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				<title>Radar meteorológico da UFSM monitora raio de até 100 km na região central do estado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/07/18/radar-meteorologico-da-ufsm-monitora-raio-de-ate-100-km-na-regiao-central-do-estado</link>
				<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 13:23:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[A instalação do equipamento aconteceu no mês de junho através de uma parceria entre Brasil e China]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p></p>

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</p>
[caption id="attachment_63029" align="alignleft" width="608"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/IMG_3822.jpg" alt="" width="608" height="405" /> Radar foi instalado na Área Nova do Colégio Politécnico[/caption]
<p>Desde o mês de junho, um radar meteorológico passou a fazer parte da UFSM. Após dois meses a caminho do Brasil, o equipamento, que tem como finalidade o estudo de nuvens, chuva e ventos na região centro do Rio Grande do Sul, foi instalado na Área Nova do Colégio Politécnico.</p>
<h3><b>Tecnologia de impacto</b></h3>
<p>Situada em uma área de latitude média, ou seja, compreendida entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico, a região sul do Brasil está em um local considerado único no mundo para fenômenos meteorológicos, possuindo uma das maiores atividades meteorológicas da américas. Vagner Anabor, professor do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia da UFSM, explica que essa localização específica faz com que tenhamos fenômenos meteorológicos interessantes em todas as estações do ano, o que torna os estudos sobre o tema realizados aqui ainda mais relevantes. </p>
[caption id="attachment_63028" align="alignright" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/area-de-abrangencia.jpg" alt="" width="500" height="442" /> Área de abrangência do radar[/caption]
<p>Para contribuir com a pesquisa, o radar D3SR foi instalado na Área Nova do Colégio Politécnico, um dos pontos mais altos da Universidade, permitindo a detecção, monitoramento e medição de hidrometeoros, ou seja, chuva, granizo, neve e nuvens, em um raio de até 100km a partir de seu ponto base. Dessa forma, pode fazer medições precisas em uma distância que abrange toda a Quarta Colônia e cidades como São Pedro do Sul, São Vicente do Sul, São Gabriel, São Sepé, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Sobradinho, Júlio de Castilhos e Tupanciretã. </p>
<p>Vagner explica que o equipamento funciona como uma espécie de tomógrafo, que gera imagens de alta resolução do interior de nuvens, possibilitando enxergar dentro delas para identificar de que tipo de substância ela é formada: água líquida, granizo ou neve, por exemplo. Na prática, o novo radar poderá contribuir com previsões do tempo mais precisas, permitindo conhecer o comportamento de sistemas precipitantes a longo prazo. Os resultados dessas análises têm impacto direto para a agricultura, geração de energia e disponibilidade de água para recursos humanos e animais. Também, através do equipamento, é possível estudar o impacto das partículas vindas das queimadas da amazônia nas mudanças climáticas gaúchas, especialmente no setor da agricultura. Com ele, também será possível identificar fenômenos únicos que nunca foram identificados, pois é a primeira vez na história que existe um radar com essas características na região sul do Brasil, complementa Anabor.</p>
<p><strong>Veja como funciona o radar na matéria produzida pela TV Campus:</strong></p>
<p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<p></p>
<p>https://www.youtube.com/watch?v=6vm_iETI5UY&amp;t=160s</p>
<h3>Por dentro do funcionamento do radar</h3>
<p>Vagner Anabor explica que os radares de nuvens são um tipo de equipamento de sensoriamento remoto de sensor ativo. Ou seja, ele emite ondas eletromagnéticas e recebe um sinal de retorno, permitindo, assim, identificar características do objeto detectado e também sua velocidade.&nbsp;</p>
<p>Pesando aproximadamente 7 toneladas e com dimensões relativamente pequenas para um equipamento deste porte, o docente responsável explica que o sistema do equipamento é moderno e ultra avançado, o que permite medições qualificadas. “Ele possui um novo sistema de transmissão de estado sólido e eletrônica moderna, tornando-se um equipamento compacto e de baixa potência elétrica, apenas 6kW, muito menor do que os antigos radares meteorológicos”, ressalta o professor.&nbsp;</p>
<p>Além disso, para que faça as medições adequadas, utiliza duas faixas, ou bandas do espectro eletromagnético: a banda X com frequência de 9,5GHz e comprimento de onda λ~3cm e a banda Ka, com frequência de 35GHz e comprimento de onda λ~8,5mm. Ambas são emitidas simultaneamente e possuem dupla polarização. Isso quer dizer que as ondas eletromagnéticas emitidas são polarizadas horizontal e verticalmente, permitindo medidas precisas sobre as características físicas dos hidrometeoros. Essa varredura volumétrica permite entender a circulação em diferentes camadas da atmosfera.</p>
<p>Outra característica do equipamento é possuir um sistema de medição que utiliza o efeito Doppler. “Na escola aprendemos sobre este efeito e o principal exemplo utiliza ondas sonoras, quase sempre em um caso onde calcula-se a diferença de fase entre ondas sonoras de uma ambulância que se aproxima ou se afasta de um observador. A polícia também utiliza esta técnica direcionando seu radar e emitindo ondas eletromagnéticas para um veículo e detecta sua velocidade. Então esta é uma técnica comum que também é empregada na maioria dos radares meteorológicos modernos”, explica Anabor. No radar, o efeito Doppler se manifesta através da diferença de fase entre a onda eletromagnética emitida e refletida pelos hidrometeoros em direção a antena. Assim é possível estimar a velocidade de gotas, granizo, ou outras partículas carregadas pelo vento, ou seja, a própria velocidade do vento, complementa o coordenador.</p>
<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/IMG_3775-1024x683.jpg" alt="" loading="lazy"><figcaption>Anabor explica o funcionamento do novo radar</figcaption></figure>
<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/IMG_3792-1024x683.jpg" alt="" loading="lazy">											<p></p>
<figcaption>Equipamentos devem funcionar 24 horas por dia</figcaption>
</figure>
<h3>Inovação na meteorologia</h3>
<p>O equipamento instalado na UFSM é o primeiro radar de dupla polarização do mundo fazendo estimativas em dual band X/Ka. Estudos como os que agora poderão ser feitos na Universidade só existem em outros cinco locais: Amazônia, São Paulo, Bolívia, Ilha da Reunião, na França e África do Sul.</p>
<p>O coordenador do projeto entende que esta é uma oportunidade única para a Universidade e até para o Brasil, já que é um equipamento de alta tecnologia que não está disponível em outras instituições. “É um projeto pioneiro, pois constitui-se em um experimento observacional de nuvens de longa duração, que ficará permanentemente instalado na UFSM.&nbsp; Nossos alunos terão um&nbsp;<i>know-how</i>&nbsp;que vai permitir que trabalhem nos melhores centros do mundo”, avalia o docente.</p>
<p>Além do radar,&nbsp; também foi instalado um sítio observacional; uma estação meteorológica completa, capaz de medir temperatura, umidade, vento, pressão e precipitação; um sensor de perturbações no campo elétrico da atmosfera; além de um disdrômetro, equipamento que permite medir tamanho, forma, velocidade e concentração de gotas de chuva no solo. Esse conjunto de equipamentos permitirá estudos de nuvens, atividade elétrica na atmosfera, ventos e circulações locais com altíssima resolução e precisão, fornecendo dados únicos para as atividades de pesquisa em previsão de tempo e clima na UFSM. “Com estes dados poderemos compreender, por exemplo, fenômenos como os intensos nevoeiros da região, sistemas precipitantes e os impactos dos aerossóis vindos de queimadas na Amazônia sobre os sistemas meteorológicos precipitantes e nuvens na região Sul do Brasil, tanto na sua intensidade como distribuição espacial”, finaliza Anabor.</p>
<h3>Parceria promissora</h3>
<p>A instalação do radar aconteceu por meio de uma parceria entre Brasil e China, através de um acordo de cooperação internacional entre a UFSM, por intermédio da Coordenação Espacial do Sul do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (COESU/INPE), e o Instituto de Física Atmosférica (do inglês&nbsp;<em>Institute of Atmospheric Physics - IAP)</em> e o Centro Nacional de Ciências Espaciais&nbsp; (do inglês <em>National Space Science Center - NSSC)</em>, ambos da Academia Chinesa de Ciências (do inglês <em>Chinese Academy of Sciences</em> - CAS). O objetivo é que os estudos com o equipamento sejam feitos por, pelo menos, 5 anos na região. No entanto, a expectativa é que a parceria se estenda por mais tempo.</p>
<p>Na UFSM, o projeto é coordenado por Vagner Anabor, docente do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia e integrante do Grupo de Modelagem Atmosférica. Do lado chinês, é encabeçado pelos pesquisadores Yongheng Bi, coordenador, e Yinan Wang, ambos do IAP/CAS e por Liu Zhengkuan, diretor do C<em>hina-Brazil Joint Laboratory for Space Weather</em> do NSSC/CAS.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>O radar tem custo de um milhão e meio de dólares e foi financiado pela Academia Chinesa de Ciências. A contrapartida da UFSM é de infraestrutura, apoio científico e pessoal docente e discente que estão ativamente envolvidos durante este intercâmbio científico. O radar deve funcionar 24 horas por dia, durante os 7 dias da semana, por esse motivo, o trabalho é contínuo e ininterrupto, sendo necessário uma equipe fortemente envolvida com a iniciativa. Além disso, por meio da parceria, alunos de ambos locais poderão fazer imersões, resultando na troca de conhecimentos, já que alunos do Brasil irão à China e alunos da China também vêm ao Brasil.</p>
<h3>Saiba mais</h3>
<p>Em entrevista ao jornalista Gilson Piber, no programa Editoria 107.9, Vagner Anabor explica sobre o funcionamento do radar, importância da UFSM no cenário de cursos de meteorologia no Brasil e sobre outros projetos que estão em desenvolvimento, como a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades.</p>
<p><a href="https://open.spotify.com/episode/6Osmj1sTjpGqTMGPNiMmyL?si=c91dd779ebb84bb0">&nbsp;Ouça no Spotify</a>!</p>
<p>				<iframe width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen="" src="https://open.spotify.com/embed/episode/6Osmj1sTjpGqTMGPNiMmyL?si=c91dd779ebb84bb0&amp;nd=1&amp;utm_source=oembed&amp;auto_play=false&amp;buying=true&amp;liking=true&amp;download=true&amp;sharing=true&amp;show_comments=true&amp;show_playcount=true&amp;show_user=true&amp;show_artwork=true&amp;color"></iframe>			</p>
<p><em>Texto: Gabriela Leandro, acadêmica de jornalismo e </em><em>Mariana Henriques, jornalista<br>Fotos: Ana Alicia Flores, acadêmica de desenho industrial</em></p>]]></content:encoded>
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