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				<title>Caminhos para o desenvolvimento da fala</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/07/22/caminhos-para-o-desenvolvimento-da-fala</link>
				<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 23:21:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
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		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[NEPAI realiza avaliações auditivas em crianças 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p><figure><p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/Audioreportagem-txt.mp3"][/audio]</p></figure>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/4-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de uma mesa com brinquedos e objetos decorativos, em um ambiente infantil ou de atendimento. No centro da imagem, há uma luminária branca em formato de galinha, com crista vermelha, bico laranja, bochecha vermelha e pés laranja. À direita da galinha, aparece uma cesta plástica transparente com peças coloridas em tons de amarelo, verde, azul e bege. Na parte inferior da imagem, sobre a mesa, há um brinquedo laranja em formato de martelo. À esquerda, aparecem porta-retratos com fotografias e um frasco de álcool em gel parcialmente escondido atrás da luminária. Ao lado do frasco de álcool em gel, ao fundo, há um quadro com a ilustração de um dinossauro verde e a palavra “RAWR!”. Ao lado aparece um urso de pelúcia marrom que segura uma almofada vermelha em formato de coração, com a frase “I Love You” escrita em branco. No fundo da imagem, há uma parede clara e um armário branco com puxadores." />											<figcaption>Brinquedos utilizados para adaptar as avaliações auditivas às crianças.</figcaption>
										</figure>
		<p>Antes de uma criança falar as primeiras palavras, ela já se comunica. O olhar, os gestos, as reações aos sons e a forma como responde ao ambiente também fazem parte do desenvolvimento da linguagem. Por isso, avaliar a audição infantil não significa apenas descobrir se uma criança escuta. Em muitos casos, o exame ajuda a investigar dificuldades de fala, comunicação e aprendizagem, além de orientar os próximos encaminhamentos. </p><p>Durante a disciplina Prática Clínica de Fonoaudiologia Hospitalar, do curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), uma menina de dois anos chega à ala de Fonoaudiologia do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) para uma avaliação auditiva. A atividade integra o módulo de Triagem Auditiva Neonatal e Avaliação Eletrofisiológica da Audição Infantil. A família busca investigar possíveis alterações na audição e compreender melhor o atraso no desenvolvimento da fala. A professora Eliara Pinto Vieira Biaggio, conduz o atendimento com estudantes da disciplina. Durante a avaliação, a criança circula pela sala, brinca, interage com a equipe e responde às propostas de acordo com o próprio tempo. A cena evidencia que a avaliação infantil exige mais do que técnica: envolve paciência, observação e adaptação constante às necessidades de cada paciente. </p><p>Ao final dos exames, a avaliação indica que a menina não tem deficiência auditiva. Com a possibilidade de alteração na audição descartada, ela é encaminhada para atendimento fonoaudiológico voltado ao desenvolvimento da fala e da linguagem. O caso mostra que descartar uma deficiência auditiva é parte fundamental do cuidado, uma vez que ajuda a família a seguir por outros caminhos de investigação e acompanhamento. </p><p>Nesse ponto, o trabalho do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Audição Infantil (NEPAI) se aproxima da rotina das crianças e famílias. Vinculado à fonoaudiologia da UFSM, o Núcleo realiza avaliações auditivas e integra ensino, pesquisa e extensão. A coordenadora do grupo, Eliara, resume uma das ideias centrais da área: “Uma coisa é escutar, outra coisa é entender”. </p><h3><b><i>Do teste da orelhinha ao acompanhamento </i></b></h3><p>O cuidado com a audição começa ainda nos primeiros dias de vida. No HUSM, a fonoaudióloga Maria Rita <a href="https://www.escavador.com/sobre/2792726/maria-rita-leal-ghisleni">Leal Ghisleni</a> atua na Triagem Auditiva Neonatal (TAN), conhecida como teste da orelhinha. O procedimento é realizado em recém-nascidos e funciona como uma primeira etapa para identificar possíveis alterações auditivas. No hospital, cerca de 200 bebês passam pela triagem a cada mês, com média de 12 a 14 avaliações por dia.</p><p>Quando o teste indica necessidade de nova avaliação, o resultado ainda não significa um diagnóstico fechado. Fatores do próprio nascimento, como a presença de vérnix na orelha, podem interferir na avaliação. Por isso, o bebê retorna para o reteste da orelhinha e, se a alteração persiste, é encaminhado para diagnóstico audiológico. Para Maria Rita, a identificação precoce permite que a criança receba acompanhamento e, quando necessário, recursos que favoreçam o acesso aos sons e o desenvolvimento da fala. </p>		
										<figure>
										<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-25-at-09.36.40-1-768x512.jpeg" alt="Foto horizontal e colorida de um quadro com a identificação do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Audição Infantil. No centro da imagem está o quadro retangular, que tem moldura azul clara e fundo branco. Dentro dele, aparece um desenho formado por linhas azuis e vermelhas: à esquerda, há um coração com a ilustração de um bebê no interior; à direita, o desenho se conecta a um estetoscópio. Ao redor da ilustração, está escrito “Núcleo de Estudos e Pesquisas em Audição Infantil” em formato circular e letra cursiva. Também aparecem pequenos pontos vermelhos e linhas vermelhas que lembram ondas sonoras. Ao fundo, há uma parede clara." />											<figcaption>Placa de identificação da sala do NEPAI.</figcaption>
										</figure>
		<p>Depois da triagem, a investigação auditiva pode seguir por diferentes caminhos. Crianças com suspeita de perda da audição, atrasos na fala, trocas de sons, dificuldades de linguagem, otites de repetição ou dúvidas durante a investigação de outras condições do desenvolvimento exigem novas avaliações. Segundo Eliara, a avaliação auditiva também é necessária em casos de investigação para transtorno do espectro autista, já que alterações na audição podem existir junto a outras características do neurodesenvolvimento. </p><p>Para chegar a essas respostas, os exames precisam se adaptar à infância. Alguns dependem da participação da criança, como a audiometria, que representa a principal avaliação comportamental da audição. Nesses casos, recursos lúdicos podem ajudar a transformar o teste em uma atividade mais adequada. No NEPAI, por exemplo, a equipe utiliza brinquedos durante a avaliação. Em uma  das demonstrações, a criança é convidada a alimentar uma galinha de brinquedo sempre que percebe o estímulo sonoro. A estratégia ajuda a manter a atenção e mostra como a técnica pode ser ajustada à idade e ao comportamento de cada paciente. </p><p>Nem sempre a resposta vem de forma simples. Crianças pequenas ou neurodivergentes podem apresentar desconfortos sensoriais, dificuldade de interação ou resistência ao uso de equipamentos. Por isso, o atendimento exige atenção ao ambiente e ao tempo de quem é avaliado. Eliara explica que, em alguns casos, é preciso reduzir estímulos visuais, evitar o uso de jaleco, começar com sons mais fracos ou diminuir o número de pessoas na sala. “A gente tem que adaptar a técnica à criança”, afirma. Quando os testes comportamentais não são possíveis, exames objetivos, com eletrodos colocados na pele, registram respostas do sistema auditivo sem depender de uma reação direta do paciente. Esses exames são conhecidos como Potenciais Evocados Auditivos. Para ela, a avaliação audiológica não deve ser feita a qualquer custo, mas de forma humanizada, com respeito aos limites de cada atendimento.  </p><p>Além dos atendimentos clínicos, o NEPAI desenvolve pesquisas voltadas à audição e ao neurodesenvolvimento infantil. Entre elas estão análises sobre o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, (PEATE), exame que registra respostas do sistema auditivo a partir de estímulos sonoros, sem depender de respostas verbais ou comportamentais da criança. As pesquisas buscam compreender como essas respostas aparecem em crianças neurotípicas para, depois, comparar os resultados com avaliações feitas em pacientes autistas, especialmente em estudos relacionados à hipersensibilidade auditiva e ao diagnóstico diferencial. </p><p>Essa aproximação entre produção científica e atendimento passa pelo contato com famílias. Um exemplo é a participação de integrantes ligados à associação Universo Atípico, de Santa Maria, que ajuda a ampliar o acesso às avaliações e a aproximar o núcleo de demandas vividas fora da universidade. Quando alguma necessidade é identificada, o acompanhamento não termina no exame: conforme o caso, a criança é encaminhada para as práticas clínicas das diferentes áreas da fonoaudiologia na Clínica-Escola da UFSM, no prédio 26E, ou para outros serviços da rede municipal. </p><p>O NEPAI reúne estudantes de iniciação científica, extensão, mestrado e doutorado que atuam lado a lado nos atendimentos e pesquisas. É uma formação que acontece no contato direto com as crianças e suas famílias, tanto na Clínica-escola de Fonoaudiologia quanto no HUSM. De acordo com a professora Eliara, a aproximação entre Universidade e sociedade se traduz em impacto concreto: famílias que chegam sem respostas encontram caminhos, e crianças que poderiam aguardar muito tempo por um diagnóstico recebem acompanhamento.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/1-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de Gabriela e Larissa sentadas à mesa, em uma sala de estudo ou reunião, com cadernos, canetas, celular e notebook. Na parte mais ao fundo da imagem, está Gabriela, uma mulher jovem de pele branca. Ela tem o cabelo preto preso em trança, usa óculos de armação escura e veste casaco branco. Ela segura uma caneta sobre um caderno espiral e olha para a frente, com expressão atenta. Em primeiro plano, à direita, está Larrisa, uma mulher jovem e loira de pele branca. Ela também está sentada e aparece de perfil. Veste casaco xadrez preto e branco sobre blusa preta e calça jeans de lavagem clara. Usa brincos de argola e colar dourados. Segura uma caneta com a mão direita, apoiada sobre um caderno branco. Também olha para a frente com expressão atenta. Sobre a mesa branca, da esquerda para a direita, aparecem um celular preto, um notebook preto aberto, um estojo organizador com canetas coloridas, cadernos, outro celular e canetas. Ao fundo, há uma parede clara, persianas de uma janela, folhas fixadas na parede e parte de um quadro branco à direita." /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/Copia-de-3-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de Eliara sentada à mesa em um ambiente de sala ou consultório. Ela tem cabelos lisos, loiro médios e compridos. Usa óculos com armação arredondada e colar dourado. Veste colete em tom bege sobre casaco cinza e blusa preta. As mãos estão sobre a mesa e gesticulam. Está com a boca aberta e expressão atenta. À direita, em primeiro plano, aparece parcialmente a cabeça de outra pessoa, de costas para a câmera, próxima a um notebook. À esquerda, há uma estante branca com livros na parte superior. À direita, aparece uma janela grande com grades, por onde entra luz natural. Ao fundo, há paredes claras, parte da estante e a área externa vista pela janela." /></figure>			
		<p><strong>Repórteres:</strong> Gabriela Alves e Larissa Froeder Butzke </p><p><strong>Fotografia: </strong>Eduarda Zonta</p><p><strong>Contato:</strong> gabriela.alves@acad.ufsm.br / larissa.butzke@acad.ufsm.br </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Escrita Criativa colabora para saúde mental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/07/21/escrita-criativa-colabora-para-saude-mental</link>
				<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 19:27:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM reúne alunos de diferentes cursos e mostra como a oficina pode integrar os estudantes e contribuir para a qualidade de vida
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:audio {"id":4249} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/Audioreportagem-saude-mental.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p> Uma música começa a tocar. Alguns olham para o teto, outros para a folha em branco. Em poucos minutos, aquilo que era apenas uma proposta de escrita vira lembrança, sentimento, personagem ou desabafo. Na Oficina de Escrita Criativa do Setor de Atenção Integral ao Estudante (SATIE), cada texto surge da mesma inspiração, mas nunca de maneira idêntica. A quarta edição da Escrita Criativa iniciou no primeiro semestre de 2026 com a proposta de contribuir para a garantia do acesso aos direitos da cultura e lazer. A oficina conta com um bolsista de graduação, que atua como professor e coordena as atividades desenvolvidas pelas duas turmas de participantes.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Lei Nacional nº 14.914, de 3 de julho de 2024 tem como objetivo ajudar estudantes de instituições federais de ensino a conseguirem entrar, permanecer e concluir seus cursos, principalmente aqueles em situação de vulnerabilidade social. Segundo uma das assistentes sociais da SATIE, Andreia Zanoello, as oficinas eram pensadas antes da existência de tal legislação. “A responsabilidade da reitoria não se dá somente em questões materiais, também há a necessidade de promover ações voltadas à socialização entre estudantes”. - contou Andreia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As oficinas são disponibilizadas semestralmente e contam com diversas modalidades, como por exemplo: corrida, padel, vôlei, pilates, alongamento e costura criativa. O estudante de Letras, Guilherme Michels, é o responsável pela oficina “Escrita Criativa”, a qual assumiu no início do mês de Abril. A oficina ocorre todas às terças e sextas, das 10h às 11h, na SATIE, localizada próxima à Casa do Estudante Universitário (CEU). A localização da oficina é proposital, pois, como mencionado por Andreia, as ações tentam impactar de uma forma maior os estudantes com mais vulnerabilidade social.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Guilherme conta que o gosto pela escrita e a vontade de fazer com que mais pessoas gostassem desse lazer foi o que motivou sua inscrição no edital para ministrar os encontros. “Às vezes você pode escrever por hobby, porque pode ser muito terapêutico para algumas pessoas”, comenta Guilherme.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Participam da oficina estudantes de diferentes áreas, o que gera diversas interpretações acerca da temática dos textos. Por cerca de uma hora, o professor mostra uma fonte de inspiração, como uma música, para os alunos escreverem o que sentem a partir daquilo. Depois de finalizados, os textos são lidos em voz alta. Guilherme observou que, no momento da leitura, há trocas significativas entre os participantes: “A gente pode escrever sobre as mesmas coisas, mesmas palavras, a mesma imagem, o mesmo conceito, mas sempre vamos ter uma interpretação diferente”, explica.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/IMG-20260428-WA0143-1-1024x682.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de dois rapazes em uma sala iluminada por grandes janelas. Na parte inferior direita, de costas, está Leonardo, um jovem de pele branca e cabelos curtos castanho-escuros. Ele veste um casaco preto e está sentado em um pufe laranja. Ele gesticula com a mão esquerda. À esquerda e ao fundo está Guilherme, um jovem de pele branca, cabelos castanho-claros, curtos e cacheados. Ele veste casaco de moletom cinza escuro e calça jeans. Está sentado em uma cadeira preta, de pernas cruzadas, e segura uma prancheta. Ele olha em direção a Leonardo. No fundo, há um longo balcão cinza com nichos em que há livros empilhados. Atrás do balcão, grandes janelas de vidro com molduras amarelas revelam árvores e folhas verdes do lado de fora. A luz natural entra em abundância pelas janelas.
" class="wp-image-4246" style="width:959px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

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<p class="has-small-font-size"><strong>Guilherme explicando a dinâmica para os alunos.</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"fontSize":"medium"} -->
<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Quando escrever também vira pausa</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No ambiente acadêmico, encontrar tempo para o lazer se torna cada vez mais difícil e, a partir disso, iniciativas como a oficina de Escrita Criativa são de extrema importância. Uma pesquisa realizada em 2019 por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Instituto Federal Farroupilha, com 423 estudantes universitários, identificou que a frequência que os participantes mencionaram dificuldades na gestão do tempo relacionada às tarefas acadêmicas foi de 16,1%.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O aluno da oficina e graduando do curso de Engenharia de Telecomunicações, Leonardo Nielsen, explicou que, quando criança, escrevia com certa frequência, porém os estudos substituíram o tempo de seu hobby. “Na faculdade a gente acaba não tendo muito tempo para as coisas. Por isso, eu queria ter um espaço dedicado, pelo menos uma hora na semana, para poder escrever alguma coisa”, declara.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"fontSize":"medium"} -->
<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>O peso que cabe no papel</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A psicóloga Dariane Félix esclarece que a escrita ajuda no processo de cura psicológica e depende da capacidade de “elaboração” de cada pessoa – que é a aptidão de transformar uma experiência pessoal em algo de possível compreensão. A partir dessa ideia, quando uma pessoa consegue elaborar, é indicado que ela escreva.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro participante da oficina e mestrando em Ciências da Computação é Davi Tonon. Para ele, a escrita ajuda a entender e organizar pensamentos, sentimentos e emoções. Nesse sentido, Dariane traz uma visão terapêutica, que evidencia o quanto a oficina coopera na formação dos jovens. “Quando fazemos o movimento de escrever, conseguimos organizar melhor os nossos pensamentos. Conseguimos até mesmo visualizá-los e entendê-los melhor”, enfatiza.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4247,"width":"992px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/IMG-20260428-WA0145-1024x682.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de Davi sentado em um pufe preto com um livro nas mãos. Ele é um homem de pele branca, cabelos castanho-escuros compridos, presos em um coque, e usa barba da mesma cor. Ele veste moletom bege e calça jeans escuro. Em volta dele, há outros pufes grandes nas cores cinza-escuro, azul claro e laranja, que preenchem a parte inferior e esquerda da cena.  Atrás dele há duas cadeiras de escritório pretas, um balcão baixo bege com livros empilhados e grandes janelas de vidro ao fundo. À esquerda e em desfoque está outro rapaz, de pele branca, cabelos castanho-claros e cacheados e moletom cinza escuro. Ele observa a cena.
" class="wp-image-4247" style="width:992px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size"><strong>Davi lendo o que havia escrito durante a oficina</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A escrita terapêutica surge para expressar algo íntimo entre psicólogo e paciente. Já a escrita literária, o foco da oficina, leva em consideração o público que vai atingir. Apesar dessa distinção, os participantes da Escrita Criativa apontam que as dinâmicas ofertadas trazem possibilidades de autoconhecimento. A participante e graduanda em Medicina Veterinária, Ilana Petry, diz que: “A escrita me permite dividir o peso da minha carga com o papel”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"fontSize":"medium"} -->
<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Mais do que escrever, sentir</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo a crítica de cinema, Pauline Kael, foi dito por um analista que, quando seus pacientes não falam de seus complexos ou problemas, eles trazem situações de personagens de filmes como parte da novela da própria vida. Dariane indica a leitura a seus pacientes com o objetivo de fazê-los focar em uma atividade que desacelera o corpo, trabalhar a empatia, se identificar e refletir sobre a própria vida. “Acredito que a escrita e a leitura dão sentido para a vida, o que seria da gente sem as histórias que nos trazem inspiração para viver a vida real?” - questiona.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Oficina de Escrita Criativa é um período de tempo que permite aos seus participantes a fala e a escuta ativa de seus textos autorais, sem julgamentos ou pressão. Lá, os estudantes entendem que nem sempre a escrita tem que ser perfeita ou que é necessário ser um grande autor para poder escrever. No final do dia, você só precisa sentir. “Eu gosto muito desse tempo que passo aqui pois ele ajuda a lembrar que a gente também existe fora da faculdade”, afirmou Ilana.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Reportagem: Emmanuelly Zini, Luisa Santos e Sabrina Fagundes</strong> </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Fotos: Sabrina Fagundes</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Ilustração capa: Willian Silveira</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Assistência estudantil e permanência na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/07/17/assistencia-estudantil-e-permanencia-na-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 16:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4235</guid>
						<description><![CDATA[Auxílios oferecidos pela instituição garantem acesso à Universidade, mas estudantes relatam desafios para manter a trajetória acadêmica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/Lia-e-Julia-Assistencia-estudantil-e-permanencia-na-UFSM.mp3"></audio></figure>
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										<figure>
										<img width="1024" height="410" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/Primeira-imagem-2-1024x410.jpeg" alt="" />											<figcaption>Ilustração por Eduardo Carlsson </figcaption>
										</figure>
		<p>Acordar às 7h30min para assistir aula, almoçar rapidamente antes de pegar o transporte público, passar toda a tarde e noite no emprego, enfrentar dois ônibus no retorno e chegar em casa depois da meia-noite. Essa era a rotina de Manuella Silva, 24 anos, estudante de Tecnologia em Alimentos na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Mesmo sendo beneficiária da assistência estudantil da Universidade, a necessidade de trabalhar fazia parte da sua rotina. Ela trabalhou em um shopping da cidade até novembro de 2025 para suprir gastos com medicamentos, materiais para aula, produtos de higiene pessoal e itens de limpeza. “A minha rotina cansativa era o que fazia eu conseguir permanecer na Universidade. Eu não queria apenas sobreviver, eu queria viver”, relata.</p>
<p>A situação vivida por Manuella não é isolada. Segundo dados da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), a Universidade atende atualmente cerca de 3.657 estudantes por meio do Benefício Socioeconômico (BSE), programa que dá acesso a subsídios para a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.</p><p>De acordo com o Pró-Reitor Adjunto de Assuntos Estudantis, Victor de Carli Lopes, a instituição aplicou, em 2025, cerca de R$29,1 milhões em ações voltadas aos alunos. O valor contempla benefícios e serviços como a Casa do Estudante Universitário (CEU) e o Restaurante Universitário (RU), além de bolsas, auxílios e demais programas de assistência estudantil. Entre os recursos oferecidos pela instituição, destacam-se o auxílio alimentação, com investimento de R$2.021.250,00, o auxílio transporte, que recebeu R$1.016.330,00, e o auxílio pedagógico, com R$416.943,00 destinados aos estudantes. </p>		
										<figure>
										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/elementor/thumbs/Segunda-imagem-3-rqjomp6tgo7hrt1gu0iubh6r74zg0pg8tkj1oytnlk.jpg" title="Segunda imagem" alt="Victor de Carli Lopes, Pró-Reitor Adjunto de Assuntos Estudantis. Foto por Júlia Sones" loading="lazy" />											<figcaption>Victor de Carli Lopes, Pró-Reitor Adjunto de Assuntos Estudantis. Foto por Júlia Sones</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/elementor/thumbs/Terceira-imagem-rqjou3756sbn1gb2opi9f427b6kbj1sa655gi9v8oo.jpg" title="Terceira imagem" alt="Edison Luiz Pavão Borges, coordenador da Casa do Estudante Universitário. Foto por Júlia Sones" loading="lazy" />											<figcaption>Edison Luiz Pavão Borges, coordenador da Casa do Estudante Universitário. Foto por Júlia Sones</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-6b3ec7ad-7fff-083a-3e4d-7f3bc11e7af9" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O coordenador da Casa do Estudante Universitário, Edison Luiz Pavão Borges, explica que a assistência estudantil é um conjunto de ações. "A moradia por si só não resolve. Então a gente deve somar todos os auxílios e fatores que foram desenvolvidos nos últimos anos para que o aluno permaneça aqui e consiga se formar com excelência”, declara Edison.</p>
<p> </p><p id="docs-internal-guid-cc99b9f6-7fff-5769-921b-e0552eee2c35" dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A necessidade de buscar sustento externo e a rigidez de cursos integrais também cobram um preço alto, afetando diretamente a saúde dos estudantes. Isabela De Andrade, graduanda de Relações Públicas, precisou reorganizar drasticamente sua trajetória acadêmica para dar conta de uma rotina exaustiva em que dividia o tempo entre um estágio obrigatório da faculdade, um extracurricular em formato home office e um emprego presencial no comércio. A sobrecarga para se manter na cidade fez com que ela trancasse quatro disciplinas ao longo dos semestres, atrasando o curso em um ano e meio.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A pressão contínua resultou em um esgotamento extremo. Em 2025, Isabela sofreu um burnout e um surto psicótico, episódios que exigiram internação hospitalar e afastamento médico. Apesar do impacto severo, ela destaca o suporte que encontrou na instituição durante o período mais crítico para não perder o vínculo com a graduação. "A UFSM me auxiliou permitindo fazer cadeiras online enquanto estive internada. A rotina era muito pesada, não tinha como estagiar e fazer faculdade ao mesmo tempo", desabafa.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">As histórias de Manuella, Gabriel e Isabela mostram que a assistência estudantil desempenha um papel fundamental para garantir o acesso e a continuidade dos estudos de milhares de alunos. No entanto, os relatos também evidenciam que a permanência acadêmica envolve desafios que ultrapassam o alcance dos auxílios institucionais. Entre jornadas de trabalho extensas, dificuldades financeiras e a necessidade de conciliar diferentes responsabilidades, permanecer na Universidade ainda é um processo de constante adaptação e resistência.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="582" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/Quarta-imagem-1024x582.jpeg" alt="" />											<figcaption>Ilustração por Eduardo Carlsson</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-dde0107d-7fff-6f46-22a8-7fd6bd1530f5" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Reportagem escrita por Júlia Sones e Nathalia Guerreiro</p>
<p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>SEGURANÇA À PROVA DE CHAMAS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/07/17/seguranca-a-prova-de-chamas</link>
				<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 15:13:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4230</guid>
						<description><![CDATA[UFSM trabalha na prevenção contra incêndios
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p><p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/Audio-Reportagem-Felipe-e-Gabriel.mp3"][/audio]</p><p>Venerado por nossos ancestrais, o processo químico de combustão rápida que libera luz e calor, apelidado de fogo, nem sempre foi sinônimo de perigo. Na Roma e Grécia Antiga, a ‘chama sagrada’ simbolizava a união e proteção famíliar. Porém, em paralelo à veneração, o poder destrutivo das chamas também acompanhou a história da humanidade. </p><p>Em Santa Maria, isso não foi diferente. Vista como uma das maiores tragédias do Brasil, o incidente da Boate Kiss foi um marco na legislação de segurança contra incêndios no país. Ocorrido em 2013, os desdobramentos do acidente proporcionaram a revisão e readequação de uma série de normas, além da criação de legislações como a Lei Kiss, ou decretos como o 50.803, que tornaram mais rígida erestritiva a segurança.</p><p>Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a legislação criada a partir da tragédia na boate estimulou a criação do Núcleo de Prevenção de Incêndios (NPI). O setor integra a Pró-reitoria de Infraestrutura (Proinfra) e verifica as condições de mais de 350 edificações, só no Campus sede, além de garantir materiais de segurança e fazer a manutenção dos equipamentos.</p><p> </p><h3><strong>Os desafios de uma cidade-escola</strong></h3><p>Atualmente, cruzam pelo arco da UFSM mais de 30 mil pessoas, divididas entre técnico-administrativos, professores e acadêmicos. Em números, a ‘população universitária’ supera a quantidade de habitantes de mais de 400 municípios do Rio Grande do Sul.</p><p>Aos 65 anos, a UFSM possui construções das mais variadas idades e arquiteturas. A primeira delas foi o Centro de Tecnologia (CT). A mais recente foi o prédio 5F, do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, inaugurado em 2026. Na década de 1960, edificações com corredores e escadas estreitas eram comuns, bem como a pouca oferta de locais de saída. Nesse sentido, a vida de quem trabalhou em diversas épocas no Campus, contrasta com as mudanças e evoluções que a Universidade teve. Vigia do Hospital Universitário de Santa Maria na década de 80, José Carlos Dantas conta que prédios de grande circulação como o Hospital Universitário nem sempre tiveram a atenção merecida: “antigamente, se tinha fumaça, fogo ou qualquer problema, a gente dava um jeito de resolver. Não existia protocolo, orientação ou manual”. Entretanto, o ex-servidor destaca que, hoje, além de extintores por toda a parte, há também alarmes e tecnologias que detectam o fogo automaticamente.</p><p> </p><h3><strong>Medidas básicas de segurança</strong></h3> Apesar das restrições e rigidez na legislação, após 2013, os novos decretos abriram exceções conforme a idade e atividade prestada na edificação, o que significa que nem todas as construções podem ser alteradas, mas as que estão em uso possuem medidas básicasde segurança contra incêndios (box).De acordo com o NPI, há mais de 3,5 mil extintores espalhados pela UFSM, mas nem sempre a disponibilidade desses materiais significa a solução do problema. Edificações com grande circulação de pessoas, como os restaurantes universitários (RUs), também possuem servidores com cursos de brigadistas, que os capacitam a manusear, verificar equipamentos e orientar as pessoas em situações de perigo. Faxineiro do RU 2, João Arantes conta que cada etapa do curso simulou circunstâncias diferentes. “Verificamos a validade de extintores, apagamos princípios de incêndio, aprendemos a fazer primeiros socorros e até conduzimos evacuações de emergência”, descreve. <h3><strong>Simulações de incêndio</strong></h3><p>Em uma Instituição com tamanho de cidade, um dos grandes desafios é simular situações de incêndio. Além de ter sido o primeiro núcleo construído na UFSM, o Centro de Tecnologia também foi pioneiro nas simulações. Em abril de 2025, a atividade coordenada pela direção do Centro, pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Engenharia de Segurança Contra Incêndios (Gepesci) e pelo NPI reuniu mais de 600 pessoas com o objetivo de capacitar docentes, discentes e brigadistas.</p><p>O professor Rogério Antocheves tem pós-doutorado em Segurança contra Incêndio e ajudou na organização do evento. Para ele, simulações são atividades complexas que demandam meses de planejamento.”Toda a preparação foi realizada de forma sigilosa para garantir uma análise mais precisa sobre o comportamento do público. Também usamos as redes sociais para informar a comunidade, sobre como se portar nesses casos, e destacar equipamentos aliados como extintores, placas de sinalização e saídas de emergência”, pontua.</p><p>A formanda do Curso de Engenharia Civil, Carolina Matos, salienta que a divulgação desses conteúdos contribuiu para manter as informações frescas na memória e favorecer a resposta adequada durante a simulação. Para o primeiro tenente Alexandre Sena, comandante do 3o Pelotão de Bombeiros Militares de Camobi, apenas com treinamento é possível garantir eficiência nas simulações e reforçar o olhar atento para os protocolos e características de cada edificação. O profissional sugere que a cultura de prevenção de incêndio faça parte do cotidiano desde a infância: “Estamos em um processo de evolução. Seria interessante difundir este assunto nos bancos escolares, não apenas na parte acadêmica, mas sim nas séries iniciais, criando conhecimentos básicos”, explica Alexandre.</p><p> </p><h3><strong>Dor e esperança</strong></h3><p>A tragédia da Boate Kiss vitimou 242 pessoas. Entre elas, mais de cem eram estudantes da UFSM ou vestibulandos. Presidente da Associação de Familiares e Vítimas da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Flávio José da Silva perdeu sua filha Andrielle Righi da Silva, que na época tinha 22 anos. Desde 2013, ele participa ativamente na luta por justiça, além de contribuir com a comunidade de familiares ligados às vítimas.</p><p>De acordo com Flávio, anualmente entram milhares de novos estudantes na Universidade, e muitos deles eram crianças quando aconteceu a tragédia. Portanto, a criação de um “projeto de memórias” tem a função não apenas de relembrar a tragédia, mas também de enfatizar as causas e construir uma cultura de prevenção seria o ideal em uma cidade universitária. O presidente da Associação também destaca que a iniciativa é válida para que os jovens se tornem mais observadores e não escolham opções de entretenimento que não garantam sua segurança: “Minha filha escolheu o ingresso mais caro disponível à venda naquela noite, mas pagou com a própria vida”, afirma.<br />Apesar das dores do passado, o pai de Andrielle Silva destaca a importância e a positividade de simulações de incêndio, dentro do Campus. “Sei que atividades como essa são complicadas, mas o treinamento permite que as pessoas estejam preparadas e vidas sejam salvas”, ressalta.</p><p> </p><h3><strong>Futuro e prevenção</strong></h3><p>Em 2026, o trabalho conjunto do pró-reitor de Infraestrutura da UFSM, André Lübeck, juntamente com o chefe do NPI, Matheus Leiria, tem gerado avanços na prevenção de incêndios no Campus. Além de garantir que todas as edificações estejam com medidas básicas de segurança, a equipe finaliza, neste momento, um sistema digital de transparência disponível no site da Instituição. O recurso possibilita a verificação e a manutenção da situação dos extintores espalhados pela Universidade.</p><p>Além disso,a Proinfra tem articulado a realização de um curso de brigadistas que capacite professores e servidores de diversos setores do Campus. A medida é um dos passos para garantir mais simulações por toda a UFSM. De acordo com André Lübeck “não somos perfeitos e cometemos erros, mas não descansaremos quando o assunto for a segurança de nossa comunidade”.</p><p> </p><h3><b>Medidas de proteção ativa contra incêndio:</b></h3><p><strong>1. </strong><b>Extintores de incêndio:</b> Equipamentos portáteis essenciais para o combate inicial ao fogo, disponíveis em diferentes tipos conforme a classe do incêndio.</p><p><strong>2. </strong><b>Sinalização de emergência:</b> Placas e sinais que indicam saídas, rotas de fuga, localização de extintores e outros equipamentos de segurança.</p><p><strong>3. </strong><b>Iluminação de emergência:</b> Luzes que se ativam automaticamente em caso de falha no fornecimento elétrico, garantindo visibilidade nas rotas.</p><p><strong>4. </strong><b>Treinamento de prevenção e combate para os servidores:</b> Capacitação de profissionais para orientar as pessoas em situações de incêndio.</p>		
		<p><strong>Repórteres:</strong> Gabriel Ferraz e Felipe Wenceslau </p><p><strong>Contato: </strong> gabriel.ferraz@acad.ufsm.br | felipe.wenceslau@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A luta pela igualdade de gênero na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/07/15/a-luta-pela-igualdade-de-genero-na-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:07:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4223</guid>
						<description><![CDATA[Após cinco anos da aprovação da Política de Igualdade de Gênero, desigualdades estruturais persistem no ambiente universitário
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:audio {"id":4224} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/Audioreportagem.TXTA-EDUARDAPOLLY-online-audio-converter.com_.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A igualdade de gênero no Brasil é garantida pela legislação federal. Ainda assim, 83,5% das mortes violentas de mulheres no país ocorrem em ambientes domésticos ou em relações íntimas afetivas, de acordo com a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres). Mesmo que as leis garantam os mesmos direitos a todos, as desigualdades nas dinâmicas familiares, nas representações políticas e na esfera socioeconômica permeiam o cotidiano brasileiro.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pesquisas como essa refletem a pobreza das discussões e incentivos públicos para concretizar a igualdade de gênero, não apenas no Brasil, mas também em Santa Maria. A cidade é a terceira do Rio Grande do Sul com maior número de vítimas de feminicídio, segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o debate sobre acolhimento e enfrentamento dessas violências passou a ganhar força institucional nos últimos anos.<strong>&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar das discussões sobre violência de gênero e desigualdade já existirem dentro do ambiente universitário, a UFSM só aprovou oficialmente sua Política de Igualdade de Gênero em 2021. Até então, as iniciativas relacionadas ao tema aconteciam de forma descentralizada, por meio de projetos e grupos de pesquisa isolados. São ações muitas vezes sustentadas pela força de vontade de pessoas interessadas na pauta, que buscam construir espaços de diálogo, acolhimento e enfrentamento mesmo sem uma estrutura institucional consolidada.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O debate ativo na Universidade começa a se concretizar em 2017, com a oficialização da Comissão de Igualdade de Gênero, que marca um passo importante na tentativa de transformar a Universidade em um espaço mais seguro, inclusivo e acolhedor. O grupo realizava encontros semanais e reunia representantes de diferentes áreas, além de convidados externos que contribuíam para a construção de uma política interna. Segundo a Coordenadora da Comissão de Igualdade de Gênero da UFSM e atual Pró-Reitora de Assuntos Estudantis (PRAE/UFSM), Jaciele Sell, o processo foi lento e cercado por desafios.&nbsp;<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:media-text {"mediaId":4225,"mediaLink":"https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?attachment_id=4225","mediaType":"image","mediaWidth":38,"verticalAlignment":"center"} -->
<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center" style="grid-template-columns:38% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/JACIELE--736x1024.jpeg" alt="Fotografia colorida de Jaciele Sell em ambiente interno. Ao centro da imagem, ela aparece em pé, enquadrada da cintura para cima, com os braços cruzados à frente do corpo e expressão sorridente. Jaciele tem pele branca, olhos claros e cabelos castanhos curtos, repartidos lateralmente, com ondas na altura do queixo. Ela veste blusa vinho de um ombro só, com detalhe no ombro esquerdo. Usa anéis nas mãos e pulseira no pulso direito. Ao fundo, cortinas brancas desfocadas compõem um ambiente claro e discreto. A iluminação suave destaca o rosto e a vestimenta da entrevistada. 
" class="wp-image-4225 size-full" /></figure><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p>Ela afirma que a criação da Comissão foi consequência do aumento de denúncias de assédio e do sentimento de insegurança vivenciado pelas mulheres no ambiente universitário. Sua construção envolveu a articulação entre diferentes setores, motivados pela necessidade de discutir violência de gênero, desigualdades estruturais e formas de cuidado às vítimas. “Não tinha por onde começar”, relembra Jaciele.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em aproximadamente cinco anos, a Comissão promoveu audiências públicas, palestras, fóruns institucionais e consultas à comunidade acadêmica. O processo foi marcado por resistências internas e debates sobre conceitos considerados centrais para a política. Questões como a inclusão de pessoas trans, o uso dos termos “igualdade” ou “equidade” e a necessidade de pensar na assistência para mães estudantes passaram a fazer parte das discussões, de acordo com Jaciele.<br></p>
<!-- /wp:paragraph --></div></div>
<!-- /wp:media-text -->

<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Coordenadora da Comissão de Igualdade de Gênero da UFSM e atual Pró-Reitora de Assuntos Estudantis (PRAE/UFSM), Jaciele Sell.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A demanda de institucionalizar essas iniciativas ganhou força. Em novembro de 2021, a Universidade aprovou oficialmente sua primeira Política de Igualdade de Gênero, por meio da Resolução nº 064/2021. O documento reconhece a desigualdade como uma questão estrutural que vai além da vida universitária e  estabelece diretrizes que determinam três eixos: promoção da igualdade de gênero; enfrentamento e responsabilização em casos de violência; e assistência às vítimas. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A resolução marcou a criação da Casa Verônica, espaço multiprofissional pensado para acolher pessoas em situação de violência de gênero e articular ações de apoio na Universidade. O Comitê de Igualdade de Gênero (CIG), vinculado à Casa, atua em parceria com serviços públicos de saúde e não executa diretamente políticas ou atendimentos, mas atua como um órgão de formulação e articulação. “O Comitê pensa iniciativas e propõe caminhos a partir da Política Institucional”, explica o assistente social e integrante do CIG, Ricardo Felippe. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Casa Verônica surge como um dos principais braços da Política de Igualdade de Gênero na UFSM e promove atividades educativas, palestras e ações de letramento. Iniciativas que, segundo Ricardo, geram tensão entre setores e buscam incentivar mobilizações. O objetivo, de acordo com ele, é desnaturalizar aspectos estruturais, iniciar discussões e trazer à tona pautas sensíveis. <br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O nome do espaço foi escolhido pela comunidade universitária por meio de votação e carrega um significado político e simbólico. O título homenageia Verônica de Oliveira, mulher trans e ativista LGBTQIAP+ de Santa Maria. Verônica, conhecida por acolher pessoas em situação de vulnerabilidade em sua casa, foi vítima de transfeminicídio em 2019. Ao adotar seu nome, a Casa busca manter viva a memória de sua trajetória e reconhecer a relevância histórica de sua atuação na cidade.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mais de quatro anos após a aprovação da Política de Igualdade de Gênero, o Comitê da Casa Verônica promove uma Consulta Pública, em abril de 2026, sobre a proposta de alteração do documento da Política. A intenção foi ampliar o diálogo e qualificar as estratégias institucionais de prevenção e enfrentamento às desigualdades.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A ativista e pesquisadora em Teatro e violência de gênero, licenciada pela UFSM, Sofia Lopes Dotto, se fez presente durante a Consulta. A egressa declarou, em seu perfil público do Instagram, que o encontro não promoveu o acolhimento ou um espaço de escuta da comunidade acadêmica, mas sim uma oportunidade da instituição contestar e rebater as contribuições do público.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a Consulta, foi determinado que as solicitações da comunidade seriam formalizadas via e-mail. Sofia Dotto afirma que o seu documento com as reivindicações e as sugestões para aprimorar a Política foi enviado ao Comitê de Igualdade de Gênero, mas a resposta do CIG, segundo ela, foi recebida em junho de 2026, dois meses após o encontro, sem um retorno concreto sobre as propostas. "A Consulta Pública foi um retrato do descaso da UFSM", declarou.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"fontSize":"large"} -->
<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size"><strong>O caso de Sofia Dotto</strong><br></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:image {"id":4227,"width":"858px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/SOFIA-1024x683.jpeg" alt="Fotografia retangular horizontal colorida de Sofia Lopes Dotto em cena artística. Ao centro da imagem, ela aparece enquadrada dos ombros para cima. Sofia está com o rosto voltado para a direita, boca aberta e mão direita posicionada ao lado da boca. A expressão é intensa e enérgica. Ela usa maquiagem elaborada, com batom vermelho, delineador claro ao redor dos olhos e elementos decorativos que se estendem pela testa. Os cabelos estão penteados para trás, com aparência úmida. Ela veste roupa vermelha em tom semelhante ao da maquiagem. Ao fundo, uma área escura e desfocada ocupa a imagem. Fotografia retangular horizontal colorida de Sofia Lopes Dotto em cena artística. Ao centro da imagem, ela aparece enquadrada dos ombros para cima. Sofia está com o rosto voltado para a direita, boca aberta e mão direita posicionada ao lado da boca. A expressão é intensa e enérgica. Ela usa maquiagem elaborada, com batom vermelho, delineador claro ao redor dos olhos e elementos decorativos que se estendem pela testa. Os cabelos estão penteados para trás, com aparência úmida. Ela veste roupa vermelha em tom semelhante ao da maquiagem. Ao fundo, uma área escura e desfocada ocupa a imagem. " class="wp-image-4227" style="width:858px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Ativista e pesquisadora em Teatro e violência de gênero, licenciada pela UFSM, Sofia Lopez Dotto. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sofia e outras colegas da turma de Teatro de 2021 foram vítimas de violência de gênero, por um ex-docente e um ex-discente da Universidade, ao longo de três dos quatro anos da graduação. Ambos os agressores eram reincidentes em crimes sexuais contra estudantes. Essas mulheres foram submetidas a comentários impróprios sobre seus corpos, toques inadequados e insinuações sexuais sob pretexto de aulas práticas do currículo do curso.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A ativista desenvolveu Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), o qual afeta diretamente suas memórias e seus aprendizados da licenciatura, marcada pela violência. Em 2025, Sofia escolhe relatar sua experiência por meio do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), intitulado&nbsp; “Teatro E (Auto)Biografias Femininas: Uma Trilha Para A Discussão De Violência De Gênero Em Ambiente Acadêmico”. Este promove cinco oficinas para oito mulheres diversas com vínculo com a UFSM, selecionadas com objetivo de transformar o teatro em uma linguagem disparadora para as narrativas de violência de gênero.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sofia ainda relata as dificuldades enfrentadas ao decidir formalizar acusações à uma autoridade da instituição e os desafios sofridos ao longo de um ano, no qual perdurou o Processo Administrativo. Ela afirma que as histórias de assédio em espaços acadêmicos se tornam boatos de corredor, pois não é do interesse da Universidade defender seus discentes. As denúncias e a luta dessas mulheres resultaram na demissão e no desligamento dos agressores, em 2024, por prática de assédio moral e sexual contra estudantes. "A Política não têm efetividade nenhuma. Se as vítimas antes de mim tivessem sido ouvidas, eu não teria sido violentada”, ressalta.&nbsp;<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Texto:<em> Eduarda Zonta e Pollyana Bronzatto</em><br></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Literatura para recomeçar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/07/10/literatura-para-recomecar</link>
				<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 17:54:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4216</guid>
						<description><![CDATA[Projeto “Livros que livram: remição da pena” aproxima estudantes e apenados por meio da leitura e do diálogo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":4217} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/audioreportagem-txt.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/foto-1-1.jpeg" alt="" />											<figcaption>Apenadas do Presídio Regional de Santa Maria (PRSM) participam de encontros mensais</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-c5faec83-7fff-ac71-0d92-7d51721a9e0c" dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na periferia de Porto Alegre, nos anos 1990, Vera, personagem fictícia criada por José Falero, vive com outras mulheres que compartilham uma mesma responsabilidade: sustentar as famílias mesmo em meio à pobreza. Faxineira, ela cria como filho o sobrinho e divide o quintal da casa com a mãe, as quatro irmãs e os filhos de cada uma delas. Entre o trabalho exaustivo, a violência cotidiana e as desigualdades que atravessam a cidade, Vera tenta manter de pé a própria vida e a daqueles que dependem dela. </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em Santa Maria, abril de 2026, a história de Vera foi tema de um encontro realizado no Presídio Regional, no bairro Nossa Senhora da Medianeira. Todos os meses, junto a estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mulheres privadas de liberdade participam de rodas de conversa sobre literatura, com o objetivo de reduzir suas penas. </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Dentro da sala de aula do presídio, oito mulheres e  um homem trans se organizam para comentar a leitura do mês. Com o acompanhamento da psicóloga da instituição, o grupo inicia a conversa, retoma os principais pontos da obra e relembra a trajetória da protagonista.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ao longo do encontro, os comentários sobre a trajetória de Vera se aproximam das experiências compartilhadas pelas apenadas. Algumas apontam o desejo de um desfecho mais feliz para a personagem, outras identificam semelhanças entre a realidade do livro e as próprias vivências. Assim como Vera espera que os tempos difíceis passem, mesmo que lentamente, as participantes também expressam esse sentimento em suas trajetórias e nas expectativas de mudança construídas durante o cumprimento da pena.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Durante a conversa, as integrantes também relacionam a leitura a referências presentes em filmes e produções audiovisuais às quais têm acesso pela televisão no presídio. Entre os títulos mencionados, estavam “A Vida e a História de Madam C.J. Walker” e “Que Horas Ela Volta?”, obras que discutem trabalho, desigualdade e os papéis socialmente atribuídos às mulheres, especialmente em contextos marcados pela invisibilidade feminina.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Doutoranda em Ciências Sociais  e integrante do projeto de extensão “Livros que Livram”, Juliana Felix, media a conversa, que avança para além da narrativa do romance e aborda permanências e transformações na condição das mulheres desde os anos 1990. </p>		
			<h2>A leitura como direito</h2>		
										<figure>
										<img width="766" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/foto-2-766x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>A lei de remição pela leitura está presente na legislação desde 2011</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-dff32258-7fff-3384-1e84-555a905b0199" dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Prevista na legislação brasileira desde 2011, a remição de pena pela leitura permite que pessoas privadas de liberdade reduzam parte da condenação por meio do acesso aos estudos e à produção de resenhas. Após a retirada do livro, a pessoa tem de 21 a 30 dias para concluir a leitura e, em seguida, dez dias para entregar o relato escrito à mão sobre a obra.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Os textos passam pela análise de uma Comissão de Validação instituída pelo juízo responsável. A legislação prevê a remição de quatro dias de pena por obra lida e validada, com limite de até 12 livros por ano, o que pode representar a redução de até 48 dias da pena nesse período. Qualquer obra literária pode ser utilizada no processo, desde que a leitura e a produção do relatório sejam comprovadas e aprovadas pela comissão responsável.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Dados divulgados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais apontam crescimento nos pedidos de remição de pena por meio da leitura no Brasil. Segundo informações do Sistema Nacional de Informações Penitenciárias (SISDEPEN), o primeiro semestre de 2024 registrou aumento de 41.910 solicitações em comparação ao mesmo período de 2023. O avanço é associado à ampliação de iniciativas voltadas ao acesso à educação e à leitura dentro do sistema prisional. </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em Santa Maria, o Presídio Regional segue as diretrizes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No local, as mulheres cumprem pena em alas exclusivas e em regime fechado, enquanto a ala masculina é destinada aos regimes semiaberto e aberto, com separação física entre os gêneros.</p>		
			<h2><h2>Livros que Livram</h2></h2>		
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/foto-3-768x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>O projeto possui integrantes de diversos cursos da UFSM</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-347ec77b-7fff-3bde-b221-40c9b3b967d8" dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Criado em 2018 e vinculado ao curso de Direito da UFSM, o projeto de extensão Livros que Livram reúne estudantes, pesquisadores e professores de diferentes áreas em torno da remição de pena pela leitura. Participam da iniciativa integrantes dos cursos de graduação em Direito, Letras, Psicologia, Comunicação Social e Ciências Sociais, além de estudantes de pós-graduação, mestrandos e doutorandos. Coordenado pela professora do departamento de Direito, Angela Araújo da Silveira Espindola, o projeto realiza oficinas de leitura mensais no Presídio Regional de Santa Maria.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A proposta parte da perspectiva interdisciplinar do movimento Direito e Literatura, corrente acadêmica que aproxima os estudos jurídicos das interpretações e reflexões produzidas pelos livros. Nos encontros, os livros funcionam como ponto de partida para discussões sobre trabalho, gênero, desigualdade social e experiências individuais.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora e coordenadora do projeto explica que a proposta expande as possibilidades de acesso à leitura e o diálogo dentro do sistema prisional. “Ainda que as pessoas estejam cumprindo pena, elas têm direito a um tratamento humano, algumas possibilidades de ver a vida de outro jeito”, ressalta.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além da produção das resenhas exigidas para a remição de pena, as rodas de conversa buscam ampliar o acesso à literatura e transformar a leitura em uma atividade coletiva de debate e troca de experiências. A escolha das leitoras acontece por meio de uma triagem feita pela unidade prisional. Em média, nove a 12 apenadas participam das discussões sobre as obras. Para Angela, o projeto também impacta a formação universitária dos estudantes envolvidos. “A extensão é uma via de mão dupla. Ela ajuda os apenados, mas ela ajuda muito o estudante de Direito”, destaca.</p>		
			<h2><h2>A importância do projeto para estudantes de direito</h2></h2>		
		<p id="docs-internal-guid-44a96e19-7fff-e38a-6634-1af17e29bf59" dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na sala de aula do Regional, experiências e histórias que dificilmente caberiam apenas nas páginas dos livros são compartilhadas com os estudantes da UFSM. A estudante de Psicologia Ana Julia Barcelos ingressou no projeto motivada pelo interesse na área jurídica. Mesmo com pouco tempo de participação nos encontros, a experiência já modificou sua percepção sobre o sistema prisional e os contextos relacionados ao encarceramento. “Quando cheguei lá, percebi que era diferente do que eu imaginava. Quebrou um pouco desse estigma que eu tinha”, relata. </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O estudante de Direito Pietro Silva, bolsista do projeto até o final de 2025, conta que, inicialmente, encontrou no Livros Livram um modo de cumprir a carga horária de extensão, mas, com o tempo, os encontros no presídio agregaram à sua trajetória acadêmica. “Era a oportunidade que a gente precisava para botar em prática aquilo que aprende ou ouve falar durante a faculdade”, comenta.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No decorrer das ações, o estudante teve contato com o ensaio “O Direito à Literatura”, de Antonio Candido. No texto, o autor defende que o acesso aos livros deve ser entendido como um direito tão importante quanto outras necessidades básicas. “Isso é um direito fundamental. Não pode ser retirada de ninguém”, destaca Pietro.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ao corrigir as resenhas, o estudante encontra relatos sobre a leitura como uma forma de escapar simbolicamente do cárcere. “Elas falavam que o livro as fazia fugirem da realidade, sair de dentro do presídio, mesmo que não pudessem sair dali”, relembra.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Juliana, integrante do projeto, a experiência no projeto também transforma a sua percepção sobre as participantes dos encontros. “No primeiro momento, pensei que eram apenas apenadas que cometeram crimes. Mas tem uma história por trás dessas mulheres”, ressalta. Com o passar das conversas, ela conta que os encontros deixam de seguir um roteiro e passam a se construir a partir das vivências compartilhadas pelas participantes. “A conversa acontece de acordo com o coração delas, do que elas estão sentindo”, explica.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Livros que Livram também dialoga com resoluções recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para Angela, a iniciativa vai além da remição de pena e busca garantir “o direito de fabular, que só se concretiza a partir do acesso aos livros”. Com a continuidade das atividades, a proposta é ampliar a participação de estudantes como mediadores de leitura e fortalecer a atuação nas instituições prisionais de Santa Maria com a retomada das ações na Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM) e a manutenção dos encontros realizados no Presídio Regional de Santa Maria (PRSM). </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Texto: Giovanna Felkl e Janine Paula</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fotos: Banco de imagens do projeto Livros que Livram</p>
<p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A maternidade para além do cárcere </title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/07/08/a-maternidade-para-alem-do-carcere</link>
				<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:24:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4135</guid>
						<description><![CDATA[Criado em 2016, Projeto Inspira promove o reencontro fora do presídio entre mães privadas de liberdade e seus filhos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<figure>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/audioreportagem.mp3"][/audio]</p>
</figure>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/foto-inspira-1024x683.jpg" alt="" /><figcaption>Participantes do Projeto Inspira acompanham apresentação musical durante o encontro | Foto: Eduarda Zonta</figcaption></figure>
<p>“Esse encontro inspira transformações”. A frase registrada nas costas das camisetas usadas por mulheres em privação de liberdade e seus filhos representa as marcas deixadas em cada participante do Projeto Inspira. Com organização da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Polícia Penal (PP) e da Polícia Federal (PF), o último encontro do Projeto Inspira ocorreu no dia 15 de maio deste ano. As atividades são realizadas nos meses de maio, outubro e dezembro, para celebrar o Dia das Mães, o Dia das Crianças e o Natal. Desta vez, oito mulheres apenadas e 14 crianças tiveram a oportunidade de se reencontrar fora do ambiente de visitas do Presídio Regional de Santa Maria. O pavilhão da Polícia Federal foi o local que, transformado em um salão de festas, recebeu mães e filhos com balões, brincadeiras, cama elástica, comidas, apresentações e música. </p>
<p>Na manhã deste dia, às 8h36min, chegaram as mulheres escoltadas por oito agentes penitenciários, responsáveis por cuidar de cada uma delas. O pavilhão já estava cheio de voluntários na cozinha, professores e estudantes da Universidade, policiais penais e federais. Todos os olhares foram direcionados às mulheres.</p>
<p>Em outros bairros da cidade, desde as 7h30min, a psicóloga da Polícia Penal, Renata Domingues, e o agente da Polícia Federal, José Getúlio Pompeo, buscavam, com um ônibus da PF, cada uma das crianças em suas casas. Eles são os responsáveis pelo deslocamento e o contato com as famílias. Para que o projeto ocorra, o Inspira é viabilizado por meio de três requisitos: o vínculo entre mãe e filho, a autorização da família e a residência em Santa Maria. O comportamento funciona como critério de exclusão, e não de inclusão. </p>
<p>No pavilhão da Polícia Federal, às 8h46min, o clima de ansiedade se transformou em emoção com a chegada das crianças. Antes delas entrarem no salão, as mães já correram para a porta ao escutar as vozes, gritos e risadas infantis. Então, abraços e lágrimas marcaram o reencontro por alguns instantes. Para os filhos, de dois a 14 anos, esse momento representa o contato materno que não é mais diário. Eles brincam e fazem com que as mulheres também voltem a ser crianças por algumas horas. Para as mães, é um dia de dignidade. Elas estão “livres”, sem algemas, e exercem a maternidade – cuidam, brincam, trocam de roupa, levam ao banheiro e alimentam seus filhos. As atividades cotidianas que compõem essa convivência podem ser retomadas por elas durante um dia.</p>
<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/foto-inspira-1-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de atividade recreativa durante encontro do Projeto Inspira. Em primeiro plano, uma menina está de costas para a câmera com os braços erguidos. À frente dela, uma mulher também mantém os braços levantados. As mãos das duas se encontram no alto. A imagem enquadra a mulher apenas até a altura do pescoço, sem mostrar o rosto. Ambas vestem camisetas brancas com mangas azul-claras e calças rosas. A menina tem cabelos longos, lisos e castanhos escuros e veste blusa de mangas listradas em tons de rosa sob a camiseta. A mulher tem cabelos longos, lisos e em tom de ruivo avermelhado. Ao fundo, uma lona transparente ocupa grande parte da imagem. No canto direito, em desfoque, há móveis brancos de uma cozinha infantil, como fogão e armários, e uma criança menor, de costas, na frente dos móveis." />											</p>
<figcaption>Atividade recreativa realizada durante o encontro do  Projeto Inspira | Foto: Eduarda Zonta</figcaption>
</figure>
<p>Privada de liberdade, Amanda Santos* participa do Projeto Inspira pela terceira vez. Ela não recebe a visita dos dois filhos durante o ano porque a mais velha, responsável por eles, acredita que as crianças não devem ser expostas ao ambiente penitenciário. Por isso, o Inspira é a única alternativa. Para Amanda, o encontro representa o respiro de sair de dentro do presídio e uma oportunidade de rever seus filhos. “Para mim, é uma liberdade de volta”, relata.</p>
<p>Todas as mulheres que fazem parte do Inspira estão condenadas e em regime fechado. Uma consequência do encarceramento é a perda do crescimento e do desenvolvimento de seus filhos. A apenada Aline Cardoso* destaca que, no encontro anterior do Inspira (realizado em outubro de 2025), seu filho mais novo, de três anos, não falava nem caminhava. Desta vez, o menino já corria pelo espaço e conversava com todos. Isso a deixou assustada. </p>
<p>A chegada da banda da Base Aérea marcou o início do fim. Ao som de <i style="color: #000000;font-size: 1rem">Photograph</i>, de Ed Sheeran, e Amigo Estou Aqui, de Toy Story, o espaço começa a se esvaziar. A despedida é a pior parte, de acordo com a psicóloga Renata. “Nós precisamos, neste momento, retirar as crianças do colo das mães, porque elas não querem ir embora de jeito nenhum”, destaca. E assim foi. Mães e filhos se despediram. As crianças mais velhas acompanharam os irmãos mais novos, de mãos dadas. De longe, as mães abanaram para o ônibus e o silêncio ecoou no pavilhão. Às 16h02min, as mulheres foram organizadas em filas e retornaram ao presídio. </p>
<p>*Nome fictício usado para preservar a identidade da entrevistada. </p>
</p>
<h3><b><i>A manutenção do vínculo</i></b></h3>
<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/foto-inspira-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de participantes do Projeto Inspira que assistem a uma apresentação durante encontro do grupo. Em primeiro plano, de costas, cinco mulheres e três crianças estão sentadas em cadeiras plásticas brancas, voltadas para a apresentação. Duas crianças estão sentadas no colo de mulheres e uma ocupa uma cadeira plástica. Todos vestem camisetas brancas com mangas azul-claras e a frase “Este encontro inspira transformações” estampada nas costas. Ao fundo, o ambiente amplo apresenta paredes brancas, escada à esquerda e abertura à direita, por onde entra iluminação natural. Cerca de quatro pessoas estão ao fundo, sendo duas sentadas no centro e duas de pé no lado direito. Uma das pessoas de pé é um homem que veste farda policial e está próximo à porta." />											</p>
<figcaption>Participantes do Projeto Inspira assistem a uma apresentação durante encontro do grupo | Foto: Eduarda Zonta</figcaption>
</figure>
<p>Em um ambiente marcado pela distância da família e pela rotina do sistema prisional, a maternidade permanece como um ponto central na vida de mulheres privadas de liberdade. A psicóloga Renata destaca que a presença dos filhos torna-se uma motivação. “Sempre fazemos algo por alguém. E as mulheres, o objetivo é o filho, a maternagem é uma coisa muito forte”, ressalta. Embora existam muitas outras mães no presídio, ampliar o número de participantes ainda representa um desafio.</p>
<p>Mesmo na realidade do cárcere, essas mulheres ainda exercem o papel de mães. Nos encontros, elas têm a oportunidade de passar um tempo com os filhos em um ambiente diferente da rotina prisional. São momentos de conversa, brincadeiras e convivência que ajudam a fortalecer os laços familiares. A pedagoga Carol Fontana da Silva, que acompanha o projeto desde 2016, explica que o trabalho busca acolher as crianças que convivem com essa realidade. Segundo Carol, o objetivo é ouvir e estar presente na vida das crianças sem julgamentos, para reconhecer que o acolhimento às diferentes infâncias constitui a base de qualquer aprendizagem.</p>
<p>Para reduzir os impactos do cárcere no desenvolvimento infantil, a legislação e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) permitem a conversão da prisão preventiva em domiciliar para gestantes e mães de crianças de até 12 anos, além de mulheres que apresentem bom comportamento. Para a professora do Departamento de Metodologia do Ensino, do Centro de Educação da UFSM,  e coordenadora do projeto, Graziela Escandiel, os encontros têm impacto direto na relação entre mães e filhos, uma vez que permitem momentos de convivência fora do ambiente comum das visitas no presídio. “O que importa é eles ficarem com as mães. Então, se eles ficam ali juntos, é uma interação que nós, da educação, entendemos que é importante”, afirma.</p>
<p> Segundo Graziela, apesar de ser uma ação pontual em um momento específico da vida dessas mulheres, os encontros fazem diferença e despertam um sentimento de reconhecimento por proporcionarem aos filhos uma experiência de convivência mais afetiva com as mães.</p>
</p>
<h3><b><i>Dez anos de história</i></b></h3>
<p>Criado em 2016 pelo ex-delegado da Polícia Federal (PF) e secretário de Segurança Pública de Santa Maria, Getúlio de Vargas, o Projeto Inspira completou dez anos de história em 2026. Segundo o secretário, em um primeiro momento, o projeto foi idealizado com o objetivo de dar uma recompensa às mulheres em privação de liberdade com melhor comportamento dentro do presídio. </p>
<p>No primeiro encontro, realizado em oito de abril de 2016, havia em torno de 15 mães e 25 crianças. Com o passar do tempo, por logística e segurança, foi estabelecida uma média de dez mães e 15 crianças. Os recursos financeiros usados para a concretização do Inspira são captados nos editais para projetos sociais da Vara de Execuções Criminais (VEC). </p>
<p>A professora Graziela Escandiel, coordenadora do curso de Pedagogia da UFSM na época, entrou no projeto para suprir a necessidade de montagem e planejamento de oficinas e atividades para o dia do encontro. Em 2018, o Inspira passou a ser  uma das primeiras iniciativas do Observatório de Direitos Humanos (ODH) no eixo de extensão prisional. </p>
<p>Pela Polícia Federal, a papiloscopista Rosa Maria Veiga coordenou o Inspira de 2019 a 2025. Para ela, a parceria entre Polícia Federal, Polícia Penal e Universidade torna o projeto mais fácil. “Uma instituição está interligada à outra. É a corrente que forma o Inspira. Se um elo romper, acaba o projeto”, declara. A partir de 2025, o responsável do Inspira pela PF é o agente federal José Getúlio Pompeo. Em 2026, os próximos encontros estão previstos para novembro e dezembro. </p>
<p><strong>Repórteres:</strong> Nicolle Seixas e Rinália Figueiredo </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Contato: nicolle.seixas@acad.ufsm.br | rinalia.figueiredo@acad.ufsm.br</p>

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mulheres e (in)justiça climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/07/06/mulheres-e-injustica-climatica</link>
				<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:14:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4205</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisas da UFSM mostram que desastres climáticos aprofundam desigualdades de gênero
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:audio {"id":4206} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/audio_mulheres.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:image {"id":4210,"width":"608px","height":"auto","aspectRatio":"0.7500079828846952","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/Copia-de-primeira-imagem-mulheres-edited.jpg" alt="Fotografia vertical colorida de uma casa parcialmente destruída após danos estruturais. Ao centro da imagem, uma parede cinza com revestimento de cimento permanece de pé. Acima da parede, estrutura de tijolos alaranjados aparentes forma um triângulo que seria parte do telhado. Na parede cinza, há uma abertura quadrada onde antes ficava uma janela. Abaixo, a estrutura continua com tijolos alaranjados aparentes. Em primeiro plano, pedaços de madeira e restos de materiais de construção estão espalhados e empilhados junto à base da parede. Pela abertura da antiga janela, aparece uma antena parabólica instalada na área externa. Ao fundo, vegetação densa e verde ocupa a paisagem. Acima, céu azul-claro com poucas nuvens brancas. 
" class="wp-image-4210" style="aspect-ratio:0.7500079828846952;width:608px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size"><strong>(Casa no bairro Itararé após enchentes / Foto por: Júlia Colnaghi)&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Quando ocorre um desastre climático, nem todos enfrentam seus impactos da mesma maneira. Além das perdas materiais e dos riscos imediatos, muitas mulheres assumem a tarefa de sustentar redes de cuidado essenciais para a sobrevivência e a reconstrução das localidades atingidas. Em um contexto de intensificação de eventos extremos no Rio Grande do Sul, especialmente após as enchentes de 2024, pesquisas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) buscam compreender como essas experiências revelam desigualdades já existentes.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Uma das iniciativas é o projeto “Justiça climática e resiliência comunitária: integrando saberes locais e governança de riscos na prevenção de desastres em Santa Maria”, coordenado pela professora do Departamento de Direito da UFSM, Francielle Tybush. Um de seus objetivos é gerar dados concretos para algo que o campo teórico aponta há tempos: as pessoas mais afetadas pelos desastres são aquelas já vulnerabilizadas por questões de gênero, raça e classe.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Francielle defende o uso do termo “injustiça climática” em vez do já conhecido “justiça climática”. As mulheres, além de enfrentarem os impactos diretos de enchentes e deslizamentos, são as principais responsáveis pelas tarefas de cuidado, como a atenção aos filhos, aos idosos da família e aos companheiros doentes. A sobrecarga feminina após os desastres evidencia uma dupla vulnerabilidade, causada pelas consequências de um desastre climático e agravada por questões de gênero instauradas na sociedade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em seu trabalho de conclusão do curso de Direito, Júlia Colnaghi, orientada por Francielle, entrevistou mulheres dos bairros mais atingidos pelas chuvas de 2024 em Santa Maria. O objetivo da pesquisa é compreender como elas foram afetadas pelo desastre. Ao responderem sobre em quem pensariam ou salvariam primeiro no caso de um desastre, todas as mães afirmam priorizar os filhos (mesmo que já sejam adultos ou não morem na mesma casa), os companheiros e os animais domésticos.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para Júlia, a pergunta costumava causar estranhamento entre as participantes da pesquisa. Para muitas, a resposta era tão evidente que parecia não haver outra possibilidade além de pensar primeiro na segurança de familiares e dependentes. “Era muito interessante que as mulheres achavam quase um absurdo eu perguntar isso”, comenta a pesquisadora.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A enfermeira Elizangela Machado, liderança da Associação Comunitária Tancredo Neves, um dos bairros pesquisados por Júlia, comenta que, em 2024, todas as atividades do centro foram interrompidas para dar lugar à organização e ao preparo das refeições. Além de tomar frente nessas iniciativas, Elizangela acompanha desde então mulheres cujas casas sofreram danos com alagamentos. Segundo ela, mães solo, idosas e viúvas estão entre as mais afetadas emocionalmente. “O céu escurece e elas já começam a entrar em desespero”, relata. Os impactos, em sua percepção, ultrapassam as perdas materiais: “às vezes não é uma cesta básica que elas precisam, às vezes é um acolhimento, uma palavra, um carinho”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao falar sobre seu trabalho, Elizangela também ressalta um sentimento de sobrecarga em relação à própria rotina, dividida entre a atuação no centro comunitário e o cuidado da casa e dos filhos. “As mulheres tentam ser fortes o tempo inteiro, mas depois tu para e pensa: eu também não superei”, afirma.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4209,"width":"896px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/Copia-de-segunda-imagem-mulheres-1-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal colorida da enfermeira Elizangela Machado em um banco azul de praça. Ao centro da imagem, ela aparece de perfil voltada para a direita. A mulher tem pele parda, cabelos pretos presos em coque na altura da nuca e usa batom vermelho. Ela veste blusão de tricô rosa-claro de mangas compridas e calça preta. Os braços estão flexionados à frente do corpo e as mãos erguidas na altura do peito. Ao fundo, árvores recebem iluminação solar suave filtrada entre as folhas. 

" class="wp-image-4209" style="width:896px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size"><strong>(A enfermeira Elizangela Machado / foto: Emmanuelly Zini)</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>A doutoranda em Psicologia Social na UFSM, Alíssia Dornelles, pesquisa o que chama de “itinerários de cuidado” na experiência de mulheres diante das inundações no estado. A psicóloga reforça o argumento de que eventos climáticos extremos acentuam desigualdades já presentes na sociedade e aumentam ainda mais a carga de trabalhos de cuidado, muitas vezes invisibilizada. Em abrigos, cozinhas solidárias e espaços de acolhimento, eram elas que, na maioria das vezes, organizavam os alimentos, cuidavam de crianças e da limpeza dos locais.</p>
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<p>Alíssia argumenta que pensar nos impactos das enchentes também passa por olhar para o que acontece depois das ações de resposta imediata aos danos. “Tem um processo de reconstrução que é também material, mas subjetivo”, afirma. Em sua tese, ela busca justamente compreender como as mulheres atravessam esse processo de reconstrução: “As mulheres sabem cuidar, elas amparam os outros, elas buscam ajuda para os outros. Mas onde é que elas olham para elas?”, questiona a pesquisadora.</p>
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<p>A reflexão de Alíssia ecoa em outro desafio trazido por Francielle: além de não se priorizarem na busca por cuidados, muitas mulheres sequer se reconhecem como atingidas. Por causa disso, deixam de reivindicar direitos e acessar serviços disponíveis. É preciso tornar visíveis populações que historicamente permanecem à margem de políticas públicas, para que suas necessidades sejam consideradas antes, durante e depois dos desastres”, enfatiza a professora.</p>
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<p class="has-small-font-size"><strong>Texto: Felipe Santos, Giana Bess e Laura Fedatto</strong></p>
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				<title>Defesa Civil e a nova lógica da prevenção em Santa Maria</title>
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				<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 18:08:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[Em Santa Maria, a resposta veio com uma reestruturação da Defesa Civil, que passou a atuar com foco em três frentes: prevenção, uso de tecnologias e articulação com comunidades. À frente desse processo está o secretário municipal de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Roberto das Neves Junior, que afirma que o cenário atual exige [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em Santa Maria, a resposta veio com uma reestruturação da Defesa Civil, que passou a atuar com foco em três frentes: prevenção, uso de tecnologias e articulação com comunidades. À frente desse processo está o secretário municipal de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Roberto das Neves Junior, que afirma que o cenário atual exige adaptação constante.</p><p>“Eu não gosto de dizer que estamos preparados. Nós temos que estar constantemente nos preparando”, afirma. Segundo ele, os eventos extremos recentes reforçaram a necessidade de revisão contínua de protocolos e estratégias de resposta, a partir das experiências acumuladas durante as enchentes de 2024.</p><p>Uma das principais mudanças é integrar ações de defesa civil, planejamento urbano e gestão ambiental. A proposta amplia o escopo tradicional da Defesa Civil e busca atuar também na prevenção de riscos, especialmente em áreas mais vulneráveis. De acordo com o secretário, o município está revisando o mapeamento de áreas de risco, os sistemas de drenagem urbana e as diretrizes de ocupação do território.</p><p>Outro eixo central da estratégia é o fortalecimento dos núcleos comunitários de proteção e defesa civil. A iniciativa busca capacitar moradores para agir antes da chegada das equipes oficiais em situações de emergência. As ações incluem treinamentos em escolas, unidades de saúde e junto a lideranças locais. A prioridade inicial são comunidades rurais e áreas mais afastadas, onde o tempo de resposta tende a ser maior. “As pessoas precisam saber quais riscos existem no território onde vivem e o que fazer em uma emergência. A primeira resposta, muitas vezes, vem da própria comunidade”, destaca Edson.</p><p><b>Tecnologia a serviço da prevenção</b></p><p>A modernização dos serviços também faz parte da nova estratégia municipal. Diversos procedimentos passaram a ser realizados de forma digital, facilitando o contato entre população e poder público. Atualmente, já é possível efetuar, por meio do site da prefeitura, o cadastro de pessoas afetadas por desastres, solicitar avaliações de risco e realizar inscrições para trabalho voluntário. Boletins meteorológicos e orientações preventivas também são divulgados diariamente à população. Além disso, o município implantou um <a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/smrcrc/1686-plano-de-rotina-operacional--pro">Plano de Rotina Operacional (PRO)</a>, documento que estabelece níveis de alerta e protocolos de ação antes que as situações críticas se agravem. O PRO consiste em cinco Níveis Operacionais, identificados por números e cores:</p>		
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										<img width="768" height="438" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/07/Plano-de-rotinaOperacional-01-1-768x438.jpg" alt="" />											<figcaption>Fonte: site da Secretaria  de Município de Resiliência Climática e Relações Comunitárias</figcaption>
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		<p>Para o secretário, a comunicação é um dos pilares mais importantes da prevenção. “A comunicação salva vidas. Pode não haver viaturas suficientes para atender todos ao mesmo tempo, mas a informação chega”. Ele reforça a importância de acompanhar os canais oficiais e participar das ações de capacitação promovidas pelo município. A gestão municipal afirma que os avanços representam apenas o início de um processo contínuo de adaptação.</p><p><b>Planejamento urbano e áreas de risco</b></p><p>Em Santa Maria o debate sobre prevenção passa, necessariamente, pelo planejamento urbano e pelo mapeamento de áreas de risco. Uma das principais ferramentas para isso é o<a href="https://www.gov.br/cidades/pt-br/assuntos/desenvolvimento-urbano/gestao-de-riscos-e-desastres"> Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)</a>, estudo coordenado pela professora Andréa Nummer, do<a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam"> Laboratório de Geologia Ambiental da UFSM</a>. O PMRR é um documento técnico que identifica áreas vulneráveis a diferentes tipos de desastres, como inundações, alagamentos, erosões e deslizamentos de terra. Além do mapeamento dos riscos, o plano propõe medidas estruturais  como obras de contenção e melhorias em sistemas de drenagem  e ações não estruturais, como educação comunitária e conscientização nas escolas.</p><p>Segundo Andréa Nummer, o diferencial do novo plano está na participação das próprias comunidades. Moradores de áreas vulneráveis participaram de oficinas e atividades de cartografia colaborativa, ajudando a identificar problemas históricos e pontos críticos da cidade. “As comunidades têm conhecimento do risco que correm”, destaca a pesquisadora. Entre os principais problemas identificados em Santa Maria estão os alagamentos relacionados à drenagem urbana insuficiente, ocupações próximas a arroios e processos de escorregamento de terra em áreas de encosta. </p>		
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										<img width="225" height="300" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-10-at-02.27.07-1-225x300.jpeg" alt="" />											<figcaption>Andréa Nummer, professora de geologia da UFSM. Crédito: foto de Francine Castro Rodrigues.</figcaption>
										</figure>
		<p>Para Andréa, as<a href="https://brasil.un.org/pt-br/175180-o-que-sao-mudancas-climaticas"> mudanças climáticas</a> tornam episódios severos mais frequentes e exigem um olhar permanente para o território. “A gente está em um período de mudança climática e esses eventos extremos tendem a ocorrer mais”, afirma.</p><p>Além de apontar os riscos, o PMRR também funciona como instrumento para a captação de recursos públicos. Com base nos dados do estudo, o município pode elaborar projetos e buscar financiamento para obras preventivas. Segundo a professora, esse já é um avanço importante: Santa Maria possuía um plano antigo, de 2016, e o novo mapeamento oferece diagnósticos mais atualizados e custos aproximados das intervenções necessárias.</p><p><b>Onde a chuva ainda assusta</b></p><p>Enquanto especialistas discutem projeções climáticas e autoridades apresentam medidas de prevenção, para muitos moradores de áreas vulneráveis o risco de novas enchentes permanece uma preocupação constante. Moradora do bairro <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Url%C3%A2ndia">Urlândia</a>, uma funcionária pública de 59 anos, que pediu para não ser identificada por receio de retaliações no trabalho, afirma que ainda não considera Santa Maria preparada para enfrentar um novo evento extremo. Ela vivenciou os impactos das enchentes de 2024, quando ruas da região ficaram alagadas após o represamento das águas do Arroio Cadena. </p><p>Segundo a moradora, a inundação atingiu residências do bairro e provocou perdas materiais, como eletrodomésticos e móveis. Embora tenha conseguido evitar prejuízos maiores ao retirar objetos de dentro de casa com antecedência e contar com a ajuda de vizinhos, a experiência deixou marcas. “Eu rezo para não chover mais para não entrar água dentro da minha casa”, relata. Para ela, os principais problemas estão relacionados à drenagem urbana e à falta de intervenções em pontos considerados críticos da região. A entrevistada cita o transbordamento do Arroio Cadena e a insuficiência da rede de escoamento durante os períodos de chuva intensa. Na avaliação da moradora, além de obras de infraestrutura, é necessário um olhar mais atento do poder público para comunidades que convivem historicamente com situações de vulnerabilidade.</p><p>Questionado sobre a avaliação da moradora, o secretário Edson Junior afirmou que a Defesa Civil mantém ações permanentes de capacitação voltadas à prevenção e ao planejamento em áreas de risco. "A Defesa Civil está em constante aprendizado e oferece cursos de capacitação, prevenção e planejamento para a população e para voluntários que atuam em áreas de risco. Convido a moradora a participar, e não há motivos para temer represálias, pois a ideia é que, juntos, possamos estar preparados", declarou.</p><p>O secretário também destacou que o bairro Urlândia integra o Plano Municipal de Redução de Risco e que a região foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no eixo de drenagem urbana. Segundo ele, o projeto já foi aprovado e está em fase de elaboração. "Esta região está dentro do Plano Municipal de Redução de Risco, e Santa Maria cadastrou ela no PAC, na área de drenagem. Tivemos a aprovação e agora estamos elaborando os projetos para implementar ações que vão mitigar os impactos, reduzindo o risco para essas comunidades", explicou.</p><p><b>Pós-desastre: estamos preparados para uma nova catástrofe? </b></p><p>As enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em 2024, deixaram um alerta impossível de ignorar: os eventos climáticos extremos não fazem mais parte de um futuro distante e distópico, fazem parte da nossa nova realidade e exigem preparação e adaptação das cidades. Em Santa Maria, o período pós-desastre foi marcado pela necessidade de transformar a experiência da emergência em um planejamento de longo prazo.</p><p>Entre os avanços concretos, está a criação da <a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/smrcrc">Secretaria Municipal de Resiliência Climática e Relações Comunitárias</a>, uma iniciativa que tem como objetivo concentrar ações de prevenção, preparação e resposta aos eventos extremos. A proposta é fortalecer a capacidade de adaptação do município, articulando diferentes setores da administração pública, Defesa Civil, instituições de ensino e pesquisa, como a UFSM, e a própria comunidade.</p><p>Além da criação de novas estruturas administrativas, a experiência de 2024 também reforçou a necessidade de revidar protocolos de emergência, ampliar os sistemas de monitoramento e alerta, qualificar equipes e investir na educação da população sobre riscos climáticos. A eficiência da resposta a um desastre depende não apenas da capacidade de agir durante a crise, mas principalmente do trabalho realizado antes que ela aconteça.</p><p>Diante desse cenário, afirmar que Santa Maria está preparada para uma nova catástrofe seria ignorar a complexidade e dificuldade de enfrentamento das mudanças climáticas e eventos extremos. O que se pode afirmar, é que a cidade iniciou um processo de aprendizado e transformação, as instituições e órgãos começaram a falar sobre o assunto. A construção de uma cidade resiliente depende de um esforço contínuo a longo prazo, que se baseie na ciência, planejamento, investimento e principalmente, na execução de ações que auxiliem na prevenção dos desastres. </p><p style="color: #000000;font-size: 16px">Acompanhe mais conteúdos em <a style="color: #204c90" href="https://www.instagram.com/jornalbergamota/">@jornalbergamota</a>.</p><p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Reportagem: </i><i>Kethelyn Rodrigues Radunz, Francine Castro Rodrigues, Matheus Lanzarin, Eliandro Martins, João Veigas </i><i><br /></i><i>Edição:</i><i> Kethelyn Rodrigues Radunz<br /></i><i>Supervisão:</i><i> Luciana Carvalho<br /><br />Conteúdo desenvolvido na disciplina de Jornalismo Digital III.</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>À espera de um lar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/07/03/a-espera-de-um-lar</link>
				<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 12:38:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto Zelo mostra a realidade do abandono no Campus e a importância da conscientização]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:audio {"id":4190} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/Zelo.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio --><p>Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo (IMVC) estima que há 30,2 milhões de cães e gatos abandonados no Brasil, número expressivo quando comparado ao total de 121,3 milhões de animais de estimação no país. De acordo com os dados disponibilizados pelo relatório em 2024, um dos possíveis motivos para o abandono animal é a mudança de residência.</p>
<p>O Projeto Zelo teve início em 2014, vinculado ao Gabinete do Vice-Reitor e, em 2018, foi conectado à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Conforme a professora do Colégio Politécnico e coordenadora do projeto, Fabiana Stecca, o objetivo do programa é a educação e a conscientização sobre abandono e maus-tratos de animais, mas a demanda constante de cães e gatos abandonados na Universidade faz com que grande parte do trabalho seja atender a esses chamados. “Nós passamos o tempo todo apagando incêndios. Imagina, você tem 80 e poucas possibilidades de um animal ficar doente”, desabafa. </p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/imagem-11-3-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Cão que vive no Campus Sede da UFSM
</figcaption>
										</figure>
		<p>Entre 2024 e 2025, o Zelo registrou 91 adoções. Esse índice sinaliza crescimento no número de animais acolhidos por famílias e maior alcance das iniciativas desenvolvidas. Entretanto, o cenário ainda exige atenção, uma vez que mais de 80 animais seguem sem lar. Eles têm variadas idades, tamanhos e raças. Fabiana ressalta: “Todos vão precisar, em algum momento, ter um lar, e muitos não vão conseguir”.  </p>		
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										<img width="1024" height="575" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/imagem-3-2-1024x575.jpg" alt="" />											<figcaption>Casas de animais no brechó do Projeto Zelo</figcaption>
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		<p>Os animais abrigados vivem em diversos pontos do campus sede. Este era o caso de Silveira, cão que viveu na UFSM por cerca de 12 anos. Nesse tempo, ele colecionou carinho e muitos petiscos oferecidos pelos estudantes. Com a grande quantidade de alimentos não indicados, o cão entrou em um quadro de sobrepeso, que agravou outros problemas de saúde.</p>
<p>Após isso, Silveira iniciou um acompanhamento nutricional com o Núcleo de Ensino e Pesquisa em Animais de Companhia (Nepac), que registrou o tratamento do cãozinho em seus perfis nas redes sociais. Devido ao sobrepeso, seus problemas de saúde estavam se agravando, como a artrose.</p>
<p>Além destes, ele ainda possui problemas de pele, segundo Fabiana: “surgiram diversos nódulos [...] Alguns precisaram passar por biópsia, que acusou hemangiossarcoma”.  A doença trata-se de um câncer maligno agressivo, originado nos vasos sanguíneos. No caso de Silveira, Fabiana relata que foi realizada criocirurgia para remover os nódulos existentes. O  procedimento médico e dermatológico é realizado de forma minimamente invasiva, utilizando o frio extremo e o nitrogênio líquido, para congelar e destruir tecidos doentes. </p>
<p>Em 2025, uma internauta fez um tweet sobre o físico do animal. O post viralizou e gerou diversas reportagens e parcerias com grandes empresas. “A fama do Silveira foi muito positiva no sentido da imagem, mas o abandono sempre foi constante e continua assim”, comenta Fabiana.</p>
<p>Devido ao quadro de saúde, Silveira já não poderia viver nas ruas. Durante o tratamento com veterinário, conseguiu um lar, o que contribuiu para seus cuidados e recuperação. Para os outros animais cuidados pelo projeto, o acolhimento do cão por um tutor  significa maior possibilidade de adoção.</p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/imagem-10-1-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Cachorrinha chamada Sabrina saindo de sua casa no Campus Sede da UFSM</figcaption>
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		<p>O caso trouxe maior visibilidade para o Zelo também entre os estudantes da instituição. “Os alunos do Politécnico não sabem o que é aqui (sala do projeto). Nós estamos dentro da instituição, eles passam por aqui todo dia e não têm conhecimento disso”, relata a bolsista do projeto e estudante do terceiro semestre de Geografia na UFSM, Lais Rodrigues. </p>
<p>Depois de serem resgatados pelo projeto, os animais passam por triagem nos hospitais veterinários e ficam disponíveis para adoção. É o caso do Simba, gato socorrido em setembro de 2024. O animal, encontrado amarrado em uma plantação do Campus, foi resgatado pelo Zelo. Os cuidados veterinários encontraram uma displasia de válvula mitral, cardiopatia congênita rara, e FeLV positivo, vírus que causa a leucemia felina.</p>
<p>Em abril de 2025, Simba encontrou um lar com Maria Eduarda Bueno, estudante de Design na Universidade Franciscana. A tutora conta que se apaixonou pelo bichano: “Chegou um ponto que eu disse: eu vou trazer o Simba para casa e o que tiver que ser, vai ser”, relembra. Maria já resgatou outros gatos e, atualmente, cuida de dez felinos, dois deles com FeLV positivo. Ela compartilha a dificuldade de esses animais serem adotados: “As pessoas querem gatinhos novos, elas querem animais saudáveis”.</p>		
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										<img width="461" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/Simba-2-461x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Maria Eduarda segurando seu gato Simba, o qual foi socorrido e adotado através do Projeto Zelo</figcaption>
										</figure>
		<p><b>Como a iniciativa se sustenta</b></p>
<p>O Projeto Zelo não recebe auxílio de órgãos públicos por não ter um CNPJ, o que impede a participação do projeto em editais para conseguir verbas públicas. Dessa forma, o projeto se sustenta a partir de doações da comunidade. Grande parte da renda vem das vendas do brechó Grife Zelo, com peças que custam, em média, R$10,00.</p>		
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										<img width="1024" height="575" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/imagem-2-1024x575.jpg" alt="" />											<figcaption> Alguns itens disponíveis para compra no brechó do Zelo</figcaption>
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		<p>Outra forma de arrecadação se dá por meio de parcerias privadas. “São algumas clínicas, locais de hospedagem que montam um pacote para nós, algumas clínicas que nos dão desconto”, relata a coordenadora.</p>
<p>Além dessas parcerias, há a Corrida da Causa Animal, em que parte do valor das inscrições é destinado ao Zelo. A segunda edição ocorreu em maio de 2026 e contou com cerca de 600 inscritos, entre as modalidades de 5 km em corrida e 2 km em caminhada com os pets. A iniciativa foi criada junto ao Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde (Nieems) e à Pró-Reitoria de Extensão (PRE). </p>
<p>O Zelo recebe doações para os animais, como rações, petiscos ou cobertores. Também aceita roupas, sapatos e acessórios em bom estado para revenda no brechó. A iniciativa recebe contribuições em valores via pix pela chave <a href="mailto:fabiana@ufsm.br">fabiana@ufsm.br</a>. </p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/07/imagem-5-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption> Cão caramelo que vive no Campus Sede da UFSM cuidado pelo Zelo</figcaption>
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		<p><b>Reportagem: Emmanuelly Zini, Luisa Santos e Sabrina Fagundes</b></p>
<p><b>Fotos: Emmanuelly Zini e Sabrina Fagundes</b></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>ENSINAR PELAS TELAS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/07/01/ensinar-pelas-telas</link>
				<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4131</guid>
						<description><![CDATA[Projeto pedagógico da UFSM desenvolve jogo sobre sustentabilidade para crianças
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p><p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/Luiza-e-Rafa-txt.mp3"][/audio]</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/1--1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de um desenho em uma folha sobre uma mesa cinza. Na folha estão desenhados um menino branco de olhos azuis, cabelo preto em formato de gota e armadura em verde e azul. Ao lado há um personagem bípede, similar a um anfíbio, de corpo azul e um robô de corpo roxo. Acima dos desenhos está escrito “Não jogar lixo na natureza”, seguido de duas árvores e um sol.. Do lado esquerdo do desenho, há uma régua branca e lápis de cor espalhados sobre a mesa ao redor da folha. O fundo da imagem é a mesa cinza." /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/2--1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de uma menina de 11 a 12 anos, cabelo longo e castanho com mechas rosas. Ela está sentada de costas, em frente ao notebook em uma sala de informática. Na mão direita, a menina segura uma folha de instruções. No canto inferior esquerdo da imagem, o menu inicial de um jogo com ilustrações em pixel art está aberto no notebook. Na mesa de informática que se estende do canto inferior esquerdo ao canto superior direito, outros aparelhos estão ligados na mesma tela inicial. Ao lado do notebook, no canto inferior esquerdo, está um estojo rosa. Ao fundo, a parede é bege." /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/3--1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de crianças em uma sala de informática. No centro da imagem, em primeiro plano, uma Cleonice atende um aluno enquanto outras crianças jogam em computadores. Cleonice tem pele branca , cabelos loiros e ondulados presos em um semi-coque. Ela usa casaco preto e está sentada de costas. Na frente dela, um menino de estatura baixa, de pele parda e cabelos castanho-escuros curtos, veste moletom cinza e está em frente à Cleonice. O rosto do menino é tapado pela imagem da professora. No fundo , três meninos, sentados de costas, jogam em notebooks. Um armário cinza está posicionado no canto direito da fotografia. As paredes são bege." /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/4--1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida das mãos de um menino de pele negra sobre uma mesa cinza, que desenham uma paisagem com lápis de cor azul. Em uma folha branca ele desenha um sol amarelo, um céu com tons de azul e amarelo e seis pássaros. Na parte superior da fotografia está um estojo preto aberto, que contém canetas verde e amarelo. Ao redor do desenho há uma régua branca, um lápis preto e uma folha branca. O fundo da imagem é a mesa cinza." /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/5--1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de quatro mulheres em um laboratório de informática. À esquerda, Brenda de pele branca e de cabelo raspado. Ela usa óculos de armação preta e arredondada e veste camiseta preta. Ao lado, Eliane de pele branca de estatura baixa, cabelo loiro preso para trás. Ela usa um colar de pérolas e veste blusa branca. Em seguida está Luiza, uma mulher jovem de pele branca, estatura alta, cabelo cacheado, comprido e preto com a metade presa. Ela óculos de armação clara e gateada e veste regata cinza com jeans azuis. À direita está Rafaela, uma mulher jovem de pele branca, que tem cabelos castanho claros, compridos e lisos. Ela veste camisa social branca. Ao fundo, alguns notebooks sobre mesas marrons e a parede bege." /></figure>			
		<p>Em uma sala de aula, cerca de 30 crianças da turma 62, do 6° ano, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Adelmo Simas Genro, ganham moedas enquanto combatem os inimigos da sustentabilidade. Uma mistura de sons de limpeza,  batalhas virtuais e conversas invade a sala: alunos experimentam a primeira versão de um jogo. Esta é a terceira presença de Felipe* na classe em dois meses. Ele rejeita as provas e os conteúdos massivos das aulas comuns. Durante o jogo, se concentra em vencer os vilões e acertar todas as questões de matemática enquanto supera o tempo de toda a turma. A professora  de Educação Física, Cleonice Casarin, percebe um brilho que não via há muito tempo no olhar do menino. Pela primeira vez, ela observa seu aluno motivado a aprender. “Vi ele diante do prazer da experimentação do sucesso, ao ser valorizado e validado pelo seu desempenho”, diz a professora.</p><p>O <i>Guardiões da Cibersustentabilidade</i> nasce como o primeiro jogo gaúcho e brasileiro voltado à sustentabilidade na prática, especialmente para aplicação em ambientes escolares. Desenvolvido por profissionais e alunos da UFSM, o projeto surge da necessidade de contemplar os temas propostos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que aborda, de maneira ampla, questões relacionadas à sustentabilidade. </p>		
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										<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/IMG_4522-768x512.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de um notebook, sobre uma mesa de madeira, que mostra a tela de um jogo com ilustrações em pixel art. A tela do notebook é azul com o desenho de Na tela do notebook, um homem idoso, de bigode e cabelos brancos, que veste um jaleco, camisa social azul, gravata vermelha e um par de óculos de aviador. Ele dá instruções a partir de um balão de texto branco posicionado à sua esquerda. No canto inferior esquerdo, outro aparelho similar exibe o mesmo jogo. No canto superior direito, cabos e fios se espalham na mesa ao redor de um estojo branco. Ao fundo, a parede é bege." />											<figcaption>Aplicação do jogo na escola fundamental Adelmo Simas Genro - FOTO: EDUARDA ZONTA </figcaption>
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		<p>A iniciativa ganhou força a partir da abertura inovadora do edital gaúcho GameRS, submetido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), que propunha a parceria entre uma instituição e uma<i> startup </i>para concorrer a um investimento. Foi então que o coordenador do projeto do <i>Guardiões da Cibersustentabilidade</i>, Ricardo Tombesi, e a CEO da Performance Vegetal, Betânia Vahl de Paula, começaram a transformação da ideia em um jogo educacional. No entanto, ao longo do processo, houve cortes dos 300 mil reais iniciais do orçamento e o cronograma precisou ser ampliado de 24 para 26 meses. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) subsidiou 36 mil reais à adaptação do jogo para o formato 3D.</p><p>Os três mapas do jogo, inspirados no território brasileiro, buscam incentivar a criação de hábitos sustentáveis. O <i>Guardiões da Cibersustentabilidade</i> instiga  a curiosidade, a imaginação e o interesse pelo aprendizado. “Uma das metas da plataforma é  instigar a leitura em uma geração cada vez mais imediatista”, destaca a engenheira ambiental Francieli Pacholski.</p><p>Ao longo do desenvolvimento, a equipe precisou reformular o público-alvo. O time definiu a transição entre o quinto e o sexto ano como públicos ideais, visto que é nesta fase que os estudantes começam a consolidar o pensamento científico e passam por uma fase de maior avanço  neurológico. Por isso, o jogo foi repaginado e, do Ensino Médio, passou a focar na pré-adolescência, pois considera a menor carga horária escolar e as diferentes formas de aprendizagem nessa etapa. </p><p>No olhar educacional de Cleonice, o interesse, o envolvimento e a motivação dos alunos foram perceptíveis durante as aplicações. Segundo ela, isso acontece porque atividades intuitivas e interativas ainda são pouco exploradas no ambiente escolar, o que torna a experiência mais atrativa e significativa para os estudantes.</p><p> </p><h3><b>Games em sala de aula</b></h3><p>Manter o aluno imerso na aula é o maior desafio do professor, afirma a mestranda em Tecnologias Educacionais em Rede para Inovação e Democratização da Educação, Eliane Cristina Amoretti. O jogo foi planejado para equilibrar ludicidade e conteúdo de forma que o jogador responda questões de aula enquanto pratica atividades sustentáveis. A plataforma do jogo permite aos professores adicionar exercícios da sua disciplina e acompanhar o desempenho dos alunos. A aventura ensina por associação: quando o jogador limpa um bueiro e recolhe as garrafas do chão, entende que o lixo traz consequências para o meio ambiente. O uso de elementos de jogos em atividades do dia a dia, nomeado de gamificação, ajuda no aprendizado. No <i>Guardiões da Cibersustentabilidade,</i> as crianças aprendem por meio de desafios, pontuações e recompensas, em uma jornada voltada à preservação do planeta.  </p>		
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										<img width="1024" height="321" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-11-104407-1024x321.jpg" alt="Captura de tela horizontal e colorida de um jogo com ilustração em pixel art de um bioma árido e florido. À esquerda, flores de cores variadas e caixas de abelha rodeiam o riacho contornados por rochas pequenas. No centro, ao lado de um riacho, está um menino branco de olhos azuis, cabelo preto em formato de gota e armadura em verde e azul. O riacho é sinuoso e ladeado por pedras marrons. À direita da imagem, ao lado do riacho, árvores frutíferas, coqueiros e paineiras-rosas." />											<figcaption>Interface da plataforma do Guardiões da Cibersustentabilidade</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Era uma vez…</b></h3><p>Uma forte enchente separa Nereu de sua família em um futuro distópico. Enquanto procura seus familiares no abrigo, o menino encontra um mentor que propõe uma viagem ao passado para corrigir alguns erros que levaram ao desastre. A aventura conduz Nereu da poluição urbana ao desmatamento da densa Floresta Amazônica. No percurso, ele aplica a sustentabilidade e aprende como se deve cuidar do planeta corretamente, para que não ocorram incidentes ambientais.</p><p>Nessa aventura, Nereu percorre três mapas de diferentes locais no Brasil. No primeiro, enquanto limpa a cidade, o herói enfrenta o vilão poluidor, Bubble, um bichinho gracioso e difícil de vencer. Nereu desliga as torneiras, recolhe os lixos da rua e combate o inimigo com seu descontaminante. Logo mais, ao sair da cidade, ele encontra nas fazendas gaúchas, a Prenda e o Laçador. Quando chega ao mapa dois, pequenas produções do Cerrado mudam as cores do cenário para os tons terrosos da casa de barro e o vermelho do fogo produzido por Bubble. Cachoeiras e araras-azuis pintam o mapa com um pouco de azul. Nereu combate as queimadas e resgata animais presos ilegalmente. Na Amazônia, terceiro e último mapa, o verde da mata densa predomina, com a presença dos ribeirinhos e cobras coloridas que chamam a atenção. Nereu encara Medusa, o maior vilão do jogo.</p><p>Cada bioma tem uma riqueza de detalhes imersiva para o jogador. De acordo com a engenheira ambiental, Francieli, as vegetações, os relevos, as casas, os povos, os animais e até mesmo a inclinação do solo foram milimetricamente planejados para serem fiéis à realidade brasileira.</p><p> </p><h3><b>O segredo dos códigos</b></h3><p>Desenhado <i>frame </i>por <i>frame</i>, em formato 2D e em 250px x 250px, o universo de Nereu nasceu por meio da <i>pixel art</i>, técnica que transforma pequenos pontos de cor em cenários cheios de vida. Cada ícone foi pensado manualmente, desde os inimigos até os itens espalhados pelos biomas. As chamadas <i>sprites</i>, responsáveis por compor o ambiente do jogo, foram desenvolvidas uma a uma, com referências buscadas em diferentes sites e auxílio de inteligência artificial para formar os elementos, a fim de tornar a experiência mais imersiva para as crianças.</p><p>Segundo um dos desenvolvedores do projeto, Eliakim Zacarias, construir a base do jogo sempre será uma das etapas mais longas e desafiadoras. Há uma preocupação humana por trás de cada mecânica executada, mediada por métricas como o tempo das partidas, o número de mortes, as respostas das perguntas e a quantidade de moedas de carbono coletadas. Esses índices precisam equilibrar diversão, aprendizado e sentimento de conquista. “Cuidamos para que a criança conseguisse ajudar e comprar pelo menos uma ONG ao final”, comenta Eliakim.</p><p>A cada moeda conquistada, o jogo simboliza a ideia de colaboração, cuidado, esperança e impacto coletivo. Em meio aos pixels e aos desafios, Nereu busca transformar a tecnologia em uma ponte para a empatia.</p><p> </p><h3><b>Das telas à realidade </b></h3><p>O jogo foi aplicado em diferentes espaços educativos de Frederico Westphalen, como na Central Única das Favelas (CUFA) e na feira local, Expofred, além da Escola Municipal de Ensino Fundamental Adelmo Simas Genro, na cidade de Santa Maria. Em todas as aplicações, o projeto mostrou que os jogos digitais podem ser desenvolvidos por uma Instituição, ultrapassar o entretenimento e se tornar ferramentas de sensibilização socioambiental.</p><p>Para a CEO da <i>startup</i>, Betânia, é fundamental ensinar às crianças sobre realidades que, muitas vezes, parecem distantes de seus cotidianos. Mostrar o Cerrado, o solo rachado e as árvores retorcidas significa apresentar os sinais de um ambiente fragilizado pelas ações humanas. De acordo com ela, é preciso mostrar a vulnerabilidade das comunidades, como as ribeirinhas, a fim de gerar sensibilidade pelas realidades diferentes vivenciadas.</p><p>A proposta do <i>Guardiões da Cibersustentabilidade</i> convida o público infanto-juvenil a sentir, refletir e imaginar vivências que talvez nunca tenham experimentado. A proposta deste projeto, planejada e desenvolvida na UFSM, ao ser aplicada no contexto escolar, permite transformar a teoria em aplicação e promover uma aprendizagem interativa. Para Eliane Cristina, o propósito do jogo é proporcionar às crianças a oportunidade de vivenciar suas experiências sem ter a experiência realmente vivenciada. De maneira lúdica, através de missões e inimigos, o projeto utiliza a tecnologia como ponte para aprendizado e consciência socioambiental. </p>		
		<p><strong>Repórteres:</strong> Luiza Kaiper e Rafaela Locateli </p><p><strong>Contato:</strong> luiza.kaiper@acad.ufsm.br / rafaela.locateli@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Da coleta à caneta </title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/06/29/da-coleta-a-caneta</link>
				<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 21:35:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[31° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4168</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM proporciona escrita em meio à reciclagem
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><!-- wp:audio {"id":4177} --></p>
<figure><audio src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/audioreportagem-laura-e-malu-_1_.mp3" controls="controls"></audio></figure>
<p><!-- /wp:audio --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) é uma pesquisa nacional periódica que revela a dimensão do analfabetismo funcional no Brasil. De acordo com a edição mais recente (2024), quase 30% dos brasileiros entre 15 e 64 anos vivem em condição de analfabetismo funcional. Embora saibam ler e escrever, essas pessoas enfrentam dificuldades para interpretar textos, fazer cálculos e usar ferramentas digitais no dia a dia.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>O Café com Letras surge justamente para enfrentar essa realidade. O projeto busca ampliar o acesso à alfabetização e fortalecer a autonomia de pessoas que, por diferentes razões, tiveram seu percurso escolar interrompido. Vinculado ao Observatório de Direitos Humanos (ODH) da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o projeto leva ações educativas a grupos em situação de vulnerabilidade social.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:image {"id":4169,"width":"711px","height":"auto","aspectRatio":"1.4992858843132588","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} --></p>
<figure><img style="aspect-ratio: 1.4992858843132588;width: 711px;height: auto" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/4-1024x683.jpeg" alt="Fotografia horizontal e colorida. A imagem mostra o interior de uma associação de recicladores. Ao centro e à direita, dois grandes cartazes destacam orientações sobre sustentabilidade, reciclagem e separação correta de resíduos. À esquerda, há uma janela iluminada pela luz natural e uma mesa com toalha estampada, objetos decorativos e materiais diversos. No canto inferior direito, caixas de papelão e uma mesa com pães e embalagens completam o ambiente." /></figure>
<p><!-- /wp:image --><!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} --></p>
<p>Interior da Associação - FOTO: EMMANUELLY CHRISTINA PERANSONI ZINI</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A proposta teve início no final de novembro de 2024, quando a coordenadora da Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis (Asmar), Margareth Vidal, contata o Observatório de Direitos Humanos (ODH) para pedir auxílio, após perceber a dificuldade que seus colegas enfrentavam ao tentar ler uma mensagem ou não conseguir anotar informações durante o trabalho. A intenção era conseguir ajuda principalmente no processo de alfabetização dos recicladores. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Ao buscar apoio na PRE da UFSM, Margareth encontra a professora do Departamento de Pedagogia e coordenadora do Observatório de Direitos Humanos, Jane Schumacher, que acolhe a ideia e inicia as atividades do projeto dentro da Asmar. Além da alfabetização, o projeto busca fortalecer a autoestima dos trabalhadores que tiveram a leitura e a escrita interrompidas, estimulando a confiança e a autonomia por meio da aprendizagem.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Há quase duas décadas dedicada à reciclagem, uma das participantes do projeto, conhecida como Tita, conta que teve pouco contato com a escola durante a infância, não passou da educação infantil e aprendeu somente a escrever seu nome. Ela relembra as dificuldades de acesso à educação na época: “Lá fora não tinha escola. Tinha que caminhar quase o dia inteiro para chegar num colégio. Tive que desistir”.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:image {"id":4171,"width":"708px","height":"auto","aspectRatio":"1.4992858843132588","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} --></p>
<figure><img style="aspect-ratio: 1.4992858843132588;width: 708px;height: auto" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/1-1024x683.jpeg" alt="Fotografia horizontal e colorida. Em primeiro plano, duas pessoas aparecem parcialmente enquadradas enquanto separam resíduos recicláveis sobre uma esteira de triagem. A pessoa à esquerda veste camiseta cinza sobre blusa de mangas longas rosa e segura sacolas plásticas entre embalagens e materiais recicláveis. Ao fundo, outras pessoas trabalham na separação dos resíduos diante de grandes fardos de materiais prensados, em um galpão de reciclagem." /></figure>
<p><!-- /wp:image --><!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} --></p>
<p>Tita com a mão na massa - FOTO: EMMANUELLY CHRISTINA PERANSONI ZINI</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Desde o início do projeto, para participar dos encontros realizados no centro de reciclagem, Tita concilia a longa rotina de trabalho na Asmar com o deslocamento diário entre Camobi e Asmar. Segundo ela, o aprendizado já trouxe mudanças. “Agora eu tô sabendo bem mais coisa. Tô sabendo lidar com meus cartões de crédito, coisa que eu não sabia”, destaca.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Outra participante do projeto é Adriana, que desde pequena coletava materiais recicláveis nas ruas da cidade  ao lado de sua mãe. Ela já trabalha há quatro anos na Asmar e conta que, antes das aulas, não conseguia ler nem escrever o próprio nome. “Não sabia nada. Agora eu sei escrever meu nome, meus dados, até o CPF”. Além da alfabetização, Adriana relata que as aulas também ajudaram a desenvolver outras habilidades, como o uso do celular. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Mãe de um menino de 11 anos, a recicladora divide a rotina entre o trabalho e os cuidados com o filho. Apesar do cansaço ao chegar em casa, ela afirma que deseja continuar aprendendo e pensa em retomar os estudos futuramente.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:image {"id":4172,"width":"714px","height":"auto","aspectRatio":"1.4992858843132588","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} --></p>
<figure><img style="aspect-ratio: 1.4992858843132588;width: 714px;height: auto" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/IMAGEM-5-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um estudante que escreve em uma folha de papel enquanto recebe acompanhamento da bolsista do projeto, durante uma atividade pedagógica. A fotografia tem enquadramento fechado e destaca as mãos do estudante e da bolsista. O foco está na mão do aluno, de pele parda, que usa camiseta cinza e segura um lápis preto com borracha verde sobre um papel branco com texto manuscrito. Atrás dele estão as mãos de outra pessoa, de pele negra e com as unhas pintadas de rosa. Ela veste jaqueta jeans com as mangas cinzas. Ambos apoiam as mãos sobre uma toalha de mesa estampada com quadrilhos verdes. A iluminação natural destaca a cena e produz sombras sobre a toalha a partir das mãos.. " /></figure>
<p><!-- /wp:image --><!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} --></p>
<p>Hora de escrever - FOTO: EMMANUELLY CHRISTINA PERANSONI ZINI</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A integrante do projeto Joseane Rodrigues trabalha com a reciclagem há quatro anos. Antes disso, passou por diferentes ocupações para sustentar a família, como a venda de doces e de lingeries e a produção de trufas. Recentemente, também concluiu cursos profissionalizantes de maquiagem e barbearia. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:image {"id":4173,"width":"699px","height":"auto","aspectRatio":"1.4992858843132588","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} --></p>
<figure><img style="aspect-ratio: 1.4992858843132588;width: 699px;height: auto" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/3-1024x683.jpeg" alt=" Fotografia horizontal e colorida. Em primeiro plano, uma mulher adulta, de pele negra e cabelos presos, veste camiseta cinza e realiza a separação de resíduos sobre uma esteira de triagem. Ela mantém o olhar voltado para os materiais à sua frente. Ao fundo, aparecem fardos de recicláveis, uma prensa hidráulica verde e amarela, caixas e equipamentos utilizados no processamento dos resíduos dentro do galpão." /></figure>
<p><!-- /wp:image --><!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} --></p>
<p>Jo durante o trabalho - FOTO: EMMANUELLY CHRISTINA PERANSONI ZINI</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Desde que iniciou o projeto, ela sempre participou das atividades. Encontrou nas aulas um espaço para revisitar conteúdos que nunca compreendeu totalmente, como porcentagem e uso dos porquês.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading {"fontSize":"large"} --></p>
<h2><strong><strong>Acolhimento que alfabetiza</strong></strong></h2>
<p><!-- /wp:heading --><!-- wp:media-text {"mediaId":4174,"mediaLink":"https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?attachment_id=4174","mediaType":"image"} --></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/IMAGEM-3.jpeg" alt="Fotografia vertical e colorida de Jane Schumacher, coordenadora do Café com Letra, sentada de perfil em frente a uma mesa de escritório. Ela sorri enquanto olha ligeiramente para a direita da câmera. Ela é uma mulher de cerca de 40 anos, que tem pele branca, cabelos loiro escuros presos em um coque do qual escapam alguns fios ondulados. Ela veste um suéter verde-claro sobre blusa marrom. Usa brincos de argola dourada.Ao fundo, em desfoque, há materiais de escritório e janelas. " /></figure>
<p><!-- wp:paragraph {"align":"left","placeholder":"Conteúdo..."} --></p>
<p>Ao longo de 15 anos de atuação como docente e de uma década de vínculo com o ODH, a professora Jane Schumacher construiu sua trajetória unindo educação e extensão universitária. Formada em Pedagogia e coordenadora do Café com Letras, ela sempre esteve envolvida em projetos voltados a grupos em situação de vulnerabilidade. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- /wp:media-text --><!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} --></p>
<p>Jane Schumacher, professora e coordenadora do Café com Letras durante a entrevista. - FOTO: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Desde o primeiro encontro, realizado em dezembro de 2024, Jane passou a acompanhar de perto a rotina dos trabalhadores e incentivou atividades de leitura, escrita e interpretação de textos durante o horário de lanche da associação.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>A TXT. conversou com a professora Jane Schumacher para entender melhor sua relação com o projeto.</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>.TXT: Como começou o projeto?</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>Jane:</strong> Após a Margareth buscar ajuda, eu e o coordenador da época do ODH fomos visitar a Asmar em dezembro. Como a Universidade já estava sem alunos naquele período, eu disse para ele: “Nós vamos ter que começar, eu não vou deixar esse pessoal sem atividade nenhuma”. E, assim, no dia 18 de dezembro de 2024, iniciamos as atividades do projeto.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Tivemos um recesso em janeiro, mas eles ficaram com cadernos de caligrafia para continuar praticando. Inclusive, eu mesma precisei me organizar para aprender metodologias voltadas para alfabetização de adultos. Começamos com um grupo de oito pessoas e seguimos atuando desde então.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Nesse processo, fizemos uma testagem de lectoescrita (habilidade de ler e escrever de forma integrada) para entender em que nível cada participante estava. Descobrimos que três pessoas não reconheciam letras e apenas reproduziam a assinatura do nome. As demais já eram alfabetizadas, mas apresentavam dificuldades na escrita e na construção de frases. Começamos a trabalhar com atividades simples, sempre contextualizadas com a realidade deles dentro da reciclagem. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>.TXT: Como foi o primeiro encontro com os trabalhadores? </strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>Jane:</strong> No primeiro encontro eu percebi que existia um interesse que estava meio adormecido. Eles não se sentiam motivados e também havia certa resistência, porque chegava uma pessoa da Universidade, alguém estranho para eles, propondo um trabalho de alfabetização. Muitos não acreditavam que aquilo realmente teria continuidade.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Foi importante justamente o fato de termos começado em dezembro, mesmo sem alunos da Instituição envolvidos. Eu senti que aquelas mulheres e homens precisavam de um projeto ali, precisavam ser ouvidos e acolhidos. No começo, muitos não participavam e tinham receio, mas aos poucos eles foram percebendo que o projeto continuaria e que aquele espaço era realmente para eles. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>.TXT: Qual é o maior desafio na alfabetização de adultos? </strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>Jane:</strong> Eu acredito que o maior desafio seja a falta de confiança. Muitas vezes, eles não conseguem vislumbrar outras possibilidades além do trabalho que realizam hoje e acabam acreditando que não merecem ir além. A alfabetização também passa por isso: fazer com que eles percebam que são capazes de sonhar e ocupar outros espaços. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>.TXT: O que mais te marca no projeto? </strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>Jane:</strong> É enxergar a potência dessas mulheres e homens que não tiveram as mesmas oportunidades ou não conseguiram concluir os estudos. São pessoas com um conhecimento de vida incrível, mas que muitas vezes foram excluídas pelo sistema. A reciclagem é o que sustenta muitas dessas famílias, mas existe uma capacidade enorme ali que, por muito tempo, não foi reconhecida. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>.TXT: Defina o Café com Letras em uma frase ou um sentimento:</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>Jane:</strong> Para mim, é uma ação na reciclagem de resistência. Resistência porque existem muitas mulheres e muitos homens que ganham a sua vida e sustentam tantas outras que fazem parte da rotina. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:image {"id":4175,"width":"711px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} --></p>
<figure><img style="width: 711px;height: auto" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2026/06/IMAGEM-7-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma parede branca com cartazes e imagens que correspondem às letras do alfabeto. Organizados na sequência alfabética, os materiais apresentam palavras e figuras associadas a cada letra, como o x que é associado à palavra xícara. Do lado direto da imagem e dos cartazes, estão cerca de 18 balões nas cores vermelho, branco e rosa claro. Acima dos cartazes, há uma imagem representativa de Jesus Cristo e, ao lado esquerdo, dois quadros com imagens indistintas. Abaixo dos cartazes, aparecem cortinas de uma janela e móveis uma televisão,um sofá e uma poltrona. As paredes são bege. " /></figure>
<p><!-- /wp:image --><!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} --></p>
<p>O alfabeto do café com letras - FOTO: EMMANUELLY CHRISTINA PERANSONI ZINI</p>
<p>Texto: Laura Waechter Severo e Maria Lúcia  Homrich Gotuzzo </p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dossiê: Palavras que libertam, laços que resistem</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2026/06/26/dossie-palavras-que-libertam-lacos-que-resistem</link>
				<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 13:55:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed31]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4165</guid>
						<description><![CDATA[Duas dimensões do sistema prisional evidenciam caminhos para a garantia de direitos e a reinserção social: a remição da pena por meio da leitura e o fortalecimento dos vínculos maternos. Neste dossiê, apresentamos duas iniciativas de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que atuam junto à população privada de liberdade, o que evidencia [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Duas dimensões do sistema prisional evidenciam caminhos para a garantia de direitos e a reinserção social: a remição da pena por meio da leitura e o fortalecimento dos vínculos maternos. Neste dossiê, apresentamos duas iniciativas de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que atuam junto à população privada de liberdade, o que evidencia diferentes formas de intervenção social, educacional e humana no contexto carcerário.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD/UFSM), o Livros que Livram promove a leitura e a produção de resenhas em instituições prisionais. Por meio de encontros mensais, pessoas privadas de liberdade podem obter a remição de pena prevista em lei, ao mesmo tempo em que ampliam seu acesso à educação e à literatura. O projeto reúne apenados para um debate da obra escolhida do mês e o recolhimento de resenhas realizada pelos prisioneiros. O espaço é uma via de mão dupla entre o sistema carcerário e os integrantes do projeto, trazendo para os estudantes a prática e a realidade das casas prisionais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Projeto Inspira, associado ao Observatório de Direitos Humanos (ODH), busca fortalecer os vínculos entre mães privadas de liberdade e seus filhos. A iniciativa organiza momentos de convivência, socialização, brincadeiras e interação entre mães e crianças, e proporciona encontros que valorizam os laços afetivos e o direito à convivência familiar. As ações são realizadas em parceria com a Polícia Federal (PF) e a Polícia Penal (PP) e envolvem mulheres custodiadas no Presídio Regional de Santa Maria.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cursos de Jornalismo da UFSM e UFN promovem Mostra Melhores Minutos no Cineclube da Boca</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/26/curso-de-jornalismo-apoia-a-mostra-melhores-minutos-na-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 13:40:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1121</guid>
						<description><![CDATA[A UFSM recebeu, pela primeira vez, a Mostra Melhores Minutos, iniciativa vinculada ao Festival Permanente do Minuto. Na noite desta terça-feira (23), o auditório do Prédio 67 sediou a exibição de uma seleção dos melhores vídeos premiados nos concursos realizados ao longo do ano anterior, reunindo produções de realizadores profissionais e amadores de diferentes regiões [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":1123,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-23-at-20.27.17-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1123" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Mostra na UFSM. Da esquerda para direita: Dafne Pedroso, Neli Mombelli e Theodor Gonçalves.</em></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A UFSM recebeu, pela primeira vez, a <em>Mostra Melhores Minutos</em>, iniciativa vinculada ao <a href="https://festivaldominuto.com.br/pt-BR/static_pages/como-funciona" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Festival Permanente do Minuto</a>. Na noite desta terça-feira (23), o auditório do Prédio 67 sediou a exibição de uma seleção dos melhores vídeos premiados nos concursos realizados ao longo do ano anterior, reunindo produções de realizadores profissionais e amadores de diferentes regiões do Brasil e do mundo. A <em>Mostra</em> é um evento anual que apresenta uma curadoria dos vídeos de maior destaque exibidos pelo Festival do Minuto. Nesta edição, o público acompanhou uma sessão de 52 minutos de filmes que ressaltaram diferentes linguagens e temáticas do audiovisual contemporâneo.</p>
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<p>A iniciativa também contou com uma mesa-redonda sobre cinema e audiovisual. Participaram do debate a documentarista, produtora, montadora e professora da Universidade Franciscana (UFN) Neli Mombelli, diretora de Quando a Gente Menina Cresce (2025), vencedor dos kikitos de Melhor Longa-Metragem Gaúcho e Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival de Gramado, o produtor cultural e bacharel em Publicidade e Propaganda Theodor Gonçalves, e Dafne Pedroso, pós-doutoranda em Comunicação na UFSM, pesquisadora das áreas de narrativas e produção audiovisual. </p>
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<p>Durante a conversa, os convidados compartilharam experiências sobre produção audiovisual, cinema independente e os desafios da área, aproximando estudantes e comunidade dos caminhos de atuação no setor cultural. A edição de 2025 da Mostra contou com pontos de exibição distribuídos por diversas cidades brasileiras entre os dias 22 e 26 de junho. Realizada na universidade por meio de um convite recebido pelo professor Cássio Tomaim, a atividade foi promovida pelos cursos de Jornalismo da UFSM e da UFN, com apoio do Cineclube da Boca, e buscou promover o contato do público com produções independentes.</p>
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<!-- wp:image {"id":1124,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-23-at-20.14.47-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1124" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Debate com convidados no dia 23, na UFSM.</em></figcaption></figure>
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<p><strong>Saiba mais:</strong></p>
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<p>Considerado o primeiro festival de vídeos de até 60 segundos do mundo, o <strong><a href="https://www.instagram.com/festivaldominuto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Festival do Minuto</a></strong> foi criado no Brasil em 1991 e tornou-se uma referência internacional no formato de curtíssima duração, inspirando iniciativas semelhantes em mais de 50 países. </p>
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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
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<p><strong>Redação:</strong> Lavínia Coradini – Bolsista; estudante do curso de Jornalismo</p>
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<p><strong>Imagens:</strong> Luciana Carvalho/Divulgação</p>
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				<title>A capacitação em emergências psiquiátricas pode ser uma evolução do policiamento gaúcho?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/17/a-capacitacao-em-emergencias-psiquiatricas-pode-ser-uma-evolucao-do-policiamento-gaucho</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 14:07:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1074</guid>
						<description><![CDATA[Brigada Militar RS realiza capacitação para atendimentos em emergências de saúde mental]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/Audiodescricao-3.mp3"][/audio]</p>
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[caption id="" align="alignleft" width="640"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/CAPA-2.jpeg" alt="" width="640" height="426" /> Com aumento das ocorrências envolvendo crises em saúde mental, Brigada Militar passa a capacitar policiais para atendimentos integrados com SAMU e Corpo de Bombeiros no RS. (Foto: Divulgação / Brigada Militar)[/caption]
</figure>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">Dezessete ocorrências por dia. Esse é o número médio de atendimentos envolvendo emergências em saúde mental registrados pelo SAMU e pela Brigada Militar, no Rio Grande do Sul, nos primeiros meses de 2026. No ano passado, eram 12 por dia. São crises psicóticas, tentativas de suicídio, episódios de agitação intensa. E, na maioria das vezes, quem chega primeiro ao local não é um psicólogo nem um psiquiatra. É um policial da Brigada Militar.</p>
<h2>Atendimento em crises de saúde mental</h2>
<p>Antes de falar sobre a atuação policial, é preciso entender o que está em jogo nessas ocorrências. O termo "surto psíquico", comum no vocabulário popular, não existe como diagnóstico nos principais sistemas classificatórios da medicina, como o <a href="https://www.psychiatry.org/psychiatrists/practice/dsm/about-dsm"><b>DSM-5-TR</b></a> (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou a <a href="https://www.who.int/standards/classifications/classification-of-diseases"><b>CID-11</b></a>, da Organização Mundial da Saúde. O que esses sistemas descrevem são episódios específicos: episódio psicótico, episódio maníaco, crise dissociativa, descompensação aguda de um transtorno mental.</p>
<p>O bacharel em direito, mestre e doutorando em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e especialista em Criminologia, Política Criminal e Segurança Pública, Lenon Goulart, prefere outra terminologia: crise em saúde mental. "Quando a gente fala em surto, eu particularmente prefiro muito mais pensar em crise de saúde mental e aí a gente tá falando em episódios. Por exemplo, episódio psicótico agudo. Episódio que envolve delírio, alucinações, agitação psicomotora. Muitas vezes a gente vê a pessoa manifestando com o corpo ali", explica Lenon, que atua na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) de Santa Maria e pesquisa, na pós-graduação, prevenção ao suicídio na adolescência.</p>
<p>Para ele, usar o termo "surto" carrega um risco: o de reduzir a subjetividade de uma pessoa a um único episódio de sofrimento, criando um rótulo que a define. "Quando a gente fala em surto, parece doença. Tem aquele rótulo que na verdade pode ser um episódio. Você está passando por um momento muito difícil da sua vida", avalia</p>
<p>Segundo o DSM-5-TR, um episódio psicótico envolve a presença de um ou mais dos seguintes sintomas: delírios, alucinações, pensamento ou discurso desorganizado, comportamento muito desorganizado ou catatônico, e sintomas negativos. A crise, explica Lenon, envolve três dimensões de desorganização: psíquica, emocional e comportamental. E nem toda crise é um caso policial. "A autoagressão não é um crime propriamente dito, percebe? E então, necessariamente, a crise em saúde mental para eu poder classificar como uma crise em saúde mental que envolve agressividade vai envolver uma desorganização que é de três dimensões: psíquica, emocional e também comportamental."</p>
<h2>Samu ou Brigada Militar: quem deve atender?</h2>
<p>No cotidiano das ruas, porém, a teoria encontra uma realidade complexa em fração de segundos. Um morador liga para o 190 para reclamar de um vizinho perturbando o sossego. O policial chega ao local e se depara com alguém em crise psicótica. Não havia essa informação na chamada.</p>
<p>Esse cenário é cada vez mais comum. Segundo dados do Sistema de Informações Operacionais (SIOP) do Estado Maior da Brigada Militar, em 2025 foram 4.207 ocorrências envolvendo emergências em saúde mental com participação da Brigada Militar no RS, uma média de 12 por dia. No ano de 2026, considerando o período de janeiro a maio, já foram contabilizadas 2.488 ocorrências, alcançando uma média diária de 17 atendimentos, o que representa um aumento de 41% de atendimentos diários em comparação com o mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Na prática, quem recebe essas chamadas e decide para onde elas vão é o SAMU. O médico do serviço em Santa Maria, Leonardo Luiz Sangaletti, descreve como a equipe é preparada para esses atendimentos."Recebemos orientação sobre atendimento de paciente psiquiátrico no nosso ciclo de educação continuada, que fazemos mensalmente na base, com palestra e orientação de um psicólogo convidado. No mais, é com a experiência diária na abordagem dos pacientes e na discussão interna dos casos”, conta.</p>
<p>Quando há risco, a atuação não é de uma só equipe. "O atendimento de pacientes em surtos, que se mostram agressivos ou que possam estar portando algum objeto perigoso, é feito em conjunto com a Brigada Militar para garantir a segurança da equipe em atendimento", explica o médico.</p>
<p>Uma das fragilidades do sistema atual, no entanto, é a ausência de um fluxo integrado de atendimento. A articulação entre SAMU, hospitais, UPAs e os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), como os CAPS, segundo Sangaletti, é essencial. "Acredito que não exista até o momento uma rede integrada de cuidados. Após o atendimento, deslocamos com o paciente para uma das portas de entrada onde é passado o caso ao médico plantonista da emergência." Em Santa Maria, os pacientes são encaminhados ao PA Patronato ou à UPA 24h.  a mesma porta de entrada para casos clínicos, psiquiátricos e de trauma, sem diferenciação de fluxo. Segundo o profissional, não existe um protocolo específico para Santa Maria funcionando na prática até o presente momento.</p>
<p>Diante desse cenário, o governo do Rio Grande do Sul lançou, em março de 2026, o <a href="https://www.estado.rs.gov.br/upload/arquivos/202603/programa-de-resposta-integrada-nas-emergencias-de-saude-mental-1.pdf"><b>Programa de Resposta Integrada nas Emergências em Saúde Mental</b></a>. A iniciativa, inédita no estado, estabelece a atuação conjunta entre o SAMU, a Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, com protocolos unificados e definição clara de papéis. O programa é executado pelas Secretarias da Saúde (SES) e da Segurança Pública (SSP), e foi regulado por uma instrução normativa conjunta publicada no Diário Oficial do Estado em 12 de março de 2026.</p>
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[caption id="" align="alignnone" width="1200"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/2-3.jpg" alt="" width="1200" height="630" /> Novo fluxo de atendimento a emergências em saúde mental no Rio Grande do Sul. (Fonte: Secretaria de Saúde do Estado. Crédito: Prisley Zuse)[/caption]
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<h3>A capacitação</h3>
<p>Junto ao lançamento do programa, a Brigada Militar iniciou a 1ª edição do novo <a style="text-align: justify;text-indent: 36pt" href="https://www.bm.rs.gov.br/curso-novo-protocolo-saude-mental"><b>Curso de Atendimento de Ocorrências de Emergência em Saúde Mental</b></a><u>,</u> abrangendo todo o efetivo da Instituição. A primeira turma, na modalidade EAD, ocorreu em março de 2026 e capacitou 138 policiais militares. O Major Michael Ribeiro, chefe do Instituto de Pesquisa da Brigada Militar (IPBM) e responsável pela execução do curso, explica que a formação está organizada em oito módulos: transtornos mentais; urgência e emergência; classificação de risco; comunicação terapêutica e manejo verbal; manejo clínico da crise; situações práticas e técnicas de contenção; urgências e emergências; e emergência psiquiátrica na infância e adolescência. "Esse curso tem um desafio operacional e um objetivo estratégico, que é um subsídio técnico para uma tomada de decisão de frações de segundos", explica o major.</p>
<p>Um protocolo, criado pela Secretaria de Saúde do Estado, funciona a partir de uma classificação de risco realizada ainda na central de atendimento, ao receber a chamada:</p>
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[caption id="" align="aligncenter" width="1200"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/1-1.jpg" alt="" width="1200" height="630" /> Nova classificação de risco para orientar o atendimento à emergências em saúde mental no Rio Grande do Sul. (Fonte: Secretaria de Saúde do Estado. Crédito: Prisley Zuse)[/caption]
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<p>O curso também trabalha o que o major chama de "descalonamento de tensão", uma abordagem humanizada com foco na verbalização. "Essa verbalização humanizada envolve uma abordagem que não vá agitar mais o paciente, mas sim que se possa ter pelo menos uma verbalização um pouco mais calma, um pouco mais tolerante”, descreve.</p>
<p>A doutrina de abordagem humanizada foi inspirada nos Bombeiros Militares de São Paulo, referência nacional no tema, especialmente em ocorrências de tentativa de suicídio. A meta da Brigada é capacitar todo o efetivo em um prazo de sete meses. Em uma segunda etapa, serão formados multiplicadores, presencialmente, que irão replicar o conteúdo em suas regiões e nos cursos de formação de novos policiais.</p>
<h3>O policiamento ostensivo</h3>
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[caption id="" align="alignnone" width="1280"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/FOTO.jpeg" alt="" width="1280" height="960" /> O Centro Integrado de Segurança e Ordem Pública (CIOSP) de Santa Maria é um dos pontos de articulação das forças de segurança em atendimentos de emergências. (Crédito: Comunicação Social 2º Bpchq)[/caption]
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<p>Uma das questões mais sensíveis nessas ocorrências é o uso da força. Lenon é direto ao pontuar o limite do papel policial: "O policial não substitui psicólogo, ele não é psiquiatra e ele não substitui o CAPS."</p>
<p>O Major Ribeiro esclarece que a Brigada segue o protocolo de "uso progressivo da força", que vai da presença policial até a força letal. O uso de arma de fogo é o último recurso, acionado apenas quando há risco iminente à vida do policial ou de terceiros. "Se houver risco da vida do policial ou de terceiros, aí então ele tá legitimado pelo Código Penal Brasileiro, pelo Código Penal Militar e todas as legislações."</p>
<p>Sobre a ideia de atirar em regiões não letais para conter uma pessoa em crise, o major é enfático: "Utilizar arma de fogo atirando em perna e mão é um protocolo que não é previsto dentro desse treinamento. O policial tem que ter segurança que o uso da arma seja para cessar a agressão. Não quer dizer que um tiro na perna ou na mão, além de ser mais difícil de acertar e colocar em risco outra pessoa, possa vir a não surtir efeito."</p>
<p>Diante disso, cabe o questionamento: se o policial é treinado para lidar com crises alheias, quem cuida da sua? Essa é uma pergunta que a própria corporação vem há anos tentando responder de forma estruturada. </p>
<p>Acompanhe mais conteúdos em <a href="https://www.instagram.com/jornalbergamota/"><b>@jornalbergamota.</b></a></p>
<p><b><i>Reportagem: </i></b><i>Isadora Bortolotto e Luiza Ventura<br /><b>Infográficos</b>: Prisley Zuse<br /><b>Redes sociais</b>: Camila Castilho<br /><b>Edição</b>: Daniele Gabriel<br /><b>Audiodescrição</b>: Chrisiele Nunes</i></p>
<p><i><b>Supervisão</b>: Luciana Carvalho</i></p>
<p><i>Conteúdo desenvolvido na disciplina de Jornalismo Digital III.</i></p>

<!-- wp:audio /-->

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<p></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Resiliência climática: Santa Maria diante da possibilidade de novos eventos extremos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/06/17/resiliencia-climatica-santa-maria-diante-da-possibilidade-de-novos-eventos-extremos</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:43:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[bergamota]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[JORNAL BERGAMOTA]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1102</guid>
						<description><![CDATA[El Niño, enchentes históricas e colapsos de infraestrutura evidenciaram vulnerabilidades e impulsionaram debates sobre prevenção e resposta a desastres climáticos
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="768" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-13-at-15.01.49-1-768x576.jpeg" alt="" />											<figcaption>Aterro para não entrar água. Foto: João Veigas, Rua Travessa Nova, Vila Urlândia. </figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Dois anos após as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, órgãos públicos de Santa Maria e região intensificam ações de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos. Medidas como o monitoramento de áreas de risco, a ampliação dos sistemas de alerta e investimentos em infraestrutura buscam reduzir os impactos de possíveis novas catástrofes. Paralelamente, instituições de ensino e pesquisa têm contribuído por meio de estudos, projetos e iniciativas voltadas à compreensão dos riscos climáticos e ao fortalecimento da preparação da sociedade diante desses eventos.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O Rio Grande do Sul viveu, entre o final de abril e início de maio de 2024, a maior catástrofe climática de sua história. Chuvas intensas e persistentes provocaram enchentes, deslizamentos de terra e a elevação histórica do nível dos rios <strong><a style="text-decoration: none" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lago_Gua%C3%ADba">lago Guaíba</a></strong>, afetando grande parte do território gaúcho. O governo estadual classificou o episódio como o maior desastre climático já registrado no estado.            </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">As precipitações extremas atingiram diferentes regiões do estado em um curto período, com volumes de chuva muito acima da média histórica. Em algumas localidades, choveu o equivalente a vários meses em poucos dias, o que levou ao transbordamento de rios e ao colapso de sistemas urbanos e rodovias. O nível do Guaíba, em Porto Alegre, ultrapassou marcas históricas, superando inclusive a enchente de 1941, conforme registros do<strong><a style="text-decoration: none" href="https://www.sgb.gov.br/"> Serviço Geológico do Brasil (SGB)</a></strong> .  </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A tragédia atingiu centenas de municípios, deixou milhares de pessoas desalojadas, provocou mortes, destruiu moradias, interrompeu serviços básicos e evidenciou fragilidades na capacidade do estado de enfrentar eventos climáticos extremos. Dois anos depois, as marcas do desastre permanecem presentes não apenas na memória da população, mas também nas discussões sobre prevenção, monitoramento e adaptação climática. Nesse contexto, a confirmação de um novo episódio de<strong> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/El_Ni%C3%B1o">El Niño</a></strong> para 2026 reacende preocupações sobre a possibilidade de novos eventos de chuva intensa no Sul do Brasil e levanta uma questão central: o Rio Grande do Sul e cidades como Santa Maria estão mais preparados para enfrentar uma nova crise climática? </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt"> </p>
<h2 dir="ltr" style="margin-bottom: 12pt;margin-top: 12pt;line-height: 1.8;text-align: justify">El Niño 2026: o primeiro sinal de alerta</h2>
De acordo com o meteorologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Murilo Lopes, a confirmação do fenômeno indica uma maior probabilidade de ocorrência de chuvas acima da média no Rio Grande do Sul nos próximos meses. Embora o fenômeno, explicado no gráfico abaixo, não determine sozinho o comportamento do clima, seu histórico de associação com períodos mais chuvosos no Sul do Brasil faz com que sua evolução seja acompanhada com atenção por pesquisadores e autoridades.<br /><br />
<p>Para acompanhar a evolução do cenário climático, o especialista recomenda que a população busque informações em fontes oficiais de monitoramento meteorológico e hidrológico, como os boletins da <strong><a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/smrcrc/1685-boletim-meteorologico">Defesa Civil</a></strong>, do <strong><a href="https://portal.inmet.gov.br/">Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)</a></strong> e do <strong><a href="https://www.cptec.inpe.br/">Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE)</a></strong>. Na avaliação do meteorologista, os sistemas de monitoramento e emissão de alertas avançaram nos últimos anos, mas o principal desafio continua sendo transformar a informação científica em ações efetivas de prevenção e preparação diante de possíveis eventos extremos.</p>
 		
										<figure>
											<a href="https://www.greenpeace.org/brasil/blog/super-el-nino-2026/">
							<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/06/el-nino-1-768x512.jpg" alt="" />								</a>
											<figcaption>Crédito: arte produzida por Matheus Lanzarin. Fonte: Greenpeace</figcaption>
										</figure>
		<p>Confira mais detalhes da reportagem <strong><a href="https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/07/03/defesa-civil-e-a-nova-logica-da-prevencao-em-santa-maria">aqui</a></strong>.</p><p style="color: #000000;font-size: 16px">Acompanhe mais conteúdos em<strong> <a style="color: #204c90" href="https://www.instagram.com/jornalbergamota/">@jornalbergamota</a>.</strong></p><p style="color: #000000;font-size: 16px"><strong><i>Reportagem: </i></strong><i>Kethelyn Rodrigues Radunz, Francine Castro Rodrigues, Matheus Lanzarin, Eliandro Martins, João Veigas <br /></i><strong><i>Produção e infográfico:</i></strong><i> Matheus Lanzarin, Eliandro Martins</i><i><br /></i><strong><i>Edição:</i></strong><i> Kethelyn Rodrigues Radunz<br /></i><strong><i>Supervisão:</i></strong><i> Luciana Carvalho</i></p><p>Conteúdo desenvolvido na disciplina de Jornalismo Digital III.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Rádios da UFSM transmitem o 39º Carijo da Canção Gaúcha em parceria com o Campus de Frederico Westphalen</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/27/radios-da-ufsm-transmitem-o-39o-carijo-da-cancao-gaucha-em-parceria-com-o-campus-de-frederico-westphalen</link>
				<pubDate>Wed, 27 May 2026 19:47:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação social]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-fw]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-pm]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73014</guid>
						<description><![CDATA[A cobertura acompanha a programação do festival entre quinta (28) e sábado (30). a partir das 20h]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  As rádios UniFM 107.9 e Universidade 800 AM transmitem o 39º Carijo da Canção Gaúcha, em Palmeira das Missões, por meio do programa <i>Ao Sul do Mundo</i>, produzido no Campus da UFSM em Frederico Westphalen. A cobertura acompanha a programação do festival entre quinta (28) e sábado (30). a partir das 20h, com mostra musical competitiva e shows, além de comentários das canções apresentadas, entrevistas e reportagens.

A transmissão se estende por tempos diferentes a cada dia: na quinta-feira, segue até o encerramento da mostra competitiva. Já na sexta, além das apresentações e dos shows de abertura e encerramento, a cobertura acompanha o anúncio das músicas classificadas. No sábado, o programa volta ao ar a partir das 20h para transmitir mais uma noite do festival até o resultado final.

Participam da cobertura os integrantes da UFSM Frederico Westphalen: Mateus Scherer, Lizian dos Santos, Ivan Röhrs, Júlia Negrelo, Ana Giulia Chedid, Larissa da Costa, João Vicente Magalhães e Joel Guindani.

O Carijo é um dos principais festivais de música nativista do Rio Grande do Sul, reunindo intérpretes, compositores e instrumentistas de diferentes regiões do estado. O campus da UFSM em Palmeira das Missões integra oficialmente a programação do Carijo da Canção Gaúcha com ações acadêmicas, culturais e de extensão, que podem ser conferidas <a href="https://www.ufsm.br/2026/05/23/ufsm-pm-fortalece-presenca-institucional-no-39-carijo-da-cancao-gaucha" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.

<i>Texto: Núcleo de Rádio da UFSM</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudante de Jornalismo da UFSM é finalista no prêmio 1ª Infância em Pauta</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/05/12/estudante-de-jornalismo-da-ufsm-e-finalista-no-premio-1a-infancia-em-pauta</link>
				<pubDate>Tue, 12 May 2026 19:18:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmios]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1038</guid>
						<description><![CDATA[Reportagem: Lavínia Coradini, bolsista da coordenação do curso de Jornalismo. Edição: Profa. Luciana Carvalho. A reportagem “Do leite materno ao refrigerante: Como os ultraprocessados avançam na alimentação de crianças na primeira infância”, produzida pelo estudante do 7º semestre do curso de Jornalismo João Victor Souza, é finalista do 1º Prêmio Primeira Infância em Pauta, da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em>Reportagem: Lavínia Coradini, bolsista da coordenação do curso de Jornalismo. Edição: Profa. Luciana Carvalho.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A reportagem <a href="https://www.ufsm.br/2026/03/27/do-leite-materno-ao-refrigerante-como-os-ultraprocessados-avancam-na-alimentacao-de-criancas-na-primeira-infancia#origin=https%3A%2F%2Fwww.google.com%2F&amp;cap=swipe,education&amp;webview=1&amp;dialog=1&amp;viewport=natural&amp;visibilityState=prerender&amp;prerenderSize=1&amp;viewerUrl=https%3A%2F%2Fwww.google.com%2Famp%2Fs%2Fwww-ufsm-br.cdn.ampproject.org%2Fc%2Fs%2Fwww.ufsm.br%2F2026%2F03%2F27%2Fdo-leite-materno-ao-refrigerante-como-os-ultraprocessados-avancam-na-alimentacao-de-criancas-na-primeira-infancia%3Famp&amp;usqp=mq331AQIUAKwASCAAgM%25253D&amp;amp_kit=1">“Do leite materno ao refrigerante: Como os ultraprocessados avançam na alimentação de crianças na primeira infância”</a>, produzida pelo estudante do 7º semestre do curso de Jornalismo João Victor Souza, é finalista do <a href="https://primeirainfanciaempauta.org.br/">1º Prêmio Primeira Infância em Pauta</a>, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.&nbsp;<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1039,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/05/MATERIA_JV.jpg" alt="" class="wp-image-1039" /><figcaption class="wp-element-caption">A reportagem foi produzida na Agência de Notícias e publicada no site da UFSM. Imagem: Print da reportagem no site.&nbsp;<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A premiação tem como objetivo reconhecer e valorizar trabalhos jornalísticos que abordam temas relacionados ao desenvolvimento infantil e à garantia de direitos das crianças na primeira infância. O resultado será divulgado em cerimônia no dia 01 de junho, na Universidade de São Paulo - USP. Todos os finalistas receberão premiação em dinheiro e participarão de um curso presencial em São Paulo, com despesas de transporte e hospedagem custeadas pela organização do evento.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1040,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/05/e-mail_finalista-777x1024.jpg" alt="" class="wp-image-1040" /><figcaption class="wp-element-caption">Estudante ficou sabendo da seleção de sua reportagem como finalista através de um e-mail. Imagem: print da mensagem.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Publicada em março de 2026, pela Agência de Notícias da UFSM, a reportagem investiga o crescimento do consumo de alimentos ultraprocessados entre crianças pequenas e os impactos desse hábito na saúde e no desenvolvimento. Além do trabalho de reportagem de João Victor, a matéria contou com artes gráficas do estudante Pedro Moro, fotos da estudante Jéssica Mocelin, edição do jornalista da Agência de Notícias da UFSM Maurício Dias, e orientação da professora Viviane Borelli.&nbsp;<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1041,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/05/print_criterios_premio-1024x421.png" alt="" class="wp-image-1041" /><figcaption class="wp-element-caption">Critérios utilizados para a avaliação das reportagens. Imagem: print do site oficial do prêmio.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A produção reúne entrevistas com especialistas da área da saúde e da nutrição, além de dados sobre os padrões de consumo alimentar no Brasil. O trabalho começou com a elaboração de um diário alimentar, construído com o apoio da nutricionista da UFSM Larissa Barz, que orientou o acompanhamento da alimentação infantil. A partir disso, João acompanhou a alimentação de Vinícius, de três anos, registrada pela mãe, Laura Ferreira, de 41, empregada doméstica, ao longo de 72 horas. O material evidencia como o consumo de ultraprocessados está inserido em uma realidade marcada pela falta de tempo e pelas condições de trabalho, em que a praticidade acaba sendo um fator determinante nas escolhas alimentares da família.&nbsp;<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1042,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/05/JV-1024x1004.jpeg" alt="" class="wp-image-1042" /><figcaption class="wp-element-caption">Estudante está na expectativa pelo prêmio mas afirma já estar contente com o reconhecimento.&nbsp;Foto: Arquivo pessoal.<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>João Victor está na expectativa para a premiação, mas já comemora a indicação entre os finalistas. “Mesmo que ele [o prêmio] não venha, fico muito feliz por ter sido escolhido entre os finalistas, ainda mais com uma reportagem que gostei tanto de produzir. Estar entre os finalistas já representa um reconhecimento muito importante do trabalho e ainda vou ganhar uma viagem grátis, [risos] não é todo dia”, afirma.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Brasil avança em Liberdade de Imprensa, mas sofre com disparidade de gênero nas redações e ataques aos jornalistas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/08/liberdade-de-imprensa</link>
				<pubDate>Fri, 08 May 2026 17:46:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72729</guid>
						<description><![CDATA[Estudo coordenado por professora da UFSM e publicado em ebook da WJS destaca momento atual da atividade jornalística no país
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p style="text-align: left">A Liberdade de Imprensa no Brasil avançou, segundo relatório recém divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Neste ano, o país figura na 52ª posição do ranking geral da RSF e, pela primeira vez, superou os Estados Unidos, que caiu para a 64ª colocação. Embora apresente melhorias, o país enfrenta problemas comuns aos de outras nações, como a judicialização do trabalho da imprensa. Além disso, no Brasil, existe disparidade de gênero nas redações e ocorre aumento dos casos de violência contra jornalistas. Os dados são de estudo inédito da World of Journalism Study (WJS), grupo internacional de pesquisadores do qual faz parte a professora Laura Storch, coordenadora do Grupo de Estudos em Jornalismo <a href="https://www.ufsm.br/grupos/ejor">(EJOR)</a> da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).  </p>
<p style="text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O jornalismo tem o compromisso de informar de maneira responsável os assuntos de interesse público. Ao acompanhar e cobrar o cumprimento do papel de quem atua nos três poderes - executivo, legislativo e judiciário -, a imprensa exerce o chamado “quarto poder”. A mídia acaba, assim, contribuindo com a garantia da democracia. Em função do ofício, que implica na exposição a riscos na apuração de informações, o jornalista está em posição de fragilidade e frequentemente sofre com violências, censura, perseguições e manifestações de ódio.</p>		
													<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Info-posicao-do-Mundo-na-liberdade-de-imprensa-1.jpg" alt="Imagem colorida horizontal sobre liberdade de imprensa. Em primeiro lugar, Noruega. Em 52º Brasil. EUA. e, 64º" />													
		<h3><b>Liberdade de Imprensa no mundo atinge níveis mais baixos do século XXI</b></h3>
<p></p>
<p>A pontuação média geral dos 180 países monitorados pela&nbsp;<a href="https://rsf.org/pt-br/ranking-2026-liberdade-de-imprensa-no-n%C3%ADvel-mais-baixo-em-25-anos" target="_blank" rel="noopener">Repórteres Sem Fronteiras (RSF)</a>&nbsp;está no nível mais baixo deste século. Divulgado na antevéspera do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, celebrado no dia 3 de maio, o ranking de 2026 revela que 52% da população mundial vive em lugares em que o trabalho de jornalistas é considerado “difícil” ou “muito grave”. Entre os motivos para tal quadro estão: a ocorrência regular de conflitos armados, a existência de regimes ditatoriais, a polarização política, a criminalização da atividade jornalística e a falta de políticas públicas.</p>
<p>A liberdade de imprensa é monitorada a partir de indicadores econômicos, políticos, legislativos, sociais e de segurança pública. Um dos destaques negativos apontados pela RSF é o índice legislativo, que revela o abuso de mecanismos como lei de segurança para cercear o trabalho da imprensa tanto em regimes autoritários, como a Rússia (172°), quando em países que já foram exemplo de democracia, como Estados Unidos (64º).</p>
<p>“A gente está vivendo um momento muito particular da história em que estamos acompanhando no mundo inteiro um recrudescimento tanto de regimes políticos mais totalitários, quanto de lógicas de mercado mais totalitárias. Esses elementos geram uma pressão importante sobre o jornalismo, num momento em que o próprio jornalismo está fragilizado pelas mudanças internas que está passando”, analisa a professora Laura Storch sobre o ranking da RSF.</p>
<p>A crise a que a pesquisadora se refere tem dois eixos centrais: a sustentabilidade financeira da profissão e a credibilidade da imprensa. A sustentabilidade financeira se revela na dificuldade do “fazer jornalismo”, com a necessidade de atualização de equipamentos caros, as rotinas intensas de trabalho e a manutenção da segurança dos trabalhadores. Já a credibilidade é posta em xeque quando há questionamento da pertinência da profissão e dos profissionais diante do crescimento da figura do influenciador digital, do uso da inteligência artificial e da mudança da dieta informativa.</p>		
													<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Info-posicao-do-Brasil-na-liberdade-de-imprensa.jpg" alt="Gráfico colorido horizontal mostra evolução do ranking de liberdade de imprensa no Brasil: que estava em 111 em 2011 e saltou para a posição 52 neste ano, ou seja, melhorou" />													
		<h3><b>Brasil na contracorrente da América Latina</b></h3>
<p> </p>
<p>Pela primeira vez, o Brasil está em posição superior à dos EUA, e está em 52º lugar no ranking da RSF, subindo cinco colocações em relação ao ano passado. O avanço na liberdade de imprensa no país é ainda mais notável se comparado com cinco anos atrás, quando estava em 111º lugar. O relatório da entidade identifica que a mudança do governo de Jair Bolsonaro, que tratava a imprensa de forma truculenta e desacreditava a mídia, para o de Luís Inácio Lula da Silva, que dialoga com jornalistas, foi considerada decisiva para a mudança do quadro. </p>
<p>“Existe um certo enrijecimento social em relação à política em diversos lugares do mundo, inclusive no Brasil”, pondera a professora Laura. A pesquisadora compara dados da pesquisa da RSF com os de estudo que realizou com o grupo de <i>World of Journalism Study </i>e revela<i>: </i>“temos claramente a percepção dos jornalistas brasileiros de que aquele momento do governo Bolsonaro foi muito desafiador e muito agressivo para o trabalho jornalístico. Tinha essa exposição produzida pelos próprios discursos do presidente naquele momento”.</p>
<p>O continente americano passa por uma situação semelhante à das regiões mais perigosas e mortais para o exercício do jornalismo, como Oriente Médio e Europa Oriental - atingidas por guerras e conflitos -, devido à atuação sistemática de governos (Estados Unidos, Argentina e El Salvador) e à violência dos cartéis (México, Equador e Peru). Ao avaliar os dados da região, a <a href="https://latamjournalismreview.org/pt-br/articles/a-liberdade-de-imprensa-nas-americas-cai-drasticamente-em-meio-a-repressao-global-aponta-relatorio-da-rsf/" target="_blank" rel="noopener">LatAm Journalism Review</a> pontua o caso do Brasil como “uma luz nas Américas”, pelo retorno da normalidade democrática, reforço da transparência, do acesso à informação e da independência institucional. Apesar da melhora, a liberdade de imprensa no país é abalada pelo aumento da judicialização e os casos de violência de todos os tipos, incluindo a praticada pelo crime organizado. </p><h3><b>Disparidade de gênero na redações</b></h3>
<p>A rede internacional de pesquisadores <a href="https://worldsofjournalism.org/" target="_blank" rel="noopener">World of Journalism Study</a><i> </i>publicou neste ano, <i>pelo</i> <i>Knight Center,</i> um e-book sobre o exercício da profissão na América Latina. O estudo trilíngue (português, espanhol e inglês) se baseia em entrevistas feitas com mais de 4 mil jornalistas de 11 países pela rede de pesquisadores WJS.</p>
<p><i>O</i> capítulo “Jornalismo brasileiro: Desafios de insegurança, autocensura e disparidades de gênero” é assinado pela professora Laura Storch, em parceria com os pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade de Siegen, na Alemanha. O texto destaca que o jornalismo no país é exercido em um contexto marcado por insegurança estrutural, precarização do trabalho e pressões constantes, que impactam diretamente na prática profissional. O Brasil tem altos índices de ataques a jornalistas, incluindo casos de assédio, perseguição, o que contribui para um ambiente hostil e de risco. Em função disso, muitos profissionais recorrem à autocensura como estratégia de autoproteção, evitando determinados temas ou abordagens para reduzir possíveis retaliações. O cenário é agravado pela instabilidade laboral proveniente de contratos frágeis, múltiplos empregos e baixa remuneração. Além do intenso desgaste emocional.</p>
<p>Além disso, o capítulo destaca barreiras estruturais da profissão, a exemplo das desigualdades de gênero na imprensa. De acordo com os pesquisadores, as mulheres têm menos estabilidade na carreira e enfrentam mais assédio e insegurança. A professora da UFSM enfatiza que a questão de gênero transparece na profissão por ser uma característica social.</p>
<p>“As nossas sociedades têm essa característica de que o trabalho da mulher é mais desvalorizado. Existe uma desigualdade estrutural. E isso se repete no jornalismo também. Nesse caso, tanto as pesquisas nacionais, quanto as internacionais vão demonstrar sistematicamente, que existem diferenças muito importantes, em relação ao trabalho da mulher e ao trabalho do homem jornalista, bem como em relação aos tipos de violência que eles sofrem também”, explica.</p>
<h3><b style="background-color: transparent;color: #000000;font-family: Arial, sans-serif;font-size: 11pt;white-space: pre-wrap;text-align: justify">A cada 1,7 minuto, um jornalista brasileiro é agredido virtualmente</b></h3>
<p>O relatório da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), divulgado em 2025, registrou 900 mil ataques virtuais a jornalistas. O número representa uma média de 2,5 mil agressões diárias ou cerca de 1,7 por minuto, indicando um crescimento de 35% em relação ao período anterior.</p>
<p>A Abert aponta que pelo menos nove jornalistas de veículos, como jornais, sites e emissoras de televisão, foram impedidos de realizar coberturas políticas, esportivas e regionais no ano passado, o que representa um aumento de 55% se comparado ao período anterior. A professora explica que normalmente, os casos de ataques contra jornalistas são muito particulares, e que a maioria dos profissionais depende do apoio oferecido pelas instituições. As empresas de mídia, por outro lado, nem sempre têm protocolos bem estabelecidos para lidar com as situações. A pesquisadora compara com a situação das enchentes, em que os jornalistas ficaram expostos a uma série de riscos, mas que os protocolos foram sendo estruturados com o tempo. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), é a responsável por defender os direitos trabalhistas dos jornalistas, e  a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), entidade sem fins lucrativos voltada ao jornalismo de interesse público, defende a liberdade de expressão e o aprimoramento das técnicas de investigação jornalística.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><em>Reportagem: Ellen Scwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><em>Infografia: Daniel Michelon De Carli</em></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><em>Edição: Maurício Dias</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudantes de Jornalismo da UFSM realizam visita técnica ao Diário de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/05/06/estudantes-de-jornalismo-da-ufsm-realizam-visita-tecnica-ao-diario-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 22:53:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo digital]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1036</guid>
						<description><![CDATA[Redação: Lavínia Coradini, bolsista da coordenação do curso de Jornalismo. Revisão e edição: Profa. Luciana Carvalho. Na tarde da quinta-feira, 30/05, alunos do quinto semestre do curso de Jornalismo da UFSM realizaram uma visita técnica ao Diário de Santa Maria, acompanhados pela professora da disciplina de Jornalismo Digital I, Luciana Carvalho, também coordenadora do curso. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Redação</strong>: Lavínia Coradini, bolsista da coordenação do curso de Jornalismo. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Revisão e edição:</strong> Profa. Luciana Carvalho.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na tarde da quinta-feira, 30/05, alunos do quinto semestre do curso de Jornalismo da UFSM realizaram uma visita técnica ao Diário de Santa Maria, acompanhados pela professora da disciplina de Jornalismo Digital I, Luciana Carvalho, também coordenadora do curso. A atividade integrou a proposta da disciplina de aproximar os estudantes das práticas contemporâneas do jornalismo e das transformações do setor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1037,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-06-at-18.12.28-1-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1037" /><figcaption class="wp-element-caption">Turma de Jornalismo Digital I foi conhecer o jornalismo multiplataforma na prática. <strong>Selfie</strong>: Amanda Borin.<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os estudantes visitaram todos os setores, do comercial à redação, passando pelos estúdios das rádios +FM92.7 e CDN. Na redação integrada, puderam bater um papo com alguns jornalistas, dos mais experientes aos recém formados - muitos egressos da UFSM - que produzem conteúdo para o jornal impresso e online, redes sociais, TV e rádios. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao longo do percurso, puderam entender melhor os processos de apuração, edição e publicação de notícias, além das dinâmicas da produção radiofônica, desde a elaboração de roteiros até as entradas ao vivo. Um dos alunos, Felipe Trost, 23 anos, relata que o contato direto com profissionais contribui para uma compreensão mais concreta do funcionamento das redações. Segundo ele, a experiência mostrou como o jornalismo impresso e o digital se complementam na circulação de informações relevantes para a comunidade local. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A visita teve como objetivo aproximar os acadêmicos da prática profissional e proporcionar uma vivência do mercado de comunicação regional. A atividade também reforçou a importância da formação prática durante a graduação, ampliando o olhar dos estudantes sobre as possibilidades de atuação no jornalismo. Entre os temas abordados, estiveram os desafios enfrentados pelas empresas de comunicação na era digital. Os profissionais do Grupo destacaram a necessidade de adaptar conteúdos para diferentes plataformas, como portais e redes sociais, além de adequar a linguagem a distintos públicos, cenário que amplia as demandas sobre os trabalhadores do jornalismo.<br><br><br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>InovaTec UFSM seleciona bolsista de Jornalismo para produção de podcast </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/26/inovatec-ufsm-seleciona-bolsista-de-jornalismo-para-producao-de-podcast</link>
				<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 13:27:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsas para alunos]]></category>
		<category><![CDATA[inovatec parque tecnológico]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72270</guid>
						<description><![CDATA[O InovaTec UFSM &#8211; Parque Tecnológico publicou um edital para seleção de estudantes de Jornalismo que desejam atuar na produção do podcast Ecos da Inovação e demais atividades relacionadas ao ambiente de inovação. O pré-requisito é ter cursado ou estar cursando a disciplina de Radiojornalismo II do curso de Comunicação Social &#8211; Jornalismo.  A bolsa [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="ltr">O InovaTec UFSM - Parque Tecnológico publicou um edital para seleção de estudantes de Jornalismo que desejam atuar na produção do podcast Ecos da Inovação e demais atividades relacionadas ao ambiente de inovação. O pré-requisito é ter cursado ou estar cursando a disciplina de Radiojornalismo II do curso de Comunicação Social - Jornalismo. </p>
<p dir="ltr">A bolsa é destinada a estudantes que desejam ampliar suas habilidades no âmbito sonoro. Como parte das atribuições, o selecionado irá atuar em um projeto radiofônico do Parque Tecnológico, auxiliar no planejamento e desenvolvimento do projeto, apresentar pautas para o programa, agendar entrevistas com diferentes fontes ligadas a empreendedorismo e inovação, apurar informações em fontes confiáveis, redigir roteiros, realizar a locução e mediação do programa e contribuir com outras atividades de apoio relacionadas ao InovaTec UFSM, como a cobertura de eventos e redação de notícias. </p>
<p dir="ltr">É desejável que os inscritos possuam conhecimento prévio da linguagem radiofônica, proatividade e disponibilidade para participar do programa. As inscrições serão realizadas por meio do <a href="https://portal.ufsm.br/concursos/inscricao/opcoes.html?edicao=5226" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://portal.ufsm.br/concursos/inscricao/opcoes.html?edicao%3D5226&amp;source=gmail&amp;ust=1774617404454000&amp;usg=AOvVaw2c-eJ0zrln_RSVhPXYpZao">formulário eletrônico</a> e permanecerão abertas até o dia 1º de abril. Para realizar a inscrição, o estudante deverá enviar uma cópia do comprovante de matrícula atualizado, uma cópia do currículo da Plataforma Lattes atualizado e seu portfólio de trabalhos/projetos em um link no Google Drive. </p>
<p dir="ltr">O processo seletivo será dividido em duas etapas, a primeira corresponde à análise do currículo e do portfólio, com peso de 5 pontos, e a última será referente a uma entrevista individual e presencial, também com peso 5. A segunda etapa incluirá a avaliação de uma atividade prática em que os candidatos terão que apresentar um roteiro de um boletim informativo de rádio com a duração máxima de 2 minutos. </p>
<p dir="ltr">De acordo com o edital, para essa atividade o estudante deverá pesquisar previamente no <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/inovatec" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/inovatec&amp;source=gmail&amp;ust=1774617404454000&amp;usg=AOvVaw1tuLkQWBFRC2km8jor90iC">site</a> ou nas <a href="https://www.instagram.com/inovatec.ufsm/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.instagram.com/inovatec.ufsm/&amp;source=gmail&amp;ust=1774617404454000&amp;usg=AOvVaw0CbN0R1NSp4fSLY2NKTBTv">redes sociais</a> do InovaTec UFSM e selecionar três pautas ou mais (notícias, projetos, eventos ou iniciativas) para compor o conteúdo do boletim. A proposta é simular um material informativo de podcast/rádio, com linguagem clara, dinâmica e adequada ao público. No dia da entrevista, o candidato deverá apresentar o roteiro finalizado e realizar sua leitura em voz alta. </p>
<p dir="ltr">A avaliação desta etapa irá considerar a organização e coerência das ideias, a qualidade e estrutura do roteiro, a adequação da linguagem ao formato de áudio e a interpretação na leitura (entonação, ritmo e clareza). As entrevistas serão realizadas entre os dias 6 e 8 de abril, no Prédio 61H da UFSM. A data e horário serão informados por e-mail aos selecionados na primeira etapa. </p>
<p dir="ltr">Para mais informações acesse o <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/884/2026/03/EDIT_INOVATEC_BOLSISTA_2026_02-1.pdf" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/884/2026/03/EDIT_INOVATEC_BOLSISTA_2026_02-1.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1774617404454000&amp;usg=AOvVaw080PeC4ROG80sLHWGHgOHF">documento.</a> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>02/2026 - Seleção de bolsista de jornalismo para atuar no InovaTec UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/inovatec/editais/002-2026</link>
				<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 12:00:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[#bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[graduação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/inovatec/?post_type=editais&#038;p=3981</guid>
						<description><![CDATA[<p>O Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia – INOVATEC, por meio da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da UFSM (PROINOVA/UFSM), torna público o processo seletivo para a contratação de bolsista de jornalismo, nos termos da resolução 01/2013-UFSM.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia – INOVATEC, por meio da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da UFSM (PROINOVA/UFSM), torna público o processo seletivo para a contratação de bolsista de jornalismo, nos termos da resolução 01/2013-UFSM.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Coordenadora do curso participa de treinamento em conferência internacional da União Europeia e FGV</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/03/21/coordenadora-do-curso-participa-de-treinamento-em-conferencia-internacional-da-uniao-europeia-e-fgv</link>
				<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 00:24:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[desinfomidia]]></category>
		<category><![CDATA[desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[grupos]]></category>
		<category><![CDATA[grupos-Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1008</guid>
						<description><![CDATA[A professora Luciana Carvalho, coordenadora do curso de Jornalismo da UFSM &#8211; Campus Santa Maria e líder do Grupo de Pesquisa Desinfomídia (UFSM/CNPq), participou de um treinamento sobre ‘Manipulação e Interferência Estrangeira da Informação’, realizado de 17 a 19 de março, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Brasília.  O curso integrou a programação da conferência internacional [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A professora Luciana Carvalho, coordenadora do curso de Jornalismo da UFSM - <em>Campus </em>Santa Maria e líder do Grupo de Pesquisa Desinfomídia (UFSM/CNPq), participou de um treinamento sobre ‘Manipulação e Interferência Estrangeira da Informação’, realizado de 17 a 19 de março, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Brasília. </p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/03/conferencia.jpg" alt="" class="wp-image-1009" /><figcaption class="wp-element-caption">Representantes da SECOM da Presidência, Nina Santos, e da AGU, Marcelo Almeida, abriram a conferência com o painel “O impacto da Inteligência Artificial e Tecnologias Emergentes no Processo Democrático”. <strong>Imagem</strong>: FGV COMUNICAÇÃO.<br></figcaption></figure>
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<p>O curso integrou a programação da conferência internacional ‘Desinformação, Soberania e Democracia na Era da Inteligência Artificial’, realizada pela Delegação da União Europeia no Brasil e pela Escola de Comunicação da FGV, em parceria com a Debunk.org - <em>think tank</em> com sede na Lituânia focada em detectar e desmascarar campanhas de desinformação online. O treinamento foi ministrado por analistas da Debunk e pesquisadores da FGV a jornalistas, fact-checkers, pesquisadores, universidades e ONGs de várias regiões brasileiras. </p>
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<p><br></p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/03/fimi_fgv-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1010" /><figcaption class="wp-element-caption">Professora Luciana Carvalho, do curso de Jornalismo da UFSM, com jornalistas e pesquisadores de todo o Brasil que participaram de treinamento na FGV Brasília durante evento da União Europeia. <strong>Imagem</strong>: FGV COMUNICAÇÃO.<br></figcaption></figure>
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<p>Para a docente da UFSM, foi uma oportunidade de atualização sobre como identificar e enfrentar campanhas de desinformação que são promovidas por agentes externos visando atacar nossa democracia. “Foi um privilégio estar nesse curso e conhecer uma modalidade de desinformação que ainda não tinha estudado, sobretudo ter acesso a um conhecimento especializado que poderá ampliar a atuação do Desinfomídia. Além disso, foram dias de ótima convivência com colegas incríveis e de muito networking”, afirmou a professora Luciana.<br></p>
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<p><br></p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/03/painel.jpg" alt="" class="wp-image-1011" /><figcaption class="wp-element-caption">O segundo painel da conferência abordou “Desafios da desinformação e interferência estrangeira no Brasil e na América Latina”, com a participação de Marcela Ríos Tobar (diretora para América Latina e Caribe do International IDEA) e Patricia Campos Mello (jornalista da Folha de São Paulo). A moderação foi de Beatriz Farrugia, analista sênior da Debunk.org.<br></figcaption></figure>
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<p></p>
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				<title>Estudante de Jornalismo conquista estágio na revista “piauí”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/03/20/estudante-de-jornalismo-conquista-estagio-na-revista-piaui</link>
				<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 18:16:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[O estudante Pedro Moro, do 7º semestre do curso de Jornalismo, foi selecionado para um estágio de seis meses na revista piauí, uma das mais prestigiadas publicações do país no campo do jornalismo narrativo. As atividades iniciaram no começo de março, com uma imersão completa na estrutura da revista, participação em reuniões de pauta e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":1007,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/03/Foto_-Acervo-pessoal-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-1007" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Pedro Moro, na sede da revista "piauí", no Rio de Janeiro. <strong>Foto:</strong> Acervo pessoal.</em></figcaption></figure>
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<p>O estudante Pedro Moro, do 7º semestre do curso de Jornalismo, foi selecionado para um estágio de seis meses na <a href="https://piaui.uol.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revista <em>piauí</em></a><em>,</em> uma das mais prestigiadas publicações do país no campo do jornalismo narrativo. As atividades iniciaram no começo de março, com uma imersão completa na estrutura da revista, participação em reuniões de pauta e encontros com as equipes de checagem, de redes sociais e de edição.</p>
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<p>Pedro conta que conheceu a revista em 2023, logo no início da graduação. Desde então, tem identificação com a proposta editorial da revista. Diferente do jornalismo factual, a <em>piauí</em> é conhecida por apostar em matérias com abordagem aprofundada e em tom literário, característica que chamou a atenção do estudante.</p>
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<p>O processo seletivo nacional incluiu entrevistas com o editor-chefe e com estagiários da redação. Para Moro, um dos principais aprendizados até agora foi perceber a valorização de perfis autênticos. Segundo ele, apostar na própria singularidade faz toda diferença. O estudante acredita que sua seleção esteja relacionada ao interesse em unir o jornalismo aos quadrinhos. A combinação de interesses pessoais com a prática jornalística é essencial para ir além do padrão, comenta.</p>
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<p>Agora, a atuação segue de forma remota. Mas o período imerso na redação da revista, no Rio de Janeiro, entre os dias dois a sete de março, e viabilizado pela publicação, permitiu compreender bem o funcionamento interno, especialmente o rigor da equipe de checagem: “São apenas três pessoas responsáveis por essa etapa, mas o nível de exigência é muito alto”, relata.&nbsp;</p>
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<p>Segundo Pedro Moro, a experiência no estágio deve agregar elementos significativos à sua formação em Jornalismo na UFSM, diversificando compreensões sobre a prática da reportagem e aproximando a teoria do exercício profissional. Ele destaca que já está em processo de apuração de matérias e vê a oportunidade como um passo importante na carreira. A expectativa, comenta, é que essa experiência também contribua para abrir portas a outros estudantes da universidade. O estágio continua até agosto deste ano.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/466/2026/03/Foto_-Acervo-Pessoal-2-1024x630.jpeg" alt="" class="wp-image-1005" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Pedro Moro (esquerda) com a equipe do podcast Foro de Teresina. <strong>Foto: </strong>Acervo pessoal.</em></figcaption></figure>
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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
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<p><strong>Redação e reportagem:</strong> Lavínia Coradini - Bolsista; estudante do curso de Jornalismo</p>
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<p><strong>Imagens:</strong> Pedro Moro/Arquivo Pessoal</p>
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						<item>
				<title>Rádio UniFM transmite série de entrevistas com mulheres que fazem a UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/06/radio-unifm-transmite-serie-de-entrevistas-com-mulheres-que-fazem-a-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 20:31:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[casa verônica]]></category>
		<category><![CDATA[coordenadoria de comunicação social]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres na Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>

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						<description><![CDATA[As entrevistadas compartilharam experiências profissionais e pessoais, refletindo sobre os desafios e as contribuições das mulheres]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/mulheres-1.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/mulheres-1-819x1024.jpg" alt="Cartaz de divulgação da série de entrevistas." width="575" height="719" /></a>Desta segunda (9) até a próxima sexta-feira (13), a UniFM 107.9 apresenta a série de entrevistas “Mulheres que fazem a UFSM: trajetórias que inspiram”, veiculada dentro do programa <i>Ponto de Partida</i>, que vai ao ar das 7h às 8h30min, com as entrevistas transmitidas em torno das 8h. Com duração média de meia hora cada uma, as entrevistas foram realizadas pela estudante Prisley Zuse, do curso de Jornalismo.</p><p>A iniciativa integra a programação do mês de março em alusão ao Dia Internacional das Mulheres e busca dar visibilidade às trajetórias daquelas que ocupam espaços de liderança, ensino, pesquisa e extensão na UFSM. A série é uma parceria da Casa Verônica, da Pró-Reitoria de Extensão e das rádios da UFSM.</p><p>As entrevistadas compartilharam experiências profissionais e pessoais, refletindo sobre os desafios e as contribuições das mulheres em suas áreas e na construção da universidade e da sociedade.</p><p><b>Convidadas da série</b></p><p>Cinco mulheres com trajetórias de destaque em diferentes áreas participam da iniciativa:</p><p><b>Segunda-feira (9):</b> Renata Rojas, professora do Departamento de Estatística. Recebeu em 2025 o Prêmio Para Mulheres na Ciência (L’Oréal/ABC/Unesco). Integra a Academia Brasileira de Ciências e atua como embaixadora do Instituto Internacional de Estatística. Coordena o projeto GuriasTec, que incentiva meninas na área da tecnologia.</p><p><b>Terça-feira (10):</b> Elaine Resener, professora de ginecologia e obstetrícia. Primeira e única mulher a dirigir o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e a atuar como superintendente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) na instituição. Também foi Secretária de Saúde de Santa Maria (2006-2009). Ao longo da carreira, recebeu 29 comendas e distinções por sua atuação acadêmica e na gestão em saúde pública.</p><p><b>Quarta-feira (11):</b> Simone Messina, técnica em assuntos educacionais e doutora em Educação pela UFSM. Diretora do Jardim Botânico da UFSM, é referência em iniciativas de educação ambiental e na aproximação entre universidade e comunidade.</p><p><b>Quinta-feira (12):</b> Raquel Guerra, professora do Centro de Artes e Letras, com atuação voltada a projetos que articulam teatro, circo, audiovisual e formação artística. Raquel também dirigiu o Teatro Caixa Preta em sua reabertura e atualmente está à frente da Coordenadoria de Cultura e Arte da UFSM.</p><p><b>Sexta-feira (13):</b> Marcia Henke, professora do curso superior de Redes de Computadores do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (Ctism). Doutora em Informática, coordena o projeto de extensão Gurias em Redes, que aproxima meninas em idade escolar da área da computação.</p><p>A série “Mulheres que fazem a UFSM: trajetórias que inspiram” também pode ser acompanhada pela internet, no <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/radio" target="_blank" rel="noopener"><i>site</i> das rádios da universidade</a>. Posteriormente, as entrevistas serão disponibilizadas no <a href="https://open.spotify.com/show/1kh22biupdbZzdntWKXO5a?si=cbc84c61a7b54c21&amp;nd=1&amp;dlsi=82e6fab4de7e4f85" target="_blank" rel="noopener">Spotify das Rádios da UFSM</a>.</p><p><i>Texto: Núcleo de Rádio</i></p>]]></content:encoded>
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