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				<title>Pesquisa inédita conduzida pela UFSM vai estudar iluminação artificial em flores</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/03/27/pesquisa-inedita-conduzida-pela-ufsm-vai-estudar-iluminacao-artificial-em-flores</link>
				<pubDate>Mon, 27 Mar 2023 12:04:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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						<description><![CDATA[Experimento está sendo realizado em uma propriedade em Júlio de Castilhos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div>
<div>
[caption id="attachment_61634" align="alignright" width="410"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/03/IMG-20230321-WA0108.jpg"><img class="wp-image-61634" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/03/IMG-20230321-WA0108.jpg" alt="foto colorida vertical com uma planta iluminada com luz verde, à noite" width="410" height="547" /></a> Projeto vai gerar informações inéditas que terão aplicação prática[/caption]
Um projeto de pesquisa para estudar como a iluminação artificial pode melhorar a produção de flores teve início na semana passada. A pesquisa está sendo conduzida na propriedade do casal de produtores de flores Leonir Fátima e Clóvis Fernando de Freitas, em Júlio de Castilhos. O estudo inédito é conduzido pelo Grupo GEDRE - Inteligência em Iluminação, o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, a Equipe PhenoGlad da UFSM e a Intral/SA Iluminação Inteligente e vai gerar informações que terão aplicação prática para produtores de flores no Brasil e no exterior.</div>
<div> </div>
<div>Segundo o professor do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM Marco Antônio Dalla Costa, coordenador do grupo GEDRE, o desenvolvimento desse projeto abarcando diferentes grupos de pesquisa da UFSM e uma empresa nacional resultará em transferência de tecnologia da academia para a indústria. Trata-se de um projeto disruptivo, que trará benefícios para a UFSM, para a indústria nacional e para os produtores de flores.</div>
<div> </div>
<div>Já o professor do Centro de Ciências Rurais (CCR) da UFSM Nereu Augusto Streck, coordenador da Equipe PhenoGlad, explica que a iluminação artificial permite aumentar a produção de flores e, com isso, o produtor pode ter mais renda. "Este projeto vai ajudar a entender que tipos de luminárias dão melhor resultado para a produção de flores diretamente na realidade do produtor, o que é um diferencial no mundo, pois iremos gerar informações <em>on farm</em>", afirma Nereu. </div>
</div>
<div> </div>
<div>O projeto tem a participação de alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Florestal e Agronomia, que coletam dados semanalmente desde janeiro deste ano, quando as primeiras flores foram plantadas, e seguirão coletando dados até dezembro deste ano. </div>
<div> </div>
<h3>Oficina de arranjos florais</h3>
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<div>A propriedade de Leonir e Clóvis, onde está sendo realizado o experimento em iluminação artificial, sediou na semana passada uma o<span style="color: initial">ficina técnica sobre arranjos florais. O evento fez parte da 11ª fase do projeto Flores para Todos, que está em andamento de Norte a Sul do Brasil desde janeiro.</span></div>
<div> </div>
<div>Segundo o professor Streck, coordenador nacional do Flores para Todos e da Equipe PhenoGlad, a oficina fez parte da etapa avançada de qualificação dos produtores do projeto. "Os produtores iniciam no projeto aprendendo a cultivar flores de corte de forma sustentável, depois constroem sua clientela e agora são qualificados com as técnicas mais modernas e mundialmente usadas na arte floral", explica. "É com a arte floral que os agricultores agregam valor às flores que produzem, gerando renda na propriedade e assim tendo sustentabilidade social, ambiental e econômica", acrescenta.</div>
<div> </div>
<div>O Flores para Todos é o maior projeto inclusivo de extensão da floricultura brasileira. Desde o início, em 2018, o projeto já alcançou 301 famílias rurais e 49 escolas do campo em 16 estados brasileiros mais o Distrito Federal.</div>
</div>
<div> </div>
<div><em>Fotos: Divulgação</em></div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto de iluminação artificial de hortaliças começa a apresentar resultados positivos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/08/09/iluminacao-artificial-de-hortalicas-apresenta-resultados-positivos</link>
				<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 18:55:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[hortaliças]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação artificial]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM Cachoeira do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-cs]]></category>

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						<description><![CDATA[O projeto de pesquisa é desenvolvido desde 2021 pelo curso de engenharia elétrica da UFSM campus Cachoeira do Sul]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignright wp-image-59369 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/08/IMG_1688-e1660071226744.jpeg" alt="" width="436" height="428" />A partir de uma horta piloto, estudantes de Engenharia Elétrica da UFSM </span><i><span style="font-weight: 400">campus</span></i><span style="font-weight: 400"> Cachoeira do Sul estão estudando o impacto da iluminação artificial para o cultivo de hortaliças, com o objetivo de aumentar os níveis de produtividade em um período de tempo inferior ao habitual. Como resultado da primeira colheita, feita com 72 pés de alface estimulados com suplementação luminosa e 18 sem estímulo, notou-se um aumento no tamanho, na área foliar, no peso e no diâmetro das plantas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os pés de alface da pesquisa foram estimulados por seis horas de luz artificial por dia, ao longo de 45 dias, e os resultados preliminares, apresentados a seguir, são valores médios de cada canteiro analisado:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Número de folhas de cada pé: 47% maior em pés com suplementação;<br /></span><span style="font-weight: 400">Área foliar (área das folhas): 63% maior em pés com suplementação;<br /></span><span style="font-weight: 400">Peso de cada pé: 57% maior em pés com suplementação;<br /></span><span style="font-weight: 400">Diâmetro do pé: 17% maior em pés com suplementação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Iniciado em 2021, o projeto compunha o Trabalho de Conclusão de Curso de um dos estudantes de engenharia, mas atualmente tem continuidade através de três alunos de graduação e três docentes do </span><i><span style="font-weight: 400">campus</span></i><span style="font-weight: 400"> de Cachoeira do Sul. Segundo o professor coordenador da pesquisa, Paulo César Vargas da Luz, o estudo é feito em Cachoeira porque a cidade possui um número significativo de pequenos produtores de hortaliças, o que é importante para o projeto, uma vez que sua finalidade é criar um sistema favorável, economicamente, aos agricultores locais.</span></p>
<h3><b>Estrutura da iluminação suplementar</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignleft wp-image-59368 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/08/IMG_1689.jpeg" alt="" width="478" height="399" />A iluminação artificial, fornecida por lâmpadas LED, imita a luz solar, utilizada pela planta para o crescimento. Assim, os pés de alface são estimulados a crescer durante a noite, por “entenderem” que o dia ainda não acabou, permitindo que o fotoperíodo (</span><span style="font-weight: 400">duração do dia em relação à noite)</span> <span style="font-weight: 400">da planta seja aproveitado ao máximo. Até o momento, o projeto detém 10 canteiros de 1m² cada, sendo oito destes compostos por lâmpadas LED em azul e vermelho, cores que geram uma iluminação rosa, característica das fazendas urbanas </span><i><span style="font-weight: 400">(pink farm)</span></i><span style="font-weight: 400">. Acionadas automaticamente no fim da tarde, às 18 horas, as luminárias são programadas também para se desligarem em intervalos de tempos diferentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Da Luz explica que os pesquisadores pretendem quantificar o crescimento das hortaliças em relação ao tempo e à energia gasta no sistema de iluminação para, posteriormente, propor um sistema de iluminação mais acessível financeiramente. Tal fator é relevante para o projeto porque a ideia é que ele apresente baixo custo e seja de fácil implementação, para ser replicado por pequenos produtores. “É buscada a simplicidade para profissionais que não sejam especialistas da área de engenharia elétrica. Para tanto, pretendemos a documentação do projeto com manuais e vídeos que facilitem a reprodução dos sistemas propostos. [...] Através desse sistema, o tempo de cultivo de uma horta reduz, o que aumenta a produtividade desta área em um mesmo período de tempo. Por consequência, aumenta também a rentabilidade para estes agricultores.”, explica o professor responsável.</span></p>
<h3><b>Projeto</b><b><i> indoor</i></b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para além da pesquisa de suplementação luminosa, os estudantes de engenharia elétrica também estão desenvolvendo um projeto </span><i><span style="font-weight: 400">indoor</span></i><span style="font-weight: 400">, no qual uma estufa de pequeno porte para temperos e hortaliças recebe iluminação, irrigação e calor artificiais. Neste caso, as plantas não ganham luz natural, por serem criadas em locais fechados, como apartamentos, por exemplo.</span></p>
<h3><b>O futuro da iluminação artificial</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Quanto aos próximos passos do projeto de iluminação artificial, o Coordenador da pesquisa expressa que, caso os resultados seguintes sigam sendo favoráveis, o objetivo é expandir o sistema piloto para diferentes tipos de cultivos, já que a suplementação luminosa pode ser aplicada a variadas categorias de plantas, variando apenas os períodos de iluminação e a potência das lâmpadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por meio de novas pesquisas, os acadêmicos de engenharia elétrica pretendem analisar questões como valor nutricional, controle de qualidade do solo e implementação de estufas totalmente automatizadas. A partir desse estudo ampliado, até o final de 2022, devem ser firmadas parcerias com produtores da região de Cachoeira do Sul, com o intuito de promover cultivos maiores.</span></p>
<p> </p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Laurent Keller, estudante de jornalismo, bolsista da Agência de Notícias<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Paulo César Vargas da Luz</span></i><i><span style="font-weight: 400"><br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: Mariana Henriques, jornalista</span></i></p>
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