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				<title>Evento sobre comunicação de riscos de desastres terá palestras de professoras da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/08/evento-sobre-comunicacao-de-riscos-de-desastres-tera-palestras-de-professoras-da-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 10:42:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação de riscos de desastres]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação social]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
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		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Ciclo promovido pela 3ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil do RS será no dia 5 de novembro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O 1º Ciclo de Palestras sobre Comunicação de Riscos de Desastres será realizado no dia 5 de novembro, a partir das 8h, no Salão de Atos da Universidade Franciscana, em Santa Maria. Promovido pela 3ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o evento terá como foco os profissionais e estudantes de comunicação, considerando que seu papel é fundamental para a divulgação ágil e responsável de informações relativas a riscos de desastres, contribuindo para a proteção de vidas e promoção da resiliência das comunidades.</p>
<p>Duas professoras da UFSM estarão entre as conferencistas. Aline Roes Dalmolin, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e do projeto de extensão "Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia", vai falar, às 11h, sobre o papel da imprensa e das mídias sociais na comunicação de riscos de desastres.</p>
<p>Já a partir das 13h30, Nathalie Tissot Boiaski, professora adjunta dos cursos de graduação e pós-graduação em Meteorologia, vai abordar o tema "Linguagem do clima: entendendo os termos técnicos da meteorologia".</p>
<p>As inscrições são gratuitas, limitadas e podem ser realizadas até o dia 31 de outubro pelo <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfid-CoZc2DHUBpOysY1_Vu471x0ka6bnIQf5IWPa-d8XJljw/viewform" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM apoia seminário do MPRS sobre prevenção e resposta a desastres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/09/25/ufsm-apoia-seminario-do-mprs-sobre-prevencao-e-resposta-a-desastres</link>
				<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 11:39:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[mprs]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento será realizado no Campus Sede no dia 16 de outubro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A UFSM será sede, no dia 16 de outubro, do seminário "Prevenção, preparação e resposta a desastres: sensibilização e qualificação dos planos de contingência municipais - O olhar do MP", promovido pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS). O objetivo é fomentar a articulação entre MPRS, Defesas Civis estadual e municipais, municípios e sociedade civil, a fim de qualificar a elaboração, revisão e implementação dos planos de contingência municipais.</p>
<p>O seminário será realizado das 14h às 17h40, no Auditório Sérgio Pires (anexo ao prédio 17, do CCNE). </p>
<p>A programação inclui a participação de professoras da UFSM. Nathalie Tissot Bioaski vai abordar "O papel da Meteorologia da UFSM no enfrentamento de eventos climáticos extremos no RS", e Andrea Valli Nummer irá explanar sobre "PMRR Santa Maria: estratégia essencial para prevenção e mitigação de riscos de desastres".</p>
<p>Programação completa, link para inscrições e mais informações no <a href="https://www.mprs.mp.br/eventos/1349/" target="_blank" rel="noopener">site do MPRS</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Conservação do solo: curso explica estratégias para aumentar produtividade e conter desastres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/08/28/conservacao-do-solo-curso-explica-estrategias-para-aumentar-produtividade-e-conter-desastres</link>
				<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 19:01:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>

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						<description><![CDATA[Curso da UFSM ensina técnicas de conservação do solo e da água para reduzir erosão, enchentes e perdas na produção agrícola]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Atualmente, o debate sobre os prejuízos que os desastres naturais trazem para a agricultura estão muito presentes na sociedade. Com base nesse contexto, o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Erosão e Hidrologia de Superfície, vinculado ao Departamento de Solos da UFSM, desenvolve o curso Práticas de Manejo do Escoamento Superficial, pensado para servir de apoio a técnicos e produtores rurais como ação preventiva a esses desastres. O curso é desenvolvido com o apoio da Emater/RS e do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Voltado a Desastres Climáticos, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).

[caption id="attachment_70314" align="alignright" width="616"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/885b59b5-8e09-4603-a75b-13ffef013918.jpg"><img class=" wp-image-70314" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/885b59b5-8e09-4603-a75b-13ffef013918-300x225.jpg" alt="" width="616" height="462" /></a> Lavoura sob plantio direto e com terraços de infiltração[/caption]

O programa de pesquisa “Estratégias de conservação de solo e de água em bacias rurais para a adaptação dos sistemas produtivos às mudanças climáticas” busca oferecer a agricultores e outros profissionais alternativas eficazes de manejo e controle do escoamento superficial nos solos agrícolas, atividade que auxilia a diminuir os danos trazidos pelas chuvas extremas, que causam a erosão, enxurradas e enchentes.

<b>O que é o escoamento superficial?</b>

O escoamento do solo é o fluxo de água que se move pela superfície de um terreno após a ocorrência de chuvas ou outras formas de precipitação. O professor Jean Paolo Gomes Minella, do Departamento de Solos, explica que quando chove – seja pelas características da chuva, dos solos, do relevo ou de como o agricultor maneja o solo – a água pode escoar por debaixo da superfície, recarregando o aquífero, abastecendo as fontes e aumentando a umidade do terreno. Mas também pode escoar sobre a superfície.

Na ocorrência da última opção, quando o escoamento é superficial, a água da chuva não se infiltra no solo. Quando o manejo é inadequado, ou quando a chuva é extremamente alta, essa proporção que vai escoar pela superfície, se movendo por conta do relevo, ocasiona uma série de danos, como a erosão dos solos.

“Além dos impactos ao produtor, o escoamento superficial se propaga rapidamente para os rios, causando enxurradas, enchentes, erosão fluvial e deposição de sedimentos nos rios. Infelizmente isso tudo ficou muito claro para a população do Rio Grande do Sul no ano passado”, complementa o professor.

[caption id="attachment_70316" align="alignleft" width="417"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/da208049-4398-4685-a246-23701b737ea7.jpg"><img class=" wp-image-70316" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/da208049-4398-4685-a246-23701b737ea7-200x300.jpg" alt="" width="417" height="626" /></a> O professor Jean Minella ministra aula durante o primeiro módulo do curso[/caption]

<b>Qual é a importância do manejo correto?</b>

O grupo de pesquisa desenvolve tecnologias para controlar o escoamento superficial em bacias agrícolas. Com a realização do curso, busca auxiliar os técnicos a melhor manejar os solos para aumentar a infiltração. Através do aumento da disponibilidade de água durante os períodos de estiagem, também busca-se diminuir os problemas de erosão e enxurradas nos períodos de chuvas excessivas. O professor Jean conta que o manejo do escoamento depende das características de cada propriedade, do agricultor, dos tipos de solo e relevo. Por esta razão, cada propriedade precisa de um planejamento específico, realizado por técnicos, engenheiros agrônomos e outros profissionais.

“A nossa proposta nesse projeto é um processo de formação continuada desses técnicos, para explicar para eles o que é o escoamento superficial e os processos decorrentes dele, como a erosão, que foi abordada no primeiro módulo. No segundo módulo, os participantes vão receber um treinamento de como fazer esse planejamento de cada lavoura, com foco no terraceamento. No terceiro módulo, que será realizado em 2026, os alunos vão retornar, trazendo suas impressões, dificuldades e sugestões para melhoria da técnica”, explica.

<b>Como funciona o terraceamento?</b>

Para garantir o manejo do escoamento superficial, uma das técnicas mais utilizadas é a prática milenar do terraceamento. O professor explica que nas décadas de 80 e 90 os terraços eram muito grandes, já que ainda não existia o plantio direto. Sendo assim, o solo precisa ser revolvido todos os anos, o que trazia prejuízos. “Então hoje quando a gente fala para o agricultor ou tenta sugerir o uso de terraço, eles têm na memória aquela prática do passado e muitos são resistentes a ela. É preciso explicar detalhadamente para o agricultor e para os técnicos que o terraceamento a que nós estamos nos referindo agora é completamente diferente.”

O terraço ao qual o professor Jean se refere é menor e traz vantagens na produção agrícola, pois proporciona maior umidade do solo, o que é também vantajoso para os momentos de estiagem. Os terraços são pequenas elevações no terreno (cerca de 40 a 50 cm de altura) construídas em nível ou em um pequeno gradiente. Quando o escoamento superficial se forma e começa a se propagar, ele é detido pelo terraço e faz com que a água se infiltre, e não se propague pela superfície.

[caption id="attachment_70317" align="alignright" width="438"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/3544227f-9f21-416b-ba4a-968d610ee52d.jpg"><img class=" wp-image-70317" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/3544227f-9f21-416b-ba4a-968d610ee52d-225x300.jpg" alt="" width="438" height="584" /></a> O professor Fabrício Pedron, do Departamento de Solos da UFSM, explica técnicas de terraceamento[/caption]

Para garantir que o manejo do escoamento do solo seja realizado de maneira correta, é necessário seguir algumas etapas. Primeiro é preciso realizar a cobertura do solo e a adição de matéria orgânica, depois é necessário garantir a maximização da infiltração da água no solo, para que então possam ser construídos os terraços.

“A falta de planejamento na construção de terraços pode gerar problemas, já que eles são obras hidráulicas que precisam ser dimensionadas. Terraços demais são um desperdício de tempo e recurso e terraços de menos podem romper, causando danos à lavoura”, explica Minella.

Com a realização do curso, o grupo de pesquisa espera que os participantes possam aplicar os conhecimentos aprendidos nas suas cidades ou áreas de ação. “A nossa expectativa é que cada técnico que venha consiga pelo menos implementar uma unidade experimental na sua região de ação. Porque a gente sabe que muitos agricultores são motivados a fazer melhorias na sua propriedade com base no sucesso prático de alguém”, diz o professor da UFSM.

<b>Impacto no meio ambiente</b>

No Laboratório de Pesquisa em Erosão e Hidrologia de Superfície, localizado no prédio 44L do campus sede, um grupo de estudantes e pesquisadores estudam a hidrologia através do monitoramento da bacia do rio Guarda Mor, localizado na região da Quarta Colônia de Imigração Italiana. No laboratório, os alunos estudam como o uso e o manejo do solo em determinados momentos afetam o comportamento hídrico – ou seja, os fluxos de água, de sedimento, de contaminantes que acontecem ao longo do ano, em razão do clima.

Para Minella, a bacia do rio Guarda Mor representa muito bem as questões de relevo e solos da ocupação agrícola da região. Ele afirma que, através desse monitoramento, ele e os estudantes puderam ver na prática a importância da implementação dessas práticas agrícolas. “O manejo do escoamento superficial nas lavouras pode reduzir as vazões de pico durante esses eventos extremos, em torno de 40%. Então, imagina se as vazões de pico que causaram tantos desastres, como queda de pontes e destruição de casas, fosse reduzido quase pela metade. O número de pessoas atingidas seria muito menor”, conclui.

<b>Segundo módulo do curso acontece em setembro</b>

Realizado em julho, o primeiro módulo do curso contou com cerca de 130 participantes. O segundo módulo será oferecido em três municípios: Santa Maria, nos dias 11 e 12 setembro; Cachoeira do Sul, em 25 e 26 de setembro; São Vicente do Sul, em 9 e 10 de outubro. Nessas três turmas, o conteúdo oferecido será o mesmo. As inscrições podem ser realizadas gratuitamente <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScY-kBhxKEwypPWYZsH2C_rPihmVtZ27g-66HU9m6AzbHHYhg/viewform" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>. Outras informações constam no <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lapehs" target="_blank" rel="noopener"><i>site</i> do laboratório</a>.

<i>Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: Divulgação/Camila Rodrigues Pereira</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Evento vai abordar diferentes tecnologias para o enfrentamento de desastres naturais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/05/22/eventos-vai-abordar-diferentes-tecnologias-para-o-enfrentamento-de-desastres-naturais</link>
				<pubDate>Wed, 22 May 2024 18:06:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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						<description><![CDATA[Professores especialistas de diversas áreas farão breves exposições, abordando possíveis contribuições a esse enfrentamento]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-21-at-15.44.36.jpeg"><img class=" wp-image-65879 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-21-at-15.44.36-300x300.jpeg" alt="" width="580" height="580" /></a>O Centro de Tecnologia (CT) convida a comunidade a participar nesta sexta-feira (24) do evento intitulado “A Tecnologia no Enfrentamento dos Desastres Naturais”. Na ocasião, professores especialistas de diversas áreas farão breves exposições, de até 15 minutos cada uma, abordando possíveis contribuições a esse enfrentamento. A atividade começa às 8h30min no Auditório Wilson Aita, localizado no anexo C do CT – prédio 7 do campus sede da UFSM.

A participação no evento é gratuita, sem necessidade de inscrição prévia. A relação dos painelistas pode ser conferida abaixo:

<b>Meteorologia:</b> professor Vagner Anabor

<b>Hidrologia:</b> professora Rutineia Tassi

<b>Infraestrutura de drenagem:</b> professor Daniel Allasia

<b>Geotecnia/Encostas:</b> professor Magnos Baroni

<b>Resíduos:</b> professora Andressa Silveira

<b>Infraestrutura:</b> professor André Lübeck

<b>Energia:</b> professora Suelen Freitag

<b>Plano Diretor:</b> professor Edson Bortoluzzi da Silva

<b>Soluções de </b><b>tecnologia da informação</b><b>:</b> professor Carlos Raniery Paula dos Santos]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Enchentes e desastres naturais: dissertação de mestrado da UFSM auxilia na previsão e estimula o preparo para novas ocorrências</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/10/19/enchentes-e-desastres-naturais-dissertacao-de-mestrado-da-ufsm-auxilia-na-previsao-e-estimula-o-preparo-para-novas-ocorrencias</link>
				<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 12:38:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Mestre em Gestão de Organizações Públicas desenvolveu modelo data science para prevenção de enchentes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/Arte-Infografico-Interior-materia-Enchentes-e-Alagamentos-100.jpg"><img class="alignright  wp-image-64166" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/Arte-Infografico-Interior-materia-Enchentes-e-Alagamentos-100.jpg" alt="" width="698" height="393" /></a>Ao longo de setembro e também em outubro, o Rio Grande do Sul vem acompanhando os desastres causados em diversas cidades do estado por conta de enchentes pouco antes vistas na história local. Infelizmente, pesquisas apontam que eventos catastróficos como estes se tornarão comuns com o passar do tempo, despertando na sociedade, além de medo, uma preocupação: como estabelecer formas de conviver com enchentes, sem que pessoas morram e cidades inteiras sejam destruídas a cada nova inundação? Na tentativa de responder a essa questão, uma dissertação de mestrado da UFSM buscou desenvolver um modelo de </span><i><span style="font-weight: 400">data science</span></i><span style="font-weight: 400"> capaz de prever com maior eficácia a ocorrência de enchentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, já existem sensores que realizam o monitoramento de rios e chuvas em variadas localidades, por meio de órgãos públicos como a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Defesa Civil, conforme explica o mestre em Gestão de Organizações Públicas e autor da </span><a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/29689" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">dissertação ‘’desenvolvimento de um modelo data science para prevenção de enchentes’’</span></a><span style="font-weight: 400">, Daniel de Barcelos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse sentido, é possível saber se choverá acima do esperado para determinada época do ano com até três dias de antecedência, se houver as estruturas e equipes adequadas para desempenhar essa análise, o que geralmente não acontece. Inclusive, o docente em Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Edson Piroli expõe que, no caso das cheias de Muçum, Roca Sales e Lajeado, era presumível a ocorrência de uma enchente horas antes de ela se efetuar, devido ao alto volume de chuva e a notificação de outras cidades que já haviam registrado estragos. “Neste caso, faltou um sistema de alerta eficiente para que as pessoas deixassem todas as áreas de risco em que estavam’’, relata Piroli.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Somada à esta observação, o docente em Meteorologia da UFSM Vagner Anabor comenta que indicadores climáticos de 2022 apontavam para a ocorrência de um </span><i><span style="font-weight: 400">El Niño </span></i><span style="font-weight: 400">potente</span><i><span style="font-weight: 400">, </span></i><span style="font-weight: 400">fenômeno que aumenta a quantidade de chuvas no sul do Brasil, para o segundo semestre de 2023, demonstrando que a ciência possui a competência de prever esse tipo de evento, mas a sociedade como um todo ainda não tem a capacidade de lidar com eventos climáticos desastrosos como os ocorridos durante setembro.</span></p>
<h3>Então é possível impedir novas enchentes?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Infelizmente não, haja vista que inundações são processos naturais de acontecer com qualquer rio do planeta, com sua grandiosidade variando de acordo com o tamanho do próprio rio. O grande problema é que enchentes não deveriam provocar as destruições que têm sido registradas recentemente. Porém, com as ocupações de áreas próximas aos cursos d'água, se torna inevitável a ocorrência de desastres. Isso porque as construções ocupam regiões que, naturalmente, são alagadas em períodos de cheia, e as interferências nos solos provocam impermeabilidade da água da chuva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Contudo, vale destacar que, apesar de ser um processo natural, a quantidade de inundações tem aumentado nos últimos anos, justamente em consequência de um processo de ocupação urbana acelerada, sem planejamento prévio nem fiscalização de infraestrutura. Segundo dados apresentados na dissertação de Daniel de Barcelos, </span>“o registro de inundações, enxurradas e alagamentos quase triplicou no Brasil no período de 2002 a 2012 em relação ao intervalo anterior, chegando a 9.712 ocorrências, contra 3.522 registradas entre 1991 e 2001’’<span style="font-weight: 400">. Para se ter uma ideia, Anabor cita os números ligados às chuvas de setembro no RS: apenas na primeira quinzena do mês, os volumes acumulados de chuva foram duas ou até três vezes maiores que o esperado para o período no estado. A estimativa de precipitação para a época é de 180 a 200 mm de chuva, mas em meio mês se alcançou 450mm. Em outubro, a situação segue preocupante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Portanto, o que cabe à sociedade é estabelecer melhores formas de reagir aos alertas de possíveis enchentes e monitorar mais adequadamente o nível dos rios e as previsões de precipitação. É nesse sentido que o estudo do mestre em Gestão de Organizações Públicas desenvolveu um </span><i><span style="font-weight: 400">framework </span></i><span style="font-weight: 400">que auxilia no mapeamento de locais suscetíveis a enchentes, a partir de uma metodologia de </span><i><span style="font-weight: 400">design research</span></i><span style="font-weight: 400"> e técnicas de </span><i><span style="font-weight: 400">data science</span></i><span style="font-weight: 400">, métodos que diferenciam este estudo dos demais já produzidos, conforme conta Barcelos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No campo da computação, um </span><i><span style="font-weight: 400">framework </span></i><span style="font-weight: 400">“é um conjunto estruturado de conceitos, ferramentas e bibliotecas que fornecem uma base para o desenvolvimento de software, oferecendo uma estrutura que permite aos desenvolvedores criar aplicativos com mais facilidade, fornecendo abstrações’’, segundo informações da dissertação. Logo, é um dispositivo que colabora na realização de uma série de atividades que devem ser executadas para solucionar um problema de modo mais eficiente que os modelos de monitoramento atuais, no campo do acompanhamento de enchentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Conforme explica o acadêmico, o sistema funciona através de um algoritmo que aprende a fazer o monitoramento dos níveis de chuva e dos rios por meio dos dados fornecidos a ele, que, depois, são armazenados em uma planilha automaticamente, permitindo que o </span><i><span style="font-weight: 400">framework </span></i><span style="font-weight: 400">indique quando pode acontecer uma enchente em tempo real. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Contudo, Barcelos não sabe informar, até o momento, com quanta antecedência o dispositivo é capaz de prever uma inundação, visto que o trabalho acadêmico só pôde utilizar dados antigos. Mas ele informa que, com os próximos avanços do </span><i><span style="font-weight: 400">framework</span></i><span style="font-weight: 400">, entraves como este devem ser resolvidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O autor da dissertação indica já estar em contato com algumas prefeituras, tanto do Rio Grande do Sul, quanto de Santa Catarina, para aprofundar os estudos com dados mais recentes e, assim, aprimorar a inteligência do algoritmo para o colocar em prática efetivamente.</span></p>
<h3>Como amenizar o problema?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Se não é possível impedir que uma enchente ocorra, os estudiosos propõem medidas que possibilitem um convívio menos desastroso com ela. Quem explica em mais detalhes quais ações adotar é o professor aposentado da UFSM, que atuava principalmente com Educação Ambiental e na área de Recursos Florestais e Meio Ambiente, José Rocha. Segundo ele, primeiramente, seria necessário desentupir o fundo dos rios nos locais em que o leito costuma subir, a partir da identificação dos pontos de estrangulamento (áreas mais rasas com muitos resíduos no fundo), onde as enchentes tendem a invadir mais o território, já que a água corre pelas laterais do rio devido a sua falta de profundidade. Assim, essas regiões, que geralmente inundam, demorariam mais tempo para encher da mesma maneira que antes da limpeza.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já pensando a longo prazo, o que Rocha sugere é que seja feito o plantio de árvores nas “coroas’’ de proteção de nascentes (regiões mais elevadas do percurso do leito), com o intuito de que a água infiltre no lençol freático, fazendo com que a água atinja o fundo do rio e, consequentemente, remova o depósito de dejetos dele, tornando-o limpo seguindo a mesma lógica que uma calha no telhado de casa, conforme analogia usada pelo docente. Tal providência não é algo inovador nem novidade, contudo o especialista afirma que a medida não é feita por conta do seu custo elevado e pela demora de, em média, cinco anos para que os resultados apareçam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outra medida imprescindível para que haja o controle em torno da situação dos rios é o manejo integrado de bacias hidrográficas, monitorando os solos, as florestas, as pastagens e o direcionamento das águas ligadas às bacias, por meio da coordenação de um comitê permanente. Deste modo, é possível reduzir o escoamento superficial e retardar inundações, além de mapear áreas de risco e impedir que sejam ocupadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Todavia, tais medidas devem ser tomadas junto ao acompanhamento dos sensores de monitoramento, como o </span><i><span style="font-weight: 400">framework </span></i><span style="font-weight: 400">desenvolvido por Daniel de Barcelos, realmente levando em consideração esses dados, o que para Edson Piroli só se efetivará se for criada uma cultura de convívio com condições ambientais extremas, reconhecendo os limites que a natureza oferece. Nessa lógica, o primeiro passo a ser tomado é reconhecer quais são as áreas suscetíveis a enchentes, a fim de estabelecer formas de reduzir prejuízos quando uma inundação acontecer nessas regiões, já que é difícil tornar viável a desocupação de tais localidades onde não deveriam haver moradias, comércios e demais ocupações permanentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Somado a isso, Piroli indica ser preciso educar a população sobre os perigos de residir em localidades suscetíveis a enchentes e sobre como proceder em uma situação de risco. ‘’</span><span style="font-weight: 400">Para onde ir? O que levar? Por qual caminho ir? Que estrutura haverá no local, e assim por diante. [Fornecer essas informações] é papel da Defesa Civil, dos bombeiros e do Estado, que precisa ter uma rede robusta de previsão de tempo integrada com monitoramento da distribuição das chuvas e dos efeitos destas nos rios de cada grande bacia do seu território. Esta rede precisa contar com equipes de especialistas capacitados e treinados. Tanto para as ações técnicas, quanto para as ações junto à população, preparando-a para episódios extremos</span><span style="font-weight: 400">’’, reforça o docente da UNESP.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Enquanto não são tomadas providências para que se reduzam os riscos de novas enchentes, resta ajudar as cidades que ainda sofrem as consequências das inundações de setembro. Para se voluntariar ou fazer alguma doação, entre em contato com a Pró-Reitoria de Extensão (PRE), por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional e Cidadania, por meio do e-mail </span><a href="mailto:coderc.pre@ufsm.br"><span style="font-weight: 400">coderc.pre@ufsm.br</span></a><span style="font-weight: 400">. </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Laurent Keller, acadêmica de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias<br /></span>Infográfico: Daniel Michelon De Carli (foto de base: Agência Brasil - Defesa Civil do Ceará)</em><br /><em>Arte capa: Daniel Michelon De Carli (foto da enchente: Agência Brasil - Fernando Mainardi-SEMA RS)</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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				<title>Professor da UFSM que coordena a ONU-Spider no Brasil ministrou curso na Guatemala</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/12/16/professor-da-ufsm-que-coordena-a-onu-spider-no-brasil-ministrou-curso-na-guatemala</link>
				<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 11:34:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[departamento de engenharia rural]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[onu-spider]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=57518</guid>
						<description><![CDATA[UFSM sedia o Escritório de Suporte Regional da ONU-Spider, que objetiva orientar para a gestão de desastres e resposta a emergências]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A UFSM abriga o Escritório de Suporte Regional da ONU-Spider, programa da Organização das Nações Unidas (ONU) que tem como objetivo assegurar que todos os países e organizações regionais e internacionais tenham a capacidade de acessar e desenvolver informações obtidas desde o espaço para a gestão de desastres e resposta a emergências.</p>
<p>Na semana de 30 de novembro a 2 de dezembro, a ONU-Spider realizou na Cidade da Guatemala o curso de capacitação para facilitar a ativação da Carta Internacional: Espaço e Grandes Desastres na América Central, México e República Dominicana. O evento foi organizado em conjunto com o Centro de Coordenação Centro-Americano de Prevenção de Desastres Naturais (Cepredenac) e a Carta Internacional: Espaço e Grandes Desastres (Charter).</p>
<p>O professor Manoel de Araújo Sousa Júnior, do Departamento de Engenharia Rural/Centro de Ciências Rurais (CCR) da UFSM, coordenador do Escritório de Suporte Regional da ONU-Spider no Brasil, ministrou um curso para os participantes no uso da prática recomendada para o mapeamento de inundações utilizando imagens de radar. </p>
<p>Além disso, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil (Inpe), da Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argentina e do Serviço Geológico dos Estados Unidos treinaram os participantes sobre os procedimentos utilizados pela Carta Internacional em caso de ativações, assim como os procedimentos e diretrizes que os gerentes de projeto designados pelo Charter devem seguir quando são designados como gerentes de projeto.</p>
<p>Participaram cerca de 20 representantes da Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá e de organizações regionais, incluindo o Cepredenac e a Corporação Centro-Americana de Serviços de Navegação Aérea (Cosesna). O curso de treinamento incluiu a simulação de uma ativação da Carta Internacional, assim como a designação de gerentes de projeto, o processamento de imagens de radar para gerar mapas de inundação e a comunicação com os usuários finais.</p>
<p>O treinamento foi usado pela ONU-Spider e o Cepredenac para estabelecer um grupo regional de sensoriamento remoto que irá dar apoio às agências nacionais de gerenciamento de desastres em caso de ocorrência de um evento.</p>
<p>Mais informações sobre o evento no <a href="https://un-spider.org/news-and-events/news/regional-training-course-international-charter-space-and-major-disasters" target="_blank" rel="noopener">site da ONU</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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