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				<title>Regina Tchelly ministra curso de aproveitamento integral de alimentos em Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/27/regina-tchelly-ministra-curso-de-aproveitamento-integral-de-alimentos-em-santa-maria</link>
				<pubDate>Wed, 27 May 2026 19:20:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[aproveitamento integral alimentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Vulnerabilidade Social]]></category>

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						<description><![CDATA[Capacitação reuniu mulheres em situação de vulnerabilidade social para ensinar geração de renda, empreendedorismo e combate ao desperdício de alimentos
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5480-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida mostra uma mulher falando para um grupo com cerca de 40 mulheres em um salão comunitário. As participantes estão em pé entre cadeiras brancas, observando a palestrante durante a atividade do curso." />											<figcaption>Capacitação aconteceu na associação comunitária do bairro Dom Ivo Lorscheiter
</figcaption>
										</figure>
		<p>Cerca de 40 mulheres em situação de vulnerabilidade social participaram do curso “<i>Faça e Venda com aproveitamento integral dos alimentos</i>”, ministrado em Santa Maria desde segunda-feita (24) e que segue até quinta-feira (27). Promovida pelo projeto de extensão PROMOVER, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a capacitação ocorreu na associação comunitária do bairro Dom Ivo Lorscheiter, com foco no empreendedorismo feminino, geração de renda e combate ao desperdício.</p><p>A formação foi conduzida por Regina Tchelly, chef paraibana que ganhou projeção internacional ao fundar o projeto<a href="https://www.instagram.com/favela_organica/"> Favela Orgânica</a>, no morro da Babilônia, no Rio de Janeiro. Reconhecida por sua atuação na gastronomia sustentável, Regina começou a iniciativa com apenas R$ 140 e hoje viaja o país ensinando comunidades periféricas a enxergar valor no que o comércio tradicional descarta.</p><p>De acordo com o Relatório<a href="https://docs.google.com/presentation/d/1oAI95Jwmh3M4hkW2stemMEOncwd4ug2i/edit#slide=id.p1"> Diagnóstico sobre a Fome e o Desperdício de Alimentos no Brasil</a> (2022), elaborado pela <i>Integration Consulting</i> em parceria com o Pacto Contra a Fome, o país desperdiça anualmente 55,4 milhões de toneladas de comida, do total de 161,3 milhões de toneladas produzidas desde o campo até a mesa. O levantamento aponta que o desperdício atinge principalmente frutas, hortaliças, tubérculos e laticínios, que juntos somam cerca de 45 milhões de toneladas descartadas por ano,  justamente os ingredientes aproveitados nas oficinas. </p><p>Segundo uma das organizadoras, Isabel Lopes Moreira, a escolha da chef Regina Tchelly para conduzir a formação ocorreu por ela ser uma referência nacional no aproveitamento integral dos alimentos. Conforme Isabel, a proposta do curso vai além da culinária e busca fortalecer a autonomia financeira das participantes. “A ideia é que a gente dê condições para que as mulheres possam fazer coisas para gerar renda e terem autonomia”, explica. </p><p>As participantes do curso foram selecionadas por meio de chamada pública. De acordo com a coordenadora do projeto, Rita Pauli, um dos critérios considerados foi a situação de vulnerabilidade social das mulheres. Além da formação gratuita, elas também recebem uma bolsa de participação, destinada a garantir que possam frequentar as atividades sem comprometer a renda familiar. </p><p>Para a participante Suelen Medeiros, 40 anos, que atua em uma cozinha solidária na Vila Lorenzi, os conhecimentos adquiridos durante a capacitação vão ser aplicados onde trabalha atualmente. O espaço produz refeições três vezes por semana para pessoas em situação de vulnerabilidade social, especialmente trabalhadores recicladores da região e distribui mais de 150 marmitas. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Outra participante é Pamela Martins Soares, 30 anos, para ela o curso representa uma oportunidade de recomeço profissional. Natural de Canudos e moradora de Santa Maria desde os quatro anos de idade, ela conta que decidiu participar da formação para ampliar os conhecimentos na cozinha e buscar uma nova fonte de renda. “Minha expectativa é aprender coisas novas para empreender, porque no momento estou desempregada. Quero aprender bastante coisa nova, porque eu gosto de cozinhar”, relata.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5565-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de uma mulher branca com cabelos vermelhos posando para retrato. Ela sorri para a câmera e veste casaco preto com detalhes estampados nas mangas. Ao fundo, há um painel artístico com manchas coloridas" />											<figcaption>Suelen é uma das três voluntárias de uma cozinha solidária na Vila Lorenzi</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5546-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de uma mulher parda, de estatura média sorrindo ao fundo dá para ver uma horta. Ela usa roupas verdes, cachecol azul-turquesa e turbante escuro, enquanto segura um cabo de ferramenta agrícola." />											<figcaption> A paraibana Regina Tchelly já acumula mais de 100 mil seguidores em apenas uma rede social</figcaption>
										</figure>
		<h2>“Eu queria ser muito famosa, uma cozinheira que pudesse modificar a nossa relação com os alimentos” </h2><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O bom humor de Regina esquentou as participantes da oficina na manhã desta segunda-feira (24). A paraibana lembra que a relação com a cozinha começou ainda na infância, influenciada pela avó e pela mãe. De acordo com a chef, o aproveitamento integral dos alimentos fazia parte da cultura familiar. “Lá na Paraíba é comum aproveitar tudo da comida.” afirma. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Antes de ganhar projeção nacional, Regina trabalhou como empregada doméstica no Rio de Janeiro. Ela conta que sempre sonhou em se tornar conhecida por meio da culinária e usar a comida como ferramenta de transformação social. “Eu queria ser muito famosa, uma cozinheira que pudesse modificar a nossa relação com os alimentos”, relata.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A iniciativa de criar o perfil Favela Orgânica surgiu há cerca de 15 anos, na comunidade da Babilônia, zona sul do Rio de Janeiro, após Regina perceber a grande quantidade de alimentos descartados nas feiras livres da região. “Eu vi que o desperdício de comida das feiras livres era muito grande, então resolvi causar, aproveitar até o talo dos alimentos”, relembra.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Regina considera que as redes sociais foram fundamentais para ampliar o alcance do trabalho desenvolvido dentro da comunidade. “Usei a rede social da melhor maneira, de forma genuína, e foi um processo muito orgânico, muito maravilhoso”, afirma. Orgulhosa de sua trajetória, a influenciadora relembra que já foi convidada para palestrar na Europa e acumula participações em programas de TV aberta, como o Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Hoje, Regina percorre diferentes cidades do país promovendo oficinas. Em Santa Maria, ela afirma que o principal objetivo é incentivar mulheres periféricas a acreditarem no próprio potencial e transformarem a culinária em uma possibilidade de autonomia financeira. “Tenho certeza que vão sair professoras, cozinheiras mais potentes e líderes para potencializar o aproveitamento integral dos alimentos”, projeta.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Texto: João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário na Agência de Notícias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fotos: Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Edição: Maurício Dias, jornalista </p> ]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Resumo da Semana de Inovação e Impacto Social no Hub IS (27 de abril a 01 de maio)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/incubadora-social/2026/05/07/resumo-da-semana-de-inovacao-e-impacto-social-no-hub-is-27-de-abril-a-01-de-maio</link>
				<pubDate>Thu, 07 May 2026 13:48:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo social]]></category>
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		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[A última semana no Hub de Inovação Social foi marcada por uma agenda intensa de capacitações, parcerias acadêmicas e o fortalecimento de laços com nossos empreendimentos incubados. Entre os dias 27 de abril e 1º de maio, promovemos uma série de ações que reforçam nosso compromisso com o desenvolvimento local e a inovação aberta. Foco [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A última semana no Hub de Inovação Social foi marcada por uma agenda intensa de capacitações, parcerias acadêmicas e o fortalecimento de laços com nossos empreendimentos incubados. Entre os dias 27 de abril e 1º de maio, promovemos uma série de ações que reforçam nosso compromisso com o desenvolvimento local e a inovação aberta.</span></p>
<h2><b>Foco no Desenvolvimento: Ensacolarte e Mentorias</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Iniciamos a segunda-feira com as atividades do projeto </span><b>Ensacolarte</b><span style="font-weight: 400">, uma iniciativa que teve continuidade na sexta-feira, mobilizando nossa comunidade. Paralelamente, demos início às reuniões de acompanhamento estratégico, essenciais para o amadurecimento dos negócios. A jornada de mentorias começou com a </span><b>Vendome.co</b><span style="font-weight: 400"> e seguiu ao longo da semana com diálogos produtivos junto à </span><b>Vitrine Sustentável</b><span style="font-weight: 400"> e à </span><b>Delícias da Ana Gourmet</b><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<h2><b>Integração UFSM: Psicologia e Computação</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">O Hub IS reafirma constantemente seu papel como ponte entre o conhecimento acadêmico e a prática social. Na terça-feira, tivemos a satisfação de receber os alunos de </span><b>Psicologia da UFSM</b><span style="font-weight: 400"> para uma visita institucional. Já na quarta-feira, a inovação tecnológica tomou conta com a visita da turma de </span><b>Ciências da Computação</b><span style="font-weight: 400">, que apresentou um projeto desenvolvido em aula especificamente voltado para auxiliar as demandas dos nossos empreendimentos.</span></p>
<h2><b>Criatividade e Mercado no Lab Commerce</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">O </span><b>Lab Commerce</b><span style="font-weight: 400"> segue como um espaço vibrante de comercialização e visibilidade. O empreendimento </span><b>Vitrine Sustentável</b><span style="font-weight: 400"> marcou presença no espaço na terça-feira de manhã e na tarde de sexta-feira. Além disso, o </span><b>Programa Envolva-se</b><span style="font-weight: 400"> promoveu uma atividade criativa de estilização de camisetas na quarta-feira, unindo sustentabilidade e design.</span></p>
<h2><b>Capacitação Técnica e Mídias Sociais</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A quinta-feira foi dedicada ao aprimoramento técnico dos nossos incubados com duas frentes fundamentais:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><b>Finanças:</b><span style="font-weight: 400"> Atividade online com o Professor Roberto, focada na gestão financeira e sustentabilidade do negócio.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>Mídias Sociais:</b><span style="font-weight: 400"> Sessão com o doutorando Victor, abordando estratégias digitais para ampliar o alcance dos empreendimentos.</span></li>
</ul>
<p> </p>
<h2><b>Equipe e Reconhecimento</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A semana também foi de despedidas. Em nossa reunião de equipe na sexta-feira, agradecemos formalmente à bolsista </span><b>Kauany Unfer</b><span style="font-weight: 400">, da frente Inovar, que encerrou seu ciclo conosco. Desejamos muito sucesso em seus próximos passos! Finalizamos este período de trabalho intenso celebrando o feriado do Dia do Trabalhador, renovando as energias para os próximos desafios.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Time Enactus leva sustentabilidade e empreendedorismo social para escolas de Santa Maria e Caçapava do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/04/21/time-enactus-leva-sustentabilidade-e-empreendedorismo-social-para-escolas-de-santa-maria-e-cacapava-do-sul</link>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:38:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[educação financeira]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo social]]></category>
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						<description><![CDATA[As crianças têm contato com a educação financeira por meio da ‘Escolinha de Negócios’]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>Durante cerca de quatro meses, crianças do quarto ano de escolas públicas foram responsáveis pelo cuidado, rega e crescimento de mudas de temperos diversos. Nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental Dagoberto Barcellos, de Caçapava do Sul, e Lourenço Dalla Corte, de Santa Maria, oficinas de sustentabilidade e empreendedorismo social foram responsáveis por introduzir a prática da educação financeira. Promovidos pelo Time Enactus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), os encontros da ‘Escolinha de Negócios’ tinham como objetivo a conscientização da importância de dois eixos: o cuidado com o meio ambiente e com o dinheiro. </p>
<p>De acordo com Kamilly Dias, acadêmica da Licenciatura de Educação Física e bolsista do Time Enactus, foi por meio do cuidado com as plantas que as crianças aprenderam sobre o desenvolvimento dos negócios. “Eles escolheram o temperinho que mais agradou e a partir disso trabalhamos negócios, vendas, como lidar com o dinheiro, o que significa custo, preço, como surgiu o dinheiro, como funciona um cartão de crédito, o banco. Tudo de uma forma leve”, conta. Ao entregar a muda de tempero, os integrantes do Time Enactus proporcionaram uma oficina para explicar as diferenças entre os temperos, suas possibilidades de uso e quais cuidados são necessários. Nessa atividade, as e os estudantes elaboraram placas de identificação das plantas e suas características. As crianças também tiveram a oportunidade de participar de uma oficina de customização dos vasos, em que foram trabalhados aspectos da agregação de valor de um produto.</p>		
													<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/criancas_001-1024x768.jpg" alt="" />													
		<p>Depois de cerca de quatro meses, as plantas, que eram cuidadas no dia-a-dia da escola, foram comercializadas em feiras de produtores, como a Polifeira, em Santa Maria, e a Feira do Produtor Rural, em Caçapava do Sul. Após a venda, as crianças decidiam o que fazer com o lucro.</p>		
													<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/criancas_004-768x1024.jpg" alt="" />													
													<img width="576" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/criancas_002-576x1024.jpg" alt="" />													
		<p>Josiane de Oliveira, professora na escola Dagoberto Barcellos, conta que seus alunos foram muito receptivos ao projeto da Escolinha de Negócios. Para ela, os encontros quinzenais agregaram muito no desenvolvimento do tema da educação financeira, que ela costuma abordar durante as aulas de matemática. “Acredito que os alunos desenvolveram o esperado, que foi desde a educação ambiental, de cuidar do meio ambiente, que eles precisaram cuidar e ter responsabilidade com a sua planta, e depois com a educação financeira, de comercializar a plantinha com todos os passos do preço, do lucro, do conhecimento das plantas”, descreve. Para Josiane, além do desenvolvimento da consciência ambiental e financeira, os alunos também aprenderam sobre como se comunicar e conversar com as pessoas, habilidade que foi fundamental para realizar as vendas das mudas no centro da cidade de Caçapava do Sul.</p>
<p> </p>
<p>A partir da experiência, Kamilly Dias percebeu que as crianças não tinham muito conhecimento sobre questões básicas de finanças mas, ao mesmo tempo, havia curiosidade em aprender. “Eles desenvolveram sacadas bem legais a partir das percepções. Falávamos sobre salário, sobre CLT, uma pessoa que tem emprego fixo ou que é autônoma. E eles conseguiam se enxergar dentro disso: ‘Ah, meu pai é pintor, então ele é autônomo’”, explica Kamilly. </p>
<p> </p>
<p>A estudante acredita que a educação financeira deveria ser mais trabalhada na escola. “Conseguimos precificar quanto ia sair cada mudinha. Colocamos preço no vaso, na terra, no trabalho que eles tiveram, de cuidar, cultivar, regar. Colocamos preço e valor nessas coisas. E eles conseguiram chegar em um valor final que poderiam vender a plantinha. Eles entenderam que o custo da planta é um e que o lucro que iam ter é outro”, explica Kamilly. Ela também conta que, após a venda das plantas, algumas das crianças optaram por comprar sorvete, enquanto outras pensaram em usar o dinheiro para comprar mais mudas a fim de expandir o ‘negócio’. “Muitos disseram: ‘Ah, profe, eu vou pegar o valor do custo, comprar outras plantinhas, porque aí eu cultivo e vou ter de novo o meu lucro, mas também o valor do meu custo. Vou ganhar R$10,00 na minha planta e com isso eu vou gastar tanto e guardar o resto’”, lembra Kamilly.</p>		
			<h3>Sustentabilidade e empreendedorismo social como bases do Time Enactus</h3>		
		<p>O Time Enactus é uma organização internacional que tem 133 times somente no Brasil. De acordo com Débora Bobsin, coordenadora do Time na UFSM, o propósito é levar, para as universidades, o viés do empreendedorismo social. “Acontecem por meio da execução de projetos que olhem para problemas locais das suas comunidades e que gerem impacto para elas”, explica. Na UFSM, isso se executa por meio de ações de extensão, que é uma das formas de oficializar os times nas universidades. São cerca de 15 estudantes envolvidos, entre bolsistas e voluntários, de áreas como Psicologia, Química, Agronomia, Desenho Industrial, Ciências da Computação, Odontologia, Ciências Sociais, Engenharia de Telecomunicações e Educação Física.</p>
<p> </p>
<p>Formado pelo tripé dos vieses do ambiental, do social e da sustentabilidade financeira, o Time Enactus tem essas temáticas como centrais. Também é por isso que as ações de extensão feitas pelo Time na UFSM têm esse enfoque: “E é muito difícil falar de empreendedorismo social sem falar de questões ambientais, entende? Quando partimos de um problema, eles estão imbricados. E vem pela demanda das escolas, que têm dificuldade de trabalhar questões ambientais de forma transversal”, conta Débora. Para ela, as duas temáticas estão entrelaçadas. “É difícil de desconectar. Pensa nos recicladores: eles trabalham com um negócio que é ambiental, que gera ingresso financeiro e é uma maneira de sustento e que minimiza problemas que nós [a sociedade] criamos”, reflete.</p>		
			<h3>Outras ações de extensão</h3>		
		<p>A ‘Escolinha de Negócios’ dá continuidade a uma iniciativa anterior do Time Enactus, o projeto Florescer. É uma das ações de extensão desenvolvidas pelo Time a partir dos recursos do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). De acordo com Débora e Kamilly, a experiência deve continuar em 2026 na escola Dagoberto Barcellos, de Caçapava do Sul, e com outra escola de Santa Maria. Débora também comenta que, no ano de 2026, o Time Enactus deve testar uma modalidade da ação com turmas do ensino médio, com o objetivo de discutir o empreendedorismo a partir da resolução de problemas da escola.</p>
<p>O projeto também tem materiais didáticos, como cartilhas, em processo de editoração, que vão permitir a aplicação do modelo da Escolinha de Negócios em outras escolas, como um guia para as e os professores. Além disso, também trabalham no desenvolvimento de dois jogos: o Ciclus, que trata do descarte correto de resíduos, e outro, de tabuleiro, sobre educação empreendedora, que está na fase de desenvolvimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">E<i>xpediente:</i></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><i>Reportagem: Samara Wobeto, jornalista voluntária.</i></p>
<p><i>Fotos: Time Enactus UFSM</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Empreendedorismo Social potencializa soluções para problemas sociais e ambientais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/07/18/empreendedorismo-social-potencializa-solucoes-para-problemas-sociais-e-ambientais</link>
				<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 13:18:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo social]]></category>
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		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=69856</guid>
						<description><![CDATA[Ações do Time Enactus UFSM mostram como o conhecimento acadêmico pode gerar impacto positivo fora da Universidade
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Com o avanço das tecnologias e o crescimento das startups, o empreendedorismo passou a ser tema presente em vários espaços, principalmente em conversas sobre inovação e desenvolvimento. Falar sobre empreendedorismo, no sentido mais amplo do termo, é destacar a capacidade de observar problemas e desenvolver soluções para eles, a partir da aplicação de diversos tipos de recursos (financeiros, humanos, materiais, etc). A partir desse olhar, podemos ir além das concepções tradicionais de negócios, e colocar em evidência conceitos como o empreendedorismo social.</p>
<p>Meu nome é Debora Bobsin, sou professora do Departamento de Ciências Administrativas, e ministro a disciplina de Empreendedorismo Social para o curso de graduação em Administração. Também coordeno o Time Enactus UFSM, projeto de extensão que promove o empreendedorismo social no ambiente acadêmico, desenvolvendo ações voltadas para os desafios enfrentados por comunidades em vulnerabilidade social da região de Santa Maria.</p>
[caption id="attachment_344" align="alignright" width="1024"]<img class="size-large wp-image-344" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/Encontro-diagnostico-de-problemas-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" /> Integrantes do Time Enactus UFSM junto a participantes do projeto[/caption]
<p>Se compreendermos que empreender é criar soluções para os problemas existentes, o empreendedorismo social se dedica a resolver problemas específicos de ordem social e ambiental. Por muito tempo, essa abordagem esteve diretamente relacionada a organizações do Terceiro Setor, mais especificamente a entidades filantrópicas e organizações sem fins lucrativos. Entretanto, o conceito se expandiu e passou a englobar também os chamados negócios sociais. Um marco importante nessa trajetória foi a criação do Grameenn Bank, por Muhammad Yunus, que desenvolveu uma empresa pioneira de microcrédito em Bangladesh. O banco nasceu com o propósito de resolver problemas sociais e promover inclusão financeira, ao mesmo tempo em que buscava manter uma estrutura sustentável - em que o lucro era reinvestido no próprio negócio.</p>
<p>No Brasil, nos últimos anos, temos assistido ao desenvolvimento e consolidação de negócios de impacto socioambiental. Esses empreendimentos atuam na solução de problemas sociais e ambientais a partir de uma lógica de negócios, podendo alcançar lucro, distribuir dividendos, etc. Ou seja, o que diferencia o modelo do empreendedorismo social é a intencionalidade: criar soluções que gerem impacto socioambiental. Há diversos exemplos pelo país que ilustram esse modelo em ação. O Programa Vivenda, por exemplo, atua na melhoria das condições de moradia para pessoas de baixa renda, oferecendo soluções habitacionais acessíveis. A Retalhar transforma resíduos têxteis em matéria-prima para novos produtos, contratando cooperativas de costureiras de periferias urbanas. Já a Abraço Cultural é uma escola de idiomas que tem como diferencial o corpo docente formado por refugiados, promovendo não apenas ensino de línguas, mas também a valorização da diversidade cultural e a inclusão social.</p>
<h2>Realidade local e Agenda 2030</h2>
<p>O ponto de partida de uma iniciativa de empreendedorismo social é a compreensão da realidade local, dos problemas sociais e ambientais existentes, e de quem são as pessoas que vivenciam este contexto. A participação ativa das comunidades e o reconhecimento de seus saberes na construção de soluções para os próprios problemas são passos importantes para a emancipação desses sujeitos, permitindo que os empreendimentos sociais se tornem fontes de transformação social.</p>
<p>Uma referência útil para identificarmos oportunidades de atuação dos empreendimentos sociais é a Agenda 2030, que reúne os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esses objetivos abarcam problemas globais de diferentes naturezas, presentes em maior ou menor grau nas diferentes realidades, como desigualdade, pobreza, fome, mudanças climáticas, entre outros. Por isso, as problemáticas que deram origem aos ODS podem ser fontes de potenciais negócios sociais. É necessário, portanto, examinar com profundidade como esses contextos se formam e como determinada comunidade vivencia esses desafios. Para isso, precisamos nos aproximar da realidade, conversar com as pessoas, e também analisar os dados que possam confirmar o que observamos na prática.</p>
<h2>Impacto mensurável</h2>
<p>Além de intencionalidade em construir uma solução para um problema socioambiental, um empreendimento social precisa comprovar seu impacto por meio de resultados mensuráveis. Contudo, as métricas no empreendedorismo social vão além do lucro financeiro - tradicionalmente usado para avaliar o sucesso de um negócio. Alguns exemplos de indicadores são melhoria da qualidade de vida das pessoas, geração de renda, acesso a serviços básicos e redução de impactos ambientais (como diminuição ou reaproveitamento de resíduos). A avaliação sistemática do impacto é essencial para garantir que o empreendimento social esteja, de fato, promovendo mudanças.</p>
<h2>Projeto Enactus e a atuação da Universidade na sociedade</h2>
<p>Por fim, o empreendedorismo social tem uma relação muito próxima com o papel da Universidade na sociedade. Ele contribui para a formação cidadã desenvolvida nas diferentes áreas do conhecimento por meio das ações de pesquisa, ensino e extensão. O empreendedorismo social, seja como conteúdo de sala ou como campo de investigação e prática acadêmica, nos possibilita construir uma formação conectada com as diferentes realidades sociais, culturais e econômicas. A presença de suas concepções, nos espaços formativos, permite desenvolver, nas novas gerações de profissionais, o comprometimento em construir um mundo melhor e um país mais justo.</p>
<p>Nesse sentido, o Time Enactus UFSM tem atuado como um espaço de aplicação prática para os estudantes da Universidade. A equipe foi selecionada no edital Proext-PG UFSM Além do Arco, e atualmente desenvolve iniciativas voltadas à sustentabilidade e à inclusão. Um dos projetos em andamento é voltado à educação ambiental. As ações vêm sendo realizadas em Caçapava do Sul e Santa Maria, com foco na implantação de hortas educativas voltadas para crianças. Uma cartilha educativa e um jogo interativo relacionados ao tema estão em fase de finalização para serem distribuídos nas escolas. </p>
[caption id="attachment_343" align="alignleft" width="385"]<img class=" wp-image-343" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/imagem-horta-768x1024.jpg" alt="" width="385" height="513" /> Material sobre hortas comunitárias produzido pelo Time Enactus UFSM[/caption]
<p> </p>
<p>Outro projeto está sendo desenvolvido na comunidade Passo das Tropas, uma das áreas mais afetadas pelas enchentes em Santa Maria de maio de 2024. A ação tem como público prioritário as mulheres da comunidade, embora seja aberta a outras pessoas interessadas. A proposta é realizar capacitações sobre plantio e cuidado com o porongo, incluindo a distribuição de sementes. As atividades acontecem na escola da região, com as mães dos alunos. Além disso, estão sendo promovidas oficinas de gestão, comercialização e vendas nas redes sociais, abordando temas como precificação e estratégias de mercado, com o objetivo de fortalecer a autonomia financeira das participantes e ampliar o alcance das iniciativas sociais desenvolvidas.  Mais informações podem ser conseguidas na <a href="https://www.instagram.com/timeufsm/">página de Instagram do projeto.</a></p>
<p>Texto: Debora Bobsin, professora do Departamento de Ciências Administrativas</p>
<p>Edição: Luciane Treulieb, jornalista</p>
<p>Colagem de capa: Evandro Bertol, designer </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Empreendedorismo Social potencializa soluções para problemas sociais e ambientais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/07/18/empreendedorismo-social-potencializa-solucoes-para-problemas-sociais-e-ambientais</link>
				<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 13:09:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo social]]></category>
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		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
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						<description><![CDATA[Ações do Time Enactus UFSM mostram como o conhecimento acadêmico pode gerar impacto positivo fora da Universidade
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<p>Com o avanço das tecnologias e o crescimento das startups, o empreendedorismo passou a ser tema presente em vários espaços, principalmente em conversas sobre inovação e desenvolvimento. Falar sobre empreendedorismo, no sentido mais amplo do termo, é destacar a capacidade de observar problemas e desenvolver soluções para eles, a partir da aplicação de diversos tipos de recursos (financeiros, humanos, materiais, etc). A partir desse olhar, podemos ir além das concepções tradicionais de negócios, e colocar em evidência conceitos como o empreendedorismo social.</p>
<p>Meu nome é Debora Bobsin, sou professora do Departamento de Ciências Administrativas, e ministro a disciplina de Empreendedorismo Social para o curso de graduação em Administração. Também coordeno o Time Enactus UFSM, projeto de extensão que promove o empreendedorismo social no ambiente acadêmico, desenvolvendo ações voltadas para os desafios enfrentados por comunidades em vulnerabilidade social da região de Santa Maria.</p>
[caption id="attachment_344" align="alignright" width="1024"]<img class="size-large wp-image-344" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/Encontro-diagnostico-de-problemas-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" /> Integrantes do Time Enactus UFSM junto a participantes do projeto[/caption]
<p>Se compreendermos que empreender é criar soluções para os problemas existentes, o empreendedorismo social se dedica a resolver problemas específicos de ordem social e ambiental. Por muito tempo, essa abordagem esteve diretamente relacionada a organizações do Terceiro Setor, mais especificamente a entidades filantrópicas e organizações sem fins lucrativos. Entretanto, o conceito se expandiu e passou a englobar também os chamados negócios sociais. Um marco importante nessa trajetória foi a criação do Grameenn Bank, por Muhammad Yunus, que desenvolveu uma empresa pioneira de microcrédito em Bangladesh. O banco nasceu com o propósito de resolver problemas sociais e promover inclusão financeira, ao mesmo tempo em que buscava manter uma estrutura sustentável - em que o lucro era reinvestido no próprio negócio.</p>
<p>No Brasil, nos últimos anos, temos assistido ao desenvolvimento e consolidação de negócios de impacto socioambiental. Esses empreendimentos atuam na solução de problemas sociais e ambientais a partir de uma lógica de negócios, podendo alcançar lucro, distribuir dividendos, etc. Ou seja, o que diferencia o modelo do empreendedorismo social é a intencionalidade: criar soluções que gerem impacto socioambiental. Há diversos exemplos pelo país que ilustram esse modelo em ação. O Programa Vivenda, por exemplo, atua na melhoria das condições de moradia para pessoas de baixa renda, oferecendo soluções habitacionais acessíveis. A Retalhar transforma resíduos têxteis em matéria-prima para novos produtos, contratando cooperativas de costureiras de periferias urbanas. Já a Abraço Cultural é uma escola de idiomas que tem como diferencial o corpo docente formado por refugiados, promovendo não apenas ensino de línguas, mas também a valorização da diversidade cultural e a inclusão social.</p>
<h2>Realidade local e Agenda 2030</h2>
<p>O ponto de partida de uma iniciativa de empreendedorismo social é a compreensão da realidade local, dos problemas sociais e ambientais existentes, e de quem são as pessoas que vivenciam este contexto. A participação ativa das comunidades e o reconhecimento de seus saberes na construção de soluções para os próprios problemas são passos importantes para a emancipação desses sujeitos, permitindo que os empreendimentos sociais se tornem fontes de transformação social.</p>
<p>Uma referência útil para identificarmos oportunidades de atuação dos empreendimentos sociais é a Agenda 2030, que reúne os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esses objetivos abarcam problemas globais de diferentes naturezas, presentes em maior ou menor grau nas diferentes realidades, como desigualdade, pobreza, fome, mudanças climáticas, entre outros. Por isso, as problemáticas que deram origem aos ODS podem ser fontes de potenciais negócios sociais. É necessário, portanto, examinar com profundidade como esses contextos se formam e como determinada comunidade vivencia esses desafios. Para isso, precisamos nos aproximar da realidade, conversar com as pessoas, e também analisar os dados que possam confirmar o que observamos na prática.</p>
<h2>Impacto mensurável</h2>
<p>Além de intencionalidade em construir uma solução para um problema socioambiental, um empreendimento social precisa comprovar seu impacto por meio de resultados mensuráveis. Contudo, as métricas no empreendedorismo social vão além do lucro financeiro - tradicionalmente usado para avaliar o sucesso de um negócio. Alguns exemplos de indicadores são melhoria da qualidade de vida das pessoas, geração de renda, acesso a serviços básicos e redução de impactos ambientais (como diminuição ou reaproveitamento de resíduos). A avaliação sistemática do impacto é essencial para garantir que o empreendimento social esteja, de fato, promovendo mudanças.</p>
<h2>Projeto Enactus e a atuação da Universidade na sociedade</h2>
<p>Por fim, o empreendedorismo social tem uma relação muito próxima com o papel da Universidade na sociedade. Ele contribui para a formação cidadã desenvolvida nas diferentes áreas do conhecimento por meio das ações de pesquisa, ensino e extensão. O empreendedorismo social, seja como conteúdo de sala ou como campo de investigação e prática acadêmica, nos possibilita construir uma formação conectada com as diferentes realidades sociais, culturais e econômicas. A presença de suas concepções, nos espaços formativos, permite desenvolver, nas novas gerações de profissionais, o comprometimento em construir um mundo melhor e um país mais justo.</p>
<p>Nesse sentido, o Time Enactus UFSM tem atuado como um espaço de aplicação prática para os estudantes da Universidade. A equipe foi selecionada no edital Proext-PG UFSM Além do Arco, e atualmente desenvolve iniciativas voltadas à sustentabilidade e à inclusão. Um dos projetos em andamento é voltado à educação ambiental. As ações vêm sendo realizadas em Caçapava do Sul e Santa Maria, com foco na implantação de hortas educativas voltadas para crianças. Uma cartilha educativa e um jogo interativo relacionados ao tema estão em fase de finalização para serem distribuídos nas escolas. </p>
[caption id="attachment_343" align="alignleft" width="385"]<img class=" wp-image-343" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/imagem-horta-768x1024.jpg" alt="" width="385" height="513" /> Material sobre hortas comunitárias produzido pelo Time Enactus UFSM[/caption]
<p> </p>
<p>Outro projeto está sendo desenvolvido na comunidade Passo das Tropas, uma das áreas mais afetadas pelas enchentes em Santa Maria de maio de 2024. A ação tem como público prioritário as mulheres da comunidade, embora seja aberta a outras pessoas interessadas. A proposta é realizar capacitações sobre plantio e cuidado com o porongo, incluindo a distribuição de sementes. As atividades acontecem na escola da região, com as mães dos alunos. Além disso, estão sendo promovidas oficinas de gestão, comercialização e vendas nas redes sociais, abordando temas como precificação e estratégias de mercado, com o objetivo de fortalecer a autonomia financeira das participantes e ampliar o alcance das iniciativas sociais desenvolvidas.  Mais informações podem ser conseguidas na <a href="https://www.instagram.com/timeufsm/">página de Instagram do projeto.</a></p>
<p>Texto: Debora Bobsin, professora do Departamento de Ciências Administrativas</p>
<p>Edição: Luciane Treulieb, jornalista</p>
<p>Colagem de capa: Evandro Bertol, designer </p>
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													</item>
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				<title>“Imagino uma mudança significativa na qualidade de vida das comunidades a partir da atividade produtiva dessas mulheres”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/01/23/imagino-uma-mudanca-significativa-na-qualidade-de-vida-das-comunidades-a-partir-da-atividade-produtiva-dessas-mulheres</link>
				<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 11:50:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo social]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
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		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

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						<description><![CDATA[ Time Enactus da UFSM trabalha com capacitação de mulheres e geração de renda para transformar comunidades locais
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<p><img class="size-large wp-image-278 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/01/imagem_entrevista-10_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">O fortalecimento das comunidades por meio do empreendedorismo social e da inovação é o foco do Time Enactus, uma iniciativa que integra a <a href="https://enactus.org.br/">rede Enactus</a> e busca promover o espírito de liderança dos estudantes envolvidos e o desenvolvimento de ações sociais sustentáveis. Contemplado pelo Edital Proext-PG UFSM, o projeto de extensão tem como objetivo abordar questões regionais a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atualmente, a equipe trabalha em um projeto voltado a mulheres que enfrentam dificuldades no acesso à renda, com foco em capacitações e desenvolvimento de competências, promovendo, assim, impacto social e autonomia econômica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesta entrevista, conversamos com Debora Bobsin, professora do </span><span style="font-weight: 400">Departamento de Ciências Administrativas da UFSM  e </span><span style="font-weight: 400">coordenadora do projeto, que compartilhou suas reflexões sobre os impactos esperados e a relevância da extensão universitária na formação acadêmica. Confira a seguir:</span></p>
<p><b>1) Como o projeto visa impactar a sociedade?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Time Enactus faz parte de uma rede que busca promover o espírito de liderança voltada para o desenvolvimento do empreendedorismo social, desenvolvendo os nossos estudantes. Trabalhamos por meio de ações que podem ser projetos ou iniciativas sociais na comunidade. Tínhamos uma ação chamada Florescer, que trabalhava com a educação ambiental junto às escolas. Estamos finalizando essa ação com a ideia de construir materiais didáticos para que os professores possam replicar essas atividades, sem necessitar da presença constante da equipe do projeto, ampliando assim o número de escolas impactadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, estamos iniciando um trabalho a partir de um olhar sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), identificando os potenciais e principais problemas da nossa região. Detectamos uma questão ligada à geração de renda e ao acesso ao mercado de trabalho por parte das mulheres. Assim, estamos começando a pensar em um projeto voltado a um grupo de mulheres que enfrentam dificuldades no acesso à renda. A ideia é trabalhar com capacitações, desenvolvimento de competências e também abordar questões específicas do universo feminino.</span></p>
<p><b>2) Por que isso é importante?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O que temos observado em Santa Maria são números expressivos, como, por exemplo, gravidez na adolescência. Essas meninas, muitas vezes, não continuam os estudos. Também há um índice elevado de mulheres fora do mercado de trabalho e um número significativo de mães solo. O desafio é grande, tanto para a inserção das mulheres no mercado de trabalho quanto para abordar a realidade de muitas delas que acabam empreendendo por necessidade - e não por oportunidade, pois é o que acaba restando para elas em termos de possibilidade de geração de renda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, analisamos os dados e começamos a mapear onde estão essas mulheres em Santa Maria. Nossa ideia é acessá-las e, de alguma forma, auxiliá-las, seja no acesso ao mercado de trabalho ou no desenvolvimento dos seus negócios.</span></p>
<p><b>3) Como participar de projetos de extensão influenciou a sua carreira?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não participei de muitos projetos de extensão durante a graduação, pois não era uma cultura tão presente quanto é hoje. Acabei me envolvendo com a extensão já na docência. Sempre gostei muito de atividades para além daquelas curriculares e isso influenciou a forma como vejo a extensão: como um espaço de aprendizado. Sempre tive um viés prático, e hoje a extensão alimenta minhas reflexões como pesquisadora e eu acho que esse acaba sendo um dos papéis da extensão. Ela alimenta a minha sala de aula e, a partir dela, acabei entrando em um novo campo de estudo e de olhar, que é o empreendedorismo social, com foco em inovação social e tecnologia social. Estou iniciando nesse campo, mas percebo como a extensão tem o poder de transformar o olhar sobre a pesquisa: algumas questões deixam de fazer sentido, enquanto outras passam a ter mais relevância.</span></p>
<p><b>4) Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Primeiramente, é importante pensar que muitos alunos de pós-graduação serão docentes, na sua maioria, no curto ou médio prazo, e vão se deparar com a demanda de realizar extensão, porque hoje, com a curricularização da extensão, é muito difícil um professor não precisar se envolver com isso. Então, eu acho que o edital oportuniza que esses alunos vejam a extensão como um espaço de atuação na sua futura atividade docente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, a extensão é uma mola propulsora para os nossos temas de pesquisa, ou uma forma de acessar novos problemas de pesquisa. Quando analisamos os impactos, vejo, institucionalmente, a importância de conectar nossos problemas de pesquisa com as demandas da sociedade. Esse é um aspecto de médio a longo prazo que, acredito, será cada vez mais evidente. Socialmente, acredito que se trata de oferecer ao aluno da pós-graduação uma formação mais contextualizada, que o permita enxergar o contexto ao seu redor. Assim, ele passa a observar a sociedade e a comunidade ao seu redor, questionando como suas atividades influenciam ou são influenciadas por esse entorno. Esse, acredito, é o verdadeiro papel da extensão.</span></p>
<p><b>5) Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acredito que a formação deve estar profundamente conectada à realidade local que vivenciamos, sem se isolar em si mesma, mas sendo contextualizada, questionada e reforçada. Isso acontece, em grande parte, por meio da extensão. Por isso, vejo a participação em projetos extensionistas como algo de grande influência tanto na formação acadêmica, do ponto de vista do ensino, quanto na pesquisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Do ponto de vista do ensino, temos visto uma maior integração entre extensão e sala de aula, a partir da curricularização da extensão, com atividades extensionistas vinculadas a disciplinas em muitos cursos. Assim, os alunos começam a perceber como os componentes curriculares estão diretamente conectados com problemas reais, sejam eles sociais ou ambientais. Já na pesquisa, como mencionei antes, acredito que ela deve se alimentar da extensão, pois muitos de nossos problemas de pesquisa podem surgir desse contexto. Dessa forma, criamos uma conexão importante e fechamos um ciclo valioso entre ensino, pesquisa e extensão.</span></p>
<p><b>6) Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais públicos-alvo do projeto?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não é fácil prever um cenário, ainda mais quando trabalhamos com questões como mercado de trabalho, trabalho digno e geração de renda. Mas espero ver essas mulheres, que estamos começando a ter contato, fortalecidas, com suas atividades econômicas estruturadas e uma renda que proporcione melhor qualidade de vida para elas e suas famílias. Que seus filhos possam estar na escola, sem precisar ajudar nas atividades profissionais, para que eles possam também se desenvolver e ter acesso a uma educação de qualidade. Então é isso que eu imagino: uma mudança significativa na qualidade de vida dessas comunidades a partir da atividade produtiva dessas mulheres.</span></p>
<p><em>Texto: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<p> </p>
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        </rss>
        