<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>UFSM - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/busca?rss=true&#038;tags=geologia" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br</link>
			<description>Universidade Federal de Santa Maria</description>
			<lastBuildDate>Thu, 23 Jul 2026 20:09:01 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>UFSM</title>
	<link>https://www.ufsm.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Quais são os desafios das cidades frente ao El Niño?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/29/quais-sao-os-desafios-das-cidades-frente-ao-el-nino</link>
				<pubDate>Fri, 29 May 2026 21:36:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[el niño]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Ambiental e Sanitária]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73043</guid>
						<description><![CDATA[Entenda por que a preparação para eventos climáticos vai muito além das obras de concreto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Depois de <a href="https://www.ufsm.br/2026/05/14/el-nino" target="_blank" rel="noopener">explicar o funcionamento do fenômeno El Niño</a> e projetar o nível de alerta para 2026 na primeira reportagem, e de <a href="https://www.ufsm.br/2026/05/22/el-nino-campo" target="_blank" rel="noopener">cruzar as histórias de produtores rurais</a> para entender os desafios e a recuperação do campo gaúcho na semana passada, a série especial da Agência de Notícias da UFSM volta seus olhos para o perímetro urbano.

Para cientistas da UFSM, as inundações urbanas escancaram que o desastre possui uma raiz profundamente social. O professor Daniel Gustavo Allasia Piccilli, do <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgecam" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM) da UFSM</a>, estuda inundações urbanas há anos e monitora o fenômeno de maneira contínua através do <a href="https://www.instagram.com/ecotecnologias_ufsm" target="_blank" rel="noopener">Grupo de Pesquisas em Modelagem Hidroambiental e Ecotecnologias</a>. “A confirmação do El Niño automaticamente não significa que teremos enchentes e inundações na mesma proporção”, esclarece o professor.

O alerta ganhou corpo em uma nota técnica elaborada em conjunto pelo PPGECAM e pelo Programa de Pós-Graduação em Meteorologia (PPGMET) da UFSM. Diante de chances de até 90% de ocorrência do fenômeno nos próximos meses, a pergunta que desafia os gestores públicos é: dois anos após a maior tragédia climática do estado, as cidades gaúchas estão preparadas?
<h3><b>Será que as cidades mudaram de lá para cá?</b></h3>
A resposta para a prontidão dos municípios gaúchos varia conforme o setor observado. Por um lado, houve avanços forçados pela destruição em 2024. Por outro, a lentidão estrutural permanece.

“Será que as cidades mudaram de lá para cá? Eu diria que a infraestrutura viária está melhor preparada hoje porque as pontes antigas caíram. As novas levaram em conta condicionantes climáticas: são mais altas, robustas e firmes. Se chegar um evento extremo, as cidades não devem ficar tão incomunicáveis”, avalia Allasia.

No entanto, o expert em inundações urbanas pondera que a adaptação profunda esbarra em uma gangorra de extremos meteorológicos emergentes no estado, a qual ele denomina como câmbio climático. “Desde 2019, estamos vivendo uma sequência severa de secas e cheias intercaladas. Estamos andando em extremos”, detalha.

Segundo ele, adaptar a drenagem das cidades a essa realidade exige tempo e planejamento, mudando desde a arquitetura das casas até a escolha da vegetação nas ruas, já que o plantio de espécies erradas pode resultar em árvores caídas durante vendavais.
<h3><b>Preparação de “baixo arrependimento”</b></h3>
Como a intensidade definitiva do El Niño só costuma ser confirmada cientificamente com cerca de dois meses de antecedência, Allasia defende que os gestores adotem uma postura preventiva baseada em medidas de “baixo arrependimento”: ações rápidas, de custo quase zero, mas que salvam vidas.

“A recomendação agora é focar em logística: organizar plantões da Defesa Civil para finais de semana e feriados, testar canais de comunicação e limpar calhas. São medidas simples que não impactam o orçamento, mas mudam o cenário no momento da crise”, defende o professor.

O pesquisador da UFSM recomenda um <i>checklist</i> de ações imediatas que as prefeituras devem adotar:

• <b>Limpeza preventiva:</b> retirada de galhos e lixo de bueiros, galerias pluviais e arroios

• <b>Escalas de plantão:</b> organização prévia de equipes de emergência para recessos e feriados

• <b>Antecipação burocrática:</b> abertura antecipada de licitações para contratação ou manutenção de maquinários (como retroescavadeiras), evitando a escassez do mercado no pico da crise

• <b>Comunicação direcionada:</b> Criação de protocolos de alerta direto com os moradores de áreas vulneráveis

[caption id="attachment_73045" align="aligncenter" width="1098"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/infografico-1-2.jpg"><img class=" wp-image-73045" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/infografico-1-2-1024x576.jpg" alt="" width="1098" height="618" /></a> Arte gráfica: Daniel De Carli[/caption]

Para o professor Daniel Allasia, os avisos de evacuação não podem ser genéricos, mas sim direcionados aos moradores de áreas de risco através de canais diretos como o WhatsApp. Em consonância com o cientista da universidade, a Defesa Civil de Santa Maria realizou nesta semana uma força-tarefa multidisciplinar de <a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/noticias/30711-defesa-civil-do-municipio-mapeia-risco-de-inundacoes-e-cadastra-mais-200-pessoas-no-passo-verde" target="_blank" rel="noopener">cadastramento de moradores no distrito de Passo do Verde</a>, área com alta suscetibilidade a inundações.

Em dois dias de trabalho de campo, equipes formadas por agentes públicos, geólogo, engenheiro florestal e assistente social analisaram o padrão das residências, identificaram 243 imóveis e cadastraram 206 pessoas. Os dados coletados revelam a complexidade humana por trás de um plano de evacuação:

• <b>Perfil de vulnerabilidade:</b> Dos cadastrados, 101 são idosos e 9 são pessoas com deficiência (PcD), grupos que exigem maior agilidade em resgates. Além disso, 37 famílias dependem do Cadastro Único para Programas Sociais.

• <b>Famílias multiespécie:</b> O levantamento contabilizou 202 animais de estimação na área, entre cães, gatos e aves. O fator é considerado crucial pela Defesa Civil para o planejamento de abrigos, já que muitas famílias se recusam a evacuar se precisarem abandonar seus animais.
<h3><b>O abismo entre os municípios</b></h3>
Se cidades maiores conseguem articular essas forças-tarefas, o interior enfrenta um isolamento técnico e financeiro. Allasia cita o caso de São João do Polêsine – município de apenas 2.649 habitantes, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que passou bem por uma cheia de 150 milímetros em dezembro após receber consultoria gratuita da UFSM para desobstruir canais e remover açudes irregulares. O oposto ocorre na vizinha Ivorá, que por ficar em um vale cercado de montanhas, exige projetos de engenharia e obras hidráulicas.

O grande entrave é que a maioria das pequenas prefeituras tem equipes reduzidas, ficando sem braço técnico até mesmo para pedir socorro financeiro. Allasia revela um bastidor crítico sobre como a falta de registros prejudicou a captação de recursos públicos em Brasília. “Quando sofremos o pior da cheia na região central em maio de 2024, o satélite só via nuvens. Não há registro visual de satélite das nossas enchentes, as imagens limpas só começaram a aparecer quando a água chegou a Porto Alegre”, revela o professor.

“Isso afetou o interior na hora de pedir recursos federais, porque o técnico em Brasília exige provas. É aí que a engenharia precisa do jornalismo para documentar o desastre em pastas estruturadas. Muitas prefeituras pequenas ficaram sem verbas simplesmente porque não tinham pernas para montar essa documentação”, complementa Allasia.
<h3><b>Plano Municipal de Redução de Riscos</b></h3>
[caption id="attachment_73046" align="alignright" width="563"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/mapa-distribuicao-espacial-de-risco-santa-tereza.jpg"><img class=" wp-image-73046" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/mapa-distribuicao-espacial-de-risco-santa-tereza.jpg" alt="" width="563" height="852" /></a> Mapa da distribuição espacial de risco na Vila Santa Tereza[/caption]

Se faltam braços na administração pública do interior, a ciência local tem feito o mapeamento minucioso dos gargalos. Santa Maria conta com uma ferramenta crucial: o <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/relatorios-pmrr-santa-maria-rs" target="_blank" rel="noopener">Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)</a>. Na UFSM, o projeto foi coordenado pela professora Andrea Valli Nummer, do Departamento de Geociências e pesquisadora do <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam" target="_blank" rel="noopener">Laboratório de Geologia Ambiental (Lageolam)</a>.

“A ciência já sabe praticamente tudo sobre as áreas de risco. Nós só estamos evoluindo na técnica. Sabemos que é importante mapear a inundação, o alagamento, o escorregamento, o movimento de massa. Antes andávamos a pé, hoje usamos drone. Temos a meteorologia para nos ajudar com dados”, explica a professora Andrea. “O que precisa é que cada vez mais municípios possam ter esses planos. Para ter um documento de planejamento urbano, de gestão de risco. Isso é importante. E se apropriar desse documento, manter esse documento atualizado e utilizá-lo mesmo para a captação de recurso.”

O plano de Santa Maria começou a ser desenhado no segundo semestre de 2023, focando em seis regiões que concentram habitações informais e populações vulneráveis:

• <b>Região Sul:</b> vilas Urlândia e Santos

• <b>Região Oeste:</b> vilas Babilônia, Lídia, Chaminé e Arco-Íris

• <b>Região Centro-Oeste:</b> Vila Beco do Guarani

• <b>Região Nordeste:</b> vilas Schirmer e Km 3

• <b>Região Norte:</b> vilas Bilibio e Favarin

• <b>Região Leste:</b> vilas Canário, Bela Vista, Bürger e Churupa

“Nós escolhemos e estudamos essas áreas entre 2023 e o início de 2024, antes dos eventos extremos acontecerem”, ressalta a doutora em Geotecnia. A pedido da prefeitura, os pesquisadores do Lageolam também realizaram um mapeamento suplementar voluntário na Vila Santa Tereza (no bairro Chácara das Flores), após o local sofrer um processo de abatimento de terra.

O sucesso metodológico expandiu as fronteiras da pesquisa. A partir da próxima semana, a professora Andrea assume a coordenação do primeiro PMRR de Cachoeira do Sul, em parceria com o Governo Federal, com previsão de entrega para o próximo ano. “Antes, a metodologia focava apenas nos graus de risco ‘alto’ e ‘muito alto’. Agora, o Governo Federal incluiu também o risco ‘médio’. Vai dar muito mais trabalho para a equipe de acadêmicos, mas será um novo e interessante desafio”, destaca a geóloga.
<h3><b>O dilema da “teia social” e as soluções a longo prazo</b></h3>
Quando os mapas apontam uma residência em área de alto risco, a remoção das famílias parece ser a resposta imediata. Contudo, o PMRR adota uma diretriz humanizada: a retirada definitiva deve ser o último recurso.

“Evita-se ao máximo a remoção porque essas populações construíram uma ‘teia social’. Há uma relação profunda de vizinhança, o vínculo com o emprego, a escola dos filhos. A recomendação do plano, alinhada ao Governo Federal, é que as famílias permaneçam e o poder público faça obras de mitigação, como contenção de encostas e melhoria nas margens dos rios. A remoção definitiva só deve ocorrer quando há risco iminente à vida”, esclarece a coordenadora do PMRR.

Para além das ações emergenciais de curto prazo, o professor Daniel Allasia enfatiza que as cidades precisam implementar a drenagem urbana sustentável no longo prazo, através de um Plano Diretor de Drenagem Urbana. “Não se trata apenas de obras cinzas e estruturas rígidas de concreto. É preciso trabalhar junto com a vegetação e com a própria água, auxiliando a infiltrá-la no solo e a armazená-la. Isso não substitui os canais e reservatórios tradicionais, mas deixa as cidades muito mais resilientes.”
<h3><b>Baixa capacidade técnica e burocrática</b></h3>
Se a ciência desenvolve os mapas e a engenharia projeta as soluções, as cidades esbarram na engrenagem política de captação de recursos. A professora Andrea Nummer lembra que a prevenção climática exige proatividade e preparo burocrático das prefeituras. “Município e estado funcionam exatamente como uma universidade. Ninguém bate aqui na minha porta para me oferecer dinheiro”, desabafa a pesquisadora. “Aparece um edital público e eu tenho que estar com a minha proposta pronta, porque ele fica aberto por pouco tempo, às vezes apenas um mês”, completa.

Para Andrea, a falta de um corpo técnico qualificado na maioria das cidades pequenas para caçar esses editais e estruturar projetos complexos em tempo recorde é, atualmente, um dos grandes empecilhos para a prevenção de desastres no Estado. O El Niño traz a chuva, mas é a capacidade técnica, burocrática e social das cidades que dita o tamanho do seu impacto.

<i>Texto: Marina Brignol, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<em>Arte gráfica da capa: Daniel De Carli</em>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM, UFRGS e Unipampa identificam rochas ricas em elementos de terras raras em Caçapava do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/08/08/terras-raras-cacapava</link>
				<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 12:24:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Caçapava do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[elementos terras raras]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[metais]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>
		<category><![CDATA[terras raras]]></category>
		<category><![CDATA[ufrgs]]></category>
		<category><![CDATA[unipampa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70067</guid>
						<description><![CDATA[Confira entrevista com pesquisador do Departamento de Química sobre o tema que desperta atenção internacional pela potencialidade econômica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/Carbonatito-Picada-dos-Tocos_2-1024x576.jpg" alt="Foto colorida horizontal de uma dois homens ao longe, em frente a um riacho. Ao fundo, um rochedo, que contém os minerais." />											<figcaption>Um dos achados da pesquisa é a rocha de corbonatito Picada dos Tocos, rica em elementos de terras raras</figcaption>
										</figure>
		<p>As ‘terras raras’ ganharam o noticiário internacional com a manifestação de interesse do governo norte-americano nas reservas do Brasil, da China e da Ucrânia e da Groenlândia. O motivo se dá pela importância econômica de substâncias que podem ser usadas em ligas metálicas para produção de chips de celulares, motores elétricos, turbinas eólicas, satélites e mísseis. Esses materiais não são raros, mas dificilmente são encontrados de forma concentrada em um único lugar.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Apesar de o Brasil ter a segunda maior reserva mundial de terras raras, estimada em <a style="text-decoration: none" href="https://www.brasilmineral.com.br/noticias/brasil-e-o-segundo-em-reservas-de-terras-raras-no-mundo">21 milhões de toneladas</a>, o equivalente a 23%, o país ainda não produz e nem refina - a China detém 44 milhões de toneladas, cerca de 49%, e se destaca como o maior produtor, maior responsável pelo refino e pela fabricação de ímãs, conforme dados da Mineral Commodity Summaries de 2025.</p>
<p>As reservas brasileiras estão presentes nas cinco regiões. No Sul, a região de Caçapava do Sul se destaca pela alta concentração de terras raras em rochas de carbonatito. Essa é uma das descobertas de pesquisa, liderada pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa, do Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e realizada em conjunto com o Departamento de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e curso de Geologia da Universidade do Pampa (Unipampa - Campus Caçapava). O estudo é financiado pelo edital Mineral Estratégicos do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa (CNPq) e seguirá até dezembro de 2026.</p>
<p>Para discutir o tema, a Agência de Notícias conversou com o químico Lucas Mironuk Frescura, do Laboratório de Pesquisas Químicas e Farmacêuticas da UFSM. Lucas é doutor em Ciências com ênfase em Química pela UFSM e direciona seus estudos aos elementos de terras raras no Centro do Rio Grande do Sul.</p><p>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Você considera a expressão ‘terra rara’ imprecisa, já que alguns dos elementos são abundantes na crosta terrestre? </p><p><b>LUCAS MIRONUK FRESCURA</b> - Sim, o termo ‘terras raras’ sugere que esses elementos sejam escassos, quando na verdade são relativamente abundantes na crosta terrestre. A origem do nome vem dos séculos XVIII e XIX, quando os cientistas começaram a isolar esses elementos na forma de óxidos, substâncias que, naquela época, eram chamadas genericamente de ‘terras’, como nos casos das ‘terras alcalinas’ ou dos ‘metais alcalino-terrosos’. Já o adjetivo ‘raras’ surgiu porque, no início, esses elementos foram descobertos em poucos minerais, localizados em áreas específicas, com primeiros relatos em depósitos próximos a Ytterby, na Suécia. Além disso, a separação entre eles era e ainda é difícil devido às suas propriedades químicas muito semelhantes. Com o passar do tempo, essa raridade ficou apenas no nome. Muitos elementos como cério, lantânio e neodímio são mais abundantes que metais conhecidos, como o cobalto, o níquel ou o chumbo. Até mesmo os elementos terras raras menos abundantes, como túlio e lutécio, são encontrados em maior quantidade na crosta terrestre do que a prata ou os metais do grupo da platina.</p><p>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Por que os chamados elementos de terras raras (ETRs) são difíceis de serem encontrados de forma concentrada?</p><p>LUCAS MIRONUK FRESCURA - Embora os elementos de terras raras sejam relativamente abundantes na crosta terrestre, dificilmente eles são encontrados de forma concentrada em um único local. Isso ocorre porque eles apresentam propriedades químicas muito semelhantes entre si, o que faz com que se distribuam de maneira dispersa em diversos minerais, em vez de se acumularem isoladamente. Além disso, são elementos considerados incompatíveis durante a formação de rochas, ou seja, tendem a se concentrar apenas nos estágios finais da cristalização magmática, em ambientes geológicos menos comuns, como os carbonatitos (objetos do nosso projeto). Como resultado, poucos depósitos naturais apresentam concentrações suficientemente altas para viabilizar a extração econômica desses metais, o que torna sua produção um desafio técnico e estratégico.</p><p>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - O que falta para o Brasil produzir e refinar ETR?</p><p>LUCAS MIRONUK FRESCURA - Apesar do Brasil possuir a segunda maior reserva de terras raras, perdendo apenas para a China, o país ainda enfrenta obstáculos para transformar esse potencial em produção e refino em escala industrial. O principal desafio está na falta de uma cadeia integrada, que inclui desde a mineração e o beneficiamento até o refino químico e a separação individual dos elementos, etapas que exigem tecnologia avançada, investimentos robustos e domínio de processos complexos. É por esse motivo que não seria incorreta a expressão ‘terras caras’ para esses elementos. Além disso, há entraves regulatórios, ambientais e logísticos, além da ausência de políticas industriais de longo prazo que incentivem a verticalização e agregação de valor no território nacional. Hoje, o Brasil exporta parte desses minerais em estado bruto ou parcialmente beneficiado, mas ainda depende de países como a China para as etapas finais de purificação. Apesar disso, desde 2010 esses elementos ganharam destaque no governo brasileiro. Aqui na UFSM, estamos no segundo projeto envolvendo os elementos terras raras, resultado desse maior interesse. O primeiro foi aprovado em 2013 e, assim como o atual, também foi coordenado pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa. </p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/Area-de-estudo-1024x576.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de grupo de pessoas em um terreno com pedrinhas no chão e vegetação no entorno" />											<figcaption>Área de estudo dos pesquisadores da UFSM, UFRGS e Unipampa</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="575" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/Atividade-de-campo-para-coleta-de-amostras-1024x575.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de um campo verde, uma planície. No centro, em miniatura um grupo de pessoas com roupas de protenção contra chuva" />											<figcaption>Grupo faz atividades de campo na região de Caçapava do Sul</figcaption>
										</figure>
		<p>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Qual a importância da região de Caçapava do Sul para o estudo dos ETR?</p><p>LUCAS MIRONUK FRESCURA - A região de Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul, é um local de ocorrência de minerais estratégicos e críticos para o Brasil, pois apresenta ocorrências de rochas com elevados teores de Elementos Terras Raras, Nióbio e Tântalo, entre outros elementos de interesse. A concentração desses elementos ocorreu devido aos processos geológicos que ocorreram na região, em especial devido à presença de rochas denominadas carbonatitos, uma das muitas rochas formadas na evolução geológica do Escudo Sul-riograndense. Essa rocha, rara em termos de ocorrência no mundo, é a principal portadora desses elementos estratégicos e críticos que podem trazer o desenvolvimento para a indústria brasileira de alta tecnologia, como por exemplo, para a produção de ímãs de neodímio para motores elétricos de carros.  </p><p>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Que evidências já se tem das ETR na região de Caçapava do Sul? Foram encontrados minerais que contém ETR lá? Pode citar alguns?</p><p>LUCAS MIRONUK FRESCURA - Os carbonatitos são rochas ígneas que ocorrem em menos de 1% da superfície terrestre, com predominância de minerais carbonáticos. Em Caçapava do Sul, estudos têm identificado a presença de corpos carbonatíticos, como o Passo Feio e Picadas dos Tocos. Esses carbonatitos são compostos primariamente por calcita e/ou dolomita e contêm uma variedade de minerais acessórios que atuam como importantes portadores de ETRs, Nióbio e Tântalo. Entre eles, destacam-se a apatita, minerais do grupo do pirocloro e, minerais de ETRs como monazita-(Ce) e aeschynita-(Ce). A ocorrência desses minerais, por vezes em concentrações significativas, aponta para o potencial econômico da região, dado o papel vital desses elementos no uso em tecnologias modernas.</p><p>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS  - Qual objetivo principal do projeto da UFSM com a UFRGS e a Unipampa? </p>
<p>LUCAS MIRONUK FRESCURA - Este projeto possui caráter interinstitucional e multidisciplinar, reunindo pesquisadores das áreas de Geologia, Química e Biologia das universidades UFSM, UFRGS e Unipampa – Campus Caçapava do Sul. O principal objetivo é identificar áreas com potencial enriquecimento geológico de elementos terras raras (ETRs) e avaliar o ambiente como um todo, considerando diferentes matrizes ambientais. A UFSM é responsável pela coordenação do projeto, realizada pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa, do Departamento de Química, com auxílio do pesquisador Lucas Mironuk Frescura. </p>
<p>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Qual o papel de cada instituição?</p>
<p>LUCAS MIRONUK FRESCURA - A UFSM realiza a coleta e a análise de amostras de solo, vegetação nativa e águas superficiais, com o intuito de determinar a presença e o comportamento geoquímico dos ETRs nessas matrizes. Atualmente, a equipe da UFSM conta com três bolsistas de desenvolvimento tecnológico e um bolsista de iniciação científica (CNPq).</p>
<p>A UFRGS, por meio de seu Departamento de Geociências, contribui com a identificação e caracterização das rochas carbonáticas, com participação direta do professor Ednei Koester e do geólogo Daniel Triboli Vieira, além de outros docentes colaboradores. As atividades da UFRGS incluem o preparo e análise de amostras de rochas, identificação mineralógica, quantificação de terras raras e a realização de estudos isotópicos e datações geológicas. A equipe conta com um bolsista de desenvolvimento tecnológico e quatro bolsistas de iniciação científica. </p>
<p>A Unipampa, devido à atuação regional por meio do curso de Geologia, contribui na identificação de áreas e minerais de interesse e também participa na caracterização da fauna local para fins de coleta e análise ambiental. Atualmente, a Unipampa conta com dois bolsistas de iniciação científica dedicados ao projeto, que são orientados pelas professoras Luciana Arnt Abichequer e Caroline Wagner. </p>
<p>É importante destacar que, embora as funções estejam organizadas por instituição, o projeto se desenvolve de forma colaborativa, com integração constante entre os pesquisadores nas diferentes etapas.</p>
<p> </p>
<p>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Até agora qual seria o principal resultado da pesquisa sobre terras raras na região de Caçapava do Sul?</p>
<p>LUCAS MIRONUK FRESCURA - Atualmente já determinamos a concentração desses elementos em amostras de rocha, solo e vegetação nativa, a carqueja, e já temos resultados que mostram uma importante concentração de elementos terras raras nas rochas de carbonatitos, e concentração considerável nas amostras de solo, com valores de concentração 9 vezes maiores que outras regiões do Brasil, 12 vezes maior que solos de Cuba e 6 vezes maior que solos da China.  </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><i><b>Texto</b>: Maurício Dias</i></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><i><b>Fotos</b>: Laboratório de Pesquisas Químicas e </i><i>Farmacêuticas</i><i> /Divulgação/UFSM</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Equipe técnica da UFSM visita São João do Polêsine</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/05/17/equipe-tecnica-da-ufsm-visita-sao-joao-do-polesine</link>
				<pubDate>Fri, 17 May 2024 12:56:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ciências biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[deslizamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[enchente]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia florestal]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[TV Campus]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=65843</guid>
						<description><![CDATA[Especialistas fazem primeira avaliação de deslizamentos de terra na Quarta Colônia
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8295-1.jpg" alt="" width="502" height="334" />Uma equipe técnica formada por geólogos, geógrafos, biólogos, arquitetos e engenheiros visitou, na última quarta-feira (15), o distrito de Vale Vêneto, em São João do Polêsine. A iniciativa da Universidade Federal de Santa Maria busca realizar uma primeira avaliação dos deslizamentos que aconteceram na região da Quarta Colônia, em virtude das chuvas que atingiram o estado.  </p>
<p>A Quarta Colônia sofreu com mais de uma centena de deslizamentos nas últimas semanas. A mobilização da equipe de pesquisadores da Instituição é um primeiro passo para o trabalho de proposta de soluções para a região. A bióloga e assessora do Gabinete do Reitor, Sonia Zanini Cechin, conta que a atuação do grupo multidisciplinar de profissionais irá permitir uma reconstrução das cidades pensada para evitar futuros desastres: “a ideia foi trazer essa equipe de profissionais para uma primeira avaliação do que aconteceu, para, posteriormente, nos debruçarmos sobre isso e conseguirmos propor soluções que possam ajudar a minimizar os estragos que ocorreram na região”, conta.</p>
<p>Matione Sonego, prefeito de São João do Polêsine, destacou a importância do trabalho da Universidade junto aos municípios: “essa equipe técnica é muito importante porque nós não temos, aqui no município, um corpo técnico que possa fazer esse tipo de avaliação”, contou. O prefeito também enfatizou que os deslizamentos ocorridos em São João do Polêsine fizeram o poder público repensar toda a estrutura da cidade: “nós estamos reavaliando toda a nossa situação, todas as nossas áreas de ocupação, todas as nossas construções, porque muitas áreas que nós tínhamos como seguras foram inundadas ou houve desmoronamento”, relata. </p>
<h3>Resiliência Climática</h3>
<p>Um dos tópicos pontuados pela equipe técnica é o necessário cuidado com as ações futuras. A engenheira florestal e professora da UFSM, Ana Paula Rovedder, destacou a necessidade das cidades estarem preparadas para futuros eventos climáticos extremos: “esperamos que de agora em diante o tema seja tratado com maior seriedade. É importante ouvir a comunidade científica para que nós possamos alcançar a resiliência climática”. A professora também explica o termo: “uma série de medidas, de políticas, de treinamentos e até mesmo de popularização do conhecimento, de conscientização da população, para reduzir danos nos próximos eventos”, conta.</p>
<p>Questionada sobre os processos de reconstrução e reflorestamento, Ana Paula destacou a necessidade de uma visão global, mas com adaptações locais: “temos locais como as várzeas dos grandes rios, onde o maior problema é a inundação, e locais como a Quarta Colônia, onde os principais problemas são os deslizamentos”, relata. A professora também destaca a qualificação das ações da UFSM: “nós temos toda a condição, enquanto Universidade, de trabalhar em tecnologias sociais e adaptativas para fazer o enfrentamento dessa situação”, enfatiza. </p>
<p>Os especialistas que formaram a equipe foram: Andréa Nummer, Luís Eduardo Robaina, Romário Trentin, Augusto Nobre e César De David (Geógrafos e Geólogos); Ana Paula Rovedder e Fabrício Sutili (Engenheiros florestais); Sonia Zanini Cechin (Bióloga); Rinaldo Pinheiro (Engenheiro civil).</p>
<p>Saiba mais sobre a visita técnica na matéria produzida para a TV Campus.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->https://www.youtube.com/watch?v=aPyRsZpv5p4<p><strong>Confira alguns registros da visita técnica:</strong></p>		
								<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="a278c4b" data-elementor-lightbox-title="AN1_8295" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY1ODU1IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzA1XC9BTjFfODI5NS0xLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImEyNzhjNGIifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8295-1.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8295-1-300x200.jpg" alt="AN1_8295" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="a278c4b" data-elementor-lightbox-title="AN1_8254" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY1ODUzIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzA1XC9BTjFfODI1NC5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiJhMjc4YzRiIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8254.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8254-300x200.jpg" alt="AN1_8254" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="a278c4b" data-elementor-lightbox-title="AN1_8231" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY1ODUyIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzA1XC9BTjFfODIzMS5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiJhMjc4YzRiIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8231.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8231-300x200.jpg" alt="AN1_8231" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="a278c4b" data-elementor-lightbox-title="AN1_8228" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY1ODUxIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzA1XC9BTjFfODIyOC5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiJhMjc4YzRiIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8228.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8228-300x200.jpg" alt="AN1_8228" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="a278c4b" data-elementor-lightbox-title="AN1_8327" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY1ODUwIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzA1XC9BTjFfODMyNy5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiJhMjc4YzRiIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8327.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8327-300x200.jpg" alt="AN1_8327" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="a278c4b" data-elementor-lightbox-title="AN1_8336" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY1ODQ5IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzA1XC9BTjFfODMzNi5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiJhMjc4YzRiIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8336.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8336-300x200.jpg" alt="AN1_8336" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="a278c4b" data-elementor-lightbox-title="AN1_8363" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY1ODQ4IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzA1XC9BTjFfODM2My5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiJhMjc4YzRiIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8363.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8363-300x200.jpg" alt="AN1_8363" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="a278c4b" data-elementor-lightbox-title="AN1_8235" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY1ODQ3IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzA1XC9BTjFfODIzNS0xLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImEyNzhjNGIifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8235-1.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8235-1-300x200.jpg" alt="AN1_8235" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="a278c4b" data-elementor-lightbox-title="AN1_8266" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY1ODQ2IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzA1XC9BTjFfODI2Ni5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiJhMjc4YzRiIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8266.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8266-300x200.jpg" alt="AN1_8266" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="a278c4b" data-elementor-lightbox-title="AN1_8285" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY1ODQ1IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzA1XC9BTjFfODI4NS5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiJhMjc4YzRiIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8285.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/05/AN1_8285-300x200.jpg" alt="AN1_8285" /></figure></a>			
		<p><em>Texto e fotos: Milene Aparecida Eichelberger - acadêmica de jornalismo e estagiária na Agência de Notícias <br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professora da UFSM é uma das autoras de livro sobre geologia e engenharia ambiental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2018/09/27/professora-da-ufsm-e-uma-das-autoras-de-livro-sobre-geologia-e-engenharia-ambiental</link>
				<pubDate>Thu, 27 Sep 2018 19:32:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Sanitária e Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=44782</guid>
						<description><![CDATA[A professora Malva Mancuso, do Departamento de Engenharia e Tecnologia Ambiental da UFSM (campus Frederico Westphalen), contribuiu com um artigo para o livro Geologia de Engenharia e Ambiental, lançado no dia 4 de setembro durante o 16º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental, que ocorreu em São Paulo. O lançamento coincidiu com a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/09/DSC01584.jpg"><img class=" wp-image-44784 alignright" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/09/DSC01584.jpg" alt="" width="466" height="294" /></a>A professora Malva Mancuso, do Departamento de Engenharia e Tecnologia Ambiental da UFSM (campus Frederico Westphalen), contribuiu com um artigo para o livro <i>Geologia de Engenharia e Ambiental</i>, lançado no dia 4 de setembro durante o 16º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental, que ocorreu em São Paulo.

O lançamento coincidiu com a comemoração dos 50 anos da Associação Brasileira de Engenharia de Geologia e Ambiental, responsável pela publicação do livro, que tem como organizadores Antonio Manoel dos Santos Oliveira e João Jerônimo Monticeli. Dividido em três volumes, a obra conta com a participação de autores brasileiros e estrangeiros. Segundo a professora Malva, o livro é bastante didático e possui questões para revisão. "É possível utilizá-lo como bibliografia para disciplinas da graduação ou na pós-graduação".

A docente foi convidada a contribuir no capítulo “Águas subterrâneas”, que ela escreveu em parceria com os geólogos Adalberto Aurélio Azevedo e José Albuquerque Filho. Esse conteúdo a professora Malva desenvolve em sala de aula nas disciplinas de hidrogeologia, recuperação de áreas degradadas, tanto na graduação como na pós-graduação. Além disso, ela coordena o Grupo de Pesquisa em Hidrodinâmica Ambiental.

<i>Com informações da Assessoria de Comunicação do Campus de Frederico Westphalen</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Tempo geológico</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/post466</link>
				<pubDate>Sat, 13 May 2017 00:40:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Paleontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/2017/05/12/post466/</guid>
						<description><![CDATA[Os ponteiros do relógio nos ajudam a perceber a passagem do tempo, mas o desafio se complexifica quando se pensa em milhares de anos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img style="float: right; border-width: 15px; margin: 15px;" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/AR017_INFOGRAFICO_TEMPORAL_5.png" alt="" width="405" height="899" />
<p style="text-align: justify;">O planeta Terra tem cerca de 4,5 bilhões de anos. Para entender melhor sua história, os cientistas dividem o tempo geológico em cinco níveis de classificação, chamadas unidades cronoestratigráficas: éons, eras, períodos, épocas e idades.</p>
&nbsp;
<p style="text-align: justify;">Os éons são grandes e indeterminados espaços de tempo e estão divididos em quatro classificações: fanerozoico (últimos 542 milhões de anos), proterozoico, arqueano e hadeano. Deles, apenas o hadeano não é dividido em eras. As eras são caracterizadas conforme as diferentes posições dos continentes, dos oceanos e dos seus seres vivos. Dentro das eras estão divididos os períodos. As épocas, por sua vez, são divisões dentro dos períodos e são divididas em idades.</p>
&nbsp;
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Segundo os pesquisadores, vivemos atualmente no período Quaternário da era Cenozóica. Nesta sétima edição, as reportagens do Dossiê são relacionadas aos estudos paleontológicos desenvolvidos pelo Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA) da UFSM. Os pesquisadores do CAPPA trabalham com os achados fósseis do período Triássico ( cerca de 250 a 200 milhões de anos atrás).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O Triássico é o primeiro dos três períodos que compõem a era Mesozoica, os que se seguem são chamados de Jurássico e Cretáceo. No Jurássico, os dinossauros dominavam, contudo no Cretáceo eles foram extintos.  </span></p>
&nbsp;
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes disso existiu o Permiano, último período da era Paleozóica, quando aconteceu a união das massas da terra. Essas massas formaram um grande continente chamado Pangeia e um grande oceano que a rodeava chamado Pantalassa.</span></p>
&nbsp;

Repórter: Paola Dias e Luan Romero
Infografia: Juliana Krupahtz]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        