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				<title>Vida, morte e poesia</title>
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				<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 13:00:41 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[“Quem lembrará de mim passados vinte anos?”. A preocupação do médico e poeta porto-alegrense Luiz Guilherme do Prado Veppo, expressa no poema “Alguém”, era vã. Falecido em 1999, aos 67 anos, o autor segue vivo em resgates como Prado Veppo &#8211; Obra Completa &#8211; 2ª edição, publicada pela Editora UFSM, em maio de 2019.&nbsp; A [&hellip;]]]></description>
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“Quem lembrará de mim passados vinte anos?”. A preocupação do médico e poeta porto-alegrense Luiz Guilherme do Prado Veppo, expressa no poema “Alguém”, era vã. Falecido em 1999, aos 67 anos, o autor segue vivo em resgates como Prado Veppo - Obra Completa - 2ª edição, publicada pela Editora UFSM, em maio de 2019.&nbsp;

A coletânea contempla os oito livros de Veppo, escritos entre 1962 e 1998. Foi organizada pelos professores Pedro Brum Santos, do Departamento de Letras Vernáculas, do Centro de Artes e Letras, e Vitor Biasoli, aposentado do curso de História, do Centro de Ciências Sociais e Humanas da UFSM. Ambos conviveram com Veppo e colaboraram para a obra do autor. “Ele era um sujeito muito apaixonado pelas coisas que fez e pela vida. Intenso, loquaz. Lia muito, tinha um conhecimento apreciável de poesia”, conta Pedro.&nbsp;

A produção da Obra Completa demorou cerca de um ano. “No trabalho desse livro, buscamos os textos originais e isso nos possibilitou fazer correções, confrontos e orientar melhor o leitor”, explica Pedro, que conseguiu recuperar três poemas desaparecidos ou apresentados de maneiras diferentes em outras obras.

Com versos curtos, Veppo escrevia sobre as circunstâncias da vida, a morte e os dramas humanos. Os temas eram herança de infância e pré-adolescência difíceis, marcadas pela perda da mãe, aos dois anos de idade, e do pai, aos 14. Além disso, refletiam experiências vividas no exercício da Psiquiatria, em Santa Maria - para onde se mudou em 1954, a fim de estudar na primeira turma de Medicina da UFSM, a qual ajudou a fundar.&nbsp;

Em Santa Maria, Veppo conheceu e se aproximou do artista Eduardo Trevisan, autor de telas espalhadas por vários estados brasileiros e pelo mundo. Além de ilustrar todas as obras de Veppo, Eduardo, que faleceu em 1982, deixou o legado ao filho, Flamarion. “Estive em todos os livros do Veppo, seja com desenhos ou como modelo para o pai, quando criança. Eu ‘me criei grudado’ neles e eles em mim”, relata.&nbsp;

Para Flamarion, formado em Desenho e Plástica pela UFSM, em 1983, Veppo era um "Pairmão" - “única palavra capaz de traduzir a nossa proximidade”, define. O artista expressou em desenhos os versos do poeta, em um processo criativo conjunto, com lápis litográfico e Vida, morte e Santoro bico de pena com nanquim sobre o papel. “Eu tinha e tenho uma percepção bastante ampla da poesia dele, porque conversávamos intensamente sobre ela. Da mesma forma que ‘convivíamos’ a poesia, as ilustrações também eram criadas dentro de uma construção íntima e compartilhada”, explica o artista.&nbsp;

Flamarion entende que resgatar o trabalho de Trevisan e Veppo é “manter viva a alma de Santa Maria pela arte de dois gigantes. Santa Maria é o que eles fizeram ser”. Pedro complementa: “Nós temos uma certa obrigação de fazer isso, como instituição: preservar na comunidade esses nomes que do passado nos falam. Veppo nos ensina”.

<em><b>Reportagem</b>: Andressa Motter .&nbsp;</em>

<em><b>Ilustrações</b>: Giovana Marion (capas dos livros) e Eduardo Trevisan (obra completa)</em>

<em><b>Diagramação</b>: Lidiane Castagna e Pollyana Santoro&nbsp;</em>

<em><b>Lettering</b>: Pollyana&nbsp;</em><em style="color: #000000;font-size: 16px">Santoro</em>

<em>*Matéria publicada na&nbsp;<a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/11__edi__o">11ª edição</a>&nbsp;impressa da revista Arco.&nbsp;*</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Restauração do mural artístico “A Lenda de Imembuí” é entregue à UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2018/11/21/restauracao-mural-trevisan</link>
				<pubDate>Wed, 21 Nov 2018 13:40:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[artes visuais]]></category>
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						<description><![CDATA[O mural restaurado “A Lenda de Imembuí” foi apresentado, na tarde desta terça-feira (20), em cerimônia com a presença do reitor Paulo Afonso Burmann. Obra do artista plástico santa-mariense Eduardo Trevisan, o mural está localizado no Salão Imembuí, no 2º andar do Prédio da Reitoria, no campus sede da Universidade, em Camobi. A restauração da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
[caption id="attachment_45643" align="aligncenter" width="560"]<img class="wp-image-45643" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/11/2018-11-20-Entrega-da-restauração-do-Mural-Salão-Imembui-Rodrigo-Riquer-3.jpg" alt="Artista posa em frente ao painel que restaurou, que traz representações de indígenas" width="560" height="373" /> Flamarion Trevisan à frente do mural que restaurou, "A lenda da Imembuí"[/caption]
<p>O mural restaurado “A Lenda de Imembuí” foi apresentado, na tarde desta terça-feira (20), em cerimônia com a presença do reitor Paulo Afonso Burmann. Obra do artista plástico santa-mariense Eduardo Trevisan, o mural está localizado no Salão Imembuí, no 2º andar do Prédio da Reitoria, no campus sede da Universidade, em Camobi.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>A restauração da pintura é uma ação coordenada pela Coordenadoria de Cultura e Eventos, da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM. O trabalho foi realizado pelo artista plástico Flamarion Trevisan - que é filho de Eduardo Trevisan - em parceria com a artista <br />Marília Chartune Teixeira, especialista em restauração.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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[caption id="attachment_45645" align="alignleft" width="350"]<img class="wp-image-45645" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/11/2018-11-20-Entrega-da-restauração-do-Mural-Salão-Imembui-Rodrigo-Riquer-53.jpg" alt="" width="350" height="233" /> Artistas entregam para reitor o painel restaurado[/caption]
<p>Em sua fala, o reitor destacou a restauração da obra como um um passo importante na recuperação do acervo artístico e cultural da Universidade. Segundo Burmann, as expressões artísticas e culturais são de fundamental importância para a comunidade universitária. “A arte é a expressão da sensibilidade e da qualidade de uma instituição. Zelar por ela é responsabilidade de todos nós”, manifestou o reitor.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>Flamarion Trevisan agradeceu a iniciativa da UFSM em restaurar seu patrimônio artístico. “Só tenho a agradecer ao trabalho de vocês em recuperar a memória da cidade de Santa Maria. Meu pai, onde quer que esteja, está muito feliz com isso”, manifestou, emocionado, Trevisan.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esta foi a primeira obra de arte a ser restaurada na UFSM, dentro de uma iniciativa pioneira de valorização do acervo artístico da Universidade. Os esforços vão desde a catalogação e revitalização de todo o acervo artístico espalhado pelo campus até a instalação de novos murais (principalmente nos campi que ainda não dispõem deste tipo de obra) e a produção de materiais gráficos de valorização desse patrimônio.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Sobre a obra </strong></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>Pintado em 1976, o mural “A Lenda de Imembuí” mede 14,5 metros de comprimento, com aproximadamente 2,8 metros de altura. A obra ilustra o conto indígena que representaria a origem da cidade de Santa Maria: o romance entre a índia Imembuí e o bandeirante português Rodrigo, mais tarde batizado de Morotin.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A execução da obra, na época, fazia parte de um projeto maior, idealizado pelo reitor fundador, de pintar painéis na entrada dos prédios principais da UFSM. José Mariano da Rocha Filho se inspirou na Universidade do México (UNAM) ao propor essa iniciativa, lá desenvolvida pelo pintor Diego Rivera. Além deste, Eduardo Trevisan também pintou outros dois murais na UFSM: um na Biblioteca Central e outro no Planetário.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Sobre a Lenda de Imembuí </strong></p>
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<!-- wp:paragraph -->
[caption id="attachment_45644" align="alignleft" width="350"]<img class="wp-image-45644" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/11/2018-11-20-Entrega-da-restauração-do-Mural-Salão-Imembui-Rodrigo-Riquer-88.jpg" alt="" width="350" height="233" /> Imembuí na visão de Eduardo Trevisan[/caption]
<p>De origem incerta, a Lenda de Imembuí conta a história da índia Imembuí, nascida às margens do Arroio Taimbé, localizado em uma região denominada Ybitory-Retan, ou “terra da alegria”, em tupi-guarani. Ali viviam pacificamente duas tribos indígenas, os Tapes e os Minuanos. Ameaçados por uma tropa de bandeirantes portugueses que atuavam na demarcação de fronteiras, as tribos realizaram uma grande emboscada, dizimando os estrangeiros e mantendo apenas dois prisioneiros. Um deles, chamado Rodrigo, chamou a atenção da jovem Imembuí que, apaixonada, o livrou da morte e com ele se casou. Com o bandeirante, que foi batizado com o nome indígena de Morotin, Imembuí teve um filho, de nome José.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em texto publicado na revista Letra de Hoje, em junho de 2001, o professor Orlando Fonseca observa que o primeiro registro da Lenda de Imembuí é uma obra ficcional de autoria do escritor santa-mariense Cezimbra Jaques, publicada no livro <em>Assuntos do Rio Grande</em>, em 1912. Mais tarde, em 1933, o historiador João Belém também relata a origem lendária da cidade de Santa Maria, em sua obra<em> História do Município de Santa Maria - 1797-1933.</em> “Como este texto veio a se tornar lenda é uma página um tanto nebulosa da história da cultura em Santa Maria”, resume Fonseca.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Texto: Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor</em></p>
<p><em>Fotos: Rodrigo Riquer</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Restauração do mural artístico “A Lenda de Imembuí” será apresentada na próxima terça-feira</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2018/11/14/restauracao-do-mural-artistico-a-lenda-de-imembui-sera-apresentada-na-proxima-terca-feira</link>
				<pubDate>Wed, 14 Nov 2018 13:12:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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						<description><![CDATA[A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove na próxima terça-feira (20), às 17h30, a cerimônia de entrega da restauração do mural “A Lenda de Imembuí”. Obra do artista plástico santa-mariense Eduardo Trevisan, o mural está localizado no Salão Imembuí, no 2º andar do prédio da Reitoria, no campus [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_45568" align="alignleft" width="350"]<img class="wp-image-45568" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/11/Restauração_mural_acervo_Flamarion_Trevisan_3.jpg" alt="Homem de costas pinta retoca painel artístico" width="350" height="197" /> Filho de Eduardo Trevisan, Flamarion, é o responsável pela restauração da obra Lenda da Imembuí[/caption]
<p dir="ltr">A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove na próxima terça-feira (20), às 17h30, a cerimônia de entrega da restauração do mural “A Lenda de Imembuí”. Obra do artista plástico santa-mariense Eduardo Trevisan, o mural está localizado no Salão Imembuí, no 2º andar do prédio da Reitoria, no campus sede da Universidade, em Camobi.</p>
<p dir="ltr">A restauração da pintura foi realizada pelo filho de Eduardo Trevisan, o também artista plástico Flamarion Trevisan, em parceria com a artista tocantinense Marilia Chartune Teixeira. O mural “A Lenda de Imembuí”, pintado em 1976, mede cerca de 14 metros de comprimento, com aproximadamente 2,8 metros de altura. A obra ilustra o conto indígena que representaria a origem da cidade de Santa Maria: o romance entre a índia Imembuí e o bandeirante português Rodrigo, mais tarde batizado de Morotin.</p>
<p dir="ltr">A cerimônia de entrega da restauração do mural contará com a presença do reitor Paulo Afonso Burmann e dos artistas responsáveis pela restauração. O evento é aberto ao público.</p>

<div><em>Fonte: Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor</em></div>]]></content:encoded>
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