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				<title>Laboratório de Artes Visuais da UFSM promove oficinas para público acima de 50 anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/28/laboratorio-de-artes-visuais-da-ufsm-promove-oficinas-para-publico-acima-de-50-anos</link>
				<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 16:39:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Atividades reuniram técnicas naturais, artísticas e tecnológicas em experiências práticas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72628" align="alignleft" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IMG_3851-1024x683.jpg" alt="Foto colorida, em formato horizontal, mostra três copos transparentes posicionados lado a lado, contendo líquidos coloridos. Da esquerda para a direita, o primeiro copo contém tinta vermelha, produzida com páprica; o segundo, ao centro, apresenta tinta amarela, feita com colorau; e o terceiro, à direita, contém tinta verde, produzida com espinafre. Ao fundo, aparecem outros copos com diferentes cores de tinta. Todos estão sobre uma mesa de madeira. " width="500" height="333" /> Aquarelas feitas à base de pigmentos naturais[/caption]
<p data-start="348" data-end="650">O Laboratório de Criatividade e Inovação em Artes Visuais (LACRIA) da UFSM realizou, na tarde da última sexta-feira (24), duas oficinas gratuitas voltadas ao público acima de 50 anos. As atividades ocorreram na SEDUFSM, em Camobi, e abordaram técnicas artísticas relacionadas à natureza e à tecnologia.</p>
<p data-start="652" data-end="1137">As oficinas foram conduzidas por estudantes do Departamento de Artes Visuais, que compartilharam com os participantes conhecimentos desenvolvidos em sala de aula. Ofertada pela primeira vez, a programação incluiu uma oficina de aquarelas naturais, com uso de plantas, alimentos e temperos na produção de tintas, e uma oficina de animação com massinha de modelar, voltada à criação de vídeos em <em data-start="1059" data-end="1072">stop-motion</em>, técnica que utiliza sequências de imagens para gerar movimento.</p>
<h3 data-start="1139" data-end="1203">Oficinas incentivam criatividade e integração entre gerações</h3>
<p data-start="1205" data-end="1637">A coordenadora do LACRIA e docente do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGART), Flávia Pedrosa Vasconcelos, explica que a proposta surgiu a partir da observação do perfil populacional de Santa Maria. “Quando eu vim para a UFSM, em 2019, percebi que Santa Maria, de acordo com o IBGE, é uma das cidades que mais têm pessoas acima de 50 anos. E eu pensei: a gente devia fazer algum tipo de oficina para mantê-las ocupadas”, relata.</p>
<p data-start="1639" data-end="1982">Segundo a professora, atividades criativas são importantes nessa etapa da vida, pois estimulam capacidades cognitivas e contribuem para a autonomia e o bem-estar. Ela também destaca a troca de experiências entre gerações promovida pelas oficinas. “Essas pessoas têm muita história, conhecimentos que muitas vezes não estão nos livros”, afirma.</p>
<p data-start="1984" data-end="2265">A iniciativa também busca demonstrar que a produção artística pode ser realizada com materiais acessíveis. “O acesso aos materiais é grande, mas também é importante trabalhar com a possibilidade de não ter tudo disponível, porque é nesse momento que surgem novas ideias”, completa.</p>
<h3 data-start="2267" data-end="2320">Ao ensinar, estudantes também aprendem</h3>
[caption id="attachment_72629" align="alignright" width="501"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IMG_3784-1024x683.jpg" alt="Foto colorida, em formato horizontal, mostra ao centro duas mãos segurando um tablet com a câmera aberta, utilizado para gravar um vídeo em stop-motion com massinha de modelar. Sobre a mesa, há uma folha branca e, sobre ela, uma massinha verde modelada em forma de planta, imagem registrada na tela do aparelho. Ao fundo, em desfoque, aparecem outras peças de massinha já modeladas para compor o restante da animação, além de porções de massinha de diferentes cores ainda não utilizadas" width="501" height="334" /> Estudantes orientam participantes na produção de vídeos em stop-motion com massinha de modelar[/caption]
<p data-start="2322" data-end="2625">Para Adriana Antunes, estudante de Artes Visuais (Licenciatura) e monitora das oficinas, a experiência contribui para ampliar a formação acadêmica ao apresentar possibilidades de atuação além da sala de aula. Segundo ela, ações extensionistas exigem novas metodologias e formas de diálogo com o público. “Essa experiência nos mostra outras áreas em que podemos atuar, para além dos espaços formais de ensino”, afirma.</p>
<p data-start="2322" data-end="2625">Para a estudante, os participantes encontram nas atividades uma oportunidade de vivenciar experiências culturais e ampliar a sensibilização artística. "Passamos muito tempo da nossa vida sem termos a possibilidade de visitar exposições ou ir a espaços culturais. Então, esse momento é para explorar isso", afirma. Adriana também ressalta o caráter colaborativo da extensão. “Não estamos ali apenas para ensinar, mas para construir conhecimento junto com os participantes”, completa.</p>
<h3 data-start="2911" data-end="2969">Participantes destacam aprendizado e aplicação prática</h3>
<p data-start="2971" data-end="3307">Os participantes enfatizaram o caráter prático das oficinas e a possibilidade de aplicar os conhecimentos em diferentes contextos. A professora do Ipê Amarelo, Laisa Blancy Guarienti, avaliou a experiência como enriquecedora. “Foi uma tarde riquíssima, em que aprendi técnicas que poderei levar para trabalhar com as crianças”, destaca. Para ela, a oficina de tintas naturais despertou novas possibilidades para atividades criativas e de expressão artística com os estudantes.</p>
<p data-start="3309" data-end="3642">Já o professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM, Edson Luiz da Silva, aponta a relação das atividades com sua área de atuação. “Essas técnicas dialogam com representação gráfica e também podem ser aplicadas em sala de aula. A massinha, por exemplo, já utilizei como forma de estimular a expressão dos estudantes”, explica.</p>
<h3 data-start="3644" data-end="3682">Técnicas sustentáveis e acessíveis</h3>
[caption id="attachment_72630" align="alignleft" width="507"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IMG_3794-1024x683.jpg" alt="Foto colorida, em formato horizontal, mostrando uma mesa de madeira em ambiente interno. Em primeiro plano, duas mãos seguram um tablet na horizontal, com a câmera aberta gravando uma cena de animação em stop motion. Na tela do aparelho aparece uma folha branca com uma massinha verde modelada em formato de árvore ao centro. Sobre a mesa, ao fundo, há duas folhas brancas com pequenas figuras feitas de massinha verde distribuídas sobre elas. À esquerda, aparecem massinhas coloridas ainda sem uso" width="507" height="338" /> Técnica utiliza beterraba para produzir tinta na cor vermelha[/caption]
<p data-start="3684" data-end="4013">Na oficina de tintas naturais, os participantes aprenderam a produzir pigmentos artesanais a partir de ingredientes como colorau, beterraba, açafrão, páprica, café e espinafre. O processo envolveu etapas de trituração, diluição em água, filtragem e adição de álcool e bicarbonato de sódio, que auxiliam na conservação das tintas. A técnica foi desenvolvida com base em conteúdos da disciplina Arte, Meio Ambiente e Tecnologia e apresenta uma alternativa sustentável para a produção artística.</p>
<p data-start="4179" data-end="4450">Além das oficinas, o LACRIA atua como um espaço permanente de ensino, pesquisa e extensão da UFSM, com foco em processos criativos, teoria e história da arte. O laboratório está localizado na sala 1020 do bloco 40 do Centro de Artes e Letras (CAL) e funciona diariamente.</p>
<p data-start="4452" data-end="4643">As atividades do laboratório são divulgadas no Instagram do projeto (@lacria.dav.cal.ufsm).</p>
<p data-start="4645" data-end="4728"><em>Texto: Giovanna Felkl, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br data-start="4666" data-end="4669" /><em>Fotos: Adrieny Rosa, estudante de produçõa editorial e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto de extensão Mediações Artístico/Educativas oferece oficinas gratuitas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/04/30/projeto-de-extensao-mediacoes-artistico-educativas-oferece-oficinas-gratuitas</link>
				<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 10:48:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[artes visuais]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[lacria]]></category>

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						<description><![CDATA[Oficinas são ministradas por alunos do curso de licenciatura em Artes Visuais da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/04/Oficina-de-Pintura-Mural-Para-Criancas.jpg"><img class="alignright  wp-image-68947" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/04/Oficina-de-Pintura-Mural-Para-Criancas.jpg" alt="" width="363" height="454" /></a>A partir do projeto de extensão Mediações Artístico/Educativas, coordenado pela professora Flávia Pedrosa Vasconcelos, alunos da disciplina de Práticas em Arte/Educação 1, do curso de licenciatura em Artes Visuais da UFSM, estão ministrando oficinas gratuitas e abertas à comunidade.</p>
<p>Uma das próximas oficinas será de pintura mural para crianças, a ser realizada no dia 9 de maio, das 14h às 18h, na sala 1020 do prédio 40. São oferecidas 10 vagas para crianças de 6 a 12 anos. Os participantes recebem certificação. Inscrições para a oficina pelo <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScLSaDGZXOJVqqAdUOuKcBpEdfkObz0j7pXehEHy6oo5V8PHw/viewform" target="_blank" rel="noopener">formulário</a>. </p>
<p>As oficinas, supervisionadas pela professora Flávia, destacam os temas transversais e de aprofundamento na formação de professores que colaboram para a proposição e apropriação de experiências em espaços não formais de ensino, desenvolvendo habilidades didáticas e de produção de materiais criativos. </p>
<p>As próximas oficinas a serem oferecidas pelo projeto podem ser acompanhadas pelo <a href="https://www.instagram.com/lacria.dav.cal.ufsm?igsh=NHN2cnUzMzhiN242" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a> do Laboratório de Criatividade e Inovação em Artes Visuais (Lacria).</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>LACRIA e Museu de Solos do RS firmam parceria para pesquisas interdisciplinares</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2024/11/04/lacria-e-museu-de-solos-do-rs-firmam-parceria-para-pesquisas-interdisciplinares</link>
				<pubDate>Mon, 04 Nov 2024 19:10:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[lacria]]></category>
		<category><![CDATA[museu de solos]]></category>

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						<description><![CDATA[No dia 30 de outubro, o Laboratório de Criatividade e Inovação em Artes Visuais (LACRIA) da UFSM deu um passo significativo ao se reunir com o Professor Fabrício Pedrón, coordenador do Museu de Solos do RS, e sua equipe de bolsistas, firmando uma nova parceria focada em pesquisa inovadora. Durante o encontro, o professor Fabrício [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="wp-image-10836 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2024/11/04-11-24-2-e1730747379783-1024x649.jpg" alt="" width="629" height="399" />No dia 30 de outubro, o <a href="https://www.instagram.com/lacria.dav.cal.ufsm/"><strong>Laboratório de Criatividade e Inovação em Artes Visuais (LACRIA)</strong></a> da UFSM deu um passo significativo ao se reunir com o Professor Fabrício Pedrón, coordenador do <a href="https://www.instagram.com/museudesolosrs/"><strong>Museu de Solos do RS</strong></a>, e sua equipe de bolsistas, firmando uma nova parceria focada em pesquisa inovadora.</p>
<p>Durante o encontro, o professor Fabrício apresentou o trabalho desenvolvido no Museu do Solos, explorando uma coleção rica de amostras e abrindo caminhos para experiências de produção de tintas naturais com esses materiais.<img class="wp-image-10837 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2024/11/04-11-24-1024x772.jpg" alt="" width="379" height="286" /></p>
<p>Essa parceria visa fortalecer o diálogo entre Artes Visuais e Agronomia, complementando as colaborações já existentes entre LACRIA e os cursos de Química, Bioquímica e Biologia. A aliança interdisciplinar e transversal será um pilar para enfrentar, conjuntamente, desafios emergentes como a crise climática.</p>
<p>Com a união de diversas áreas do conhecimento, o LACRIA e o Museu de Solos caminham para a inovação e para a sustentabilidade, fortalecendo a produção artística e científica na UFSM.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM recebe professora de universidade de Madri para workshops sobre arte</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/10/17/professora-de-universidade-de-madri-ministra-workshops-sobre-arte-na-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 14:03:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[artes visuais]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
		<category><![CDATA[espanha]]></category>
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						<description><![CDATA[Pilar Pèrez vai abordar "Mediação Cultural Criativa" e "Derivas em Arte Contemporânea"]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div dir="auto" role="heading"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/WORKSHOP-MEDIACAO-CULTURAL-CRIATIVA.jpg"><img class="alignright  wp-image-64139" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/WORKSHOP-MEDIACAO-CULTURAL-CRIATIVA.jpg" alt="" width="457" height="457" /></a>O <span style="font-size: revert;color: initial">Laboratório de Criatividade e Inovação em Artes Visuais (Lacria) da UFSM recebe nos próximos dias, para workshops, Pilar Pèrez, doutora em Belas Artes, professora do Departamento de Educação Artística, Plástica e Visual da Faculdade de Formação e Educação de Professores da Universidade Autônoma de Madrid, na Espanha. </span></div>
<div dir="auto" role="heading"> </div>
<div dir="auto" role="heading">
<div class="ahS2Le">
<div class="F9yp7e ikZYwf LgNcQe" dir="auto" role="heading">O workshop "Mediação Cultural Criativa" será ministrado nos dias 19 e 26 de outubro, das 14h às 17h, na Sala Coworking, no prédio 61H - antigo Centro de Eventos. O objetivo é rever questões da formação de modo a potencializar mediações com um espaço criador e com gestão de processos criativos colaborativos e coletivos.</div>
<div dir="auto" role="heading"> </div>
</div>
<div dir="auto" role="heading">Já o workshop "Derivas em Arte Contemporânea" será realizado nos dias 20 e 27 de outubro, às 10h, na Sala Coworking, no prédio 2 - Incubadora Pulsar. A proposta é dialogar sobre a ideia de derivar e com isso pensar e produzir práticas artísticas que revejam os espaços e dialoguem transversalmente com a arte contemporânea.</div>
<div class="cBGGJ OIC90c" dir="auto"><br />As atividades são voltadas a <span style="color: initial">artistas, discentes, professores e público interessado. Inscrições pelo <a href="https://linktr.ee/Lacria" target="_blank" rel="noopener">link</a>. </span></div>
<div dir="auto"> </div>
<div dir="auto"><span style="font-size: revert;color: initial">O campo de pesquisa de Pilar é interdisciplinar, com atravessamentos entre o visual, a antropologia e a psicologia das profundezas. Tem atuações na área acadêmica que remetem ao ativismo, vinculando seu trabalho como professora universitária e repensando a identidade enquanto mulher e professora.</span></div>
</div>
<div dir="auto" role="heading"> </div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto da UFSM pesquisa a criação de tintas de baixa toxicidade a partir de plantas comuns</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/09/19/projeto-da-ufsm-pesquisa-a-criacao-de-tintas-de-baixa-toxicidade-a-partir-de-plantas-comuns</link>
				<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 13:27:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[transdisciplinaridade]]></category>

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						<description><![CDATA[Trabalho que surgiu nas Artes Visuais e se tornou transdisciplinar busca produzir tintas naturais que possam ser usadas por artistas e educadores]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">“Você olha por onde anda?” Essa pergunta normalmente é feita para quem, distraído, esbarra em obstáculos sem notar, mas também pode ser um convite para a inovação. Foi olhando pelos caminhos da UFSM que </span><span style="font-weight: 400">Flávia Pedrosa Vasconcelos, professora do Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGArt), criou o</span><span style="font-weight: 400"> projeto “</span><span style="font-weight: 400">Materiais artísticos, criatividade e potencialização de inovação desde a universidade</span><span style="font-weight: 400">”. Com o intuito de elaborar tintas com materiais de fácil acesso, que possam ser replicadas, e com baixa toxicidade, a iniciativa estuda o uso de plantas comuns no Rio Grande do Sul como matéria-prima.</span></p>
[caption id="attachment_63767" align="aligncenter" width="1001"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/image4.jpg"><img class="wp-image-63767" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/image4.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de uma mulher sentada atrás de um mesa com um computador em frente. A mulher usa óculos de armação branca, blusa preta e está com uma mão apoiada no rosto. O fundo é uma porta cinza com um jaleco amarelo e dois jalecos brancos pendurados. Detalhe de uma cortina branca acima de uma estante de livros na lateral direita e uma parede branca com um quadro de moldura preta acima de uma estante de madeira com objetos indefinidos." width="1001" height="450" /></a> Professora Flávia na sala onde coordena o Grupo AVEC e o Laboratório de Criatividade e Inovação[/caption]
<h3>Trilhas de arte e educação</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Natural de Fortaleza, Ceará, Flávia atuava como professora na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), no Campus de Juazeiro, Bahia. Lá, trabalhou com arte e educação </span><span style="font-weight: 400">e </span><span style="font-weight: 400">se envolveu no Projeto Escola Verde (PEV), do qual participa até hoje. O PEV investiga as dificuldades de inserção das questões ambientais na formação dos alunos de escolas de ensino fundamental, médio e superior da região do Vale do São Francisco e promove ações para reduzir os impactos com a participação das comunidades escolares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em busca de novas oportunidades e desafios, Flávia chegou na UFSM em 2020, com grandes expectativas. No entanto,</span> <span style="font-weight: 400">foi surpreendida pela pandemia após sua primeira aula na Instituição. Com o retorno presencial, quase dois anos depois, começou a praticar "</span><span style="font-weight: 400">caminhadas estéticas" - nome dado nas artes para a atividade de observação da natureza e suas potencialidades - </span><span style="font-weight: 400">junto ao </span><span style="font-weight: 400">Grupo de Pesquisa Artes Visuais e Criatividade (AVEC)</span><span style="font-weight: 400">, o qual coordena. </span><span style="font-weight: 400">“</span><span style="font-weight: 400">Vamos andando, observando e ouvindo o que a natureza está nos mostrando em termos visuais e nos sensibilizando por meio dela em silêncio”, explica a professora. A partir disso, surgiu a ideia de produzir tintas com materiais encontrados pelo chão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O primeiro material utilizado para produzir as tintas foi a terra. Porém, devido ao alto teor de metais pesados, acumulados em processos como a chuva, o resultado obtido foi bastante tóxico. Inicialmente, o uso do produto seria destinado apenas aos projetos dos próprios alunos de Artes Visuais, mas devido ao amplo trabalho ligado à educação básica e à extensão, Flávia decidiu pesquisar alternativas menos tóxicas que pudessem ser usadas e reproduzidas também nas escolas.</span></p>
<h3>A trajetória multidisciplinar </h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para que a ideia se materializasse, Flávia contou com o auxílio de professores de outras áreas da UFSM ao longo do caminho. O primeiro a apoiar a iniciativa foi o professor de Biologia Renato Zachia. A parceria surgiu através de uma visita ao Jardim Botânico de Santa Maria (JBSM), após sua reabertura - época em que Renato ainda era diretor do espaço. No projeto, o professor atua na área de Botânica Sistemática, que identifica as plantas, pesquisa novas espécies potenciais, de acordo com a viabilidade de uso e obtenção, além de participar das coletas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na busca de uma parceria na área química para seu grupo de pesquisa, o caminho de Flávia também se cruzou com a professora de Química da UFSM Ionara Dalcol, que trabalha com produtos naturais. Ionara conta que a parceria com o projeto de materiais artísticos foi uma consequência natural da colaboração inicial com o AVEC. A professora auxilia na parte de química orgânica, no desenvolvimento de novos produtos e na reciclagem de materiais para aplicação nas tinturas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro colaborador importante foi o professor de Bioquímica Félix Antunes, que atua na área de neurotoxicologia experimental. Já com o projeto iniciado, Flávia encontrou com Félix na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) - onde atua como pró-reitor substituto - e ele sugeriu a realização de testagens da toxicidade do material produzido e se dispôs a contribuir com a iniciativa. Dessa forma, o professor é responsável pelos testes de toxicidade e análise dos materiais produzidos. </span></p>
[caption id="attachment_63769" align="aligncenter" width="1001"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/image1.jpg"><img class="wp-image-63769 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/image1.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de uma bancada marrom. Em destaque quatro papéis sobre quatro retângulos de vidro. O primeiro papel à esquerda tem três traços horizontais de tinta no tom amarelo claro. O segundo papel tem três traços horizontais de tinta no tom rosa claro. O terceiro papel tem três traços horizontais de tinta no tom azul claro. O quarto papel tem três traços horizontais de tinta no tom amarelo escuro. Centralizado no centro um papel escrito “amostras secando!”. No canto superior direito quatro frascos de vidro desfocados." width="1001" height="450" /></a> Amostras das tintas à base de giz secando no laboratório[/caption]
<h3>Reestruturação do projeto</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Em seu registro oficial, em junho de 2022, o projeto foi cadastrado como de extensão e chamado “Artes visuais e transversalidades: arte/educação ambiental em processos criativos”. Porém, a partir de maio deste ano, ganhou o novo nome e passou a ser registrado como pesquisa, pois apesar de não ter chegado a um produto final e ainda estar aberto a novas possibilidades de materiais, já superou a fase inicial de exploração. Fase essa que inspirou a construção de uma cartilha que orienta a criação de pigmentos naturais com plantas comuns no Rio Grande do Sul. A cartilha está em etapa de finalização e até o final do ano deve concorrer ao edital de publicações editoriais, ligado à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), devido à origem extensionista do projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entretanto, a mudança de extensão para pesquisa está ligada, principalmente, à necessidade de registro do projeto no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen), uma plataforma de cadastramento obrigatório para pesquisas realizadas com patrimônio genético. A espécie cadastrada no sistema foi a maria-mole (<em>Senecio brasiliensis</em>), muito comum no Rio Grande do Sul e considerada uma praga por causar intoxicação ao gado e ocasionar altas taxas de mortalidade animal no estado. A aposta do grupo, quanto ao controle e manejo da planta, é a produção de tintas para uso artístico, que diminui o efeito tóxico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além dela, espécies exóticas também são testadas, como a chamada trombeta chinesa (<em>Campsis grandiflora</em>). Apesar de apresentar característica invasiva e seiva (líquido responsável por sua nutrição) tóxica, é muito utilizada como erva em tratamentos da Medicina Tradicional Chinesa, por suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, que auxiliam a função renal e favorecem a circulação sanguínea. O desafio de seu uso está em diminuir sua toxicidade e encontrar um fator-comum na produção da cor com potencialidade terapêutica.</span></p>
[caption id="attachment_63768" align="aligncenter" width="1001"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/image6.jpg"><img class="wp-image-63768 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/image6.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de dois frascos de vidro com a tampa cinza sobre uma bancada laranja. Um dos frascos tem um adesivo grande colado em frente com a data de 20 de janeiro de 2023 abaixo escrito trombeta chinesa e álcool. O outro frasco tem um líquido amarelo dentro e do lado de fora tem adesivo com a data de 10 de outubro de 2022 abaixo escrito maria mole e álcool. O fundo são embalagens desfocadas que se refletem na bancada." width="1001" height="450" /></a> Amostras de tintas produzidas com as espécies maria-mole e trombeta chinesa[/caption]
<h3>Procedimentos e materiais</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Paralelo à produção a partir de plantas, o grupo também realiza as testagens de uma tinta alternativa, que utiliza giz de lousa como matéria-prima. A ideia surgiu nesse ano e visa reutilizar restos de giz arrecadados pelas escolas integrantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) de Artes, o qual Flávia também coordena. Embora o giz seja um material tóxico, a ação é diminuída em estado aquoso, e tanto o giz quanto as plantas passam pelo processo de diluição com outras substâncias de fácil acesso, para adquirir consistência, durabilidade e diminuir a toxicidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Uma das ideias centrais do projeto é que o processo de produção das tintas seja o mais simples possível, para que possam ser reproduzidos por artistas ou em escolas. Tanto na tintura à base de giz quanto de planta, o primeiro estágio do procedimento é o de maceração, em que os materiais são amassados em um tipo de pilão e depois misturados com água quente, vinagre, cola, álcool 90% ou outros materiais comuns usados para teste. Após a preparação da solução, as amostras ficam sob observação no laboratório para análise do resultado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Graças ao trabalho coletivo com os colegas Félix e Ionara e de desapegos de outros professores do CAL, Flávia conseguiu reunir um pequeno acervo de instrumentos de laboratório, como a balança de precisão, os instrumentos de maceração, entre outros, ao longo do tempo. Materiais usados na preparação das tintas, como vinagre e álcool, muitas vezes são providenciados através de recursos próprios da professora.</span></p>
<h3>Obstáculos que exigem inovação</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A ideia de inovação do projeto está ligada à criatividade de produzir coisas novas a partir do contexto que se está inserido. Assim, a inovação está relacionada à criação de tintas a partir de plantas características do Rio Grande do Sul. Porém, o contexto não diz respeito apenas à geografia e suas características físicas, mas também engloba a realidade do cenário, com todas as suas dificuldades. A maior delas, apontada por Flávia, é a falta de recursos e infraestrutura adequada para produzir os materiais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O primeiro espaço a abrigar a produção das tintas foi o Laboratório do Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais (NPPN), cedido provisoriamente pela professora Ionara Dalcol, enquanto aguardava a chegada de outros três colegas. Lá foram produzidos os primeiros testes, porém cerca de um mês depois, o grupo teve que se realocar. Desde então, já passou por mais três locais temporários no Centro de Artes e Letras (CAL). No momento, o projeto está sem um local para continuar o trabalho e não tem ao menos previsão de conseguir uma sala. Para Flávia, através desses desafios, </span><span style="font-weight: 400">“</span><span style="font-weight: 400">temos que desenvolver a capacidade de pensar, de encontrar brecha, uma solução. Se não tem, como eu faço? Isso é resistência”. </span></p>
[caption id="attachment_63770" align="alignright" width="445"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/image5-e1695129228408.jpg"><img class="wp-image-63770" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/image5-e1695129228408.jpg" alt="Foto horizontal e colorida em destaque no centro potes de porcelana branca empilhados com três socadores de madeira dentro. Do lado direito um  frasco de vidro usado em laboratório. Do lado esquerdo quatro frascos de vidro com medidas usados em laboratório. No fundo uma parede branca e embalagens de detergente, vinagre e álcool usados na produção das tintas
" width="445" height="399" /></a> Materiais de laboratório usados na produção das tintas[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">No momento, o projeto está em seu quarto local de trabalho, sem a infraestrutura adequada ou garantia de permanência. O espaço onde atualmente se localiza o </span><span style="font-weight: 400">Laboratório de Criatividade e Inovação em Artes Visuais (LACRIA) foi improvisado junto à sala de reuniões do grupo de pesquisa AVEC, para não interromper totalmente as atividades do projeto. Porém, não está nem perto do ideal, pois não possui nem mesmo pia, essencial para a produção das tintas. </span></p>
<h3>Dificuldades infra-estruturais</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Durante os processos de mudança, metade do material que já havia sido coletado e produzido foi perdido devido às condições de armazenamento. Isso ocorreu porque as tintas estavam em potes de plástico ao invés de vidro, que o grupo descobriu ser o ideal para preservar a tinta natural, mas foi a solução encontrada na falta de recipientes adequados. As primeiras amostras foram armazenadas em frascos de medicamento de vidro, doados pelo Husm, porém o local não concede mais o insumo. Alguns tubos doados pela professora Ionara hoje recebem amostras de outro tipo de tinta, à base de giz de lousa, testada pelo grupo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Contudo, o principal problema era a refrigeração. A saída do laboratório da professora Ionara deixou o projeto sem geladeira para armazenar as amostras. Como a produção é feita com plantas, ou seja, matéria orgânica, elas precisam ser conservadas para conter a ação do oxigênio, que causa o mofo, por exemplo. Além disso, através da pesquisa, o grupo descobriu que as plantas congeladas muitas vezes liberam mais pigmento. Dessa forma, a refrigeração dos materiais é importante não só para a conservação, mas também ajuda na potencialização das cores e no resultado do produto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outra preocupação gerada pelas dificuldades de armazenamento é o desperdício. “</span><span style="font-weight: 400">Nós fazemos a coleta das plantas daquela estação com o professor Renato Zachia e seus estudantes. Depois botamos as plantas na estufa e levamos para o Herbário, onde são registradas e identificadas cientificamente. Parte desta coleta, que não foi para o Herbário, é usada para fazer tinta no mesmo dia. Mas o que ocorre? Ou armazenamos direto na geladeira o que sobrou dessa coleta, para fazer mais tinta, ou jogamos tudo fora. Como não temos geladeira, precisamos ficar coletando várias vezes”, relata Flávia. </span></p>
[caption id="attachment_63771" align="alignleft" width="289"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/image3.jpg"><img class="wp-image-63771" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/image3.jpg" alt="Foto vertical e colorida. Em destaque no canto direito uma mulher de jaleco branco segura com uma mão no alto um frasco de vidro de laboratório com um líquido transparente dentro. A outra mão apoiada em uma mesa marrom escura com objetos de laboratório. No fundo três pessoas mexem em objetos de laboratório sobre a mesa." width="289" height="386" /></a> Integrante do grupo, Gabriela Novaczinski ministrou minicurso (Foto: Lucas Torrico)[/caption]
<h3>Extensão das artes</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Ainda que formalmente o projeto não se caracterize mais como extensão, o viés extensionista continua presente também através da promoção de cursos - muito comum desde o início. O primeiro ofertado após a mudança foi de Práticas de Laboratório em Artes, ministrado no final de agosto pela estudante de Artes Visuais e integrante do projeto Gabriela Novaczinski, que compartilhou o conhecimento adquirido como ex-acadêmica do curso de Farmácia. O minicurso abordou </span><span style="font-weight: 400">tópicos como segurança, vestimentas, instrumentos e protocolos de laboratório, além de procedimentos básicos, como maceração, pesagem, diluição, soluções e a demonstração de uma reação exotérmica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Gabriela, é necessário relacionar artes com ciências naturais, exatas e as demais áreas, pois elas permeiam todos os campos, e essa quebra de barreiras pode fortalecer também os futuros artistas. “Acho importante os estudantes de Artes Visuais entenderem que eles podem e devem adentrar outros espaços e perder o medo do desconhecido, o medo de não ser levado a sério em uma pesquisa com outra área. Esse medo vem do fato de as artes serem uma área, muitas vezes, subjugada pelo que se entende de arte. Não apenas desenhamos e pintamos. Produzimos registro, subjetividade, cultura e também ciência”, declara Gabriela.</span></p>
<h3>Transversalidade, interação e divulgação científica</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Uma característica marcante que permeia toda a trajetória do projeto é a união entre diferentes áreas do conhecimento. A coordenadora destaca que muito antes de estabelecer uma relação profissional com os professores participantes, veio uma relação de afeto: “antes de pensar nessas pessoas como pesquisadores, eu pensei neles como pessoas que têm uma história muito grande de pertencimento à UFSM”. Para Flávia, saber reconhecer os saberes do outro e se dispor a abrir espaço para contribuições é uma grande dificuldade atualmente. “Qual é o desafio do século XXI para a formação das pessoas? O diálogo, a colaboração, a transversalidade, porque uma coisa é falar, outra coisa é fazer”, analisa. E de acordo com a professora, o grupo consegue cumprir esse desafio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para o professor Renato Zachia, foi justamente o caráter multidisciplinar que despertou o interesse em participar do projeto. “</span><span style="font-weight: 400">A transdisciplinaridade é o melhor caminho para a construção do conhecimento, pois integra as diferentes abordagens temáticas num contexto do mundo real, onde não existem disciplinas”, afirma. Para ele, faltam abordagens na própria biologia que explorem criativamente as potencialidades dos seres vivos: “Há poucas iniciativas de pesquisa sobre o potencial de produção de materiais corantes a partir de vegetais, em especial os nativos, que valorizam a nossa biodiversidade, pois trazem um outro olhar para as plantas locais ou regionais”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Todas as áreas do conhecimento estão intimamente relacionadas e, segundo a professora Ionara Dalcol, projetos como o Materiais Artísticos permitem novas formas de conexão entre elas, pois “levam-nos a aprender a escutar e respeitar diferentes formas de pensar e nos permitem aplicar conhecimentos adquiridos a novas situações; fazem com que pensemos fora da nossa ‘caixa’ habitual”. Para a professora, de modo geral, o projeto “busca explorar novas possibilidades para a construção do conhecimento”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já o professor Félix Antunes viu no projeto uma oportunidade de contribuir com uma pesquisa "rara": “é muito difícil um pesquisador tentar algo que envolva diferentes áreas do conhecimento. O projeto idealizado pela Flávia traz questões fundamentais para a pesquisa, pois ele é realmente aquilo que a ciência deveria ser, buscar os limites dos conhecimentos nas mais diferentes áreas, de forma que se complementem no desenvolvimento e obtenção dos resultados”. Félix ressalta que a relação entre as áreas beneficia tanto a ciência quanto os próprios estudantes envolvidos: “a possibilidade de interação, principalmente entre alunos de diferentes áreas pode fazer com que eles ampliem suas capacidades e possamos estimular de diferentes formas a criatividade dos envolvidos”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O crescimento na interação entre os estudantes é um grande objetivo para o futuro, de acordo com Flávia:</span><span style="font-weight: 400"> “meu sonho é que um dia venha um aluno de cada área para o projeto, da química, da bioquímica, da biologia, porque integraria as áreas”. Mas assim como ela trabalha para que seu sonho se realize, sabe que os colegas Renato, Ionara e Félix também se esforçam para isso: “eles também querem ver o projeto crescer e entendem que é importante a interdisciplinaridade e a transversalidade para formação dos alunos, pensamos na melhor formação deles”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acima de tudo, o combustível que impulsiona Flávia a continuar o trabalho, mesmo com todas as dificuldades, é a felicidade e empolgação dos estudantes em fazer o projeto acontecer.</span><span style="font-weight: 400"> </span><span style="font-weight: 400">“Vamos lutar, porque foi muito recompensante começar essa pesquisa. Estamos com dificuldades e adversidades para fazê-la, mas sempre enfrentando. Seria muito importante que a gestão da UFSM olhasse com carinho para esse projeto e visse sua potencialidade e pudéssemos utilizar um espaço adequado com infraestrutura para o futuro dessa pesquisa e de outras que dela possam derivar. Quando eu vejo os alunos, o que mais me motiva é ver o brilho no olho deles, acredito que essa vontade leva à criatividade e por conseguinte à inovação”, declara a professora.</span></p>
<p><em>Texto e fotos: Julia Maciel Weber, acadêmica de Jornalismo, estagiária da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Lucas Casali e Ricardo Bonfanti, jornalistas</em></p>
<p> </p>
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