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				<title>Isolamento e repressão: como a ditadura militar afetou as escolas rurais do Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/12/30/isolamento-e-repressao-como-a-ditadura-militar-afetou-as-escolas-rurais-do-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Mon, 30 Dec 2024 12:27:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Nos 60 anos do golpe civil-militar, o pós-doutor em Educação pela UFSM Darciel Pasinato relembra como as comunidades afastadas dos grandes centros urbanos foram afetadas pelo período]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Na madrugada do dia 31 de março de 1964, foi deflagrado o golpe militar contra o governo legalmente constituído do presidente João Goulart. A iniciativa contou com apoio de parte da população, sobretudo aquela que participou da Marcha da Família com Deus Pela Liberdade, passeatas que ocorreram entre março e junho do mesmo ano. Se é possível visualizar no imaginário coletivo a imagem de violência e resistência do período ditatorial, nas cidades de interior, e, ainda mais, nas localidades rurais, a falta de acesso à informação e o isolamento destas comunidades fez com que os efeitos do período fossem outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">É sobre isso que o artigo </span><a href="https://www.scielo.br/j/rbhe/a/NZ4k6MDSmXNLT9H7swq6gkf/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">“Histórias e Narrativas de Professores de Uma Escola Rural no Contexto da Ditadura Civil-militar Brasileira</span></a><span style="font-weight: 400"><a href="_wp_link_placeholder">”</a>, de autoria de Darciel Pacinato, Jorge Luiz da Cunha e Rosangela Fritsch. Ao entrevistar professores que atuavam na escola Escola Frei Anselmo, situada na comunidade de Linha Floresta, no interior de Selbach, um município do norte do Rio Grande do Sul, o trabalho reflete como isolar essas pessoas, tanto das notícias quanto de conhecimento histórico e cultural, fazia parte do plano dos militares.</span></p>
<h3>Professores mantidos em silêncio</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, os professores vivam em um ambiente de controle rígido e censura. Eles não tinham autonomia para abordar temas sociais, políticos ou econômicos em sala de aula, pois os conteúdos vinham pré-definidos pelo regime. Se não seguissem a cartilha do governo, os professores podiam ser perseguidos e demitidos, eram vistos como agitadores e afastados de suas funções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Darciel Pacinato, pós-doutor em Educação pela UFSM, destaca que outra dificuldade era o isolamento das comunidades nessa época, já que não existia energia elétrica em todas as casas e muito menos rádios e televisões. O pesquisador comenta que, para muitas comunidades rurais, a repressão e a violência registradas nos grandes centros era uma realidade muito distante. E esse isolamento contribui para um discurso utilizado até hoje, segundo o qual a repressão da ditadura foi invenção midiática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar dessas restrições, alguns professores conseguiram, de forma sutil, introduzir reflexões críticas em suas aulas. Eles utilizavam estratégias como o incentivo à leitura, redação e interpretação de textos, explorando questões que estimulavam o pensamento crítico sem confrontar diretamente o regime. Atividades culturais e artísticas, como canto e desenho, também eram empregadas para promover expressões criativas e interpretações do mundo, sem atrair a atenção das autoridades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A relação dos professores com a comunidade local também era uma ferramenta importante. Muitos docentes viviam na mesma região que os alunos, o que facilitava a construção de vínculos de confiança. Esse envolvimento permitia que debates informais e discussões significativas ocorressem fora do ambiente controlado da sala de aula, o que promovia uma resistência silenciosa ao autoritarismo.</span></p>
<h3>O físico e o esporte: preocupação fundamental dos militares</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Enquanto disciplinas como artes, literatura e história eram suprimidas durante a ditadura, o regime investiu no desenvolvimento físico dos alunos, sobretudo incentivando a prática esportiva. Essa medida fazia parte de um esforço para moldar o comportamento dos jovens e afastá-los de possíveis protestos e atividades subversivas. No contexto da Escola Frei Anselmo, o esporte era uma atividade central, com eventos regionais que reuniam dezenas de escolas e centenas de alunos para competições em modalidades como futebol, vôlei, atletismo, handebol e basquete.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esse incentivo do regime não era simplesmente uma preocupação com a saúde dos alunos, mas reflete a estratégia de utilizar atividades físicas para promover disciplina, ordem e integração social, para, assim, desviar a atenção dos jovens de questões políticas. Além disso, uma das intenções da ditadura para a política internacional do Brasil era destacar o país como uma potência esportiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esse objetivo foi, em parte, alcançado com o Brasil se consagrando tricampeão da Copa do Mundo em 1970. Essa vitória foi amplamente utilizada pelo então presidente da ditadura militar, Emílio Médici, para promover o regime e ocultar a repressão. Campanhas como </span><span style="font-weight: 400">“Brasil, ame-o ou deixe-o” </span><span style="font-weight: 400">ganharam mais força ainda com a vitória da seleção. Entretanto, dentro de campo, os jogadores eram inibidos a se envolver com questões políticas e, muitos deles, tiveram noção do que realmente significava a ditadura militar depois da Copa de 1970.</span></p>
<h3>UFSM e os estudos em história da educação </h3>
<p><span style="font-weight: 400">Um dos autores do artigo tema desta matéria é o professor e pesquisador Jorge Luiz da Cunha, que <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ce/2024/09/25/materia-especial-para-sempre-na-historia-vida-e-legado-do-prof-jorge-cunha" target="_blank" rel="noopener">faleceu em agosto de 2024, aos 65 anos</a>. Jorge tinha centenas de trabalhos publicados e era reconhecido pela contribuição aos estudos sobre a história da imigração e colonização alemã, mas também teve sua trajetória marcada pelo comprometimento com o ensino, pesquisa, extensão e gestão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Jorge foi orientador de Darciel em seu pós-doutorado na UFSM. O ex-aluno lembra do professor com muito carinho e destaca que o contato com Jorge o influenciou a produzir estudos que conversam com diversas áreas da sociedade e não fiquem restritos ao âmbito acadêmico. A outra autora do artigo, Rosângela Fritsch, é professora na Unisinos.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Clarisse Amaral, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias<br /></span></em><em><span style="font-weight: 400">Arte gráfica: Daniel Michelon De Carli<br /></span>Edição: Ricardo Bonfanti</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Projeto Flores para Todos é iniciado em escola de Júlio de Castilhos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/03/13/projeto-flores-para-todos-e-iniciado-em-escola-de-julio-de-castilhos</link>
				<pubDate>Fri, 13 Mar 2020 11:03:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[Equipe Phenoglad]]></category>
		<category><![CDATA[escolas rurais]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Flores para todos]]></category>
		<category><![CDATA[floricultura]]></category>

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						<description><![CDATA[A Equipe PhenoGlad da UFSM esteve na quarta-feira (11) na Escola Estadual de Ensino Fundamental Carlos Gomes, na comunidade de Três Mártires, em Júlio de Castilhos, para dar inicio ao projeto Flores para Todos na escola. Foi realizado o plantio de 200 bulbos de gladíolos, que irão ornamentar a festa de aniversário da escola, em [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_51422" align="alignright" width="501"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/03/unnamed.jpg"><img class="wp-image-51422" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/03/unnamed.jpg" alt="Foto colorida horizontal mostra algumas crianças agachadas realizando o plantio em um canteiro, enquanto três mulheres, em pé, acompanham" width="501" height="376" /></a> Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Carlos Gomes participaram do plantio[/caption]
<p id="m_-6128006170266811551yMail_cursorElementTracker_1584069076165">A Equipe PhenoGlad da UFSM esteve na quarta-feira (11) na Escola Estadual de Ensino Fundamental Carlos Gomes, na comunidade de Três Mártires, em Júlio de Castilhos, para dar inicio ao projeto Flores para Todos na escola. <span style="font-size: inherit">Foi realizado o plantio de 200 bulbos de gladíolos, que irão ornamentar a festa de aniversário da escola, em junho. Participaram da atividade as professoras e os alunos da escola. </span></p>
<p><span style="font-size: inherit">Antes de ir para o campo e "botar a mão na terra", os alunos de todos os anos tiveram uma explicação do coordenador do projeto e da Equipe PhenoGlad, o professor do Centro de Ciências Rurais (CCR) da UFSM Nereu Augusto Streck, sobre o que é o projeto e a abrangência nacional das ações em escolas e agricultores familiares. O escritório municipal da Emater de Júlio de Castilhos também participou dos trabalhos, por meio da extensionista Elizangela Zancan.</span></p>
<div id="m_-6128006170266811551yMail_cursorElementTracker_1584069187608">
<p id="m_-6128006170266811551yMail_cursorElementTracker_1584069448753">O projeto Flores para Todos será uma das estações do dia de campo que será realizado na escola no dia 4 de junho, ocasião em que os resultados colhidos pelo esforço e dedicação de professores e alunos serão apresentados para a comunidade. </p>
<p id="m_-6128006170266811551yMail_cursorElementTracker_1584069482430"><span style="font-size: inherit">Em dois anos (2018 e 2019), 10 escolas do campo receberam o projeto Flores para Todos nos três estados do Sul do Brasil. Para 2020, seis novas escolas já estão confirmadas para receber este projeto nacional para ajudar na formação dos jovens do campo.</span></p>
<p><em>Foto: Divulgação</em></p>
</div>
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