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				<title>Projeto irá estudar opiniões de agricultores sobre o herbicida 2,4-D</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/09/30/projeto-ira-estudar-opinioes-de-agricultores-sobre-o-herbicida-24-d</link>
				<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 14:42:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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						<description><![CDATA[Resultados vão ajudar a compreender os impactos do herbicida em fruticulturas gaúchas]]></description>
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<p data-start="303" data-end="677">Um projeto de pesquisa está estudando como agricultores familiares avaliam o uso do herbicida 2,4-D. A iniciativa, intitulada <em data-start="429" data-end="543">“Deriva de Herbicidas Hormonais e seus Impactos na Fruticultura do Rio Grande do Sul na percepção dos atingidos”</em>, é coordenada pelo docente do Colégio Politécnico e do Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da UFSM, Gustavo Pinto da Silva.</p>
<p data-start="679" data-end="974">O estudo conta com a parceria do Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (Larp), vinculado ao Departamento de Química do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), e da Aliança pela Fruticultura Gaúcha. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e está em fase de coleta de dados.</p>
<h3 data-start="981" data-end="1013">O que é o herbicida 2,4-D?</h3>
<p data-start="1015" data-end="1392">Os herbicidas são pesticidas químicos usados na agricultura para o controle de ervas daninhas. O 2,4-D pertence ao grupo dos chamados “herbicidas hormonais”, que imitam os hormônios de crescimento das plantas. Ele afeta culturas sensíveis, como videiras, oliveiras e nogueiras, podendo causar deformações, redução da produção, atrofiamento de ramos e até a morte das plantas.</p>
<p data-start="1394" data-end="1615">Muito utilizado em lavouras de soja, o 2,4-D é considerado mais nocivo por apresentar alta volatilidade. Ou seja, após a aplicação, pode evaporar e se deslocar pelo ar para outras áreas. <span style="font-weight: 400">Esse processo também é chamado de deriva. </span></p>
<p data-start="1394" data-end="1615">Esses herbicidas representam uma ameaça à fruticultura. Segundo a coordenadora da Aliança pela Fruticultura Gaúcha, Aline Fogaça, os impactos são cumulativos, já que a fruticultura é formada por “plantas perenes”, que permanecem no mesmo local por anos. <span style="font-weight: 400">“Quando um pomar é atingido pela deriva de herbicidas, o efeito não se limita a uma safra. Estudos mostram que, após um episódio de deriva, um pomar pode levar de 2 a 3 anos para se recuperar. Agora imagine o que ocorre com 10 ou 12 anos seguidos de exposição, os danos vão se somando e se tornam cada vez mais graves.”</span></p>
<p data-start="1394" data-end="1615"><span style="font-weight: 400">Essa problemática é amplificada pelo fato desses impactos serem irreversíveis, já que uma vez que essa “desregulação hormonal” é causada nas plantas, não existem medidas de proteção ou recuperação eficazes. “Por isso, já observamos o que chamamos de “lento declínio dos vinhedos”: áreas muito atingidas entram em queda progressiva de produção até chegar ao declínio total, com morte de plantas e perda da viabilidade econômica do pomar. O mais preocupante é que esse processo é silencioso, o produtor percebe a redução de vigor e de colheita, mas nem sempre consegue identificar que a causa está na deriva de herbicidas.”, conta Aline.</span></p>
<h3 data-start="1394" data-end="1615">Pesquisa desenvolve questionário para agricultores familiares</h3>
<p data-start="1394" data-end="1615">Para levantar as percepções dos agricultores, foi desenvolvido um <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf-rS7Ozgmn8yjCB8S0KrrWG7EF7Ng2nGdr1u_-RisoA9iimw/viewform">questionário</a> na plataforma Google Forms. Ele ficará disponível até fevereiro de 2026. Segundo Gustavo, o período é estratégico para observar culturas temperadas <span style="font-weight: 400">(plantas adaptadas a um clima de uma estação específica)</span>, como parreiras, melancia, macieiras, nogueiras e noz-pecã.</p>
<p><span style="font-weight: 400">“O projeto nasce para isso, para primeiro caracterizarmos a frequência, a ocorrência, distribuição geográfica. Vamos ter perguntas que vão avaliar também o quanto esses agricultores estão sendo prejudicados, se eles puderem estimar, e a que associam o dano sobre as plantas, seja produtivo, econômico, e o quanto isso também está impactando nas decisões de investimento das pessoas.”</span></p>
<p>As perguntas são objetivas, e os resultados serão analisados de forma quantitativa, por meio de estatísticas. A previsão é que o projeto tenha duração de um ano a um ano e meio. <span style="font-weight: 400">“Nós esperamos gerar informação para divulgar para a comunidade científica, e também, a partir dessas respostas, buscar promover a divulgação desse conhecimento para as autoridades. Os próprios agricultores também podem sugerir prioridades ou ações que possam ser desenvolvidas”, complementa.</span></p>
<h3 data-start="3889" data-end="3930">Contribuições esperadas da pesquisa</h3>
<p data-start="3932" data-end="4211">Apesar da existência de relatos e de normativas do governo estadual, ainda faltam informações científicas sobre a percepção dos agricultores. Para Gustavo, os resultados da pesquisa vão ajudar a mapear a situação no Rio Grande do Sul e a pensar em estratégias de enfrentamento.<span style="font-weight: 400"> “Tem havido uma redução muito grande da produção na região. Tem uma série de herbicidas hormonais que estão sendo liberados para uso no Brasil, e eles vão causar problemas para a produção de frutos, e principalmente para a diversidade produtiva da agricultura. Uma atividade não pode ser prejudicada por outras.”</span></p>
<p data-start="3932" data-end="4211">O docente reforça que a pesquisa busca contribuir para um desenvolvimento rural mais sustentável. Aline destaca ainda a importância de dar voz aos agricultores: <span style="font-weight: 400"> “São os agricultores que vivenciam esse problema todos os anos em seus pomares. Eles sabem na prática como a deriva de herbicidas afeta a produção, a qualidade das frutas e até a sobrevivência das plantas. A percepção deles ajuda a construir diagnósticos mais completos, embasar pesquisas e orientar políticas públicas que protejam a fruticultura e a agricultura como um todo.”</span></p>
<h3 data-start="5062" data-end="5097">Histórico da UFSM na temática</h3>
<p data-start="5099" data-end="5370">A atuação da UFSM no acompanhamento do 2,4-D não é recente. Em 2014, a Universidade iniciou, junto com a Cooperativa Agrária São José de Jaguari, os primeiros estudos sobre os impactos do herbicida. O Larp também atua desde então nessa área, com análises laboratoriais. <span style="font-weight: 400">“Chegou até nós muitas situações de agricultores que vinham perdendo colheita, e tendo alguns resultados que não eram muito positivos. Temos conhecimento que alguns produtores estão deixando de investir na atividade pelo risco.”, comenta o docente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Agora, o projeto está buscando recursos para bolsistas, e também pessoas que atuem como voluntárias. “Essa é uma grande contribuição que as pessoas podem nos ajudar, divulgar a pesquisa e o nosso formulário, ajudar aqueles agricultores que muitas vezes não tem condição de responder sozinhos.”</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Giulia Maffi, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</span></i></p>
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