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				<title>Com reconhecimento nacional, UFSM participa de estudos de nova vacina contra a Covid-19</title>
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				<pubDate>Wed, 15 Sep 2021 13:18:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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						<description><![CDATA[Vacina da Clover Biopharmaceutical está com os testes da segunda dose em andamento; professor Alexandre Schwarzbold coordena o trabalho na UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="ltr">A Universidade Federal de Santa Maria, desde o início da pandemia de Covid-19, vem se destacando como uma das instituições brasileiras que mais tem contribuído em pesquisas relacionadas a vacinas contra o coronavírus. O primeiro trabalho neste sentido foi voltado à vacina AstraZeneca, desenvolvida pela farmacêutica britânica em parceria com a Universidade de Oxford.</p>
<p dir="ltr">O empenho do médico infectologista e professor do Departamento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde (CCS) Alexandre Vargas Schwarzbold foi destacado em <a href="https://veja.abril.com.br/saude/os-sete-cientistas-brasileiros-no-coracao-do-estudo-da-vacina-de-oxford/" target="_blank" rel="noopener">reportagem</a> de revista de circulação nacional publicada em agosto: o professor da UFSM é apresentado como "um dos sete cientistas brasileiros no coração do estudo da vacina de Oxford".</p>
<p dir="ltr">Passado um ano e meio do início da pandemia, a UFSM segue contribuindo para estudos de vacinas contra a Covid-19. Depois da AstraZeneca, uma segunda vacina, desenvolvida pela farmacêutica Clover Biopharmaceuticals, também conta com a participação da UFSM em seus testes. Ambas fazem parte da iniciativa Covax Facility, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuir as vacinas de modo mais equitável no mundo.</p>
<p dir="ltr">Atualmente, a vacina da Clover Biopharmaceutical está com os testes da segunda dose em andamento. Os dados preliminares se aproximam de 90% de eficácia. A vacina contém uma proteína recombinante que simula o funcionamento do coronavírus na infecção para criar anticorpos. O Brasil já possui 42 milhões de doses adquiridas pelo consórcio Covax Facility e conta com 12,1 mil voluntários para avaliar a eficácia da vacina, com centros localizados em Santa Maria, Porto Alegre, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que um bilhão de pessoas sejam vacinadas com a Clover em todo o mundo.</p>
<p dir="ltr">A expectativa é de que nas próximas semanas os dados dos resultados preliminares estarão prontos. A Clover se destaca por ser uma vacina que apresenta poucos efeitos colaterais, o que abre a possibilidade para a aplicação em crianças no futuro. O professor comentou, no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=zfJww0f7nRo" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.youtube.com/watch?v%3DzfJww0f7nRo&amp;source=gmail&amp;ust=1631701694073000&amp;usg=AFQjCNGh1ekmuKF8cJzlhhhF7FlDqK7aZw">primeiro episódio do podcast</a> "Compartilha CCS!", que a equipe se frustrou com a demora, por parte da Anvisa, para autorizar o início do ensaio. A liberação ocorreu apenas em abril, com o início do ensaio em maio. O processo envolve diversas questões, como procedimentos de rigor científico e de segurança. </p>
<p dir="ltr"><strong>“O Brasil foi um país importantíssimo para que essa vacina saísse"</strong></p>
<p dir="ltr">Sobre o estudo referente à vacina AstraZeneca, cuja participação da UFSM é reconhecida nacionalmente, Alexandre relata que a oportunidade de integrar a equipe surgiu a partir do contato com a coordenadora do estudo no Brasil, Sue Ann Clemens. O primeiro contato foi realizado no início de 2020, assim que surgiu a informação do estudo da vacina de Oxford. O projeto já estava em desenvolvimento na Unifesp, em São Paulo, e houve a necessidade de abertura de novos centros para atingir o número necessário para a análise de eficácia da vacina. </p>
<p dir="ltr">Cerca de um mês depois, Alexandre teve o desafio de identificar novos centros. O tempo era curto e as vacinas desenvolvidas em Oxford já estavam disponíveis para serem testadas. Depois disso, o centro de pesquisa do professor foi validado e incorporado no grupo mundial de pesquisa, chamado "Oxford trial". “O Brasil foi um país importantíssimo para que essa vacina saísse, porque nós tivemos o maior número de pacientes inscritos, foram 10.300 participantes no tempo recorde de quatro semanas. Com isso se conseguiu fazer uma análise de eficácia. Hoje ela é a vacina mais utilizada no mundo, são mais de 172 países e mais de um bilhão de pessoas que utilizam a vacina de Oxford”, comenta Alexandre. </p>
<p dir="ltr">Ele relata que o principal desafio no desenvolvimento deste estudo foi a questão do tempo recorde para recrutar milhares de pessoas sem erro de protocolo e procedimento, garantindo segurança para os participantes. No início do protocolo, cada participante ficava quase uma hora com a equipe, com o acompanhamento próximo de uma série de procedimentos, desde medida de sinais vitais, preenchimento de questionários, coleta de sangue, entre outros.</p>
<p dir="ltr">"Identificar mais de mil pessoas, em quatro semanas, com uma equipe de 50 pessoas, foi desafiador para a equipe", relembra. A análise de eficácia da vacina é feita a partir do número de pessoas que foram acompanhadas e que, durante o estudo, testaram positivo. Ou seja, o número de participantes infectados comparados com participantes não infectados, que mostra a eficácia da mesma na comparação dos grupos controles e que tomaram a vacina. Tudo isso é feito numa base de dados com milhares de pessoas, e a partir disso se faz uma análise estatística.  </p>
<p dir="ltr">O estudo foi desenvolvido com as variantes originais do coronavírus, como a alfa e, por um período, a gama. A variante delta não estava no país durante uma boa parte do estudo, mas está sendo estudada nesse momento. O professor garante que isso não teve impacto do ponto de vista de análise de eficácia, o que é dúvida de muitas pessoas.</p>
<p dir="ltr"><strong>Para professor, potencial da UFSM está documentado</strong></p>
<p dir="ltr">Alexandre salienta que o reconhecimento da UFSM como centro potencial para aplicação de estudos de vacinas é o maior ganho do ponto de vista da Instituição, principalmente pelo vínculo criado com a Universidade de Oxford, proporcionando uma possível participação futura em pesquisas e ensaios, já que o potencial da Universidade está documentado.</p>
<p>No podcast "Compartilha CCS!", Alexandre explicou como funciona o processo relacionado às vacinas. Para desenvolver um ensaio clínico, é necessário que uma equipe seja montada e coordenada por um profissional com <em>expertise</em> em boas práticas clínicas de pesquisa clínica. O investigador principal fica encarregado de supervisionar toda a equipe, identificar a correção de todos os procedimentos realizados, os prazos, e garantir que tudo está ocorrendo de modo adequado e seguro. Uma série de aspectos clínicos, éticos e de tomada de decisões, visando à segurança dos pacientes, é levada em conta. Esse pesquisador fica responsável por supervisionar cada detalhe do processo, desde o momento da seleção dos participantes no estudo, da aplicação da vacina nos voluntários, até o acompanhamento pós-procedimento. </p>
<p dir="ltr"><em>Texto: Vitória Parise, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias da UFSM</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista<br />Fotografia: Rafael Happke </em></p>
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