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				<title>Um tempo de espera, um tempo de infância: extensão universitária que acolhe, brinca, humaniza e transforma</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2026/07/06/um-tempo-de-espera-um-tempo-de-infancia-extensao-universitaria-que-acolhe-brinca-humaniza-e-transforma</link>
				<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:20:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[extensão prisional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório de Direitos Humanos]]></category>
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						<description><![CDATA[Na manhã gelada do quarto sábado de junho,  da Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM), sob um céu inicialmente nublado, o frio foi sendo suavizado pela presença curiosa das crianças, pelos olhares atentos e pelas descobertas compartilhadas. Realizada mensalmente durante o horário de visita de crianças a seus familiares privados de liberdade, essa ação é [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Na manhã gelada do quarto sábado de junho,  da <strong>Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM)</strong>, sob um céu inicialmente nublado, o frio foi sendo suavizado pela presença curiosa das crianças, pelos olhares atentos e pelas descobertas compartilhadas. Realizada mensalmente durante o horário de visita de crianças a seus familiares privados de liberdade, essa ação é idealizada pelo Observatório de Direitos Humanos (ODH/UFSM) e reafirma o compromisso da universidade com a defesa dos direitos das crianças.</p>		
													<img width="1024" height="634" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/07/image-e1783363699850-1024x634.jpeg" alt="" />													
		<p>É nesse contexto que, mensalmente, durante o horário de visita de crianças a seus familiares privados de liberdade na PESM, acontece uma ação idealizada pelo ODH da UFSM. Mais do que uma ação extensionista, trata-se de um compromisso ético da universidade com a promoção dos direitos das crianças, com a defesa da dignidade humana e com a construção de práticas que reconhecem as infâncias em sua potência, sensibilidade e capacidade de produzir cultura. Ao longo dos meses, aquele espaço de espera deixou de ser apenas um local de passagem, tornou-se um território de infância. Um lugar onde o tempo ganha outro significado, onde a ansiedade da espera é delicadamente atravessada pelo brincar, pela literatura, pela imaginação, pela arte e pelas relações que se constroem entre crianças.</p><p>Essa ação é fortalecida pelo envolvimento de projetos de extensão fomentados e incentivados pelo ODH, entre eles <strong>Experiências Literárias com Bebês e Crianças Bem Pequenas</strong>, desenvolvido pela Unidade de Educação Ipê Amarelo (UEIA) com apoio do FIEX, e <strong>Materiais que se Transformam em Brinquedos</strong>, também vinculado à Unidade e apoiado pelo Observatório. Juntos, os projetos constroem experiências que reconhecem o brincar como linguagem, a literatura como direito e a escuta das crianças como princípio educativo. Durante aproximadamente três horas, bebês, crianças e adolescentes encontram um ambiente cuidadosamente preparado para acolhê-los em sua integralidade.  Não se trata apenas de oferecer atividades para ocupar o tempo. Trata-se de reconhecer que aquele tempo também lhes pertence e que a infância não pode ser suspensa, mesmo quando atravessada por contextos de grande complexidade.</p><p style="text-align: left">As aprendizagens acontecem em gestos aparentemente simples, mas profundamente significativos. Surgem nas hipóteses construídas durante as brincadeiras, no olhar curioso que investiga cada material, nas mãos pequenas que exploram o brilho e o som do celofane, nos rostos que ganham novos personagens por meio da pintura facial e nas inúmeras possibilidades criadas com blocos de madeira, canos de PVC, cilindros e outros materiais naturais e de largo alcance. </p>
<p>Cada material disponibilizado carrega um convite silencioso para explorar o mundo. As mãos pequenas deslizam pelo brilho e pela textura do celofane, observam a transparência das cores, experimentam sons e movimentos. Os canos de PVC deixam de ser apenas tubos e transformam-se em  pontes, túneis ou instrumentos musicais. Os blocos de madeira tornam-se casas,  estradas e mundos imaginários. As materialidade ganham novas funções a cada olhar infantil, despertam hipóteses, perguntas e narrativas que somente as crianças são capazes de inventar. </p>		
													<img width="1024" height="958" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/07/image-1-e1783364030163-1024x958.jpeg" alt="" />													
													<img width="613" height="840" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/07/image-2-e1783364527868.jpeg" alt="" />													
		<p>Também há espaço para as histórias compartilhadas, para a pintura facial que transforma rostos em personagens, para os livros que circulam de colo em colo e para os diálogos que nascem espontaneamente entre uma brincadeira e outra. São pequenos acontecimentos que revelam a potência da infância e a extraordinária capacidade das crianças de reinventarem os espaços que habitam.</p><p>Ali, a espera deixa de ser apenas espera, ela se converte em experiência, em possibilidade, em encontro. Mais do que oferecer materialidades, esse espaço reafirma a dignidade das infâncias. Reconhece bebês e crianças como sujeitos de direitos, produtores de cultura, capazes de interpretar o mundo, construir conhecimentos, estabelecer vínculos, criar hipóteses, elaborar sentimentos e atribuir novos significados às experiências que vivem.</p><p>A cada encontro, também os adultos são transformados. Quem participa da ação extensionista aprende que acolher uma infância é muito mais do que organizar materiais ou propor brincadeiras. É disponibilizar presença. É oferecer tempo. É olhar nos olhos, escutar com sensibilidade e compreender que cada sorriso, cada gesto, cada silêncio e cada descoberta carregam histórias que merecem respeito.</p><p>É impossível permanecer o mesmo depois de testemunhar o brilho nos olhos de uma criança ao encontrar um livro que desperta sua curiosidade, ao observar a delicadeza com que mãos pequenas transformam objetos simples em brinquedos ou ao perceber que, por algumas horas, aquele espaço deixa de ser marcado pela espera e passa a ser ocupado pela alegria de ser criança. O sorriso espontâneo diante de uma história compartilhada ou a delicadeza de mãos pequenas que, ao tocar um objeto, parecem reinventar não apenas aquele material, mas também o próprio mundo.</p>		
													<img width="628" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/07/image-4-e1783365026740-628x1024.jpeg" alt="" />													
													<img width="829" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/07/image-5-e1783365171627-829x1024.jpeg" alt="" />													
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		<p>Talvez seja essa uma das maiores contribuições da extensão universitária: construir pontes entre a universidade e a comunidade, aproximando o conhecimento acadêmico das realidades sociais e produzindo experiências que transformam a todos os envolvidos. Não apenas porque ensinam, mas porque sensibilizam; aprendem com as histórias, os afetos e as formas de existir de cada criança. Estar com as infâncias na PESM é reafirmar, a cada encontro, que o direito de brincar, imaginar, criar, ler, explorar e ser acolhido não conhece muros. É reconhecer que toda criança merece viver experiências de cuidado, pertencimento e dignidade, independentemente do contexto em que se encontre. Porque a infância continua existindo mesmo nos lugares de espera. E quando encontra adultos dispostos a acolhê-la com respeito, sensibilidade e compromisso, transforma não apenas o tempo, mas também as pessoas e os espaços que habita.</p><p><strong>Texto:</strong> Jane Schumacher, Chefe ODH/UFSM.</p><p><strong>Revisão:</strong> Kelly Duarte, Bolsista de Comunicação ODH/UFSM.</p><p><b>Imagens:</b> Acervo dos projetos de extensão Experiências Literárias com Bebês e Crianças bem pequenas (FIEX/UFSM) e Materiais que se Transformam em Brinquedos (ODH/UFSM).</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Encontro aberto do Grupo Temático de Extensão Prisional acontece no dia 21 de outubro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/10/16/encontro-aberto-do-grupo-tematico-de-extensao-prisional-acontece-no-dia-21-de-outubro</link>
				<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 13:51:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[extensão prisional]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento debaterá ações financiadas por editais do ODH e discutirá sobre o livro "Encarceramento em Massa"]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="auto">O Grupo Temático de Extensão Prisional, vinculado ao Observatório de Direitos Humanos (ODH), realizará um encontro aberto no dia 21 de outubro, segunda-feira, às 10h, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Extensão, localizada no 9º andar da reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). </p>
<p dir="auto">O evento visa promover o diálogo sobre as ações de extensão financiadas pelo edital de fomento do ODH, que atuam nas instituições penais do estado. Essas iniciativas são amparadas pelo convênio estabelecido entre a UFSM e a Superintendência de Serviços Penitenciários (SUSEPE) desde 2022. </p>
<p dir="auto">Além das discussões sobre as ações de extensão, será realizada uma discussão sobre o livro "Encarceramento em Massa", da autora Juliana Borges. A obra explora temas como prisão, punição, superencarceramento, gênero e racismo, proporcionando uma reflexão crítica sobre a realidade prisional.</p>
<p dir="auto">A participação é aberta a todos os interessados.</p>
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													</item>
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