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				<title>CCSH promove mais uma edição do “Study Summit”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/26/ccsh-promove-mais-uma-edicao-do-study-summit</link>
				<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 10:38:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[No hall do prédio 74C, universitários exploram novas oportunidades até esta quinta (26)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72266" align="alignright" width="659"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0227-1.jpg"><img class=" wp-image-72266" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0227-1.jpg" alt="" width="659" height="435" /></a> Universitários descobrem novas oportunidades no hall do prédio 74C[/caption]
<p>O Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) realizou, nesta quarta-feira (25), o primeiro dia do “CCSH Study Summit”. No hall do prédio 74C, o evento, em sua terceira edição, reúne projetos de extensão, grupos de pesquisa, empresas juniores e outras iniciativas acadêmicas da universidade.</p>
<p>“O evento amplia um pouco a visão dos nossos estudantes de sair daqueles projetos e cursos que eles já conhecem, e buscar coisas novas”, afirma a chefe da Subdivisão de Comunicação do CCSH, Carolina Schneider Bender. Segundo ela, a proposta é para aproximar os universitários de iniciativas em diversas áreas, possibilitando o diálogo sobre experiências e a troca de informações com as equipes.</p>
<p>Embora idealizado por universitários e servidores do Centro, o evento não se limita apenas a iniciativas das Ciências Sociais e Humanas. “A gente quer ações que criem oportunidades para os nossos alunos, então projetos de outros centros também são super bem-vindos”, revela Bender. Nesse sentido, a programação também traz novidades nesta edição, como o <em>showcase</em> de Produtos Técnicos e Tecnológicos (PTT), que apresenta soluções desenvolvidas nos programas de pós-graduação, e o <em>meetup</em> de projetos voltados a temáticas envolvendo mulheres, criando um espaço de diálogo em referência ao Dia Internacional da Mulher.</p>
[caption id="attachment_72267" align="alignleft" width="548"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0152-1.jpg"><img class=" wp-image-72267" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0152-1.jpg" alt="" width="548" height="355" /></a> Cauê Santos explica para os universitários o que é o "Paralelo 33"[/caption]
<h3>Quem faz acontecer</h3>
<p>Entre as 29 iniciativas que integram o evento, o "Paralelo 33", na sua terceira participação, apresenta ao público a proposta que orienta suas atividades. Voltado ao estudo do Sul Global, o grupo se baseia em uma perspectiva teórica que aborda vivências sociais, culturais, políticas e econômicas da América Latina, África e Ásia.</p>
<p>“É importante tanto para expor o que a gente faz, quanto para conhecer outras ideias e pessoas”, afirma Cauê Santos, vice-presidente do projeto e estudante de Relações Internacionais, destacando o evento como um espaço de troca e conexão. “O atrativo do Paralelo é para quem quer aprender a ter uma visão crítica”, completa o estudante, ressaltando um dos princípios centrais do projeto.</p>
<p>Vinculada ao curso de Administração, a empresa júnior "Objetiva Jr." tem 32 anos de experiência na vivência empresarial, com foco na atuação prática junto a clientes reais. “Poder ter contato com os estudantes, especialmente os que estão começando, é muito positivo, porque muitos ainda estão confusos sobre o que podem fazer na universidade, e o evento oferece uma visão mais prática dos projetos de extensão”, ressalta Gabriel Mello, presidente executivo da empresa júnior e estudante de Administração. Para ele, o Study Summit amplia o contato com os estudantes, contribui para atrair novos integrantes e fortalece o <em>networking</em> entre as iniciativas. O projeto também se destaca pela diversidade, com a participação de membros de diferentes cursos.</p>
<p>Com uma proposta voltada à promoção do direito à literatura no sistema prisional, o projeto “Livros que Livram” destaca seu caráter humanitário ao participar do evento. A iniciativa busca levar leitura a pessoas privadas de liberdade, contribuindo para a remição de pena e, principalmente, para a dignidade humana. “A literatura pode trazer um respiro, uma fuga e, especialmente, uma transformação na vida do apenado”, aponta Otávio Maziero, membro do projeto e estudante de Direito. Ele também evidenciou o impacto social do projeto, tanto para a comunidade que circula no evento quanto para a formação acadêmica dos integrantes.</p>
<h3>Estudantes descobrem novas oportunidades</h3>
[caption id="attachment_72268" align="alignright" width="566"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0128.jpg"><img class=" wp-image-72268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0128.jpg" alt="" width="566" height="377" /></a> Ao todo, 29 projetos de extensão, grupos de pesquisa, empresas juniores e outras<br />iniciativas acadêmicas estiveram presentes no primeiro dia do evento[/caption]
<p>A percepção dos estudantes que visitaram o evento reforça a proposta de aproximação com o público. Para a caloura de Jornalismo Giulya Araujo, o "Study Summit" contribui para ampliar o conhecimento sobre os projetos. “Descobri um podcast de Relações Internacionais que eu não conhecia. Foi bem legal porque consegui bater um papo com o pessoal do projeto ", revela.</p>
<p>Ao circular pelos estandes do evento, a estudante Julia Portella, do curso de Ciências Contábeis, destacou a facilidade ao acesso das informações no contato direto com os projetos. “Hoje em dia, a comunicação normalmente é pelo Instagram. O pessoal divulga edital, divulga projeto e fica difícil achar cada um. Vindo aqui, conversando com quem está participando desses projetos, a gente já consegue saber na hora sobre o que se trata”, comentou. Assim, o evento se consolida como um espaço de descoberta, troca e conexão dentro da universidade.</p>
[caption id="attachment_72269" align="alignleft" width="482"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0119.jpg"><img class=" wp-image-72269" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0119.jpg" alt="" width="482" height="321" /></a> Atividades ocorrem até quinta-feira (26)[/caption]
<h3>Programação continua nesta quinta-feira (26)</h3>
<p>Estará presente no <em>meetup</em> de projetos nesta quinta-feira (26) o grupo GIDH (Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos), que se destaca pela promoção de debates sobre igualdade de gênero, raça e classe dentro e fora da universidade.</p>
<p>Para a coordenadora, Mariana Selister Gomes, o "Study Summit" representa um espaço de visibilidade e articulação para o projeto. “É um espaço importante para conhecimento e troca, onde também novos integrantes possam vir a participar do GIDH, assim como de outros projetos que vão estar sendo apresentados, debatidos e conversados”, afirmou. Além das atividades de extensão, o grupo também apresenta a cartilha “Berta Lutz: Direitos Humanos e Direitos das Mulheres”, que será levada às escolas.</p>
<p>O "CCSH Study Summit" segue nesta quinta-feira (26), das 9h às 17h, com mais um dia de oportunidades para troca de experiências e aprendizados para os universitários. Confira a lista completa de projetos e mais informações no Instagram oficial do CCSH (<a href="https://www.instagram.com/ccsh.ufsm?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw%3D%3D" target="_blank" rel="noopener">@ccsh.ufsm</a>).</p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Gabriele Mendes, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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<p></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Professora da UFSM integra a delegação brasileira na 70ª Conferência sobre a Situação da Mulher da ONU</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/11/professora-da-ufsm-integra-a-delegacao-brasileira-na-70a-conferencia-sobre-a-situacao-da-mulher-da-onu</link>
				<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 12:30:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
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		<category><![CDATA[situação da mulher]]></category>

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						<description><![CDATA[Mariana Selister Gomes foi selecionada pelo Ministério das Mulheres]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
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[caption id="attachment_72156" align="alignright" width="544"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-11-at-09.05.38.jpeg"><img class="wp-image-72156" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-11-at-09.05.38.jpeg" alt="" width="544" height="408"></a> Mariana participa de conferência da ONU em Nova York[/caption]
<p>A professora Mariana Selister Gomes, do Departamento de Economia e Relações Internacionais e dos Programas de Pós-Graduação em Relações Internacionais e em Ciências Sociais da UFSM, foi selecionada, pelo Ministério das Mulheres, para integrar a delegação brasileira na 70ª Conferência sobre a Situação da Mulher da ONU, em New York, que iniciou na segunda (9) e segue até 19 de março.</p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O papel das acadêmicas é o de auxiliar o corpo diplomático na formulação da posição do Brasil, bem como acompanhar os debates, elaborar relatórios analíticos e, em seu retorno, multiplicar a Agenda Global nos seus territórios, via ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento institucional.</p>
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<p>Segundo Mariana, o sistema ONU impacta diretamente as vidas nos territórios. Um exemplo é a Lei Maria da Penha, que só foi aprovada após enorme pressão da OEA. Outro exemplo é a Lei do Feminicídio, que conseguiu aprovação no Brasil em diálogo com as Conferências das Mulheres da ONU, e agora o Brasil é protagonista no tema, colaborando com outros países para que tenham suas leis nacionais sobre a matéria.</p>
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<p>Neste ano, o tema prioritário da conferência é o Combate à Violência e Acesso à Justiça. Há 20 anos, a professora Mariana pesquisa diferentes formas de violência e os feminismos em luta. Ainda em seu mestrado, em 2008, propôs que a violência simbólica deveria ser encarada de frente, com transformação cultural via educação das relações de gênero, para que outras formas de violência fossem evitadas. Com esse argumento, ela foi uma das vencedoras do prêmio “Feminismo en America Latina: la mirada de las jovenes”, da ONU Mulheres (confira <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/pub_ensayos09.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>).</p>
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<p>Na UFSM, a professora atua na extensão, na pesquisa e no ensino das relações de gênero. Na extensão, desenvolve, desde 2019, o Programa de Extensão GIDH - Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos, vinculado ao ODH e a Casa Verônica; inclusive, no ano passado, o GIDH desenvolveu uma cartilha sobre a Bertha Lutz (a brasileira que protagonizou a inclusão das mulheres na Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948) para este ano distribuir nas escolas, juntamente com formações aos estudantes e professoras da rede, ancorando a Lei 14.986/2024. </p>
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<p>Na pesquisa, desenvolve, desde 2019, o projeto “Metodologia de Pesquisa Feminista e Decolonial”. No ensino, ministra disciplinas relacionadas aos Estudos de Gênero, para alunos de diferentes cursos. Neste semestre, inclusive, está ministrando “Tópicos Especiais em Direitos Humanos”, no curso de Relações Internacionais. Também é coordenadora do PPGRI.</p>
<p>Em seu retorno, a professora irá promover - juntamente com a PRE, o Gabinete da Reitora, o CCSH e o PPGRI - uma série de eventos, bem como, irá trazer sugestões para o fortalecimento da Agenda 2030, sobretudo do ODS 5, na instituição. Fique atento aos eventos pelo @gidh.ufsm no Instagram.</p>
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<p></p>
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<p>“Está sendo uma experiência incrível. Um momento único de compartilhar conhecimentos e lutas com mulheres que fazem a diferença em seu territórios, em várias partes do Brasil e do mundo, bem como, auxiliar a construir a Agenda Global que impacta diretamente no local”, afirma Mariana.</p>
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<p><em>Foto: Divulgação</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Aluna de Relações Internacionais da UFSM participa de programa internacional de mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/09/15/aluna-de-relacoes-internacionais-da-ufsm-participa-de-programa-internacional-de-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Fri, 15 Sep 2023 11:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Os selecionados participam de uma formação intensiva ofertada pela Universidade de Harvard e irão estagiar no Ministério do Meio Ambiente]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_63658" align="alignright" width="544"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/rayane_2.jpeg"><img class="wp-image-63658" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/rayane_2.jpeg" alt="arte colorida quadrada com as fotos arredondadas dos quatro selecionados para o programa, como nome e estado embaixo, e ao fundo uma foto da floresta amazônica" width="544" height="540" /></a> Divulgação dos selecionados para o Programa Operação COP 2023 (Reprodução do Instagram do Clima Reality Brasil)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A estudante de Relações Internacionais da UFSM Rayane Xipaya foi uma das quatro representantes do Brasil selecionadas para o </span><a href="https://www.climaterealityproject.org.br/post/processo-seletivo-aberto-opera%C3%A7%C3%A3o-cop-jovens-embaixadores-do-clima"><span style="font-weight: 400">Programa Operação COP 2023 - Jovens Embaixadores pelo Clima</span></a><span style="font-weight: 400">. O programa tem por objetivo desenvolver habilidades de representação do governo, ética e dignidade, além de aprofundar o conhecimento em questões ambientais e diplomáticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O </span><a href="https://www.instagram.com/p/CwBRoMCv0CY/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igshid=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400">resultado final</span></a><span style="font-weight: 400"> saiu no dia 16 de agosto. Os jovens já estão participando de uma formação intensiva sobre mudanças climáticas e negociações internacionais, ofertada pela Universidade de Harvard, e irão complementar seu desenvolvimento com um estágio profissional virtual no Ministério das Relações Exteriores. Além disso, a expectativa é de que os jovens embarquem rumo aos Emirados Árabes Unidos, em novembro, para participar da COP 28 - Conferência das Partes -, organizada pelas Organizações das Nações Unidas (ONU).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O processo, aberto pelo The Climate Reality Project América Latina e The Climate Reality Project Brasil, buscava jovens de 18 a 25 anos e foi dividido em três partes. Na primeira, o candidato realizou sua inscrição, enviou uma carta de motivação e um vídeo, em inglês. Ao todo, 10 inscritos foram selecionados a partir desta etapa. Na segunda parte do processo, ocorreu uma entrevista, também em inglês, em que os candidatos foram questionados sobre mudanças climáticas, políticas públicas e por que deveriam ser aceitos no programa. A última parte do processo foi a divulgação dos selecionados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A 28ª edição da Conferência das Partes (COP) ocorrerá de 30 de novembro a 12 de dezembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A COP é um evento anual que reúne representantes do mundo inteiro, como diplomatas, governos e membros da sociedade civil. O objetivo da conferência é debater a respeito das mudanças climáticas e buscar soluções para os problemas ambientais que afetam o planeta.</span></p>
<h3>Relação entre natureza e educação</h3>
<p><span style="font-weight: 400">No vídeo de apresentação, Rayane comentou sobre os motivos que inspiraram-na a se inscrever e quais seriam seus temas de interesse durante o estágio. Também falou sobre a construção da </span><span style="font-weight: 400">Hidrelétrica Belo Monte</span><span style="font-weight: 400">, o Rio Xingu e sua família. Desde que nasceu, o rio sempre fez parte da vida da jovem. Por isso, todas as transformações que ocorreram na região com a construção da hidrelétrica afetaram a vida dela e de toda a comunidade. Esse movimento foi um dos motivos que fez com que ela decidisse cursar Relações Internacionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Rayane, a forma como uma região tão calma como a do Médio Xingu foi atingida, repentinamente, pela vinda de milhares de pessoas de todos os lugares do mundo, sem que a comunidade tivesse informações suficientes sobre o que estava acontecendo, e, ainda assim, tivesse seus lares, sua mata e sua vida alterados para sempre, trouxe um sentimento de revolta muito grande para o povo e para ela. Assim, o objetivo dela tornou-se se formar para poder instruir e ajudar sua comunidade frente à violência. “Por que eles fizeram isso? Eu não entendia muito bem esse contexto. Foram essas dúvidas que me envolveram muito para essa área de ensino, de geografia, geopolítica e história”, comenta Rayane.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As formações intensivas sobre mudanças climáticas e negociações internacionais iniciaram no dia 18 de agosto. Os mais de 50 jovens, espalhados por toda América Latina, aprendem sobre negociações e resolução de conflitos. As aulas ocorrem na modalidade EaD. Além disso, o estágio profissional virtual, previsto para começar no início de setembro, irá proporcionar aos estudantes contato com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, e também com o setor de relações exteriores do Ministério do Meio Ambiente. Apesar de ainda não ter sido confirmado, a expectativa é de que os selecionados também estejam na COP 28, no mês de novembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O programa, além de proporcionar que Rayane conheça e dialogue com pessoas de toda a América Latina, também servirá como um complemento valioso para a graduação em Relações Internacionais, pois ela terá contato com áreas importantes da política brasileira e se aprofundará em debates e análises de negociações vigentes.</span></p>
[caption id="attachment_63659" align="alignleft" width="590"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/rayane_3.jpeg"><img class="wp-image-63659" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/rayane_3.jpeg" alt="foto colorida quadrada com um grande banner da filigram 2022 ao fundo e abaixo Rayane, de cocar e pintura indígena, falando ao microfone e com a mão direita aberta" width="590" height="589" /></a> Rayane Xipaya durante palestra no Filigram (Foto: Arquivo pessoal)[/caption]
<h3>Do Médio Xingu ao Coração do Rio Grande</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Rayane é natural do município de Altamira, localizado na região do Médio Xingu, no Pará. A escolha dela pelo curso de Relações Internacionais da UFSM, em 2020, se deu pelas ações afirmativas da Universidade, como a Casa do Estudante Indígena. Para ela, a educação sempre foi uma ferramenta de afirmação e mudança social. Em sua terra natal, presenciou muita desigualdade de violência e, por isso, sua vinda a Santa Maria é mais do que uma vitória pessoal, é uma conquista de toda sua família e de toda a comunidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um de seus objetivos é voltar para o município de Altamira e dar aulas de inglês a povos indígenas, por exemplo, e levar todo seu conhecimento na bagagem para ensinar e inspirar mais pessoas. Rayane sempre foi muito estudiosa e recorda de um episódio onde o estudo se tornou um local seguro para ela, enquanto criança e indígena. “Eu não entendia porque ninguém queria ser meu amigo. Eu não entendia e acho que isso foi o que mais me magoou. Eu não sabia qual era o meu problema, sabe? (...) Então eu me apeguei muito à educação, aos estudos, porque eu sentia que era um lugar reconfortante pra mim”, encerra a jovem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na UFSM, a estudante integra diferentes grupos de ensino, pesquisa e extensão. A participação mais antiga é na Liga Acadêmica de Assuntos Indígenas, Yandê, vinculada ao Centro de Ciências da Saúde (CCS). Desde o início do ano, integra o Núcleo de Pesquisa e Práticas em Direito Internacional (NPPDI), com o objetivo de, futuramente, talvez realizar um mestrado na Instituição, e o programa de extensão Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (GIDH).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, Rayane destaca que o embasamento apresentado durante todo o curso a ajudou a entender como o sistema internacional funciona e como ter esse conhecimento facilitou seu ingresso no programa: “Ter essa percepção geral de como funciona essa dinâmica internacional me deu um embasamento muito bom para compreender como se dão essas negociações e as motivações da defesa de cada ponto ou de muitos pontos apresentados por cada negociador”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Rayane integrou a direção do Instituto Juma até julho deste ano e, durante o tempo que esteve dirigindo o instituto, lutou pela proteção da floresta, do patrimônio, da propriedade intelectual e dos territórios dos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia brasileira. Além disso, também palestrou no Festival Internacional Literário de Gramado (Filigram) em 2022</span> <span style="font-weight: 400">e representou o Brasil no Enlace Continental de Mulheres Indígenas das Américas (ECMIA) de 2021, onde participou de uma conversa com o comissariado da ONU.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Andreina Possan, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias<br /></span>Edição: Mariana Henriques e Ricardo Bonfanti, jornalistas</em><br /><em>Foto de capa: <span style="font-weight: 400">Pangaia CBD</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“Julho das Pretas” movimenta este mês na UFSM e em outros locais de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/07/06/julho-das-pretas-movimenta-este-mes-na-ufsm-e-em-outros-locais-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Thu, 06 Jul 2023 13:24:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividades gratuitas e abertas à comunidade serão realizadas até o dia 22]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/Imagem_JulhoDasPretas.jpeg"><img class="alignright  wp-image-62884" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/Imagem_JulhoDasPretas.jpeg" alt="" width="469" height="465" /></a>Acontece, neste mês, o evento "Julho das Pretas" da UFSM, promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), em parceria com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (GIDH) e com a Egbè Osun Ilé Àse Íya Omin Órun. O evento conta ainda com o apoio do Observatório dos Direitos Humanos da UFSM, do projeto Daruê Malungo e do Movimento Negro Unificado de Santa Maria.</p>
<p>O dia 25 de julho é celebrado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A data faz referência e homenagem a Tereza de Benguela, mulher preta que comandou o Quilombo de Quariterê no século XVIII.</p>
<p>As atividades serão todas gratuitas e abertas a toda a comunidade, de dentro e de fora da UFSM. Haverá apresentações artísticas, momentos culturais, rodas de conversa, todas protagonizadas por mulheres pretas. O evento ocorrerá em vários espaços da UFSM, na Feicoop e na Egbe Osun.</p>
<p>Mais informações nas redes socias: @neabi.ufsm @gidh.ufsm @egbeosun_.</p>
<p><em>Programação:</em></p>
<p><strong><em><span style="font-size: revert;color: initial">Dia 6, quinta</span></em></strong></p>
<p><em>14, na Incubadora Pulsar</em></p>
<p>Abertura cultural: intervenção poética “E eu não sou uma mulher?”<br />Convidada: Maria Rita PY Dutra - professora, escritora, mestre em Ciências Sociais, doutora e pós-doutora em Educação, vereadora em Santa Maria pelo PCdoB.<br />Apresentação: “Mulheres Pretas, passado e presente: Tereza de Benguela e Sojourne Truth”<br />Convidada: Rogéria Tavares - licenciada em Ciências Sociais, graduanda do curso de bacharelado em Ciências Sociais, integrante dos grupos de estudos Neabi, GIDH e Labis.<br />Roda de conversa: “Lugar de Mulher Preta é onde ela quiser, inclusive na universidade! Pesquisas e Trajetórias de mulheres pretas”.<br />Convidadas: Jacilene Aguiar - pedagoga, mestranda em História na UFRGS, graduanda em Ciências Sociais na UFSM; Rutileia Campos - graduanda de Pedagogia na UFSM; Isis Gomes da Rocha - graduanda de Educação Física na UFSM; Beatriz Borges - graduanda em Serviço Social na UFSM; Mediadora: Leonice Mourad, professora doutora em História e Geografia, cientista social, atualmente se dedica à formação de professoras, é ativista por uma educação antirracista.</p>
<p><strong><em>Dia 8, sábado</em></strong></p>
<p><em>14, na 29ª Feocoop</em></p>
<p>Abertura cultural: “Se a coisa tá preta, a coisa tá boa!”<br />Convidados: Grupo Cultural do Quilombo de Restinga Seca<br />Mesa-redonda “Mulheres Pretas no Poder Construído o Bem Viver”<br />Convidadas: Maria Rita Py Dutra; Andressa Duarte - Doutoranda em Ciência Política pela UFRGS, cientista social e mestra em Ciências Sociais pela UFSM; Isadora Bispo - Advogada, produtora cultural, teatreira, mestre em Patrimônio Cultural pela UFSM; Iyá Sandrali - Autoridade civilizatória da tradição de matriz africana, psicóloga, especialista em criminologia, servidora pública. Mediadora: Ângela Souza, integrante do Neabi/UFSM e do MNU.</p>
<p><strong>Dia 19, quarta</strong></p>
<p>15h (13h na Colômbia), evento híbrido na Sala Inovadora da Biblioteca do CCSH/ UFSM. Link da videochamada: https://meet.google.com/jas-znrp-pju.</p>
<p>Bate-papo<br />“Mulheres Pretas Inspiradoras: a trajetória das irmãs Luanda e Laura Sito”.<br />Convidadas: Luanda Sito - professora da Universidade de Antioquia na Colômbia, mestre e doutora em Linguística Aplicada pela Unicamp, licenciada em Letras pela UFRGS (desde a Colômbia pelo meet); Laura Sito – jornalista, primeira Mulher Negra eleita deputada estadual pelo PT, presidenta da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do RS (participação presencial na UFSM). Mediadora: Rogéria Tavares </p>
<p><strong><em>Dia 21, sexta</em></strong></p>
<p>15h, Espaço Multiuso da UFSM. Performance e roda de conversa “Poéticas e Políticas Negras”. Convidada: Amanda Rodrigues - Bacharel em Dança, mestre e doutoranda em Ciências Sociais pela UFSM.</p>
<p><strong><em>Dia 22, sábado</em></strong></p>
<p>12h, no Egbe Osun / Ilé Àse Íya Omin Órun (Bairro João Goulart, Rua João Brunhauser, 112). Encerramento, com diversas atividades culturais e artísticas, como samba de roda e slam, além de feijoada, brechó e trocas de saberes.</p>
<p>14h - Roda de conversa sobre "Empoderamento de Mulheres Pretas". Convidada: Deborá Evangelista - Advogada, mestre em Direito, professora e coordenadora da Ulbra Santa Maria, afro-coaching e apresentadora do programa Viva Ubuntu da TV Diário de Santa Maria.</p>
<p>16h - Resgate ancestral, nos caminhos de um terreiro. Convidada: Olùkọ́ Ṣọla - Micaela Severo - Faz parte do culto/cultura dos àwọn òrìṣà e, também, às divindades desta terra. É formade em Ciências Sociais e Mestrade em Ciências Sociais. Integra o Neabi, Labis e o GIDH.</p>
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				<title>001/2020 - FIEX - Edital de Seleção de Bolsistas - Projeto GIDH</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-sociais/editais/001-2020-5</link>
				<pubDate>Tue, 11 Aug 2020 20:32:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[FIEX]]></category>
		<category><![CDATA[GIDH]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-sociais/?post_type=editais&#038;p=1240</guid>
						<description><![CDATA[<p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através do projeto Institucional FIEX, torna pública a abertura de inscrições para seleção de acadêmicos dos Cursos de Graduação em Ciências Sociais ou Relações Internacionais, para Bolsa de Extensão Universitária, conforme Resolução 01/2013.</p>
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							<content:encoded><![CDATA[  <p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através do projeto Institucional FIEX, torna pública a abertura de inscrições para seleção de acadêmicos dos Cursos de Graduação em Ciências Sociais ou Relações Internacionais, para Bolsa de Extensão Universitária, conforme Resolução 01/2013.</p>
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