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				<title>UFSM impulsiona turismo rural em Palmeira das Missões</title>
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				<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 00:59:15 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Universidade auxilia produtores a transformar o cultivo tradicional da erva-mate em novas oportunidades de renda e desenvolvimento local
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <section data-id="173a39a" data-element_type="section" data-model-cid="c26"> <p>A produção de erva-mate começa a ganhar novos desdobramentos na região de Palmeira das Missões – município do noroeste do Rio Grande do Sul reconhecido como “berço da erva-mate” por uma lei estadual. O que antes era visto principalmente como atividade agrícola passou a ser entendido como oportunidade de desenvolvimento regional.</p><p>“A nossa região tem muita capacidade para o turismo”, afirma a professora Rosani Marisa Spanevello, do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM-PM. O projeto de extensão que ela coordena, chamado “Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável”, tem a proposta de transformar o ciclo da erva-mate (plantio, colheita, beneficiamento e usos culturais) em experiência para os visitantes. A iniciativa envolve uma rede formada pela Universidade, Secretaria de Cultura e Turismo de Palmeira das Missões, Emater e pela recém-criada Associação dos Ervateiros.</p></section><section data-id="5ffd12d" data-element_type="section" data-model-cid="c35"><h2 data-elementor-setting-key="title">Diagnóstico no campo revela potencial</h2></section><section data-id="44d731f" data-element_type="section" data-model-cid="c44"><figure id="attachment_71606" aria-describedby="caption-attachment-71606"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-15.06.41-225x300.jpeg" alt="" width="400" height="533" /><figcaption id="caption-attachment-71606">Equipe da UFSM percorre as propriedades junto aos produtores de erva-mate</figcaption></figure><p>Durante o segundo semestre de 2025, professores e estudantes da UFSM percorreram as propriedades das seis famílias de produtores de erva-mate que aceitaram participar do projeto para conversar com os agricultores, observar áreas de cultivo e identificar vocações para o turismo de cada lugar.<br />Os relatórios desenvolvidos após as visitas apontaram potencial para caminhadas entre ervais, demonstrações de colheita, degustação de chimarrão e atividades relacionadas à memória da produção da erva-mate. Pretende-se valorizar a história local e abrir novas alternativas de renda.<br />Para alguns produtores, o processo já provocou mudanças na percepção sobre a própria terra. “Mudou o modo de enxergar nossa propriedade”, relata Vera Lucia Friderich da Cruz, da Ervateira Gurizinho. “Para nós, que trabalhamos aqui diariamente, é só o nosso trabalho. A UFSM e a Emater nos fizeram ver que existem muitas possibilidades.”<br />Ao longo do ano, a UFSM e a Emater ofereceram capacitações sobre temas como hospitalidade rural, turismo de natureza e organização da propriedade. A conversa com especialistas ajudou a romper a ideia de que o turismo dependeria de grandes investimentos e obras complexas. Para muitas propriedades, ajustes simples, como manejo do lixo, roçada das trilhas e placas de identificação, possibilitam a criação de atividades turísticas de baixo custo e alto valor cultural.<br />De acordo com a professora Rosani, a lógica é semelhante a qualquer outra atividade econômica: produzir morangos, ovos ou laranjas também exige investimento. No turismo, a diferença está em aproveitar o que a propriedade já oferece: o ambiente natural, as histórias da família e a relação com a erva-mate.</p><h2>Primeiros roteiros começam a tomar forma </h2></section><section data-id="44fe402" data-element_type="section" data-model-cid="c6727"><p>Com base nos diagnósticos, a equipe da UFSM está ajudando os produtores a imaginar diferentes usos turísticos para cada propriedade. Para isso, utiliza ferramentas de design e imagens criadas com apoio de inteligência artificial, simulando trilhas, mirantes, casas na árvore, balanços e outros elementos. Há propriedades com ervais sombreados por árvores centenárias e outras com vocação para gastronomia, que produzem bolos e sagus com erva-mate.</p><p>“O mais interessante é o ar puro, o sossego, a sombra boa e a paisagem linda”, descreve Vera, da ervateira Gurizinho. A expectativa é oferecer aos visitantes um ambiente de simplicidade, descanso e acolhimento. “A gente espera mostrar que existe um lugar de refúgio, onde tudo é simples, mas muito bonito — e, claro, espera ter retorno financeiro”, afirma.</p></section><section data-id="62f084e" data-element_type="section" data-model-cid="c8273"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-15.06.40-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" /><figcaption>A produtora rural Vera da Cruz junto a bolos e sagu feitos com erva-mate</figcaption></figure> <figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/IA-erval.jpg" alt="" width="576" height="864" /><figcaption>"Trilha do erval" é uma das propostas de turismo rural. Imagem criada por Inteligência Artificial. </figcaption></figure></section><section data-id="40c34d2" data-element_type="section" data-model-cid="c71"><h2 data-elementor-setting-key="title">Indicação geográfica: reconhecimento que pode fortalecer o setor</h2></section><section data-id="ffd221e" data-element_type="section" data-model-cid="c80"><p>Outra frente do projeto é a discussão sobre a indicação geográfica (IG) da erva-mate produzida em Palmeira das Missões. Concedida pelo INPI, a IG funciona como um selo de origem que certifica características únicas do produto — sabor, cor, qualidade e história associadas ao território.<br />Para apresentar a ideia aos agricultores, foi realizada uma visita a Machadinho, cidade que já possui registro de IG de erva-mate. A comparação permitiu que os produtores visualizassem a potência local. “Eles perceberam, ao ver de perto, que Palmeira também têm muito potencial”, conta Rosani.<br />A professora recorre a um exemplo conhecido do público gaúcho para explicar o conceito: “O vinho pode ser produzido em vários lugares. Mas o vinho do Vale dos Vinhedos tem um sabor, uma cor, uma qualidade e uma história que são daquele território.”<br />Segundo ela, a erva-mate de Palmeira pode trilhar caminho semelhante, conquistando reconhecimento por atributos próprios. O processo, porém, exige articulação coletiva — por isso a Universidade tem apoiado os produtores na compreensão e preparação para uma futura candidatura. </p></section><section data-id="449b085" data-element_type="section" data-model-cid="c89"><h2 data-elementor-setting-key="title">Próximos passos </h2></section><section data-id="cbf7ad4" data-element_type="section" data-model-cid="c98"><p>Com os diagnósticos concluídos e as primeiras capacitações realizadas, o próximo semestre será dedicado ao planejamento das atividades experimentais. A proposta é que, durante o Festival do Carijo, que vai ser realizado em maio de 2026, a Secretaria de Cultura e Turismo promova visitas-piloto às propriedades participantes. Será uma oportunidade para testar fluxos, observar a recepção dos primeiros grupos e ajustar a estrutura para roteiros futuros.<br />Até lá, as propriedades devem realizar os pequenos ajustes sugeridos nas devolutivas elaboradas pela UFSM. A expectativa é construir um circuito inicial que permita aos visitantes vivenciar o cultivo da erva-mate e compreender a importância desse patrimônio para o território.</p><p>Repórter: Luciane Treulieb</p><p>Imagens cedidas pelo projeto</p></section>]]></content:encoded>
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				<title>UFSM impulsiona turismo rural em Palmeira das Missões</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/08/ufsm-impulsiona-turismo-rural-em-palmeira-das-missoes</link>
				<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 00:43:04 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Universidade auxilia produtores a transformar o cultivo tradicional da erva-mate em novas oportunidades de renda e desenvolvimento local
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A produção de erva-mate começa a ganhar novos desdobramentos na região de Palmeira das Missões - município do noroeste do Rio Grande do Sul reconhecido como “berço da erva-mate” por uma lei estadual. O que antes era visto principalmente como atividade agrícola passou a ser entendido como oportunidade de desenvolvimento regional.<br />“A nossa região tem muita capacidade para o turismo”, afirma a professora Rosani Marisa Spanevello, do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM-PM. O projeto de extensão que ela coordena, chamado “Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável”, tem a proposta de transformar o ciclo da erva-mate (plantio, colheita, beneficiamento e usos culturais) em experiência para os visitantes. A iniciativa envolve uma rede formada pela Universidade, Secretaria de Cultura e Turismo de Palmeira das Missões, Emater e pela recém-criada Associação dos Ervateiros. </p>		
			<h2>Diagnóstico no campo revela potencial</h2>		
		[caption id="attachment_71606" align="alignleft" width="400"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-15.06.41-225x300.jpeg" alt="" width="400" height="533" /> Equipe da UFSM percorre as propriedades junto aos produtores de erva-mate[/caption]<p>Durante o segundo semestre de 2025, professores e estudantes da UFSM percorreram as propriedades das seis famílias de produtores de erva-mate que aceitaram participar do projeto para conversar com os agricultores, observar áreas de cultivo e identificar vocações para o turismo de cada lugar. <br />Os relatórios desenvolvidos após as visitas apontaram potencial para caminhadas entre ervais, demonstrações de colheita, degustação de chimarrão e atividades relacionadas à memória da produção da erva-mate. Pretende-se valorizar a história local e abrir novas alternativas de renda.<br />Para alguns produtores, o processo já provocou mudanças na percepção sobre a própria terra. “Mudou o modo de enxergar nossa propriedade”, relata Vera Lucia Friderich da Cruz, da Ervateira Gurizinho. “Para nós, que trabalhamos aqui diariamente, é só o nosso trabalho. A UFSM e a Emater nos fizeram ver que existem muitas possibilidades.”<br />Ao longo do ano, a UFSM e a Emater ofereceram capacitações sobre temas como hospitalidade rural, turismo de natureza e organização da propriedade. A conversa com especialistas ajudou a romper a ideia de que o turismo dependeria de grandes investimentos e obras complexas. Para muitas propriedades, ajustes simples, como manejo do lixo, roçada das trilhas e placas de identificação, possibilitam a criação de atividades turísticas de baixo custo e alto valor cultural.<br />De acordo com a professora Rosani, a lógica é semelhante a qualquer outra atividade econômica: produzir morangos, ovos ou laranjas também exige investimento. No turismo, a diferença está em aproveitar o que a propriedade já oferece: o ambiente natural, as histórias da família e a relação com a erva-mate.</p>		
			<h2>Primeiros roteiros começam a tomar forma</h2>		
		<p>Com base nos diagnósticos, a equipe da UFSM está ajudando os produtores a imaginar diferentes usos turísticos para cada propriedade. Para isso, utiliza ferramentas de design e imagens criadas com apoio de inteligência artificial, simulando trilhas, mirantes, casas na árvore, balanços e outros elementos. Há propriedades com ervais sombreados por árvores centenárias e outras com vocação para gastronomia, que produzem bolos e sagus com erva-mate.</p><p> </p><p>“O mais interessante é o ar puro, o sossego, a sombra boa e a paisagem linda”, descreve Vera, da ervateira Gurizinho. A expectativa é oferecer aos visitantes um ambiente de simplicidade, descanso e acolhimento. “A gente espera mostrar que existe um lugar de refúgio, onde tudo é simples, mas muito bonito — e, claro, espera ter retorno financeiro”, afirma.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-15.06.40-768x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>A produtora rural Vera da Cruz junto a bolos e sagu feitos com erva-mate</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="576" height="864" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/IA-erval.jpg" alt="" />											<figcaption>"Trilha do erval" é uma das propostas de turismo rural. Imagem criada por Inteligência Artificial.</figcaption>
										</figure>
			<h2>Indicação geográfica: reconhecimento que pode fortalecer o setor</h2>		
		<p>Outra frente do projeto é a discussão sobre a indicação geográfica (IG) da erva-mate produzida em Palmeira das Missões. Concedida pelo INPI, a IG funciona como um selo de origem que certifica características únicas do produto — sabor, cor, qualidade e história associadas ao território.<br />Para apresentar a ideia aos agricultores, foi realizada uma visita a Machadinho, cidade que já possui registro de IG de erva-mate. A comparação permitiu que os produtores visualizassem a potência local. “Eles perceberam, ao ver de perto, que Palmeira também têm muito potencial”, conta Rosani.<br />A professora recorre a um exemplo conhecido do público gaúcho para explicar o conceito: “O vinho pode ser produzido em vários lugares. Mas o vinho do Vale dos Vinhedos tem um sabor, uma cor, uma qualidade e uma história que são daquele território.”<br />Segundo ela, a erva-mate de Palmeira pode trilhar caminho semelhante, conquistando reconhecimento por atributos próprios. O processo, porém, exige articulação coletiva — por isso a Universidade tem apoiado os produtores na compreensão e preparação para uma futura candidatura.</p>		
			<h2>Próximos passos</h2>		
		<p>Com os diagnósticos concluídos e as primeiras capacitações realizadas, o próximo semestre será dedicado ao planejamento das atividades experimentais. A proposta é que, durante o Festival do Carijo, que vai ser realizado em maio de 2026, a Secretaria de Cultura e Turismo promova visitas-piloto às propriedades participantes. Será uma oportunidade para testar fluxos, observar a recepção dos primeiros grupos e ajustar a estrutura para roteiros futuros.<br />Até lá, as propriedades devem realizar os pequenos ajustes sugeridos nas devolutivas elaboradas pela UFSM. A expectativa é construir um circuito inicial que permita aos visitantes vivenciar o cultivo da erva-mate e compreender a importância desse patrimônio para o território.</p><p> </p><p>Repórter: Luciane Treulieb</p><p>Imagens cedidas pelo projeto</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisador da UFSM colabora na conquista da Indicação Geográfica da erva-mate da região de Machadinho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/03/14/pesquisador-da-ufsm-colabora-na-conquista-da-indicacao-geografica-da-erva-mate-da-regiao-de-machadinho</link>
				<pubDate>Fri, 14 Mar 2025 10:51:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[erva-mate]]></category>
		<category><![CDATA[fitotecnia]]></category>
		<category><![CDATA[indicação geográfica]]></category>

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						<description><![CDATA[Relatórios técnicos desenvolvidos na Universidade deram suporte para o reconhecimento da IG]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/ILUSTRACAO-1.jpg"><img class="alignright wp-image-68516" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/ILUSTRACAO-1.jpg" alt="" width="461" height="307" /></a>A erva-mate, matéria-prima do tradicional chimarrão, é o alimento mais característico da cultura gaúcha. Estima-se que cerca de 100 mil toneladas da erva sejam consumidas anualmente pela população do Rio Grande do Sul, conforme o Instituto Brasileiro de Erva-Mate (Ibramate). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Tendo isso em mente, em fevereiro deste ano a região de Machadinho recebeu o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) como produtora de erva-mate, título concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). </span><span style="font-weight: 400">Segundo o INPI, “a Indicação Geográfica (IG) identifica a origem de um produto ou serviço que tem certas qualidades graças à sua origem geográfica ou que tem origem em um local conhecido por aquele produto ou serviço".</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A conquista da IG contou com o suporte científico do professor do Departamento de Fitotecnia da UFSM Dilson Bisognin, que explica o valor desse reconhecimento. “Com o tempo essa conquista trará uma maior valorização do produto, ou seja, os produtores passarão a comercializar um produto com um maior valor agregado, porque as IGs oferecem uma credibilidade de segurança e qualidade ao produto, logo o consumidor terá preferência”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, Dilson destaca que a IG reforça a valorização cultural e histórica da erva-mate em relação ao estado. “A planta da erva é a planta símbolo do Rio Grande do Sul. O chimarrão segue esse mesmo caminho, porque é a bebida tradicional da nossa região”, afirma o professor, baseando-se na Lei nº 11.929, de 20 de junho de 2003, a qual define o chimarrão como "Bebida Símbolo do Rio Grande do Sul". </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A conquista da IG de Machadinho deve-se aos relatórios técnicos que o professor da UFSM elaborou sobre a região do Alto Taquari. Ele explica que os dados recolhidos remeteram às condições edafoclimáticas dos locais, e consideraram os principais impactos na produtividade e qualidade da erva-mate. “O Alto Taquari é o polo com a maior produção do Estado. Por isso, nossas pesquisas buscam caracterizar a qualidade dos produtos dessas regiões”, argumenta. O reconhecimento da IG para o Alto Taquari também já foi solicitado, e os relatórios desenvolvidos contribuirão nesse processo de obtenção da Indicação.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Qual a importância de estudar sobre erva-mate?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">O Instituto Pasteur, fundação francesa voltada a estudos biológicos, reconhece a erva-mate como “uma das plantas mais completas do mundo”. Isso porque, segundo dados, a espécie possui cerca de 237 compostos biofuncionais, que são capazes de atuar nos processos metabólicos e reduzir o risco de surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e Alzheimer.</span></p>
[caption id="attachment_68515" align="alignleft" width="556"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/A-foto-e-de-plantas-em-producao-de-um-clone-desenvolvido-no-grupo-de-pesquisa-liderado-por-mim-aqui-na-UFSM.jpg"><img class="wp-image-68515" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/A-foto-e-de-plantas-em-producao-de-um-clone-desenvolvido-no-grupo-de-pesquisa-liderado-por-mim-aqui-na-UFSM.jpg" alt="foto quadrada colorida de duas fileiras de plantas de uma altura de cerca de 2 metros, entre elas gramíneas, ao fundo céu nublado" width="556" height="417" /></a> Plantas em produção de um clone desenvolvido no grupo de pesquisa liderado pelo professor Dilson Bisognin[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Dessa forma, Dilson argumenta que os estudos sobre a erva-mate revelam um grande potencial relacionado à saúde humana. “Temos uma série de compostos que são altamente benéficos para a nossa saúde. É um alimento e um suporte”, comenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, o professor destaca que a visibilidade, que acompanha a IG sob certo produto, aumenta o reconhecimento sobre ele. Logo, permite que a comunidade científica atente-se para ele, estude e retorne para a sociedade as descobertas favoráveis à humanidade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Erva-mate e a Universidade</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Na UFSM, os relatórios técnicos da região do Alto Taquari foram desenvolvidos no projeto de pesquisa “Melhoramento e Propagação Vegetativa de Plantas (MPVP)”, liderado por Dilson. No projeto, dentre diversas atividades, são realizados estudos sobre a genética da erva-mate e as formas de propagação da espécie. “Nós estudamos formas de clonagem e melhoramento da qualidade do produto por meio da manipulação genética. Atualmente, estamos no estágio de lançar essas plantas selecionadas e fazermos testes para ver se será possível fazer com que essa tecnologia de clonagem chegue aos produtores”, conta o docente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dilson explica que, na prática, a clonagem representa a replicação de um indivíduo. Nesse sentido, se uma planta clonada de erva-mate com alto teor cafeína, por exemplo, for inserida em uma plantação, as ervas ao redor irão replicar essa característica. Assim, segundo o pesquisador, o uso dessa tecnologia permite que haja melhor controle sobre a qualidade do produto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os avanços já são uma realidade. Em março de 2024 a UFSM firmou parceria com o Ibramate na intenção de aprimorar as pesquisas de clonagem que já ocorriam na Universidade, e levar a tecnologia para outras regiões do Rio Grande do Sul. A reportagem completa sobre o assunto pode ser conferida </span><a href="https://www.ufsm.br/2024/03/01/com-tecnica-pioneira-ufsm-inova-na-pesquisa-de-clones-de-erva-mate#:~:text=Inova%C3%A7%C3%A3o%20da%20UFSM,projeto%2C%20%C3%A9%20uma%20inova%C3%A7%C3%A3o%20significativa."><span style="font-weight: 400">aqui</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><i></i><i><span style="font-weight: 400">Texto e arte gráfica: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Foto: arquivo pessoal de Dilson Bisognin<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Com técnica pioneira, UFSM inova na pesquisa de clones de erva-mate</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2024/03/06/com-tecnica-pioneira-ufsm-inova-na-pesquisa-de-clones-de-erva-mate</link>
				<pubDate>Wed, 06 Mar 2024 13:15:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[erva-mate]]></category>
		<category><![CDATA[fitotecnia]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Melhoramento e Propagação Vegetativa de Plantas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/?p=9560</guid>
						<description><![CDATA[A UFSM e o Instituto Brasileiro de Erva-Mate (Ibramate) firmaram parceria que tem como foco a pesquisa com clones de erva-mate. Com a utilização de uma técnica na qual a Universidade é pioneira, a intenção é atingir um novo patamar no que se refere à produção destes clones, beneficiando, por meio de tecnologias de clonagem, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A UFSM e o Instituto Brasileiro de Erva-Mate (Ibramate) firmaram parceria que tem como foco a pesquisa com clones de erva-mate. Com a utilização de uma técnica na qual a Universidade é pioneira, a intenção é atingir um novo patamar no que se refere à produção destes clones, beneficiando, por meio de tecnologias de clonagem, toda a cadeia produtiva. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O professor do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais (CCR) Dilson Antônio Bisognin, coordenador do projeto e líder do Grupo de Pesquisa em Melhoramento e Propagação Vegetativa de Plantas, explica que o principal objetivo é estabelecer clones da cultura utilizando a técnica de miniestaquia e disponibilizá-los para os produtores, em parceria com o Ibramate e empresas ervateiras do Rio Grande do Sul.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Embora a UFSM já tenha diversos trabalhos desenvolvidos com indústrias do setor, a parceria com o Ibramate é mais recente: este é o segundo projeto em conjunto, com aporte de R$ 60 mil provenientes do Fundomate e prazo de duração de 24 meses. Mas o professor explica que, considerando o tempo necessário para o desenvolvimento das plantas, os resultados desses materiais poderão ser consolidados no prazo de oito a dez anos. Portanto, trata-se de um estudo de médio a longo prazo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Histórico consolidado</h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A UFSM já tem um histórico consolidado neste ramo. De acordo com Bisognin, os estudos com erva-mate no Campus Sede remontam ao início dos anos 2000, inicialmente com orientação de alunos de pós-graduação. Atualmente, no jardim clonal de erva-mate do Departamento de Fitotecnia, já são produzidas mudas. Recentemente foi concluído outro projeto, também em parceria com o Ibramate, voltado ao estudo da concentração de fitoquímicos no produto e de como isso varia nos diferentes polos ervateiros. “Aqui no Campus Sede, a erva-mate é tratada em diversos aspectos dentro da cadeia produtiva, vinculado a produtores e à indústria. Estamos buscando as principais demandas da cadeia e tentando resolvê-las”, ressalta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Centralizadas no Departamento de Fitotecnia do CCR, especialmente no&nbsp;Laboratório de Melhoramento e Propagação Vegetativa de Plantas (MPVP),&nbsp;as pesquisas relacionadas à erva-mate são interdisciplinares. O Departamento de Química, por exemplo, é parceiro para a análise de fitoquímicos e outros compostos existentes no produto, enquanto no Departamento de Solos também são realizadas análises. Já com o Setor de Paisagismo, a parceria é para a utilização da erva-mate na recomposição de áreas com plantas nativas.</p>
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<figure class="wp-block-image" id="attachment_65259"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7894-1.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7894-1.jpg" alt="" class="wp-image-65259" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Jardim clonal de erva-mate do Departamento de Fitotecnia</figcaption></figure>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>O trabalho é realizado principalmente por alunos de graduação e de pós-graduação em Engenharia Florestal da UFSM. Alguns conduzem seus projetos de dissertação e tese apoiando estes convênios firmados. Parte do projeto de mestrado da aluna Denize Gazzana, por exemplo, foi fundamental tanto para o desenvolvimento de novos clones quando para o aprimoramento da técnica de miniestaquia para a produção de mudas de erva-mate.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Estudos genéticos e a quantificação de fitoquímicos e pigmentos em folhas de plantas em produção em polos ervateiros são partes dos projetos de mestrado da Chakira Londero e de doutorado de Larissa Bitencourt junto ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“É gratificante entender como uma espécie que está presente em nossa vida desde a infância pode nos trazer diversos benefícios, e compreender os processos pelos quais isso ocorre”, afirma Chakira, que é formada em Engenheira Florestal pela UFSM Campus Frederico Westphalen e há poucos dias defendeu a dissertação intitulada “Composição de fitoquímicos e pigmentos em plantas de erva-mate cultivadas no RS”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Já Larissa estuda a variabilidade e estrutura genética da erva-mate em produção comercial no Rio Grande do Sul. “Conhecer a variabilidade genética e como se dá a sua distribuição nas populações é importante para definirmos estratégias de melhoramento para o desenvolvimento de novas cultivares, principalmente clonais, o que é inovador para a cadeia produtiva da erva-mate”, afirma a doutoranda.</p>
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<figure class="wp-block-image" id="attachment_65260"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7953.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7953.jpg" alt="" class="wp-image-65260" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Muda de erva-mate pronta para ser plantada a campo</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image" id="attachment_65261"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7936.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7936.jpg" alt="" class="wp-image-65261" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Mudas transplantadas em fase de estabelecimento, após o enraizamento da miniestaca</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image" id="attachment_65263"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7922.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7922.jpg" alt="" class="wp-image-65263" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Miniestaca já enraizada, em fase de estabelecimento, com brotações novas</figcaption></figure>
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<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Inovação da UFSM</h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A criação de clones de erva-mate por miniestaquia utilizando sistema fechado de cultivo sem solo, desenvolvido pelo coordenador do projeto, é uma inovação significativa. De acordo com ele, a miniestaquia é uma variação da técnica da estaquia, um método de propagação vegetativa de plantas que consiste no plantio de pequenas propágulos oriundos de caule, raízes ou folhas que, em condições adequadas, desenvolvem-se em novas plantas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A diferença é que a miniestaquia usa, primeiramente, pedaços de plantas menores, oriundos de plantas que já foram propagadas por alguma técnica, como a estaquia. “A miniestaquia a partir de plantas conduzidas em minijardim clonal no sistema fechado de cultivo, com areia como substrato, é uma tecnologia única da UFSM. Realizamos muitos estudos para, por exemplo, definir quando coletar essas brotações, qual é o tamanho das miniestacas, qual é o substrato que vamos utilizar para o enraizamento, quais as condições de enraizamento etc.”, destaca.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em seguida, passa-se para a etapa do clone, que é a propagação vegetativa de uma planta idealmente selecionada para as suas características. A vantagem do clone é que se trata de uma cópia genética idêntica da planta de onde foi retirada a miniestaca. “A partir do momento que identificamos uma planta que é boa para ser produzida comercialmente, nós vamos multiplicá-la e podemos produzir grandes áreas somente com aquela genética, com plantas mais produtivas, que resultem em um produto comercial de melhor qualidade”, afirma Bisognin.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A saúde de quem não dispensa um chimarrão também é uma preocupação. O professor exemplifica que, se o produto precisar de maiores teores de fitoquímicos, que são metabólitos secundários produzidos pelas plantas de erva-mate, como antioxidantes, as plantas serão trabalhadas com este direcionamento, pelos efeitos benéficos para a saúde dos consumidores.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Clones para todo o RS</h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com a produção de mudas na UFSM, deverão ser estabelecidos povoamentos clonais em várias regiões do estado. Segundo Bisognin, há cinco polos ervateiros gaúchos, e a intenção é levar os clones a cada um deles, considerando as especificidades de cada ambiente, como tipo de solo, relevo, fertilidade e disponibilidade hídrica. Na região de Venâncio Aires, por exemplo, os produtores utilizam cultivos anuais nas entrelinhas da erva-mate, o que pode afetar a produtividade e a qualidade do produto. “Temos manejos diferentes, condições diferentes, e deverá haver uma interação entre os clones que estamos produzindo e as práticas de manejo que mais se adaptam”, relata.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Vamos melhorar a produtividade e a qualidade da produção de erva-mate no Rio Grande do Sul, impactando diretamente a indústria e o produtor”, afirma o professor, lembrando que o trabalho está conectado a demandas da cadeia produtiva. O financiamento via Fundomate atesta a relevância do estudo. “Essa forte conexão com o setor produtivo nos fortalece como Instituição junto aos produtores e à indústria ervateira”, ressalta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image" id="attachment_65262"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7976.jpeg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7976.jpeg" alt="" class="wp-image-65262" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pós-graduandos do MPVP: Chakira Londero, Larissa Bittencourt e o mestrando Antônio Lunkes</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Importância para acadêmicos</h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além de representar uma forte conexão da Universidade com o setor produtivo, o projeto também irá proporcionar ainda mais o treinamento de recursos humanos por meio da pesquisa e de trabalhos a campo. “Isso permite que os alunos viagem, executem atividades a campo, enxerguem as dificuldades e os problemas e participem do processo de resolução”, afirma o professor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Chakira relata que o trabalho desenvolvido com a erva-mate durante o mestrado foi de grande importância, não só para compreender melhor a cadeia produtiva e avaliar trabalhos a campo, mas também para seu desenvolvimento acadêmico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Da mesma forma, Larissa destaca a relevância do projeto. “Ter a possibilidade de trazer informações pertinentes, que auxiliem na melhoria do setor produtivo da erva-mate do Rio Grande do Sul, é muito gratificante, e trabalhando com uma ótima equipe, com total apoio do professor e da Universidade, é mais importante ainda para meu crescimento e aprendizagem, não só acadêmica, mas pessoal também”, diz.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Texto: Ricardo Bonfanti</em><br><em>Arte: Daniel Michelon De Carli</em><br><em>Fotos: Ana Alicia Flores, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista da Agência de Notícias</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Com técnica pioneira, UFSM inova na pesquisa de clones de erva-mate</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/03/01/com-tecnica-pioneira-ufsm-inova-na-pesquisa-de-clones-de-erva-mate</link>
				<pubDate>Fri, 01 Mar 2024 10:58:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Fitotecnia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia florestal]]></category>
		<category><![CDATA[erva-mate]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Melhoramento e Propagação Vegetativa de Plantas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=65183</guid>
						<description><![CDATA[Universidade firmou parceria com o Ibramate para disponibilizar mudas para todo o estado]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/UFSM-inova-na-pesquisa-com-clones-de-erva-mate-Infografico.jpg"><img class="alignright  wp-image-65258" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/UFSM-inova-na-pesquisa-com-clones-de-erva-mate-Infografico.jpg" alt="" width="560" height="729" /></a>A UFSM e o Instituto Brasileiro de Erva-Mate (Ibramate) firmaram parceria que tem como foco a pesquisa com clones de erva-mate. Com a utilização de uma técnica na qual a Universidade é pioneira, a intenção é atingir um novo patamar no que se refere à produção destes clones, beneficiando, por meio de tecnologias de clonagem, toda a cadeia produtiva.</p>
<p>O professor do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais (CCR) Dilson Antônio Bisognin, coordenador do projeto e líder do Grupo de Pesquisa em Melhoramento e Propagação Vegetativa de Plantas, explica que o principal objetivo é estabelecer clones da cultura utilizando a técnica de miniestaquia e disponibilizá-los para os produtores, em parceria com o Ibramate e empresas ervateiras do Rio Grande do Sul.</p>
<p>Embora a UFSM já tenha diversos trabalhos desenvolvidos com indústrias do setor, a parceria com o Ibramate é mais recente: este é o segundo projeto em conjunto, com aporte de R$ 60 mil provenientes do Fundomate e prazo de duração de 24 meses. Mas o professor explica que, considerando o tempo necessário para o desenvolvimento das plantas, os resultados desses materiais poderão ser consolidados no prazo de oito a dez anos. Portanto, trata-se de um estudo de médio a longo prazo.</p>
<h3>Histórico consolidado</h3>
<p>A UFSM já tem um histórico consolidado neste ramo. De acordo com Bisognin, os estudos com erva-mate no Campus Sede remontam ao início dos anos 2000, inicialmente com orientação de alunos de pós-graduação. Atualmente, no jardim clonal de erva-mate do Departamento de Fitotecnia, já são produzidas mudas. Recentemente foi concluído outro projeto, também em parceria com o Ibramate, voltado ao estudo da concentração de fitoquímicos no produto e de como isso varia nos diferentes polos ervateiros. "Aqui no Campus Sede, a erva-mate é tratada em diversos aspectos dentro da cadeia produtiva, vinculado a produtores e à indústria. Estamos buscando as principais demandas da cadeia e tentando resolvê-las", ressalta.</p>
<p>Centralizadas no Departamento de Fitotecnia do CCR, especialmente no<span style="color: #000000;background-color: #ffffff"> Laboratório de Melhoramento e Propagação Vegetativa de Plantas (MPVP), </span>as pesquisas relacionadas à erva-mate são interdisciplinares. O Departamento de Química, por exemplo, é parceiro para a análise de fitoquímicos e outros compostos existentes no produto, enquanto no Departamento de Solos também são realizadas análises. Já com o Setor de Paisagismo, a parceria é para a utilização da erva-mate na recomposição de áreas com plantas nativas.</p>
[caption id="attachment_65259" align="alignleft" width="629"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7894-1.jpg"><img class="wp-image-65259" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7894-1.jpg" alt="" width="629" height="419" /></a> Jardim clonal de erva-mate do Departamento de Fitotecnia[/caption]
<p style="text-align: left">O trabalho é realizado principalmente por alunos de graduação e de pós-graduação em Engenharia Florestal da UFSM. Alguns conduzem seus projetos de dissertação e tese apoiando estes convênios firmados<span style="color: #000000">. Parte do projeto de mestrado da aluna Denize Gazzana, por exemplo, foi fundamental tanto para o desenvolvimento de novos clones quando para o aprimoramento da técnica de miniestaquia para a produção de mudas de erva-mate. </span></p>
<p><span style="color: #000000">Estudos genéticos e a quantificação de fitoquímicos e pigmentos em folhas de plantas em produção em polos ervateiros são partes dos projetos de mestrado da Chakira Londero e de doutorado de Larissa Bitencourt junto ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal.</span></p>
<p><span style="color: #000000">“É gratificante entender como uma espécie que está presente em nossa vida desde a infância pode nos trazer diversos benefícios, e compreender os processos pelos quais isso ocorre”, afirma Chakira, que é formada em Engenheira Florestal pela UFSM Campus Frederico Westphalen e há poucos dias defendeu a dissertação intitulada "Composição de fitoquímicos e pigmentos em plantas de erva-mate cultivadas no RS”.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Já Larissa estuda a variabilidade e estrutura genética da erva-mate em produção comercial no Rio Grande do Sul. “Conhecer a variabilidade genética e como se dá a sua distribuição nas populações é importante para definirmos estratégias de melhoramento para o desenvolvimento de novas cultivares, principalmente clonais, o que é inovador para a cadeia produtiva da erva-mate”, afirma a doutoranda.</span></p>
[caption id="attachment_65260" align="alignright" width="535"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7953.jpg"><img class="wp-image-65260" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7953.jpg" alt="" width="535" height="356" /></a> Muda de erva-mate pronta para ser plantada a campo[/caption]
[caption id="attachment_65261" align="alignright" width="535"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7936.jpg"><img class="wp-image-65261" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7936.jpg" alt="" width="535" height="356" /></a> Mudas transplantadas em fase de estabelecimento, após o enraizamento da miniestaca[/caption]
[caption id="attachment_65263" align="alignright" width="535"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7922.jpg"><img class="wp-image-65263" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7922.jpg" alt="" width="535" height="356" /></a> Miniestaca já enraizada, em fase de estabelecimento, com brotações novas[/caption]
<h3>Inovação da UFSM</h3>
<p>A criação de clones de erva-mate por miniestaquia utilizando sistema fechado de cultivo sem solo, desenvolvido pelo coordenador do projeto, é uma inovação significativa. De acordo com ele, a miniestaquia é uma variação da técnica da estaquia, um método de propagação vegetativa de plantas que consiste no plantio de pequenas propágulos oriundos de caule, raízes ou folhas que, em condições adequadas, desenvolvem-se em novas plantas.</p>
<p>A diferença é que a miniestaquia usa, primeiramente, pedaços de plantas menores, oriundos de plantas que já foram propagadas por alguma técnica, como a estaquia. "A miniestaquia a partir de plantas conduzidas em minijardim clonal no sistema fechado de cultivo, com areia como substrato, é uma tecnologia única da UFSM. Realizamos muitos estudos para, por exemplo, definir quando coletar essas brotações, qual é o tamanho das miniestacas, qual é o substrato que vamos utilizar para o enraizamento, quais as condições de enraizamento etc.", destaca.</p>
<p>Em seguida, passa-se para a etapa do clone, que é a propagação vegetativa de uma planta idealmente selecionada para as suas características. A vantagem do clone é que se trata de uma cópia genética idêntica da planta de onde foi retirada a miniestaca. "A partir do momento que identificamos uma planta que é boa para ser produzida comercialmente, nós vamos multiplicá-la e podemos produzir grandes áreas somente com aquela genética, com plantas mais produtivas, que resultem em um produto comercial de melhor qualidade", afirma Bisognin.</p>
<p>A saúde de quem não dispensa um chimarrão também é uma preocupação. O professor exemplifica que, se o produto precisar de maiores teores de fitoquímicos, que são metabólitos secundários produzidos pelas plantas de erva-mate, como antioxidantes, as plantas serão trabalhadas com este direcionamento, pelos efeitos benéficos para a saúde dos consumidores.</p>
<h3>Clones para todo o RS</h3>
<p>Com a produção de mudas na UFSM, deverão ser estabelecidos povoamentos clonais em várias regiões do estado. Segundo Bisognin, há cinco polos ervateiros gaúchos, e a intenção é levar os clones a cada um deles, considerando as especificidades de cada ambiente, como tipo de solo, relevo, fertilidade e disponibilidade hídrica. Na região de Venâncio Aires, por exemplo, os produtores utilizam cultivos anuais nas entrelinhas da erva-mate, o que pode afetar a produtividade e a qualidade do produto. "Temos manejos diferentes, condições diferentes, e deverá haver uma interação entre os clones que estamos produzindo e as práticas de manejo que mais se adaptam", relata. </p>
<p>“Vamos melhorar a produtividade e a qualidade da produção de erva-mate no Rio Grande do Sul, impactando diretamente a indústria e o produtor”, afirma o professor, lembrando que o trabalho está conectado a demandas da cadeia produtiva. O financiamento via Fundomate atesta a relevância do estudo. "Essa forte conexão com o setor produtivo nos fortalece como Instituição junto aos produtores e à indústria ervateira", ressalta.</p>
[caption id="attachment_65262" align="alignleft" width="619"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7976.jpeg"><img class="wp-image-65262" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/02/IMG_7976.jpeg" alt="" width="619" height="412" /></a> Pós-graduandos do MPVP: Chakira Londero, Larissa Bittencourt e o mestrando Antônio Lunkes[/caption]
<h3>Importância para acadêmicos</h3>
<p>Além de representar uma forte conexão da Universidade com o setor produtivo, o projeto também irá proporcionar ainda mais o treinamento de recursos humanos por meio da pesquisa e de trabalhos a campo. "Isso permite que os alunos viagem, executem atividades a campo, enxerguem as dificuldades e os problemas e participem do processo de resolução", afirma o professor.</p>
<p><span style="color: #000000">Chakira relata que o trabalho desenvolvido com a erva-mate durante o mestrado foi de grande importância, não só para compreender melhor a cadeia produtiva e avaliar trabalhos a campo, mas também para seu desenvolvimento acadêmico. </span></p>
<p><span style="color: #000000">Da mesma forma, Larissa destaca a relevância do projeto. “Ter a possibilidade de trazer informações pertinentes, que auxiliem na melhoria do setor produtivo da erva-mate do Rio Grande do Sul, é muito gratificante, e trabalhando com uma ótima equipe, com total apoio do professor e da Universidade, é mais importante ainda para meu crescimento e aprendizagem, não só acadêmica, mas pessoal também”, diz.</span></p>
<p><em>Texto: Ricardo Bonfanti</em><br /><em>Arte: Daniel Michelon De Carli</em><br /><em>Fotos: Ana Alicia Flores, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista da Agência de Notícias</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Visita técnica da Silvicultura Geral à Ervateira Valério e Viveiro Citron fortalece parcerias locais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2023/10/09/visita-tecnica-da-silvicultura-geral-a-ervateira-valerio-e-viveiro-citron-fortalece-parcerias-locais</link>
				<pubDate>Mon, 09 Oct 2023 15:40:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[erva-mate]]></category>
		<category><![CDATA[silvicultura]]></category>
		<category><![CDATA[Visita técnica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/?p=9111</guid>
						<description><![CDATA[Na última semana, a equipe da disciplina de Silvicultura Geral realizou uma visita técnica à Ervateira Valério, uma das empresas líderes na produção de erva-mate de alta qualidade na região. A visita proporcionou aos alunos uma experiência prática valiosa, enriquecendo seus conhecimentos sobre o cultivo e produção da erva-mate, tão essencial para a cultura local [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class=" wp-image-9112 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/10/09-10-23-2-300x300.jpg" alt="" width="630" height="630" />Na última semana, a equipe da disciplina de Silvicultura Geral realizou uma visita técnica à Ervateira Valério, uma das empresas líderes na produção de erva-mate de alta qualidade na região. A visita proporcionou aos alunos uma experiência prática valiosa, enriquecendo seus conhecimentos sobre o cultivo e produção da erva-mate, tão essencial para a cultura local e nacional.</p>
<p>O grupo também teve a oportunidade de conhecer o Viveiro Citron, do produtor Marcelo, especializado na produção sombreada de mudas de plantas nativas, que é fornecedor de matéria-prima para a erva-mate padrão nativa. A troca de conhecimentos durante essas visitas fortaleceu os laços entre a universidade e as empresas locais, promovendo uma colaboração eficaz entre a academia e o setor produtivo.</p>
<p>A professora Maristela Araújo, coordenadora do Laboratório de Silvicultura e Viveiro Florestal da UFSM e professora da disciplina, expressou sua gratidão pelo apoio recebido do secretário de Agricultura de Ilópolis, Jurandir Marques. O apoio do secretário tem sido fundamental para o crescimento contínuo do setor ervateiro na região, tornando-se um grande amigo e apoiador da UFSM.</p>
<p>A visita técnica contou com a presença dos alunos da UFSM, cujo interesse e dedicação às informações sobre o cultivo e produção da erva-mate são dignos de elogios. A professora Maristela não poupou elogios aos alunos, destacando sua educação exemplar e entusiasmo pelo aprendizado.</p>
<p>A equipe da UFSM também expressou sua gratidão ao motorista Anselmo "Toko", cuja condução segura tornou a visita possível, proporcionando aos alunos uma experiência educacional inesquecível. Além disso, a presença de Alexsandra Quevedo, representante da defesa fitossanitária no grupo, enriqueceu as discussões e contribuiu para uma compreensão mais profunda dos desafios enfrentados pelo setor.</p>
<p>Essa visita técnica não apenas enriqueceu o conhecimento dos alunos, mas também fortaleceu as parcerias locais, promovendo o desenvolvimento sustentável da indústria ervateira em Ilópolis e região. A colaboração contínua entre a academia e o setor produtivo é essencial para o crescimento econômico e a preservação das tradições locais.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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