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				<title>Projetos GuriasTec e Energizando a equidade realizam atividade na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/10/21/projetos-guriastec-e-energizando-a-equidade-realizam-atividade-na-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 18:49:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[GuriasTec]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[meninas na ciência]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividade foi realizada no Prédio 9F do curso de Arquitetura]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Na última semana, 17, os programas GuriasTec e Energizando a equidade realizaram uma oficina no prédio 9F de Arquitetura da UFSM com alunas e professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vicente Farencena. A atividade consistiu em uma conversa sobre equidade de gênero na ciência, especialmente nas áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e na escola. A ação foi conduzida pela professora Ísis Portolan, coordenadora do programa Energizando a equidade e participante do GuriasTec, e a mestranda do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo, Raiane Pires Tólio.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="504" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-20-at-10.44.12-e1761072568674-1024x504.jpeg" alt="" />											<figcaption>A professora Ísis Portolan e a mestranda Raiane Pires Tólio conduziram a oficina</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="653" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-18-at-12.35.09-2-e1761072706164-1024x653.jpeg" alt="" />											<figcaption>As participantes do Energizando a equidade conheceram a vice-reitora, Martha Adaime</figcaption>
										</figure>
		<p>As participantes dos projetos do GuriasTec, como o FormAção, Casa em números e Gurias_Com puderam compartilhar suas histórias, inspirações e oportunidades nas áreas de interesse e as atividades realizadas. O objetivo da oficina era fazer com que as gurias pudessem se ver e ocupar o espaço da universidade, entender os estereótipos da mulher na ciência e a sub-representação nas áreas de exatas e tecnologia e quais os efeitos disso na sociedade.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="552" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-20-at-10.44.07-e1761072845789-1024x552.jpeg" alt="" />											<figcaption>Participantes dos dois projetos puderam apresentar suas percepções sobre equidade de gênero</figcaption>
										</figure>
		<p>Ao final, todas participaram de uma dinâmica sobre a equidade intitulada “Dê um passo à frente…”. Além disso, a atividade começou pelo encontro com a atual vice-reitora e reitora eleita da UFSM, Martha Adaime, no Gabinete da Reitoria. As alunas puderam conhecer o ambiente e a trajetória de liderança feminina na universidade. Acompanhe as páginas dos grupos para as demais ações.</p><p>Instagram Energizando: @energizandoaequidade</p><p>Instagram GuriasTec: @guriastecufsm</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="678" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-17-at-19.06.46-1-e1761072965173-1024x678.jpeg" alt="" />											<figcaption>As participantes dos projetos participaram de uma dinâmica</figcaption>
										</figure>
		<p><strong>Expediente:</strong></p><p>Notícia e fotografias: <i>Luciana Mendes</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Graduando em Ciências Sociais participa de evento no Uruguai:  "hacia el Plan de Acción en Género y Cambio Climático (2026-2030)"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/labis/2025/08/30/graduando-em-ciencias-sociais-participa-de-evento-no-uruguai-hacia-el-plan-de-accion-en-genero-y-cambio-climatico-2026-2030</link>
				<pubDate>Sat, 30 Aug 2025 20:40:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[O estudante do curso de Bacharelado em Ciências Sociais (UFSM) e membro do Laboratório de Investigação Sociológica (LABIS/UFSM), Eric Quevedo Silva, participou do &#8220;Diálogo Regional Norte hacia el Plan de Acción en Género y Cambio Climático 2026–2030&#8220;, em Tacuarembó &#8211; Uruguai. O evento, realizado no dia 2 de agosto, também reuniu representantes dos estados de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>O estudante do curso de Bacharelado em Ciências Sociais (UFSM) e membro do Laboratório de Investigação Sociológica (LABIS/UFSM), <em>Eric Quevedo Silva</em>, participou do "<strong>Diálogo Regional Norte hacia el Plan de Acción en Género y Cambio Climático 2026–2030</strong>", em Tacuarembó - Uruguai. O evento, realizado no dia 2 de agosto, também reuniu representantes dos estados de Rivera, Cerro Largo e Durazno para discutir os desafios climáticos com foco na interseção gênero e território.</p>
<p>O evento, que integra um processo consultivo nacional do Uruguai, utilizou a metodologia de "Memorias Afetivas", que combina a educação, memória coletiva e participação política. A partir dessa abordagem, os participantes reconstruíram a história climática de suas comunidades entre 1995 e 2025, identificando eventos extremos e seus impactos emocionais e sociais.</p>
<p>Segundo relato do estudante, o evento: "<em>foi uma oportunidade incrível de ver como a pesquisa pode ser aplicada para pensar problemas reais. Além de que a temática vai diretamente de encontro à minha proposta de trabalho de conclusão de curso. A metodologia utilizada, que valoriza as experiências e saberes das comunidades, foi muito interessante e inovadora. Sem dúvidas reflete uma realidade diferente</em> [da brasileira]<em>, que contribui na consolidação da cultura política participativa na sociedade uruguaia.</em>"</p>
<p>O estudante também ressaltou a importância de eventos como esse para a formação acadêmica e o engajamento cívico. "<em>Ter a possibilidade de participar de um evento como este foi muito relevante na minha formação, para isso o apoio da coordenação do curso de Bacharelado em Ciências Sociais foi fundamental. Ver o compromisso dos governos e da sociedade civil em construir um plano de ação conjunto, é um exemplo de gestão pública que busca o desenvolvimento de políticas públicas pensadas para e pelo território, considerando o conhecimento local e as vulnerabilidades socioambientais</em>", destacou.</p>
<p>A iniciativa, promovida pela <strong>Dirección Nacional de Cambio Climático</strong> do Ministerio de Ambiente do Uruguai e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), visa elaborar um novo Plano de Ação em Gênero e Mudanças Climáticas. O evento contou com a presença de autoridades como <em>Mónica Xavier</em> (diretora do Instituto Nacional de las Mujeres), <em>Paola Ifrán</em> (diretora de Gênero do Ministério do Meio Ambiente) e <em>Jorge Castelli</em> (diretor geral de Desenvolvimento Social da Intendência de Tacuarembó).</p>
<p>O <strong>objetivo é que as recomendações levantadas no diálogo sirvam de base para políticas públicas</strong> que garantam a equidade de gênero, a inclusão e a sustentabilidade, reconhecendo que os impactos das mudanças climáticas afetam de forma diferenciada mulheres e outras diversidades.</p>
<p>Para mais informações sobre o evento, acesse:</p>
<p><a style="color: #000000" href="https://www.gub.uy/ministerio-desarrollo-social/comunicacion/noticias/uruguay-profundiza-su-compromiso-justicia-climatica-igualdad-genero-dialogo">Uruguay profundiza su compromiso con la justicia climática y la igualdad de género en diálogo regional</a></p>
<p><a style="color: #000000" href="https://www.undp.org/es/uruguay/noticias/se-realizo-el-dialogo-regional-norte-sobre-genero-y-cambio-climatico">Se realizó el Diálogo Regional Norte sobre Género y Cambio Climático</a></p>
<p> </p>
<p>#LABIS #CiênciasSociais #MudançasClimáticas #Gênero #Uruguai #Pesquisa</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/683/2025/08/DSC03677-2.jpeg" alt="DSC03677 (2)" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/683/2025/08/DSC03629.jpeg" alt="DSC03629" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/683/2025/08/DSC03652.jpeg" alt="DSC03652" /></figure>			
		https://youtu.be/16Qu9TxbLZ8]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>CAL oferece oficinas mensais de teatro para mulheres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/08/08/cal-oferece-oficinas-mensais-de-teatro-para-mulheres</link>
				<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 15:14:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[oficinas de teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[violência de gênero]]></category>

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						<description><![CDATA[Interessadas devem preencher formulário online]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="ltr">O curso de Licenciatura em Teatro está com inscrições abertas para oficinas de teatro para mulheres no Centro de Artes e Letras (CAL). As práticas teatrais serão oferecidas pela estudante Sofia Dotto, sob a orientação da professora <span style="color: #000000">Camila Borges dos Santos, como parte do trabalho de conclusão de curso "Teatro e (auto)biografias femininas: uma trilha para a discussão de violência de gênero em ambiente acadêmico". </span><span style="color: #000000">As interessadas em participar dos encontros mensais devem preencher o <a href="https://forms.gle/QFCJR24qr4DhuEEv8">formulário online</a>. </span></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #000000">As oficinas serão formadas por vários momentos: alongamentos, meditações, jogos teatrais (de aquecimento, criação e improviso), leituras, reflexões e rodas de conversas. Conforme Sofia, as atividades possuirão um viés feminista e humanizado. A estudante pretende investigar as violências de gênero em ambiente acadêmico.</span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ciclo Trabalho, Música e Literatura ocorre na próxima terça (17)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/06/13/ciclo-trabalho-musica-e-literatura-ocorre-na-proxima-terca-17</link>
				<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 16:01:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[estudos do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[raça]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividade fará diálogo sobre intelectualidade, raça e gênero]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div dir="ltr">
<div class="gmail_quote">
<div dir="ltr">
<p><img class="wp-image-69498 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-09-at-09.37.12.jpeg" alt="" width="429" height="607" />O Núcleo de Estudos do Trabalho (NUEST), do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, realiza atividade do Ciclo Trabalho, Música e Literatura na terça-feira, às 15h, na sala 2243/74A (Centro de Ciências Sociais e Humanas, CCSH, campus sede).</p>
<p>A edição terá como tema "Escrevendo narrativas. Desafiando estruturas: intelectualidade, raça e gênero em diálogo". A apresentação será feita pelas estudantes Yasmim Lima e Luiza Stahl, acadêmicas de Ciências Sociais. As reflexões tem como base as obras das autoras Maria da Conceição Evaristo de Brito, Audrey Geraldine Lorde e Carla Madeira.</p>
<p> </p>
</div>
</div>
</div>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Isolamento, machismo velado e diminuição de mulheres nas áreas STEM: por que o debate de gênero emerge como necessidade?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/05/30/isolamento-machismo-velado-e-diminuicao-de-mulheres-nas-areas-stem-por-que-o-debate-de-genero-emerge-como-necessidade</link>
				<pubDate>Fri, 30 May 2025 23:18:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Professoras e estudante compartilham experiências e tentativas de mudanças nas Engenharias, Computação e Ciências Exatas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em uma sala de aula da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), há um quadro com números que ensinam questões estatísticas e, nas cadeiras dispostas pela sala, duas mulheres entre vários homens. Uma delas é Yasmin Pires, estudante do 7º semestre de Estatística. Essa imagem representa o isolamento de meninas e mulheres na chamada área STEM: Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (em inglês, Science, Technology, Engineering and Maths). A graduação é motivo de orgulho para ela. “Estar adentrando uma área em que não há uma presença feminina significativa me parece muito disruptivo, então o fato de eu estar aqui é muito satisfatório pra mim. Mas é um pouco solitário também”, comenta. Yasmin conta que, quando ingressou na UFSM, em 2022, em sua turma havia apenas mais uma mulher. Tem contato com alunas de outras turmas, mas as disciplinas que cursa geralmente não recebem mais do que duas ou três mulheres.<br /><br />A sensação de isolamento em cursos como o da Estatística não é exceção. Invisibilidade no local de trabalho, preconceito de gênero, maior dificuldade para chegar em posições de prestígio e atribuição de papeis de cuidado são relatos comuns de profissionais de áreas como as Engenharias, a Computação e as Ciências Exatas. No ambiente acadêmico, que é de formação, o debate sobre gênero também é escasso. Yasmin relata que, em uma disciplina do primeiro semestre, foi apresentada a uma lista com mulheres relevantes para a estatística, mas considera o tema menos presente do que deveria. Quem insere estes questionamentos são as professoras do curso, que são três, e que Yasmin considera inspiradoras.<br /><br />Uma delas é Renata Rojas Guerra, que se mudou de Uruguaiana para Santa Maria para estudar Economia. Depois, fez mestrado em Engenharia de Produção na UFSM e Doutorado em Estatística na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Renata teve orientadores homens tanto no mestrado quanto no doutorado, e não raro ouvia elogios a eles por nunca terem assediado as alunas. Para ela, isso sempre provocou estranhamento e incômodo.</p>		
							<b><i>“Hoje eu ainda escuto e aí acho mais estranho ainda. Era uma coisa que todo mundo falava como um elogio. Aí a gente vê como tem um caminho a seguir. A pessoa faz a obrigação dela, que é não assediar seus estudantes, e está sendo aclamada por isso”, desabafa.</i></b>
			<h3>Diminuição de mulheres na área STEM</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em maio de 2023, foi lançado o relatório <b><i><u>‘</u></i></b><b><i><u><a href="https://sbm.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Noticiario_SBM_202305nroedicao_especial.pdf">Sexo e Raça em Matemática, Matemática Aplicada e Estatística: perfil dos estudantes de graduação no Brasil</a></u></i></b><b><i><u>’</u></i></b>, feito pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e Associação Brasileira de Estatística (ABE). Renata foi uma das pesquisadoras envolvidas na coleta, tratamento e análise dos dados. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma das conclusões do relatório é a diminuição do ingresso e permanência de meninas e mulheres nos cursos analisados. Se em 2009 as mulheres eram 42% das ingressantes, em 2019 passaram a ser 39%. Quanto ao número de formadas, em 2009 elas eram 49%, enquanto em 2019, 47%. Ao olhar para a especificidade dos dados de cursos de bacharelado, a porcentagem de ingressantes é mais baixa: 39% em 2009 e 28% em 2019. Enquanto em 2009 se formavam 43%, em 2019 esse índice diminuiu para 37%.</p><p> </p>		
							<b>Renata conta que os números, que sempre foram sua paixão, nesse momento trouxeram um ponto de alerta: diferente de Yasmin, suas turmas de graduação, mestrado e doutorado tinham várias mulheres. “É muito triste e preocupante, porque tinha muitas. Quando fomos olhar os dados do boletim, vimos que tá diminuindo a proporção de mulheres”, comenta. A percepção da docente é de que este número continua em decréscimo: na UFSM, em 2024, havia uma mulher em uma turma de 11 calouros. Neste ano, novamente, uma única mulher, desta vez em uma turma de 17 estudantes.</b>
		<p>Uma das hipóteses da diminuição do ingresso feminino neste curso é porque a profissão começou a ser mais valorizada. Renata comenta que é um apontamento feito por uma colega, com o qual ela concorda: “A profissão começou a entrar no hall das melhores, das profissões mais bem pagas, né? O cientista de dados ganha mais que um médico no início da carreira, essas propagandas que fazem. E eu acho que isso realmente faz com que os homens comecem a se interessar mais por esses cursos e acabam tirando o espaço que antes era mais das mulheres”, explica.</p>		
			<h3>‘Shhh!’: machismo velado</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-cbfdca39-7fff-7bd6-83ad-93580b9fbcee" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A desigualdade de gênero no ambiente universitário e de trabalho não se manifesta apenas por meio de situações criminosas de assédio. Muitas vezes, são práticas cotidianas de machismo velado, como delegar tarefas de gestão, burocráticas e de cuidado para as mulheres - mesmo que as mesmas sejam pesquisadoras e docentes de alto nível. Desde a ata até a preocupação com o coffe break de um evento, são designadas para elas. Por serem tão naturalizadas, podem passar despercebidas. A professora do Departamento de Engenharia Ambiental e Sanitária, Débora Missio Bayer, conta que não sentiu isolamento em sua formação como engenheira civil. Ela sente que tinha uma certa inocência com relação a não ser afetada pelos estereótipos e preconceitos de gênero. “Aí tu começa a trabalhar e parece que tudo leva um esforço maior: aí tu começa a perceber essas diferenças”, comenta.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O nascimento da filha, Julia, em janeiro de 2020, foi responsável por um chacoalhão. Com a pandemia e o retorno da licença em modelo remoto, Débora não conseguiu voltar a trabalhar na mesma intensidade que antes. Com a maternidade, o olhar se transformou. “Do grupo das minhas colegas de faculdade, poucas seguimos a carreira. [Quase] todas largaram a engenharia, umas por causa da maternidade, outras por outros motivos. Poxa, quantas? Porque os meninos todos estão trabalhando como engenheiros”, desabafa. A percepção da sobrecarga, tanto própria quanto das colegas de turma, inquietou Débora. Para ela, não é mais possível ignorar o debate de gênero no ambiente das áreas de Engenharias, Exatas e Computação.</p><p> </p>		
							“Quando tu vê uma situação de preconceito ou de assédio, tu vê a vida daquela pessoa ser alterada. Se já não alterou a vida emocionalmente, [também altera] na profissão, porque às vezes essas ocorrências são práticas: é um credenciamento no programa, uma chance que se dá pra um homem em vez da mulher. Tu começa a te afetar, né? A te sentir mal por isso”, relata Débora.
		<p>Apesar de não ter sofrido nenhuma situação de assédio sexual ou moral, Débora conta que, como coordenadora de curso, já auxiliou alunas que passaram por estas violências. Sobre estereótipos de gênero com mulheres da área, ela comenta: “Imagina tu ser uma engenheira de obras, de transportes, uma engenheira eletricista, sempre tem um peso. ‘Ah, foi uma mulher que fez o projeto dessa ponte. Será que é confiável?’ Ninguém questiona isso se é o projeto de um homem’. Para Renata, uma situação que a marcou negativamente foi quando recebeu uma avaliação discente anônima no final de um semestre: “Recebi um comentário dizendo que eu usava minissaia - e eu posso dizer que nunca usei, mas se usasse também não teria problema - e que eu derrubava o apagador de propósito para pegar ele no chão…”.</p>		
			<h3>GuriasTec nasce para provocar incômodos</h3>		
		<p>Débora e Renata são as coordenadoras do programa GuriasTec, que contempla cursos das áreas de Engenharias, Computação e Ciências Exatas. Um dos objetivos é o acolhimento às estudantes da UFSM, para diminuir a sensação de isolamento e aumentar a de pertencimento. O incômodo com a pouca presença de gurias e a ausência do debate de gênero foram motivadores para a criação da iniciativa. “Não vamos conseguir reinventar a roda, mudar o mundo, mas acho que vamos conseguir fazer um pouquinho de mudança”, reflete Débora. Para ela, são pequenas ‘perturbaçõezinhas’ que se deve causar na Universidade. “Criar um ambiente de acolhimento, onde as meninas se sintam acolhidas, com quem elas possam contar. Se elas precisarem, vai ter alguém para dar uma mão, para ajudar a se sentirem mais confortáveis dentro daquele lugar, que se sintam no lar delas”, projeta.</p><p>Por meio de vários projetos, o GuriasTec vai até quatro escolas de Santa Maria: EMEF Adelmo Simas Genro, EMEF Diácono João Luiz Pozzobon, EMEF Pão dos Pobres Santo Antônio e Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso. Cinco alunas de cada uma das escolas são bolsistas de iniciação científica júnior (ICJ) e vão participar de variadas atividades, tanto no ambiente escolar quanto no universitário. Para Renata, ir até as escolas é importante para tentar mudar a realidade de pouca inserção de mulheres nas áreas em que elas atuam:</p>		
							“A gente não pode usar a régua de mulheres em posições de poder, que as pessoas veem como mérito. ‘Ah, ela é mulher e chegou lá, então outras mulheres também podem chegar’. A gente tem que usar a régua das meninas que estão nas escolas e tentar fazer com que elas tenham as oportunidades de chegar onde a gente chegou de maneira mais fácil. Se a gente não fizer isso, vai ter uma Renata e uma Débora nas posições que estamos hoje. Mas e todas as outras?”
		<p id="docs-internal-guid-c77f079c-7fff-e332-d722-7d1d03bc4331" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O projeto, para Yasmin Pires, é uma forma de mostrar para as meninas as possibilidades que existem na universidade. “Eu sei como é ser uma adolescente que não sabe qual faculdade/carreira escolher, que não se acha pertencente a nada e não se acha capaz de nada. É muito assustador! E como uma mulher presente em uma área dominada por homens, acredito estar nesse projeto obrigatório, já que posso estar “recrutando” futuras estaticistas brilhantes”, declara. A falta de incentivo para meninas nestas áreas se perpetua na escola, mas começa quando as meninas são crianças e são incentivadas a brincadeiras relativas ao cuidado, como as bonecas, enquanto os meninos são presenteados com carrinhos, kits de cientistas e ferramentas de brinquedo. Yasmin lembra que brincava muito de boneca: “Minha vó era costureira, e ela me ensinava a costurar as roupinhas. Basicamente me incentivavam a brincar de “mãe”. Mas acho que os brinquedos que eu mais gostava eram aqueles de montar. Sabe aquelas mini casinhas de madeira que você montava uma cidadezinha? Adorava brincar com aquilo”.</p><p><br />As ações do programa GuriasTec já começaram, por meio das visitas do Conhecer + às escolas. As notícias podem ser acessadas <u><a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/05/21/conhecer-visita-escolas-de-santa-maria"><i><b>aqui</b></i></a></u> e <u><i><b><a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/05/27/conhecer-emef-adelmogenro">aqui</a>.</b></i></u></p>		
			<h3>[Bastidores]</h3>		
		<p>Enquanto escrevia esta reportagem, ao falar do acolhimento ‘às estudantes’, a própria ferramenta de texto do GoogleDocs me sugeriu uma correção: achou que eu deveria estar falando ‘dos estudantes’. Até aqui, o debate de gênero é necessário. </p>		
													<img width="834" height="564" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-20.29.30.jpeg" alt="" />													
		<p id="docs-internal-guid-8d17fbff-7fff-ce75-5d54-ce2645bb8f4d" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Expediente:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Reportagem: Samara Wobeto, jornalista.</p><p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Aberto edital para bolsa junto à projeto de apoio à vítimas de opressão de gênero</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/desenho-industrial/2025/04/25/aberto-edital-para-bolsa-junto-a-projeto-de-apoio-a-vitimas-de-opressao-de-genero</link>
				<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 20:29:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[desenho industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/desenho-industrial/?p=493</guid>
						<description><![CDATA[Está aberto edital para atuar no projeto de extensão Cartografias Coletivas: saberes, experiências e sonhos daquelas/es/us que sofrem opressão de gênero, cujo objetivo central é realizar oficinas de criação artística e cartográfica a partir da experiência das/des participantes em relação a opressão de gênero e lutas igualdade de gênero, território, mobilidade e migração.   A [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Está aberto edital para atuar no projeto de extensão <strong>Cartografias Coletivas: saberes, experiências e sonhos daquelas/es/us que sofrem opressão de gênero</strong>, cujo objetivo central é realizar oficinas de criação artística e cartográfica a partir da experiência das/des participantes em relação a opressão de gênero e lutas igualdade de gênero, território, mobilidade e migração.</p>
<p> </p>
<p>A bolsa terá<strong> duração de 7 meses</strong> a partir de Maio de 2025. <span lang="PT-BR">O selecionado irá atuar </span><span lang="PT-BR">desenvolvendo oficinas com as/es/us participante; realizar um mapeamento de temas e experiências em artes visuais e ativismo social que tem como base ação comunitária com relação a opressão de gênero e territórios</span>;<span lang="PT-BR"> fazer </span>agendamento <span lang="PT-BR">com centros de saúde (e movimentos sociais, quando for o caso); </span>organiza<span lang="PT-BR">r</span> as ações do projeto; realiza<span lang="PT-BR">r</span> o desenho gráfico e a finalização dos mapas; apresenta<span lang="PT-BR">r</span> e<span lang="PT-BR"> participar de ações de difusão e troca de experiência na universidade;</span><span lang="PT-BR"> </span>entre outros.</p>
<p> </p>
<p>Para mais informações, consultar o edital em: <a href="https://drive.google.com/file/d/13RRuQ3ZXajGKoh_jQzlLitn6AfnxPmQq/view">https://drive.google.com/file/d/13RRuQ3ZXajGKoh_jQzlLitn6AfnxPmQq/view</a></p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-494" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/484/2025/04/unnamed-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /> <img class="alignnone size-medium wp-image-495" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/484/2025/04/unnamed-1-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto contemplado pelos editais do ODH e Casa Verônica promove discussões sobre gênero e sexualidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2025/04/08/projeto-contemplado-pelos-editais-do-odh-e-casa-veronica-promove-discussoes-sobre-genero-e-sexualidade</link>
				<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 14:08:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[casa verônica]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=11480</guid>
						<description><![CDATA[O projeto de extensão “Discutindo gênero: do azul é de menino até o em briga de marido e mulher se mete a colher sim!” desempenha uma função essencial para a sociedade: a promoção de debates sobre gênero e sexualidade. A iniciativa é coordenada por Phillip Vilanova Ilha, professor do Centro de Educação da Universidade Federal [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O projeto de extensão “Discutindo gênero: do </span><i><span style="font-weight: 400">azul é de menino</span></i><span style="font-weight: 400"> até o </span><i><span style="font-weight: 400">em briga de marido e mulher se mete a colher sim</span></i><span style="font-weight: 400">!” desempenha uma função essencial para a sociedade: a promoção de debates sobre gênero e sexualidade. A iniciativa é coordenada por Phillip Vilanova Ilha, professor do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e conduzida por Patricia Lunardi Martins, doutoranda no Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde (UFSM).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desde 2023, a iniciativa participa dos editais do Observatório de Direitos Humanos (ODH) e Casa Verônica (CV), e possui uma parceria com o Instituto Federal Farroupilha de São Vicente do Sul (IFF SVS).</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Desconstrução na prática</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto utiliza como metodologia a visitação a escolas públicas de Santa Maria e Agudo, além do IFF de São Vicente do Sul. Nessas visitas, que ocorrem mensalmente, a iniciativa atende desde turmas do sexto ano do ensino fundamental até turmas de graduação em Ciências Biológicas e Química no Instituto Federal. Para complementar as discussões sobre gênero, são exibidos dois curta-metragens: “Acorda Raimundo, acorda” e “A menina espantalho”, além da apresentação de séries, filmes e músicas dentro da temática, explorados em rodas de conversa.  “Quanto mais as pessoas souberem sobre a temática, menos casos vão ocorrer, e essa sementinha que nós plantamos pode mudar a realidade de muita gente”, comenta Patrícia.</span></p>
[caption id="attachment_11481" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-11481 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2025/04/Base-site-PRE-18-1024x512.jpg" alt="Duas fotos coloridas de palestras do projeto Discutindo Gênero em Agudo" width="1024" height="512" /> Iniciativa promove palestras de extensão para debater temas relacionados à gênero e sexualidade (Foto: Divulgação/Discutindo Gênero)[/caption]
<h3><span style="font-weight: 400">Extensão para ajudar quem mais precisa</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma crise climática com enchentes que afetaram mais de 90% dos municípios gaúchos. Diante desse contexto, a UFSM lançou a chamada humanitária “Reconstrução RS” para auxiliar as pessoas vítimas da tragédia em Santa Maria. Uma das ações foi o projeto “Unidas: em defesa das mulheres na reconstrução do Rio Grande do Sul”, coordenado pela professora do departamento de Ciências Sociais Mariana Selister Gomes, que tinha como objetivo conscientizar meninas e mulheres sobre abuso e violência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse cenário, as iniciativas “Discutindo gênero” e “Unidas” se juntaram na realização de ações de enfrentamento à  violência e abuso sexual contra meninas e mulheres. “Essa união dos próprios projetos de extensão é uma potência muito válida dentro da Universidade”, afirma Patrícia.</span></p>
[caption id="attachment_11482" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-11482 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2025/04/Base-site-PRE-17-1024x512.jpg" alt="Duas fotos coloridas de ações do Discutindo Gênero" width="1024" height="512" /> Projeto já foi contemplado em editais da PRE (Foto: Divulgação/Discutindo Gênero)[/caption]
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Myreya Antunes, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Edição: Micael dos Santos Olegário, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Revisão: Valéria Luzardo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>015/2025 - EDITAL DE APOIO ÀS AÇÕES DA CASA VERÔNICA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/editais/015-2025</link>
				<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 16:16:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[#bolsas]]></category>
		<category><![CDATA[casa verônica]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[seleção interna]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?post_type=editais&#038;p=11252</guid>
						<description><![CDATA[<p>A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria, por meio do Espaço Multiprofissional Casa Verônica (CV), do Observatório de Direitos Humanos, da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional e Cidadania, torna pública a abertura de inscrições de propostas para realização de ações coordenadas por servidores/as (docentes e técnicas/os) da UFSM de apoio a implantação da Política de Igualdade de Gênero e Casa Verônica junto a comunidade acadêmica da UFSM, conforme eixos estratégicos listados no item 2.2 deste edital.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria, por meio do Espaço Multiprofissional Casa Verônica (CV), do Observatório de Direitos Humanos, da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional e Cidadania, torna pública a abertura de inscrições de propostas para realização de ações coordenadas por servidores/as (docentes e técnicas/os) da UFSM de apoio a implantação da Política de Igualdade de Gênero e Casa Verônica junto a comunidade acadêmica da UFSM, conforme eixos estratégicos listados no item 2.2 deste edital.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>GuriasTec: UFSM desenvolve projeto de equidade de gênero na área de tecnologia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2024/11/22/guriastec-ufsm-desenvolve-projeto-de-equidade-de-genero-na-area-de-tecnologia</link>
				<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 19:37:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[CNPq]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharias]]></category>
		<category><![CDATA[Exatas]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[GuriasTec]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/?p=5912</guid>
						<description><![CDATA[Projeto surgido em parceria do CT com o CCNE envolve várias unidades da UFSM e terá financiamento do CNPq.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A partir de uma percepção de escassez nas representações femininas, em especial negras e indígenas, no ambiente universitário, especialmente nas áreas de tecnologia, surge um novo projeto da UFSM. Trata-se do projeto <em><strong><a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=425271" target="_blank" rel="noopener">GuriasTec</a></strong></em> que, em parceria com a rede pública de educação básica, visa atenuar essa defasagem por meio da construção coletiva. O projeto envolve dois grandes centros de ensino da UFSM, o CT e o CCNE, e quatro escolas públicas, todas localizadas em regiões periféricas. Recentemente, o projeto foi aprovado na chamada pública "<a href="https://www.gov.br/cnpq/pt-br/doc-pdf/cnpq-mcti-mmulheres-n-31-2023-meninas-nas-ciencias-exatas-engenharias-e-computacao.pdf/view" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação</strong></em></a>" do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e terá financiamento do CNPq.</p>

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com o objetivo de potencializar o protagonismo social de meninas e mulheres de escolas da periferia de Santa Maria, o projeto GuriasTec busca incentivar o interesse de alunas no ingresso, formação, permanência e ascensão em carreiras nas áreas de Ciências Exatas, Engenharias e Computação. O público de interesse são estudantes de escolas públicas do Ensino Fundamental e Médio, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, com a finalidade de compartilhar experiências e aprendizados, difundindo o conhecimento das profissões científicas e tecnológicas em uma linguagem acessível.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":5913,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2024/11/IMG_6630-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-5913" /><figcaption class="wp-element-caption">Servidoras participantes do projeto GuriasTec: Evelyn Paniz Possebon, Marcia Pasin, Andrea Schwertner Charão, Jaqueline Quincozes da Silva Kegler, Eliane Cristina Amoretti e Lais Helen Loose.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<p><strong>Contexto de surgimento do projeto</strong></p>
<p>Santa Maria é um polo de educação, com cerca de dez instituições de ensino superior. Dentre elas, a UFSM tem um lugar de destaque, por ser uma instituição pública, com infraestrutura, apoio socioeconômico e ensino de qualidade em diferentes áreas e níveis. Por isso, é dela que se espera o início de movimentos para transformação da realidade, com um olhar cuidadoso para as vulnerabilidades socioeconômicas e étnico-raciais. Dada a realidade de vulnerabilidade das regiões periféricas da cidade, é especialmente importante que, nessas regiões, as meninas sejam estimuladas a perceberem e a buscarem novas possibilidades; para que seja expandido o mundo em que elas se percebem fazendo parte e, por consequência, possibilitando a mudança de suas realidades educacionais e sociais.</p>
<p>Dentre os cursos da UFSM na área de Ciências Exatas (Matemática, Química, Física e Estatística), de Engenharias (Elétrica, Civil, Química, Mecânica, Ambiental e Sanitária, Produção, Controle e Automação, Acústica, Computação, Aeroespacial e Telecomunicações); de Computação (Ciência da Computação e Sistemas de Informação) e de Arquitetura e Urbanismo, apenas 29,85% dos ingressantes foram mulheres no período de 1970 até o momento.</p>
<p>Na análise curso a curso, é possível identificar que em alguns o percentual de mulheres ingressantes não chegou a 20% - o curso de Engenharia Mecânica tem o menor percentual (8% de ingressantes femininas). Mesmo no curso de Arquitetura e Urbanismo, que tem a maior procura por mulheres (cerca de 75% de ingressantes femininas no período analisado), as professoras enxergam a necessidade de uma mudança para além do ingresso, uma mudança estrutural na sociedade e nas instituições - o que justifica o seu engajamento no projeto.</p>
<p>Em relação à representatividade feminina nos departamentos didáticos, o Centro de Tecnologia possui em seu quadro docente apenas 28% de mulheres, enquanto que no Centro de Ciências Naturais e Exatas, considerando os departamentos de Estatística, de Química, de Física e de Matemática, é de apenas 35%. A representatividade de negras e indígenas é irrisória. Considerando que, para ingressar na carreira docente na Instituição é necessário um alto nível de escolaridade (doutorado) é possível perceber como o percurso é ainda mais complexo para as mulheres negras e indígenas.</p>
<p>Logo, o contexto aponta que ainda é necessário um esforço conjunto para a criação e/ou a consolidação de políticas e de estímulos que tornem as áreas em questão de interesse de atuação das meninas. Para além do ingresso delas na Educação Superior, seja ele pelo sistema de cotas ou universal, faz-se necessário minimizar as possíveis distorções, preconceitos e dificuldades oriundas de suas bagagens pessoais, de modo a não afetarem o seu desempenho acadêmico. Nessa conjuntura, ampliar a conexão da sociedade com a UFSM, em especial das meninas, se faz pertinente e urgente.</p>
<p><strong>O projeto</strong></p>
<p>O GuriasTec é uma iniciativa de docentes e técnicas administrativas em educação (TAEs) do Centro de Tecnologia (CT) e do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM. Atualmente, integra em sua equipe 23 servidoras das unidades de ensino já citadas e do Centro de Educação (CE), Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) e Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED).</p>
<p>Além da equipe da UFSM, o projeto conta com a participação do <em><strong><a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/smed/1082-nucleo-de-tecnologia-educacional-municipal-santa-maria" target="_blank" rel="noopener">Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal de Santa Maria (NTEM)</a></strong></em> e das seguintes escolas municipais: Escola Municipal de Ensino Fundamental Diácono João Luiz Pozzobon, Escola Municipal de Ensino Fundamental Adelmo Simas Genro e Escola Municipal de Ensino Fundamental Pão dos Pobres Santo Antônio e Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso.</p>
<p>A vigência do GuriasTec será de três anos, prevendo a oferta de 28 bolsas de estudo, destinadas a alunas dessas escolas, professoras da educação básica e discentes de iniciação científica, pós-doutorado e divulgação científica. O projeto também disponibilizará recursos para custeio, tendo em vista a recente aprovação do projeto na chamada pública nº 31/2023 do MCTI/CNPq.</p>
<p>Quanto aos resultados esperados, o projeto prevê além da parceria com escolas, NTEM e lideranças indígenas, a capacitação de pelo menos 20 alunas e 4 professores(as) da educação básica como multiplicadoras e influenciadoras sociais, dentre outros.</p>

<!-- wp:image {"id":5915,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2024/11/IMG_6692-1-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-5915" /><figcaption class="wp-element-caption">Na foto, sentadas, da esquerda para a direita, as servidoras Ísis Portolan dos Santos, Vanessa Schmidt Giacomelli, Tatiana Cureau Cervo, Candice Muller, Elisandra Maziero e Renata Guerra. Em pé, da esquerda para a direita, Ana Lúcia Souza Silva Mateus, Dyana Duarte, Natália Daudt, Vanessa Sari, Rosane Brum Mello, Simoni Timm Hermes, Larissa Kirchhof, Débora Missio Bayer.<br>Participantes não presentes na foto: Carmen Vieira Mathias (CCNE) e Nilza Zampiere (CT)</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações e imagens das gestoras do projeto GuriasTec.&nbsp;</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site?&nbsp;<a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/servicos">Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM</a>!</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Siga o CT nas redes sociais:&nbsp;<a href="https://www.facebook.com/ctufsm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Facebook</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/ctufsm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>!</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Casa Verônica promove grupos de debate e apoio para questões de gênero, saúde mental e fortalecimento de identidades étnico-raciais na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/04/19/casa-veronica-promove-grupos-de-debate-e-apoio-para-questoes-de-genero-saude-mental-e-fortalecimento-de-identidades-etnico-raciais-na-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 19 Apr 2024 17:13:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[casa verônica]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=65654</guid>
						<description><![CDATA[Iniciativas buscam promover o diálogo, o apoio mútuo e a construção de conhecimento em diferentes áreas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A Casa Verônica, espaço multiprofissional dedicado ao acolhimento de pessoas em situação de violência de gênero e à promoção da equidade de gênero nos campi da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), está desenvolvendo uma série de grupos de apoio e discussão neste semestre. Cada grupo tem um foco específico, abordando temas que vão desde a identidade racial até o letramento de gênero e a saúde mental LGBTQIAPN+.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O grupo Trançando Narrativas, coordenado pela assistente social Jéssica Cardoso, visa debater questões específicas que afetam o desenvolvimento individual de mulheres negras na UFSM. Os encontros, semanais, acontecem todas as quintas-feiras, às 16h, na Casa Verônica, além de eventualmente ocorrerem em locais públicos da universidade. A iniciativa busca fortalecer a identidade étnico-racial das participantes, promovendo reflexões sobre discriminações raciais e de gênero, identidade sexual e vivências relacionadas aos afetos, com o objetivo de fomentar a permanência dessas mulheres na universidade e em outros espaços acadêmicos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com foco na maternidade, o grupo Onde tem mãe, tem criança – maternidade combina com permanência na Universidade? é conduzido pela assistente social Jéssica Cardoso e pela psicóloga Fernanda Alves. Com encontros semanais às quartas-feiras, 16h, o grupo busca proporcionar um espaço de acolhimento, empatia, equidade, construção e fortalecimento de vínculos para as mães da Universidade, onde cada um@, com as suas particularidades, enfrenta os desafios de lidar com inúmeras jornadas, divididas entre Maternar e seguir a vida acadêmica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Já o grupo Letramento de Gênero, sob coordenação da psicóloga Fernanda Alves, propõe uma formação continuada sobre questões de gênero, identidades e papéis de gênero, utilizando tanto a leitura teórica quanto a troca de experiências como ferramentas de aprendizado. Os encontros acontecem todas às quartas-feiras, às 13h, na Casa Verônica, proporcionando um espaço de estudo, compartilhamento e acolhimento para os participantes. O grupo é aberto à toda comunidade, independente de vinculação com a UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O grupo TRANSição na Universidade é conduzido pela psicóloga Gabriela Quartiero e oferece um espaço terapêutico de acolhimento e criação de redes de apoio para pessoas trans em processo de reconhecimento e/ou transição na UFSM. Tendo como foco a importância do apoio mútuo e da conexão comunitária para o desenvolvimento da resiliência, os encontros acontecem todas às terças-feiras, às 11h, na Casa Verônica, compartilhando vivências, tecendo redes de apoio e promovendo trocas de informações e conhecimentos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Por fim, o grupo Saúde Mental LGBTQIAPN+ está sob a coordenação da psicóloga Gabriela Quartiero e oferece encontros temáticos, adaptados de acordo com as demandas do grupo. Os encontros acontecem todas as sextas-feiras, às 11h, na Casa Verônica, proporcionando um espaço seguro para conversas sobre questões de saúde mental no ambiente universitário, além de promoverem o contato entre os participantes, trocas de experiências e vivências.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esses grupos representam iniciativas importantes para promover o diálogo, o apoio mútuo e a construção de conhecimento em questões de gênero, identidade e saúde mental na comunidade acadêmica da UFSM. Além disso, participantes ganharão certificados que poderão ser utilizados como Atividades Complementares de Graduação (ACG). Para mais informações, basta acessar o <a href="http://ufsm.br/casaveronica" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site Casa Verônica</a> ou as <a href="https://www.instagram.com/casaveronicaufsm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">redes sociais do espaço</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Com informações da Assessoria de Comunicação da Casa Verônica</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Poscom promove Seminário Internacional de Comunicação Antirracista, Feminista e Interseccional</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/11/29/poscom-promove-seminario-internacional-de-comunicacao-antirracista-feminista-e-interseccional</link>
				<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 19:30:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Antirracismo]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[observatório manifesta]]></category>
		<category><![CDATA[poscom]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=64699</guid>
						<description><![CDATA[Atividade reuniu mais de 200 participantes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/MG_6703-1024x683.jpg" alt="" loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/IMG_0824-1024x683.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Nesta segunda-feira, 27, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com apoio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI – UFSM) e da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (SEDUFSM), promoveu o I Seminário Internacional de Comunicação Antirracista, Feminista e Interseccional (ISICAFI) 2023. O evento, que ocorreu no Salão Imembuí, situado no prédio da Reitoria da Instituição, contou com a participação de quase 200 pessoas, com certificações de presença.</p>
<p>A professora Juliana Petermann, coordenadora do Poscom, relata que o ISICAFI faz parte de uma série de atividades do programa para implementação das políticas de ações afirmativas. Segundo ela, o objetivo é fazer da ciência ferramenta de transformação, em busca de subverter os mapas, inverter os centros, ampliar os sentidos, trocar os paradigmas e as epistemologias. “Observamos a Comunicação e a Pesquisa como ferramentas de empoderamento, de diversidade e de ser, com toda a sua potência, antirracista, feminista e interseccional. O evento foi um sucesso, o que demonstra que estes propósitos são compartilhados”, expressa.</p>
<p>A programação do seminário ocorreu durante os períodos da manhã e da tarde. A abertura teve início às 8h30, seguida pela <i>Mesa 1 – Comunicação Antirracista</i>, às 9h. A <i>Mesa 2 – Comunicação, Classe e Colonialismo</i> começou às 11h. O evento retomou às 14h com a apresentação do <i>Observatório</i>, seguido pela <i>Mesa 3 – Comunicação e Feminismos</i>, às 15h. O seminário foi encerrado com um momento de confraternização às 18h.</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">A primeira mesa contou com a participação de Winnie Bueno, pesquisadora da UFRGS e ativista, e da professora Fernanda Carrera, da UFSM, com mediação do professor Anderson Luiz Machado dos Santos, também da UFSM. A segunda mesa reuniu a professora María Belén Espoz Dalmasso, da Universidade Nacional de Córdoba, e o professor Celestino Joanguete, da UFSM e da Rede Brasil – Moçambique e Angola, com mediação do professor Flavi Lisboa Filho, da UFSM. Na terceira mesa, estiveram presentes a professora Maria Laura Schaufler, da Universidade de Entre Rios, e a professora María Carolina Justo Van Lurzer, da Universidade de Buenos Aires, sob a mediação da professora Milena Freire, da UFSM. A apresentação do<i> Manifesta – Observatório de Gênero e Desigualdades</i> foi conduzida pelas professoras Milena Freire, Juliana Petermann e Laura Wottrich, da UFRGS.</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"> </p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><i><b>Texto</b></i>: Anna Júlia da Silva | Poscom</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><i><b>Fotos</b>: Diovana dos Santos e Julian de Medeiros | Poscom</i></p>
<p> </p>
<p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Convite para Minicursos – IV Seminário MaRias: Perspectivas Globais: As transformações nos debates de Gênero</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/2023/09/29/convite-para-minicursos-iv-seminario-marias-perspectivas-globais-as-transformacoes-nos-debates-de-genero</link>
				<pubDate>Fri, 29 Sep 2023 11:35:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Minicursos]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/?p=2412</guid>
						<description><![CDATA[Minicursos – IV Seminário MaRias: Perspectivas Globais: As transformações nos debates de Gênero. Gostaríamos de convidar pesquisadoras/es, alunas/os e interessadas/os desta instituição a participar do IV Seminário MaRIas do IRI-USP, que terá como tema “Perspectivas Globais: As transformações nos debates de Gênero”. O MaRIas IRI-USP é um grupo de pesquisa e estudos em Gênero e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:media-text {"mediaPosition":"right","mediaId":2413,"mediaLink":"https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/?attachment_id=2413","mediaType":"image","verticalAlignment":"top"} -->
<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top"><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph -->
<p>Minicursos – IV Seminário MaRias: Perspectivas Globais: As transformações nos debates de Gênero.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Gostaríamos de convidar pesquisadoras/es, alunas/os e interessadas/os desta instituição a participar do IV Seminário MaRIas do IRI-USP, que terá como tema “Perspectivas Globais: As transformações nos debates de Gênero”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O MaRIas IRI-USP é um grupo de pesquisa e estudos em Gênero e Relações Internacionais, formado em 2017 por alunas do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O nosso seminário ocorrerá em formato híbrido com apresentação de trabalhos remotos e será realizado entre os dias 24 a 26 de Outubro de 2023. O seminário contará com quatro minicursos, realizados durante o dia 25/10 de forma remota:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pesquisas feministas e de gênero: articulando Metodologias, conceitos e teorias</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Cultura e gênero: uma interpretação à luz da política das emoções</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Por cidades feministas na América Latina: contexto e desafios</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Gender Mainstreaming e Transversalidade de Gênero como práticas de transformação política</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As vagas são limitadas, e você pode se inscrever através deste link:&nbsp;<a href="https://doity.com.br/iv-seminario-marias" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doity.com.br/iv-seminario-marias</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em nosso site será possível encontrar as informações detalhadas sobre o evento e inscrições:&nbsp;<a href="https://www.mariasiriusp.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.mariasiriusp.com.br/</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Atenciosamente,</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>MaRIas</p>
<!-- /wp:paragraph --></div><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/474/2023/09/Minicurso-MaRIas-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2413 size-full" /></figure></div>
<!-- /wp:media-text -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Docente da UFSM é selecionada para compor a Comissão Assessora para Equidade, Diversidade e Inclusão da FAPERGS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/07/25/docente-da-ufsm-e-selecionada-para-compor-a-comissao-assessora-para-equidade-diversidade-e-inclusao-da-fapergs</link>
				<pubDate>Tue, 25 Jul 2023 10:48:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[institucional]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[FAPERGS]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[poscom]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=63079</guid>
						<description><![CDATA[Na Universidade, Milena Freire atua em projetos voltados às questões de gênero ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignleft wp-image-63081 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/Milena_FAPERGS-1.jpeg" alt="" width="600" height="600" />Na última semana, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) divulgou os nomes selecionados para compor a Comissão Assessora para Equidade, Diversidade e Inclusão. Dentre as mais de 50 indicações de todo o Estado, a professora e pesquisadora da UFSM, Milena Freire de Oliveira-Cruz, foi uma das três selecionadas pelo órgão para representar a comunidade científica gaúcha.</p>
<p>A Comissão é uma iniciativa da Fapergs para a promoção de ações que contribuam para a diminuição e a erradicação de preconceitos e discriminações na sociedade e na academia, proporcionando o aumento da representatividade na produção de conhecimento científico no Estado. Composta por 10 membros (cinco titulares e cinco suplentes), a Comissão desenvolverá trabalhos de assessoramento para a implementação de medidas que promovam a equidade e a inclusão em atividades científicas.</p>
<p><span style="color: initial">De acordo com Milena, a iniciativa da Fapergs simboliza um avanço significativo na construção de políticas públicas de inclusão e de suporte aos grupos com menor possibilidade de acesso e permanência no ambiente acadêmico, melhorando as respostas do órgão às demandas das instituições e dos próprios pesquisadores. </span><span style="color: initial">“A partir da Comissão, vamos poder pensar como aprimorar editais específicos que dêem conta dessa proposta de diversidade, incluindo na academia os vários grupos sociais que são reconhecidamente minorizados e os que podem vir a ser atendidos por meio das pesquisas”, ressalta a docente.</span></p>
<p><span style="color: initial">A escolha pelos membros da Comissão foi realizada por meio de indicação à Chamada Pública da Fapergs. Os nomes selecionados para as cadeiras de representantes da comunidade científica foram escolhidos com base nos currículos dos profissionais, com destaque para os trabalhos desenvolvidos nas temáticas de diversidade e inclusão. </span><span style="color: initial">“Nos últimos anos, tenho desenvolvido muitos trabalhos em ensino, pesquisa e extensão associados às questões de gênero. Nesse percurso acadêmico e ativista, busco agregar pessoas, buscar conhecimentos e propor soluções, tanto em âmbito interno como junto à comunidade, que tenham essa relação com a pauta”, destaca Milena.</span></p>
<p><span style="color: initial">Na UFSM, a docente é líder do grupo de pesquisa “Comunicação, Gênero e Desigualdades”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (POSCOM). Milena também é representante no Comitê de Igualdade de Gênero (CIG) e coordenadora da Especialização em Estudos de Gênero. A professora ainda atua na promoção de cursos, eventos e disciplinas que trabalham as questões de mulheres e seus assuntos correlatos.</span></p>
<p><span style="color: initial">Para Milena, a UFSM tem um pioneirismo na pauta de gênero. Além da Política da Igualdade de Gênero, que instituiu o Comitê de Igualdade de Gênero e o Espaço Multiprofissional Casa Verônica, a Instituição conta com uma importante estrutura física e de profissionais para o avanço da temática no meio acadêmico, o que permite pensar os próximos passos na pauta. </span><span style="color: initial">“Nós ainda temos políticas bem importantes a serem construídas na UFSM, especialmente as que dizem respeito às interseccionalidades, ou seja, pensar no Comitê de Igualdade Racial e de Acessibilidade, além das demandas específicas das mulheres que, no contexto acadêmico, se tornam ou são mães”, ressalta Milena.</span></p>
<p><span style="color: initial">Para a professora, é preciso dar mais visibilidade para a Política de Igualdade de Gênero, oportunizando o acesso aos espaços e às políticas específicas para esses grupos. A docente também destaca a importância de proporcionar uma participação mais ativa nas reivindicações dos grupos que compõem a UFSM, especialmente trabalhando de modo articulado com a Casa Verônica e o CIG. “É preciso ouvir mais a comunidade e conhecer as demandas dos nossos públicos. O protagonismo da UFSM precisa ser sustentado com vigilância e investimento”.</span></p>
<p><span style="color: initial">Uma das políticas apontadas pela professora para o avanço da pauta de gênero na UFSM são os processos de ingresso e permanência dos estudantes, além de pensar estratégias de correção de nota nos concursos públicos para a carreira universitária.</span></p>
<p><em>Com informações da Assessoria de Comunicação do Espaço Multiprofissional de Casa Verônica</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Palestra “Gênero, feminismos e midiatização” acontece na UFSM no dia 23</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/2023/05/10/palestra-genero-feminismos-e-midiatizacao-acontece-na-ufsm-no-dia-23</link>
				<pubDate>Wed, 10 May 2023 15:48:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Palestra]]></category>

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						<description><![CDATA[No dia 23 de maio, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM promoverá o evento &#8220;Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda&#8221;, com palestra da profa. Dra. María Laura Schaufler, da Universidade de Entre Rios (Argentina).&nbsp; A pesquisadora coordena o Grupo de Estudos: Feminismo e Interseccionalidades de la Comunicación [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:media-text {"mediaPosition":"right","mediaId":2006,"mediaLink":"https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/?attachment_id=2006","mediaType":"image","verticalAlignment":"top"} -->
<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top"><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph -->
<p>No dia 23 de maio, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM promoverá o evento "Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda", com palestra da profa. Dra. María Laura Schaufler, da Universidade de Entre Rios (Argentina).&nbsp; A pesquisadora coordena o Grupo de Estudos: Feminismo e Interseccionalidades de la Comunicación y la Cultura (GEFICC) e desenvolve investigações no campo dos estudos culturais e de comunicação, estudo de gêneros e sexualidades e feminismo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A atividade é aberta aos interessados nas reflexões teóricas e práticas sobre as relações entre os feminismos e a mídia na contemporaneidade, em especial no contexto latino-americano.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O evento é organizado pelo Grupo de Pesquisa “Comunicação, Gênero e Desigualdades” (UFSM/CNPq) em parceria interinstitucional com o Grupo de Pesquisa &nbsp;“Comunicação e Práticas Culturais” (UFRGS/CNPq).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas antecipadamente até o dia do evento. A atividade terá participação certificada de 03 horas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Palestra &nbsp;“Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda”, com María Laura Schaufler (Universidade de Entre Rios/Argentina)<br>Dia: 23/05/2023<br>Local: Auditório do Prédio 74C<br>Horário: 16h<br>Inscrições:&nbsp;<a href="https://www.even3.com.br/genero-feminismos-e-midiatizacao-339087/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">https://www.even3.com.br/genero-feminismos-e-midiatizacao-339087/</a></p>
<!-- /wp:paragraph --></div><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/474/2023/05/divulgacao-palestra-724x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-2006 size-full" /></figure></div>
<!-- /wp:media-text -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Palestra “Gênero, feminismos e midiatização” acontece na UFSM no dia 23</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/administracao/2023/05/10/palestra-genero-feminismos-e-midiatizacao-acontece-na-ufsm-no-dia-23</link>
				<pubDate>Wed, 10 May 2023 15:47:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Palestra]]></category>

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						<description><![CDATA[No dia 23 de maio, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM promoverá o evento &#8220;Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda&#8221;, com palestra da profa. Dra. María Laura Schaufler, da Universidade de Entre Rios (Argentina).&nbsp; A pesquisadora coordena o Grupo de Estudos: Feminismo e Interseccionalidades de la Comunicación [&hellip;]]]></description>
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<!-- wp:media-text {"mediaPosition":"right","mediaId":2427,"mediaLink":"https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/administracao/?attachment_id=2427","mediaType":"image","verticalAlignment":"top","imageFill":false} -->
<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top"><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph -->
<p>No dia 23 de maio, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM promoverá o evento "Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda", com palestra da profa. Dra. María Laura Schaufler, da Universidade de Entre Rios (Argentina).&nbsp; A pesquisadora coordena o Grupo de Estudos: Feminismo e Interseccionalidades de la Comunicación y la Cultura (GEFICC) e desenvolve investigações no campo dos estudos culturais e de comunicação, estudo de gêneros e sexualidades e feminismo.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>A atividade é aberta aos interessados nas reflexões teóricas e práticas sobre as relações entre os feminismos e a mídia na contemporaneidade, em especial no contexto latino-americano.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>O evento é organizado pelo Grupo de Pesquisa “Comunicação, Gênero e Desigualdades” (UFSM/CNPq) em parceria interinstitucional com o Grupo de Pesquisa &nbsp;“Comunicação e Práticas Culturais” (UFRGS/CNPq).</p>
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<p>As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas antecipadamente até o dia do evento. A atividade terá participação certificada de 03 horas.</p>
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<p>Palestra &nbsp;“Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda”, com María Laura Schaufler (Universidade de Entre Rios/Argentina)<br>Dia: 23/05/2023<br>Local: Auditório do Prédio 74C<br>Horário: 16h<br>Inscrições:&nbsp;<a href="https://www.even3.com.br/genero-feminismos-e-midiatizacao-339087/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">https://www.even3.com.br/genero-feminismos-e-midiatizacao-339087/</a></p>
<!-- /wp:paragraph --></div><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/421/2023/05/divulgacao-palestra-724x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-2427 size-full" /></figure></div>
<!-- /wp:media-text -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dia 23 acontece Palestra “Gênero, feminismos e midiatização” na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-economicas/2023/05/10/dia-23-acontece-palestra-genero-feminismos-e-midiatizacao-na-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 10 May 2023 15:41:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Palestra]]></category>

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						<description><![CDATA[No dia 23 de maio, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM promoverá o evento &#8220;Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda&#8221;, com palestra da profa. Dra. María Laura Schaufler, da Universidade de Entre Rios (Argentina).&nbsp; A pesquisadora coordena o Grupo de Estudos: Feminismo e Interseccionalidades de la Comunicación [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:media-text {"mediaPosition":"right","mediaId":1913,"mediaLink":"https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-economicas/?attachment_id=1913","mediaType":"image","verticalAlignment":"top"} -->
<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top"><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph -->
<p>No dia 23 de maio, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM promoverá o evento "Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda", com palestra da profa. Dra. María Laura Schaufler, da Universidade de Entre Rios (Argentina).&nbsp; A pesquisadora coordena o Grupo de Estudos: Feminismo e Interseccionalidades de la Comunicación y la Cultura (GEFICC) e desenvolve investigações no campo dos estudos culturais e de comunicação, estudo de gêneros e sexualidades e feminismo.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>A atividade é aberta aos interessados nas reflexões teóricas e práticas sobre as relações entre os feminismos e a mídia na contemporaneidade, em especial no contexto latino-americano.</p>
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<p>O evento é organizado pelo Grupo de Pesquisa “Comunicação, Gênero e Desigualdades” (UFSM/CNPq) em parceria interinstitucional com o Grupo de Pesquisa &nbsp;“Comunicação e Práticas Culturais” (UFRGS/CNPq).</p>
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<p>As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas antecipadamente até o dia do evento. A atividade terá participação certificada de 03 horas.</p>
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<p>Palestra &nbsp;“Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda”, com María Laura Schaufler (Universidade de Entre Rios/Argentina)<br>Dia: 23/05/2023<br>Local: Auditório do Prédio 74C<br>Horário: 16h<br>Inscrições:&nbsp;<a href="https://www.even3.com.br/genero-feminismos-e-midiatizacao-339087/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">https://www.even3.com.br/genero-feminismos-e-midiatizacao-339087/</a></p>
<!-- /wp:paragraph --></div><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/478/2023/05/divulgacao-palestra-724x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-1913 size-full" /></figure></div>
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													</item>
						<item>
				<title>Palestra “Gênero, feminismos e midiatização” acontece na UFSM no dia 23</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2023/05/09/palestra-genero-feminismos-e-midiatizacao-acontece-na-ufsm-no-dia-23</link>
				<pubDate>Tue, 09 May 2023 21:08:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
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		<category><![CDATA[Palestra]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=2603</guid>
						<description><![CDATA[No dia 23 de maio, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM promoverá o evento &#8220;Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda&#8221;, com palestra da profa. Dra. María Laura Schaufler, da Universidade de Entre Rios (Argentina).&nbsp; A pesquisadora coordena o Grupo de Estudos: Feminismo e Interseccionalidades de la Comunicación [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:media-text {"mediaId":2604,"mediaType":"image","mediaWidth":30} -->
<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2023/05/Genero_feminismos-212x300.jpg" alt="" class="wp-image-2604 size-full" /></figure><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph -->
<p>No dia 23 de maio, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM promoverá o evento "Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda", com palestra da profa. Dra. María Laura Schaufler, da Universidade de Entre Rios (Argentina).&nbsp; A pesquisadora coordena o Grupo de Estudos: Feminismo e Interseccionalidades de la Comunicación y la Cultura (GEFICC) e desenvolve investigações no campo dos estudos culturais e de comunicação, estudo de gêneros e sexualidades e feminismo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além de estudantes do POSCOM e dos cursos de graduação em Comunicação da UFSM, a palestra é aberta a todas as pessoas interessadas na temática e tem como objetivo estimular avanços nas reflexões teóricas e práticas sobre as relações entre os feminismos e a mídia na contemporaneidade, em especial no contexto latino-americano. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O evento é organizado pelo Grupo de Pesquisa “Comunicação, Gênero e Desigualdades” (UFSM/CNPq) em parceria interinstitucional com o Grupo de Pesquisa  “Comunicação e Práticas Culturais” (UFRGS/CNPq).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph --></div></div>
<!-- /wp:media-text -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas antecipadamente até o dia do evento. A atividade terá participação certificada de 03 horas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Palestra &nbsp;“Gênero, feminismos e midiatização: perspectivas de estudos a partir da quarta onda”, com María Laura Schaufler (Universidade de Entre Rios/Argentina)<br>Dia: 23/05/2023<br>Local: Auditório do Prédio 74C<br>Horário: 16h<br>Inscrições:&nbsp;<a href="https://www.even3.com.br/genero-feminismos-e-midiatizacao-339087/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.even3.com.br/genero-feminismos-e-midiatizacao-339087/</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>‘O feminismo não é entregue de bandeja’</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-feminismo-nao-e-entregue-de-bandeja</link>
				<pubDate>Mon, 02 Jan 2023 17:06:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo estudantil]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo feminista estudantil]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9579</guid>
						<description><![CDATA[Estudo expõe as vivências e aprendizados de um coletivo feminista estudantil no Rio Grande do Sul]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em um artigo publicado em 2021, intitulado<u> <a href="https://www.scielo.br/j/ref/a/j5vPMR6hbtzNgjGPK5Y43PF/?lang=pt" target="_blank" rel="noopener">“O feminismo não é entregue de bandeja: saberes e práticas de um coletivo feminista estudantil</a></u><u>”</u>, a mestra em Psicologia Vanessa Soares de Castro, junto às pesquisadoras Adriane Roso e Camila dos Santos Gonçalves, escreveu sobre sua experiência com o Coletivo Ovelhas Negras, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Ibirubá. O artigo deriva da dissertação de mestrado de Vanessa, defendida em 2019 na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), sob orientação da professora Adriane Roso e denominada “<u><a href="https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/17097/DIS_PPGPSICOLOGIA_2019_CASTRO_VANESSA.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank" rel="noopener">Movimentos Feministas, Minorias Ativas: percurso de um coletivo de estudantes brasileiras do Ensino Médio Integrado</a></u>”.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Coletivo Ovelhas Negras foi fundado, em 2016, por alunas do terceiro ano do Ensino Médio Integrado do IFRS e foi acompanhado pela pesquisadora ao longo de 2017 e 2018, quando participaram da pesquisa 17 estudantes, todas mulheres, entre 15 e 20 anos. No artigo, enfatiza-se a atuação das integrantes do movimento no Instituto, mostra-se o modo como elas se organizaram durante o período observado, as atividades que promoveram e os resultados dessas ações.</p>


<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e colorida, em tons de roxo, rosa e azul escuro, de cartazes com teor feminista. Os cartazes estão espalhados pela imagem e tem formatos quadrados e retangulares. Eles carregam frases como: &quot;Não somos um fetiche&quot;; &quot;Girl Power&quot;; &quot;Ovelhas Negras&quot;; &quot;Lute como uma garota&quot;; &quot;Nenhuma a menos&quot;; &quot;Aborto: questão de saúde pública&quot;; &quot;Não me elogie insultando outra mulher&quot;; &quot;Respeito antes do gênero!&quot;; &quot;Vamos juntas?&quot;; &quot;Viva El feminismo&quot;; &quot;Tire seu patriarcado do meu caminho que eu quero passar com meu amor&quot;. O fundo é rosa com textura pontilhada." loading="lazy" width="1024" height="667">

A pesquisa se desenvolveu a partir da elaboração de um diário de campo, produzido por meio do contato de Vanessa com o Coletivo, que ocorreu com a participação em reuniões, encontros e ações promovidas pelas estudantes. Vanessa, que trabalha como psicóloga na instituição de ensino em que o Coletivo atua, relembra como surgiu a vontade de pesquisar essa temática: “Na época da minha graduação - me formei em 2013 -, não tive nada sobre 'gênero', não era um assunto que se debatia. Então, quando esse assunto começou a surgir, fui pesquisar e daí veio a curiosidade, a vontade de entender mais sobre e o que levava aquelas meninas a se interessarem por isso”, relata.
<table style="border-collapse: collapse;width: 100%">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%"><b>Feminismo:</b>

O feminismo não é um movimento homogêneo, pois é constituído por diferentes mulheres, com diferentes vivências, reivindicações e práticas. Ao ser estudado, costuma ser dividido em “ondas”, que seriam momentos sócio-históricos em que diferentes pautas ganham destaque, como foi, por exemplo, a reivindicação do direito ao voto para as mulheres. No entanto, a periodização do feminismo em ondas é bastante controversa, já que transmite a ideia de que o movimento se desenvolveu em uma única direção e modo, em todos os lugares e ao mesmo tempo - o que não é correto. Isso acontece pois, por muito tempo, a história do movimento feminista foi pautada por uma literatura europeia e norte-americana, que deixou de lado a pluralidade do movimento das mulheres ao redor do mundo.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
Atualmente, busca-se trabalhar questões feministas interligadas a outros temas sociais, como raça, classe e sexualidade, uma vez que esses temas são complementares - e não excludentes. Também há busca por uma literatura nacional, que valorize movimentos regionais, constituintes da identidade brasileira. No país, temos importantes nomes, hoje reconhecidas como grandes pensadoras do movimento feminista, como a filósofa, escritora e ativista <u><b><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/ensaistas/1426-sueli-carneiro" target="_blank" rel="noopener">Sueli Carneiro</a></b></u>, e a linguista e escritora <u><b><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/188-conceicao-evaristo" target="_blank" rel="noopener">Conceição Evaristo</a></b></u>.&nbsp;&nbsp;

Levando em conta essa multiplicidade de campos e assuntos a serem explorados, Vanessa e as demais autoras do artigo delimitaram três campos culturais importantes para análise e os contextualizaram por meio de teorias e autores da área da Psicologia Social . Os três campos são: “sororidade”, “controle dos corpos e sexulidades” e “ser mulher/ser feminista”.
<table style="border-collapse: collapse;width: 100%">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%"><b>Sororidade:</b>

As&nbsp; integrantes do Coletivo interpretaram o termo “sororidade” como algo que se opõe à “rivalidade feminina”. Elas se apropriaram do termo e o renovaram ao utilizá-lo para caracterizar solidariedade e coletividade. As estudantes do Coletivo Ovelhas Negras abordam esses temas por meio da confecção de cartazes e ações coletivas. Um exemplo de ação realizada foi a disponibilização, por parte da escola, de caixinhas para a doação de absorventes. Para manter em anonimato a identidade das alunas participantes, são utilizadas letras (A, na citação abaixo) para referir-se às falas das estudantes no diário de campo.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<i>A. falou sobre a questão da sororidade, de como é um assunto que ela acha que precisa ser bastante abordado. Disse que por mais que já faça parte do Coletivo e já se diga feminista desde o ano passado, foi só neste ano que começou a ver em si mesma a questão da “rivalidade feminina”, de como reproduzia isso, e começou a tentar mudar </i>(Diário de campo, registro do dia 01/10/2018, p. 67).&nbsp;

Vanessa ressalta que a delimitação dos tópicos surgiu do entendimento acerca do cotidiano das estudantes. Desse modo, falar sobre sororidade é entender as relações interpessoais desenvolvidas no colégio: “Quando falam da questão da sororidade, eu vi ali uma forma de elas lidarem com as relações interpessoais, o modo como essas relações estão presentes no cotidiano delas enquanto adolescentes e dentro da escola”, explica.
<h3>Controle dos corpos e das sexualidades</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Já no tópico do “controle dos corpos e das sexualidades'',&nbsp; as autoras abordam o modo como o Coletivo atuou com mobilizações sobre o direito das estudantes vestirem as roupas que quiserem, sem que isso influencie no julgamento que terceiros fazem delas. Tal mobilização surgiu ainda em 2016, quando as alunas promoveram o “Ato Contra a Cultura do Estupro”, <u><b></b></u><u><b><a href="https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/05/vitima-de-estupro-coletivo-no-rio-conta-que-acordou-dopada-e-nua.html" target="_blank" rel="noopener">em solidariedade a um caso de estupro coletivo sofrido por uma jovem no Rio de Janeiro</a></b></u>.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O entendimento e o uso de diferentes termos pelas integrantes do Coletivo se modificou com o tempo. O termo “assédio” passou a ser adotado pelas jovens com maior frequência no lugar de “cultura do estupro”, por se tratar de um termo de mais fácil entendimento e também por caracterizar vivências mais próximas às estudantes. Outra questão que apareceu com a pesquisa foi o necessário cuidado com máximas como “meu corpo, minhas regras”, por se tratar de uma retórica que não leva em conta o modo como os corpos estão socialmente relacionados, ou seja, não se trata apenas de um corpo individual - de uma pessoa -&nbsp; mas de todas as questões sociais e históricas relacionados à ele, devido ao gênero, sexualidade, raça, classe, dentre outros fatores.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O que se percebe, de acordo com os relatos trazidos pelas pesquisadoras, é que o Coletivo está em constante processo de “desacomodação”, em que as estudantes começam a entender suas relações com o cotidiano e com teorias próprias dos estudos feministas. A partir de conversas, ações e inserção em outros contextos, novas discussões emergem.</p>

<h3>Ser mulher e ser feminista</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O terceiro tópico é o “ser mulher/ser feminista”, em que é caracterizado como as estudantes entendem a construção social das diferentes formas de agir em sociedade, que são diferentes para homens e para mulheres. Neste tópico, ganha destaque o debate das jovens em torno das diferentes exigências sociais que são postas para meninos e meninas, desde a infância, quando meninos costumam ser ensinados a seguir um determinado ideal de masculinidade e as meninas são ensinadas a seguir um ideal de feminilidade. O próprio nome do Coletivo ser “Ovelhas Negras” remonta à ideia das estudantes não serem bem vistas pelas famílias por terem um posicionamento questionador.&nbsp;&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Há uma separação do que é esperado de homens e mulheres com base no gênero, e as alunas debatem sobre isso. Um exemplo é a divisão sexual do trabalho, em que a mulher é designada para trabalhos domésticos e reprodutivos e os homens estão na esfera produtiva. Outro modo de perceber essa separação é a partir da classificação de trabalhos mais valorizados por meio do salário - <u><b><a href="https://g1.globo.com/dia-das-mulheres/noticia/2022/03/08/mulheres-ganham-em-media-205percent-menos-que-homens-no-brasil.ghtml" target="_blank" rel="noopener">com os homens recebendo valores mais altos</a></b></u>. As jovens entendem o “ser” feminista como o momento em que se percebe tais desigualdades e se busca mudar essa realidade.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A. falou sobre a questão do machismo no curso técnico em Mecânica, de como não há nenhuma professora na área técnica, e de como os professores homens do curso são machistas. [...] Ela também contou da dificuldade ao procurar estágio, de como uma mulher, mãe do dono da empresa, disse que só estavam contratando homens [...] porque as mulheres não ficavam na área, já que Engenharia Mecânica não é curso para mulher. Além disso, segundo a estudante, quando a empresa contrata mulheres, é apenas em setor sem tantos homens, pois do contrário elas são assediadas - o que faz com que a empresa apenas resolva contratar menos mulheres (Diário de campo, registro do dia 01/10/2018, p. 68).</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A visão do Coletivo sobre o “ser” mulher se baseava, no ínicio, em uma noção homogeneizante, o que é pontuado no artigo. A intersecção do gênero com outros marcadores como raça e classe não era considerado inicialmente, muito também por se tratar do primeiro contato das jovens com o movimento. A complexidade do debate foi alcançada com o tempo, quando foram incorporadas outras problemáticas.</p>

<figure>
										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/ColFem_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de uma faixa horizontal branca pendurada em um corrimão. A fotografia está em ângulo diagonal, o que permite ver a entrada de um prédio cinza, com porta e janelas, uma rampa de acesso e a parte inferior da rampa. Na faixa, em letras vermelhas, a frase: &quot;Respeite minha existência ou aceite minha resistência&quot;. No lado direito da faixa, em preto, o símbolo do feminismo." loading="lazy" width="1024" height="667"><figcaption>Faixa confeccionada pelas estudantes.</figcaption></figure>
<h3>Para além do superficial: discursos que devem incomodar</h3>
<p id="docs-internal-guid-59978e9d-7fff-6970-1503-0ca6f4e0b5ae" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Tópicos como raça, classe social e sexualidades são pontos que perpassam o feminismo e o ato de ser feminista. No artigo, é pontuado como a questão da negritude ganhou destaque nos debates do Coletivo depois de uma estudante negra integrar o grupo e a participação de alunas em uma palestra sobre a história da filósofa e ativista Angela Davis, além da notícia do assassinato da socióloga e vereadora Marielle Franco.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ontem, nós assistimos à palestra sobre a Angela Davis, negra, feminista, mulher de luta. E naquela mesma hora Marielle Franco, mulher, vereadora do Rio de Janeiro, negra, feminista, e fiscal da intervenção militar que vinha relatando abuso de poder por parte dos policiais foi assassinada com 5 tiros na cabeça e no rosto (Diário de campo, registro do dia 19/03/2018, p. 43-44).</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Vanessa pontua a importância de compreender o quanto os discursos produzidos pelas estudantes fugiam da superficialidade. A pesquisadora conta que muitos estudantes chegavam ao Instituto com noções acerca do que é caracterizado como assédio, o que é consentimento e outros tópicos importantes, mas a noção de uma luta coletiva ainda era algo complexo e longe da realidade desses jovens. Com o passar do tempo e a participação dos e das estudantes em ações promovidas pelo Coletivo, além do ingresso de novas integrantes no meio, os debates se aprofundavam, com a inserção de novas temáticas.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No período analisado, a maioria das estudantes eram meninas brancas, de classe média e da região urbana. Ampliar o debate para tópicos que envolvem e fomentam outras discussões sociais era uma preocupação presente no Coletivo. “É importante fazer essa ligação, entender que questões de gênero se relacionam com raça, com classe e debater sobre isso”, enfatiza Vanessa.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As jovens buscavam constantemente avaliar e refletir sobre as próprias ideias, na busca por um feminismo amplo, capaz de melhorar a vida das pessoas. A frase que dá nome ao artigo, “o feminismo não é entregue de bandeja”, deriva da fala de uma das integrantes, o que mostra o entendimento delas acerca do ser feminista, caracterizado como difícil por ir na contramão do pensamento vigente na sociedade.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
A. disse que o feminismo não é algo ‘entregue de bandeja’ para elas, é preciso ir atrás, buscar, pesquisar, e vai ser algo incômodo. B. complementou, afirmando que dizem que o feminismo é chato (no sentido de que causa muito incômodo, atrapalha certas coisas), e as pessoas têm razão nesse ponto, pois ele é mesmo, precisa ser (Diário de campo, registro do dia 20/03/2018, p. 49).
<h3>O uso das redes sociais</h3>
<p id="docs-internal-guid-65b80492-7fff-5875-0c5b-6d4a25c84b98" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O meio digital tem se tornado um ambiente em que diversos debates surgem e temáticas diversas são colocadas em pauta diariamente, em diferentes plataformas de redes sociais digitais. Para o Coletivo Ovelhas Negras, as redes sociais se constituíram como importantes locais para entender e observar o que acontecia, quais assuntos eram abordados e como as estudantes poderiam incorporar esses debates ao cotidiano escolar.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Vanessa enfatiza que, mesmo&nbsp; com as redes sociais como espaços importantes de debate,&nbsp; as discussões devem ultrapassar o ambiente virtual. “Era uma preocupação minha tentar trazer pra elas algumas discussões de forma simples, mas que também consiga dar a complexidade daquele assunto. Trazer de uma forma que seja acessível, mas que também consiga mostrar o quanto aquilo tem nuances”, destaca a pesquisadora.</p>

<h3>Pandemia e o retorno à ações presenciais</h3>
<p id="docs-internal-guid-9dfcea6b-7fff-f3ef-1c97-50400669c366" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com a pandemia de Covid-19, as ações do Coletivo - que aconteciam principalmente por meio de rodas de conversa e ações práticas, como a confecção de cartazes, tiveram de ser interrompidas e os modos de atuação do grupo foram prejudicados. Vanessa conta que o processo de retomada dessas atividades ocorre, ainda que lentamente: “O que eu sinto é que eu preciso estar ali tentando ajudar, tentando criar um ambiente em que elas possam atuar e dar algumas orientações”, ressalta.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A pesquisadora também reitera que algumas atividades que já eram produzidas nos anos anteriores foram retomadas, além da renovação do Coletivo com o ingresso de novas participantes. “Eu sinto que é um espaço que precisa ser reconquistado, elas têm reivindicações e precisam ser ouvidas”, ressalta.</p>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Milene Eichelberger, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Mariana Henriques e Luciane Treulieb, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Necom promove palestra sobre Gênero e Campesinidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccsh/2022/10/18/necom-promove-palestra-sobre-genero-e-campesinidade</link>
				<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 16:44:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[inscrição]]></category>
		<category><![CDATA[PPGCS]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccsh/?p=3397</guid>
						<description><![CDATA[O Núcleo de Estudos Contemporâneos (NECOM-UFSM), em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e com o Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da UFSM, convida a toda a comunidade acadêmica para a palestra Gênero e Campesinidade: Ontem e hoje, a ser ministrada pela [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Núcleo de Estudos Contemporâneos (NECOM-UFSM), em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e com o Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da UFSM, convida a toda a comunidade acadêmica para a palestra <b>Gênero e Campesinidade: Ontem e hoje</b>, a ser ministrada pela Professora Ellen Woortmann da Universidade de Brasília (UnB). </p>
<div>A palestra será de forma virtual, via Google Meet, e contará  2 horas de ACG. Para garantir a participação no evento é necessária a <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf5lhY9WjRCdLXCAGzP9s2JIlswTU3qRp3yd6xoh3l1HPr8KQ/viewform">inscrição prévia</a>.</div>
<div> </div>
<div>Ellen Fensterseifer Woortmann é professora da UnB vinculada ao Departamento de Antropologia. Graduada e Especialista em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, mestra e doutora em Antropologia Social pela Universidade de Brasília e Pós-Doutora pela Universidade de Barcelona e também na <em>Oslo University</em>, Ellen, ao longo de sua trajetória acadêmica, têm discorrido acerca da tradição e modernidade, parentesco, imigrações comparadas, campesinato, saberes tradicionais, memória, alimentação e gênero, sendo hoje, referência nestas áreas.
<div> </div>
</div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Patronesse da Feira do Livro, professora da UFSM fala sobre a importância da leitura de autoras mulheres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/05/09/patronesse-da-feira-do-livro-professora-da-ufsm-fala-sobre-a-importancia-da-leitura-de-autoras-mulheres</link>
				<pubDate>Mon, 09 May 2022 23:46:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[feira do livro de santa maria]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=58499</guid>
						<description><![CDATA[Ler autoras mulheres é abrir espaço para que meninas sonhem e se sintam representadas na literatura, afirma Nikelen]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/05/IMG-8607.jpg" alt="" width="545" height="408" />No último sábado (7), ocorreu a Noite da Patronesse, no Theatro Treze de Maio. O evento faz parte da programação da<a href="http://feiradolivrosm.com.br/"> 49ª Feira do Livro de Santa Maria</a> e teve a participação das professoras da UFSM, Nikelen Witter e Monalisa Dias. O tema da conversa foi a hashtag #LeiaMulheres, as obras literárias da patronesse e o Clube de Leituras Bem-ditas.</p>
<p>Nikelen Witter, patronesse desta edição da Feira, é professora do departamento de História da UFSM e coordena o Grupo de Estudos e Extensão Universidade das Mulheres (GEEUM@), projeto que busca estudar e debater uma visão de mundo feminista e estimular esse conhecimento como forma de prevenção e combate à exclusão e violência de gênero. Como pesquisadora, se dedica a investigações de questões que envolvam gênero e a história das mulheres na época contemporânea. </p>
<p>Durante sua fala, Nikelen abordou a importância das mulheres na literatura e da visibilidade dada a elas, que ainda sofrem preconceitos e têm menos espaço no mundo dos livros. A docente também frisou que a falta de leitura de autoras não é por escassez ou baixa qualidade, mas pela tradição do meio de priorizar e promover autores homens. A professora explica que, em algumas situações, ainda causa estranheza ver mulheres falando ou escrevendo sobre determinados assuntos, mas quanto mais mulheres ocuparem esses espaços, mais meninas se sentirão representadas e poderão sonhar em estar à frente dos mais diversos projetos. </p>
<p>Como escritora, Nikelen possui cinco livros publicados e algumas premiações e é uma das mais importantes representantes no Brasil do gênero <em>steampunk</em> (subgênero da ficção científica). Sobre essa experiência ela conta que é uma surpresa para muitas pessoas verem uma mulher fazer uma obra de ficção científica, já que o senso comum é que as mulheres se atenham ao gênero romance. “Não é uma disputa, ‘agora os homens não podem escrever’ ou ‘agora não vou ler mais homens’, não é sobre isso, é sobre abrir espaço, para que as autoras possam falar, possam imaginar mulheres.”, afirmou ela. Além da dificuldade em relação a gênero, ser uma autora brasileira e fora da região sudeste se apresenta como um obstáculo, pois há uma resistência dos consumidores em sair do eixo Rio-São Paulo, mas que para quem gosta de inovações na literatura, a melhor opção é deixar o centro e começar a olhar para as periferias. </p>
<p>Sobre a UFSM, Nikelen conta que a estrutura de trabalho permite criar e ter uma troca com os alunos, “Eu sou uma professora que gosta dessa troca, dessa paixão e dessa inventividade, tanto no ensinar, quanto no aprender, quanto no criar”. Ainda afirma que gostaria que houvesse maior aceitação e valorização do público local, pois enquanto autora e moradora de Santa Maria, vê que muitas pessoas preferem buscar autores “de fora”, e espera que ser patronesse seja uma forma de alcançar esse público.</p>
<p>Como forma de enfrentar essa realidade e buscar mais espaço para a literatura feminina, uma das atuações de Nikelen, juntamente com Monalisa Dias, é o Clube de Leitura Bem-ditas, um grupo com o objetivo de incentivar a leitura de autoras mulheres. O Bem-ditas teve início em maio de 2017 e continua ativo até hoje, sem interrupções durante a pandemia, quando houve, inclusive, uma expansão do alcance do Clube por meio do grupo no Facebook e reuniões por videoconferência. Ao todo, mais de 50 autoras foram lidas durante os encontros.  </p>
<p>Para conhecer o Bem-ditas e saber mais sobre o projeto, basta buscar a página no <a href="https://www.instagram.com/bemditasclubedeleitura/">Instagram</a> e verificar as leituras indicadas.</p>
<p><strong>UFSM na Feira do Livro</strong></p>
<p>Desde o dia 29 de abril até o dia 14 de maio a UFSM participa da 49ª Feira do Livro de Santa Maria com três estandes e uma programação variada. </p>
<p>Saiba mais sobre as atividades da UFSM na Feira na matéria produzida pela TV Campus.</p>
<p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<p></p>
<p>https://www.youtube.com/watch?v=9y-UN78r9Yg&amp;ab_channel=TVCampusUFSM</p>
<p>.Texto: Ana Laura Iwai<br>Foto: Ana Alícia Flores<br>Edição: Mariana Henriques<br>Vídeo: TV Campus</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Maternidade nas mídias: entre a crítica, a romantização e a pressão social</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/maternidade-nas-midias-entre-a-critica-a-romantizacao-e-a-pressao-social</link>
				<pubDate>Fri, 06 May 2022 14:15:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
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						<description><![CDATA[Em entrevista, a pesquisadora da comunicação Milena Freire fala sobre o estudo da maternidade nas redes sociais digitais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Depois do nascimento da segunda filha, há cinco anos, Milena Freire se deparou com um dilema: a vontade de voltar ao trabalho e o sentimento de não se sentir preparada para o retorno. Ela é pesquisadora no campo da Comunicação, coordenadora no <b><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/gp.comunicacaoegenero/">Grupo de Pesquisa Comunicação, Gênero e Desigualdades (CNPq/UFSM)</a></b> e docente do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no curso de Publicidade e Propaganda. Diante do impasse, ela usou suas redes sociais digitais para compartilhar o misto de sentimentos: “Eu escrevi um post em que coloquei algo do tipo: ‘não tá tudo bem, não sei se quero voltar, eu não estou pronta, mas ao mesmo tempo eu quero’”, conta.</p>		
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										<img width="550" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/image1-550x1024.jpg" alt="Captura de tela de post do Facebook em formato vertical. Na parte superior, fotografia circular ao lado do nome &quot;Milena Freire&quot; em azul. Abaixo, texto em preto: &quot;Eu não estou pronta. Amanhã é o meu último dia de licença maternidade (+ férias). Foram precisamente 228 dias que tive para me renovar como mãe e como mulher. Tenho consciência do meu privilégio em acompanhar integralmente os primeiros meses da Nina. Mas isso não me tira do pensamento a intranquilidade a que são submetidas as mães, sejam elas trabalhadoras do mercado ou do lar. A maternidade nos faz experimentar os sentimentos mais ambivalentes: força/cansaço; alegria/tristeza; companhia/solidão; coragem/insegurança. A licença, nesse contexto, parece o momento &quot;legal&quot; que lhe foi destinado a viver e ajustar todos os sentimentos, além dos cuidados objetivos que o bebê precisa. Como se todo o restante da vida ficasse parado nesse período ou como se ela voltasse ao &quot;normal&quot; após sua passagem. Nos primeiros meses da maternidade, cada demonstrava do desenvolvimento do bebê nos faz sentir alegria e orgulho, na mesma medida em que a soma de cada nova tarefa traz uma angústia que parece incompreensível aos olhos de quem vê de fora. Fralda, sono, peito, banho, mamadeira, roupa, remédio, médico, vacina, brinquedo, estímulo, choro, satisfação. Tudo se soma ao que já existia antes, mas não tem a mesma cara. Foi preciso administrar o que de alguma forma mudou com a chegada da Nina: a casa, a relação com o marido, com o próprio corpo, com o filho que virou &quot;mano&quot; (e que sentiu ciúmes). Quantas vezes achei que não conseguiria dar conta. Quantas efetivamente não dei. O que mais me inquieta, de fato, é saber que a maior parte destas preocupações e expectativas são criadas. Por mim e pelo entorno. E o que é mais intrigante: não se fala sobre isso. A maior parte das mães (para não dizer todas), vive estes sentimentos mas não se encoraja a falar do que lhes fragiliza. Somos estimuladas a sustentar a ideia de que tudo está maravilhoso e sob controle. Para mim, o momento de voltar ao trabalho, retomar a rotina sem que nada (nem eu mesma) seja como antes, faz abrir um abismo. Uma série de dúvidas, inseguranças, cobranças desorganizam (um pouco mais) a cabeça e o coração. É hora de saber dividir o tempo, a atenção, de fazer um encaixe entre as novas e as velhas tarefas e preocupações. O sentimento (e a certeza) de que será necessário estar em falta com algo/alguém por vezes me desconforta. Olho para Nina, tão doce e tranquila, e penso que ser mar de uma menina pode ser ainda mais desafiador. Talvez eu precise lhe mostrar ao longo da vida que não é possível nem necessário ser &quot;super&quot; ou &quot;dar conta de tudo&quot;. Mas que podemos ser &quot;o melhor possível&quot;, com todo o afeto e intensidade que desejarmos empenhar em cada relação, seja como mãe, como esposa, como filha, como amiga, como profissional ou como dona-de-casa. Que venha a segunda-feira. Eu não estou pronta. Mas talvez não precise mesmo estar." loading="lazy" />											<figcaption>Captura de tela de post de Milena Freire</figcaption>
										</figure>
		<p>Sobre a repercussão, Milena comenta que um dos pontos que chamou a atenção é que só as mulheres da sua rede comentaram a postagem. O outro ponto foi a ambivalência desses comentários: “algumas se identificaram e outras tinham o discurso de que ser mãe é padecer no paraíso”, relembra. A partir disso, a pesquisadora percebeu a necessidade de discussão da intersecção entre maternidades e mídias.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida em tons de azul e verde turquesa. No lado direito da imagem, tela vertical de seleção de foto do Instagram. No centro superior, fotografia de uma mulher com um bebê recém-nascido no colo. A mulher tem pele branca, tem cabelos escuros, ondulados e curtos; ela sorri amplamente; veste regata branca. O bebê veste roupa e touca verde turquesa, e uma chupeta da mesma cor. O fundo da imagem é verde turquesa. Na parte superior da foto, o texto &quot;Nova publicação&quot;. Na parte inferior, sobre fundo branco, o texto &quot;galeria&quot;, e, abaixo, oito fotografias de diferentes ângulos do bebê dispostos em duas fileiras. No centro esquerdo da ilustração, atrás da tela, a mesma mulher, de olhos arregalados, cabelos despenteados, com alguns fios para cima. O bebê está com a boca aberta. Acima e abaixo, recortes de seis comentários: &quot;Realidade de praticamente toda a mãe :)&quot;; &quot;Tá cansada? Ninguém pediu pra nascer?&quot;; &quot;Texto maravilhoso&quot;; &quot;Como eu amo esses textos&quot;; &quot;Tá reclamando por que? Não quis ser mãe?&quot;. O fundo é cinza escuro." loading="lazy" />														
		<p>No próximo domingo (08), ocorre o Dia das Mães, e, em referência à data, a Revista Arco entrevistou Milena Freire para falar sobre sua pesquisa e sua relação com a maternidade, e de que forma ela se intersecciona com as mídias. Confira:</p><p id="docs-internal-guid-da1ebe49-7fff-141f-4bf6-97da34e6cf34" dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Por que a escolha da maternidade como temática de estudo?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Milena: Essa motivação veio a partir da minha experiência pessoal. Mais do que a temática de estudo, acho que a maternidade implicou em uma posição mais afinada e em um reconhecimento da necessidade do estudo e do engajamento feminista. Foi a partir do reconhecimento das desigualdades que me eram postas - e do reconhecimento da existência dessas desigualdades na vida de outras mulheres - que, há treze anos, me coloquei de modo mais próximo e hoje me reconheço como uma mulher e uma pesquisadora feminista. Embora reconhecesse a necessidade de pensar e refletir sobre as desigualdades, foi a experiência da maternidade que me colocou nesse lugar. </p><p>No momento em que ingressei no Programa de Pós-Graduação (Poscom) como docente, apresentei o projeto para ingressar no PPG. Eu já tinha feito, na minha <b><a style="text-decoration: none" href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/3435">pesquisa de doutorado</a></b>, um trabalho que falava sobre gênero e desigualdade, mas a partir de uma perspectiva do trabalho feminino, interseccionado por questões de classe social e por questões que observam o trabalho desde o mercado até o trabalho doméstico. Conforme fui concluindo a tese, essas questões da maternidade se apresentaram entre as minhas entrevistadas que eram mulheres de classe popular. Aí eu parti para o reconhecimento da maternidade como um trabalho.</p>		
							<b>Acho que isso foi algo que conjugou meus interesses anteriores, de observar questões relacionadas ao trabalho, mas de entender que</b> a maternidade inclui uma série de demandas que são colocadas para as mulheres de modo cultural, histórico e social e que, como são atravessadas pela intermediação de questões como afeto, não são reconhecidas como um trabalho. São colocadas como um destino, um prazer, um desígnio de Deus, mas não são vistas como trabalho.
		<p>O meu projeto trabalha as representações da maternidade nas redes sociais. Desde a última década, nos vemos performando ou construindo uma parte importante da nossa sociabilidade a partir das redes sociais digitais. A maternidade, nesse caso, também está bastante implicada no processo, na medida em que se sugere ou se exige das mães que compartilhem essa experiência majoritariamente de modo positivo. Eu me vi pessoalmente demandada e implicada a refletir sobre isso.</p>		
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										<img width="1013" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Retrato-1013x1024.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração quadrada e em tons de azul e verde turquesa de uma mulher em primeiro plano. Ela tem pele branca, cabelos escuros, curtos e levemente ondulados, expressão facial tranquila, faixa etária em torno de quarenta anos. Tem olhos esverdeados, sobrancelha fina e escura. Sorri levemente. Usa camiseta azul marinho. O fundo é verde turquesa." loading="lazy" />											<figcaption>Milena Freire.</figcaption>
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		<p id="docs-internal-guid-8c4a0704-7fff-f8be-d8f5-f90e7398cb61" dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Qual é o maior desafio de pesquisar a maternidade?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Milena: Eu acho que o primeiro desafio é sair do circuito materno, porque a maior parte das trocas que consigo estabelecer no campo de pesquisa são com outras pesquisadoras mães. A maternidade parece, mesmo dentro do campo do feminismo, um assunto menor, doméstico, relacionado ao afeto, ou seja, individual. Um dos pareceres sobre o meu projeto dizia para tomar cuidado para que o projeto não fosse uma questão pessoal, como se a pesquisa não pudesse ser política. Eu, particularmente, me vi envolvida e estimulada a pensar sobre esse tema a partir da minha experiência. Mas não quer dizer que somente pessoas que têm a experiência materna possam falar sobre. A maternidade é uma questão da sociedade.</p>		
							O principal desafio de pesquisar a maternidade é o tanto que esse tema é colocado como menor, como algo que é do interesse apenas de quem está vivendo. E não pode ser. A maternidade é uma questão política.
		<p>Nós como sociedade precisamos continuar existindo. Esse é um grande mérito do neoliberalismo: entregar para a mãe ou para a  mulher a ideia de que a maternidade é uma escolha, logo, é um problema da mulher. Isso tudo é uma falácia. Nós lidamos, na nossa sociedade machista e patriarcal, com uma maternidade que é compulsória. Muitas vezes, as mulheres não escolhem ser mães, nós vivemos em uma sociedade cujos preceitos religiosos e legais não nos permitem interromper uma gravidez. Então a maternidade não é uma escolha. Vivemos em uma sociedade em que a paternidade pode ser negligenciada, basta levantarmos dados estatísticos da quantidade de filhos que não têm o registro paterno [segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 34 milhões de mulheres são chefes de família no Brasil]  e tantos outros que não têm os seus pais próximos no processo de educação. Nesse contexto, quando falamos da pesquisa da maternidade, se diz que isso é coisa de mulherzinha, de mãezinha. Do ponto de vista da pesquisa, se vê que, mesmo dentro dos estudos feministas, não existe um espaço para discutir as questões de maternidade. A minha pesquisa, do ponto de vista teórico, é filiada ao feminismo matricêntrico, de uma pesquisadora canadense chamada Andrea O'Reilly, que diz que a maternidade é um elefante na sala do feminismo. </p><p id="docs-internal-guid-7f2f33cf-7fff-9084-4773-d15adfc13674" dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Quais são as principais características da intersecção entre maternidades e mídias? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Milena: Como uma pesquisadora do campo dos estudos culturais e que tem foco voltado ao que as pessoas fazem com aquilo que elas lêem, consomem, produzem e projetam nesse grande campo comunicacional, meu foco de pesquisa é voltado para entender como as mulheres se relacionam com essas representações de maternidade que elas consomem, mas que elas também produzem. Essas representações são distintas e por vezes antagônicas, às vezes falamos da romantização da maternidade, do que se fala e do que se espera de uma mãe, de que ela também reforce a perspectiva de uma experiência transformadora, de um amor incondicional e assim por diante. Mas, por outro lado, existem outros discursos que fazem esse questionamento. Nós, como partícipes desse grande processo que são as redes sociais digitais, construímos a nossa própria subjetividade materna à medida que partilhamos dessas experiências. Existem pesquisas muito interessantes que vão falar sobre as representações da maternidade na mídia específica e dirigida para as mães, que são os blogs maternos, as revistas, programas, documentários e séries específicos: são saberes quase disciplinares, que vão reportar o saber médico, os grandes especialistas que vão dizer para mãe o que e como se deve fazer alguma coisa. Podemos ver muitas representações da maternidade na publicidade, nas artes e em várias outras intersecções sobre as quais podemos pensar o modo a partir do qual entendemos o que é ser mãe e como ser mãe, que está, muitas vezes, sustentado ou reforçado pela mídia.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: No <a style="text-decoration: none" href="https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/60139">artigo ‘Mãe é mãe, né pai?’</a>, usa-se a expressão ‘maternidade opressora’. É possível estabelecer, na sociedade de hoje, uma maternidade que não seja opressora?</p><p>Milena: Sim, é  para isso que a gente batalha, mas isso não quer dizer que seja fácil. A ideia da maternidade opressora é trabalhada pela Andrea O'Rilley no sentido de entendermos a maternidade como uma opressão adicional às mulheres. Por isso que ela reivindica que devemos observar, no estudo do feminismo, a maternidade no centro da discussão. Existem as opressões que são vividas pelas mulheres e existem as opressões que são vividas pelas mulheres que são mães. Quando eu falo de uma opressão adicional, trata-se de um atravessamento. Pensar nas interseccionalidades não significa pensar em quem é mais oprimido. Não é um concurso, não é um somatório que vai dizer quem é mais oprimido, mas são opressões que precisamos pensar de acordo com o contexto e a realidade. As mulheres mães de classe popular passam por opressões e dificuldades diferentes daquelas mulheres que são mães de classe média, entre outros exemplos. Eu acho que é possível a gente pensar em uma maternidade que não é opressora, mas dentro de um contexto bem específico. Em um contexto social amplo, infelizmente não.</p>		
							A maternidade é opressora porque restringe uma série de cuidados e expectativas à figura da mulher mãe. Mas por que a maternidade pode não ser opressora? Porque a maternagem não é uma condição específica da mulher.
		<p id="docs-internal-guid-1b05a634-7fff-2ff9-44a2-057476dc0591" dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A maternagem é o conjunto de atividades culturalmente atribuídas à mulher, que são relacionados a uma criança para sua educação e para o seu desenvolvimento. Se a maternagem for compartilhada e reconhecida como uma questão social, a maternidade deixa de ser opressora.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: O que definiria a maternidade patriarcal?</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Milena: A Andrea O'Reilly nos faz uma contribuição a partir de dez pressupostos construídos na sociedade patriarcal:: princípio da individualização, da biologização, da essencialização, da privatização, da naturalização, da normalização, da especialização, da intensificação, da idealização e da despolitização. São pressupostos que vão dizer que é a mulher que performa a maternidade e que a mulher que é mãe sabe fazer melhor. Isso é um conceito, mas eu posso observar a maternidade a partir de várias outras lentes. A construção da maternidade patriarcal se dá dentro do que é reconhecido como pressuposto básico da maternidade na nossa cultura. É interessante e é difícil enxergarmos uma maternidade que não seja patriarcal, porque isso está dentro da cultura, mas conseguimos observar como esses preceitos aprisionam a mulher. À medida que esses problemas se tornam evidentes, conseguimos desmistificar determinadas questões e dizer ‘olha, aqui está o momento em que eu me torno oprimida por esse patriarcado’.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: A maternidade é permeada de desigualdades de gênero, padrões e pressões sociais. De que forma essas questões que permeiam a maternidade reverberam nas redes sociais digitais?</p>
<p>Milena: A maternidade romantizada não aparece como uma opressão, muito pelo contrário. Ela aparece como uma dádiva, como a melhor experiência do mundo. Parece até um contrassenso. Cadê a opressão, se está sendo dado a ela a melhor experiência que se pode ter? Mas existe uma série de outros discursos que circulam na rede que tem demonstrado essas opressões, que é aquilo que vamos denominar de maternidade real. Existem perfis que precisam ser observados, o da<a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/andressareiis/"> Andressa Reis</a> é muito interessante: ela é uma mulher negra de classe popular, da periferia do Rio de Janeiro. Ela faz um questionamento muito interessante sobre as posições que são colocadas para as mulheres que são mães. Ela consegue criticar e fazer comparativos a partir de cenas do cotidiano. É um conteúdo que extrapola as redes e circula entre as mulheres, que começam a se identificar. É interessante esse movimento. Quanto mais damos visibilidade, mais as mulheres se veem identificadas. Em 2020, nós fizemos um questionário com mais de 2000 respostas para a pesquisa “Maternidade e uso das redes em tempos de pandemia”, do Grupo de Pesquisa Comunicação, Gênero e Desigualdades (CNPq/UFSM): por um lado, 80% das mulheres que são mães afirmaram que leem e consomem esse material que critica e que questiona determinados aspectos da maternidade. No entanto, uma parte considerável delas afirmou que não se sente confortável para repostar ou produzir material com esse conteúdo. Isso é interessante porque demonstra a existência dessa engrenagem:</p>		
							&nbsp;Na mesma medida em que essas mulheres consomem, leem e se interessam por esse questionamento da maternidade, elas não se sentem à vontade para expôr a crítica nas suas páginas pessoais. Em alguma medida, elas sabem que, se colocarem essa crítica nas suas páginas, vão ter que enfrentar a opressão da maternidade patriarcal.
		<p>Mas, ainda assim, consumir esse material já é um movimento importante. A&nbsp; crítica está circulando e as mulheres, em alguma medida, podem se sentir aptas a construir o discurso e a crítica nas suas rotinas. Isso tem um valor significativo e precisamos reconhecer como uma prática desse movimento.</p>		
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										<img width="1024" height="790" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Foto-1024x790.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de uma mulher e duas crianças. No centro, mulher de pele branca, cabelos castanho claros, curtos e lisos levemente ondulados, tem olhos escuros, algumas rugas e sorri amplamente; veste casaco escuro e lenço xadrez em tons terrosos. Na esquerda, menina de cinco anos, de pele branca, cabelos loiro escuros e lisos, olhos escuros; ela veste um moletom cinza claro com uma borboleta dourada. No lado direito, menino de em torno de dez anos, tem pele branca, cabelos loiro escuros e ondulados, olhos escuros; veste moletom preto. Ao fundo, estante com livros." loading="lazy" />											<figcaption>Milena Freire e os filhos, Nina e Tomás.</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-1dbfb88e-7fff-56bf-53a2-6aeac740d2b1" dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: De que forma os perfis em redes sociais digitais que contestam  os papéis de gênero e a maternidade enquanto instituição podem contribuir no debate além de fazer circular a crítica?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Milena: A pandemia elucidou e demonstrou que estamos atravessando uma crise do cuidado, e ela se intensificou a partir da pandemia. Naquele momento em que estávamos em isolamento, em que a casa se tornou o principal espaço de sociabilidade e de cuidado, foram as mulheres que mais foram sobrecarregadas, tanto no cuidado com os filhos como com o cuidado com o ambiente doméstico e com os próprios familiares. A ideia do cuidado ultrapassa o cuidado com os filhos e ela vai até o cuidado com toda a família. A crise do cuidado fez eclodir coletivos maternos, que se constituem e se fortalecem a partir das redes. Eles se consolidam e se juntam para reivindicar políticas públicas de combate a essas desigualdades. Dentro do ambiente universitário, as mães que mais sofreram com a pandemia são as estudantes que precisaram manter sua rotina de estudos e, por muitas vezes, perderam os seus benefícios socioeconômicos e não tinham onde deixar os seus filhos em creche ou em escola. Além disso,  há algo que eu acho que é interessante pensarmos no que diz respeito aos leitores da Arco: nós não temos um respaldo substancial que dê conta das demandas das mães estudantes. Para mães estudantes, não há licença maternidade - é um período de afastamento tal como uma licença de exercícios domiciliares. Mas esse filho continua adoecendo, precisa ir ao médico. Quando essa estudante mãe precisa faltar, ela precisa contar com a boa vontade dos professores. Nós precisamos de espaços em que essas mães possam deixar seus filhos quando precisam fazer um trabalho coletivo. É a partir desses coletivos maternos que as mães se juntam para falar sobre suas questões e para reivindicar a maior parte dos seus direitos. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Como se constitui a representação da maternidade pela mídia hegemônica? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Milena: A mídia hegemônica tende a não fazer maiores questionamentos. Não é ela que propõe desestruturar o que está posto. Só acontece quando já é questionado na sociedade. A mídia hegemônica vai dar conta de determinadas pautas, e a telenovela é uma excelente representação para isso. Não estou dizendo que não é importante que a mídia hegemônica faça esse questionamento, mas ela amplia um movimento que já está fundado na própria sociedade.  A publicidade não consegue fazer isso, nunca conseguiu e não sei se ela está interessada em fazer. O máximo que ela vai fazer é colocar a dupla maternidade, colocar mulheres negras no comercial, mas o pai continua aparecendo como um sujeito coadjuvante, como aquele que brinca ou como desastrado. Ele não aparece como alguém que exerce a maternagem. O humor é usado como um elemento sofisticado para dizer e reiterar isso, e acaba por favorecer uma lógica que é nociva. Existem representações de desconstrução dessa mídia hegemônica, mas elas são tímidas. Eu vejo como um movimento que já é pulsante na própria sociedade. A mídia especializada e o cinema conseguem questionar mais. Mas, se olhar para o jornalismo, para a publicidade e para a telenovela como discursos hegemônicos, o que mais vemos é o reforço do padrão que oprime as mulheres. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.575;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Qual o espaço que ocupa a romantização da maternidade nessas diferentes mídias? </p><p>Milena: É o maior espaço. Eu acho que o que a gente tem visto nos últimos anos é uma quebra. Quando entrevistamos as mulheres, elas reproduzem isso, elas dizem que o laço entre a mãe e o filho é diferente porque a mãe é que gera desde a barriga. O espaço é predominante e o questionamento é mínimo. Precisamos pensar sobre isso, inclusive como esse questionamento aparece. Na nossa configuração social e política, o jornalismo às vezes traz o discurso de protagonismo de famílias monoparentais e das mulheres chefes de família como se elas estivessem protagonizando uma revolução. Isso aparece como positivo, mas não se descortina. É um grande problema social que está posto. Ou temos um discurso absolutamente nocivo da mídia, ou um discurso que é sustentado e que circula na sociedade e que se o jornalismo não tomar conta e não cuidar com o que fala, acaba por reforçar e reproduzir como uma verdade.</p>		
							<p dir="ltr" style="line-height:1.575;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt" id="docs-internal-guid-2ac886fd-7fff-adcc-3f4a-941914765475">Falar sobre maternidade é também falar sobre uma estrutura social mais ampla que condiciona ou que coloca a mulher em um espaço difícil.&nbsp;</p>
		<p><strong><em>Expediente: </em></strong></p><p><em><strong>Entrevista:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Linn da Quebrada: performance política, visibilidade trans e BBB</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/linn-da-quebrada-performance-politica-visibilidade-trans-e-bbb</link>
				<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 13:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[bbb]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[linn da quebrada]]></category>
		<category><![CDATA[linna]]></category>
		<category><![CDATA[mulher trans]]></category>
		<category><![CDATA[performance política]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[transexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[travesti]]></category>
		<category><![CDATA[visibilidade trans]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9190</guid>
						<description><![CDATA[A cantora provocou discussões de gênero e sexualidade no BBB e nas redes sociais, e já foi objeto de estudo em pesquisa da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Eliminada do reality show Big Brother Brasil no último domingo (10), a artista Linn da Quebrada se destacou nas redes sociais. De acordo com o <a style="text-decoration: none" href="https://trends.google.com.br/trends/explore?q=%2Fg%2F11fz9y4r18&amp;geo=BR">Google Trends Brasil</a>, após o anúncio de sua participação, o nome da cantora foi pesquisado mais de 50 mil vezes. Cerca de<a style="text-decoration: none" href="https://www.imoinsights.com.br/de-olho-no-bbb"> 84% dos brasileiros</a> acompanham o programa e Linn alcançou o Top 10 dos finalistas. Por se identificar como travesti e frequentemente referir-se a si mesma como "bicha, trans, preta e periférica”, a sua participação impactou as redes sociais e evidenciou a necessidade de trazer visibilidade para essa comunidade.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/04/Linn_Capa-1024x667.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida em tons de azul e roxo. No centro, em primeiro plano, uma mulher trans, de pele negra, cabelos curtos, ondulados e escuros na altura do ombro. Ela tem rosto angular, olhos escuros, sobrancelhas grossas, arqueadas e na cor preta, nariz e boca grandes. Na testa, tem uma tatuagem preta de arame farpado, e, acima da sobrancelha direita, uma tatuagem preta com a palavra &quot;Ela&quot;. Sorri levemente. Veste uma blusa azul com alças. Atrás, fundo azul marinho em textura com os símbolos da comunidade trans, formado por um círculo com uma flecha e um tracinho na parte superior esquerda, uma flecha na parte superior direita e uma cruz na parte inferior." loading="lazy" />														
		<p>A artista já era conhecida pelo público LGBTQIA+ e também ganhou evidência a partir de papéis em séries, novelas e por sua carreira musical. Linn da Quebrada se considera uma artista afrontosa, que toca em assuntos polêmicos e questiona as normas de gênero e sexualidade. Por isso, a cantora foi objeto de pesquisa em um <a style="text-decoration: none" href="https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/67834/46904">artigo</a> na Revista Estudos Feministas (REF), em que Patrick Borges Ramires de Souza, cientista social graduado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é um dos autores. “A Linn faz parte de um corte geracional de pessoas muito jovens que buscam enfrentar as noções de gênero, calcadas no binarismo heterossexual do masculino e feminino. Isso despertou o meu interesse de investigação, então eu comecei a pesquisar sobre ela”, diz Patrick.</p>		
			<h3>A repercussão de Linn da Quebrada no BBB</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-641a1cae-7fff-da12-1731-1dfdd1e8532f" dir="ltr">A participação de Linn no reality show não foi repentina: desde a inclusão de personalidades famosas no programa, os fãs da artista faziam campanha para que ela fizesse parte do elenco. “Ela queria se inserir nesse espaço, também como um local legítimo de ser ocupado por um corpo como o dela. Um corpo transgressor, preto, periférico e de uma travesti. Ela já trazia nas redes sociais a importância de ocupar esse espaço de forma política e eu acredito que é o que ela fez no programa”, afirma Patrick. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr">Durante os 22 anos do BBB, houve apenas uma participante trans antes da Linn. Ariadna participou da edição de 2011, foi a primeira eliminada e  se revelou transexual somente após sua saída. Na época, houve receptividade negativa por parte do público. Dez anos depois, Linn da Quebrada participou do programa com uma trajetória diferente: a cantora assumiu uma postura de protagonista e foi bem aceita pela audiência. Segundo uma pesquisa feita pela <a href="https://www.imoinsights.com.br/de-olho-no-bbb">IMO Insights</a>, Linn recebeu 68% de aprovação do público e foi vista como uma pessoa batalhadora. Ela também alcançou três milhões de seguidores no seu <a href="https://www.instagram.com/linndaquebrada/">Instagram</a> após sua eliminação. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr">A presença da artista no reality gerou discussões nas redes sociais sobre gênero e sexualidade. Para Patrick, é importante que esse debate aconteça: “O BBB também é acompanhado pela família tradicional brasileira e o programa permitiu que esse diálogo entrasse na casa das pessoas. A Linn trouxe essas questões para espaços que talvez em outros momentos não teria oportunidade de estar”, reflete. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr">Outro debate importante provocado por Linn foi o da transfobia e do uso do <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/pronome-neutro-inclusao/">pronome correto</a> ao se referir a pessoas trans. A utilização é uma forma de reconhecer a existência e respeitar as pessoas que se identificam com o gênero trans, travesti ou não binário, além de demonstrar respeito. Durante o programa, a cantora se sentiu magoada com os erros de alguns colegas de confinamento: “Ontem tive uma situação que acabou se desdobrando um pouco com outras pessoas, estamos na metade do programa e a cada dia que passa eu me pergunto: por quanto tempo mais eu vou amenizar o que eu tô sentindo para tornar mais leve pro outro?”, comentou Linn no confessionário, no dia 24 de fevereiro.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr">No entanto, apesar de evidenciar a luta da comunidade trans, Linn afirma que não quer representar ninguém e nem um movimento. Patrick complementa: “Quando eu analiso esse discurso dela, eu penso muito que há um interesse em mostrar para as pessoas que ela pode ser um exemplo, mas não um espelho a ser seguido. É bem claro no seu discurso que essa representatividade que ela traz é limitada, porque só alcança ela e não necessariamente as outras artistas que não têm o mesmo espaço de visibilidade”, explica.</p>		
			<h3>Linn como foco de pesquisa acadêmica</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-04c3f569-7fff-c1c8-6e34-9261c1f7261c" dir="ltr">Patrick analisou  as performances artísticas da cantora no contexto de internet e mídias digitais entre 2016 e 2020. A pesquisa concluiu que as novas configurações midiáticas deram espaço  para  novas  representações, como a Linn, de afronta às normas restritivas, hierarquizadas e moralizantes de gênero, sexualidade e raça.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr">O cientista social categoriza a cantora como uma artista dissidente de gênero. A dissidência ressalta as possibilidades de produção do gênero que escapam às normas que as querem enquadrar. “O tempo inteiro a Linn está falando um pouco sobre isso, nas letras das suas músicas, nos seus videoclipes, no cotidiano de compartilhamento da sua intimidade no Instagram, ela está falando sobre a importância da produção desses corpos que não se adequam ao modelo comportamental do próprio gênero”, expõem. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr">Para o autor, Linn tem um engajamento performativo que dialoga com essa dissidência. Patrick observou isso no início da carreira da cantora, em que ela fez uso da sua performance artística de modo diferente a depender do contexto em que estava inserida. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr">Um dos exemplos trazidos pelo pesquisador foi a diferença de estética e comportamento da artista em dois programas distintos. O primeiro foi a participação dela no <a href="https://globoplay.globo.com/v/5695481/">Amor e Sexo</a>, em 2017, que teve como proposta abordar questões LGBTQIA+,  da  cultura  à  discriminação  e  à  violência. Aquela edição teve uma temática carnavalesca, marcada pelo uso de muitas cores para enaltecer a diversidade. Linn participou como jurada, mas, apesar de estar esteticamente dentro da proposta do programa, usando roupa e peruca coloridas, o seu comportamento foi o que chamou atenção. “Ela adotou uma postura totalmente oposta à carnavalesca, ela estava séria, combativa, com uma  estética preta afrontosa e aí eu pude perceber como ela se engajou de uma forma totalmente distinta do que o programa propunha”, pondera Patrick. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr">O autor explica que essa mudança de postura demarca um engajamento performativo. Linn também foi convidada para participar do programa “Prazer, Eu Sou”, da jornalista Regina Volpato, no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jBEKL9lnYGA">Youtube, </a>em 2016. Naquele momento, a cantora se inseriu em um espaço totalmente distinto, o público do programa eram pessoas de classe média e cisgênero (quando o indivíduo se identifica com o sexo biológico com o qual nasceu) e, por isso, a cantora manteve uma postura mais séria. O  cenário  da  entrevista  trouxe uma distinção de classe percebida no piano ostentado ao fundo da gravação, e Linn aparece com roupas e maquiagem discretas. A cantora assume uma imagem feminina que, em conjunto com seu comportamento, contrasta com a estética em que ela aparece nos videoclipes. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr">“Nesse programa, a Linn está com uma estética totalmente distinta, mais adequada ao cenário de uma classe média branca paulistana. Então é isso enquanto engajamento performativo, é o modo como ela se relaciona com esses espaços e mídias que ela frequenta”, exemplifica.</p>		
									<figure>
										<img width="914" height="520" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/04/linn.jpg" alt="Imagem horizontal e colorida de uma mulher trans e negra com um microfone na mão em um palco. Ela tem olhos escuros, nariz e boca grande, usa uma peruca na cor rosa, com cabelos cacheados, volumosos e compridos; e veste um vestido rosa malva com decote em &#039;v&#039;. Está em plano médio, com a boca aberta, segura um microfone preto e cinza próximo a boca, e, com o outro braço, aponta para a frente. No fundo, tela de led iluminada com vários pontos de luz circulares." loading="lazy" />											<figcaption>Linn da Quebrada no programa Amor e Sexo (2017)/ Reprodução: Rede Globo</figcaption>
										</figure>
									<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/04/linn_2-1024x576.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de duas mulheres sentadas em duas poltronas estofadas na cor verde clara. Na poltrona da esquerda, uma mulher trans e negra, tem rosto angular, olhos escuros, nariz e boca grande, sorri amplamente; ela tem cabelos castanho escuros com luzes, trançados em dreads e presos em um coque; veste um vestido nude formal e usa sapatos de salto alto na cor preta. Na poltrona da direita, mulher cis de pele branca; tem olhos escuros, cabelos cacheados, na cor loiro, na altura do ombro; veste blusa regata colorida, com prevalência da cor turquesa, saia preta e salto alto em tom de marrom. As duas mulheres estão de mãos dadas, e inclinadas em direção uma a outra. Abaixo das poltronas, um tapete branco com listras em tons terrosos. Ao fundo, uma parede rosa claro. Atrás dela, um móvel de madeira marrom escura com um jarro de flores em cima. No centro inferior da imagem, sobre fundo com textura de pinceladas de tinta nos tons amarelo, rosa, vermelho e laranja, a frase, em branco e caixa alta &quot;Prazer, eu sou&quot;." loading="lazy" />											<figcaption>Linn da Quebrada no programa da jornalista Regina Volpato no Youtube</figcaption>
										</figure>
			<h3>A importância de abrir espaço para outros artistas</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-0e6a8cfe-7fff-a6e5-7d80-ed8b943763fc" dir="ltr">De acordo com o cientista social, Linn&nbsp; compõe&nbsp; uma&nbsp; nova&nbsp; geração&nbsp; de&nbsp; produção&nbsp; artística,&nbsp; na&nbsp; qual&nbsp; performances&nbsp; dão destaque&nbsp; ao&nbsp; corpo,&nbsp; à&nbsp; sensualidade,&nbsp; à&nbsp; sexualidade&nbsp; e&nbsp; à&nbsp; dissidência&nbsp; de&nbsp; gênero. No entanto, Linn da Quebrada não está sozinha nessa produção, existem diversos artistas, como Liniker,&nbsp; da&nbsp; banda&nbsp; “Liniker&nbsp; e&nbsp; os Caramelos”,&nbsp; Assucena&nbsp; Assucena&nbsp; e&nbsp; Raquel&nbsp; Virgínia,&nbsp; do&nbsp; grupo&nbsp; musical&nbsp; “As Bahias&nbsp; e&nbsp; a&nbsp; Cozinha Mineira”,&nbsp; as drag&nbsp; queens Pabllo&nbsp; Vittar&nbsp; e&nbsp; Glória&nbsp; Groove,&nbsp; a&nbsp; MC&nbsp; Xuxu&nbsp; e&nbsp; a&nbsp; MC&nbsp; Trans&nbsp; e&nbsp; o&nbsp; rapper Rico Dalasam – dentre outras artistas que tensionam as normas de&nbsp; gênero&nbsp; como&nbsp; mote&nbsp; para o&nbsp; seu&nbsp; fazer&nbsp; artístico.&nbsp;</p>
<p dir="ltr">
</p><p dir="ltr">“A gente tem todo um conjunto de outros artistas que talvez não conquistem a mesma visibilidade. A presença da Linn talvez dê um pouco mais de espaço para esses artistas em um cenário fora do ambiente LGBT, mas ainda existem algumas barreiras a serem rompidas”, constata o pesquisador. Contudo, Patrick destaca que esses artistas não precisam somente de visibilidade, pois esta, sozinha, não garante políticas públicas de melhoria para a vida de pessoas trans. Conforme o<a href="https://transrespect.org/en/tmm-update-tdor-2021/"> relatório</a> de 2021 da Transgender Europe (TGEU), que monitora dados globalmente levantados por instituições trans e LGBTQIA+, o Brasil ocupa há 13 anos o topo da lista de países que mais matam pessoas trans.</p>
<p dir="ltr">
</p><p>Para o pesquisador, além de ser importante reconhecer os artistas dessa comunidade, é preciso também incentivar políticas públicas educacionais, de cultura, de inserção no mercado de trabalho e estar atento às pessoas transexuais que se candidatam a cargos políticos. “Não é tão simples dizer que agora que a Linn participou do BBB, as trans vão conseguir mais visibilidade. Talvez a Linn consiga, mas e as outras? Agora é o momento de exigir mudanças”, provoca Patrick.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; e Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e voluntária;</em></p><p><em>Relações Públicas: Carla Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Psicologia Feminista: abordagem terapêutica a partir das desigualdades de gênero</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/psicologia-feminista-terapeutica-desigualdades-genero</link>
				<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 12:11:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdades de gênero]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia feminista]]></category>
		<category><![CDATA[terapêutica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9116</guid>
						<description><![CDATA[Corrente de estudo será abordada em curso promovido por pesquisadoras da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A psicologia social feminista é um subcampo da psicologia que se dedica tanto à pesquisa acadêmica quanto à prática profissional e leva em conta a intersecção do campo com as compreensões de gênero, de identidades de gênero e de orientações sexuais. Um grupo de pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) ofereceum curso sobre Psicologia Feminista com o objetivo de familiarizar os participantes com os conceitos do campo feminista, além de fomentar uma compreensão da psicologia que esteja implicada com o contexto social, político e cultural. O curso se destina tanto à comunidade acadêmica quanto ao público externo e as vagas são limitadas. As inscrições estão abertas até sábado (19) e podem ser feitas por meio <a style="text-decoration: none" href="https://forms.gle/Lj9uybaK4pDubvn97">deste link.</a></p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/capa_psico_feminista_opcao1-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de uma mulher saindo de uma caixa. A ilustração tem tons de lilás e cinza. Ela é dividida em três linhas. A mulher tem corpo lilás com contornos em roxo berinjela, e cabelos roxo berinjela, curtos e ondulados. Na primeira linha, três caixas. Caixa um: mulher sentada com as pernas junto ao corpo, mãos seguram os joelhos e olha para frente. Caixa dois: mulher sentada com as pernas junto ao corpo, e as mãos empurrando a caixa na parte da direita. Caixa três: mulher sentada, com as pernas se cruzando, e as mãos empurrando a lateral direita da caixa, que está entortando. Na linha dois, uma caixa e uma ilustração. Caixa quatro: mulher sentada com as pernas cruzadas, empurra para a lateral direita. A linha da caixa está rompida. Ao lado, mulher caída, deitada com uma das pernas para cima e um braço sobre os olhos. A caixa virou uma linha. Na linha três, quatro ilustrações da mulher. Primeiro, ela está deitada, com uma das mãos apoiadas no chão, sobre uma linha preta. Ao lado, está levantando, com um joelho no chão e o outro dobrado, está levemente curvada. Ao lado, está de pé, em perfil direito. Ao lado, outra vez de pé, mas bem no canto inferior direito; a imagem corte metade do seu corpo. O fundo é cinza claro." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-a476d88a-7fff-2439-7e92-915d276af97d" dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O curso é desenvolvido e ministrado pelas doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGP) Caroline Matos Romio, Mariana de Almeida Pfitscher e Mirela Sanfelice. Caroline atua como psicóloga na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFSM e tem graduação em Psicologia e mestrado também na instituição. Mariana é docente e coordenadora do curso de Psicologia da Ulbra de Santa Maria, é formada em Psicologia pela mesma instituição e licenciada pelo Programa Especial de Formação de Professores da UFSM. Mirela tem mestrado em Ciências Sociais pela UFSM e experiência em psicologia de emergências e desastres. A coordenação da iniciativa é da professora Adriane Roso, docente no Curso de Psicologia, no PPGP, no curso de Especialização em Estudos de Gênero e coordenadora do Núcleo VIDAS, de Pesquisa, Ensino e Extensão em Psicologia Clínica שםל Social. De acordo com a doutoranda Caroline Romio, esses caracteres em hebraico que interligam as palavras clínica e social indicam a palavra complementaridade.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A Revista Arco conversou com as doutorandas responsáveis pelo curso para saber mais sobre ele e as teorias que articulam psicologia e feminismo. Confira:</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - De onde surgiu a ideia de montar e ofertar um curso sobre a Psicologia Feminista? Poderiam falar sobre a iniciativa?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Caroline, Mariana e Mirela - Nós somos psicólogas e feministas, o interesse surgiu do desejo de promover, através de uma atividade de extensão, o compartilhamento de conhecimentos científicos e experiências acerca dos feminismos, enfatizando as possíveis intersecções entre feminismo e psicologia. O curso também está articulado à disciplina de Estágio de Docência Orientada previsto pelo PPGP.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - Os dois primeiros módulos do curso abordam teorias feministas. Qual a importância de primeiro ter esse conhecimento teórico básico para, posteriormente, abordar a intersecção entre psicologia e feminismo?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Caroline, Mariana e Mirela - O nosso propósito é disponibilizar o curso para todas as pessoas que se interessarem pela temática e, para isso, consideramos indispensável apresentar como estamos compreendendo o feminismo, a pluralidade de expressões do movimento, suas reivindicações históricas, desde a ampla conquista do voto pelas mulheres até as temáticas emergentes e atuais. Após a apresentação dessa base, propomos algumas intersecções com o campo da psicologia. Lembrando que uma vez que o curso não se dedica exclusivamente a psicólogas e psicólogos, as articulações propostas são conceituais e abrangentes.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - A intersecção entre feminismo e psicologia é uma linha de pesquisa/estudo na área? Poderiam explicar um pouco sobre isso?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Caroline, Mariana e Mirela - Sim, é uma linha de estudos. É importante dizer que a psicologia é um campo de conhecimento plural. Nós compreendemos o feminismo em intersecção com a vertente da psicologia social. A psicologia social apresenta alicerces para pensarmos a intervenção da psicóloga e do psicólogo comprometidos com a escuta do sujeito integrado à sua realidade social, buscando produzir conhecimentos que contribuam para a superação das iniquidades e injustiças sociais.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As epistemologias feministas se integram com a psicologia produzindo saberes que fomentem relações mais equitativas e respeitosas entre todas as pessoas, indiferente de sua identidade de gênero ou orientação sexual.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - O que é a psicologia social feminista? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Caroline, Mariana e Mirela: A psicologia social feminista é um subcampo da psicologia que se dedica à pesquisa acadêmica e à prática profissional dedicada à compreensão do gênero, das identidades de gênero e orientações sexuais. A psicologia social feminista também questionou modelos de produção de conhecimento na psicologia centrados em uma compreensão que seria supostamente neutra e universal, destituída de contexto histórico e político. A psicologia social feminista desafiou crenças culturais sobre a natureza feminina inata e, também, estereótipos sobre vários grupos de mulheres. As psicólogas feministas também estudaram e destacaram o papel que o gênero desempenha na distribuição de poder na sociedade.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - Existe uma diferença de abordagem da psicologia feminista para outros métodos de atuação na área? Poderiam citar características específicas que a prática da psicologia feminista engloba?</p> Caroline, Mariana e Mirela - A psicologia feminista sustenta teoricamente tanto a produção de pesquisas quanto o fazer prático dos profissionais. Por ser uma base epistemológica para a prática, vai instrumentalizar as profissionais sobre como fazer o seu trabalho.  Podemos dizer que, a partir da psicologia feminista, as profissionais irão se posicionar criticamente e auxiliar na superação das iniquidades e opressões sociais, políticas e culturais da sociedade. <p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - O que são terapias feministas? Poderiam citar um exemplo?</p><p>Caroline, Mariana e Mirela - Terapias feministas tratam de práticas de intervenções psicossociais que se fundamentam nas teorias feministas e nos referenciais teóricos/técnicos da psicologia. Entre os diferentes contextos de intervenções, podemos citar o trabalho com grupos, uma prática importante nas instituições, tais como escolas, organizações, políticas públicas e intervenções comunitárias. No contexto das terapias feministas, práticas grupais de escuta podem ser desenvolvidas voltadas a vivências de mulheres vítimas de violência; grupos voltados às experiências com a maternidade; grupos com adolescentes sobre direitos sexuais e reprodutivos, entre outras demandas. Destacamos que o Núcleo VIDAS desenvolve um projeto de extensão que realiza atendimentos à comunidade acadêmica e externa que são periodicamente planejados e divulgados a quem se interessar em participar. Além disso, cabe lembrar que, além de intervenções grupais, existem outras metodologias terapêuticas que podem ser desenvolvidas e planejadas no contexto feminista, como práticas de acompanhamento. As terapias feministas somam o campo do fazer psicológico, indicando o compromisso ético e político da profissão que deve acompanhar a história da nossa sociedade e as necessidades subjetivas de uma cultura, os reflexos das desigualdades sociais e as práticas excludentes.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p id="docs-internal-guid-76d5620b-7fff-1624-dc02-4d9716bbbe02" dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - Pode falar sobre a intersecção entre feminismo e psicanálise?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Caroline, Mariana e Mirela - A teoria psicanalítica consolidada por Sigmund Freud no final do século 19 e por mais de três décadas do século 20 marca a descoberta e os estudos sobre o inconsciente. As investigações psicanalíticas partiram da escuta das mulheres e suas manifestações de sofrimento psíquico que se refletiam no corpo. Nesta perspectiva, o ponto de encontro da psicanálise e do feminismo se constitui na medida em que as teorias propõem um olhar para a cultura, os destinos atribuídos à mulher e ao seu corpo, os ideais sociais e sua posição nos espaços públicos. Assim, a intersecção entre os dois campos se constitui em encontros que se somam e potencializam o lugar de fala das mulheres, descortinando um silenciamento histórico e cultural.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - De que forma uma abordagem feminista pode contribuir no tratamento psicológico?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Caroline, Mariana e Mirela - Acreditamos que integrada a essa pergunta está a pergunta sobre qual a finalidade de um tratamento psicológico. Ignácio Martin-Baró, um importante intelectual e psicólogo social que morreu reivindicando a garantia dos direitos humanos em El Salvador sinalizava a importância da construção de uma psicologia capaz de produzir saberes que dialoguem diretamente com as demandas vivenciadas pelas pessoas.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quando pensamos no tratamento psicológico, podemos dizer que ele objetiva construir possibilidades para as pessoas produzirem espaços de fala sobre si e seus sofrimentos, da elaboração das suas narrativas de vida, e da construção de novas experiências de vida sustentadas em um referencial de autonomia, respeito e cuidado.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Dessa forma, a abordagem feminista contribui para compreender os sofrimentos, especialmente das mulheres e meninas, localizando esses sofrimentos em uma realidade social perpassada por iniquidades de gênero. Ainda, a abordagem feminista oferece saberes que podem auxiliar a toda a sociedade no processo de superação dessas iniquidades.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - A abordagem feminista no tratamento psicológico pode auxiliar mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência, qualquer que seja seu escopo? De que forma?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Caroline, Mariana e Mirela - A abordagem feminista pode contribuir para que a atuação da psicóloga e do psicólogo em todos os seus âmbitos seja comprometida com a construção de uma sociedade mais equitativa. Quando pensamos especificamente no tratamento psicológico, a profissional estará presente no atendimento para escutar toda a complexidade da experiência subjetiva vivenciada pela pessoa em atendimento que foi vítima de violência. Mas a compreensão que a profissional produzirá sobre a experiência dessa pessoa também será amparada no reconhecimento das dinâmicas de poder que tornam mulheres, crianças e adolescentes mais suscetíveis a enfrentarem violências em nossa sociedade.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Entrevista:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll. acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e voluntária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane</em> <em>Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Gepacs promove curso on-line sobre violência relacionada a gênero, raça e sexualidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/08/02/gepacs-promove-curso-on-line-sobre-violencia-relacionada-a-genero-raca-e-sexualidade</link>
				<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 23:49:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[raça]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=56421</guid>
						<description><![CDATA[Dividido em quatro módulos, o curso destina-se a profissionais das áreas de educação, saúde e segurança]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p class="p1"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/08/Curso-de-Capacitação.jpeg"><img class="alignright  wp-image-56422" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/08/Curso-de-Capacitação.jpeg" alt="" width="663" height="771" /></a>Vinculado ao Departamento de Ciências Sociais da UFSM, o Grupo de Pesquisa, Cultura, Gênero e Saúde (Gepacs) informa que começa no dia 11 de agosto o curso de capacitação on-line intitulado Reconhecimento de Direitos Humanos e Combate a Violências Relacionadas a Gênero, Raça e Sexualidade. O curso destina-se a profissionais das áreas de educação, saúde (incluindo profissionais de enfermagem e fonoaudiologia, entre outros) e segurança. A capacitação será realizada de forma remota, em razão das condições impostas pela pandemia Covid-19, com encerramento previsto para o mês de novembro.</p>
<p class="p1">Serão quatro módulos de 40 horas cada um (com aulas semanais de até 3 horas de duração), cujos temas e ministrantes podem ser conferidos no cartaz ao lado. A inscrição pode ser feita para o curso em sua integralidade ou por módulo.</p>
<p class="p1">O sistema de inscrições pode ser acessado <a href="https://portal.ufsm.br/concursos/inscricao/opcoes.html?edicao=4144" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>. Haverá a emissão de certificados.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>3ª Exposição Internacional de Arte e Gênero inicia nesta segunda (26)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/07/26/3a-exposicao-internacional-de-arte-e-genero-inicia-nesta-segunda-26</link>
				<pubDate>Mon, 26 Jul 2021 11:30:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[artes visuais]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
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		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[Mostra virtual promovida pelo PPGArt da UFSM reúne obras de 89 artistas ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="font-weight: 400"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/07/abertura-instagram-3-expo.jpg"><img class="alignright  wp-image-56364" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/07/abertura-instagram-3-expo.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a>A 3ª Exposição Internacional de Arte e Gênero, realizada pelo Laboratório de Arte e Subjetividades (LaSub/CNPq), do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGArt) da UFSM, inicia nesta segunda (26). A abertura acontece às 18h e a transmissão poderá ser acompanhada ao vivo pelo <a href="https://www.youtube.com/espaçoculturalarmazemcoletivoelza" target="_blank" rel="noopener">YouTube</a>.</p>
<p style="font-weight: 400">Incluída no Seminário Internacional Fazendo Gênero 12, realizado pelo Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a exposição<strong> </strong>propõe-se a mostrar a condição do artista na sua subjetividade. <span style="font-size: inherit">Com a participação de 89 artistas do Brasil, da Argentina e da Espanha, a mostra pode ser conferida pelo público até 29 de outubro pela plataforma virtual do </span><a style="font-size: inherit" href="https://www.projetoarmazem.com/espacoculturalarmazem" target="_blank" rel="noopener">Espaço Cultural Armazém</a><span style="font-size: inherit">.</span></p>
<p>A exposição conta com apoio do Observatório de Direitos Humanos (ODH), da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM.</p>
<p style="font-weight: 400"><br /><br /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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        </rss>
        