a resiliência ambiental da cidade por meio da integração de políticas urbanas e da implantação de sistemas de espaços livres.</p><p>Segundo o docente, há pelo menos 20 anos são feitas discussões na Universidade acerca da promoção de uma infraestrutura sustentável. A iniciativa, contudo, surgiu realmente a partir das enchentes de maio de 2024. A ideia é propor o desenvolvimento de espaços ambientalmente adequados a fim de proteger possíveis vítimas, uma vez que, na visão de Bortoluzzi, o problema não é a enchente nem o deslizamento, mas a localização das moradias em áreas onde acontecem desastres climáticos.</p><p>“As pessoas atingidas são aquelas de mais baixa renda. Alguns ainda dizem ‘ah, invadiram aquele lugar’. Não, estão ocupando aquele lugar porque foi o que sobrou para elas. A questão da habitação é chave, fundamental”, detalhou o professor. A proposta também envolve a região da Quarta Colônia, em parceria com o <a style="font-size: 1rem" href="https://www.geoparquequartacolonia.com.br/home">Geoparque Quarta Colônia</a>, e tem a intenção de, além de pensar na infraestrutura, investir simultaneamente no aspecto social que envolve a vulnerabilidade ambiental.</p><p>“A gente tem que ter espaços para caminhar, para fazer exercícios. [Tem] a questão da saúde mental, porque quando a gente fala em exercícios e parques não é só [sobre] saúde física, é a saúde mental também. E esses espaços verdes, essas áreas verdes (...) certamente tem que estar atrelados na ideia de reduzir as enchentes”, destacou Bortoluzzi.</p>		
													<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/Propriedades-rurais-afetadas-1-1.jpg" alt="Imagem colorida horizontal de mapa do RS com destaque com o total de 206 mil propriedades rurais afetadas durante as enchentes" />													
		<h3><b>‘Todo desastre tem uma linha do tempo’</b></h3>
<p>É normal ocorrerem tempestades severas entre abril e maio, com ventos fortes e até mesmo granizo, no Rio Grande do Sul. Entretanto, a razão por trás da catástrofe climática diz respeito a uma situação de bloqueio das ondas atmosféricas. Isso significa que não houve uma intercalação entre períodos de chuva e tempo seco, o que fez com que a tempestade ficasse parada e o nível de água na Terra aumentasse. As informações são de acordo com o professor do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia e coordenador do Grupo de Modelagem Atmosférica de Santa Maria (GruMA) da UFSM, Vagner Anabor.</p>
<p>Ainda, segundo o docente, esse entrave ambiental durou cerca de duas semanas. Na Região Central, mais de 250 milímetros de chuva caíram em um único dia, enquanto lugares como a Serra Gaúcha sofreram com 600 milímetros por dia. Tipicamente, entre abril e maio, são cerca de 150 milímetros por mês. “Esses fenômenos foram muito intensos no estado do Rio Grande do Sul. Posso falar tranquilamente que é o maior desastre já ocorrido porque, para ter uma situação de desastre, a gente precisa ter: um fenômeno acontecendo, uma população exposta a esse fenômeno e que essa população exposta seja vulnerável, não esteja preparada”, afirmou Anabor.</p>
<p>A professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Márcia Amaral, evidencia a temporalidade da situação: “todo desastre tem uma linha do tempo. O desastre nunca começa quando eclode, começa muito tempo antes, e nunca termina em uma data específica. Ele perdura por longos anos na vida de uma comunidade”. Para ela, durante a crise climática, foi possível ver os governos do Estado convocando especialistas de fora para estudar a recuperação de toda a área atingida, mesmo que houvesse soluções “caseiras”, com muita expertise. “Nós criamos uma rede de emergência climática no Rio Grande do Sul reunindo mais de 100 cientistas e buscando justamente que essas pessoas tivessem alguma força junto à mídia, junto à imprensa e junto aos governos, para que esse conhecimento gerado dentro das universidades pudesse também ser acessado nos momentos práticos da recuperação do Estado”.</p>
<p>Na visão de Anabor, hoje, a UFSM forma os melhores previsores de tempo severo do Brasil, com as instituições de ensino superior gaúchas sendo referência na formação de profissionais da meteorologia. Contudo, pela falta de estrutura, os outros estados ficam com essa mão de obra. “A tecnologia que nós dominamos na UFSM permite prever e antecipar esses fenômenos com grande eficiência. A qualificação técnica e o preparo das comunidades é o que a gente precisa, encontrar meios de transferir essa informação lá para ‘a ponta’ da sistema, porque se uma pequena escola do interior não estiver preparada para o desastre e as pessoas não tiverem consciência do problema nem de como reagir a uma situação de emergência, por menor que seja o fenômeno, vai ser muito grave”, afirmou.</p>
<p>Outra ação desenvolvida pela Universidade foi a Sociologia do Alerta, coordenada pela professora do curso de Ciências Sociais, Mari Cleise Sandalowski, que está à frente do projeto Catástrofes Sócio Climáticas. A iniciativa surgiu durante as enchentes de 2024 com o questionamento de como a área das ciências sociais poderia contribuir. A resposta: realizando um mapeamento das características sócio-culturais das comunidades que sofreram com questões de ordem ambiental não só no último ano, mas desde a década de 1990.</p>
<p>Na primeira etapa, o que mais chamou a atenção da docente foi que, no Rio Grande do Sul, há uma ocorrência de eventos que destoa do resto do Brasil. Enquanto no país é possível identificar elementos de ordem climatológica com o passar do tempo, em território gaúcho, de 15 anos para cá, são eventos de ordem hidrológicas. Em Santa Maria, regiões de bairros como Tancredo Neves, Chácara das Flores, Itararé, KM3 e Camobi são as mais afetadas pelas ocorrências.</p>
<p>Na Sociologia do Alerta, uma questão que também é abordada é a memória dos moradores dessas localidades. Mari Cleise conta que não é simples fazer com que uma pessoa, apesar das claras questões ambientais, deixe um lugar. “Não é suficiente você simplesmente retirar as famílias de um local e alojá-las em outro. Você não leva em consideração a memória afetiva, os laços com a vizinhança, os laços familiares, a questão da rede de apoio. Como fica a questão afetiva? O que é um risco, afinal? Para uma população que muitas vezes está em uma situação de precariedade social, de baixa renda, que não tem acesso ao saneamento básico, à segurança pública, à educação dentro dos fatores. Essas questões também são de risco”, pontuou.</p>		
													<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/Vagner-Anabor-2.jpg" alt="Imagem colorida horizontal de um mapa do RS em infográfico. A imagem traz a fala do professor Vagner Anabor: se uma pequena escola do interior não estiver preparada para o desastre e as pessoas não tiverem consciência do problema nem de como reagir a uma situação de emergência, por menor que seja o fenômeno, vai ser muito grave" />													
		<h3><b>Enfrentamento exige esforço conjunto</b></h3><p>Uma coisa é certa: apesar das investidas de instituições como a UFSM e do próprio Governo Federal, fortes chuvas, acompanhadas de ventos intensos e descargas elétricas, seguirão acontecendo no Rio Grande do Sul. No período em que a catástrofe climática completou um ano, a Defesa Civil gaúcha emite diferentes alertas para moradores de diferentes regiões do Estado acerca de possíveis transtornos que poderiam ocorrer.</p><p>A Secretaria Extraordinária da Presidência da República de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul (SERS), criada em meio às enchentes por meio de uma Medida Provisória, hoje não tem mais status de ministério. A pasta, então comandada por Paulo Pimenta, foi extinta no dia 20 de dezembro.</p><p>O objetivo principal da SERS foi organizar as demandas do Rio Grande do Sul e facilitar o envio de verbas do Governo Federal que, ao todo, investiu R$ 98,7 bilhões em medidas de reconstrução e apoio ao Estado. Desse montante, R$ 42,3 bilhões já chegaram “às mãos” do povo gaúcho entre repasses aos municípios afetados, criação de novas casas, descontos em dívidas, reformas em escolas e unidades básicas de saúde e compra de medicamentos.</p><p>A agora Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul integra a Secretaria-Executiva da Casa Civil, do ministro Rui Costa, e deverá ser extinta em 30 de maio deste ano. Emanuel Hassen de Jesus, o Maneco, ex-prefeito de Taquari que, em 2023, foi secretário de Comunicação Institucional da Secretaria de Comunicação Social, é quem hoje dirige o setor.</p><p> </p><p>O enfrentamento de catástrofes climáticas exige muito mais do que ações emergenciais durante os episódios e medidas de reconstrução após os eventos extremos. É necessário que os poderes públicos municipal, estadual e federal, as instituições, a iniciativa privada e as comunidades estejam melhores preparados antes da ocorrência de tempestades, enchentes ou deslizamentos. Tudo começa com o entendimento de que o clima gaúcho sofre com situações extremas e que o ‘novo normal’, resultante do aquecimento global, intensifica isto. Diminuir riscos para todos abrange a compreensão de que o preparo deve levar em consideração aspectos ambientais, tecnológicos, econômicos, sociais e culturais.</p><p><em><strong>Repórter Universitário é um projeto da Agência de Notícias e da TV Campus com o objetivo de produzir conteúdo multimídia e multiplaforma por estudantes de Comunicação Social sob a supervisão de técnicos da área</strong></em></p><p><em><b>Reportagem digital</b>: Pedro Pereira (jornalista)</em></p><p><em><strong>Reportagem audiovisual</strong>: Milene Eichelberger (jornalista) </em></p><p><em><strong>Captação de imagens</strong>: Felippe Richardt (técnico em audiovisual), Leonardo Dalla Porta (publicitário) e Taiane Wendland (acadêmica de Produção Editorial, bolsista da TV Campus)</em></p><p><em><b>Edição de imagens</b>: </em><em style="color: #000000;font-size: 16px">Felippe Richardt (técnico em audiovisual) e Taiane Wendland (acadêmica de Produção Editorial)</em></p><p><em><strong>Arte: </strong>Daniel Michelon De Carli (analista de TI e designer)</em></p><p><em><strong>Edição</strong>: Mariana Henriques (jornalista) e Maurício Dias (jornalista)</em></p><p><em><strong>Supervisão geral</strong>: Felippe Richardt (TV Campus) e Mariana Henriques (Agência de Notícias)</em></p>https://www.youtube.com/watch?v=7GAwz_Ds2LY]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM, Capes e Universidade de Maryland oferecem curso e palestra sobre clima e recursos hídricos inteligentes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/04/15/maryland-clima</link>
				<pubDate>Mon, 15 Apr 2024 13:43:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[Ecotecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[ppg engenharia ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ppg engenharia civil]]></category>
		<category><![CDATA[ppg engenharia química]]></category>
		<category><![CDATA[ppg química]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=65621</guid>
						<description><![CDATA[Atividades serão realizadas em inglês no CT]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O professor e pesquisador Puneet Srivastava, da Faculdade de Agricultura e Recursos Naturais da Universidade de Maryland, está no campus sede da Universidade Federal de Santa Maria para conduzir um curso e apresentar uma palestra nesta semana. As temáticas das atividades, que serão oferecidas em inglês, são clima e recursos hídricos inteligentes. <!-- wp:tadv/classic-paragraph --></p>
<p>A promoção é da UFSM, da Capes e da Universidade de Maryland. A realização é dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Civil, em Engenharia Química, em Engenharia Ambiental e em Química, e do Grupo de Pesquisa em Modelagem Hidroambiental e Ecotecnologias</p>
<p><strong><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/04/Curso-Puneet2.jpg" alt="" width="428" height="428" />Workshop internacional</strong></p>
<p>O curso "Fundamentos do clima, processos hidrológicos e suas interações" ("<em>Fundamentals of climate, hydrologic processes and their interactions</em>"), com o professor Puneet Srivastava, da Universidade de Maryland, será oferecido entre segunda (15) e quarta (17). </p>
<p>O tempo e o clima exercem grande influência na disponibilidade e qualidade da água doce. O workshop abrange os fundamentos da ciência do clima, do tempo à variabilidade climática, aos cronos de tempo de mudanças climáticas, processos importantes de hidrológico e de qualidade da água que são grandemente influenciados pelo tempo e clima, e, através de estudos de caso, estimulará o interesse dos alunos em quantificar a influência climática sobre a quantidade e qualidade da água.</p>
<p>Destinado a estudantes de mestrado e doutorado em Engenharias.</p>
<p>Inscrições até segunda (15) <a href="https://bit.ly/ecopalestraufsm">através do formulário</a>. </p>
<p><strong>Palestra </strong></p>
<p>A palestra "Previsões Climáticas e Projeções para Gestão de Recursos Hídricos Climaticamente Inteligentes" (<em>Climate Forecasts and Projections for Climate-Smart Water Resources Management), </em>com o professor Puneet Srivastava, da Universidade de Maryland, será nesta quinta (18), às 14h, no Auditório Pércio Reis, prédio 7 do Centro de Tecnologia.</p>
<p>O seminário tem objetivo de entender como as previsões climáticas sazonais a interanuais podem ser usadas para mitigar os impactos negativos das secas e apreciar a necessidade de atualizar continuamente os dados históricos do clima para a proteção adequada dos recursos hídricos. </p>
<p>Destinada a interessados em geral.</p>
<p>Inscrições online até esta segunda (15).</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mudanças no clima: em Santa Maria, a primavera chegou mais cedo esse ano</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/09/11/mudancas-no-clima-em-santa-maria-a-primavera-chegou-mais-cedo-esse-ano</link>
				<pubDate>Mon, 11 Sep 2023 13:40:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[el niño]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[tvcampus]]></category>

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						<description><![CDATA[Pelo campus, flores coloridas já dão sinais da primavera, e olha que setembro está apenas começando. Vários fatores contribuíram para que a floração se antecipasse e alguns fenômenos característicos, como o calor, também se manifestasse mais cedo neste ano. A TV Campus conversou com especialistas para entender as causas dessa antecipação e o que isso [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Pelo campus, flores coloridas já dão sinais da primavera, e olha que setembro está apenas começando. Vários fatores contribuíram para que a floração se antecipasse e alguns fenômenos característicos, como o calor, também se manifestasse mais cedo neste ano. A TV Campus conversou com especialistas para entender as causas dessa antecipação e o que isso afeta na nossa saúde e no meio ambiente. E também, o que esperar dos próximos meses com a influência do fenômeno <em>El Niño</em>. </p>
<p><em>Assista à reportagem:</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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</div></figure>
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													</item>
						<item>
				<title>Observadores de tempestades: o que são, o que fazem e como se tornar um?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/observadores-de-tempestade</link>
				<pubDate>Fri, 20 Aug 2021 12:51:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8630</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM busca criar uma rede voluntária capaz de identificar e relatar fenômenos meteorológicos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/download-1-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Tempestades estão entre os fenômenos atmosféricos que mais causam desastres naturais no Brasil. Os processos de mudanças climáticas têm provocado eventos mais frequentes e intensos. Ao levar isso em conta, o curso de Meteorologia da UFSM lançou a iniciativa ReVOT - Rede Voluntária de Observadores de Tempestades, que visa treinar a comunidade para identificação de tempo severo e com potencial de causar calamidades. </p><p>De acordo com o professor Ernani de Lima Nascimento, coordenador do projeto e integrante do grupo de Modelagem Atmosférica da UFSM, a ação é inspirada em redes similares que acontecem em alguns poucos países: “Fiz meu doutorado nos Estados Unidos e lá eu conheci uma rede voluntária de observadores. A <a href="https://www.weather.gov/SKYWARN" target="_blank" rel="noopener">Skywarn</a>, já existe há décadas e é uma iniciativa muito importante. Logo me veio a inspiração de trazer isso para o Brasil - a América do Sul e a América Latina não tinham esse tipo de ação. Então existe um pioneirismo no que nós estamos fazendo” . </p><p>Desse modo, em parceria com a Organização Internacional de Desastres Marítimos, Aéreos e Terrestres, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a Defesa Civil de Santa Catarina e a Cruz Vermelha Brasileira de Santa Maria, a iniciativa oferece cursos de treinamento para formação de observadores de tempestades. Eles são entusiastas de fenômenos atmosféricos que se colocam à disposição para colaborar voluntariamente no relato de ocorrências de eventos extremos associados a tempestades.</p><p>Os cursos se baseiam no método científico <i>crowd science</i> - em português, ‘ciência feita por multidão’ -, que consiste na participação de voluntários na geração de dados e análises para ajudar o descobrimento, o estudo e a pesquisa científica. No curso os aspirantes a observadores aprendem como as tempestades se formam, seus diferentes tipos e como classificá-las. Também são ensinados a identificar características visuais da atmosfera que antecedem fenômenos meteorológicos para relatar, de forma precisa, ocorrências de tempo severo e enviar para os órgãos de análise. </p><p>Existem várias formas de identificar a aproximação de tempestades, uma delas é a partir da observação das nuvens. Ernani destaca a formação de um tipo de nuvem específico, as nuvens “shelf”, também conhecidas como nuvens em cunha ou nuvem prateleira. Essas nuvens se formam em baixa altitude e indicam que rajadas de vento, possivelmente intensas, estão se aproximando  e serão seguidas por chuva.  </p>https://youtu.be/7_dAkXLLTec<p style="text-align: center">Aproximação de uma nuvem “shelf” em vídeo acelerado feito pelo professor Ernani no campus da UFSM em 2014.</p><p>Segundo o professor, a rede é de grande importância para os estudos de meteorologia, pois, mesmo com satélites, radares e estações meteorológicas, os eventos atmosféricos, muitas vezes, podem passar despercebidos. </p><p>Por isso, os relatos dos observadores são importantes, pois ajudam os especialistas a traçarem uma série histórica da ocorrência de fenômenos. Assim, é possível identificar quais foram as condições atmosféricas que levaram àquelas ocorrências e os pesquisadores podem entender por que aqueles fenômenos aconteceram. Dessa forma, tais informações podem ser transformadas em ferramentas práticas de previsão do tempo cada vez melhores. </p><p>"À medida que a gente aumenta a quantidade de registros, as falhas na série histórica, causadas por eventos não registrados, vão sendo preenchidas. Por isso, a gente se dispõe a treinar voluntários que reportarão os fenômenos de maneira segura e responsável”, explica o professor. </p><p>Os relatos podem ser feitos por qualquer pessoa, mas o projeto busca, com o treinamento, melhorar a qualidade dos registros e padronizá-los. Entretanto, o professor salienta que o envio de informações sobre tempo severo por pessoas que não receberam treinamento deve ser feito de forma detalhada, informando a cidade, o bairro e o horário da ocorrência. É possível reportar o acontecimento através da página do projeto no Twitter, <a href="https://twitter.com/prevots_svr?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Eauthor" target="_blank" rel="noopener">@prevots_svr</a>, que conta com o apoio da iniciativa Plataforma de Registros de Tempestades Severas (PRETS), a qual emite previsões diárias sobre ocorrência de tempestades. </p><p>A ReVOT também procura promover educação ambiental a respeito de fenômenos atmosféricos. Um dos seus objetivos é reduzir as consequências de desastres naturais e conscientizar a sociedade sobre as ameaças relacionadas a tempestades, como o aumento do risco de inundações, deslizamentos de terra, queda de granizo, tornados e vendavais. O professor complementa: “É importante as pessoas estarem cientes que o Brasil tem, sim, seus desastres naturais e a grande maioria deles é de origem atmosférica. Portanto, uma faceta adicional do projeto é fazer com que as pessoas estejam cientes que esses fenômenos são relativamente comuns no nosso país; e você saber antecipar essas ocorrências é uma maneira de ter uma sociedade melhor preparada para lidar com isso”.</p>		
												<img width="1024" height="649" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/download-2-1024x649.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>A primeira edição do curso ocorreu em junho deste ano e o próximo está previsto para setembro, antes do início da primavera, por esse ser o período de maior ocorrência de tempestades. Ronimar Costa dos Santos, diretor do departamento de Gestão de Riscos e Desastres da Cruz Vermelha de Santa Maria, participou do treinamento da ReVOT e o considera fundamental e extremamente interessante. “O curso é muito amplo e com uma base curricular muito boa, então mesmo que a pessoa não conheça quase nada de meteorologia, ela vai aprender bastante. Até porque não é um curso difícil, qualquer um pode fazer”, disse. </p><p>Ronimar conta que já realizou diversas observações, entre elas uma precipitação de granizo na cidade de Itaara (RS), na qual ele conseguiu medir as pedras de granizo e relatar o acontecimento. Para ele, os observadores de tempestades são essenciais e é necessário ampliar a rede cada vez mais.  </p><p>O curso é intensivo - tem de quatro a cinco horas de duração - e é oferecido de forma totalmente online, gratuita e aberta a todos os públicos. As inscrições serão divulgadas nas redes sociais do projeto e, para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo perfil <a href="https://twitter.com/prevots_svr?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Eauthor" target="_blank" rel="noopener">@prevots_svr</a> no Twitter.</p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><i><strong>Repórter:</strong> </i><i>Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Ilustrador:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><strong><i>Mídia Social:</i> </strong><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Eloíze Moraes estagiária de Jornalismo</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
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				<title>Por que sentimos frio?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/por-que-sentimos-frio</link>
				<pubDate>Wed, 11 Aug 2021 12:35:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[#curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[estações do ano]]></category>
		<category><![CDATA[Inverno]]></category>
		<category><![CDATA[organismo humano]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Sensores espalhados pelo corpo, predisposição genética e costume são elementos associados à sensação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>“O inverno está chegando”. A frase famosa da série <i>Game of Thrones</i>, dita pela primeira vez no episódio piloto, aflora opiniões divergentes  acerca da estação. Todo ano, nas redes sociais, existe uma batalha entre os que são do time verão e os que preferem as temperaturas mais baixas. Porém, na série norte-americana, a frase icônica não possui significado apenas literal, mas também um sentido de “fique vigilante e alerta” – ambas reações que vão ao encontro da maneira que o nosso corpo reage quando o equilíbrio de sua temperatura é ameaçado.</p><p>Em 2021, o mês de julho contou com uma onda de frio que atingiu todo o país. Além da queda de neve na serra gaúcha e catarinense, as temperaturas baixas atingiram até mesmo estados nas zonas mais próximas à linha do Equador – com temperaturas abaixo de zero no sudeste e temperaturas excepcionalmente baixas, entre 10ºC e 17ºC, no norte do Brasil.  Fato que agradou alguns e provocou sofrimento em outros, a vinda dessa frente fria e os seus efeitos nos faz questionar:<b> por que as opiniões sobre as estações são tão diversas? Por que, realmente, parece que as pessoas possuem diferentes percepções do frio? E, afinal, por que sentimos frio?</b> A partir de uma  conversa com o pneumologista e professor do Departamento de Clínica Médica da UFSM, Gustavo Trindade Michel, a Arco responde essas perguntas e tenta entender <b>como o corpo humano reage ao frio</b>.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/capa_site_1458_951-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>Por que sentimos frio?</h3>		
		<p>O corpo humano é um organismo homeotérmico – ou seja, possui a capacidade de fazer o controle da temperatura corporal apesar das mudanças climáticas em seu entorno. Esse mecanismo de controle, que também é encontrado em aves e em outros mamíferos, nos classifica como “animais de sangue quente” e é colocado em prática através do balanço entre a geração de calor metabólico e de processos de trocas com o ambiente, como, por exemplo, a perda de temperatura que ocorre com a evaporação do suor.</p><p>Nesse sentido, a manutenção da temperatura corporal é essencial para a vida e o bom funcionamento desses organismos. No caso dos humanos, a média é entre 36ºC e 37ºC. Para isso, nós possuímos receptores espalhados pelo corpo todo, principalmente na pele, os quais captam as mudanças de temperatura do ambiente e nos alertam de uma possível baixa da temperatura corporal.</p><p>Porém, essa fase inicial só adverte para o que pode vir a seguir - é como se fosse um aviso: “se aqueça!”. “Passar frio nunca é uma coisa boa. Primeiro, porque o gasto energético aumenta muito e, segundo, porque há uma ‘desregulagem’, principalmente do ponto de vista imunológico do organismo, que precisa dessa temperatura mais ou menos constante. As vias respiratórias também sofrem porque inalamos esse ar frio”, comenta Gustavo.</p><p>Além do <b>aumento do gasto energético</b>, o corpo possui outras formas de tentar se manter aquecido. Uma delas é através de <b>tremores</b>, que, na verdade, são uma contração involuntária dos músculos que garante a geração de calor. Outra forma é através da <strong>piloereção</strong>  - quando os pelos do corpo se arrepiam. A finalidade disso é formar uma camada isolante ao redor do corpo, como se fosse um colchão de ar quente próximo à pele.</p><p>Ainda, pode ocorrer a <strong>vasoconstrição</strong>. Segundo Gustavo, “o corpo começa a manter a circulação nos órgãos mais internos - evitando que o sangue circule nos órgãos mais periféricos, como as mãos e os pés. Então é por isso que a gente fica com a mão gelada muito rapidamente, a gente perde sensibilidade na mão, ela fica um pouco dolorida: porque se fecham os vasos de circulação nesses ambientes, nesses órgãos mais externos; para que não tenha mais perda de calor. Para manter a parte interna mais aquecida - que são os órgãos vitais”.</p><p>Em um cenário em que alguém enfrenta uma exposição desprotegida ao frio e, à medida que os processos de reação do organismo avançam, a diminuição da temperatura desses órgãos – geralmente quando chegam à marca de 35ºC – caracteriza os casos de hipotermia. Em tais situações, o corpo vai apresentando sintomas como cansaço, alteração da frequência cardíaca, dificuldades de respiração e letargia - quando a pessoa começa a responder de maneira mais lenta a estímulos. As consequências disso podem ser graves, podendo refletir em transtornos, sequelas neurológicas e, dependendo do tempo de exposição, até em óbito.</p>		
			<h3>As diferentes percepções do frio</h3>		
		<p>Visto que as sensações de frio e calor ocorrem devido aos sensores espalhados pelo corpo, é importante pontuar que <strong>cada um de nós possui diferenças nas concentrações e na localização desses sensores</strong>. Isso explica por que alguns sentem mais frio nas orelhas, por exemplo, enquanto outros não. Ainda, uma predisposição maior para sentir frio geralmente está associada a fatores genéticos. Ou seja, se você é do time dos que sofrem sob baixas temperaturas, não há muito o que fazer.  </p><p>Outro fator que influencia é a já comentada <strong>vasoconstrição</strong> dos membros externos: “As pessoas, às vezes, têm alguma dificuldade de dilatar ou contrair as veias e artérias para manter essa regulação - ou o contrário: elas têm essa reação exacerbada, quando, com qualquer frio, a pessoa já fica com a mão gelada e tem dificuldade de aquecer. Não tem muito como resolver isso,  é inerente a cada pessoa. Assim como a sensibilidade das pessoas é diferente - seja à dor, seja a qualquer outro estímulo. Tem gente que é mais ou menos sensível ao frio também”, explica o pneumologista.</p><p>As <strong>taxas de gordura no corpo</strong> complementam a equação - segundo Gustavo, a gordura é um excelente isolante térmico, portanto, pessoas com taxas maiores tendem a ter mais resistência às temperaturas baixas. Fora isso, o contexto de vida de cada um afeta as chamadas<strong>  ‘sensações distópicas’</strong> – aquelas que a pessoa não está acostumada a sentir -, como quando alguém que mora em um local de clima mais ameno visita uma cidade que possui temperaturas mais extremas. Essa pessoa sentirá mais frio ou calor.  </p><p>Nesse sentido,<strong> climas mais úmidos exacerbam as sensações</strong>. “A transmissão de temperatura nos ambientes úmidos é muito maior. Porque o líquido transmite mais a temperatura. Seriam trocas entre o corpo e o ambiente. O líquido que está presente no ar acaba transmitindo mais calor ou mais frio”, comenta Gustavo.</p><p>Assim, para o que resta do inverno, medidas práticas dificilmente terão grandes efeitos nas particularidades de cada um. Segundo o pneumologista, a solução é se manter agasalhado. Além disso, apostar nas alimentações termogênicas – de alimentos que apresentam mais dificuldade em serem digeridos -, as quais aumentam o gasto energético e, em um segundo caso, comidas quentes, como sopas e caldos. </p><p>Por fim, como uma medida para amenizar os efeitos negativos do frio no organismo e, principalmente, no sistema imunológico, hábitos como sono adequado, alimentação saudável e prática de exercício são essenciais para passar esse período de maneira mais agradável -  ainda que você esteja em contagem regressiva para a volta do calor com a chegada da primavera. </p><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Repórter: </i></b><i>Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Ilustrador: </i></b><i>Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><b><i>Mídia Social:</i></b> <i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; </i><i>Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</i></p><p><b><i>Edição Geral: </i></b><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
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				<title>O impacto das águas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-impacto-das-aguas</link>
				<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 19:53:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial viaja anualmente para a Antártica a fim de estudar como a relação entre o oceano e a atmosfera impacta o clima global]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/6ª-edição-13-clima-o-impacto-das-águas-1024x668.png" alt="" loading="lazy" />											
		Você já deve ter ouvido falar que setenta e cinco por cento da superfície da Terra é coberta por água. Mas você sabia que muitas propriedades das águas dos oceanos estão fortemente associadas às mudanças que ocorrem na atmosfera, como a ocorrência do El Niño? Esse fenômeno, que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, pode comprometer o clima regional e global (e também as suas férias).São vários os fatores que afetam a variação climática global, entre eles o processo de troca de calor entre a superfície do mar e a atmosfera e a influência do dióxido de carbono nesse processo. Com uma costa de mais de 8.000 km² banhada pelas águas do Oceano Atlântico Sul, o Brasil, até pouco tempo, dispunha de poucos recursos para estudar o impacto que essas águas dos oceanos têm sobre o clima do país e do continente sul-americano. A partir de 2004, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desenvolveu um projeto voltado para o estudo direto dos processos de interação oceano-atmosfera. <p>O Projeto Interação Oceano-Atmosfera na região da Confluência Brasil-Malvinas (Interconf) é coordenado pelo pesquisador Ronald Buss de Souza, do INPE, e atualmente é o único grupo da América Latina que realiza pesquisas na área. Responsável por inúmeros trabalhos de pesquisa, o projeto conta com alunos de graduação, mestrado e doutorado de diversas instituições, como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal do Rio Grande (FURG).O Projeto Interconf atua em parceria com o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), um projeto do governo brasileiro que, desde 1982, através da Marinha do Brasil, oferece o suporte para levar pesquisadores até o continente antártico, com todo o equipamento necessário para coleta de dados para pesquisas.Três navios são disponibilizados pela Marinha: Navio Hidro-oceanográfico Cruzeiro do Sul (H38), Navio Polar Almirante Maximiano (H41) e Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rangel (H44).As embarcações transportam uma tripulação de mais ou menos 80 pessoas, entre pesquisadores e integrantes da Marinha.Os dados são coletados em parceria com o Centro de Hidrografia Marinha (CHM) e possuem grande relevância para os trabalhos realizados pelo INPE, sendo aplicados nas mais diversas áreas da Oceanografia e Meteorologia. Estes dados auxiliam na compreensão de processos físicos e biológicos do ciclo do dióxido de carbono (CO2) e seu papel nas mudanças climáticas globais. “Essas medidas são consideradas importantes para os estados da região Sul do Brasil, pois a passagem de frentes frias sobre o estado do Rio Grande do Sul é afetada diretamente pelas variações de temperatura na superfície do mar’’, explica Ronald.</p><h4> </h4><h4><strong>A BORDO</strong></h4><p>O Projeto Interconf utiliza os navios – quando eles passam pela região oceânica da Confluência Brasil-Malvinas – para realizar medidas que ainda não haviam sido feitas, nem mesmo pelos navios do Proantar. A equipe do professor Ronald vai ao mar com instrumentos específicos para medir variáveis oceânicas e atmosféricas, como: temperatura da água do mar, temperatura do ar, umidade relativa do ar, intensidade de direção dos ventos e intensidade de direção das correntes marinhas. Esses parâmetros físicos servem de apoio para calcular a troca de calor entre o oceano e a atmosfera.</p><p>Em outubro de 2014, Ronald Buss e sua equipe participaram da Operação Antártica de número 33, que partiu do porto do Rio de Janeiro, com escala nos portos de Rio Grande (RS) e Ushuaia (Argentina), a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano (H41).Segundo Ronald, a operação começa muito antes do embarque, com a preparação dos instrumentos utilizados na coleta de dados, que devem ser montados e passam por um período de testes. Depois de preparados, os equipamentos são embarcados no navio e devidamente instalados. São utilizados, ao longo do percurso entre o Brasil e a Antártica, radiossondas atmosféricas, equipamentos oceanográficos e uma torre micro-meteorológica de fluxos, que tem a capacidade de medir as transferências de calor e de dióxido de carbono (CO2), entre outras variáveis.</p><p>A radiossonda é lançada do navio por meio de um balão atmosférico, chegando a altitudes acima de 25.000 metros. Dentro do navio existe um receptor que capta, via rádio, as informações do aparelho. A torre micro-meteorológica é instalada na proa do navio para coletar dados atmosféricos próximo à superfície do mar.</p><p> </p><h3><strong>PARA ENTENDER MELHOR</strong></h3><p>As variáveis físicas na interface oceano-atmosfera são estudadas a partir da variação de temperatura entre a corrente marítima do Brasil, que vem do Norte, caracterizada por águas quentes e salinas, e a corrente das Malvinas, que vem do Sul, caracterizada por águas frias e menos salinas. O encontro dessas duas massas d’água representa uma diferença de temperatura que, em poucos quilômetros, pode variar em mais de 10ºC.</p><p> </p><em><strong>Repórter</strong>: Diossana da Costa</em>]]></content:encoded>
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				<title>Você sabia? É verdade que...?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/voce-sabia-e-verdade-que</link>
				<pubDate>Thu, 08 Oct 2015 17:44:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[cerração]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Música UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[ovos voadores]]></category>
		<category><![CDATA[prédios da UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[A cada edição, a seção Curiosidades responde àquelas questões que você sempre quis saber se eram mitos ou verdades e conta histórias singulares sobre a UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <div id="container_dados">
<div class="texto_noticia">
<h3><strong>NOTAS MUSICAIS, JANELAS OU BURACOS PARA INSTALAÇÕES DE ARES-CONDICIONADOS?</strong></h3>
<img class=" wp-image-1562 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/5ª-edição-3-curiosidades-música-300x196.png" alt="" width="351" height="229" />O novo prédio do curso de Música, no campus da UFSM, deixou curiosos estudantes e servidores da Universidade. Projetado em 2009, o prédio tem chamado a atenção pelos níveis “desparelhos” das janelas. Muitos acreditaram que pudesse ser um erro na execução da obra, mas a arquiteta responsável pelo projeto, Gianine Mello, garante que sabia o que estava fazendo: “A diferença de altura de peitoril de janelas já foi utilizada em vários projetos no Brasil e em outros países, aqui a proposta foi relacionada com notas distribuídas em uma pauta musical”.

Segundo Gianine, o estudo do projeto começou com a comparação de alguns conceitos comuns entre música e arquitetura. Foi aplicado à construção o estudo do ritmo, que na música é no tempo e na arquitetura é no espaço; assim como a melodia e a proporção, elementos das duas áreas. Houve, ainda, uma comparação entre as figuras musicais, que marcam os tempos musicais, e os desenhos, utilizados em desenho urbano na arquitetura. “Dessa comparação, saiu a forma que deu origem ao primeiro prédio, baseada na figura musical ‘semicolcheia’, que tem uma barra horizontal de onde saem as notas. Não é uma tradução literal da figura, mas é a inspiração que levou a essa forma”, conta a arquiteta.
<h3><strong>É POSSÍVEL ATIRAR OVOS DE UMA ALTURA DE 10 METROS E NÃO</strong> <strong>QUEBRÁ-LOS</strong><strong>?</strong></h3>
<img class="wp-image-1561 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/5ª-edição-3-curiosidades-ovos-300x196.png" alt="" width="351" height="229" />Sim, é possível! Alunos do primeiro semestre do curso de Desenho Industrial da UFSM promovem o evento “Ovos Voadores” desde 2004. A atividade consiste em construir uma embalagem, a partir de materiais orgânicos, que evite a quebra de ovos quando eles forem jogados do quarto andar do prédio do Centro de Artes e Letras (cerca de 12 metros de altura).

A indústria automobilística serve como inspiração para o experimento. Décadas atrás, os carros tinham uma lataria muito mais resistente do que a dos automóveis atuais. Porém, em um acidente, a forte estrutura não absorvia o impacto e a energia cinética da colisão ia para o motorista e os passageiros. Hoje, os automóveis são construídos para protegerem o que carregam. Para isso, a estrutura externa é que recebe todo o impacto. Partindo desse princípio, os “ovos voadores” que foram encobertos por materiais como massa de polenta ou de pão, que são maláveis e podem se deformar, sobreviveram à queda.
<h4></h4>
<h3><strong>POR QUE DIZEMOS “CERRAÇÃO BAIXA, SOL QUE RACHA”?</strong></h3>
<img class="wp-image-1560 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/5ª-edição-3-curiosidades-sol-300x196.png" alt="" width="351" height="229" />Quando o nevoeiro, que chamamos de cerração, se dissipa, geralmente temos um belo dia de sol. O nevoeiro é a suspensão de gotículas de água ou cristais de gelo em uma camada de ar próxima à superfície da Terra. É uma nuvem cuja base está em contato com o solo. Em noites de céu limpo, ventos fracos e umidade relativa razoavelmente alta, o nevoeiro se forma devido ao resfriamento da superfície terrestre e do ar adjacente.

Frequentemente, ouvimos dizer que o nevoeiro “se levanta”. No entanto, não é isso que acontece. O sol aquece a Terra, que, por sua vez, aquece inicialmente o ar superficial. Consequentemente, o nevoeiro evapora a partir da base, dando a impressão de “levantamento”.

</div>
</div>
<div class="texto_rodape">
<div class="arco_creditos"></div>
<em><strong>Colaboradores</strong>: professores Mario Lúcio Rodrigues e Simone Ferraz; arquiteta Gianine Mello</em>

</div>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Muito além da previsão do tempo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/muito-alem-da-previsao-do-tempo</link>
				<pubDate>Sun, 07 Jul 2013 17:38:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=1588</guid>
						<description><![CDATA[Ernani Nascimento fala sobre desastres naturais e as diversas aplicações práticas dos estudos em meteorologia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/1-Edicao_Entrevista_Além-da-previsao.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="1-Edicao_Entrevista_Além da previsao" data-elementor-lightbox-description="Fotografia horizontal colorida de homem com capa de chuva amarela em um terço da imagem. No restante do espaço, pode-se notar o tempo fechado e os equipamentos">
							<img width="808" height="528" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/1-Edicao_Entrevista_Além-da-previsao.jpg" alt="" loading="lazy" />								</a>
		<p>Os estudos em meteorologia afetam diariamente nossas vidas e, de tão arraigados em nosso cotidiano, muitas vezes não conseguimos imaginar a dimensão que alcançam. Pensemos na previsão do tempo que vemos no noticiário: se vai chover ou vai fazer calor, se devemos levar um guarda-chuva para enfrentar um temporal ou sair com roupas leves para aguentar os 40º C de temperatura. Em outros âmbitos, não tão óbvios, a meteorologia também está presente. A geração e a transmissão de energia elétrica dependem de previsão climática de chuvas e de ventos. A agricultura utiliza o conhecimento meteorológico, desde o planejamento da cultura agrícola mais adequada para a área a ser plantada até a previsão da aproximação de um fenômeno climático que pode causar estragos na plantação. Os alertas de desastres naturais – chuvas intensas, vendavais ou granizos – da defesa civil também estão relacionados diretamente com as informações meteorológicas. “A ciência está diretamente ligada à prática”, sintetiza Ernani Nascimento, professor adjunto da graduação e pós-graduação em Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria. Na entrevista, o professor também fala sobre fenômenos climáticos que mais têm provocado desastres no Rio Grande do Sul, sua relação com a intervenção humana na natureza, as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas na UFSM e a importância dos estudos na área.</p><p> </p><h4><strong>Quais eventos climáticos mais causam desastres no Rio Grande do Sul?         </strong><strong> </strong></h4><p>No Rio Grande do Sul, os fenômenos que mais causam desastres naturais são chuvas intensas, vendavais e granizos. As chuvas intensas podem causar desastres naturais, pela elevação repentina de um rio, causando uma enchente, ou pelo deslizamento de uma encosta, por exemplo. Os vendavais causam danos nas estruturas de casas, prédios ou torres de linhas de transmissão de energia e na vegetação, com árvores caindo em cima de veículos ou casas. Quanto ao granizo, o estrago na agricultura, nas construções e em veículos pode ser muito grande. Outro desastre natural são as estiagens, causando sérios danos à agricultura e ao abastecimento de água. </p><p> </p>		
							Praticamente para tudo que fazemos em meteorologia, no final vemos uma aplicação
							<img width="808" height="528" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/1-Edicao_Entrevista_Além-da-previsao.jpg" alt="" loading="lazy" />						
														Ernani Nascimento
																						Professor
		<blockquote><h3><strong>Pode-se dizer que esses fenômenos que causam desastres têm se tornado mais frequentes ou mais intensos por causa da intervenção humana?</strong></h3></blockquote><p>Com certeza há um aumento no registro de desastres naturais no país inteiro. A grande pergunta é: por quê? Existem possivelmente dois motivos para isso. Um é o próprio aumento da população. Se a população aumenta, você ocupa mais espaço geográfico, então você se coloca no caminho dos fenômenos. Há 30 anos, uma tempestade estaria passando por cima de uma fazenda ou um lugar desocupado e hoje passa sobre um vilarejo, uma cidade. Um deslizamento de terra que há 50 anos não ia causar danos a ninguém, hoje, por existirem casas ocupando uma encosta, provoca até mortes. Então está aumentando o número de desastres naturais pelo simples motivo de estar aumentando a população. O segundo motivo diz respeito à pergunta: será que de fato existe uma maior frequência desses fenômenos de alguns anos para cá? Atualmente, é nesse ponto que estão concentradas as pesquisas, nessa parte de mudanças climáticas. A comunidade meteorológica no mundo inteiro procura quantificar isso, se de fato os fenômenos estão ficando mais frequentes e/ou mais extremos pelas atividades humanas e pela emissão de poluentes. E tudo indica que sim. Todos os resultados de pesquisas em mudanças climáticas indicam que o homem está conseguindo modificar parcialmente o comportamento da atmosfera. Então os ciclos naturais estão sofrendo interferência humana, que pode estar acentuando fenômenos climáticos que antes eram puramente naturais.</p><p> </p><p> </p><h3><strong>E esse é um processo irreversível?</strong><strong> </strong></h3><p>Alguns processos de atividade humana são reversíveis. Um comprovado é a emissão de gases CFC, que aceleravam o processo de destruição da camada de ozônio. Esse gás foi proibido no final dos anos 80, e os resultados mais recentes mostram que gradualmente a concentração de ozônio está voltando a ser influenciada só pelo ciclo natural, e não mais pela influência humana. Então algumas coisas são reversíveis. Quanto a outras, como a emissão de gás carbônico, que ajuda a aumentar a temperatura da superfície da Terra, há muito debate. O gás carbônico tem um grande tempo de residência na atmosfera e, mesmo que hoje nós controlássemos sua emissão, ele ainda ficaria décadas lá. Nesse ponto uma reversibilidade seria só daqui a muito tempo. A comunidade científica ainda tem muita dificuldade de mobilizar a classe política para tomar alguma atitude em relação a isso. Ainda não há uma redução da emissão de gás carbônico. Então responder essa pergunta é muito difícil. É reversível? É, mas não vai ser nossa geração que vai ver isso, porque a gente não vê dos tomadores de decisão nenhuma atitude que deveria ser tomada o quanto antes e, além disso, mesmo que fosse tomada ainda levaria muitos anos para que esses gases fossem reprocessados pelo ambiente. Essa reversibilidade não vai ocorrer em curto prazo de jeito nenhum.</p><p><strong> </strong></p><h3><strong>Existem pesquisas na UFSM que estudem esses fenômenos climáticos e suas implicações?</strong></h3><p>Aqui na Meteorologia temos a professora Simone Ferraz, que trabalha avaliando regionalmente essas mudanças climáticas. É um estudo muito importante porque acaba orientando futuras ações. O RS é um estado cuja economia é fortemente agrícola e ter projeções de clima é fundamental. A questão do clima é muito interdisciplinar, então também há pessoas das áreas de Biologia, Geografia, Agronomia e Medicina interessadas. Nós, do grupo de Meteorologia, trabalhamos em diferentes escalas, com especialistas que estudam extremos, por exemplo, longos períodos de chuva contínua ou longos períodos de estiagem. Em uma escala um pouco menor, estudamos, por exemplo, a frequência com que os ciclones extratropicais ocorrem. Temos estudantes que pesquisam eventos específicos, a ocorrência de um ciclone ou de um sistema de baixa pressão que gerou chuvas intensas ou granizo. Depois podemos descer a uma escala ainda menor, estudando tempestades isoladamente, nesta escala de cerca de 30 km, que é minha área de especialização. Além disso, o RS tem dois radares meteorológicos da Aeronáutica, e nós realizamos pesquisas com esses dados, com imagens de satélite.</p><p> </p><p> </p><h3><strong>Qual a importância desses projetos que vêm sendo desenvolvidos na UFSM para a academia e para a comunidade?</strong></h3><p>Se você for pensar, você tem uma gama bem ampla de usuários finais da informação meteorológica. Podemos citar o setor elétrico: a geração de energia depende de previsão climática de chuva e as torres de transmissão de energia não podem cair pelo vento; então temos que ser capazes de prever esse tipo de fenômeno para a empresa elétrica saber responder. A agricultura é aplicação óbvia de meteorologia, tanto em escala climática para definir e planejar a atividade agrícola, quanto para prever a aproximação de um evento que pode gerar muita chuva ou granizo. A defesa civil é outro grande usuário das informações meteorológicas para alertas de desastres naturais. Toda a pesquisa feita em meteorologia, no final das contas, vai sair da academia. Estudamos uma ciência, algo que é meio hermético para a sociedade, mas conseguimos depois transferir essa informação para um produto, uma ferramenta que aproxima todo esse conhecimento do usuário final. Um exemplo básico é a geração de uma previsão do tempo. Praticamente para tudo que fazemos em meteorologia, mesmo o que existe de mais básico, no final claramente vemos uma aplicação. A ciência está diretamente ligada à prática. A ponte entre ciência e usuário final é muito clara. </p><p><em><strong>Repórter</strong>: Camila Marchesan Cargnelutti</em></p>]]></content:encoded>
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