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				<title>A cultura redpill na vida escolar e digital de jovens brasileiros</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/18/cultura-redpill</link>
				<pubDate>Mon, 18 May 2026 13:17:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[cultura redpill]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[discurso de ódio]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>
		<category><![CDATA[redpill]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisa aponta crescimento de conteúdos misóginos na internet enquanto especialistas alertam para impactos entre adolescentes
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Destaque-1024x683.jpg" alt="Ilustração com fundo azul-marinho escuro e várias cápsulas vermelhas espalhadas pela imagem, em referência à estética da cultura “redpill”. A composição é minimalista, com contraste entre o vermelho intenso das pílulas e o fundo escuro." />													
		<p>Era 1999 quando o termo <i>redpill </i>nasceu. Em português, significa “pílula vermelha”, e apareceu pela primeira vez no filme <i>Matrix</i>. No contexto do longa, o personagem Neo é indagado por Morpheus a escolher entre dois caminhos, a <i>redpill</i>, onde há uma realidade fora da matrix (universo artificial) e a <i>bluepill </i>(pílula azul), onde seguiria em uma vida ilusória e submissa àquela realidade falsa. Neo escolheu a <i>redpill</i>.</p><p>Fora do contexto cinematográfico, a palavra <i style="color: #000000;font-size: 1rem">redpill</i> ganhou um significado completamente diferente, mas ainda relacionado. Por volta de 2010, o termo passou a ser usado nos cantos da internet para representar uma cultura onde os homens são submissos às mulheres que, nas teorias deste grupo, acreditam viver em uma sociedade controlada por mulheres.</p><p>Assim como no filme, o efeito da <i>redpill</i>, que seria a libertação das amarras submissas, é associado à libertação dos homens na busca pela aceitação feminina. Hoje, o contexto é ainda mais preocupante. Isso porque, essa subcultura tem ganhado cada vez mais espaço na internet e, de certa forma, obtém “aprovação” para legitimar ideias misóginas, infelizmente permitidas pela pouca regulamentação no mundo digital e pela atuação pouco eficaz das plataformas. </p><p>A professora do Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e pesquisadora sobre criança e adolescente na sociedade informacional Rosane Leal da Silva explica que a chamada cultura <i>redpill</i> não é um fenômeno recente, mas que passou a ganhar maior visibilidade com a ampliação das redes sociais e do engajamento digital. Para ela, trata-se de uma reação às transformações nas relações de gênero. “Esse movimento representa uma certa agonia do patriarcado”, explica à Agência de Notícias. </p><p>Conforme a pesquisadora, esse cenário está relacionado ao empoderamento das mulheres nas últimas décadas. Rosane aponta que parte dos homens que aderem a esses discursos tende a deslocar frustrações pessoais para as mulheres. “É um movimento que reúne homens que passam a se sentir e atribuir a responsabilidade muitas vezes pelos seus fracassos”, contextualiza. Ela acrescenta que isso se conecta a uma nostalgia de relações hierárquicas. “É muito confortável ter mulheres que ficam em casa, que são submissas, que se mantêm à disposição do marido e são tratadas como objetos”, observa.</p><p>A pesquisadora destaca também que esses discursos se organizam em ambientes digitais, onde encontram maior alcance e reforço. “Esse movimento é como uma resposta a esse empoderamento das mulheres e vai reunindo esses homens que se sentem incomodados com esse perfil de atuação”, explica. Segundo Rosane, as redes sociais funcionam como espaço de encontro e amplificação dessas ideias, muitas vezes baseadas em ódio e violência simbólica.</p><p>Dados da SaferNet Brasil mostram que a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos recebeu 87.689 denúncias únicas em 2025, um aumento de 28,4% em relação ao ano anterior. Entre as categorias monitoradas, a misoginia apresentou uma das maiores altas proporcionais, evidenciando o crescimento de conteúdos que promovem hostilidade, humilhação e violência contra mulheres no ambiente digital.  </p><p>O problema também foi identificado em pesquisa do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o Ministério das Mulheres. Em apenas 28 dias de monitoramento, o estudo analisou 1.565 anúncios considerados problemáticos, irregulares ou ilegais em plataformas como Facebook e Instagram, ambas mantidas pela Meta. Entre os anúncios, 44,3% continham reforço de estereótipos de gênero, machismo e objetificação da mulher. </p><p>A pesquisadora também chama a atenção para o papel dos algoritmos na propagação desses conteúdos. “As redes sociais têm potencializado esses discursos, porque o algoritmo percebe que temáticas que geram afeto, inclusive o ódio, mobilizam os espectadores”, constata. Para a professora Rosane, isso contribui para a formação de bolhas digitais. “As pessoas vão se colocando cada vez mais dentro de uma bolha, em um universo que dissemina violência”, observa.</p><p>Conforme a pesquisadora, essa dinâmica pode levar à naturalização de discursos misóginos. “Essa violência vai se naturalizando, assim como responsabilizar as mulheres pelas suas frustrações vai se naturalizando também”, pontua. Rosane acrescenta que há uma construção de identidade masculina baseada em poder e dominação: “eles recuperam essa visão de homem forte, um macho alfa que vai atuar e que é o detentor desse poder nas relações”.</p>		
													<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Infografico-1-1-1024x683.jpg" alt="Infográfico com fundo azul-marinho e cápsulas vermelhas espalhadas pela imagem. O título “MISOGINIA NA INTERNET” aparece em letras maiúsculas. A arte destaca dados da SaferNet Brasil sobre o aumento de denúncias de misoginia online em 2025, incluindo o número de 87.689 denúncias únicas e crescimento de 28,4% em relação ao ano anterior." />													
		<h2><strong>Violência materializada: uma mulher é violentada a cada seis minutos no Brasil</strong></h2><p>No contexto da cultura <i>redpill</i>, a violência contra a mulher continua em alta no Brasil. De acordo com o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2025 com dados referentes a 2024, o país registrou 1.492 feminicídios, o maior número desde que esse crime ganhou nome em 2015. A maioria das vítimas era negra (64%), tinha entre 18 e 44 anos (70%) e foi morta dentro de casa (64%), geralmente pelo companheiro ou ex-companheiro (80%). </p><p>No mesmo período, também foram contabilizados 87.545 casos de estupro e estupro de vulnerável, o maior número da série histórica, o que representa uma média de uma mulher ou menina violentada a cada seis minutos no país. Especialistas apontam que esses números refletem a persistência de uma cultura de misoginia e controle sobre o corpo e a autonomia feminina, frequentemente reforçada por discursos disseminados nas redes sociais e em comunidades masculinistas, como a chamada cultura<i style="color: #000000;font-size: 1rem"> redpill.</i>  </p><p>As raízes do problema não estão limitadas aos adultos. Hoje o problema tem começado cedo, além das redes e, inclusive, nas escolas. Embora não existam estatísticas oficiais que revelem diretamente a adesão de adolescentes à cultura <i style="color: #000000;font-size: 1rem">redpill</i>, os indicadores de violência escolar ajudam a dimensionar o terreno em que discursos misóginos encontram espaço para se disseminar. </p><p>Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)em 2026 com base em informações coletadas em 2024, mostram que 39,8% dos estudantes de 13 a 17 anos já sofreram bullying, 27,2% relataram humilhações recorrentes e 16,6% afirmaram ter sido agredidos fisicamente por colegas. Entre as meninas, o percentual de vítimas de bullying chega a 43,3%. </p><p>Em paralelo, uma pesquisa com professores apontou que sete em cada dez docentes já presenciaram episódios de assédio ou agressão contra alunas no ambiente escolar. O cenário é agravado pela dificuldade das instituições de ensino em enfrentar essas situações: levantamento da Fundação Carlos Chagas revelou que 71,7% dos gestores escolares relatam obstáculos para lidar com casos de violência, racismo e bullying. </p><p>Essa realidade faz com que Rosane destaque onde a cultura redpill têm chegado. “Esse conteúdo tem chegado até adolescentes e jovens nos mesmos grupos que eles frequentam e navegam”, explica. A docente ainda complementa que há sinais comportamentais dessa influência: “o menino passa a ter um comportamento mais rude, mais grosseiro, mais agressivo, resultado dessa radicalização”.</p><p>Para o psicólogo e mestrando em Psicologia pela UFSM Emanuel Chiamenti, a adolescência é um período particularmente vulnerável a esse tipo de discurso justamente porque envolve a construção da identidade e das referências de masculinidade e feminilidade. Segundo o pesquisador, os jovens atravessam mudanças corporais, sociais e emocionais enquanto tentam compreender “o que significa ser homem” e o que se espera deles dentro das relações sociais. “As redes sociais, a escola, a religião e a família acabam oferecendo respostas prontas para essas dúvidas. O adolescente tenta encontrar um lugar simbólico diante dessas normas”, esclarece o pesquisador.</p><p>Emanuel afirma que a adesão a discursos extremistas não pode ser entendida apenas individualmente, mas como resultado de atravessamentos sociais e subjetivos. “Quando existe uma fragilidade narcísica, marcada por sentimentos de fracasso, inadequação e desamparo, alguns sujeitos tendem a buscar discursos rígidos e extremistas para reafirmação identitária”, diz. Segundo ele, comunidades masculinistas oferecem sensação de pertencimento, inimigos declarados e uma ideia de recuperação de um suposto poder perdido.</p><p>A professora Rosane alerta para os impactos desse fenômeno nas relações sociais e de gênero. “Esse discurso silencia e amedronta mulheres”, descreve. Ela observa que isso afeta diretamente o desenvolvimento e a segurança emocional das vítimas, além de prejudicar relações de confiança. Já Emanuel considera que o ambiente digital ocupa hoje um papel central na formação subjetiva dos adolescentes. “O inconsciente se constitui nas relações com o outro, com imagens, discursos e identificações. As redes sociais atravessam significativamente nossos ideais de eu, aquilo que sentimos que deveríamos ser”, aponta.</p><p>O psicólogo explica que a cultura redpill radicaliza modelos tradicionais de masculinidade, associados ao domínio, poder financeiro, controle emocional e autoridade sobre as mulheres. “Há um ressentimento com as transformações sociais das últimas décadas e com a maior liberdade feminina. Alguns homens passam a interpretar essas mudanças como perda de poder”, analisa Emanuel no mesmo sentido que a professora Rosane.</p><p>Para o mestrando, embora exista um discurso sobre uma suposta “crise da masculinidade”, o fenômeno está profundamente ligado às transformações econômicas e sociais contemporâneas. “O capitalismo não está dando aos homens aquilo que prometeu: estabilidade financeira, capacidade de prover sozinho uma família e poder absoluto. Muitos acabam deslocando essa frustração para as mulheres e para o feminismo”, frisa.</p>		
													<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Infografico-2png-1024x683.jpg" alt="Infográfico com fundo azul-marinho e detalhes em vermelho e branco. O título “VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS” aparece em destaque. A imagem apresenta dados da pesquisa PeNSE sobre bullying, humilhações e agressões entre estudantes de 13 a 17 anos, além do percentual de meninas vítimas de bullying. Cápsulas vermelhas aparecem na parte inferior da arte." />													
		<h2><b>Os papéis sociais e o debate nas escolas</b></h2><p>A professora Rosane Leal defende que a escola deve atuar diretamente na prevenção e no enfrentamento desses discursos. “É papel da escola trazer essa pauta, discutir, ver como estão as relações dentro da sala de aula e proporcionar rodas de conversa”, destaca. Ela também enfatiza a importância de mostrar os impactos: “especialmente mostrando os impactos que isso causa na vítima, no seu sofrimento, no seu adoecimento”.</p><p>Emanuel também defende que a escola precisa ser compreendida como um espaço de formação humana e não apenas de transmissão de conteúdo. De acordo com o psicólogo, discutir gênero e relações afetivas não significa “ensinar alguém a ser algo”, mas criar condições para que adolescentes reflitam criticamente sobre normas sociais naturalizadas. “A escola participa disso tanto ao abordar o tema explicitamente quanto ao silenciar”, compara. Para Emanuel, a educação tem um papel importante na construção de relações menos violentas, principalmente por oferecer experiências coletivas, diálogo e mediação crítica, algo que as redes sociais frequentemente não conseguem proporcionar.</p><p>No campo jurídico, a professora relaciona esses discursos a diferentes formas de violência previstas na legislação brasileira. “Não se trata de uma mera brincadeira e é papel também da escola e das famílias chamar atenção sobre isso”, alerta. Ela cita que essas condutas podem configurar crimes como feminicídio, lesão corporal, estupro, importunação sexual, assédio, perseguição e violência psicológica.</p><p>Rosane ressalta que essas violências frequentemente se interligam e podem se agravar. “É muito difícil ter uma situação de violência psicológica que depois não derive para uma violência física”, pondera. Para ela, esse conjunto de práticas evidencia a gravidade do fenômeno e sua relação com o aumento de casos de violência contra mulheres.</p><p>Apesar do crescimento desses discursos, Emanuel acredita que crenças misóginas podem ser desconstruídas, especialmente durante a adolescência. “A subjetividade nunca está completamente pronta. O sujeito continua sendo atravessado por novos afetos, experiências e formas de pertencimento”, explica.</p><p>De acordo com ele, espaços de escuta e acolhimento são fundamentais para enfrentar a radicalização masculina. “Não se trata de validar discursos violentos, mas de compreender a função psíquica que eles ocupam para aquele adolescente. É preciso criar possibilidades de elaboração emocional, responsabilização e construção de formas mais saudáveis de relação com o outro”.</p><p><b><i>Texto e artes gráficas:</i></b><i> Pedro Moro, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><b style="color: #000000;font-size: 1rem"><i>Edição: </i></b><i style="color: #000000;font-size: 1rem">Maurício Dias</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudantes do CTISM debatem sobre violência contra as mulheres em parceria com a UBM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/20/estudantes-do-ctism-debatem-sobre-violencia-contra-as-mulheres-em-parceria-com-a-ubm</link>
				<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 13:55:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CTISM]]></category>
		<category><![CDATA[ensino médio]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>
		<category><![CDATA[ubm]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>

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						<description><![CDATA[Ação contribuiu para aproximar o debate de gênero do cotidiano escolar e universitário]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72217" align="alignright" width="548"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IMG_6574-e1774014510496.jpeg"><img class=" wp-image-72217" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IMG_6574-e1774014510496.jpeg" alt="" width="548" height="397" /></a> Atividade foi realizada na quinta-feira (19)[/caption]
<p>Diante do aumento dos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul, estudantes do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM/UFSM), em parceria com a União Brasileira de Mulheres (UBM), realizaram, na quinta-feira (19), um debate sobre a violência contra as mulheres e o significado histórico do 8 de março.</p>
<p>A atividade teve como eixo a defesa da vida das mulheres e a reflexão sobre os desafios ainda presentes na sociedade brasileira. Os altos índices de feminicídios já registrados neste ano evidenciam a gravidade do cenário e a urgência do debate.</p>
<p>Organizada em quatro momentos, a atividade abordou inicialmente o significado histórico do 8 de março e a trajetória de lutas e conquistas das mulheres. Em seguida, os estudantes participaram de um <em>quiz</em> sobre direitos conquistados ao longo da história. O terceiro momento trouxe reflexões sobre igualdade e equidade, além da apresentação de dados recentes sobre feminicídio. Por fim, foi realizado um debate sobre comportamentos e construções sociais de masculinidade, incluindo a discussão de fenômenos contemporâneos presentes entre jovens.</p>
<p>A ação mobilizou estudantes do terceiro ano do ensino médio e contribuiu para aproximar o debate de gênero do cotidiano escolar e universitário. Professores destacaram a importância da iniciativa por ampliar o debate dentro das escolas e da universidade.</p>
<p><em>Foto: Divulgação</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM sedia exposição de fotos que homenageia vítimas de feminicídio no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/06/ufsm-sedia-exposicao-de-fotos-que-homenageia-vitimas-de-feminicidio-no-rs</link>
				<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 11:41:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[assembleia legislativa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>

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						<description><![CDATA[Iniciativa da Assembleia Legislativa tem como objetivo fortalecer o debate acerca de políticas de prevenção contra violências de gênero]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72137" align="alignright" width="668"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9856.jpg"><img class=" wp-image-72137" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9856.jpg" alt="" width="668" height="446" /></a> Abertura oficial ocorreu na manhã de quinta-feira (5)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">“Nós precisamos mostrar, mostrar e mostrar. Essa é a nossa tarefa”, é o que pontuou a reitora da UFSM, Martha Adaime, durante a cerimônia de abertura da mostra itinerante “Arrancadas de Nós: Histórias que Precisam Ser Contadas”, na manhã de quinta-feira (5). A exposição, instalada no hall do prédio da Reitoria, apresenta banners que retratam vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O evento contou com a presença da deputada estadual Stela Farias (PT), autora da proposta que deu origem à iniciativa. “Nós fomos procurados por uma mãe, que veio e disse ‘minha filha foi morta, foi arrancada de nós. Eu queria que vocês levassem a memória da minha filha junto com vocês’. Daí, pensamos na exposição itinerante”, comentou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O intuito é dar visibilidade a histórias marcadas pela violência para que elas não sejam esquecidas e, sobretudo, para que não se repitam. Ao apresentar os rostos e as trajetórias das vítimas, a exposição busca sensibilizar o público e reforçar a necessidade de ampliar o debate sobre prevenção e enfrentamento ao feminicídio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do cenário atual: somente em 2026, o Rio Grande do Sul já registra 20 mulheres assassinadas, o que evidencia a urgência de ações que combatam o feminicídio e promovam a proteção das mulheres. Por meio da exposição, dados e estatísticas são transformados em narrativas que ressaltam a dimensão humana da violência de gênero. </span></p>
[caption id="attachment_72138" align="alignleft" width="509"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9887.jpg"><img class=" wp-image-72138" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9887.jpg" alt="" width="509" height="339" /></a> Reitora destacou a importância de debater a causa feminina[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Primeira mulher a ocupar o cargo de reitora da UFSM,  a professora Martha Adaime destacou o papel da Universidade na promoção de debates acerca da causa feminina. Para ela, a Instituição deve se consolidar como um espaço permanente de reflexão e enfrentamento desse tipo de violência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A Universidade cada vez mais precisa abrir esse espaço. Não só no mês de março, mas sempre. Que os nossos docentes possam estar preparados para falar sobre violência de gênero sem medo”, afirmou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A mostra vem sendo executada pela Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, em parceria com o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. Na UFSM, ela permanece aberta à visitação no hall da Reitoria até esta sexta (6).</span></p>
<p><em>Texto: Camille Moraes, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Pedro Pereira, jornalista</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM receberá exposição fotográfica da Assembleia Legislativa sobre feminicídio</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/02/26/ufsm-recebera-exposicao-fotografica-sobre-feminicidio-da-assembleia-legislativa</link>
				<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 12:40:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[assembleia legislativa]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Fotográfica]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>

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						<description><![CDATA[Mostra ficará no hall da Reitoria de 3 a 6 de março; abertura oficial será no dia 5]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O feminicídio é a face mais cruel da desigualdade de gênero. No Rio Grande do Sul, já são 19 feminicídios registrados em menos de dois meses de 2026 — um dado alarmante que evidencia a urgência de ações concretas e permanentes de enfrentamento a essa violência.</p>
<p>Com o propósito de dar visibilidade a essas histórias e fortalecer o debate público sobre a violência contra mulheres e meninas, a Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios — grupo de trabalho da Comissão de Segurança, Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, em parceria com o Senado Federal e a Câmara dos Deputados — realiza a exposição fotográfica “Arrancadas de Nós: Histórias que Precisam Ser Contadas”.</p>
<p>A mostra será realizada no hall do prédio da Reitoria da UFSM de 3 a 6 de março. A cerimônia oficial de abertura ocorrerá no dia 5 de março, às 9h30.</p>
<p>A exposição reúne banners que retratam vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul, homenageando suas trajetórias e resgatando suas histórias. Mais do que números, são vidas interrompidas pela violência de gênero. A proposta é provocar reflexão, sensibilizar a comunidade acadêmica e a sociedade em geral, e reforçar a urgência de políticas públicas eficazes de prevenção e enfrentamento ao feminicídio.</p>
<p>A iniciativa integra a agenda permanente da Força-Tarefa, instituída para mobilizar a sociedade gaúcha no combate à violência contra mulheres e meninas, articulando ações institucionais e promovendo o debate público qualificado sobre a proteção e a garantia de direitos.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Roda de conversa discutiu feminicídio com representantes da Delegacia da Mulher</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/03/15/roda-de-conversa-discutiu-feminicidio-com-representantes-da-delegacia-da-mulher</link>
				<pubDate>Fri, 15 Mar 2019 12:16:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>

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						<description><![CDATA[A Associação de Técnicos de Nível Superior (Atens/UFSM) promoveu, na tarde desta quinta-feira (14), no auditório da Coordenadoria da Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), roda de conversa sobre feminicídio. Foram convidadas as delegadas Débora Dias e Elizete Shimomura, que estão à frente da Delegacia da Mulher em Santa Maria. A atividade seguiu as discussões [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_46911" align="alignright" width="1920"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/03/IMG_9836.jpg"><img class="wp-image-46911 size-full" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/03/IMG_9836.jpg" alt="Foto colorida horizontal com duas mulheres à frente de um público formado por mulheres em um pequeno auditório. Ao fundo, banner da Atens" width="1920" height="1280" /></a> Roda de conversa foi promovida pela Atens/UFSM na quinta-feira (14)[/caption]

A Associação de Técnicos de Nível Superior (Atens/UFSM) promoveu, na tarde desta quinta-feira (14), no auditório da Coordenadoria da Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), roda de conversa sobre feminicídio.

Foram convidadas as delegadas Débora Dias e Elizete Shimomura, que estão à frente da Delegacia da Mulher em Santa Maria. A atividade seguiu as discussões do dia 8 de março, comentado sobre estatísticas, leis e possíveis soluções para o tema.

No evento, as delegadas apresentaram as definições de feminicídio, os tipos de violência contra a mulher, além das medidas preventivas contra os agressores. Ainda foram discutidos os dois casos de feminicídio que já ocorreram em Santa Maria em 2019.

O Brasil se encontra no 5º lugar no ranking de países com maior número de mortes violentas de mulheres no mundo. Segundo a Agência CNJ de Notícias, em 2018 ocorreram 4461 casos de feminicídio, um aumento de 34% em relação a 2016. Só no Rio Grande do Sul foram 99 casos.

Em Santa Maria, no ano de 2017 ocorreu um caso de feminicídio. Em 2018, foram dois casos. Neste ano, até agora, ocorreram dois casos de feminicídio, ambos no mês de março.

Segundo a titular da Delegacia da Mulher de Santa Maria, Débora Dias, a Lei do Feminicídio ajuda na questão da visibilidade para o problema. “A lei não ajuda a combater, infelizmente não vai resolver nenhum problema, porque a questão do feminicídio é cultural. Mas ajuda com a visibilidade, e também o autor do crime vai ficar mais tempo preso, porque a pena é de 12 a 30 anos de prisão”, comentou.

A delegada acredita que trazer a palestra para a UFSM contribui para a visibilidade e conscientização do problema. “Acho que estamos em um momento bem complicado no Brasil em termos de violência, então, quanto mais se falar e debater dentro da comunidade, melhor”, apontou Débora.

Em relação a crimes que ocorram na UFSM, entre alunos, ela diz que nada impede que sejam relatados tanto na Ouvidoria da Universidade como na Delegacia da Mulher. Débora ainda indica que, ao menor sinal de violência ou abuso, o certo é fazer a denúncia para que não termine em
feminicídio.

<em>Texto: Laura Coelho de Almeida, acadêmica de Jornalismo, bolsista </em><em>da Agência de Notícias</em>

<em>Fotos: Bruna Eduarda, acadêmica de Jornalismo, bolsista da </em><em>Agência de Notícias</em>

<em>Edição: Ricardo Bonfanti</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Restaurante Universitário recebe performance de um ano sem Marielle nesta quinta (14)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/03/14/restaurante-universitario-recebe-performance-de-um-ano-sem-marielle-nesta-quinta-14</link>
				<pubDate>Thu, 14 Mar 2019 14:06:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[#paremdenosmatar]]></category>
		<category><![CDATA[curso de dança bacharelado]]></category>
		<category><![CDATA[curso de dança licenciatura]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>
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						<description><![CDATA[Cinco artistas apresentam nesta quinta-feira (14) a performance #ParemDeNosMatar no Restaurante Universitário da UFSM, às 11h45. A obra discute os feminicídios ocorridos no Brasil, no dia em que se completa um ano da morte da vereadora Marielle Franco. De acordo com a Lei 13.104, de 2015, feminicídio é o crime cometido contra uma mulher pela [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Cinco artistas apresentam nesta quinta-feira (14) a performance #ParemDeNosMatar no Restaurante Universitário da UFSM, às 11h45. A obra discute os feminicídios ocorridos no Brasil, no dia em que se completa um ano da morte da vereadora Marielle Franco.

De acordo com a Lei 13.104, de 2015, feminicídio é o crime cometido contra uma mulher pela sua condição de gênero e envolve violência doméstica e familiar ou discriminação ou menosprezo à condição de ser mulher.

Para a professora idealizadora da ação, Neila Baldi, do curso de Dança-Licenciatura, o que ocorreu com Marielle Franco pode ser considerado um feminicídio político, uma vez que a vereadora foi executada por sua atuação política, mas também por sua condição de gênero e orientação sexual. “Durante todo o seu mandato e após a sua morte, Marielle foi violentada: com ameaças, executada, com difamações. Que outro político sofreu isso?”

A performance #ParemDeNosMatar irá discutir o alarmante número de feminicídios no Brasil: segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, apenas nos dois primeiros meses de 2019 foram 126 mulheres.

O grupo de artistas, formado pela professora e acadêmicas dos cursos de Dança Licenciatura e Bacharelado, mapeou mais de 50 das mulheres assassinadas, com nome, sobrenome, cidade e situação em que foram assassinadas.

A performance #ParemDeNosMatar conta com o poema "Mulheres do Rubro", da poeta Y, e com poema sem nome de Germana Zanettini, e será apresentada pelas artistas Esther Avila, Giovana Domingos, Géssica Leal, Marina Ortiz e Neila Baldi.]]></content:encoded>
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				<title>Atens/UFSM promove roda de conversa sobre feminicídio na quinta (14)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/03/12/atens-ufsm-promove-roda-de-conversa-sobre-feminicidio-na-quinta-14</link>
				<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 13:38:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>
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						<description><![CDATA[A Atens/UFSM promove na quinta-feira (14), às 14h, no auditório da Coordenadoria da Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), prédio 48C, uma roda de conversa sobre feminicídio. Foram convidadas as delegadas Débora Dias e Elizete Shimomura, que estão à frente da Delegacia da Mulher em Santa Maria. O evento é aberto a todos os interessados. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/03/Vamos-falar-sobre-Feminicídio_-3.jpg"><img class="alignright  wp-image-46829" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/03/Vamos-falar-sobre-Feminicídio_-3.jpg" alt="" width="310" height="260" /></a>A Atens/UFSM promove na quinta-feira (14), às 14h, no auditório da Coordenadoria da Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), prédio 48C, uma roda de conversa sobre feminicídio. Foram convidadas as delegadas Débora Dias e Elizete Shimomura, que estão à frente da Delegacia da Mulher em Santa Maria.

O evento é aberto a todos os interessados.

<em>Assessoria de Comunicação Atens/UFSM - Seção Sindical</em>]]></content:encoded>
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