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						<item>
				<title>CONSCIENTIZAÇÃO DAS HEPATITES VIRAIS: PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO NO MÊS DE JULHO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/ensino/traduzindo_a_ciencia/conscientizacao-das-hepatites-virais-prevencao-diagnostico-e-tratamento-no-mes-de-julho</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 02:40:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[publicações]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde]]></category>
		<category><![CDATA[conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Hepatites virais]]></category>
		<category><![CDATA[imunização]]></category>

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						<description><![CDATA[Introdução A campanha &#8220;Julho Amarelo: mês de luta contra as hepatites virais&#8221; visa reforçar ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites. A cor amarela refere-se à icterícia, um sintoma comum da hepatite. Julho foi escolhido por incluir o Dia Mundial da Luta Contra Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho pela OMS. Hepatite é [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/07/Captura-de-tela-2024-07-18-233904-1024x254.jpg" alt="" class="wp-image-249" /></figure>
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<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading">Introdução</h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A campanha "Julho Amarelo: mês de luta contra as hepatites virais" visa reforçar ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites. A cor amarela refere-se à icterícia, um sintoma comum da hepatite. Julho foi escolhido por incluir o Dia Mundial da Luta Contra Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho pela OMS. Hepatite é uma inflamação do fígado causada por vírus, medicamentos, álcool, drogas, doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas, e apresenta sintomas como cansaço, febre, enjoo, e icterícia.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No Brasil, os tipos mais comuns são as hepatites A, B e C, enquanto a D é mais frequente no Norte, e a E é rara. O SUS oferece diagnóstico e tratamento gratuitos para todas as hepatites virais. As hepatites virais, são causadas por vírus classificados pelas letras do alfabeto em A, B, C, D e E.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Formas de transmissão</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">As hepatites A e E são transmitidas principalmente pelo contato fecal-oral, sendo prevalentes em áreas com infraestrutura precária de saneamento básico e higiene. A hepatite A é frequentemente adquirida através da ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes humanas que contenham o vírus, enquanto a hepatite E é comumente transmitida por água contaminada, especialmente em regiões onde as condições sanitárias são inadequadas.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por outro lado, as hepatites B, C e D são principalmente transmitidas através do contato com sangue ou fluidos corporais infectados. A hepatite B pode ser transmitida pelo contato sexual desprotegido, compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas, e de mãe para filho durante o parto. A hepatite C é frequentemente associada ao compartilhamento de agulhas durante o uso de drogas injetáveis e também pode ocorrer por via sexual ou através de transfusões de sangue não testadas. A hepatite D, por sua vez, ocorre apenas em indivíduos que já estão infectados pelo vírus da hepatite B, pois precisam do HBV para se replicar e se propagar. Esses tipos de hepatite viral requerem estratégias específicas de prevenção, como programas de vacinação para HBV e medidas rigorosas de controle de infecções em ambientes de cuidados de saúde e comunidades vulneráveis.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:image {"id":250,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/07/Captura-de-tela-2024-07-18-233848.jpg" alt="" class="wp-image-250" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="text-align: center"><span style="font-weight: 400">(Fonte: Elaborado por Douglas, 2024)</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sintomas</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">As hepatites virais podem apresentar uma variedade de sintomas, que podem variar dependendo do tipo de vírus (A, B, C, D, E). Os sintomas comuns incluem fadiga, febre, mal-estar, perda de apetite, náuseas, vômitos, dores abdominais e icterícia (amarelamento da pele e dos olhos). Em alguns casos, a infecção pode ser assintomática, especialmente nas fases iniciais ou em infecções crônicas, dificultando a detecção precoce da doença.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Formas de prevenção</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A prevenção das hepatites virais envolve várias estratégias. A vacinação é altamente eficaz contra as hepatites A e B, e é uma medida preventiva crucial. Além disso, práticas de higiene rigorosas, como lavar as mãos frequentemente e garantir a segurança alimentar, ajudam a prevenir a hepatite A e E. O uso de preservativos durante as relações sexuais é essencial para reduzir o risco de transmissão das hepatites B e C. Evitar o compartilhamento de agulhas e seringas também é fundamental para prevenir a hepatite C.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diagnóstico e tratamento</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O diagnóstico das hepatites virais é realizado principalmente por meio de exames de sangue que detectam a presença de anticorpos ou material genético do vírus. O acompanhamento médico é essencial para monitorar a progressão da doença e planejar o tratamento adequado. O tratamento pode variar desde medidas de suporte para hepatite A e E, que geralmente se resolvem sozinhas, até o uso de antivirais para hepatites B e C. A adesão ao tratamento é crucial para evitar complicações a longo prazo.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Complicações</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">As hepatites virais podem levar a sérias complicações se não forem tratadas adequadamente. A infecção crônica por hepatite B ou C pode evoluir para cirrose, uma condição em que o tecido hepático saudável é substituído por tecido cicatricial, comprometendo a função do fígado. Além disso, a hepatite crônica aumenta significativamente o risco de desenvolver câncer de fígado. O impacto geral das complicações da hepatite pode ser devastador, afetando a qualidade de vida e aumentando a mortalidade.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">ALVES, B. / O. / O.-M. Mês de luta contra as hepatites virais: “Julho Amarelo” | Biblioteca Virtual em Saúde MS. Disponível em: &lt;https://bvsms.saude.gov.br/mes-de-luta-contra-as-hepatites-virais-julho-amarelo/&gt;. Acesso em: 05 jul. 2024.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">WORLD HEALTH ORGANIZATION. fact sheets about hepatitis. Disponível em: &lt;</span><a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hepatitis"><span style="font-weight: 400">https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hepatitis</span></a><span style="font-weight: 400">&gt;. Acesso em: 05 jul. 2024.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading">Autores</h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><b>Carolina Piccolo Carvalho</b><span style="font-weight: 400">, discente do curso de graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail: </span><a href="mailto:carvalho.carolina@acad.ufsm.br"><span style="font-weight: 400">carvalho.carolina@acad.ufsm.br</span></a><span style="font-weight: 400">, Lattes: </span><span style="font-weight: 400"> </span><span style="font-weight: 400">http://lattes.cnpq.br/3098931727210662 </span><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><b>Douglas Gonçalves Friedrichs</b><span style="font-weight: 400">, discente do curso de graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail: </span><a href="mailto:Douglas.friedrichs@acad.ufsm.br"><span style="font-weight: 400">Douglas.friedrichs@acad.ufsm.br</span></a><span style="font-weight: 400">, Lattes: </span><a href="http://lattes.cnpq.br/3554617523788031"><span style="font-weight: 400">http://lattes.cnpq.br/3554617523788031</span></a></p>
<p><br /><br /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>35ª JAI: Vice-Presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz aborda os desafios impostos pelos parasitas na criação de vacinas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/10/23/35a-jai-vice-presidente-de-pesquisa-e-colecoes-biologicas-da-fiocruz-aborda-os-desafios-impostos-pelos-parasitas-na-criacao-de-vacinas</link>
				<pubDate>Fri, 23 Oct 2020 13:40:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[imunização]]></category>
		<category><![CDATA[jai2020]]></category>
		<category><![CDATA[santa maria]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas]]></category>

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						<description><![CDATA[Em seu quarto dia de evento virtual, a 35ª Jornada Acadêmica Integrada da UFSM recebeu o pesquisador sênior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, professor Rodrigo Correa de Oliveira. Membro titular da Academia Brasileira de Ciência e PhD em Imunologia pela Johns Hopkins University, o cientista abordou um assunto [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em seu quarto dia de evento virtual, a 35ª Jornada Acadêmica Integrada da UFSM recebeu o pesquisador sênior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, professor Rodrigo Correa de Oliveira. Membro titular da Academia Brasileira de Ciência e PhD em Imunologia pela Johns Hopkins University, o cientista abordou um assunto bastante relevante no contexto atual: os principais desafios impostos pelos parasitas e vírus no desenvolvimento de vacinas. A apresentação foi mediada pelo Pró-Reitor Adjunto de Pós-Graduação e Pesquisa da UFSM, Thiago Ardenghi.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Existem enormes desafios no desenvolvimento de vacinas contra doenças e são diversos os fatores”, iniciou o professor Rodrigo Correa. A primeira barreira, segundo ele, está na complexidade do ciclo de vida dos parasitas. Como exemplo, citou a doença Esquistossomose - mais conhecida como barriga d’água - que ocorre dentro e fora do corpo humano.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O professor detalhou o ciclo evolutivo, explicando que o início se dá com a liberação dos ovos do parasita através das fezes do infectado que, em contato com a água, eclodem liberando larvas que se alojam em caramujos. Os caramujos liberam novas larvas, infectando a água e, posteriormente, as pessoas. No homem, o ciclo passa pelo pulmão e outras partes do organismo. “Cada etapa que o parasita passa, interna ou externa, tem mudanças significativas que podem afetar e dificultar o processo de desenvolvimento de uma vacina”, explicou o pesquisador.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Fatores socioeconômicos influenciam na intensidade e prevalência de infecções por parasitas e vírus</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Correa lembrou que o que comemos também pode afetar a resposta imune. Conforme explicou, o intestino - o maior órgão imunológico - está sujeito a receber diversos microrganismos, inclusive parasitas, e uma vez que estes interagem com as células do sistema imunológico do órgão, passam a ativar um número significativo da resposta imunológica de várias áreas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Todo tipo de célula é ativada e essas células induzem uma resposta que pode ser inflamatória ou não, podem inclusive controlar. A complexidade dessa interação é outro fator que também é uma barreira muito grande para desenvolvermos uma vacina ”, comentou o professor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O professor Rodrigo destacou que a intensidade de uma infecção, a prevalência dela e a sua forma clínica dependem do comportamento, da atividade socioeconômica e do microambiente em que o indivíduo está inserido. Explicou, ainda, que a resposta imunológica dos seres humanos pode ser influenciada por diversos fatores: co-infecções, interação materno-fetal, idade, genética dele e a própria genética do parasita.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>“Infecção humana controlada” é alternativa para acelerar criação de vacinas</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A palestra também abordou as três categorias de vacinas disponíveis hoje: microrganismos atenuados, microrganismos mortos e subunidades de proteínas. A primeira está sendo utilizada no Instituto Butantan. A segunda, destacou Rodrigo, mata o microrganismo e entrega ele inteiro no indivíduo induzindo uma resposta imunológica. E a terceira é a que todos os pesquisadores procuram produzir, pois não utiliza o microrganismo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O convidado debateu sobre a alternativa de “Infecção humana controlada”, processo que acelera a criação de vacinas. Normalmente, são ensaios que infectam voluntários humanos com agentes infecciosos (conhecidos como agentes de desafio), acompanhando esse indivíduo durante todo o processo de infecção. Dessa maneira, promove-se a aceleração do teste, produzem-se informações críticas para o desenvolvimento da vacina, resposta imune e possíveis patologias, além da avaliação de novos medicamentos e diagnósticos mais rapidamente.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Para ser cientista é preciso persistência</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No final da palestra, o Pró-Reitor Thiago Ardenghi abriu espaço para as perguntas do público, onde o professor Rodrigo pôde falar um pouco sobre o futuro da ciência e sobre como ser um cientista de sucesso: “Persistência. Ciência não é fácil e por isso muitas pessoas desistem. Ciência é uma das coisas mais belas que se pode fazer, então se você quer trabalhar nisso, faça”, destacou.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><br>A palestra pode ser acessada no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3YwM-QQkaAk&amp;t=2594s">Youtube</a>. A 35ª Jornada Acadêmica Integrada acontece até o dia 23 de outubro e a programação completa pode ser acessasa no <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prpgp/jai/">site</a> da UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Reportagem: Eloíze Moraes, bolsista da Agência de Notícias da UFSM<br>Edição: Davi Pereira</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Como funcionam as pesquisas para a criação de uma vacina?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/como-funcionam-pesquisas-criacao-vacina</link>
				<pubDate>Sat, 05 Sep 2020 15:46:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[etapas vacina covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[imunização]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[SARS-CoV-2]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vacina covid-19]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6265</guid>
						<description><![CDATA[Confira as etapas de um imunizador e saiba sobre os estudos que buscam combater a covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2020/09/capa.site_.png" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="Vacinas" data-elementor-lightbox-description="Ilustração de cientista mulher que observa um tubo de ensaio. O desenho representa a corrida pelas vacinas contra a covid-19">
<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2020/09/capa.site_-1024x576.png" alt="" loading="lazy">								</a>
<h2><b>Confira as etapas e saiba mais sobre os estudos que buscam imunizar contra a covid-19&nbsp;</b></h2>
Pandemia, quarentena e expectativas: o novo coronavírus veio para colocar a nossa paciência à prova. A atenção está voltada à comunidade científica e, nossos diálogos cotidianos compreendem a produção de vacinas. A internet vai à loucura: os memes são uma forma bem-humorada para tratar da espera pela cura do novo coronavírus. Contam-se os dias para a descoberta que simbolizará a liberdade para a vida tal como a conhecíamos. A partir dos veículos de informação nos atualizamos sobre os avanços das pesquisas na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Alemanha, na China, na Rússia e no Brasil. Mas afinal, como é o processo para criação de uma vacina?

Com mais de 25 milhões de casos e de 859 mil mortes ao redor do mundo, a COVID-19 passou a ser considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma <a href="https://www.euro.who.int/en/health-topics/health-emergencies/coronavirus-covid-19/news/news/2020/3/who-announces-covid-19-outbreak-a-pandemic">pandemia</a> no início de 2020. A partir disso, a indústria farmacêutica e os centros de pesquisa de todo o planeta entraram em uma grande corrida para descobrir uma forma de proteger as pessoas. Porém, os processos que envolvem a elaboração de uma vacina são rigorosos, principalmente porque existem várias etapas de testes antes que ela chegue ao cidadão.&nbsp; Isso ocorre para se certificar de que a imunização é eficaz e segura, e torna todo o seu desenvolvimento mais lento, o que, muitas vezes, não combina com a urgência de uma pandemia.
<h3><b>Etapas do desenvolvimento da vacina</b></h3>
As pesquisas são divididas em três períodos, entenda cada um deles:
<h4><b>Etapa 1: Laboratorial</b></h4>
É restrita aos laboratórios e é composta pelas pesquisas iniciais e análises de possibilidades. O agente responsável pela doença é identificado e são ponderadas até centenas de moléculas e métodos para se definir a melhor composição da vacina.

<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2020/09/box.png" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="coronavirus-spike" data-elementor-lightbox-description="Informação sobre a spike, estrutura em formato de espinho do novo coronavírus. Em conjunto, as estruturas formam uma coroa e é a partir dela que penetram nas células">
<img width="800" height="533" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2020/09/box.png" alt="" loading="lazy">								</a>
<h4><b>Etapa 2: Pré-clínica</b></h4>
Aqui outros seres vivos começam a serem envolvidos na busca pela cura. Antes, os testes eram feitos <i>in vitro</i> ou com células, e agora são realizados em animais para comprovar os dados obtidos nas experimentações anteriores. Buscam-se animais cujos corpos reajam ao vírus de forma semelhante ao organismo humano. Em geral, são usados camundongos e macacos. Ainda assim, por mais que os resultados sejam encorajadores, não há garantia de que a vacina não cause danos quando aplicada em humanos. É para isso que existe a próxima etapa.
<h4><b>Etapa 3: Clínica</b></h4>
É a mais complexa e mais extensa - quando o produto começa a ser testado em seres humanos. O processo clínico se divide em três fases:

<b>Fase 1 – </b>Tem como principal objetivo analisar a segurança do imunizador. São testados poucos voluntários, de 20 a 80 pessoas, geralmente adultos saudáveis. São levados em consideração potenciais efeitos colaterais, intensidade do produto e diferentes dosagens para evitar quaisquer danos. Além disso, já são possíveis algumas observações a respeito da resposta imunológica da vacina.&nbsp;&nbsp;

<b>Fase 2 – </b>Busca entender de maneira mais concreta a eficácia da vacina. Aqui, a quantidade de voluntários testados aumenta e pode chegar a centenas de pessoas. Os pesquisadores já têm conhecimento de dados importantes, como dosagem e efeitos colaterais esperados, por isso, o grupo a ser testado se torna mais heterogêneo, com pacientes considerados de risco. Para melhor análise da resposta imunológica, muitas vezes são utilizados grupos de controle – medicados apenas com placebo. Isso ajuda a observar de forma mais detalhada a eficácia da vacina e a reação do organismo a ela. Ainda são considerados apontamentos na sua segurança - como possíveis efeitos colaterais mais raros, que não apareceram durante a primeira fase de testes, e podem resultar em um ajuste na dosagem.

<b>Fase 3 – </b>Avalia a eficiência e a segurança da vacina no público-alvo. A testagem envolve milhares de pessoas e as análises são levantadas a partir da observação da vacina no mundo real, ou seja, é esperado que os voluntários se exponham ao vírus para entender a eficácia do produto. Aqui, o uso do placebo é essencial para comparação dos resultados dos dois grupos. Para isso, existe um sistema chamado “duplo-cego”, no qual nem o cientista nem o voluntário sabe se a aplicação é da vacina ou do composto ineficaz. Assim, não há nenhuma mudança de comportamento que possa afetar os resultados. A exposição ao vírus deve acontecer por conta própria - por esse motivo, a terceira fase pode durar anos. Assim, os pesquisadores costumam procurar áreas de maior incidência da doença, com maiores riscos de contágio. Só após esta etapa e a aprovação dos órgãos regulatórios, ocorre a fabricação da vacina em maior escala, seguida pela distribuição. Mesmo depois de aprovada, segue em constante avaliação e observação.
<h3><b>Duração de pesquisa e produção do imunizador</b></h3>
É importante ressaltar que em relação aos processos de pesquisa para a vacina da COVID-19, não há demora. A comunidade científica está a todo vapor para achar resultados eficazes no desenvolvimento dessa imunização. A verdade é que essas pesquisas costumam levar anos, sem nem considerar o tempo de produção.

No caso da Sars-CoV-2, o que acontece é que muitos processos foram radicalmente encurtados, graças a pesquisas prévias em estágio avançado sobre doenças como Sars e Mers - causadas por outras versões do coronavírus. Para as fases clínicas, em especial a 3, tem sido primordial a aplicação em ambientes com grande incidência da doença, para resultados mais rápidos e eficientes. É por isso que o Brasil tem sido um país escolhido para testes.

Além disso, segundo o epidemiologista e supervisor do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade da UFSM, Ricardo Heinzelmann, um fato importante tem sido a prioridade dos investimentos governamentais e privados no âmbito da saúde: “O ritmo de alocação de recursos públicos e privados de diversos países para desenvolvimento da vacina para COVID-19 impressiona. Orçamentos foram rapidamente revisados para que equipes de pesquisadores em diversas partes do mundo se dedicassem ao desenvolvimento desta vacina. Também o ritmo de celebração de acordos de cooperação técnicas internacionais entre instituições governamentais e não governamentais, com assinaturas praticamente imediatas de acordos ao passo de cada nova fase das vacinas”. &nbsp;Porém, o especialistas alerta que o rigor científico precisa ser mantido para que os processos não sejam atropelados em nome das demandas mundiais.

Apesar de grande repercussão e expectativas mundiais, recentemente o diretor executivo da OMS, Michael Ryan, afirmou que o fato de uma candidata à vacina para a COVID-19 chegar à fase 3 não significa que ela esteja “quase lá” para ser utilizada. “A fase 3 não significa ‘quase lá’. Significa que é a primeira vez que a vacina será aplicada na população em geral, em indivíduos saudáveis, para ver se ela os protegerá”, enfatizou. “Agora, é uma corrida para a vacina comprovar que é eficaz em um grande número de pessoas ao longo do tempo”, complementou.
<h3><b>Vacinas para Sars-CoV-2 e seus métodos</b></h3>
No contexto de acelerada busca pela vacina do novo coronavírus, são exigidos determinação e esforços internacionais. Isso promove uniões entre pesquisadores, laboratórios e nações - o que resulta em uma superação de obstáculos em conjunto. O fato é algo extremamente positivo na medida que proporciona diferentes análises acerca do problema. No sentido das pesquisas ao redor do globo, isso se representa de uma maneira mais concreta com a diversificação de metodologias utilizadas nas vacinas.

Cada laboratório tem sua aposta, baseada em conceitos como eficiência, segurança, dosagem e velocidade. O último, porém, é o mais desafiador nessa conjuntura de pandemia, que demanda uma rapidez sem precedentes na busca de uma vacina. A consequência é o uso de métodos não tão convencionais e, muitas vezes, inovadores. Entenda sobre como podem ser classificados:

<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2020/09/infografico.png" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="infografico" data-elementor-lightbox-description="Infográfico sobre os diferentes métodos das vacinas: vírus enfraquecido, material genético e vetores virais">
<img width="273" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2020/09/infografico-273x1024.png" alt="" loading="lazy">								</a>
<h3><b>Corrida pelo protagonismo da cura do novo coronavírus</b></h3>
O que podemos afirmar é que nunca tivemos tantos recursos e uma ciência tão avançada para superarmos uma pandemia. Grandes investimentos e trabalho coletivo proporcionam o avanço nas pesquisas mundiais. É assim que já se apresentam opções promissoras na busca pela imunização do vírus.

Atualmente, estão em desenvolvimento pelo menos 165 vacinas para o novo coronavírus, das quais, 34 estão nas etapas clínicas das testagens, segundo o relatório da<a href="https://www.who.int/publications/m/item/draft-landscape-of-covid-19-candidate-vaccines"> OMS</a>, de 3 de setembro. Delas, pelo menos sete já estão na fase 3.&nbsp;

A liderança é acirrada, porém o <b>Reino Unido</b> se classifica em primeiro lugar com a <b>Vacina da Universidade de Oxford</b>, apoiada pela farmacêutica <b>AstraZeneca, </b>&nbsp;como anunciado pela OMS no final de julho. Com a metodologia a partir de vetores virais, é baseada em um adenovírus causador de resfriado, alterado com material genético do Sars-Cov-2. Os pesquisadores anunciaram recentemente que a vacina “<a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)31604-4/fulltext">é segura e produz resposta imune”.</a>

Os <b>Estados Unidos</b> também estão na corrida com dois desenvolvimentos principais: a <b>Moderna/NIAID</b> e a <b>BioNTech/Pfizer</b>, em parceria com a <b>Alemanha</b>. Em fase 3, as duas pesquisas utilizam o método de RNA na busca pela imunização. A que está em testes pelo laboratório da <b>Moderna Inc.,</b> com apoio do&nbsp; Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, já recebeu quase 1 bilhão de dólares em investimentos daquele governo e<a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2022483?query=featured_coronavirus"> apresentou</a>, em julho, bons resultados na produção de anticorpos em 45 voluntários. A fase 3, que se iniciou no final de julho, deve contar com cerca de 30 mil participantes nos Estados Unidos.&nbsp;

Já a<a href="https://www.pfizer.com.br/noticias/releases/pfizer-e-biontech-unem-esforcos-para-vacina-contra-covid-19"> iniciativa</a> dos laboratórios <b>Pfizer</b> (americana) e <b>BioNTech</b> (alemã) não representa uma parceria inédita – os dois já haviam trabalhado juntos no desenvolvimento de vacinas baseadas em RNA para a prevenção de influenza em 2018. O resultado da recente parceria foi apresentado no estudo<a href="https://www.nature.com/articles/s41586-020-2639-4"> publicado</a> na revista “Nature”, referente às fases 1 e 2. Segundo o texto, a vacina BNT162b1, induziu boa resposta imune e não teve efeitos colaterais graves nos voluntários adultos.&nbsp;

A <b>China</b> participa com outras três vacinas, que são respectivamente do <b>Instituto Biológico de Pequim e Instituto Biológico de Wuhan/Sinopharm</b>, da empresa <b>Sinovac</b> e do <b>Cansino Biologics INC</b>. As duas primeiras são elaboradas a partir de vírus inativado e a última utiliza o mesmo método da vacina de Oxford.

Os testes realizados até o momento pela <b>Sinopharm</b> geraram resposta imunológica após duas doses e não causaram nenhum efeito colateral grave, segundo<a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2769612"> estudo</a> publicado no periódico "Journal of the American Medical Association" (JAMA). A empresa realiza agora testes em estágio avançado fora do país, com destaque nos Emirados Árabes Unidos, com cerca de 15 mil voluntários – já que a China não tem casos novos suficientes para ser um local de testes útil.

A <b>Sinovac</b> também já<a href="https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.07.31.20161216v1.full.pdf"> divulgou</a> seus resultados da fase 2, porém em uma publicação sem revisão de outros especialistas. Segundo o estudo, feito com cerca de 600 participantes, não houve efeitos adversos preocupantes e 90% dos pacientes desenvolveram a resposta imune. A vacina está em testagem internacional.

Por fim, a <b>Cansino Biologics </b>foi testada em cerca de 500 pessoas em Wuhan. Anunciada como segura e geradora de resposta imune em julho, em uma<a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)31605-6/fulltext"> publicação</a> na revista The Lancet. Mesmo assim, os voluntários ainda não teriam sido expostos ao novo coronavírus para checar a imunidade contra a COVID-19. Essa foi a primeira vacina chinesa a realiza testes em humanos, em março, porém as outras concorrentes – como a Sinovac e a Sinopharm - a ultrapassaram na transição para a fase 3. O produto, primeiro patenteado pelo governo chinês, está no processo de testes internacionais.

Por último, a <b>Rússia</b> é outro país que integra a participação na corrida pela vacina contra o novo coronavírus. Chamada de <b>Sputnik V</b>, a<a href="https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT04530396?term=vaccine&amp;cond=covid-19&amp;draw=3"> imunização</a> faz referência à corrida espacial entre a Rússia e os Estados Unidos na Guerra Fria. Sputnik I foi o primeiro satélite a orbitar a Terra, lançado pelos soviéticos em 1957.&nbsp; O presidente, Vladimir Putin, anunciou no início de agosto o registro da vacina contra o coronavírus. Porém, isso tem sido motivo de questionamento e polêmica entre diversos especialistas. A pesquisa, que teve caráter militar, foi custeada por 4 bilhões de rublos - o equivalente a R$300 milhões - pelo Fundo de Investimento Direto da Rússia e é desenvolvida pelo <b>Instituto Gamaleya</b>. A polêmica se relaciona com o seu cunho extremamente secreto, em colaboração direta do Ministério de Defesa Russo. O que muitos especialistas criticam é o fato de, após o término da fase 1, os russos terem pulado diretamente para a fase 3 - e ao invés de fazerem amplos testes, querem começar a vacinação em massa e acompanhar os resultados. Ainda assim, o país não precisaria da aprovação da OMS para registrar a vacina – só o que acontece é que as entidades costumam pedir uma pré-qualificação, como um selo de qualidade da organização. No dia 4 de setembro foi <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)31866-3/fulltext">publicada</a> pela revista Lancet a pesquisa que a classifica como segura e eficaz. A vacina russa estaria no processo das que estão em testes no Brasil. Entenda mais sobre isso a seguir.&nbsp;
<h3><b>Brasil no epicentro dos testes</b></h3>
O Brasil é um dos países mais afetados pelo novo coronavírus: está em 2º lugar no ranking da Covid-19, com mais de 3 milhões de casos e 122 mil mortes. Esse é o principal fator que nos torna um lugar para as testagens clínicas de vacinas em fase 3. Atualmente, são quatro vacinas em vigência de testes no nosso território.

A vacina de <b>Oxford/AstraZeneca</b>, em parceria com a <b>Fundação Oswaldo Cruz</b>; a <b>Sinovac</b>, da China, em conexão com o <b>Instituto Butantan</b>; a <b>Pfizer/BioNTech</b>, com testes em São Paulo e Salvador; e a<a href="https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT04436276?term=NCT04436276&amp;draw=2&amp;rank=1"> <b>Jansen-Cilag</b></a>, da farmacêutica americana <b>Johnson &amp; Johnson</b>, ainda em fase 2 (vetor viral não-replicante), foi aprovada pela Anvisa para a realização de testes clínicos de fase 3 no Brasil. O governo do Paraná também estaria no processo de acordo com a vacina Sinopharm e Sputnik V.

Em relação à aquisição após o encerramento dos testes, segundo Ricardo Heinzelmann, preocupa o fato do custo unitário ser elevado. “Podemos ter no Brasil o cenário de aquisição para as camadas sociais da população de maior poder de compra, adquirindo direto no setor privado, e uma importante parcela da sociedade sem condição de compra ter atraso no recebimento desta vacina por falta de orçamento do poder público”, alerta.

Nesse sentido, o especialista salienta a importância de investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), o qual garante que a situação brasileira não seja pior, além de ser o responsável por lidar com quaisquer problemas em relação à vacina posteriormente à distribuição – como já ocorreu antes. “Temos um governo federal que não conduz de forma adequada toda esta situação. Não há um plano nacional construído de forma intersetorial e em colaboração com estados e municípios para enfrentamento à pandemia. Não há um conjunto de ações articuladas de políticas das áreas de assistência social, educação, saúde, emprego e renda, coordenadas pelo governo”, destaca.

Segundo Heinzelmann, a pandemia demonstrou que emergências de saúde pública podem afetar a economia mundial e uma das principais consequências disso é a revisão de orçamentos voltados para o estímulo à pesquisa no campo de infectologia e virologia. Estímulos esses, que em conjunto a uma fala clara por parte das autoridades nacionais – ao enfatizar medidas de proteção e distanciamento – e investimento na rede pública de saúde, teriam salvado muitas vidas.

A corrida pelas vacinas continua e o futuro é incerto. Mas a esperança fica de que, após essa pandemia, ocorra uma mudança de conceitos em toda a sociedade.

<b><i>Expediente</i></b>

<b><i>Repórter</i></b><i>: Esther Klein, bolsista de Jornalismo</i>

<b><i>Ilustradora</i></b><i>: Beatriz Dalcin, bolsista de Publicidade e Propaganda</i>

<b><i>Mídia Social</i></b><i>: Nathalia Pitol, bolsista de Relações Públicas</i>

<b><i>Editora de Arte</i></b><i>: Marcele Reis, bolsista de Publicidade e Propaganda</i>

<b><i>Editora de Produção</i></b><i>: Melissa Konzen, bolsista de Jornalismo</i>

<b><i>Editor Chefe</i></b><i>: Maurício Dias, jornalista</i>]]></content:encoded>
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