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				<title>Hub.doc integra I Seminário de Crise Climática e Arquivos em Porto Alegre</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/09/hub-doc-integra-i-seminario-de-crise-climatica-e-arquivos-em-porto-alegre</link>
				<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:52:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[arquivos]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[DAG]]></category>
		<category><![CDATA[hub.doc]]></category>

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						<description><![CDATA[Programação abordará gestão de riscos, políticas arquivísticas e reconstrução de acervos afetados por desastres climáticos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A crise climática está cada vez mais presente no cotidiano da população. No Brasil, um dos episódios mais emblemáticos dessa realidade foram as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, deixando milhares de pessoas desabrigadas e comprometendo patrimônios, serviços e infraestruturas em diversas regiões do Estado.</p>
<p>Diante desse cenário, a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por meio do grupo de pesquisa ECCOA: Arquivologia e Sociedade, promove o <strong>I Seminário de Crise Climática e Arquivos</strong>. O <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/hubdoc">Hub.doc</a>, primeira estrutura brasileira dedicada ao resgate emergencial e à preservação de grandes volumes documentais, coordenado pela UFSM, é um dos coorganizadores do evento e estará presente durante toda a programação.<br /><br /></p>
<h3><strong>O Seminário</strong></h3>
<p>Realizado nos dias 13, 14 e 15 de julho, na UFRGS, o evento reunirá pesquisadores, profissionais da área, gestores públicos, estudantes e representantes de instituições arquivísticas para discutir os impactos da crise climática sobre arquivos e acervos documentais.</p>
<p>Conforme a organização, “no Brasil, e de modo particularmente contundente no Rio Grande do Sul, tais fenômenos têm provocado perdas materiais, deslocamentos populacionais e comprometimento de infraestruturas públicas, incluindo arquivos e acervos documentais”. A proposta do encontro é fomentar o diálogo em busca de estratégias para fortalecer a preservação da memória documental diante de eventos climáticos extremos.</p>
<p>Ao longo dos três dias de programação, palestras, mesas-redondas e debates abordarão temas como gestão de riscos, preservação documental, políticas públicas arquivísticas, governança informacional e inovação tecnológica aplicada à mitigação de danos e à reconstrução de acervos.</p>
<p>Os trabalhos científicos submetidos para apresentação no seminário estão divididos em três eixos temáticos: </p>
<ul class="wp-block-list">
<li>Eixo 1 – Arquivos, memória social, direitos e justiça informacional em contextos de crise climática;</li>
<li>Eixo 2 – Gestão de riscos, governança informacional e políticas públicas arquivísticas frente à crise climática; </li>
<li>Eixo 3 – Inovação tecnológica, preservação digital e reconstrução informacional em cenários de crise climática. <br /><br /></li>
</ul>
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Programação</strong></h3>
<p>O Hub.doc integrará três das mesas durante a programação do Seminário, todas realizadas no Auditório 1 da Fabico-UFRGS. A primeira mesa contará também com fala da reitora da UFSM, Martha Adaime. Confira:</p>
<p><strong>Mesa redonda: Universidades públicas frente à crise climática: memória, reconstrução e compromisso social</strong><strong><br /></strong>13/07/2026 – 20:00 às 21:00<br />Mediação: Leolíbia Luana Linden (coordenadora do Hub em Porto Alegre)</p>
<p><strong>Mesa redonda: Infraestruturas Digitais em Tempos de Crise Climática: transição energética, data centers e sustentabilidade</strong><strong><br /></strong>15/07/2026 – 10:00 às 12:00<br />Palestrante: Daiane Regina Segabinazzi Pradebon (coordenadora do Hub)</p>
<p><strong>Mesa de encerramento: Reconstrução Informacional em Cenários de Desastre: inovação, recuperação documental e preservação da memória</strong><br />15/07/2026 – 20:00 – 21:00<br />Palestrantes: Débora Flores (coordenadora geral do Hub) e Leolíbia Luana Linden (coordenadora do Hub em Porto Alegre)</p>
<p>A programação completa pode ser conferida no <a href="https://www.even3.com.br/i-seminario-nacional-crise-climatica-e-arquivos-713372/">site do evento</a>.<br /><br /></p>
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sobre o Hub.Doc</strong></h3>
<p>Criado após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o <a href="https://www.ufsm.br/2025/09/23/quatro-instituicoes-federais-lancam-o-hub-doc-centro-de-pesquisa-e-inovacao-em-arquivos">Hub.Doc</a> é um dos coorganizadores do I Seminário de Crise Climática e Arquivos. A iniciativa surgiu para apoiar ações de preservação, recuperação e reconstrução de acervos documentais afetados pelos desastres climáticos. Durante o evento, o Hub contará com um espaço dedicado à apresentação de suas ações e à troca de experiências sobre a proteção do patrimônio documental em contextos de crise.</p>
<p><em>Texto: Jéssica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista do Hub.doc<br />Edição: João Ricardo Gazzaneo, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Hub.Doc promove diálogo internacional sobre recuperação de acervos atingidos por enchentes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/15/hub-doc-promove-dialogo-internacional-sobre-recuperacao-de-acervos-atingidos-por-enchentes</link>
				<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:30:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[arquivos]]></category>
		<category><![CDATA[DAG]]></category>
		<category><![CDATA[hub.doc]]></category>
		<category><![CDATA[hubdoc]]></category>

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						<description><![CDATA[Realizado durante a Semana Nacional de Arquivos, o debate promoveu a aproximação de experiências entre o Brasil e a Argentina]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A 10ª Semana Nacional de Arquivos (SNA) aconteceu entre os dias 8 e 12 de junho com a participação de instituições de todo país. Durante esse período, palestras, debates, seminários e oficinas foram desenvolvidos para aproximar a sociedade dos acervos documentais e destacar a importância da preservação da memória e do patrimônio histórico. </p>
<p>O tema da evento promovido pelo <a href="https://www.gov.br/arquivonacional/pt-br">Arquivo Naciona</a>l, em 2026, foi <strong>“Arquivos, Democracia e Justiça Social”</strong>. A semana teve o intuito de refletir sobre o papel dos arquivos na promoção da justiça social, na reparação de desigualdades históricas e na construção de uma sociedade mais justa e democrática.</p>
<p>O <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/transdoc">Hub.Doc</a> promoveu um intercâmbio de experiências entre Brasil e Argentina sobre a recuperação de documentos atingidos por enchentes. A Universidad Nacional Del Sur sofreu com os impactos de enchentes durante março de 2025, principalmente no subsolo da Biblioteca Central. </p>
<p>A inundação ocorrida em Bahía Blanca a partir do dia 7 de março de 2025 afetou arquivos na  Biblioteca Central Nicolás Matijevic, que teve mais de 130 centímetros tomados pela água. O evento comprometeu acervos bibliográficos, espaços de trabalho e serviços essenciais para a comunidade universitária. </p>
<p>A transmissão contou com a participação de Débora Flores, coordenadora geral do Hub.Doc e diretora do Departamento de Arquivo Geral (DAG) da UFSM , além dos profissionais argentinos Guadalupe Basualdo, antropóloga especializada em gestão de documentos eletrônicos; Victor Ferracutti, especialista em gestão de bibliotecas; e Gonzalo Faramiñan, bibliotecário e especialista em sistemas de informação. </p>
<p>Guadalupe, Victor e Gonzalo fizeram uma reconstrução cronológica dos acontecimentos de março de 2025 e pontuaram as providências tomadas para a recuperação dos arquivos das bibliotecas. “Eu e meus colegas acompanhamos a apresentação de vocês e falamos sobre o quanto nos identificamos com tudo que vocês mostraram. Quando o Gonzalo falou que ainda não tinha voltado a luz… a gente vivenciou muito isso”, contou Débora Flores ao fim da exposição. A troca de experiências permitiu discutir estratégias de recuperação de acervos atingidos por desastres climáticos e refletir sobre desafios comuns enfrentados por instituições brasileiras e argentinas diante de eventos extremos. </p>
<p>A live <a href="https://www.youtube.com/watch?v=aHD9X4aHsHw">"Salvar la memoria después de la inundación: estrategias y desafíos en el rescate del patrimonio bibliográfico y documental de la Biblioteca Central de la Universidad Nacional del Sur"</a> pode ser vista no <a href="https://www.youtube.com/@hubdocufsm">canal do Youtube</a> do Hub.Doc. </p>
<p><em>Texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista do Hub.doc<br />Edição: João Ricardo Gazzaneo, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O que aprendemos com as enchentes de 2024 para enfrentar novos eventos extremos </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/10/o-que-aprendemos-com-as-enchentes-de-2024-para-enfrentar-novos-eventos-extremos</link>
				<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:26:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação de proximidade]]></category>
		<category><![CDATA[el niño]]></category>
		<category><![CDATA[Enchentes 2024]]></category>
		<category><![CDATA[extensao]]></category>
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		<category><![CDATA[TransDoc]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisas e projetos desenvolvidos na UFSM ajudam a compreender os impactos do desastre e a preparar respostas para futuras crises climáticas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Há dois anos, as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul impulsionaram pesquisas em diferentes áreas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Enquanto o Estado lidava com as consequências da catástrofe, pesquisadores, extensionistas e estudantes voltavam seus esforços para compreender os impactos das chuvas extremas e produzir conhecimento capaz de orientar ações de recuperação, adaptação e prevenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Do estudo das áreas de risco à restauração ambiental, passando pela comunicação em situações de crise e pelo planejamento territorial, a tragédia impulsionou pesquisas e reforçou iniciativas que hoje ajudam a compreender os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Nesta última reportagem da série especial sobre o El Niño, a Agência de Notícias da UFSM apresenta algumas das contribuições da ciência produzida na universidade a partir da tragédia de 2024. </span></p>
<p> </p>
<h3><b>Hub.doc vira paradigma na recuperação dos arquivos afetados pelas enchentes</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73194" align="alignnone" width="921"]<img class=" wp-image-73194" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A8750-300x200.jpg" alt="Foto colorida na horizontal mostra uma mão com luva branca, manuseando cuidadosamente um livro de registros danificado pelas enchentes. O documento apresenta páginas amareladas, manchas de umidade, sujeira e sinais de deterioração. Na folha aberta, é possível identificar campos preenchidos à mão e a inscrição “Banco Central do Brasil”. A cena registra uma etapa do trabalho de recuperação e preservação de documentos realizado pelo projeto Hub Doc. Ao fundo, desfocado, aparecem materiais e superfícies utilizados no processo de conservação do acervo." width="921" height="614" /> Documentos históricos passam por tratamento após as enchentes (Foto: Jéssica Mocellin)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/hubdoc"><span style="font-weight: 400">Hub Transdisciplinar de Pesquisa e Inovação em Arquivos</span></a><span style="font-weight: 400"> (Hub.doc) nasceu a partir de uma tragédia que colocou em risco parte da história da UFSM. Em 30 de abril de 2024, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul inundaram o subsolo da Reitoria, onde estavam armazenadas cerca de 12 mil caixas de documentos permanentes da instituição. O acervo reunia registros administrativos, acadêmicos e funcionais produzidos ao longo de mais de seis décadas e considerados fundamentais para a preservação da memória universitária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A resposta começou ainda durante a emergência. Coordenada pela arquivista Débora Flores, diretora do Departamento de Arquivo Geral (DAG), a </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/operacao-recupera-acervo-ufsm"><span style="font-weight: 400">Operação Recupera Acervo </span></a><span style="font-weight: 400">mobilizou servidores, estudantes, voluntários, militares e especialistas de diferentes áreas para retirar, estabilizar e recuperar os documentos atingidos pela água. “Era uma sensação total de impotência. A nossa missão é proteger a informação e a memória da instituição”, lembra Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao longo dos meses seguintes, aproximadamente 300 pessoas participaram da operação, que precisou enfrentar desafios logísticos inéditos, como a falta de energia, dificuldades de transporte e escassez de insumos em meio ao cenário de calamidade vivido pelo Estado. Entre as soluções adotadas, o congelamento dos documentos tornou-se a principal estratégia para interromper a deterioração causada pela umidade e pela proliferação de fungos. No começo, a operação utilizou freezers disponíveis na Universidade. Hoje, o projeto conta com quatro contêineres refrigerados instalados no campus sede da UFSM. O volume de material armazenado transformou a iniciativa em uma das maiores experiências de congelamento de documentos já registradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao mesmo tempo, a equipe passou a registrar detalhadamente cada etapa do processo. Relatórios, experimentos, fotografias e registros audiovisuais produziram uma base inédita de dados sobre recuperação documental em situações de emergência. O conhecimento acumulado passou a subsidiar orientações do Arquivo Nacional e despertou o interesse de instituições brasileiras e estrangeiras que enfrentaram problemas semelhantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a conclusão da etapa emergencial, a estrutura criada para recuperar os documentos da UFSM começou a atender outras instituições. A partir de solicitações do Arquivo Nacional e de órgãos públicos afetados pelas enchentes em Porto Alegre, a Universidade ampliou sua atuação e passou a receber acervos de diferentes entidades para tratamento e recuperação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Hoje, o Hub.doc se consolidou como a primeira estrutura brasileira dedicada ao resgate emergencial e à preservação de grandes volumes documentais. Coordenada pela UFSM, com participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul e orientação técnica do Arquivo Nacional, a iniciativa reúne pesquisadores de diferentes áreas, projetos financiados por órgãos públicos e parcerias nacionais e internacionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de recuperar documentos atingidos por desastres, o grupo produz conhecimento sobre preservação digital, gestão documental e resposta a emergências, transformando a experiência das enchentes em pesquisa, inovação e cooperação para auxiliar instituições que enfrentam situações semelhantes. “Hoje sabemos que essa estrutura está preparada para receber novos desafios e auxiliar outras instituições”, afirma Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dois anos após as enchentes, o trabalho de recuperação documental segue em andamento. Mais de 36 mil caixas de documentos ainda passam pelos processos de tratamento e preservação realizados pelo Hub.doc. Em maio de 2026, a iniciativa alcançou um marco importante com o esvaziamento completo de um dos quatro contêineres utilizados para armazenar os documentos congelados, resultado que representa a recuperação de aproximadamente 25% do acervo sob sua responsabilidade. </span></p>
<p> </p>
<h3><b>O Plano Municipal de Redução de Riscos de Santa Maria</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73193" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/pmrr.jpeg"><img class="size-large wp-image-73193" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/pmrr-1024x768.jpeg" alt="Foto colorida na horizontal que exibe uma rua de chão batido, quatro pessoas caminham de costas em direção ao fundo da via. À direita, há uma casa em reforma, com janelas vazadas e com parte das paredes demolidas, além de um muro de tijolos aparentes em construção. Ao redor, árvores densas cobrem uma encosta, enquanto postes e fios elétricos acompanham a rua. O céu está limpo e azul, e a luz do sol ilumina a cena, projetando sombras no chão. " width="1024" height="768" /></a> Equipe do Lageolam realizando trabalho de campo (Foto: Andrea Nummer)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Embora tenha sido concluído após as enchentes de 2024, o </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/relatorios-pmrr-santa-maria-rs"><span style="font-weight: 400">Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)</span></a><span style="font-weight: 400"> de Santa Maria começou a ser desenvolvido em 2023 como um novo plano e com diferente metodologia e abordagem. Coordenado pela professora Andrea Valli Nummer, do Departamento de Geociências da UFSM e pesquisadora do Laboratório de Geologia Ambiental (Lageolam), o trabalho teve como objetivo identificar áreas sujeitas a riscos geológicos e hidrológicos e propor medidas para reduzir os impactos desses eventos. O projeto contou com o apoio do Comitê Gestor de Redução de Risco de Desastres (CGRRD).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O estudo mapeou 16 vilas distribuídas em nove bairros de Santa Maria. Segundo Andrea, a seleção priorizou comunidades mais vulneráveis. “Começamos o mapeamento em 2024, escolhendo as áreas em Santa Maria que seriam as prioridades. Nessa seleção, precisava que houvesse comunidades envolvidas no risco para avaliar a vulnerabilidade”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um dos diferenciais do projeto foi a participação dos moradores no processo de mapeamento. Por meio da cartografia colaborativa, a população ajudou a identificar áreas atingidas por inundações e deslizamentos. “Eles ajudaram a mostrar até onde ia a água, o que escorregou, o que eles pensavam que podia ser uma solução”, relata a pesquisadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os principais resultados, o PMRR apontou que os maiores problemas de Santa Maria estão relacionados às inundações e aos processos erosivos nas margens dos arroios. Ao todo, foram identificadas 396 edificações em áreas de alto risco e 245 em áreas de risco muito alto. O Morro do Cechella foi classificado como a área de maior risco geológico do município.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de diagnosticar os problemas, o plano apresentou propostas de intervenções. “Junto com o mapeamento foram indicadas propostas de obras com um custo aproximado para mitigar o risco”, afirma Andrea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O PMRR foi entregue ao Executivo Municipal em outubro de 2025 e as informações produzidas pelo estudo já vêm sendo utilizadas pelo poder público. Um dos desdobramentos do trabalho foi a utilização dos dados do plano na construção de uma proposta para captação de recursos por meio do PAC Drenagem, que destinou R$39 milhões para obras de redução de riscos no entorno do Arroio Cadena. Após as enchentes, a equipe também realizou um estudo complementar na Vila Santa Tereza, solicitado pela Prefeitura devido a novos processos de escorregamento registrados na região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a conclusão do plano em Santa Maria, os pesquisadores iniciaram uma nova etapa de trabalho. Andrea coordena atualmente a elaboração do primeiro Plano Municipal de Redução de Riscos de Cachoeira do Sul, desenvolvido em parceria com o Governo Federal e com entrega prevista para 2027.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Projeto ‘Reflora’ no resgate genético para recuperar a biodiversidade</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73192" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-19.54.47-3.jpeg"><img class="size-large wp-image-73192" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-19.54.47-3-1024x576.jpeg" alt="Fotografia horizontal colorida feita durante o dia ao ar livre. Em uma clareira gramada cercada por árvores de médio e grande porte, cerca de vinte pessoas estão reunidas em semicírculo. No centro da imagem, de costas, uma pessoa conduzindo uma explicação ao grupo. Os participantes estão espalhados pelo gramado, alguns com os braços cruzados e outros observando atentamente. À direita, há pessoas usando roupas de trabalho e equipamentos de proteção, como capacetes brancos. No chão, próximo ao grupo, encontram-se uma caixa térmica vermelha, uma garrafa de água e algumas ferramentas compridas apoiadas sobre a grama." width="1024" height="576" /></a> Professores e alunos da Engenharia Florestal participaram do curso de escalada de árvores nativas (Foto: arquivo pessoal)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Criado após os eventos climáticos extremos de 2024, o projeto Reflora busca recuperar áreas degradadas por meio do resgate genético de espécies arbóreas nativas. A iniciativa é uma união liderada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul em parceria com a empresa de celulose CMPC e com o apoio institucional da Embrapii. O desenvolvimento científico e a aplicação prática da tecnologia de restauração ambiental ficam a cargo de grandes instituições de ensino, unindo a Universidade Federal de Viçosa (UFV) às universidades gaúchas UFSM, UFRGS, PUCRS e Unisc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo o coordenador do projeto Reflora na UFSM, Jorge Farias, a proposta surgiu da necessidade de preservar a biodiversidade ameaçada pelas enchentes, deslizamentos e processos erosivos. Diferentemente de outras ações de restauração, o Reflora prioriza a conservação do patrimônio genético das espécies nativas. “O projeto foca na técnica de resgatar os materiais genéticos e em trabalhar com a manutenção e restabelecimento da biodiversidade arbórea”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante as primeiras etapas do trabalho, os pesquisadores identificaram áreas com perda de vegetação e passaram a selecionar espécies em risco, além de indivíduos considerados resilientes. “A gente identifica as áreas, o risco de perder esse material genético e também identifica árvores que foram extremamente resilientes”, afirma Farias. A partir desses exemplares, são coletados galhos para a produção de mudas por multiplicação vegetativa, técnica desenvolvida pela UFV após o desastre de Brumadinho. O método permite preservar características genéticas importantes para a adaptação das espécies às condições ambientais da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de contribuir para a recomposição da vegetação nativa, o projeto pode ajudar a reduzir os impactos de futuros eventos extremos. Ao restaurar matas ciliares e recuperar espécies adaptadas ao território gaúcho, a iniciativa favorece os ecossistemas e processos naturais que aumentam a resiliência ambiental. Segundo Farias, a técnica também acelera o retorno da fauna nativa. “Ela vai atrair polinizadores e a biodiversidade. Então atrai os animais que se alimentam das flores, e aí depois vêm os frutos”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o Reflora está na fase de estruturação da infraestrutura e identificação dos materiais genéticos que serão resgatados. A equipe também realiza </span><a href="https://ufsm.br/r-1-70240"><span style="font-weight: 400">visitas de campo</span></a><span style="font-weight: 400"> e prepara laboratórios e casas de vegetação para a produção das mudas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com duração prevista de três anos, o projeto pretende produzir pelo menos seis mil mudas de espécies nativas. A expectativa é que as primeiras sejam apresentadas ainda neste ano e que os materiais genéticos estejam disponíveis para plantio a partir do inverno de 2027. Para Farias, o principal legado da iniciativa será a valorização da biodiversidade regional. “Precisamos ter material genético preservado. A biodiversidade é o material genético que nós temos aqui.”</span></p>
<p> </p>
<h3><strong>Comunicação de proximidade transforma memória em prevenção</strong></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73191" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/comunicacao-de-proximmidade.jpeg"><img class="size-large wp-image-73191" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/comunicacao-de-proximmidade-1024x576.jpeg" alt="Foto colorida na horizontal. Em primeiro plano, um grupo de oito pessoas sorri para a câmera durante uma atividade de campo do projeto &quot;Comunicação de Proximidade&quot;. À direita, a coordenadora Aline registra a imagem em formato de selfie. Ao centro, estudantes e pesquisadores estão reunidos em uma calçada, alguns segurando pastas azuis utilizadas para a aplicação de questionários. Ao fundo, aparecem árvores, uma praça e edificações históricas da região central de Silveira Martins. " width="1024" height="576" /></a> Equipe realiza aplicação de questionários em Silveira Martins (Foto: Aline Dalmolin)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O projeto “Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia” surgiu durante as enchentes. A partir da participação de professores e estudantes da Universidade em ações de apoio às comunidades afetadas, eles passaram a discutir como a comunicação poderia contribuir para reduzir os impactos de futuros desastres. “Pensamos como a gente poderia atuar de uma forma mais direcionada, mais efetiva do que apenas distribuindo coisas, tendo uma ação mais focada naquilo que a comunicação poderia oferecer”, explica a coordenadora, Aline Roes Dalmolin.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Contemplado por um edital do Proext-PG, o projeto da Comunicação Social reuniu pesquisadores de cinco programas de pós-graduação da UFSM para investigar como moradores, rádios comunitárias, escolas, igrejas, associações e órgãos públicos se informam em situações de risco. Entre os principais resultados, o grupo identificou que o rádio segue sendo uma das principais fontes de informação dos habitantes da área. “A maioria da população de qualquer faixa etária segue ouvindo rádio todos os dias”, afirma Aline. Os levantamentos também apontaram o crescimento do uso de meios digitais e reforçaram a necessidade de integrar diferentes canais em estratégias de alerta e comunicação de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa contribui para a preparação das comunidades diante de novos eventos extremos ao fortalecer a circulação de informações, ampliar a educação sobre mudanças climáticas e preservar a memória coletiva dos desastres. Um dos principais produtos do projeto é a série documental </span><i><span style="font-weight: 400">Marcas da Chuva</span></i><span style="font-weight: 400">, lançada em 2026, que reúne relatos de moradores da Quarta Colônia sobre as enchentes. Para a coordenadora, registrar essas experiências é uma forma de evitar que elas se percam ao longo do tempo. “Uma das coisas mais importantes que nós temos que cuidar nesse momento é trabalhar para que esses registros sejam feitos agora, assim eles não caem no esquecimento”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o projeto está na fase final. Além da publicação dos últimos episódios da série documental, a equipe elabora cartilhas educativas e documentos com orientações para escolas, associações comunitárias e gestores públicos sobre comunicação em situações de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os próximos passos está a finalização de um plano de comunicação para o município de Silveira Martins, desenvolvido em parceria com a prefeitura e que poderá servir de referência para outras cidades da região. Embora o ciclo atual se encerre neste ano, a expectativa é de continuidade por meio de novas pesquisas e parcerias. “A gente vê esse projeto como um primeiro passo, ele não termina agora de forma alguma”, afirma Aline.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acesse o perfil oficial do projeto para assistir à série </span><i><span style="font-weight: 400">Marcas da Chuva</span></i><span style="font-weight: 400">: </span><a href="https://www.instagram.com/comunicacaodeproximidade"><span style="font-weight: 400">@comunicacaodeproximidade</span></a></p>
<h3> </h3>
<h3><b>Pesquisas orientam recuperação de áreas atingidas pelas enchentes</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73190" align="alignnone" width="828"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/neprade.jpeg"><img class="size-full wp-image-73190" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/neprade.jpeg" alt="Foto colorida na vertical. Em uma área de campo aberta, cerca de dez pessoas participam de uma atividade de restauração ecológica. Os participantes estão reunidos ao redor de uma estrutura formada por três postes de madeira cruzados no topo, utilizada como poleiro artificial para atração de aves. Algumas pessoas seguram ferramentas e realizam o plantio no solo coberto por vegetação seca. Ao fundo, há montanhas, árvores e um curso d’água, sob céu azul e sem nuvens. A atividade ocorre durante o dia e integra ações de recuperação ambiental em área rural. " width="828" height="874" /></a> Participantes da oficina de restauração ecológica em área de recuperação ambiental em Agudo. (Foto: arquivo pessoal)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Com mais de 15 anos de atuação, especialmente no Corredor Ecológico da Quarta Colônia, uma das regiões mais afetadas pelas enchentes de 2024, o </span><a href="https://www.ufsm.br/grupos/neprade"><span style="font-weight: 400">Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade)</span></a><span style="font-weight: 400">, da UFSM, direcionou seus esforços para compreender os impactos do desastre e produzir informações capazes de orientar a recuperação ambiental da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o núcleo desenvolve três projetos voltados ao monitoramento das áreas atingidas, à restauração ecológica e à avaliação da eficiência das estratégias testadas para o retorno dos serviços ecossistêmicos. Os estudos são realizados em parceria com instituições como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, a empresa Taesa S.A., a Fapergs e a Fundação Araucária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As pesquisas revelaram que as enchentes provocaram transformações profundas na paisagem da Quarta Colônia. “Nosso primeiro impacto foi observar a amplitude dos efeitos. A paisagem foi totalmente remodelada, o que nos mostrou que esse pode ser considerado um evento que atingiu proporção de evento de formação geológica”, afirma a coordenadora do Neprade, Ana Paula Moreira Rovedder. Os levantamentos identificaram remoção de solos, deposição de grandes volumes de sedimentos e alterações significativas em rios e encostas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os pesquisadores também identificaram impactos menos visíveis. Análises dos sedimentos deixados pela enxurrada apontaram perdas importantes de nutrientes do solo. “Constatamos uma quantidade muito alta de alguns macronutrientes em depósito de sedimentos arenosos, como o potássio. Esses nutrientes vêm das lavouras atingidas”, explica Ana Paula. Além disso, o monitoramento registrou o avanço de espécies invasoras em áreas degradadas, fator que pode dificultar a regeneração da vegetação nativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar dos danos, os estudos apontam sinais de recuperação ambiental. Desde fevereiro de 2025, equipes acompanham áreas de matas ciliares e encostas em municípios da região e já observam o retorno gradual da vegetação arbórea. “Inicialmente nós tínhamos observado muito mais espécies rústicas, herbáceas, espécies que nós chamamos de ruderais.  Agora já registramos regeneração de espécies arbóreas”, relata a pesquisadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de documentar os impactos do desastre, o trabalho busca contribuir para reduzir os efeitos de futuros eventos extremos. Os dados produzidos permitem identificar áreas com maior potencial de regeneração natural, definir técnicas de restauração mais adequadas para cada ambiente, reduzindo custos de recuperação, e fortalecer a resiliência climática da região. “Nós temos que criar resiliência climática através da adequação ambiental das propriedades rurais, o que significa atuarmos nas áreas produtivas e nas áreas de preservação permanente, entendendo que cada uma tem a sua função na paisagem”, destaca Ana Paula.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, os projetos seguem em fase de monitoramento e análise dos dados coletados. Nos próximos anos, o Neprade pretende ampliar as ações de extensão junto às comunidades locais, implantar novas áreas de restauração produtiva com sistemas agroflorestais, recuperar matas ciliares degradadas e concluir o plano de recuperação para a Quarta Colônia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A expectativa é que os resultados sirvam de referência para outras regiões do Rio Grande do Sul afetadas por eventos climáticos extremos. “O legado que esses trabalhos deixam é um legado de alerta, mas também de esperança, que nós temos como melhorar, nós não precisamos ficar de braços cruzados”, conclui a pesquisadora.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Laboratórios monitoram contaminação ambiental após enchentes no Rio Grande do Sul</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73189" align="alignnone" width="730"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/departamento-de-quimica.jpeg"><img class="size-large wp-image-73189" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/departamento-de-quimica-730x1024.jpeg" alt="Foto colorida na vertical. Em um laboratório, uma pessoa vestindo jaleco branco e luvas azuis segura um tubo de ensaio contendo uma amostra líquida amarelada. Sobre a bancada, aparecem outros recipientes utilizados em análises químicas, incluindo frascos de vidro e tubos de coleta organizados em um suporte laranja. Ao fundo, há equipamentos laboratoriais usados em procedimentos de pesquisa. A imagem registra uma etapa de análise de amostras de água e solo realizadas por pesquisadores da UFSM para investigar possíveis contaminações ambientais após as enchentes no Rio Grande do Sul. " width="730" height="1024" /></a> Estudantes do departamento de Química analisam amostras para monitorar possíveis contaminantes ambientais. (Foto: Osmar Prestes)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">As enchentes também levantaram preocupações sobre possíveis impactos ambientais causados pela dispersão de resíduos, produtos químicos e outras substâncias transportadas pela água. Para investigar esses efeitos, pesquisadores do Departamento de Química da UFSM aprovaram o projeto “Estabelecer um programa de monitoramento de contaminantes em água e solo nos ambientes afetados pelas enchentes que ocorreram no estado do Rio Grande do Sul”, financiado e desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa conta com a participação do </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/larp"><span style="font-weight: 400">Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP)</span></a><span style="font-weight: 400"> e do </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/laqia"><span style="font-weight: 400">Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais (LAQIA)</span></a><span style="font-weight: 400">. O projeto é coordenado pelo professor Osmar Damian Prestes e conta com a participação de oito pesquisadores e diversos alunos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Química da UFSM. De acordo com o coordenador, surgiu uma necessidade de monitorar possíveis contaminações ambientais após a enchente. “Agora com a questão da enchente, o Ibama precisava de laboratórios aqui do Estado para realizar essas análises e fizeram contato conosco”, explica Osmar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desde 2024, amostras de água e solo coletadas em diferentes regiões atingidas são analisadas na UFSM. Os pesquisadores investigam a presença de contaminantes químicos, como herbicidas, inseticidas, fungicidas e outros compostos utilizados na agricultura, além de elementos inorgânicos potencialmente associados à contaminação ambiental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os resultados ainda não foram divulgados, pois seguem em fase de análise e interpretação pelo Ibama. Apesar disso, o projeto já contribui para a compreensão dos impactos ambientais do desastre ao produzir informações que poderão subsidiar futuras ações de monitoramento e gestão de riscos. “Uma das principais contribuições vai ser a geração de informação qualificada, a partir dos dados analíticos das regiões onde essas amostras estão sendo coletadas”, afirma Prestes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O conhecimento gerado pela pesquisa poderá auxiliar órgãos ambientais a identificar áreas mais vulneráveis e planejar ações para reduzir os impactos de futuros eventos extremos. Os dados também servirão para monitorar a qualidade ambiental das regiões afetadas ao longo do tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o projeto está na fase final de execução e os resultados devem ser divulgados no próximo semestre. Como próximo passo, os laboratórios e o Ibama discutem a renovação da parceria para novas pesquisas na área de toxicologia ambiental, ampliando o monitoramento dos impactos ambientais no RS e em outras regiões do país.</span></p>
<h3><strong>Série especial sobre El Niño</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Dois anos após o evento extremo, parte das respostas para compreender o que aconteceu e o que ainda pode acontecer, está sendo construída nos laboratórios, grupos de pesquisa e projetos de extensão da UFSM. As iniciativas apresentadas nesta reportagem mostram como diferentes áreas do conhecimento se mobilizaram para investigar os impactos do desastre, produzir dados inéditos e transformar experiências vividas durante a crise em conhecimento científico e memória. Em comum, os projetos reforçam o papel da universidade na geração de informações que ajudam a compreender as transformações ambientais em curso no Rio Grande do Sul.</span></p>
<p>Confira mais informações nas reportagens anteriores da série produzida pela Agência de Notícias:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-72801"><i><span style="font-weight: 400">El Niño volta ao radar no RS: especialistas da UFSM explicam o que esperar nos próximos meses</span></i></a><i><span style="font-weight: 400"> </span></i></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-72925"><i><span style="font-weight: 400">Dois anos após as enchentes históricas no RS, como o campo gaúcho está se adaptando às mudanças climáticas </span></i></a></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-73043"><i><span style="font-weight: 400">Quais são os desafios das cidades frente ao El Niño? </span></i></a></li>
</ul>
<p><i><span style="font-weight: 400"><br />Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Arte gráfica: Daniel Michelon De Carli<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Banco de imagens da Agência de Notícias UFSM e registros dos projetos <br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: João Ricardo Gazzaneo</span></i></p>
<p> </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Hub.Doc se torna projeto de pesquisa vinculado ao CNPq</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/30/hub-doc-se-torna-projeto-de-pesquisa-vinculado-ao-cnpq</link>
				<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 11:40:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CNPq]]></category>
		<category><![CDATA[DAG]]></category>
		<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[hub.doc]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72306</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisadores afirmam que a mudança oferece maior visibilidade institucional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O </span><a href="https://www.ufsm.br/2025/09/23/quatro-instituicoes-federais-lancam-o-hub-doc-centro-de-pesquisa-e-inovacao-em-arquivos"><span style="font-weight: 400">Hub.Doc</span></a><span style="font-weight: 400">, iniciativa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) voltada à recuperação, preservação e transformação digital de acervos, acaba de conquistar o registro como grupo de pesquisa no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A chancela formaliza a atuação do Hub como espaço de produção científica e reforça a relevância do projeto na área de arquivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo o coordenador de pesquisa do Hub.Doc Jonas Ferrigolo Melo, o registro no CNPq oferece maior visibilidade institucional e funciona como uma espécie de “chancela acadêmica”. “Isso mostra que o Hub.Doc não é apenas um espaço de articulação de projetos, mas também um ambiente que gera pesquisa, publica resultados e contribui para o avanço da área de arquivos”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O processo de registro envolveu a formalização do grupo dentro da universidade e o cadastro no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, incluindo a identificação dos pesquisadores participantes. “Para mim, é uma honra ver que o conhecimento que geramos no Hub se transforma em publicações, projetos e produção científica, agora com uma estrutura formal de pesquisa”, afirma Jonas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a coordenadora do Hub.Doc, Débora Flores, que também é líder do grupo de pesquisa, a chancela do CNPq representa um reconhecimento coletivo, além de fortalecer a legitimidade do projeto. “Mostra que os servidores técnico-administrativos também produzem conhecimento e lideram projetos estratégicos dentro da universidade. É a valorização de uma atuação que muitas vezes já existe, mas nem sempre recebe visibilidade”, comenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Hub.Doc se destaca por combinar impacto social, relevância institucional e potencial científico. Além de lidar com demandas concretas relacionadas à recuperação de acervos, o projeto propõe metodologias, produz conhecimento e fomenta a cooperação entre diferentes áreas. Entre os desafios superados, Débora cita a conciliação entre a urgência das ações práticas, a necessidade de sistematizar essas experiências com pesquisa científica e a coordenação de equipes multidisciplinares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A expectativa é que o registro no CNPq amplie as oportunidades de parcerias e pesquisas, fortalecendo redes de colaboração no Brasil e no exterior. Hoje, o Hub.Doc já mantém interlocução com pesquisadores da Espanha, Noruega, Argentina e diversas regiões do país, e a tendência é que essas conexões se expandam ainda mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Hub.Doc está agora oficialmente listado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e pode ser acessado por este link:</span> <a href="http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/0700406024158940"><span style="font-weight: 400">dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/0700406024158940</span></a></p>
<p><b><i>Texto:</i></b><i><span style="font-weight: 400"> Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span></i><b><i>Edição</i></b><i><span style="font-weight: 400">: João Ricardo Gazzaneo, jornalista</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Artigo internacional destaca Transdoc como referência na proteção e recuperação de arquivos em desastres naturais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/02/03/artigo-internacional-destaca-transdoc-como-referencia-na-protecao-e-recuperacao-de-arquivos-em-desastres-naturais</link>
				<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 12:54:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivologia]]></category>
		<category><![CDATA[hub.doc]]></category>
		<category><![CDATA[TransDoc]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71940</guid>
						<description><![CDATA[Publicação reconhece a atuação do Hub.doc e do Transdoc e propõe um modelo inovador para o salvamento de arquivos em contextos de desastre]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O Hub.doc acaba de alcançar um marco importante em sua trajetória acadêmica e institucional. Um artigo científico internacional que utiliza o Transdoc, laboratório associado ao Hub.doc, como estudo de caso, foi publicado na revista </span><i><span style="font-weight: 400">Archives and Records</span></i><span style="font-weight: 400">, uma das mais relevantes da área arquivística no mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O artigo, intitulado </span><a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/23257962.2025.2571113"><i><span style="font-weight: 400">A model of coordination and collaboration for the protection and recovery of archives affected by natural disasters</span></i></a><span style="font-weight: 400">, é assinado por Jonas Ferrigolo Melo, Juliano Silva Balbon e Moisés Rockembach, e analisa estratégias de proteção e recuperação de arquivos públicos afetados por desastres naturais, a partir das enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em 2024. Esta é a primeira publicação internacional em revista científica resultante dos esforços da equipe de bolsistas de pós-graduação do Hub.doc desde o início de suas atividades.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Um problema estrutural</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o arquivista e pesquisador Jonas Ferrigolo Melo, o objetivo central do estudo foi investigar como as ações de salvamento e recuperação de arquivos públicos podem ser fortalecidas diante de situações de desastre em larga escala. Para isso, os autores analisaram dados numéricos e documentais sobre arquivos atingidos pelas enchentes, cruzando informações do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS) com o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os resultados evidenciam uma fragmentação significativa nas respostas institucionais voltadas aos arquivos, marcadas pela ausência de padronização, pela baixa integração entre órgãos públicos e pela dependência excessiva de ações voluntárias. Um dos achados centrais do artigo é que os danos aos arquivos não estão incorporados aos sistemas oficiais de gestão de riscos e desastres, o que reduz sua visibilidade e dificulta a destinação de recursos específicos para sua preservação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esse cenário se reflete diretamente nos resultados práticos observados após as enchentes. Enquanto a UFSM conseguiu recuperar 100% de seu acervo, graças a uma ação imediata e coordenada de salvamento, outros órgãos públicos, especialmente em Porto Alegre, enfrentam perdas irreversíveis por falta de apoio institucional, priorização dos arquivos e alocação adequada de recursos.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">O papel do Hub.doc e do Transdoc</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A atuação do Hub.doc e do Transdoc se mostra ainda mais relevante no contexto atual. Segundo Jonas, o Hub.doc passou a assumir operações de salvamento de documentos de órgãos públicos afetados na capital gaúcha, reforçando a importância da colaboração institucional e da difusão de métodos eficazes para a preservação documental. “Se não fosse a colaboração institucional e a circulação de processos efetivos para salvar os documentos, provavelmente a perda documental seria ainda maior”, destaca Jonas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Um modelo para políticas públicas</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A partir das análises realizadas, o artigo propõe um modelo de coordenação e colaboração para tornar as respostas institucionais mais eficazes, integradas e sustentáveis em contextos de desastre. O modelo é composto por seis elementos interdependentes:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400">padronização de procedimentos de avaliação de danos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400">integração de sistemas de informação;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400">formação e capacitação institucional;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400">uso estratégico de tecnologias;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400">obrigatoriedade de notificação de danos aos arquivos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400">monitoramento contínuo das coleções afetadas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">O principal resultado do estudo, segundo os autores, é a demonstração de que a proteção de arquivos precisa deixar de ser uma ação pontual e reativa, passando a integrar de forma estruturante as políticas públicas de gestão de riscos, reconhecendo os arquivos como infraestruturas essenciais para a memória, os direitos e a governança.</span></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/02/Figure-3.-Infographic-of-the-model-of-coordination-and-collaboration-for-protection-and-recovery-archives.png"><img class="wp-image-71941 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/02/Figure-3.-Infographic-of-the-model-of-coordination-and-collaboration-for-protection-and-recovery-archives-1024x498.png" alt="" width="1024" height="498" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Reconhecimento internacional e produção latino-americana</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Publicada pela Archives and Records, revista internacional de alto impacto (Qualis Q1) vinculada à Archives and Records Association, dos Estados Unidos, a pesquisa representa um reconhecimento expressivo para seus autores e para o Hub.doc. Para Jonas, a publicação também tem um significado político e epistemológico. “É uma validação científica de uma pesquisa produzida a partir da América Latina, que tensiona a centralidade do Norte global na construção do conhecimento arquivístico. Mostramos que, no Rio Grande do Sul, temos experiências e pesquisas de alto nível, em pé de igualdade às produzidas em países norte-globais”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, o artigo integra um dossiê temático sobre Sustentabilidade e Mudanças Climáticas, ampliando a visibilidade do debate sobre a relação entre arquivos, crise climática e resiliência institucional no cenário internacional.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Próximos passos</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Os pesquisadores agora pretendem expandir e testar operacionalmente o modelo proposto, por meio de projetos piloto ou de sua aplicação em outros contextos regionais e nacionais. A expectativa é aprimorar o modelo a partir dessas experiências e publicar os resultados em uma revista brasileira, em língua portuguesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O grupo também se mostra aberto a colaborações com outros pesquisadores interessados em aplicar e desenvolver o modelo, reforçando o compromisso do Hub.doc com a produção de conhecimento colaborativo, aplicado e socialmente relevante.</span></p>
<p><em>Texto<span style="font-weight: 400">: </span><span style="font-weight: 400">Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista no Hub.Doc</span></em><br /><em>Imagens<span style="font-weight: 400">: Jonas Ferrigolo Melo, pesquisador do Hub.doc</span></em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto da UFSM apresenta pesquisas sobre preservação de arquivos em congresso na Espanha</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/04/projeto-da-ufsm-apresenta-pesquisas-sobre-preservacao-de-arquivos-em-congresso-na-espanha</link>
				<pubDate>Tue, 04 Nov 2025 20:40:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivologia]]></category>
		<category><![CDATA[DAG]]></category>
		<category><![CDATA[Enchentes 2024]]></category>
		<category><![CDATA[hub.doc]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71248</guid>
						<description><![CDATA[Trabalhos abordaram recuperação de acervos atingidos por enchentes e uso de tecnologias digitais na arquivologia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_71249" align="alignright" width="629"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/1000230145.jpeg"><img class=" wp-image-71249" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/1000230145-300x225.jpeg" alt="Foto horizontal. 18 pessoas estão em pé ao lado de um grande display com a logomarca do congresso." width="629" height="472" /></a> Representantes da UFSM estiveram em Barcelona para participar do Congresso do ICA, um dos mais importantes do mundo na área de arquivologia[/caption]

Durante a última semana de outubro, a equipe do <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/hubdoc" target="_blank" rel="noopener">Hub.Doc</a>, projeto vinculado à UFSM, participou do Congresso do Conselho Internacional de Arquivos (ICA), realizado em Barcelona, na Espanha. O evento, promovido a cada quatro anos, reúne especialistas e instituições de diferentes países para discutir estratégias de preservação, acesso e uso de arquivos no mundo todo.

Conforme Débora Flores, coordenadora do Hub.Doc, a participação da equipe no evento buscou mostrar as tecnologias desenvolvidas na recuperação dos arquivos, além de compartilhar os métodos de como o Hub se estruturou após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.

A participação da equipe da UFSM destacou iniciativas de recuperação documental e aplicação de tecnologias digitais na área da arquivologia. Entre os trabalhos apresentados, esteve o pôster “Resiliência e determinação no avanço da ciência: protegendo a memória da UFSM após as enchentes”, desenvolvido pelas arquivistas Débora Flores, Daiane Segabinazzi Pradebon e Neiva Pavezi. O estudo detalhou os métodos utilizados na restauração de documentos danificados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, como o congelamento de arquivos e a criação de protocolos de recuperação emergencial.

<b>Realidade virtual e inteligência artificial foram abordados nas apresentações do grupo</b>

Outro destaque foi o projeto “Um modelo de recuperação de desastres para arquivos por meio da realidade virtual”, desenvolvido em parceria com o Grupo de Automação e Robótica Aplicada (Garra), coordenado pelo professor Anselmo Cukla, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM. A iniciativa utiliza vídeos e imagens em 360º para demonstrar, de forma imersiva, o processo de recuperação dos documentos, facilitando o treinamento e a troca de experiências entre profissionais da área.

[caption id="attachment_71250" align="alignleft" width="446"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/IMG-20251029-WA0112.jpeg"><img class=" wp-image-71250" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/IMG-20251029-WA0112-237x300.jpeg" alt="Foto vertical. Na imagem, aparecem três mulheres em pé, tendo ao fundo um pôster apresentado digitalmente em uma tela." width="446" height="564" /></a> A diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima (à esquerda), prestigiou a apresentação do pôster ao lado de Daiane Segabinazzi Pradebon (ao centro) e Débora Flores (à direita)[/caption]

De acordo com Daiane, o principal objetivo do trabalho foi divulgar as ações de recuperação para o resto do mundo. “Essa tecnologia de realidade virtual permite que as pessoas vejam, na prática, a estrutura que montamos e o trabalho que desenvolvemos em relação à recuperação”, comenta.

Segundo Anselmo, o trabalho interdisciplinar fortalece a produção de novas soluções tecnológicas dentro da universidade. “O uso de realidade virtual amplia as possibilidades de ensino e registro técnico, além de contribuir para o desenvolvimento profissional dos estudantes envolvidos”, avalia o professor.

Além das apresentações ligadas à recuperação de acervos, os analistas de tecnologia da informação da UFSM Marcos Vinícius Bittencourt de Souza e Gustavo Zanini apresentaram pesquisas sobre preservação digital e inteligência artificial aplicada à arquivologia. O primeiro trabalho, “Repositórios institucionais brasileiros em risco”, apontou a necessidade de fortalecer políticas de preservação e planos de continuidade em repositórios digitais. Já o estudo “Ciência arquivística e aprendizado de máquina: classificação automática de documentos arquivísticos” apresentou métodos de uso de aprendizado de máquina para otimizar a organização de acervos físicos e digitais.

Para a professora Débora Flores, a presença da UFSM no evento foi uma oportunidade de intercâmbio e visibilidade científica. “Participar de um congresso dessa dimensão permite mostrar que temos soluções desenvolvidas no Brasil que podem ser aplicadas em outras realidades. Foi uma troca importante com instituições que também enfrentaram situações de desastres”, afirma.

Em concordância com o pensamento de Débora, a coordenadora Daiane Segabinazzi Pradebon disse que o evento salientou a inovação proposta pelo Hub.Doc. “No congresso, vimos que estamos no caminho certo. Conhecemos profissionais de locais como Valência e Caribe que passaram por situações difíceis com arquivos e conseguimos ter um panorama diferente. Essa vivência nos fez perceber que trouxemos uma inovação para a situação de recuperação de acervos no mundo”, finaliza.

<b>Sobre o Hub.Doc</b>

O Hub.Doc é um centro de pesquisa e inovação da UFSM dedicado à recuperação, digitalização e preservação de acervos atingidos por desastres. O projeto desenvolve tecnologias e métodos que garantem a proteção e o acesso a documentos históricos, e fortalecem a preservação da memória institucional e coletiva.

Os avanços relacionados ao Hub.Doc e as iniciativas que serão desenvolvidas podem ser acompanhados pelo site e redes sociais do projeto:

<strong>Site:</strong> <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/hubdoc" target="_blank" rel="noopener">hubdoc.ufsm.br</a>

<strong>Instagram:</strong> <a href="https://www.instagram.com/hubdoc.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">@hubdoc.gov.br</a>

<strong>Facebook:</strong> <a href="https://www.facebook.com/hubdoc.br" target="_blank" rel="noopener">/hubdoc.br</a>

<strong>LinkedIn:</strong> <a href="https://www.linkedin.com/company/hubdocgovbr/" target="_blank" rel="noopener">@hubdocgovbr</a>

<strong>Youtube:</strong> <a href="https://www.youtube.com/@hubdocufsm" target="_blank" rel="noopener">@hubdocufsm</a>

<i>Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: arquivo pessoal</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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