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				<title>Egresso da UFSM está na lista nacional de pessoas que buscaram mudar a indústria da comunicação em 2022</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/01/16/egresso-da-ufsm-esta-na-lista-nacional-de-pessoas-que-buscaram-mudar-a-industria-da-comunicacao-em-2022</link>
				<pubDate>Mon, 16 Jan 2023 13:52:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação social]]></category>
		<category><![CDATA[daltonismo]]></category>
		<category><![CDATA[guia de acessibilidade cromática]]></category>
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		<category><![CDATA[vozes30]]></category>

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						<description><![CDATA[Publicitário Thiovane Pereira criou Guia de Acessibilidade Cromática para Daltonismo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O Coletivo Papel &amp; Caneta anunciou a <a href="https://vozes30.co/" target="_blank" rel="noopener">VOZES30 de 2022</a> - uma lista anual que destaca as 30 vozes que lutam para mudar a indústria criativa e da comunicação. Na edição deste ano, integra a lista o egresso de Publicidade e Propaganda da UFSM Thiovane Pereira, que desenvolveu um guia de boas práticas intitulado <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/guia-daltonismo-acessibilidade-cromatica" target="_blank" rel="noopener">"Guia de Acessibilidade Cromática para Daltonismo"</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O material busca contribuir para que projetos comunicacionais sejam acessíveis em relação às cores para pessoas daltônicas. Thiovane criou e lançou o guia em 2021, aos 22 anos, após sentir as barreiras de acessibilidade, no meio acadêmico e profissional, por ser daltônico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A lista é realizada desde 2017 pelo coletivo, e propõe valorizar e dar visibilidade a projetos e iniciativas independentes, além de mapear, unir e celebrar profissionais e estudantes que trabalharam para despertar uma mudança coletiva no mercado. </span></p>
<h3>Professora da UFSM integrou a lista em 2021</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Em 2021, a professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e do Curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda da UFSM Juliana Petermann também <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2021/12/17/professora-do-poscom-na-lista-das-30-vozes-que-lutaram-para-mudar-a-industria-da-comunicacao-em-2021" target="_blank" rel="noopener">esteve presente na lista</a>. Juliana é idealizadora do 50/50, programa criado em 2017 para unir professoras e alunas de graduação e pós-graduação e debater sobre equidade de gênero na publicidade, através de rodas de conversas, oficinas e palestras.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Daltonismo e acessibilidade cromática: um guia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/guia-daltonismo-acessibilidade-cromatica</link>
				<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 13:49:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[daltonismo]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[TCC]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8707</guid>
						<description><![CDATA[Produto criado por graduando da UFSM busca contribuir para que projetos comunicacionais sejam acessíveis em relação às cores para pessoas daltônicas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>“Assim que você passar pela casa verde, dobre na próxima esquina, seu destino fica no prédio rosa”. “Quando for ao mercado, quero que traga um tomate bem vermelho”. “Para efetuar o pagamento, basta pressionar o botão verde”. “Pegue a caneta azul naquele estojo amarelo”. São grandes as chances de você já ter ouvido frases como essas em algum momento da sua vida ao realizar tarefas cotidianas. </p><p>Utilizar a cor para informar detalhes e especificações costuma ser uma alternativa de  simplificar o que se deseja comunicar. Entretanto, para indivíduos que não percebem as cores do mesmo modo que a maioria das pessoas, essas situações podem provocar muita insegurança e ansiedade - especialmente quando não há acessibilidade em relação às cores na maneira como produtos, serviços e metodologias são construídos. Entender as informações das placas de trânsito, observar o semáforo ao atravessar a rua, escolher tintas para a decoração da casa, interpretar alguma questão de prova que apresenta legendas em cores, selecionar frutas no supermercado, e observar a palidez da pele de um paciente em um atendimento médico são alguns dos exemplos. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/daltonismo-1458-trit-3-1024x668.gif" alt="" loading="lazy" />														
		<p>O daltonismo, também chamado de discromatopsia ou até mesmo de deficiência visual das cores, refere-se à dificuldade de identificar e diferenciar certos intervalos de cores. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, cerca de 5% da população mundial possui algum tipo de daltonismo. Você achou pouco? Isso representa aproximadamente 390 milhões de pessoas no planeta. Há quem tenha daltonismo em decorrência de fatores genéticos - mais comum -, e ainda quem adquira ao longo da vida, principalmente em razão de doenças e lesões, entre outros motivos. No que se refere à classificação, existem oito tipos de daltonismo, além da presença de certos graus, como leve, moderado e severo. </p><p>No olho humano de quem não possui daltonismo, há o funcionamento de três tipos de células capazes de “perceber” a cor. Esses tipos de células são conhecidos como “cones” e são denominados de acordo com o tipo de luz que são capazes de captar - como vermelha, verde e azul. Quem tem algum tipo de deficiência parcial em alguma dessas células pode possuir três tipos de daltonismo: protanomalia (em relação ao cone vermelho), deuteranomalia (em relação ao cone verde) e tritanomalia (em relação ao cone azul). Esses são os tipos de daltonismo com o grau mais leve, já que, embora haja alguma deficiência em um dos cones, a pessoa possui os três tipos de célula. A seguir, repare, respectivamente, a simulação de algumas frutas e legumes para pessoas sem daltonismo e pessoas com protanomalia, deuteranomalia e tritanomalia:</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="852" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/image3-1024x852.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Visão tricromática | Fonte: Freepik e Pilestone</figcaption>
										</figure>
		<p>Já para aquelas pessoas com deficiência total ou até mesmo a ausência de algum dos cones, há outros três tipos de daltonismo: protanopia (em relação ao vermelho), deuteranopia (em relação ao verde) e tritanopia (em relação ao azul). Nesses casos, pela ausência do funcionamento dos cones, os graus são considerados mais elevados e certas cores podem ser percebidas como outras bem diferentes ou serem vistas como tons de cinza, dependendo de cada tipo. Sendo assim, note agora a comparação de algumas frutas e legumes para pessoas sem daltonismo e pessoas com protanopia, deuteranopia e tritanopia:</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="852" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/image4-1024x852.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Visão dicromática | Fonte: Freepik e Pilestone</figcaption>
										</figure>
		<p>Por fim, há ainda os tipos de daltonismo chamados de monocromáticos/acromáticos, quando há apenas um cone sem deficiência ou todas as células fotossensíveis com algum tipo de deficiência ou ausência. São divididos em dois tipos: monocromacia atípica/monocromacia do cone azul, quando há apenas o funcionamento do cone sensível à luz azul, e monocromacia típica/acromatopsia, tipo de daltonismo que vê somente em escala de cinza. A seguir, observe, respectivamente, também a simulação de algumas frutas e legumes para pessoas sem daltonismo e pessoas com monocromacia do cone azul e acromatopsia:</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="318" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/image5-1024x318.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Visão monocromática | Fonte: Freepik e Pilestone</figcaption>
										</figure>
		<p>Embora haja uma complexidade muito grande em relação à visão humana, especialmente à visão colorida, ainda há uma extrema desinformação sobre o daltonismo. Entre os mitos mais difundidos, estão os de que pessoas com daltonismo veem somente em preto e branco e de que apenas homens podem  ter tal limitação visual. Além disso, há uma enorme carência de pesquisas acadêmicas sobre o assunto nas mais diversas áreas do conhecimento, como na medicina, na pedagogia e, sobretudo, na comunicação e no design - o que contribui para a falta de informação sobre como criar com acessibilidade.</p><p>Justamente em vista disso, durante a minha graduação em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda na UFSM, me debrucei a pesquisar sobre perspectivas de inclusão e acessibilidade em projetos e produtos comunicacionais para pessoas com daltonismo, já que também sou uma pessoa daltônica que tem sua vida pessoal, acadêmica e profissional impactada por barreiras geradas pela falta de acessibilidade. Como minha pesquisa consiste na entrega de um produto, tomei a iniciativa de desenvolver um guia de boas práticas, intitulado “Guia de Acessibilidade Cromática para Daltonismo”, voltado a profissionais da indústria criativa que, de alguma maneira, trabalham com a utilização das cores no dia a dia - como designers, publicitários, desenvolvedores, produtores editoriais e arquitetos. O material propõe auxiliar e facilitar o ensino e o exercício prático no que diz respeito ao desenvolvimento de projetos plenamente acessíveis em relação às cores.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="769" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/image1-1-1024x769.png" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Capa do “Guia de Acessibilidade Cromática para Daltonismo” | Fonte: Thiovane Pereira </figcaption>
										</figure>
		<p>Além de 20 soluções de acessibilidade mapeadas, um dos principais resultados do estudo, de fato, foi a criação de um modelo de princípios de acessibilidade, nomeados de ‘princípios de acessibilidade cromática’, que, quando interseccionados adequadamente a uma dada circunstância, asseguram que todo e qualquer projeto ou produto comunicacional seja acessível em relação às cores. Para validar as recomendações presentes no material, foram realizados grupos de avaliação com a presença de pessoas com diferentes tipos de daltonismo, profissões e faixa etárias de cidades do Brasil e da Espanha. </p><p>A fim de tornar o guia de boas práticas o mais acessível possível e garantir autonomia e segurança a profissionais que, porventura, possam ter algum tipo de deficiência, o projeto conta com o apoio do ColorADD, um sistema de identificação de cores único, inclusivo, universal e transversal, criado pelo designer português Miguel Neiva, que associa um determinado símbolo gráfico a uma cor. Dessa maneira, torna-se possível que a cor de cada página do material possa ser identificada facilmente por pessoas com daltonismo.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="466" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/image2-1024x466.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>ColorADD | Fonte: ColorADD</figcaption>
										</figure>
		<p>Caso você tenha interesse em conhecer um pouco mais sobre estudo e entender como a acessibilidade em relação às cores pode ser aplicada no dia a dia e em projetos e produtos comunicacionais, o “<a href="https://thiovane.com.br/guia-daltonismo/" target="_blank" rel="noopener">Guia de Acessibilidade Cromática para Daltonismo</a>” foi lançado de maneira digital, pública e gratuita no dia 17 de outubro. O guia pretende contribuir para que projetos tornem-se, de fato, mais acessíveis para pessoas que possuem algum tipo de daltonismo.</p><p><strong>*Texto por</strong> <b>Thiovane Pereira. </b>Thiovane possui daltonismo, é publicitário pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e pesquisa sobre acessibilidade em relação às cores. Além de trabalhar como diretor de arte, presta serviços de consultoria sobre como tornar seus projetos mais acessíveis para pessoas com daltonismo. É idealizador do projeto “Guia de Acessibilidade Cromática para Daltonismo”. </p><section data-id="9f898e8" data-element_type="section"><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Ilustração: </i></b><i>Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><b><i>Mídia Social: </i></b><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, estagiária de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária</i></p><p><b><i>Edição de Produção: </i></b><i>Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Edição Geral: </i></b><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section>		
			<a href="https://br.freepik.com/fotos/alimento">Alimento foto criado por onlyyouqj - br.freepik.com</a>]]></content:encoded>
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