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				<title>PET Física realiza observação do eclipse solar na Saldanha Marinho</title>
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				<pubDate>Wed, 03 Jul 2019 17:54:54 +0000</pubDate>
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[caption id="attachment_48607" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-48607 size-large" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/07/MG_0647-1024x683.jpg" alt="Na foto, em primeiro plano, uma mulher jovem usa uma máscara de soldador. Atrás dela um um homem jovem olha para o céu a olho nu" width="1024" height="683" /> Estudantes levaram máscaras para observação do eclipse[/caption]
<p>O Programa de Educação Tutorial do curso de Física (PET Física) da UFSM realizou, na tarde desta terça (2), na praça Saldanha Marinho, observação do eclipse solar parcial. O fenômeno pode ser visto brevemente no final da tarde em Santa Maria.</p>
<p>Em conjunto com o Grupo de Astrofísica da Universidade, o PET Física buscou levar à comunidade o entendimento sobre o fenômeno que ocorreu em grande parte da América do Sul. “Escolhemos o centro da cidade, pois, apesar de não ser o melhor ponto para observação, é onde se tem maior fluxo de pessoas”, explica a estudante Alice de Conto.</p>
<p>Munidos com lupas, espelhos e lentes específicas, os universitários se reuniram próximo à esquina da rua Venâncio Aires e passaram a observar o fenômeno, que ocorreu lentamente por volta de 17h30.</p>
[caption id="attachment_48606" align="alignleft" width="350"]<img class="wp-image-48606" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/07/MG_0641-1024x683.jpg" alt="Homem usa cartaz preso ao pescoço com o seguinte texto 'Físicos aqui, faça perguntas'" width="350" height="233" /> Pesquisadores responderam a questionamentos da comunidade[/caption]
<p>Conforme o professor Rogemar Riffel, doutor em Astrofísica, os eclipses solares são visíveis somente numa pequena faixa da superfície da Terra. “A sombra da Lua na Terra devido a um eclipse solar total (chamada de umbra) tem sempre menos do que 270 km de largura e sua duração é de no máximo 7m30s, devido à órbita da Lua em torno da Terra”, explicou o professor.</p>
<p>O único eclipse solar de 2019, segundo o professor, coincide com o centenário do eclipse de Sobral, Ceará, usado para comprovar a teoria da relatividade de Albert Einstein. “Um fenômeno fascinante, porém efêmero, pois a duração média é de dois minutos”, comenta o professor.</p>
<p>A UFSM tem pesquisas em astrofísica extragaláctica, voltadas para galáxias em geral, e estudo de estrelas, meio interestelar e ensino de astronomia. “A natureza dos eclipses é bem conhecida atualmente, mas não há muita pesquisa na área. Sua importância maior está relacionada à atividades de ensino e de extensão, como as desenvolvidas pelo PET Física e pelo grupo de Estudos em Astrofísica”, salienta Riffel.</p>
<p>O eclipse solar desta terça-feira percorreu diagonalmente a América do Sul de leste para oeste. Foi totalmente visto no Chile e no norte da Argentina e, parcialmente, em algumas regiões do Brasil. O estado do Rio Grande do Sul conseguiu ver 60% do fenômeno. Nos municípios mais próximo às fronteiras com o Uruguai e com a Argentina houve mais visibilidade. De acordo com pesquisadores, o próximo eclipse solar total, acontecerá somente em 2045.</p>
<p><em>Texto e fotos: Pablo Iglesias, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em></p>
<p><em>Edição: Maurício Dias</em></p>
<p> </p>
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